Maradona perdeu a chance de ser BI, dentro e fora do campo, como Zagallo e Beckenbauer. Mais um sul-americano foi destroçado.

Muita gente acreditava na Alemanha, que apostou num time jovem para se recuperar do fracasso de 2006, quando perdeu em casa, para uma seleção da Itália, mediocríssima. Só que não se acreditava na facilidade e na goleada.

E com muitas coisas a ressaltar, Messi confirmou, é bom mesmo no Barcelona, na seleção, nada, nem um golzinho. Era tido como o “melhor” da Copa, e provavelmente o artilheiro. Tem idade para conseguir isso em 2014.

Klose fez mais 2 gols, chegou a 14, passou Pelé e tem mais dois jogos,  para encostar ou ultrapassar Ronaldo Fenômeno. Se 3 a 0 era goleada, o que dizer de 4 a 0.

Agora, dos 5 sul-americanos sobrou apenas, certo, o Uruguai. E quem sabe, o Paraguai, se vencer a Espanha logo mais.

Maradona ontem foi sábio, ao dizer: “Não comento derrota dos outros”. Com isso, livrou-se de críticas e comentários. O compositor consagrou: “Perder é da vida, eu já me conformei”.

Da sóbria Fátima Bernardes à exibicionista Fátima Bernardes

A apresentadora, segue silenciosa e meio assustada, o “padrão Globo de qualidade”, criado por Walter Clark, e seguido depois pelo Boni, quando assumiu a direção da rede.

Agora, na Copa, durante os tempos vitoriosos, surgia nas telas, como a “gênia” da televisão e do futebol. Provocava enormes gargalhadas, falando e ao mesmo tempo lendo, (dando a impressão de que improvisava) o que estava escrito, tendo que baixar a cabeça.

A que limites leva a vaidade.

***

PS – Joe Wallach, o americano que a Globo roubou da Time-Life (depois de ter roubado os americanos com a ajuda dos generais golpistas), aos 86 anos deu entrevista à revista “Trip”.

PS2 – Disse textualmente: “O único gênio da televisão brasileira foi Walter Clark. Depois, se entregou inteiramente à bebida, não conseguia nem falar. Foi demitido”.

Felipão 2014

Há 15 dias, quando assinou contrato com o Palmeiras, expliquei aqui: “Ele ficará 2 anos e meio no Palmeiras, irá para a seleção. Me baseava na duração do contrato. 2 anos e meio. O que 2 anos e meio lembra? Estarão começando as eliminatórias para a Copa de 2014. Elementar.

PS – O único obstáculo pode ser o carreirista Parreira. Amargurado por mais uma derrota na África, declarou: “Não serei mais treinador no exterior, só aceitarei no Brasil”.

PS2 – Com isso, mostrou, “estou aí, SE PRECISAREM”. Não precisarão, mas está aí, O Globo, na Primeira.

PS3 – O Globo, na Primeira, copia minha nota descaradamente. Chamam a isso de jornalismo

Não era, Dunga?

Jamais saberá porque resistiu 16 anos, de 1994 a 2010. Não conseguirá entender, a não ser vendo, lendo e ouvindo órgãos da Organização Globo. Já começaram desde hoje a bater duro no treinador.

Mas não há dúvida de que desde a convocação, passando pela escalação e pela não substituição em plena derrota, Dunga contribuiu, colaborou e completou a tragédia que atinge milhões de brasileiros.

Unanimidade “total”, como diria Ricardo Teixeira: o Brasil inteiro se manifestou protestando quando Dunga deixou aqui, uma porção de jogadores praticamente indispensáveis. Justificativa de Dunga: “Não quero jogadores que vivam à noite”. Perdeu de dia, nenhum jogo era à noite.

Dunga confunde liderança com cativeiro, ninguém podia contestar coisa alguma, tinham que aceitar. E na derrota, chorar, embora eu não tenha nada contra o choro.

Na televisão de sexta, depois da derrota, a Organização ainda não tinha orientação. Começou hoje, sábado, com o jornal. Toda a Primeira dedicada a Dunga, com manchete, jornalisticamente nota 10.

Depois, a Primeira do Caderno de Esportes, quase inteiramente em branco, com uma pequena foto de uma matéria sobre o treinador numa lata de lixo, como se dissessem: “Dunga não existe mais, acabou”.

***

PS – Mas o treinador ainda vai durar muito como matéria, para toda a Organização. Como desperdiçar um assunto tão vasto, que ficará amargando a vida de milhões de brasileiros?

Governo paga aos banqueiros 180 BILHÕES por ano, só de juros, sem reduzir a dívida, que logo passará dos 2 TRILHÕES.

José Antonio:
“Helio, os banqueiros ganham realmente 10 por cento comprando títulos do governo. Mas ganham muito mais com o cheque especial e com o cartão de crédito”.

Comentário de Helio Fernandes:
Concordo inteiramente com você, mas isso não revela generosidade ou espírito público dos banqueiros. (E das seguradoras, não esquecer).
Acontece que o mercado de crédito particular é minimíssimo. Eles rendem realmente, José Antonio, juros acima de 200 por cento ao ano, mas com um limite irrisório.

Vejam só: o governo PAGA de juros ANUAIS, 180 bilhões. O cartão e o cheque especial, não passam de 15 A 16 BILHÔES, por ano.

Maílson, o recordista da inflação

Jorge Ribeiro:
“Helio desculpe, queria um esclarecimento. O ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, numa entrevista pública, afirmou que o aumento dos aposentados, vai estourar o orçamento da República. E a inflação devastadora do seu tempo? Obrigado.”

