Por que o TJ de Brasília, não tira Arruda do cargo?

Normalmente, o Legislativo é que tira presidentes e governadores, que exorbitam. Mas como b-r-i-l-h-a-n-t-e-m-e-n-t-e o TJ afastou o presidente da Assembléia (o Prudente do dinheiro nas meias), 8 deputados e os 8 suplentes, pode muito bem mandar o governador para casa.

Essa Assembléia, tem cinco quartos dos seus membros, viciados e comprometidos, como julgarão o governador? Eram 24, ficaram 16, com que número votarão o impeachment?

Muitos dizem, “afastar os efetivos, está bem, mas os suplentes que nem estavam nos cargos?”.

Representavam as mesmas idéias. Em 1948, o STJ (Superior Tribunal eleitoral) suprimiu o registro do partido Comunista. Seus 15 deputados e 1 senador foram cassados, junto com os suplentes. Ainda na revista O Cruzeiro, fiquei contra cassar o registro do PC. Mas fiquei a favor de cassar os suplentes.

Se afastavam os que foram eleitos, tinham votos e prestígio, por que empossar suplentes que não representavam coisa alguma?

Podiam mandar Arruda para casa. É bem verdade que quem vem no fim do ano é Roriz, que perdeu 7 anos e meio de senador, por corrupção EXPLÍCITA e IMPLÍCITA.

Dona Benedita – Cabralzinho

Secretária de Ação Social, perguntou ao governador: “Deixo o cargo para me desincompatibilizar e concorrer ao senado?” Resposta nada surpreendente do candidato à reeeleição: “Deve perguntar ao presidente Lula, você é do PT e não do PMDB”. Fez o que Picciani mandou.

O ostracismo de César Maia

Ninguém quer nada com ele. Já foi derrotado para governador, para senador não consegue nem legenda, votos então nem se fala. Tentou ser vice de Serra, teve que ouvir gargalhadas.

Pelo visto, terá que esperar 2012, para outra aventura na Prefeitura. Por que o Rio tem que conviver com esse pesadelo? Fará uma nova “Cidade da Música” (superfaturada), abandonando o essencial?

Reverso ou revertere

Dona Suplicy fez carreira ascendente, nem ela mesmo acreditava. Deputada, prefeita, tentava o governo do estado, pensava (?) na presidência.

Voltou a disputar a prefeitura, perdeu. Como presidente nem foi lembrada, para o governo está esquecida, admite voltar à Câmara. Se elege.

Corrida contra o tempo

Tarso Genro era prefeito de Porto Alegre, quis desbancar o companheiro que era governador, perdeu. Agora deixa de ser Ministro da Justiça para tentar novamente ser governador. Começou na frente, todos acreditavam que o adversário fosse Rigoto. É o prefeito Fogaça que já está na frente nas pesquisas. Pouco mas está. Só que não definitivamente.

Novo estado, progresso

Pode surgir o Estado de Carajás, a governadora do Pará está contra. Foi pedir ao presidente Lula para não deixar a Câmara referendar o plebiscito, já aprovado no senado. Há anos defendo que podemos chegar perto dos 50 estados americanos.

Propaganda das cervejas

“Ótimo, deveria haver repressão a essa propaganda como acontece com o cigarro”.

Eluisio Fontenele
“Ídolo de qualquer setor, não deveria fazer publicidade de cervejas, os mais jovens se espelham neles”.

Alexandre Campbell
“Não poderiam aumentar o imposto sobre a bebida, como se faz na Rússia? É preciso impedir o vício, hoje já se fuma muito menos do que antigamente”.

Cláudio Mendonça
“Jornalista, é ótimo que o senhor faça essas campanhas de esclarecimento, é o único, não sei a razão, mas gosto muito, e me associo ao protesto”.

Augusto Césario, Ceará
“Quero aplaudi-lo, porque leio você há muito, quando a Tribuna era impressa, tua coluna e artigo eram reproduzidos aqui, e você só defende as causas que servem à coletividade. Nunca vi você defender um poderoso ou que esteja no poder, banqueiro, dono de seguradora”.

Comentário de Helio Fernandes
Obrigado a todos, partilhamos dessa vontade de mudar as coisas, em benefício da maioria. Cigarro e bebida são trágicos, ganham fortunas, matam com enfisema, (cigarro), dentro e fora (dos carros), a bebida.

Desesperança de FHC

À medida em que vão se avolumando os sinais de que Serra poderá disputar mais um mandato em São Paulo, cresce o desespero de FHC, num ostracismo que acreditava recuperável.

