Ao defender urnas eletrônicas, o ministro da Defesa decepciona Bolsonaro e Fachin

Ministro da Defesa diz não duvidar das urnas eletrônicas: ‘É simplesmente um espírito colaborativo'

General Paulo Sérgio afirmou que não duvida das urnas

Jussara Soares e Daniel Gullino
O Globo

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, disse nesta quarta-feira não duvidar das urnas eletrônicas. Em audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Deputados, ele disse que as sugestões feitas pelas Forças Armadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm “espírito colaborativo”. A reunião teve também a participação dos comandantes da Marinha, Exército e Força Área.

— Não se está se está duvidando ou achando isso ou aquilo outro (sobre urnas), simplesmente com espírito colaborativo. Esse é o espírito da equipe das Forças Armadas para ajudar o Tribunal Superior Eleitoral. Isso eu disse em reuniões presenciais com o presidente e o vice-presidente (do TSE), ministro (Edson) Fachin e o ministro Alexandre de Moraes desde o início. Estamos sempre prontos, permanecemos colaborativos para a melhoria do processo — disse o ministro.

REUNIÃO NO TSE – O ministro da Defesa voltou a cobrar uma reunião entre técnicos das Forças Armadas e do TSE para discutir algumas das propostas para serem implementadas ainda neste ano.

— Fizemos várias propostas. Algumas aceitas, outras parcialmente, outras seriam para pleitos futuros. Estamos conversando para ver o que pode ser implementado ainda, tudo isso para a gente ter mais transparência, segurança e melhores condições de auditabilidade. Só isso, não tem outro viés — completou.

Em sua fala aos parlamentares, o ministro da Defesa disse que as Forças Armadas foram convidadas pelo TSE para participar a Comissão de Transparências das Eleições (CTE) e montaram um equipe técnica para colaborar. “As propostas das Forças Armadas foram realizadas desde setembro do ano passado até os dias atuais com muita propriedade, com muita tranquilidade , com muita transparência” — afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
As declarações do ministro da Defesa e dos comandantes militares na Câmara decepcionaram o presidente Jair Bolsonaro e também o presidente do TSE, Edson Fachin. Demonstraram a isenção e a neutralidade que se espera deles. E ficou claro que Fachin está tendo faniquitos à toa, ao se comportar como se as eleições estivessem ameaçadas pelos militares. (C.N.)

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