Comentário de Helio Fernandes:
Ele foi muito escabroso, mentiroso e calamitoso, Jorge. Maílson garantiu: “Esse aumento dos aposentados (nos míseros 7,7 por cento) irá arruinar o futuro das crianças carentes”. Por que das crianças carentes e não de todas?

Maílson, nem é preciso apurar, não vive de aposentadoria. Mas o Brasil inteiro pagava pela inflação centenária desse ministro catastrófico.

Devo fazer uma consideração a “favor” de Maílson; ele pelo menos é corajoso (ou o certo seria dizer audacioso?), pois continua andando na rua, pontificando em rádios, jornais e televisões, sem medo de coisa alguma.

Quase 7 bilhões de habitantes

No dia 20 de junho, a população do mundo chegou a 6 BILHÕES, 900 MILHÕES de pessoas. Uma dúvida sobre a China, que fala em 1 BILHÃO E 200 MILHÕES de habitantes. A ONU já registra como 1 BILHÃO E 400 MILHÕES.

Isso só vale até 20 de junho, logo, logo, começaram os nascimentos no mundo todo. Não demora, seremos 7 BILHÕES de habitantes, 3 BILHÕES na mais completa miséria.

Superstição, vale na Copa?

Vejam a importãncia do ZERO, na trajetória do Uruguai na Copa. Foi campeão em 1930. Repetiu em 1950. Há 60 anos não estava em condições de ganhar outro titulo. Pode ganhar quando a Copa completa 80 anos. Se conseguir, será em 2010.

Com isso, “Loco” Abreu botafogo na Copa. Bateu o penalti de uma forma que só Marcelinho Carioca batia.

É bom tomarem cuidado

Carlos Chagas

Levou o PT à euforia a  lambança praticada pela oposição, na semana que passou, somada aos resultados das pesquisas mais recentes. Dúvidas inexistem de que a candidatura de José Serra perdeu consistência, depois do episódio encerrado com a escolha do deputado Índio da Costa para seu companheiro de chapa. Basta aguardar nova rodada de consultas eleitorais, em especial  se algum instituto inserir uma  pergunta a  respeito do conhecimento dos consultados sobre o novo candidato a vice.

Seria bom, no entanto, que os companheiros e afins raciocinassem com um pouco mais de cautela, quando apresentam suas projeções sobre a vitória de Dilma Rousseff. Porque o vento que sopra de um lado costuma soprar de outro. Quem garante que alguma trapalhada não acontecerá em meio à campanha da ex-ministra?

Não  faz muito apareceu  o escândalo do tal dossiê relativo à vida dos tucanos, sem poupar o próprio José Serra e sua família. A candidata conseguiu evitar a explosão agindo com rapidez, ou seja, mandando demitir os auxiliares de sua campanha responsáveis pela tentativa.

Ninguém sabe o que reservam os próximos três meses, não obstante o empenho do presidente Lula em dirigir, dos bastidores, a campanha e até a  performance de Dilma.  Afinal, sabem todos não contar com o apoio das elites, apesar de desde a posse, em 2003, vir  o governo  privilegiando seus interesses. Os meios financeiros, os especuladores, as multinacionais e a turma do dinheiro dispõem de mecanismos para perturbar qualquer trajetória bem sucedida. A começar pela grande imprensa, que dominam. Sem esquecer que o PT abriga um certo número de aloprados muito capazes. Capazes de tudo…

Considerações sobre o inusitado

Não há um tratado sobre a guerra, dos milenares aos atuais, que deixe de considerar o inusitado como rotina em todas as batalhas. Traduzindo: mesmo examinadas as diversas hipóteses sobre o comportamento do inimigo, ele sempre fará o que não foi previsto.

O preâmbulo se faz a respeito do risco que as oposições assumiram ao formalizar a candidatura de  Índio da Costa  como companheiro de chapa de José Serra.

Sustentam os generais do PSDB e do DEM estar tudo  planejado, amarrado e garantido, ou seja, o jovem e até pouco desconhecido deputado não será deixado sozinho nem por um minuto. Vão monitorá-lo e instruí-lo em cada passo da campanha e, depois, se José Serra vier a ser eleito.

Com todo cuidado, porém, há que perguntar: e o inusitado? No caso, se alguma coisa acontecer ao presidente, e tem acontecido a muitos, como ficaria o país governado por Índio da Costa? Não teria sentido contestar-lhe o mandato, viraríamos uma banana-republic. Mas entregar-lhe as grandes decisões nacionais sem experiência?

Quando Deodoro da Fonseca renunciou, havia Floriano Peixoto. Com a doença de Prudente de Morais, a interinidade de Manoel Vitorino não gerou  solução de continuidade na administração pública,  apesar de haver trazido mudança de equipe. Afonso Pena, prematuramente desaparecido, foi substituído por Nilo Peçanha. Mais tarde, com Rodrigues Alves impossibilitado de assumir num segundo mandato, Delfim Moreira entrou para presidir novas eleições, mesmo tutelado por Afrânio de Melo Franco.

Num salto até os tempos moderno, Café Filho e depois Carlos Luz e Nereu Ramos  ocuparam a vaga de Getúlio Vargas. Truculência  aconteceu contra João Goulart,  vice-presidente de Jânio Quadros, que renunciou:  foi deposto, assim como pouco depois Pedro Aleixo viu-se impedido de assumir após a doença de Costa e Silva. Para fechar o círculo, mais dois inusitados: Tancredo  Neves caiu doente horas antes de empossar-se, entrando José Sarney, e Itamar Franco foi para o governo com o impeachment de Fernando Collor.

Durante uma suposta administração José Serra, se acontecer o  imponderável que ninguém deseja,  mas freqüenta a História com assiduidade,  como será o Brasil de Índio da Costa?

Brasil joga partida fora: Copa, agora, só em 2014

Pedro do Coutto

A Seleção Brasileira, sem a menor sombra de dúvida, jogou a partida de ontem fora, como se costuma dizer no esporte quando uma equipe esquece repentinamente sua técnica, sua arte, seu estilo, e se transforma em coadjuvante do adversário. Foi exatamente o que aconteceu ontem contra a Holanda no estádio de Porto Elizabeth.

Fizemos um primeiro tempo brilhante, a defesa era absolutamente eficaz, a passagem da defesa ao ataque rápida, como deve ser, ocupávamos o espaço aberto pelos holandeses entre seus homens de frente e sua retaguarda. Estava aberto para nós o caminho da vitória. Nosso time – aí o seu maior erro – saboreava a perspectiva do êxito que não veio. Viramos na frente, estava tudo correndo bem.

No segundo tempo, modificação total. Entramos confiantes demais, calçamos o salto alto em vez das sandálias da humildade, de que tanto falava Nelson Rodrigues, e não conseguimos suportar psicologicamente a falha da defesa que levou ao empate. A Holanda recebeu a igualdade como um presente do céu e cresceu no jogo. O Brasil se inibiu e retraiu. A equipe adversária passou a comandar a partida, a começar pela ocupação tática dos espaços do campo.

O técnico Dunga perdeu a serenidade que deve prevalecer no comportamento dos treinadores, esquecendo que seu nervosismo acaba se transmitindo aos jogadores. Nervoso o técnico, nervoso fica o time. Veio o segundo gol, a exemplo do primeiro, conseqüência de bola cruzada pelo alto. A excitação nervosa impediu que a defesa subisse bem no momento do lance, esquecendo que estava de frente para a bola. A bola? Acabou no fundo da rede de Júlio Cesar. O descontrole tornou-se visível. Felipe Melo, expulso, confirmou o fenômeno.

Claro, não se pode vencer sempre. No futebol, como na vida. Mas há derrotas e derrotas. A nossa, de ontem, foi bastante triste porque, no fundo, perdemos para nós mesmos. A Holanda não conquistou a vitória apenas por suas qualidades e méritos, que aliás são muito significativos. Não. Nós nos derrotamos mais do que eles nos ganharam. Facilitamos nosso fracasso. Abrimos para o oponente a estrada que o conduziu à semifinal de terça-feira.

Não podemos culpar alguém individualmente, exceto Felipe Melo que, ao pisar o holandês, se autoexpulsou do gramado. O comportamento do técnico Dunga influiu irritando-se demais com o juiz e com os jogadores do outro time. Passou ao mesmo tempo raiva e temor da derrota a nossa equipe. Ela encontrava-se em momento difícil na disputa eliminatória e precisava contar com ânimo que  só o treinador poderia passar. Em vez disso, sem se dar conta, Dunga partiu justamente para o movimento inverso.

Foi uma página triste na história do futebol brasileiro. Acrescenta-se aos insucessos de 50, 54, 66  e 74, além das derrotas de 82,86, 90, 98 e 2006. Que fazer?

Nesta hora, resta curtir a realidade eterna de que a seleção de Ouro é a única pentacampeã do mundo, título que somente poderá ser igualado daqui a quatro anos, na Copa de 2014 que terá o Brasil como cenário. Vamos em frente. Levantar a poeira e dar a volta em torno da derrota que está nos marcando em 2010. Outras Taças virão, outros sucessos e outras decepções. A vida não para. O treinador e os jogadores de hoje passam. Vão passar, como é natural. Dunga inclusive já anunciou sua demissão. O futebol brasileiro fica.

Para sempre.

O Brasil fez tudo para perder, e perdeu mesmo. Deu a impressão de que venceria, com o gol de Robinho aos 8 minutos. Mas no segundo tempo, a tão endeusada defesa do Brasil, falhou mesmo.

As falhas da convocação, quando se materializaram, foram transformadas em eliminação. O que foi uma tragédia, principalmente quando a Holanda fez o segundo gol, e o Brasil, pela primeira vez estava inferiorizado no placar.

Duas seleções do Brasil. Uma no primeiro tempo, vencendo de 1 a 0, que poderia ter sido mais. No segundo, perdendo de 2 a 1, que poderia ter sido mais.

Quando o Brasil precisava, tinha 10 jogadores no meio e na verdade, metade na reserva, metade em campo, sem fazer coisa alguma. Foi arriscadíssimo colocar Felipe Melo para jogar. Qualquer um podia ver que em todos os jogos, ele fazia tudo para ser expulso, só que os  juízes não perceberam.

Hoje, finalmente, foi expulso. Mas o que não se esperava é que, antes disso, iria fazer 1 gol, só que contra, ou melhor, a favor da Holanda.

No primeiro tempo, só Robinho se destacou. Kaká perdeu um gol feito aos 30 minutos, Juan já havia desperdiçado outro, facílimo, aos 25 minutos. Kaká pegou apenas uma bola no primeiro tempo, Luis Fabiano nenhuma.

Mesmo os jogadores que vinham se destacando em outras partidas, hoje falharam completamente. Inclua-se aí, a defesa inteira, considerada por todos como “maravilhosa”. E até Julio Cesar, “o maior goleiro do mundo”, (o que não era exagero) não pode sofrer dois gols de cabeça, na pequena área. É bem verdade que um desses gols representou “fogo amigo”, se é que Felipe Melo pode ser considerado companheiro, está mais para adversário.

Quando Felipe Melo foi expulso, o Brasil não ficou com 10 em campo, na verdade estava sem nenhum. Não reagiu em momento algum, aceitou a derrota desde o segundo gol da Holanda. A impressão é de que a seleção estava surpreendidíssima pelo fato de não ter sofrido o terceiro.

Dunga chorou, de verdade, quando a Holanda fez o segundo gol. Sabia que não havia reversão. Teve que ser consolado por Jorginho, cabeça com cabeça. A impressão: deviam estar se consolando não pelo gol contra, mas pela contrariedade de não terem levado os jogadores que poderiam substituir os insubstituíveis.

***

PS – A Holanda não tem de maneira nenhuma a grande seleção que se imagina, pelo fato de ter ganho do Brasil. Dando nomes verdadeiros e definindo corretamente as palavras.

PS2 – Não é choro, lamento ou justificativa: foi o Brasil que PERDEU, feio. E não a Holanda que GANHOU, também feio, não houve beleza no jogo.

PS3 – Escrevo justificando o risco que coloquei, mas sem admitir, um minuto que fosse, a possível derrota, que para mim era impossível.

PS4 – A Holanda pode ser campeã, mas será com uma equipe tão medíocre quanto foi a do Brasil em 1994.

PS5 – Com a vitória, todas as mediocridades seriam glorificadas. Com a derrota, haverá tempo de sobra para um amplo debate. Que seja CONSTRUTIVO e não AGRESSIVO.

Hermano de Deus Nobre Alves

Foi brilhante e atuante. Amicíssimos, eu só o chamava assim, diariamente, pelo nome todo. Com 21 anos era uma espécie de secretário político de Carlos Lacerda, embora a secretária mesmo, fosse a competente Ruth Alverga.

Com 21 ou 22 anos, falando e escrevendo admiravelmente francês e inglês, e com grande cultura, escrevia para personalidades políticas e literárias do mundo todo. E como eram cartas excelentes, acumulava respostas. Respondia novamente, estabelecia um intercâmbio cultural. Ótimo. Insistia muito com ele para fazer um livro, estava mais interessado na comunicação do que na publicação.

Em 1966, (quando fui cassado, 48 horas antes da eleição) foi candidato pelo mesmo MDB da oposição. Também na mesma chapa, Marcio Moreira Alves, bem mais moço, antilacerdista ferrenho e compenetrado. Os dois se elegeram, tomaram posse em janeiro de 1967, mas tiveram pouco tempo, foram cassados em 1968.

Cassado e perseguido intensamente, seu exílio foi um drama e quase tragédia. O ex-ministro Afonso Arinos de Mello Franco teve enorme importância no exílio de Hermano. Foi para o México, Inglaterra e ligeiramente na Argélia, enfrentou o veto de Miguel Arraes.

Em 1980 voltou para o Brasil, não quis mais saber de política, o seu tipo de atuação era mais para o BIPARTIDARISMO do que para o PLURIPARTIDARISMO.

Ele sentia e dizia: “No PLURI tenho que fazer politicalha, que não sei fazer, no BI, posso ser eu mesmo, fazer política maior”.

***

PS – Passou a viver opressivamente, muito distante do Hermano de Deus Nobre Alves, de 15 ou 20 anos antes.

PS2 – Embora não tenha maior importância, é preciso citar. Separou da mulher, com quem tinha 4 filhos, casou com uma portuguesa.

PS3 – A importância dela ser portuguesa, é que foi morar em Portugal,  e nunca mais voltou ao Brasil. Repudiava tudo o que se fazia no Brasil, não queria nem viver aqui.

Fifa, CBF, Globo e Ricardo Teixeira, tudo a ver

Delmiro Gouveia:
“Helio, segundo o jornalista Erich Beting, que teve acesso à informação, o contrato assinado entre a Fifa e a Rede Globo prevê, em uma de suas cláusulas, que a emissora tenha direito a realizar entrevistas exclusivas com atletas inscritos do Mundial de 2010. Situação esta que não se aplica às outras emissoras, como a ESPN, Band e BandSports.

Estaria então a CBF infringindo uma norma contratual ao vetar que jornalistas da emissora façam uso de seus direitos.

Na verdade, é tudo um grande absurdo. A Fifa não pode pautar e restringir a imprensa de qualquer país. É evidente que, por interesses tantos, a Rede Globo não realiza uma cobertura jornalística que possa prejudicar, de alguma maneira, a imagem daqueles com quem mantém vínculo comercial. Seja a Fifa ou a CBF.

O direito de informar ou de ser informado não pode ser decidido nos escritórios daquele que se tornará notícia durante o evento. No final, quem sai perdendo, como sempre, são os consumidores de informação, que recebem apenas o que lhes é permitido receber, nunca o que realmente acontece de verdade.”

Comentário de Helio Fernandes:
Concordo com  tudo, mesmo porque, Fifa, CBF e Organização Globo, pura redundância. O Beting é bom repórter, jovem e correto, aprendeu jornalismo em casa.

A Globo deve ter incluído no contrato, cláusulas que a favorecessem. Assim, a Fifa não poderia vetar as entrevistas exclusivas, da mesma forma que não poderia restringir o trabalho jornalístico. Mas os donos dos jornalões, que geralmente não são jornalistas, se beneficiam de tudo.

Agora vou fazer uma revelação total, a raiz de tudo que aconteceu e que explica e consolida a informação do Beting.

Mais ou menos há 2 anos, a Fifa fechava os acordos para a transmissão da Copa 2010 para os mais diversos países. A Globo já apresentara sua proposta: 90 milhões de dólares pela EXCLUSIVIDADE PARA O BRASIL. A Record, assustando a Globo, ofereceu 180 milhões de dólares. Como a Record é o pânico da Globo, esta se movimentou.

Tirou Ricardo Teixeira de uma festinha familiar, colocou-o num avião imediatamente, só parou quando chegou a Zurich. E depois de conversar com Blatter, telefonou para os “patrões”, dizendo: “A Fifa aceitou a proposta da Globo”. Qual era a proposta?

A Fifa aceitava os 90 milhões no lugar dos 180, a Globo abria mão da EXCLUSIVIDADE, todos os canais abertos podiam transmitir, menos a Record. Por isso, ao contrário das outras Copas, a transmissão é geral, naturalmente sem a Record.

A Organização acertou em cheio. No jogo Brasil-Coreia do Norte, a audiência da Globo foi de 44 pontos no Ibope. E nos outros jogos, também. Teixeira pagou uma parte do que deve à Globo desde 2001, quando houve a CPI que indiciou o presidente da CBF em 7 crimes financeiros.

***

PS – Como aconteceu com Daniel Dantas, não se falou mais nisso, “lá em cima”, Teixeira deve ter resolvido. E um dia, o poderoso chefão da Globo, telefonou para Teixeira, explicando: “Temos que dar matéria sobre a CPI, mas de leve e sem massacrar”. Só uma vez em quase 7 meses.

PS2 – Estou escrevendo esta matéria às 9 horas, não quero deixar o Delmiro Gouveia e outros, sem resposta, a matéria, para depois, ficaria “velha”.

PS3 – Logo depois da Holanda, escreverei sobre a vitória do Brasil. Gosto muito do Cruyff como jogador, mas não precisava ter exagerado na tolice.

PS4 – Posso estar me arriscando, mas esta seleção da Holanda está com 36 e 32 anos de atraso em relação a 1974 e 1978. Até já.

Há 8 anos venho dizendo: Serra jamais será presidente. Toda a indecisão na escolha do vice, leva à conclusão: se fosse presidente, como agiria num impacto? Chamaria o Indio?

Desde o fim de 2009, quando se tratava da apresentação das candidaturas, com Serra e Dilma como cabeças de chapa, eu dizia aqui: “Aécio não será vice de Serra”.

E quando me perguntavam a razão da descrença, explicava: “Por que o governador de Minas trocará 8 anos certos no Senado, pela vice de um candidato que não ganhará?”

Insistiam na pergunta, o repórter insistia na resposta: “Aécio só aceitaria, se algum tabelião (que tem fé pública) desse a ele um documento, garantindo que Serra seria o vencedor”.

A recusa de Aécio, sem nenhuma duvida, enfraquecia Serra. O cerco de Serra a Aécio, era a prova de que ele considerava que sem o governador de Minas (até abril), não ganharia.

O também ainda governador de São Paulo, “fazia divagações sobre um tema antigo”, rodava em círculos, esperava que fosse criado o Prêmio Nobel da Indecisão, seria o vencedor como candidato único.

***

PS – Como muitos continuavam certos de que Aécio reconsideraria a posição, acabaria cedendo e aceitando formar a chapa com Serra, escrevi taxativamente, rigorosamente convencido do que escrevia: “Se Aécio for vice de Serra, podem dizer que “SOU O PIOR ANALISTA DO MUNDO”.

PS2 – Chegou 2010, os dois se desincompatibilizaram, o PSDB apostando na “chapa-pura”, Serra namorando Aécio política e eleitoralmente, e este montando sua campanha para senador.

PS3 – Serra se desesperava, aceitava ser aconselhado e orientado por especialistas do nada, bastava ler e acreditar neste repórter. Que afirmava, reafirmava, garantia, jogava sua reputação de analista na negativa ao nome de Aécio.

PS4 – Serra também jogava sua reputação de presidenciável, na conclusão que deixava óbvia: “Tem que ser Aécio”. Não percebia que a cada NÃO de Aécio, sua candidatura mergulhava mais fundo do que pré-sal, no tempo e na profundidade?

PS5 – O ex-governador de SP, viajou por mares nunca dantes navegados na busca de um segundo que pudesse fechar com ele, o primeiro. Vetaram até o presidente do próprio PSDB, alertando, “ele não tem votos, não disputará nem a reeleição para o Senado”.

PS6 – E nessa busca “escafandrística”, se renderam à imposição do filho de Cesar Maia. Perguntinha ingênua, inócua, inútil; não perceberam que o candidato de Rodrigo Maia se chama Rodrigo Maia?

PS7 – E convenhamos e reconheçamos: se aceitam que um medíocre “realizador de eventos” no governo do pai, pode ser presidente do DEM, porque não pode ser vice? E indica um desconhecido, constrangendo o partido inteiro, obrigado (?) a aceitar?

PS8 – Indio da Costa vice e quase candidato a vice, não será a catástrofe que se imagina, porque Serra não será eleito. DE JEITO ALGUM. Caindo cada vez mais, Serra está hoje mais enfraquecido e debilitado do que estava em 2002.

PS9 – Ave, Indio, os que vão perder te saúdam. Existem “mouros na costa”, como se dizia antigamente.

Temer: sem voto, prestígio ou credibilidade

Atila:
“Às vezes o Hélio me espanta, como nessa colocação de que o “Temer, que não tem voto, prestígio ou credibilidade”. Ora, contra os fatos não se briga: o Temer é deputado federal há várias legislaturas, como não tem voto? É e já foi presidente da Câmara Federal, como não tem prestigio? É jurista reconhecido, penso, então, que também tem credibilidade.”

Comentário de Helio Fernandes:
Pela ordem, numerando para facilitar e você não perder tempo, Atila. 1 – Deputado sempre muito mal votado, mas o PMDB de São Paulo é forte. Só que na última eleição, 2006, não se elegeu, ficou como primeiro suplente. O último eleito, foi cassado. Coincidência? Aí Temer entrou.

2 – Foi eleito (?) presidente da Câmara, não pelos seus pares, mas pelos apaniguados. Os que na cúpula partidária, indicam um deputado que se “elegeu” depois da eleição, têm credibilidade ou reconhecem credibilidade?

3 – Em São Paulo e Brasília, explodem gargalhadas quando ouvem chamar o Temer de jurista. E jurista RECONHECIDO, Atila? Essa é monumental. Como se reconhece um JURISTA RECONHECIDO?

***

PS – Temer tem em média, para deputado, 70 mil votos. Nada a ver com a Presidência. Para VICE, então, nem se fala, vice não é eleito, é carregado.

PS2 – Garotinho, depois de ser governador, disputou a Presidência, teve 15 milhões de votos, não foi nem para o segundo turno.

PS3 – Se fosse, seria alguma coisa para temer? Ou poderiam admitir que havia índio na costa?

O PSDB na avenida do desencanto

Carlos Chagas

Perguntam os tucanos: fazer o quê com Indio da Costa? Substituí-lo, só por vontade própria e, além do mais, por quem? Álvaro Dias responderia com um palavrão, rejeitando uma segunda humilhação. Aécio Neves fugiria para Ipanema. Os Democratas até que se curvariam a essa necessidade tão  absoluta quanto inviável, conscientes que estão da bobagem feita. O fato é que  48 horas depois da sagração do candidato a vice na chapa de José Serra, não há quem não se arrependa.

Só o  indigitado Indio da Costa ainda não acordou do sonho,  mas breve  perguntará qual o seu papel no processo sucessório, além de haver contribuído para que José Serra venha a dispor de mais três minutos de tempo de rádio e televisão, na propaganda eleitoral gratuita.  Votos, não traz para a chapa oposicionista. Prestígio, muito menos, claro que fora da tribo dos Maias, não o Agripino, mas o César e o Rodrigo. Experiência, zero. Credibilidade, nenhuma.

Apesar das cortinas-de-fumaça sustentando a unidade do bloco de oposição, a verdade é que o PSDB entrou na avenida do desencanto, onde não há limite de velocidade.  Como ganhar a eleição com um peso morto a tiracolo, guardado o respeito devido ao jovem deputado?

Fica difícil imaginar o  candidato inscrevendo-se na galeria onde pontificam José Alencar, Marco Maciel,  Itamar Franco, José Sarney, Aureliano Chaves, Pedro Aleixo, José Maria Alckmin e outros. É cedo para prognósticos, mas a escolha de Índio da Costa parece indicar que o futuro inquilino do palácio do Jaburu chama-se Michel Temer…

Próxima parada: Palácio do Planalto

O título não deve fazer supor as intenções de Dilma Rousseff ou mesmo de José Serra. Falamos da hipótese da  ocupação violenta da sede do governo por algum grupo de  desatinados, como por exemplo o MST. Só  falta isso  para  caracterizar a mutação do  movimento que  um dia empolgou   a nação inteira, único fator a despertar esperanças verdadeiras na Nova República.  Assim como a CUT, porém, o MST mudou e dá sinais de pretender chegar ao poder de forma direta, sem a intermediação de eleições.

Caso eleita, Dilma conseguirá cumprir a promessa de candidata, de não aceitar ilegalidades? Terá forças para botar a polícia e até  o Exército contra os sem-terra,  em defesa das instituições?

E se o presidente vier a ser José Serra, enfrentará a pressão do MST  como enfrentou a pressão do DEM, cedendo ao primeiro grito?

A imagem figurada da invasão do palácio do Planalto significa que os liderados de João Pedro Stédile já elaboram planos e estratégias para depois do primeiro dia  de janeiro.  Há quem tenha visto e ouvido reuniões nesse sentido, lá para os lados dos órgãos de segurança.

O maior problema do futuro governo  será impor o império da  lei, porque o  teste virá  nas primeiras semanas depois da posse.

O perigo de ficar pior

Nem só de trapalhadas no ninho dos tucanos vive a sucessão presidencial. Do outro lado também se escorrega, como aconteceu com Dilma Rousseff esta semana, em entrevista ao programa “Roda Viva”, quando defendeu a convocação de uma constituinte exclusiva para 2011, a fim de atualizar a Constituição e, obviamente, as leis dela decorrentes.

Com todo o respeito, a candidata  pode estar enfiando o país numa fria dos diabos. Passando da teoria à prática, basta indagar quem se candidatará para  integrar a constituinte exclusiva, depois que no próximo mês de outubro tiverem sido escolhidos os novos deputados e senadores?

Sem a menor dúvida, os derrotados. Quem não conseguir eleger-se agora por falta de votos e  de capacidade, tentará a próxima eleição. São eles, os rejeitados, que cuidarão do dito aprimoramento institucional. Imagine-se o resultado, a menos, é claro, que a lei de convocação da constituinte exclusiva determine à Justiça Eleitoral apenas registrar candidatos com vasto saber jurídico, diploma de advogado ou professor de Direito. Que tal um exame para candidato, sob os auspícios da Ordem do Advogados?

Como essa solução contraria e atropela a democracia, caberá aos juízes eleitorais  aceitar o registro de quem não tiver sido condenado. Melhor teria feito  Dilma Rousseff se sugerisse a simples utilização do poder constituinte derivado, inerente a todos os Congressos, a ser exercido nos primeiros meses de sua instalação. Ruim com ele, pior com a meia-sola de uma constituinte exclusiva.

Estratégia de Serra quanto a Lula não funciona

Pedro do Coutto

Francamente a pesquisa do Ibope-CNI anunciada na noite de quarta-feira pelo Jornal da Band e reproduzida no dia seguinte, detalhadamente pelo O Globo, Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo, revelou, eu comentei em artigo anterior, uma tendência declinante de José Serra e uma tendência ascendente de Dilma Roussef. Os números estão aí e eles foram apresentados respectivamente pelos repórteres Gerson Camaroti, Ranier Dragon e Daniel Bramati.

Na FSP, houve comentário de Fernando Rodrigues. No Estadão de José Roberto de Toledo e João Rabelo. Para Roberto de Toledo, a propaganda da Petrobrás no decorrer da Copa do Mundo neutralizou os programas eleitorais de Serra. Para Fernando Rodrigues e Bosco Rabelo, a tática de Serra de poupar Lula não está funcionando.

Poupar só, não, digo eu. Até elogiar como fez por diversas vezes. Na questão da lei dos 7,7% aos aposentados e pensionistas do INSS, por exemplo, questionado sobre se o presidente deveria vetar ou não o aumento nominal, o ex-governador de São Paulo chegou a afirmar que estaria de acordo com Lula fosse qual fosse sua decisão. Assim também é demais. Como pode alguém ser candidato de oposição se não faz oposição? Esta postura é totalmente contraditória e contribuiu para colocá-lo em posição defensiva.

Rodrigues e Rabelo falaram em tática de Serra. Não. Não foi um lance tático, episódico. Fazia parte de uma estratégia planejada. Fracassou. Claro. Pois identificando a manobra, o presidente da República retribuiu atacando o candidato tucano. Com isso o afastou do eleitorado. Que candidato é esse que apanha e elogia o agressor? Não dá para convencer ninguém. Nem os próprios aliados que estão no convés vendo o navio afundar e a candidatura Dilma inflar.

Não poderia ser outro o resultado. Os números apresentados em gráficos muito bem elaborados pelos três jornais comprovam. Vejam só os leitores. Em abril, Serra tinha 40 pontos. Dilma 32. No início de junho, empatavam em 37. Agora, final de junho, Dilma avançou para 40, Serra recuou para 35. Em três meses, portanto, Serra perdeu 5,5 pontos, Roussef avançou oito. No total 13%a diferença de uma para outro nesse espaço de tempo. E é necessário considerar um aspecto importante: Serra ocupou o horário eleitoral do DEM que foi ao ar em rede nacional a 27 de maio. Retornou no horário do PPS no dia 6 de junho. Esteve, claro, no horário do PSDB a 17 de junho, e também a 24 no tempo do PTB quando escrevo este texto. Caberá ao PCB encerrar a temporada no próximo dia 30. Os comunistas ortodoxos estarão com quem? Eis aí uma pergunta interessante.

Mas falei no horário do PTB e no apoio a Serra de Roberto Jeferson, o homem que explodiu o mensalão em 2005 e que conseguiu derrubar José Dirceu da Casa Civil, acusando-se a si mesmo. Personagem shakespeariano, versão moderna, confessou ter recebido 3 milhões de reais (do mensalão) para a campanha eleitoral do seu partido em algumas cidades e não prestou contas dessa importância. Um mistério, uma sombra que ainda não se desfez.

O fato predominante é que o apoio do PTB de Roberto Jeferson vai tirar mais votos do que acrescentar a José Serra. Fosse sua campanha para deputado, estaria eleito. Um pequeno percentual de votos assegura a vitória. Mas para um pleito majoritário, o ponteiro da balança vai apontar para o lado negativo. Neste plano, a imagem de Jeferson não soma. Não ajuda. Ao contrário, diminui. Mais um erro de avaliação de Serra.

Confira a maior mancada da Copa: Folha de São Paulo erra e “elimina” a seleção brasileira nas oitavas de final

Nogueira Lopes

A maior mancada jornalística ficou consagrada duas semanas antes do encerramento da Copa. É mesmo imbatível, e nenhum jornal conseguirá superar a “Folha de S. Paulo”, que publicou dia 29 um anúncio da rede de supermercados Extra, lamentando a “eliminação” do Brasil, que teria sido “derrotado” pelo Chile. Como todos sabem, na véspera o Brasil vencera o Chile por 3 a 0 nas oitavas-de-final e seguira em frente, graças ao Bom Deus.

