Alckmin procura fazer coalizão com legendas médias para evitar candidatura isolada

Alckmin incrementa sua atuação em redes sociais

Adriana Ferraz
Estadão

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), começa o ano eleitoral com a meta de formar alianças nacionais para a disputa pelo Planalto com ao menos cinco legendas. Com dificuldade de fazer acordos com MDB, do presidente Michel Temer, e DEM, do deputado Rodrigo Maia, que também tem se colocado como opção, o tucano mira, no atual cenário, em partidos considerados médios, como PR, PSB, PTB, PPS, PV e Solidariedade. A aliados, Alckmin tem dito que o primeiro objetivo é evitar uma candidatura isolada.

Com o cenário aberto para a chegada de novos postulantes ao cargo, o governador praticamente já descarta a tese de que as forças políticas de centro devem convergir para um único nome. Mas considera que três candidatos podem ser demais, em referência às pretensões de Maia e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD). Sem saber ao certo com quem vai disputar votos, o tucano faz contas. Calcula quanto tempo de TV cada um dos partidos potencialmente aliados pode lhe render.

TEMPO CONTADO – Alckmin quer conquistar ao menos quatro minutos, ou um terço dos 12 minutos e 30 segundos de cada bloco – o PR e o PSB, por exemplo, podem somar 45 segundos cada à campanha tucana no rádio e na TV. Apesar de reconhecer o poder que as redes sociais têm para atrair ou afastar eleitores, Alckmin ainda aposta que é um bom tempo no rádio e na TV que pode levá-lo à vitória no pleito de outubro.

Aconselhado por aliados, o governador tem incrementado seus perfis no Facebook, Instagram e Twitter com fotos pessoais e vídeos informativos, mas ainda duvida que um número alto de seguidores, como os quase 5 milhões que soma o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no Facebook, possa ser decisivo em uma campanha presidencial. A interlocutores, o governador costuma dizer que “fã-clube” ajuda, mas não elege ninguém.

Nesta quarta-feira, dia 10, após participar do leilão de concessão do Trecho Norte do Rodoanel, Alckmin usou o termo “reforma de Estado” para explicar suas medidas à frente do governo de São Paulo. Seguindo a estratégia de se colocar como um defensor das reformas necessárias para o País crescer, o governador afirmou que o “governo não pode ser o provedor de tudo nem o executor de tudo”, tem de planejar, regular e fiscalizar, mas buscar o apoio da iniciativa privada para ver as obras saírem do papel com mais agilidade.

BOMBA FISCAL – “É necessária para o País uma reforma de Estado. O País vive uma grande crise fiscal, mais do que isso, há uma bomba fiscal, o governo não tem recursos para investir e somos um País continental, onde falta tudo em termos de infraestrutura e logística. Essa é uma das razões para o ‘custo Brasil’ ser tão elevado”, disse. Alckmin atribuiu ainda o atraso na conclusão do Trecho Norte do Rodoanel à falta de recursos federais.

A previsão de entrega da primeira fase (sem a ligação com o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos) ficou para julho, quando o planejado era abril. “Estamos tocando a obra praticamente sozinhos. Do total, um terço (do custo) deveria ter vindo do governo federal, mas os recursos não vieram. No ano passado investimos R$ 1,5 bilhão na obra e só R$ 154 milhões, ou seja, 10% vieram do governo federal. É a primeira vez que isso acontece”, disse o governador, que não atribui o problema a questões políticas ou eleitorais. “Pode ser falta de recursos.”

4 thoughts on “Alckmin procura fazer coalizão com legendas médias para evitar candidatura isolada

  1. Boaventura de Sousa Santos: candidatura de Lula mostrará vitalidade da democracia

    Sociólogo e jurista português considera o processo uma “farsa jurídica”, repleta de ilegalidades.

    Não deixar Lula ser candidato abre uma caixa de pandora na sociedade brasileira.

    Há um revanchismo, por parte das classes dominantes, e fico a me surpreender com a agressividade deles. E nada se justifica, porque foi um governo (de Lula) de conciliação, não de enfrentamento. 

    A experiência de Portugal mostra que a unidade de esquerda tem de se fazer com programa, entre forças de esquerda, não esquerda e direita. 

    Tornou-se claro para a opinião pública brasileira, mesmo aquela que não está com o PT, que era uma instrumentalização política dos tribunais para impedir a candidatura Lula. A nível internacional, basta ver o modo como o tema está a ser coberto por jornais importantes.

    https://goo.gl/eJ36sx

    Os antilulistas não perceberam ainda mas o processo contra Lula vai unindo o povo em torno das esquerdas e deixando os extremistas isolados com seu ódio.

  2. Veja documento registrado no Cartório de Registro de Imóveis do Guarujá que comprova quem é de fato o dono do triplex: a empresa OAS Empreendimentos.

    A OAS Empreendimentos, construtora do prédio, é dona de todas unidades não-vendidas. O apartamento 164, conhecido como “triplex do Guarujá” não é o único pertencente à OAS, há outra unidade na mesma situação.

    A OAS usou o referido apartamento como garantia em operações bancárias. Coisa que jamais conseguiria ou poderia fazer, caso o imóvel tivesse outro dono, mesmo que oculto.

    O apartamento foi confiscado pelo juiz Sergio Moro, mas ele não confiscou o apartamento no patrimônio de Lula, mas na massa falida da OAS.

    https://goo.gl/oKEi18

  3. MEUS AMIGOS,QUEM DEPOSITARIA ESPERANÇA NO SR.GERALDO ALKMIM? O QUE MUDARIA NO BRASIL,CASO ELE CHEGASSE AO PODER? ÂLGUÉM TEM IDÉIA?

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