Mendonça acumula pedidos de soltura em inquérito sobre desvios do INSS

Entre multas canceladas e crédito facilitado, Planalto intensifica estratégia para frear rejeição a Lula

Delação travada expõe impasse entre a defesa de Vorcaro e os investigadores da PF

Dino marca audiência sobre emendas e admite que STF não tem prazo para encerrar monitoramento

Ministro apontou que o caso é de “difícil equacionamento”

Pepita Ortega
O Globo

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça que “não há prazo determinado” para que a Corte encerre o monitoramento sobre as emendas parlamentares.

O ministro apontou que o caso é de “difícil equacionamento” e o comparou com o inquérito das fake News, que completou sete anos de andamento. Segundo ele, tais tipos de processos não são resolvidos com “respostas simples ou instantâneas” e exigem “tempo institucional de amadurecimento”, “sob pena de que a solução se revele ineficaz ou insuficiente”.

NOVA AUDIÊNCIA – A ponderação ocorreu quando Dino marcou mais uma audiência na ação que determinou a rastreabilidade de emendas parlamentares, agora para tratar da eficácia da destinação dos recursos federais, especialmente sua “aptidão” para implantação de políticas públicas. A audiência agendada para o dia 13 de maio terá o objetivo de discutir estudos científicos que podem basear novas decisões sobre a alocação e execução das emendas.

Ao agendar o procedimento, o ministro traçou um paralelo entre a ação sobre as emendas parlamentares e uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que declarou inconstitucional a segregação racial nas escolas públicas. Segundo Dino, a supervisão judicial da Justiça dos EUA sobre o tema se estendeu por mais de dez anos.

DECISÕES EM CASCATA – O ministro classificou o processo sob sua relatoria como “estrutural”, que demanda “decisões em cascata” para construir continuamente “soluções adequadas para problemas complexos”. Segundo Dino, o acompanhamento do STF sobre a transparência das emendas parlamentares só terá fim quando “for possível assegurar o regular funcionamento do processo orçamentário e da execução das emendas parlamentares, em todos os níveis da Federação, em conformidade com os princípios da transparência e da rastreabilidade”.

Foram convidados a participar do encontro integrantes do movimento orçamento Bem Gasto e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), além de representantes da Advocacia-Geral da União, do Senado, da Câmara dos Deputados, da Controladoria-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República. Também foi convidado o PSOL, partido que ajuizou a ação sobre as emendas no STF.

“APTIDÃO” – Dino anotou que a “aptidão” das emendas parlamentares para viabilizar políticas públicas é uma exigência prevista na Constituição. O ministro anotou que pesquisas científicas podem ajudar na discussão sobre o tema, citando estudos divulgados pelo Movimento Orçamento Bem Gasto, neste ano, e pelo Ipea, no ano passado. O ministro anotou que as pesquisas apontam “baixa relevância ” das emendas parlamentares individuais, assim como “insuficiência de transparência” na alocação das verbas federais.

Nessa linha, o relator disse ser “imprescindível” verificar se a destinação de emendas tem resultado em “redução de desigualdades, melhoria da infraestrutura e mitigação da vulnerabilidade social”.

“Não é admissível, em um cenário de escassez de recursos públicos, que a destinação de emendas parlamentares se dissocie de um adequado planejamento, tampouco que resulte, na ponta, em ineficiências que comprometam a efetividade das políticas públicas”, frisou.

A mulher doida de amor e a mulher santa, na poesia magistral de Adélia Prado

😉O que Adélia e Fernanda Montenegro têm em comum? 🥰Ambas possuem relação  com "Dona Doida". 🎥A partir da obra Adeliana, a atriz protagonizou a peça "Dona  Doida: Um Interlúdio", que estreou em

Fernanda e Adélia Prado na montagem de “Dona Doida”

Paulo Peres
Poemas & Canções

A professora, escritora e poeta mineira Adélia Luzia Prado de Freitas, no poema “A Serenata”, pressente a chegada do desespero. Este poema ficou famoso e serviu e inspiração a Fernanda Montenegro para montar o monólogo teatral “Dona Doida”, que fez enorme sucesso e consolidou a amizade entre ela e Adélia Prado.

