As chamas da omissão e da ineficiência destruíram o passado e abalaram o futuro

Resultado de imagem para INCÊNDIO NO MUSEU

As peças históricas são impossíveis de ser reconstruídas

Pedro do Coutto

Foi exatamente isso a causa verdadeira do incêndio de grandes proporções que queimou um passado de mais de 200 anos, chocou o presente e vai abalar o futuro porque reduz o campo de pesquisa, na qual pesquisadores e estudantes encontrem as informações do passado, buscando a origem dos fenômenos humanos que marcam os tempos de outrora. A tragédia impede que estudantes e pesquisadores busquem informações que, como se sabe, são indispensáveis ao trabalho de procura constante de informações e complementações de ideias, das quais o passado oferece a solidez desejada.

Incrível o descaso absoluto para com o monumento da história dos tempos, por parte dos responsáveis pela conservação e manutenção do Museu Histórico e Nacional do Rio de Janeiro. Um monumento de cultura como o da Quinta da Boa Vista exigiria uma atenção toda especial. Sobretudo porque os objetos que o incêndio transformou em pó são impossíveis de ser reconstruídos.

DESCASO – O governo brasileiro é o responsável pelo não enfrentamento das chamas no prazo curtíssimo que os perigos da falta de manutenção colocam na esteira do tempo.

O governo brasileiro não adotou o exemplo dos grandes museus do mundo para com as peças que guardam as obras de arte que preservam para a eternidade. As gerações se sucedem, mas os acervos profundamente históricos acompanham a evolução da humanidade. Se a história, como definiu Toybee, é também o presente, é porque está alicerçada no passado, seja ele remoto ou de algumas décadas.

 Os principais jornais do mundo destacaram a calamidade que não foi prevista como deveria ter sido. A tragédia brasileira foi publicada com grande destaque na imprensa universal.

PREVENÇÃO – Museus como o Louvre, Metropolitan, Prado de Madri mantêm equipes ao longo das 24 horas de todos os dias exatamente para poder evitar qualquer risco capaz de destruir seus tesouros. O Museu Nacional guardava muitos desses tesouros, inclusive tanto peças científicas quanto manifestações de arte que enfrentaram o tempo tornando-se demonstrações extraordinárias da cultura humana.

As verbas para manutenção do museu eram ínfimas, quantias  que não davam para administrar um edifício quanto mais para preservar a integridade do Palácio que tinha sido residência da família real. Um patrimônio como o da Quinta da Boa Vista exigiria uma vigilância constante que não foi realizada por omissão dos que por ela deveriam zelar.

CULTURA? –  O incêndio reflete absoluta distância do governo para com a cultura. Cultura? O Palácio do Planalto não está nem aí, como se costuma dizer.

Para ele, governo, a cultura é algo sofisticado e distante de preocupações. Estabelecendo distância das preocupações o poder público do Brasil deixou indiretamente desmoronar uma riqueza de nível internacional.

No adeus ao Museu da Quinta, fica a revolta com as ações governamentais.

22 thoughts on “As chamas da omissão e da ineficiência destruíram o passado e abalaram o futuro

  1. Isso demonstra que a cultura no Brasil é tratada apenas como uma despesa. E lá se vão nossos filhos fazer parte desse país onde os índices são os piores. Já em 2010, o principal problema era o desinteresse. Isso decorre das políticas governamentais, onde o dinheiro para a cultura serve para bancar artistas que pouco ou nada trazem de bom nesse aspecto. A Globo e outras emissoras tem grande responsabilidade também.

