10 horas da manhã: há 17 horas Arruda está preso

Ontem, às 4 da tarde, às 5 e às 6, noticiei, muitas vezes na frente de todos, o que estava acontecendo. Até o fato do Ministro da Justiça ter sido acionado pelo presidente Lula, “para evitar que o governador fosse exposto”, saiu aqui, logo, logo. Horas depois divulgaram.

Às 5 da tarde, quando soube da decisão do relator Ministro Fernando Gonçalves, referendada pela Comissão Especial (de 15 ministros) do STJ, Arruda seguiu direto para a Polícia Federal. Estratégia de sucesso. Se livrou de “500 microfones” na sua cara, centenas de fotos e de perguntas chatas, do tipo, “como o senhor recebeu a ordem de prisão?”. Ninguém viu, ouviu ou fotografou o governador preso.

Antes de sair de casa, Arruda telefonou para dois dos mais caros advogados, contratando-os para defendê-lo. Um deles, advogado de Daniel Dantas, com vasta experiência de defender corruptos.

Esse advogado, na primeira aparição, “parecendo revoltado”, dizia: “Estou entrando com o pedido de Habeas -Corpus no Supremo, a prisão é desnecessária e ilegal, meu cliente nem foi ouvido”. Ha! Ha! Ha!

No mesmo momento, com a prisão determinada pelo próprio STJ, o relator, Fernando Gonçalves, informava o cidadão-contribuinte-eleitor: “Eu conhecia o caso pelas noticias que circulavam. Quando recebi os autos, tomei conhecimento dos fatos e acusações gravíssimas”.

Normalmente, devido à hora, o pedido de Habeas-Corpus deveria ir para o Presidente do Supremo, Gilmar Mendes. Mas por causa de suas ligações (causídicas) com personagens envolvidos, seria imprudência colocá-lo no centro desses acontecimentos. Foi então para o Ministro Marco Aurélio Mello, um dos três únicos Ministros do Supremo que redigem seus votos, discursos e conferências.

Marco Aurélio passou o resto da tarde, a noite e a parte da manhã, estudando como relatar a questão. (Continua, irei informando o que acontecer, jurídica e politicamente).

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