A SERENATA
Adélia Prado

Uma noite de lua pálida e gerânios
ele viria com boca e mão incríveis
tocar flauta no jardim.
Estou no começo do meu desespero
e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa.
Eu que rejeito e exprobo
o que não for natural como sangue e veias
descubro que estou chorando todo dia,
os cabelos entristecidos,
a pele assaltada de indecisão.
Quando ele vier, porque é certo que ele vem,
de que modo vou chegar ao balcão sem juventude?
A lua, os gerânios e ele serão os mesmos
– só a mulher entre as coisas envelhece.
De que modo vou abrir a janela, se não for doida?
Como a fecharei, se não for santa?

PF mira escritórios de advocacia em operação contra fraudes milionárias no INSS

Nikolas, Zema e o clã Bolsonaro na disputa interna que redefine forças na direita

Indicado ao STF, Messias enfrenta cerco no Senado e terá que provar autonomia do governo

Desenrola 2.0: será um alívio imediato ou apenas uma ilusão de solvência?

Supremo se preocupa com baixarias na campanha eleitoral e começa a fazer cobranças

Charge: Campanha nas redes - Blog do AFTM

Charge do Cazo (Blog do AFTM)

Vicente Limongi Netto

Eleições distantes, mas o estoque de agressões e injúrias entre candidatos e pré-candidatos é espantoso. De corar freiras. O Supremo Tribunal Federal tenta colocar freios nos mais afoitos, que exageram, ultrapassam os limites do bom senso, da educação e do respeito. ]

Famílias começam a entrar no rol degradante, infame e covarde de injúrias pessoais. Liberdade de expressão não pode ser confundida com irresponsabilidades, mesquinharias,  torpezas e leviandades.

EXCESSO DE TOLICES – Jovens prontos para votar pela primeira vez estão perplexos com excessos de tolices na mídia e redes sociais.  Com exageros de linguagem, a vulgarização de gestos e atitudes começa a ser gritante e avassaladora.

Campanhas eleitorais precisam pontuar ideias e planos de ação. Eleitores, na imensa maioria, repudiam ofensas. Esperam debates civilizados entre os candidatos. Nesta linha, o Supremo Tribunal Federal tem agido com firmeza, punindo com severidade e rigor candidatos que preferem insultar, ao invés de que pensar, argumentar e raciocinar.

Os punidos, já tornados réus, alegam perseguição. Não creio. Democracia é respeito, não é baderna nem xingamentos.  Não demora, a Suprema Corte cortará as asas de mais açodados. E os palanques eleitorais ficarão mais saudáveis….

Campanha por Messias vira operação com pressão de ministros e negociação no Congresso

Expectativa é de que resultado seja apertado

Luísa Martins
Folha

A campanha de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) junto a senadores para tentar aprovar a indicação de Jorge Messias como novo integrante da corte incluiu o “superpoder” de influência de André Mendonça, uma virada no posicionamento de Gilmar Mendes e um encontro mediado por Cristiano Zanin.

Magistrados se dizem otimistas com os efeitos da atuação coordenada e têm expectativa de que Messias seja aprovado, embora por um placar apertado. A sabatina está prevista para esta quarta-feira (29). Conforme mostrou a Folha, o governo Lula (PT) também intensificou a ofensiva a favor de Messias, negociando cargos e emendas para garantir a aprovação.

CABO ELEITORAL – Tão logo Messias foi indicado, em novembro do ano passado, Mendonça se tornou seu maior cabo eleitoral no Senado, ajudando a diminuir a resistência demonstrada pela bancada evangélica. Embora indicados por governos ideologicamente opostos, a religião é um ponto comum entre ambos, assim como a carreira na AGU (Advocacia-Geral da União).

Parlamentares relatam que a influência de Mendonça —nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)— cresceu depois que ele se tornou relator de duas investigações criminais potencialmente explosivas para a República: uma sobre os desvios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e outra sobre as fraudes financeiras do Banco Master.

Mendonça contou com a ajuda do ministro Kassio Nunes Marques para tentar convencer os senadores de oposição de que Messias, apesar de ser AGU de Lula e de ter sido subchefe de assuntos jurídicos do governo de Dilma Rousseff, não faz parte da militância petista clássica e pode ajudar a fortalecer a ala mais conservadora do Supremo.