  2. “Agora que aconteceu tem muita viúva chorando. Eu não tenho visto ultimamente, na televisão, por exemplo, pelo menos em um horário, alguém destacando o museu, para que ele se tornasse mais amado pela nossa população. Está aparecendo muita viúva apaixonada, mas, na verdade, essas viúvas não amavam tanto assim o museu em referência”. Carlos Marun. Não poderia sair da boca de outro. Seu governo não é tão menos culpado quanto acha que pode mostrar. Com certeza, os brasileiros residentes no exterior sentirão mais que os do Brasil. Desleixado, imprudente, ignorante, são adjetivos que podem escutar ao nosso respeito. Difícil será conseguir se defender. Os político daqui precisam entender que não há forma de remediação quando tudo é destruído. A prevenção e seu gasto nunca foi prioridade para esta classe que não pensa em Brasil, pensa em política. Agora querem reforma fiscal, política e repetem o que sai da aclamação popular, esperaram a coisa chegar onde chegou. O raciocínio remediador e basal é o que mais nos impressiona. Gasta-se uma verdadeira fortuna para mante-los onde estão e para manter seu staf um exército de assessores, marqueteiros e o que temos é isso. Recebi um vídeo de Bolsonaro quando era mais jovem, e pasmem, falava naquela época, o que defende hoje. O que seu povo defende hoje.

  3. De um trilhão e 200 bilhões de reais arrecadados em impostos , somente noventa e dois bilhões retornam para sociedade , o restante , é fatiado entre os verdadeiros donos do poder ( sistema financeiro ) , e seus capitães do mato ( executivo , legislativo , judiciário e outros ignóbeis do sistema.

  4. Não é de se estranhar o desapreço à cultura pelo entorpecido povo brasileiro.
    Banalizados os 60 mil homicídios por ano, o que é cultuta?
    Nada!
    Uma guerra sangrenta rolando solta aqui e ,junto com isso, copa, Olimpiada, carnaval, e inexpressividades culturais financiadas pela maldita lei Rouanet que para isso se presta…
    Enfim, os vermelhos venceram , em parte, mais esta batalha. “ajudando” o povo, através da inculturação, tornando_o avesso à história cultural do país e do mundo.
    Agora ,vejo vários chorando…. Chorar porque ,cara de pau, se não valoriza o que é certo?
    Ainda teve um militante, travestido de professor ,que colocou a culpa nos bombeiros.

  5. Pode parecer ironico mas por ter excesso de atrações turísticas, o Rio de Janeiro faz pouco caso de muitas. O Museu, talvez fosse o mais importante do Brasil mas nunca o vi inscrito em roteiros turisticos do Rio e nem me recordo de ver turistas que não aqueles usuais visitantes de fim de semana na Quinta da Boa Vista. Assim como o Castelo da Fio cruz em Manguinhos, joia rara que qualquer cidade gostaria de ter como estrela de seus atrativos turisticos, nem é conhecido. Ou também o Hangar do Zeppellin em Santa Cruz. Único ou um dos dois únicos que restaram no mundo. Mesmo a floresta da Tijuca quase não recebe turistas que não os próprios moradores da cidade.
    O Museu da Quinta merecia destaque no cenário turístico carioca, pela história do local, do prédio e pelo seu acervo. Mas agora acabou. O prédio será refeito mas jamais será original.

  6. O mais interessante dos muitos comentários que vi nos últimos dias sobre tal tragédia, são de pessoas que passam ao largo dos museus nacionais, ignoram a nossa cultura e história, mais ao viajar para o exterior fazem questão de conhecer todos os museus e exposições possíveis, tirar selfies e tudo que demonstre o êxito e o fugaz.

  7. Quando Darci Ribeiro e Oscar Niemayer e suas equipes; desenvolveram a magnífica obra e começaram a implementa-la (os CIEPS), choveram ‘pedradas’ até praticamente anularem o projeto.
    O objetivo do projeto era valorizar o que há de mais importante na vida; que é o ser humano e principalmente os desassistidos.
    Se não soubemos dar valor ao importante naqueles dias; nada mais justo do que estarmos colhendo as ‘ervas daninhas’, ao invés das frutas doces e saborosas da árvore da prosperidade.
    Abraço a todos.