Em junho de 2011, completa 80 anos. Na presunção e não previsão, da eleição de Serra para presidente, tomaria posse em janeiro de 2011, cronologicamente, FHC poderia ser embaixador na ONU a seguir. Se Serra não for presidente, FHC terá que ficar servindo à Fundação Ford, o que já faz desde antes de ser presidente. E DURANTE.

Ricardo Teixeira, vingativo

Está completando 21 anos como presidente da CBF. Riquíssimo, respondeu a uma CPI, que descobriu que cometera 6 ou 7 crimes financeiros.

Essa CPI foi presidida pelo deputado Silvio Torres. Declaração de Teixeira: “Falo com todos menos com Silvio Torres”.

Está certíssimo. Íntimo amigo do presidente da República, pode não falar com um deputado. E continuar controlando e faturando o futebol, paixão do povo brasileiro.

No País do Carnaval, a Constituição é ridicularizada pelos marajás

Não há resposta para a seguinte pergunta: como é que um funcionário da Universidade Federal do Ceará, que nem é reitor, conseguiu se transformar no servidor mais bem pago do Executivo federal, com vencimento mensal de 46 mil e 430 reais?

Este surpreendente, inconseqüente e deprimente fato FOI ADMITIDO PUBLICAMENTE pelo Ministério do Planejamento, em portaria publicada no “Diário Oficial” da União na última terça-feira.

O cidadão-contribuinte-eleitor somente toma conhecimento deste tipo de escândalo, porque felizmente existe um decreto de 2000 (FHC deveria estar delirando, ao tomar essa sábia providência) obrigando o ministério a publicar, a cada quatro meses, os valores do maior e do menor salário de todos os órgãos da administração federal.

As informações do Planejamento, divulgadas oficialmente, mostram a esculhambação (que palavra) que se tornou a administração pública, não somente federal, mas também estadual e municipal, pois há privilegiados em todas elas e nos três Poderes (ou Podres Poderes, royalties para Caetano Veloso).

Uma Constituição que não serve para nada

A Constituição é clara a esse respeito. O artigo 37, inciso XII, estabelece que “OS VENCIMENTOS DOS CARGOS DO PODER LEGISLATIVO E DO PODER JUDICIÁRIO NÃO PODERÃO SER SUPERIORES AOS PAGOS PELO PODER EXECUTIVO”.

O desrespeito começa aí, porque, na prática, ocorre justamente o contrário. Os salários pagos a funcionários do Legislativo e do Judiciário são muito maiores do que os do Executivo. Traduzindo: este importantíssimo dispositivo constitucional é do tipo “vacina”, e não pegou.

E não pegou por quê? Ora, simplesmente porque a Constituição é PROPOSITADAMENTE REDIGIDA DE FORMA CONFUSA E CONTRADITÓRIA.

O mesmo artigo 37, em seu inciso XI, estabelece que “a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos”.

Traduzindo novamente: o inciso XII do artigo 37 simplesmente revoga o inciso XI, transformando em teto salarial, numa simples penada, a remuneração dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, que hoje está fixada em 25 mil e 725 reais por mês. (Isso, se o ministro não der expediente também no Tribunal Superior Eleitoral, o que lhe garante mais uma substancial gratificação, além do apartamento de cinco quartos grátis, do carrão oficial com motorista, do combustível à vontade e tudo o mais).

Mas o pior ainda estava por vir, porque o art. 17 dos Atos das Disposições Transitórias, que encerra a tão venerada “Constituição Cidadã” do Dr. Ulysses Guimarães, determina expressamente que “os vencimentos, a remuneração, as vantagens e os adicionais, bem como os proventos de aposentadoria que estejam sendo percebidos em desacordo com a Constituição serão imediatamente reduzidos aos limites dela decorrentes, NÃO SE ADMITINDO, NESTE CASO, INVOCAÇÃO DE DIREITO ADQUIRIDO OU PERCEPÇÃO DE EXCESSO A QUALQUER TÍTULO”.

Aí, a Constituição foi mesmo “Cidadã”, mas esse dispositivo também “não pegou”. Desde 1988, jamais se teve notícia de que os vencimentos e vantagens de algum “marajá”, percebidos em desacordo com a Constituição, tenham sido “reduzidos aos limites dela decorrentes, não se admitindo, neste caso, invocação de direito adquirido ou percepção de excesso a qualquer título”. Puxa, não havia possibilidade de alegar nem mesmo “direito adquirido”, mesmo assim os vencimentos excessivos continuaram prevalecendo.