MUDANÇA – A interlocutores bolsonaristas os magistrados afirmaram que Messias, além de ter perfil técnico, representaria uma mudança significativa de posição em relação ao seu antecessor na corte, o ministro Luís Roberto Barroso, especialmente nas chamadas “pautas de costumes”, que envolvem questões como aborto e drogas.

Decano do STF, Gilmar passou a apoiar Messias na reta final da campanha. Inicialmente, ele era um entusiasta da indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG), conforme ele próprio declarou à Folha ainda em agosto, antes de Barroso se aposentar.

“A corte precisa de pessoas corajosas e preparadas juridicamente”, disse o decano à coluna Mônica Bergamo. “E o senador Pacheco é o nosso candidato. O STF é jogo para adultos”, disse, dando a entender que outros ministros também apoiavam o nome do parlamentar para integrar o tribunal.

FRUSTRAÇÃO – A indicação de Messias frustrou os apoiadores de Pacheco, entre eles o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O clima de indisposição o levou a marcar a sabatina ainda para dezembro, antes de o Palácio do Planalto oficializar a mensagem presidencial. A data acabou adiada, mas Alcolumbre acusou Lula de “omissão grave”.

Gilmar, entretanto, não permaneceu no coro dos descontentes e passou a defender Messias não só em conversas privadas com senadores como também publicamente. Nas redes sociais, escreveu que as “críticas vazias” ao AGU ignoram seu “currículo qualificado, marcado por vasta experiência na administração pública e sólida formação acadêmica”.

Ministros e parlamentares veem nas ações do decano uma tentativa de conseguir a adesão de Messias ao seu grupo dentro do STF, que é oposto ao de Mendonça. A corte hoje está dividida sobre qual a melhor maneira de enfrentar as crises do tribunal, diante das repercussões do caso Master e de um possível aumento de ataques durante as eleições.

AJUDA DE ZANIN – Para driblar a dificuldade de obter um encontro reservado com Alcolumbre, Messias contou com a ajuda de Zanin. O ministro convidou Alcolumbre para um jantar em sua casa, em Brasília. O presidente do Senado disse a aliados que ficou surpreendido quanto o anfitrião perguntou se o advogado-geral poderia se juntar ao grupo. Pacheco e o ministro Alexandre de Moraes também estavam presentes.

Segundo interlocutores de Alcolumbre, ele não se opôs, mas relatou posteriormente um clima de constrangimento. Na conversa, Messias pediu abertamente o apoio do senador, que preferiu não se comprometer, apenas garantir que o indicado por Lula ao STF seria tratado com respeito e que o rito da sabatina seria integralmente cumprido.

Suspeita de fraude aumenta, porque Messias “provou” prática forense que jamais teve

Na reta final para a sabatina, Messias tenta agenda com Alcolumbre e se reúne com cúpula da CCJ

Senadores precisam exigir a carteira original de Messias na OAB

Carlos Newton

Nesta série de reportagens da Tribuna da Internet sobre a indicação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal, foi levantada a suspeita de fraude na comprovação de que em 2006 o então bacharel Jorge Messias já teria dois anos de prática forense, condição exigida para ser nomeado procurador da Fazenda Nacional.

A ocorrência de irregularidade no cumprimento dessa obrigatoriedade fica reforçada agora, às vésperas da aprovação de Messias pelo Senado, devido ao teor do Ofício nº 54 da Escola de Administração Fazendária (ESAF), de 8 de junho de 2006.

SEM PRÁTICA FORENSE – Esse comunicado oficial relaciona os candidatos que conseguiram demonstrar os dois anos de experiência jurídica. Entre eles estava José Messias.

Essa informação do edital vem comprovar a impossibilidade de Messias ter cumprido regularmente a exigência, porque se formou em fins de 2003, mas desde fevereiro de 2002 já estava trabalhando na Caixa Econômica Federal em Recife, como técnico bancário, em regime de horário integral e dedicação exclusiva, conforme ele próprio registrou em seus vários currículos.

