Ameaças denunciadas pela médica Ludhmilla Hajjar ainda não foram confirmadas

é cotada para substituir Pazuello na Saúde

Médica reclama que vazaram seu telefone a bolsonaristas

José Carlos Werneck

Continuam causando muita estranheza as declarações da “ex-quase futura ministra da Saúde”, a médica Ludhmila Hajjar, sobre a tentativa de invasão a seus aposentos no hotel onde estava hospedada na capital.

Citada para o cargo de ministra da Saúde, ela denunciou tentativas de forçar a entrada em sua suíte, no Hotel B, mas o exame das câmeras de vigilância não confirma a alegação.

HOTEL NEGA – A informação foi divulgada pelo B Hotel, no Setor Hoteleiro Norte, e contradiz as alegações de Ludhmila Hajjar, que disse em entrevistas a dois canais de TV a cabo ter sofrido tentativas de invasão de seu quarto. Ela não registrou nenhuma tentativa de invasão ao seu quarto de hotel no último fim de semana, segundo o estabelecimento em que se hospedou .

Ludhmila Hajjar recusou convite para assumir o Ministério da Saúde e relatou que sofreu ameaça de morte. A médica disse ter sofrido duas a três tentativas de invasão à CNN e à GloboNews, além de ter sofrido ofensas e ameaças de morte.

“O B Hotel informa que durante toda a estadia de Ludhmila no hotel, período compreendido entre os dias 14 e 15 de março de 2021, nenhuma ocorrência foi relatada nas dependências do empreendimento e nenhuma queixa, sobretudo por parte da vítima, foi repassada à administração”.

NENHUMA GRAVAÇÃO – Em nota, o hotel  também diz que não encontrou nenhuma evidência de tentativas de invasão de quartos em seu sistema de câmeras e que  a médica não procurou a gerência nem registrou boletim de ocorrência na polícia.

“Além do exposto acima, o B Hotel esclarece ainda que após tomar conhecimento das alegações concedidas por Ludhmila, consultou imediatamente o circuito interno de câmeras e não encontrou nenhuma ‘anormalidade’ nas imediações da suíte ou em qualquer outra área do empreendimento. Funcionários e colaboradores do B Hotel também foram ouvidos e nenhuma ocorrência similar foi constatada”, diz a nota.

A imprensa procurou  Ludhmila Hajjar para comentar o assunto, mas não houve resposta por parte da médica.

DISSE A MÉDICA – “Nestas 24 horas houve uma série de ataques a mim. (…) Estou num hotel em Brasília, e houve três tentativas de entrar no hotel. Pessoas que diziam que estavam com o número do quarto e que eu estava os esperando. Diziam que eram pessoas que faziam parte da minha equipe médica. Se não fossem os seguranças do hotel, não sei o que seria…”, declarou a médica em entrevista à GloboNews.

Além das supostas tentativas de invasão, a médica declarou ter sofrido outros ataques de bolsonaristas insatisfeitos com a sua indicação para o ministério da Saúde, com a criação de perfis falsos no Twitter e no Instagram, a divulgação de seu número de telefone em grupos bolsonaristas no WhatsApp, assim como  ameaças de morte.

CARRO BLINDADO – Após deixar Brasília, ela afirmou estar protegida por seguranças e carro blindado após “ameaças de morte”, sem especificar.

Na 5ª Delegacia de Polícia Civil, que fica a poucos metros do estabelecimento hoteleiro e tem jurisdição sobre aquela região de Brasília, não houve qualquer registro de ocorrência relacionado às tentativas de invasão.

Como se vê. é um mistério que precisa ser esclarecido rigorosamente, para que não permaneçam quaisquer dúvidas sobre o que de fato ocorreu.

9 thoughts on “Ameaças denunciadas pela médica Ludhmilla Hajjar ainda não foram confirmadas

  1. Novo ministro defende distanciamento, mas não fala em ‘restrição’ nem ‘lockdown’. (Estadao)

    Eu também sou a favor do distanciamento – desse ministro e do Coiso.

  2. “Amor, I love you! Amor, I love you! Amor, I love you!
    Presidenta, I love you! Presidenta, I love you! Presidenta, I love you!”

    Médica militante de esquerda…

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