DE QUEM É CULPA? DO PRÓPRIO SUPREMO, É CLARO, que simplesmente jamais emitiu julgamentos favoráveis à vigência do art. 17, em processos movidos por governadores visando ao rebaixamento de salários de servidores privilegiados e favorecidos à margem da lei.

A tabela recém-divulgada pelo Diário Oficial mostra que cinco servidores recebem acima do teto de 25 mil e 725 reais, correspondente ao dos ministros do STF, e o Ministério do Planejamento alega que isso se deve ao pagamento de sentenças judiciais. Como dizia o então deputado Francelino Pereira (e o grupo legião Urbana repetiu), que País é esse? Que Justiça é essa?

* * *

PS – O menor salário federal está no Exército, onde um funcionário recebe apenas 823 reais por mês. Além do servidor da Universidade do Ceará, que ganha 46 mil e 430 reais, também recebem acima do teto um funcionário do Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba (mais de 33 mil reais), um da Universidade Federal do Acre (32 mil e 202), um da Universidade Federal de Minas Gerais (28 mil e 700) e um da Universidade Rural Federal do Rio de Janeiro (28 mil e 200). Todos de universidades, muito estranho.

PS1 – Nos estados e municípios, é a mesma bagunça. No Maranhão, um dos estados mais pobres, há um desembargador que conseguiu um salário muito acima do teto, e nenhuma autoridade se atreveu a rebaixar. Pobre mesmo não é o Maranhão. Pobre é um país que não respeita sua própria Constituição. Que República.

No País do Carnaval, a Constituição é ridicularizada pelos marajás

Não há resposta para a seguinte pergunta: como é que um funcionário da Universidade Federal do Ceará, que nem é reitor, conseguiu se transformar no servidor mais bem pago do Executivo federal, com vencimento mensal de 46 mil e 430 reais?

Este surpreendente, inconseqüente e deprimente fato FOI ADMITIDO PUBLICAMENTE pelo Ministério do Planejamento, em portaria publicada no “Diário Oficial” da União na última terça-feira.

O cidadão-contribuinte-eleitor somente toma conhecimento deste tipo de escândalo, porque felizmente existe um decreto de 2000 (FHC deveria estar delirando, ao tomar essa sábia providência) obrigando o ministério a publicar, a cada quatro meses, os valores do maior e do menor salário de todos os órgãos da administração federal.

As informações do Planejamento, divulgadas oficialmente, mostram a esculhambação (que palavra) que se tornou a administração pública, não somente federal, mas também estadual e municipal, pois há privilegiados em todas elas e nos três Poderes (ou Podres Poderes, royalties para Caetano Veloso).

Uma Constituição que não serve para nada

A Constituição é clara a esse respeito. O artigo 37, inciso XII, estabelece que “OS VENCIMENTOS DOS CARGOS DO PODER LEGISLATIVO E DO PODER JUDICIÁRIO NÃO PODERÃO SER SUPERIORES AOS PAGOS PELO PODER EXECUTIVO”.

O desrespeito começa aí, porque, na prática, ocorre justamente o contrário. Os salários pagos a funcionários do Legislativo e do Judiciário são muito maiores do que os do Executivo. Traduzindo: este importantíssimo dispositivo constitucional é do tipo “vacina”, e não pegou.

E não pegou por quê? Ora, simplesmente porque a Constituição é PROPOSITADAMENTE REDIGIDA DE FORMA CONFUSA E CONTRADITÓRIA.

O mesmo artigo 37, em seu inciso XI, estabelece que “a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos”.

Traduzindo novamente: o inciso XII do artigo 37 simplesmente revoga o inciso XI, transformando em teto salarial, numa simples penada, a remuneração dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, que hoje está fixada em 25 mil e 725 reais por mês. (Isso, se o ministro não der expediente também no Tribunal Superior Eleitoral, o que lhe garante mais uma substancial gratificação, além do apartamento de cinco quartos grátis, do carrão oficial com motorista, do combustível à vontade e tudo o mais).

Mas o pior ainda estava por vir, porque o art. 17 dos Atos das Disposições Transitórias, que encerra a tão venerada “Constituição Cidadã” do Dr. Ulysses Guimarães, determina expressamente que “os vencimentos, a remuneração, as vantagens e os adicionais, bem como os proventos de aposentadoria que estejam sendo percebidos em desacordo com a Constituição serão imediatamente reduzidos aos limites dela decorrentes, NÃO SE ADMITINDO, NESTE CASO, INVOCAÇÃO DE DIREITO ADQUIRIDO OU PERCEPÇÃO DE EXCESSO A QUALQUER TÍTULO”.