  8. E a Biblioteca Nacional?
    Qual é a situação da Biblioteca Nacional?

    A manutenção e a conservação também estão precárias, ou são compatíveis com o Acervo lá guardado?

  9. A destruição do Museu Nacional após 8 anos de FHC, Lula e Dilma/Temer
    Historiador Paulo Vendelino Kons*

    O ‘príncipe dos sociólogos’ e ‘farol de Alexandria’, Fernando Henrique Cardoso governou o Brasil de 1º. de janeiro de 1995 até 31 de dezembro de 2002.
    Um semi deus para a maioria dos intelectuais e o próprio para a quase totalidade do ‘povo da cultura e das artes’. Luiz Inácio ocupou o comando do Executivo nos oito anos seguintes e guindou os postes Dilma e Temer para a chefia da República até 31 de dezembro do corrente ano da graça do Senhor.
    FHC, Lula e Dilma se encontravam imersos em densa nuvem de incenso, de perfume intenso, que se originavam dos sem número de turíbulos, sobretudo os empunhados pelos aquinhoados com suculentas fatias das arcas fornidas pela lei Rouanet.
    Como partícipe da I Conferência Nacional de Cultura, no primeiro mandato de LILS e sob a rédea da equipe do “ministro Gil”, percebi que o perfume intenso não era de agradável odor. E ninguém pode me acusar de omissão. Foram intensos e precisos confrontos, que não muito agradaram o establishment cultural tupiniquim, em especial os discípulos missionários de Marx, Antonio Gramsci – o mentor dos ativistas acadêmicos em busca de um “novo senso comum” – e outros menos cotados.
    Pergunto às legiões de turiferários – aquinhoados com suas arcas abarrotadas do vil metal, que além de incensarem, genuflexos, os governantes de plantão, também bradavam que “nunca antes na história deste país a Cultura deixou de ser uma política de governo e passou a ser uma política de Estado” – como a Instituição fundada por Dom João VI, em 1818, que possuía quinto maior acervo do mundo, com mais de 20 milhões de peças, abrigava parte importante da história antropológica e científica da humanidade e era referência para pesquisadores das mais diversas áreas, não possuía qualquer salvaguarda que evitasse sua repentina destruição, com todos os recursos e tecnologias de prevenção e combate aos incêndios existentes no tempo presente?
    Com 20 milhões de peças e documentos, tratava-se do quinto maior museu do mundo em acervo. Suas obras contavam uma parte importante da história antropológica e científica da humanidade. Talvez o exemplo mais emblemático seja o fóssil com mais de 11 mil anos de Luzia, a mulher mais antiga das Américas, cuja descoberta nos anos 1970 reorientou todas as pesquisas sobre a ocupação da região.
    Ali também estava a reconstrução do esqueleto do Angaturama Limai, o maior dinossauro carnívoro brasileiro, com quase todas as peças originais, algumas com 110 milhões de anos. O sarcófago da sacerdotisa Sha-amun-en-su, mumificada há 2.700 anos e presenteada a Dom Pedro II em 1876, nunca tinha sido aberto. A coleção de múmias egípcias e a de vasos gregos e etruscos evidenciam o perfil transfronteiriço do acervo, que também abrigava o maior conjunto de meteoritos da América Latina.

    Sim, Temer, “um dia trágico para o Brasil”, pois dois séculos de trabalho, pesquisa e conhecimento foram reduzidos a pó. E o pior, óh principe dos sociólogos, óh ‘divindade encarnada’ e seus postes Dilma e Temer: uma tragédia anunciada.
    ____________________________
    Paulo Vendelino Kons, 49, presidiu o Conselho Municipal de Cultura de Brusque nos anos de 2007, 2008 e 2009. Atuou profissionalmente no Museu e Arquivo Histórico do Vale do Itajaí Mirim a convite de Ayres Gevaerd (1989 à 1993) e, como voluntário, no museu Casa de Aldo Krieger. É organizador do Ciclo Brusquense de Conferências Magnas Temáticas, de 2016 a 2022, alusivo ao Bicentenário da Independência do Brasil e da fundação do Império.

    Post scriptum*:
    NÃO HAVIA RECURSOS PARA O O MUSEU NACIONAL, mas abundava dinheiro para projetos como:
    DOCUMENTÁRIO que contará a história e a vida de JOSÉ DIRCEU – R$ 1.526.536,35
    DVD de MC Guimê – R$ 516 mil
    O Mundo Precisa de Poesia – Maria Bethânia – R$ 1,3 milhão
    Turnê LUAN SANTANA: Nosso Tempo é Hoje Parte II – R$ 4,1 milhões
    Turnê Detonautas – R$ 1 milhão
    SHOWS CLÁUDIA LEITTE – R$ 5,8 milhões
    Filme Brizola, Tempos de Luta e exposição Um brasileiro chamado Brizola – R$ 1,9 milhão
    Peppa Pig – R$ 1,7 milhão
    Painel Artístico Club A São Paulo – R$ 5,7 milhões
    SHREK, O MUSICAL E TURNÊ – R$ 17,8 milhões
    Cirque Du Soleil – R$ 9,4 milhões
    QUEERMUSEU – R$ 800 mil
    Livro com fotos de Chico Buarque – R$ 414 mil
    MUSEU LULA – 7,9 milhões

    *Fonte: jornalista José Luiz Prévidi: previdi.blogspot.com

    • Boa análise. A partir de FHC, os governos simplesmente se preocuparam apenas em vender tudo, embolsar o que podiam, cultivar fantasias de grandeza, e largaram o país real às traças. O que não servia a interesses rentistas podia ser posto de lado.
      FHC ainda vive de ilusões, e agora faz parte de uma confraria internacional de pseudo-estadistas fracassados chamada “The Elders”, que dá palpites sobre como salvar o mundo. Nunca prestou contas dos estragos causados por seu governo.

  10. Boa análise. A partir de FHC, os governos simplesmente se preocuparam apenas em vender tudo, embolsar o que podiam, cultivar fantasias de grandeza, e largaram o país real às traças. O que não servia a interesses rentistas podia ser posto de lado.
    FHC ainda vive de ilusões, e agora faz parte de uma confraria internacional de pseudo-estadistas fracassados chamada “The Elders”, que dá palpites sobre como salvar o mundo. Nunca prestou contas dos estragos causados por seu governo.

  11. A Mão do Tempo

    “Todos que por aqui passem protejam esta laje, pois ela guarda um documento que revela a cultura de uma geração e um marco na história de um povo que soube construir o seu próprio futuro”. Inscrição na entrada do Museu Histórico Nacional

  12. Aos poucos está aparecendo a verdade, a INCOMPETÊNCIA PATENTE DOS ADMINISTRADORES,
    Se não houver apuração e punição aos criminosos, outros museus correrão riscos.

