Alckmin erra o alvo de novo, ao criticar candidatos que trocaram de partido

Givaldo Barbosa

No desespero para decolar, Alckmin acaba se afundando

Bernardo Mello Franco
O Globo

Empacado nas pesquisas, Geraldo Alckmin passou a apostar no confronto para ser notado na corrida presidencial. No início do mês, ele desafiou Jair Bolsonaro para debater segurança pública. O tiro saiu pela culatra. O capitão esnobou o convite e ainda debochou da situação do tucano: “Quando estiver na minha frente em São Paulo, ou atingir os dois dígitos, ele liga para mim”.

Nesta semana, Alckmin tentou outra investida para polemizar com os rivais. Sua campanha divulgou um vídeo com críticas a candidatos que mudaram muito de partido. Além de Bolsonaro, entraram na mira Marina Silva, Ciro Gomes e até Henrique Meirelles, o lanterninha da disputa.

HÁ 30 ANOS… – “Se coerência de ideias importa, tem gente que precisa dar boas explicações”, diz a propaganda. Em seguida, uma animação descreve o vaivém partidário dos candidatos em tom de reprovação. “Agora veja o Geraldo Alckmin, há 30 anos no mesmo partido, o PSDB”, elogia o locutor.

O troca-troca de legendas é um problema da política e dos políticos brasileiros. Ao se filiar ao PDT, em setembro de 2015, Ciro ensaiou uma autocrítica. “Minha vida partidária é uma tragédia, muito ruim mesmo. Mas mudo de partido, não de convicções”, desculpou-se.

QUEM SE IMPORTA? – A questão é saber se o eleitor se importa com isso. A última rodada do Datafolha mostrou que o prestígio dos partidos anda baixíssimo. Numa lista de dez instituições, eles ficaram com o menor índice de confiança. Quase sete em cada dez entrevistados (68%) disseram que não confiam nas legendas. Outros 28% confiam um pouco, e apenas 2% confiam muito.

A pesquisa também reforçou que o PT é a única sigla com uma taxa razoável de preferência: 19%. PSDB e MDB estão bem atrás, com 3%. E nada menos que 64% dos eleitores disseram não ter predileção partidária.

ELEITOR NÃO LIGA – Bolsonaro é um campeão da infidelidade. Em menos de quatro anos, ele se elegeu pelo PP, migrou para o PSC, flertou com o Patriota e foi parar no PSL. O eleitor parece não estar nem aí, e ele lidera todos os cenários sem o ex-presidente Lula.

O discurso de Alckmin também esbarra no desgaste do PSDB. Antes do impeachment, a sigla chegou a ter 9% da preferência nacional. O índice desabou nos últimos anos. Culpa da aliança com Michel Temer e dos rolos de Aécio Neves.

9 thoughts on “Alckmin erra o alvo de novo, ao criticar candidatos que trocaram de partido

  1. O povão ha muito esta se “lixando” para a política e os políticos.
    No imaginário popular, todo político é ladrão e aqueles que querem entrar na “atividade”, só o fazem, com o intuito de roubar também.
    Cada eleição é uma guerra e num pais como o Brasil,
    tamanho empenho para “trabalhar” para o povo, é altamente desconfiável.
    Partido político aqui no bananal, é tido pelo povo como uma espécie de “sindicado do crime”, que o diga este tal de PP, enrolado em todos os rolos.
    O PSDB foi um partido montado com dois objetivos, sendo o primeiro uma espécie clube de honoráveis políticos, que se separou do “prostíbulo”, peemedebista para eleger o FHC.
    A segunda função do partido foi ser o “sparring” do PT, papel que desempenhou com louvor.
    Agora quer voltar ao “picadeiro”, mas diferente do PT que esta como uma cobra, se agitando para não morrer, o tucanato já morreu no mais profundo silêncio e calmaria.
    Que descanse em paz.

  2. partidos nunca significaram grande coisa na história política brasileira, existem basicamente porque a lei exige. Os eleitores sempre votaram em pessoas, não em partidos. O único partido que era levado a sério era o PT, mas agora , depois de toda a corrupção do decênio petista de poder, a tendência é que ele vá aos poucos virando mais uma sigla desacreditada igual às outras. Mesmo o mito lulista não será suficiente para diferenciá-lo, distribuidores de benesses e “pais dos pobres/mães dos ricos” sempre existiram em todas as siglas, de direita ou esquerda.

  3. Ta na hora do povo começar a avaliar quem tem propostas pra valer e quem só tem garganta. Quem tem um histórico de vida pública de trabalho e quem não fez nada. Meu voto vai pro Alckmin, ele fez muito por São Paulo e vai fazer muito pelo Brasil.

  4. Errou em que? o unico candidato coerente! tá no psdb desde que foi fundado! tem candidato que ja mudou mais de 5x de partido! pelo amor de deus, é preciso pesquisar pelo menos sobre a vida dos candidatos! #GeraldoPresidente

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *