As dificuldades e idas e vindas para a escolha do futuro chanceler de Bolsonaro

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Jair Bolsonaro falou demais e acabou se enrolando

José Carlos Werneck

Texto distribuído pela agência de notícias Reuters informa que o plausível risco de perder importantíssimos mercados internacionais, motivado por veleidades ligadas a um realinhamento ideológico, fez com que a escolha do novo ministro das Relações Exteriores do presidente eleito Jair Bolsonaro seja disputada acirradamente por grupos mais moderados ligados ao futuro chefe da Nação.

Para os integrantes da ala mais moderada, ao apresentar quem será o chanceler, o presidente poderá escapar de controvérsias com potencial para prejudicar o Brasil tanto na área diplomática e na comercial.

DE CARREIRA – Reportagem do jornal O Globo noticia que “segundo um integrante desse grupo, Bolsonaro já decidiu nomear um diplomata de carreira para o posto”. A extensa lista de candidatos a chanceler, porém, dificulta o processo decisório.

Entre as opções em análise por Bolsonaro estão o atual embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral; e dois ex-embaixadores brasileiros nos EUA, Roberto Abdenur e Rubens Barbosa. No rol de especulações, também estão o atual embaixador do Canadá, Pedro Bretas; o diretor do Departamento de EUA, Canadá e Assuntos Interamericanos do Itamaraty, Ernesto Araújo, e a embaixadora de Direitos Humanos na ONU, Maria Nazareth Farani”.

SINAL DE ALERTA – O texto diz que após sucessivas polêmicas movidas pelas declarações erráticas de Bolsonaro, o sinal de alerta foi disparado no próprio Itamaraty, conhecido no mundo diplomático até então como um dos mais técnicos e sensatos do mundo: “O aceno a Israel repercutiu logo no mundo árabe, importante mercado para exportadores de carne brasileiros, que prometeu retaliações comerciais ao país. Um dos ministros do presidente Michel Temer, envolvido em negociações comerciais com o mundo árabe, revelou ao Globo ter recebido alertas de autoridades sobre possíveis riscos a embaixadas brasileiras, que não teriam condições de garantir a segurança necessária de seu corpo diplomático, caso o país decida, de fato, seguir o caminho dos EUA em relação a Israel”.

DIFICULDADES – Tudo isso levou, ontem, um veterano jornalista, que cobriu o Itamaraty por vários anos, a declarar: “Nunca vi tantas dificuldades para a indicação de um Chanceler, em meio a excelentes nomes de profissionais, que preenchem todos os requisitos para o exercício do cargo”

Realmente, uma escolha para uma função, que embora considerada de vital importância, tem encontrado tantas dificuldades e disputas, muitas vezes paroquiais, e tantas idas e vindas, como a que está ocorrendo para a indicação do titular da pasta das Relações Exteriores.

7 thoughts on “As dificuldades e idas e vindas para a escolha do futuro chanceler de Bolsonaro

  1. Apesar de ser um ex militar Jair Bolsonaro ao que parece não leu “A Arte da Guerra” de Sun Tzu.

    Além de falar muito e estar cercado de muitos fariseus, abre vários flancos na guerra a que se propôs.

    Mesmo assim é prudente recuar e se fechar para não ruir antes mesmo de seu governo começar.

  2. Werneck fala asneiras. Não há declarações erráticas de Bolsonaro, desde o início as declarações são claras.
    O problema é outro. Bolsonaro apoia Israel por três motivos: 01) éleitoral, para ter apoio de evangélicos; 02) ideológico, faz parte do conservadorismo que fundamenta as ações de Bolsonaro. 03) prático, auxílio de Israel em áreas desérticas e em outras áreas. O Brasil por mais de uma década, desde o início dos governos petistas, está se pautando claramente contra Israel.
    Finalizo contestando outra afirmação. O Itamaraty foi, não mais o é, um corpo diplomático sensato e técnico. Há 16 anos não vejo nenhum sinal de sensatez.
    Isso não impede um crítica a Bolsonaro. Mudanças radicais podem fazer mais mal que bem.

    • Carlos Newton,
      Finalmente e felizmente,vejo aqui,na”Tribuna da Internet,que os problemas,quanto ao futuro Chanceler de Bolsonaro terminaram.
      Ricardo Dionísio. Este é o grande nome e reúne todos os requisitos que a função requer:Cultura,Brilhantismo,Erudição,Inteligência e PRINCIPALMENTE LANHEZA NO TRATO,CONDIÇÃO PRIMORDIAL NUM DIPLOMATA!
      Um grande abraço a você e meus respeitos ao já agora novo Chanceler!

    • O bom Artigo do Dr. JOSÉ CARLOS WERNECK, nos mostra que o Presidente BOLSONARO (63) PSL, mesmo depois de eleito com folgada maioria de +- 11 Milhões de Eleitores, ainda pensa que está em campanha falando sempre a Linguagem Anti-PT, que tantos frutos lhe rendeu.
      Assim, se o PT buscou se alinhar com os BRICS liderados pela China, o Candidato BOLSONARO disse que se distanciaria dos BRICS, especialmente da China, e se aproximaria dos EUA.
      Se no Oriente Médio o PT apoiava a Autoridade Palestina, os Árabes em geral e até o belicoso Iran, o Candidato BOLSONARO disse que apoiaria irrestritamente Israel.
      E assim por diante. Mas como Presidente, eleito com grande maioria, está vendo que tem que pensar nos INTERESSES DO BRASIL, que exigem Alinhamento Automático com NINGUĖM, e paz, amizade e COMÉRCIO com todo mundo.

      E quais são os Interesses Estratégicos do Brasil que o Presidente BOLSONARO deveria perseguir?
      A nosso ver:
      1- Buscar plena SOBERANIA , SECRETAMENTE desenvolvendo Tecnologia Nuclear como a Patriotica MARINHA DE GUERRA DO BRASIL vem fazendo discretamente em pequena escala.
      2- Expandir ao máximo nosso Comércio Internacional, motor do crescimento de nossa Indústria, Agro-Pecuária e Serviços.
      3- Usar a concorrência entre as Super-Potencias Militares/Econômicas EUA, CHINA, UNIÃO EUROPEIA, para negociar vantajosos Acordos de Comércio Bi-Laterais.

      Decidido isso, facilmente se encontra um Excelente Chanceller ou Ministro do Exterior, para executar tal Política.

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