  13. “Há pouco mais de 20 anos, o empresário Israel Klabin conseguiu um cheque de US$ 80 milhões do Banco Mundial para reformar e modernizar o Museu Nacional.”
    Um time de voluntários chegou a se formar para trabalhar num pré-projeto de reforma para apresentar ao banco.
    “Era uma modernização enorme.”
    E a única condição imposta pelo Banco Mundial para liberar os US$ 80 milhões era que houvesse um “modelo de governança moderno, com conselho e participação da sociedade civil,” Klabin disse ao Brazil Journal.
    O dinheiro nunca saiu dos cofres do banco.
    O projeto foi vetado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, que rejeitou a única condição imposta pelo banco: entregar o controle do museu e transformá-lo numa Organização Social (OS), uma associação privada sem fins lucrativos que presta serviços de interesse público.
    “Os professores e membros influentes da UFRJ foram contra,” Klabin disse esta tarde, enquanto funcionários retiravam o que sobrou do incêndio que devastou o mais antigo e importante museu do país.
    A reforma nunca realizada seria a primeira de uma vice-presidência para assuntos culturais que James Wolfensohn, o então presidente do Banco Mundial, acabara de criar em 1995.
    Wolfensohn era grande amigo de Klabin, que além de ser um dos herdeiros da companhia homônima é um respeitado ambientalista, ex-prefeito do Rio de Janeiro (1979-80) e ex-aluno da UFRJ.
    (Klabin formou-se em engenharia civil e em matemática quando a UFRJ ainda era a Universidade do Brasil.)
    Prestes a completar 92 anos, Klabin, naturalmente calmo e educado, compartilhava a revolta do País com a tragédia.
    “Esse incêndio é fruto de um modelo arcaico de governança que não permite a modernização do país.
    Um funcionalismo que olha o Brasil de forma cartorial e funciona para si mesmo.”
    “Isso me fez ficar com raiva do Brasil.
    Sabe o que vai acontecer agora?
    Vai acontecer a mesma coisa com o Jardim Botânico, com a Biblioteca Nacional, com o prédio do Ministério da Educação (Edifício Gustavo Capanema, projetado por um time de arquitetos liderados por Le Corbusier) e várias outras instituições herdadas por um governo incapaz e ineficiente.
    Estamos vivendo em um estado cartorial.
    O Brasil inteiro nas mãos de governos ineficientes cuja gestão é sempre politizada.”
    (artigo do Brazil Journal)

    • BRAVO!!!

      Só tem bunda mole na gestão das coisas brasileiras!

      Herança FHC e LULA

      E tem doido que vai eleger um proximo abestalhado pra dar continuidade a esse tipo de gestao que mata o futuro do Brasil.

  14. Acho toda essa onda sobre a queima do Museu uma palhaçada. Tem até um esqueleto sendo chorado. Ora, vão plantar bananeira! Tomara que toda essa velharia, a que denominam cultura, derreta no fogo. Essa bugingangas não servem para nada. Isto é, servem sim: servem para gastarmos recursos públicos que quinquilharia às custas da fome do povo, às custas da falta de incentivo ao emprego e ao empreendorismo; servem para dar empregos inúteis a cambada incompetente. Ora, queimem esse passado que só nos trouxe angústias e sofrimentos. Estamos sem presente. E, se continuarem a guardar ossadas, gastando um dinheirão para manter essas besteiras, o nosso futuro será debandar para os países vizinhos procurando comida. É bem capaz que os babacas lamentosos acabem matando alguns cachorros para ralar os ossos e, depois, rejuntar o pó com cola de madeira para construir um esqueleto para chama-lo de Luzia.
    Vem cá Luzia, seu tatatatataraneto elevado ao centésimo milésimo te ama.

  15. Acho toda essa onda sobre a queima do Museu uma palhaçada. Tem até um esqueleto sendo chorado. Ora, vão plantar bananeira! Tomara que toda essa velharia, a que denominam cultura, derreta no fogo. Essa bugingangas não servem para nada. Isto é, servem sim: servem para gastarmos recursos públicos que quinquilharia às custas da fome do povo, às custas da falta de incentivo ao emprego e ao empreendorismo; servem para dar empregos inúteis a cambada incompetente. Ora, queimem esse passado que só nos trouxe angústias e sofrimentos. Estamos sem presente. E, se continuarem a guardar ossadas, gastando um dinheirão para manter essas besteiras, o nosso futuro será debandar para os países vizinhos procurando comida. É bem capaz que os babacas lamentosos acabem matando alguns cachorros para ralar os ossos e, depois, rejuntar o pó com cola de madeira para construir um esqueleto para chama-lo de Luzia.
    Vem cá Luzia, seu tatatatataraneto elevado ao centésimo milésimo te ama.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *