As lorotas no depoimento do homem da mala merecem disputar a Piada do Ano

GUARULHOS, SP, 19.05.2017: TEMER-DENÚNCIAS - O deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) chega de Nova York, no aeroporto de Guarulhos (SP), após ter seu nome citado na delação de executivos da JBS. (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

Loures protegeu Temer e não revelou nada à PF

Bernardo Mello Franco
Folha

Rodrigo Rocha Loures é um sujeito ousado. Com a Lava Jato a pleno vapor, ele escolheu uma pizzaria agitada para receber R$ 500 mil em espécie. Depois do flagrante, o ex-deputado ainda tentou enganar a Polícia Federal. Devolveu a mala com desfalque de R$ 35 mil.

No início da semana, Loures reapareceu no noticiário. Ele foi ouvido no inquérito do decreto dos portos. A investigação apura se o homem da mala e seu ex-chefe, Michel Temer, receberam propina para favorecer a Rodrimar, que opera em Santos.

LÍNGUA CURTA – Quando o ex-deputado foi preso, aliados do presidente entraram em pânico. Seu depoimento sugere que o risco de delação está controlado. Apontado como “longa manus” do presidente, ele revelou ter língua curta. Não contou nada que preocupasse os advogados de Temer.

Apesar da temporada na Papuda, Loures continua ousado. Ele disse à PF que nunca levou propina de empresas do setor portuário. Também negou que agisse como intermediário do presidente. Um executivo da Rodrimar já disse o contrário, acrescentando que as reuniões tinham “frequência praticamente semanal”.

Quando o delegado perguntou por que o ministro dos Portos resolveu parabenizá-lo pelo decreto, Loures desconversou. No telefonema, o ministro festejou a edição do texto como “um golaço”. Gol de quem?

NÃO LEMBRA… – Há mais trechos curiosos. O homem da mala disputou duas eleições para deputado, mas disse não lembrar o nome de seu tesoureiro de campanha. Questionado sobre um certo Edgar, que ele indicou para receber R$ 500 mil da JBS, ele respondeu que o intermediário não existe. “Foi uma pessoa inventada”, alegou.

Em outra passagem, o ex-deputado disse não saber se Temer “possui qualquer vinculação com o setor portuário”, em especial com empresas que operam em Santos. A influência do presidente no porto é conhecida e noticiada há mais de duas décadas.

No próximo depoimento, Loures podia contar aquela do papagaio.

10 thoughts on “As lorotas no depoimento do homem da mala merecem disputar a Piada do Ano

  1. O sujeito é doente! A própria mãe assim disse.
    Sugestão: como é um inútil, quem sabe presenteamos com um estojo de giletes. O resto, esperamos que ele saberá fazer.
    Enquanto não temos pena de morte e/ou prisão perpétua, vai ficando preso. Tem de apodrecer na cadeia.
    Mais uma noivinha que segue o caminho do outro imbecil conhecido por Marcus Valério.
    Tem gente que gosta de sofrer pelos outros.
    Fallavena

  2. Sr. Fallavena,
    Concordo e assino embaixo.
    Porém é triste saber que o FDP tem certeza que vai ser solto.
    O Sr. sabe, eu sei é todos os panacas brasileiros sabem. Mas não levantam a bunda da cadeira, não dão um pio.
    É inacreditável!
    Como é que pode?
    O meu fígado está virando patê!
    É muito desgaste emocional, somos massacrados, pisoteados, desrespeitados, todo santo dia.
    Que tal importar um pouco de sangue argentino e transfundir a população brasileira?
    Retiraríamos 50% do sangue do povo torcedor é trocaríamos por sangue de povo de verdade.
    Recentemente eles enfrentaram a polícia fortemente armada, no peito e na raça.
    Minto, não foi bem assim, eles estavam armados também, com paus, pedras e estilingues, sim, ES-TI-LIN-GUES!
    O Sr. acredita?
    Porque nós não podemos fazer o mesmo?
    É inacreditável!
    Será que somos portadores de um temperamento inferior? Será que temos fetiche pela submissão?
    Será que gostamos de ver o governo fantasiado de cafetão, com o chicote em riste a extorquir suas putinhas até o último centavo?
    Que vergonha me dá escrever isto, acredite.
    Que tipo de gente consome o ar desta digna terra?
    Meu Deussss!
    Que país é este Sr. Fallavena?
    Atenciosamente.

    • Prezado Espectro
      Tua indignação é a dos justos, honestos, sérios. Acho que posso me juntar a elas. Tem dias que dá vontade de trocar a nacionalidade. isto deveria ser um direito daqueles que são arrastados para a lama, por um grupo enorme de safados, idiotas, boçais.
      Parentes meus estão atrás da dupla nacionalidade. Estou ajudando. Se conseguirmos e, se eu em particular conseguir, estarei com a porta aberta.
      Bem sei que é uma solução dramática! A outra que seria possível, depende de gente também com “sangue nos olhos”. O movimento-debate separatista, a todo momento, volta a tona. Talvez seja também uma solução. Aqui no sul, isto pipoca a todo momento e como temos fronteiras com outros países, não seria complicado. Outros estados, certamente teriam problemas.
      Na verdade, se não levantarmos da cadeira, quebrarmos algumas cabeças (pensando e batendo também) isto não terá solução.
      Democracia e democratas estão em dissintonia! Como mudar o país/leis se quem as faz muda da maneira que é para não mudar?
      Como ter-se democracia com 1/3 dos eleitores querem reeleger um ladrão, bêbado e canalha? Como se ter um processo eleitoral onde só os desonesto tem chances de vencer? Com querer-se uma nova geração de cidadãos com famílias se destroçando e escola pública falida?

      Hoje, alguns amigos me convidaram para “ajudar a juntar tampas de garrafas e lacres de latinhas de alumínio. Mesmo sabendo, perguntei-lhe por que faziam isto. Resposta: para ajudar entidades que ajudam crianças, idosos, doentes.

      bastou argumentar que é uma forma humana e social de agir, mas burra e insignificante diante do problema e me questionaram fortemente. Não foram poucas as perguntas sobre o trabalho que faço, que para alguns é de “ajudar pessoas”. Sentamo-nos e expliquei-lhes a diferença entre juntar tampinhas e despertas mentes e sentimentos.
      Tudo mudou quando perguntei-lhes: quanto foi arrecadado destes materiais durante o ano passado e o que representou, em valores, de ajuda? E completei? quanto foram roubados dos cofres públicos, empresas e sonegado no mesmo período?
      Amigo, é uma vergonha! Gente recolhendo migalhas e alguns poucos, poucos sim, roubando comas duas mãos, os dois pés e tudo mais.

      Concluo: os fazemos as pessoas pensarem e terem responsabilidades ou viveremos apagando incêndios e tapando furos nas mangueiras da ladroagem.

      É preciso mexer na cabeça daqueles que ainda tem cérebro ou o Brasil será sempre o país do futuro, mas dos outros.

      Abraço e muita saúde.

      Fallavena

  3. É Loures, é Lulia, é Meirelle$, é Kassab, é Geddel, é Maluf…, pô, a libanezada se deu bem na política do Brasil, hein ? Até parece que só dá elle$ no pedaço.

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