Além da Abin, também a Receita entrou no esquema para blindar Flávio Bolsonaro e Queiroz 

O novo secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, durante entrevista no Senado em 2015 — Foto: Pedro França/Agência Senado

Tostes Neto teve der admitir as reuniões com os advogados

Guilherme Amado
Revista Época

O secretário da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, confirmou à Câmara dos Deputados que se encontrou com Flávio Bolsonaro para tratar de suspeitas do senador sobre a origem do caso Queiroz.

A resposta foi dada a um requerimento de informações apresentado pelos deputados Tiago Mitraud, Gilson Marques, Alexis Fonteyne, Vinicius Poit, Marcel Van Hattem, Adriana Ventura, Paulo Ganime e Lucas Gonzalez, todos do Novo.

PESQUISA ILEGAL – Conforme a coluna revelou em outubro, a defesa de Flávio suspeita que a Receita Federal tenha feito uma pesquisa ilegal no perfil tributário do senador.

O levantamento teria o objetivo de municiar o Conselho de Controle de Atividades Econômicas (Coaf) na produção do relatório que mostrava movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, então chefe de gabinete do filho do presidente na Assembleia do Rio.

A Receita informou cada pessoa presente às reuniões.

“As reuniões foram realizadas em 26 de agosto de 2020, com a participação das senhoras Luciana Pires e Juliana Bierrenbach; 4 de setembro de 2020, com a participação da senhora Juliana Bierrenbach; e 17 de setembro de 2020, com a participação da senhora Luciana Pires e do senador Flávio Nantes Bolsonaro”, escreveu a Receita Federal no documento aprovado por Tostes Neto.

SEM DETALHES – Mas a Receita Federal não revelou o que foi tratado nessa série de reuniões:

“As pautas das reuniões dizem respeito à situação fiscal de pessoas físicas e jurídicas, na condição de sujeito passivo da obrigação tributária. Desse modo, a Receita Federal resta legalmente impossibilitada de prestar mais esclarecimentos” – diz o documento.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como se vê não foi apenas a Agência Brasileira de Inteligência. Também a Receita participou do esquema para blindar Flávio Bolsonaro, uma vergonha inédita na História deste país. (C.N.)

6 thoughts on “Além da Abin, também a Receita entrou no esquema para blindar Flávio Bolsonaro e Queiroz 

  1. Diretor da Abin, o delegado federal Alexandre Ramagem avisa que vai processar jornalistas

    A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) divulgou nota afirmando que a agência não foi origem de relatórios para ajudar na defesa do senador Flávio Bolsonaro (Rep-RJ).
    Segundo a nota, a área de segurança da Abin possui registros de todas as atividades executadas e uma auditoria nas “redes, documentos e atividades da instituição, além de bases de dados de outros órgãos às quais a Agência tem acesso, demonstrou que a ABIN não teve qualquer ligação com supostos relatórios, criados para auxiliar a defesa de Senador da República, conforme erroneamente noticiado por veículos de imprensa”.
    Ainda segundo a Abin, a apuração assegura que nenhum servidor produziu, teve acesso ou sequer consultou informações relacionadas ao teor dos relatórios.
    “A íntegra dos documentos, divulgadas apenas após determinação da Procuradoria-Geral da República (PGR), evidencia a total impossibilidade do conteúdo ter sido elaborado pela ABIN ou por seu Diretor-Geral”, diz o texto.
    Em vídeo (abaixo), o diretor-geral da agência, Alexandre Ramagem, afirma que está em andamento um processo para responsabilização criminal e cível “dos jornalistas que mentirosamente deram origem à essa imputação desses relatórios”.
    Ao informar que a auditoria teve participação de servidores de carreira da Abin, além de CGU e AGU, a nota afirma que trechos dos documentos foram “intencionalmente extirpados nas reportagens, justamente por demonstrarem sua total falta de conexão com a narrativa criada”.
    Durante a sindicância, foi identificada fonte de vazamento de informações sigilosas como partes do organograma interno e até identidade de servidores “para dar aparência de veracidade às matérias e atribuir suposta responsabilidade pela elaboração dos relatórios”.
    Por fim, a Abin diz crer no papel fundamental realizado pela imprensa, mas que “a criação de falsas narrativas e imputação leviana de ilícitos acarretam danos a pessoas, às instituições e à devida formação da opinião pública”.
    “Em decorrência do resultado das sindicâncias, na manhã desta terça-feira – 6 de abril –, foram realizadas ações de busca e apreensão, determinadas pela Justiça, para apurar responsabilidade criminal pelo ocorrido”, diz.

    • Ele vai processar os jornalistas quando quem afirmou que recebeu colaboração foram os próprios defensores do Senador…

      Essa fala de que vai processar nada mais é que perseguição. E detalhe.. Se servindo de informação de que o próprio órgão que chefia produziu.
      E mais. Quem pode dar crédito a uma sindicância conduzida pelo próprio órgão cujo chefe, juntamente com o chefe do gabinete do GSI, se reuniram com a defesa do Senador(???)

  2. Ahhh… Mas os cães fiéis da AGU dirão que tudo que é feito pela AGU, Receita etc.. é na melhor das intenções, seguindo o interesse do Presidente Bolsonaro, que faz tudo isso pelo Brasil contra a esquerda comunista, o PT, a esquerda efc… e o gado atrás faz muuuu.

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