Explicação da mancada: o supermercado programara dois anúncios – um, em caso de vitória; e outra versão, em caso de derrota. E o jornal publicou a versão errada…

Pelé recomenda que os
treinadores não atrapalhem

Dica de Pelé a quem se mete a ser treinador de futebol: “Primeiro, o treinador tem de fazer o papel de psicólogo. Precisa atuar como um amigo, como um irmão mais velho, mais do que um treinador de futebol. Independentemente de qualquer coisa, o treinador precisa ser um bom observador. E não atrapalhar”.

Infância de Obama vira
filme, igual ao de Lula

Depois do fracasso de “Lula, o filho do Brasil”, vem aí mais um filme caça-níqueis na política. Desta vez é “Obama, o menino de Menteng”, que está sendo lançado na Indonésia e conta a infância do presidente americano durante os quatro anos em que viveu em Jacarta. O filme relata como o menino Barack descobre, vindo do Havaí, o bairro de Menteng, em pleno centro de Jacarta, onde viveu depois que sua mãe casou em segundas núpcias com um indonésio, entre 1967 e 1971.

Para aumentar as vendas,
mentiras sobre Bussunda

A biografia “Bussunda – a vida do casseta”, escrita por Guilherme Fiuza, descreve a infância e juventude do comediante, que teria sido “um garoto tímido e com problemas de aprendizado escolar”. Para aumentar as vendas, diz que Bussunda “era o pior aluno da Faculdade”. Não é verdade. Ele não era tímido, não tinha problemas de aprendizado, basta lembrar que passou num vestibular dificil e concorrido, e havia muitos alunos piores que ele na Faculdade.

Preta Gil tem ataque de bom
senso e não quer posar nua

Preta Gil enfim demonstra um pouco de juízo. Sobre a possibilidade de posar nua para fotos, a cantora diz que até já fez “um ensaio sensual” para o encarte de seu CD, mas descarta a pretensão: “Acho que hoje em dia não posaria nua não, até porque as revistas não arriscariam colocar uma mulher real. Será que mulher real, que tem celulite sim e que não faz parte dos padrões de beleza, vende revista?”, questiona Preta. E a resposta é obvia: claro que não.

Um belíssimo julgamento

José Carlos Werneck

Ao negar por sete votos a um, o pedido do Procurador-Geral da República, para a Intervenção Federal no Distrito Federal, os ministros do Supremo Tribunal Federal deram, todos eles, os que votaram contra e o único que votou favoravelmente, uma demonstração inequívoca do respeito que devotam às instituições democráticas e à independência dos Poderes da República.

Eu que gostaria que o pedido do procurador Roberto Gurgel fosse aceito e a Intervenção viesse a ser consumada, não posso deixar de reconhecer, que NENHUM dos votantes agiu politicamente ou se deixou levar por quaisquer motivações, que não fosse a da não ingerência em outros poderes e a preservação da plenitude democrática que o País vive desde a eleição de Tancredo Neves.

Assisti, atentamente, ao julgamento do princípio ao fim e não pude deixar de observar que a todos os votantes, repugnavam os fatos que motivaram o pedido, mas acima de tudo estavam preocupados, em não arranhar minimamente a ordem constitucional

O presidente do Tribunal e relator do processo, ministro Cezar Peluso proferiu um voto muito bem fundamentado, deixando claro, que embora reconhecesse os fatos vergonhosos protagonizados pelo governador afastado e seus aliados políticos, que atualmente e às vésperas das eleições, as razões para o pedido de Intervenção Federal, não mais subsistiam. Foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli, Carmem Lúcia e Ricardo Lewandowski.

Em seguida votou o ministro Carlos Ayres Britto, favorável, ao pedido, que fez uma brilhante e detalhada fundamentação de suas razões e que durante sua exposição recebeu apartes de vários colegas, destacando-se as observações do ministro Marco Aurélio, sempre pertinente e conhecedor profundo de nossa realidade política.

Depois votaram os ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio e o decano do Tribunal, ministro Celso de Mello, eminente jurista, que em seu longo e fundamentadíssimo voto, apresentou as razões que o levavam a acompanhar o relator.

Enfim, foi um julgamento que honrou as tradições do Supremo Tribunal Federal, porque não se afastou, por um só instante, dos princípios que devem nortear a aplicação do Direito e dar aos jurisdicionados, as garantias que necessitam para usufruírem da plenitude democrática, que o Brasil vive atualmente. E isso é muito importante, ainda mais em vésperas de eleições gerais.

Agora o grande pedido de Intervenção para afastar todos os corruptos, incompetentes e desonestos está nas mãos do eleitor, que terá a grande oportunidade, em outubro próximo, de banir de vez esses maus políticos do cenário nacional.

Brasil-Holanda

Amanhã, quase o passaporte para a final. Acho que Gana pode ganhar do Uruguai, e não perderemos para Gana. Tudo presunção ou vontade que aconteça. Como também espero que a Argentina chegue à final, para uma grande partida.

Assisti Brasil-Holanda em Dortmund-74. Não fui aos EUA em 1994, lá existem muitos fusos horários, era preciso viajar 7 horas diariamente, e eu gostava de assistir jogos todos os dias.

Na Alemanha perdemos melancolicamente, como perderíamos a disputa do terceiro lugar em Munich, para a Polônia por 1 a 0, com um gol do carequinha (mas grande jogador) Lato. Ficamos em quarto.

A Holanda de 74 e 78, inteiramente diferente da seleção de hoje. Acredito que não perderemos. E lógico, tudo pode ser registrado no placar, até mesmo derrota do Brasil.