Caixa Econômica Federal (08/2002-06/2006) – Técnico Bancário. Vínculo: Celetista formal. Enquadramento Funcional: Empregado Concursado. Carga horária: 40., Regime: Dedicação exclusiva” – informou o próprio Messias.

IMPOSSIBILIDADE – Não houve engano, Messias não digitou errado as datas, porque nos currículos ele discrimina as atividades em Recife: 08/2002-01/2004, Direção e administração, Agência Teatro Marrocos. Cargo ou função, Técnico de Fomento. 02/2004-06/2006, Direção e administração, Agência Teatro Marrocos. Cargo ou função, Gerente de Relacionamento Estados e Municípios.

Bem, trabalhando das 9 às 17 horas na agência da Caixa, o jovem bacharel Jorge Messias não poderia estar atuando ao mesmo tempo no Fórum de Recife, em busca de dois anos de prática forense. Justamente por isso, não existe, em nenhum dos quatro currículos de Messias a citação de que tenha feito estágio como estudante ou bacharel, antes de fazer o exame da OAB.

Para comprovar esse período de experiência, é necessário demonstrar atuação em cinco atos judiciais por ano, mediante cópias autenticadas de petições em que apareçam data e nome/assinatura do advogado. Messias não tinha nada disso, por trabalhar em horário integral na agência da Caixa.

IMPOSSIBILIDADE – Como se vê, Messias somente poderia provar os dois anos através de declaração emitida por algum escritório de advocacia de Recife, informando que ele trabalhara dois anos como estagiário.

Mas isso somente poderia ser provado se tivesse carreira de trabalho assinada e inscrição na OAB como estagiário antes de 8 de junho de 2004, porque esse registro provisório teria de ser feito dois anos antes de Messias ser nomeado.

Como ele admite ter trabalhado na Caixa Econômica durante esses alegados dois anos, em “horário integral e dedicação exclusiva”, não teria valor qualquer documento que possa ter entregue à ESAF para comprovar esses dois anos de estágio, sem a apresentação simultânea das dez cópias autenticadas de petições incluindo o nome dele como estagiário, caso contrário sua nomeação teria ocorrido mediante fraude.

INSCRIÇÃO NA OAB – Dai a importância da primeira inscrição de Messias na OAB de Pernambuco, antes dele cancelá-la e transferi-la para Brasília, fazendo com que seus dados literalmente sumissem do histórico da Seccional da Ordem.

Esse cancelamento da inscrição original na OAB, ao se mudar para outro Estado, é um ato absolutamente incomum, somente praticado por advogado que fracassa na profissão e tem dificuldades para pagar a anuidade num Estado e evita pagar em duas Seccionais da OAB.

A prática é exatamente o contrário. Quando se mudam para a capital do país e assumem importantes cargos públicos, os advogados sempre têm orgulho de manter a inscrição em sua terra de origem e fazem apenas uma inscrição suplementar no DF, sem cancelar e apagar o registro  original.

EXIBIR A CARTEIRA – Diante dessa nebulosa situação, para aprovar Jorge Messias na sabatina, os 27 membros da Comissão de Constituição e Justiça do Senado precisam exigir que ele exiba sua carteira original da OAB, para que seja possível saber se estava inscrito como estagiário antes de 8 de junho de 2004.

Se o registro for posterior, comprova que a nomeação foi mesmo fraudada. Infelizmente, a OAB se recusa a divulgar a data dessa inscrição, exigindo que o jornalista da Tribuna da Internet entre na Justiça para que algum juiz autorize a divulgação, vejam até onde vai a desfaçatez dessa gente.

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P.S. 1 –
Comprovar prática forense é como demonstrar que foi vacinado. Ou você exibe o certificado na hora ou terá de fabricar um e apresentá-lo em grau de recurso. Foi o que aconteceu com Jorge Messias. Não tinha como provar a prática forense e teve de fabricar um certificado.

P.S. 2 – Esta série de reportagens mostra que Jorge Messias está realmente sob suspeita. Mas o motivo maior para o Senado não aceitar a ida dele para o STF é o simples fato de não ter notório saber nem reputação ilibada. Como disse lá atrás o almirante Francisco Barroso, o Brasil espera que cada um cumpra seu dever. (C.N.)

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