Aí, a Constituição foi mesmo “Cidadã”, mas esse dispositivo também “não pegou”. Desde 1988, jamais se teve notícia de que os vencimentos e vantagens de algum “marajá”, percebidos em desacordo com a Constituição, tenham sido “reduzidos aos limites dela decorrentes, não se admitindo, neste caso, invocação de direito adquirido ou percepção de excesso a qualquer título”. Puxa, não havia possibilidade de alegar nem mesmo “direito adquirido”, mesmo assim os vencimentos excessivos continuaram prevalecendo.

DE QUEM É CULPA? DO PRÓPRIO SUPREMO, É CLARO, que simplesmente jamais emitiu julgamentos favoráveis à vigência do art. 17, em processos movidos por governadores visando ao rebaixamento de salários de servidores privilegiados e favorecidos à margem da lei.

A tabela recém-divulgada pelo Diário Oficial mostra que cinco servidores recebem acima do teto de 25 mil e 725 reais, correspondente ao dos ministros do STF, e o Ministério do Planejamento alega que isso se deve ao pagamento de sentenças judiciais. Como dizia o então deputado Francelino Pereira (e o grupo legião Urbana repetiu), que País é esse? Que Justiça é essa?

PS – O menor salário federal está no Exército, onde um funcionário recebe apenas 823 reais por mês. Além do servidor da Universidade do Ceará, que ganha 46 mil e 430 reais, também recebem acima do teto um funcionário do Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba (mais de 33 mil reais), um da Universidade Federal do Acre (32 mil e 202), um da Universidade Federal de Minas Gerais (28 mil e 700) e um da Universidade Rural Federal do Rio de Janeiro (28 mil e 200). Todos de universidades, muito estranho.

PS1 – Nos estados e municípios, é a mesma bagunça. No Maranhão, um dos estados mais pobres, há um desembargador que conseguiu um salário muito acima do teto, e nenhuma autoridade se atreveu a rebaixar. Pobre mesmo não é o Maranhão. Pobre é um país que não respeita sua própria Constituição. Que República.

Comunicação e cultura são usinas do pensamento

Pedro do Coutto

Não se compreende a preocupação de setores do governo em exercer algum tipo de controle social da cultura e de meios de comunicação como a televisão e o rádio, podendo evoluir para algum tipo de incursão na imprensa, ou seja nos jornais. A cultura exige liberdade, não pode ser controlada pelo estado, tampouco os meios de comunicação. Numa democracia, é claro. O tipo de intervenção imaginado é próprio dos regimes de força, como acontece em vários países e como aconteceu no Brasil no período de exceção de 64 a 85. A censura sempre foi contestada e seu exercício conduz ao obscurantismo e, portanto, ao atraso. O PT, no passado, formou entre os que condenavam e combatiam a censura. Inclusive a ascensão do presidente Lula e do seu partido deve-se à liberdade de imprensa. Os meios de comunicação projetaram nacionalmente o líder operário da Grande São Paulo, dando-lhe a repercussão essencial para sua decolagem na vida pública. Não fossem os meios de comunicação, Lula teria sido apenas uma liderança sindical de destaque. Nada mais. Seu ingresso na política quando disputou o governo de São Paulo na eleição vencida por Franco Montoro deve-se à sua exposição na mídia. Um trabalhador ingressava num universo que não o teria acolhido não fosse a força da imprensa nos eixos de decisão. Fundou o PT, o partido cresceu em decorrência do espaço que alcançou no noticiário, e após três investidas presidenciais, chegou finalmente ao Planalto.

Seu governo é consagrado pela opinião pública e todas as pesquisas do Datafolha, do Ibope, do Vox Populi e do Sensus, que assinalam seu grau de aprovação popular são publicadas com o devido destaque nas páginas dos jornais, veiculadas nas telas da TV, pelas emissoras de rádio. Esta é a melhor prova do absurdo de que se reveste o citado controle social. Setores do governo desejam a unanimidade? Isso é impossível. Inclusive as matérias contrárias que são publicadas e veiculadas na realidade representam um serviço ao governo, na medida em que chamam atenção para erros, omissões, episódios como os do mensalão, a investida dos aloprados na sucessão paulista de 2006, que levaram o próprio presidente Lula a assinar vários atos de demissão. Se houve demissões em função das denúncias, é porque o presidente as considerou importantes e procedentes. Sob este aspecto, a imprensa atuou como um fator de libertação do chefe do executivo que, não fossem o conhecimento e a repercussão pública, não teria o volume de informações necessárias para decidir da forma com que decidiu.

Se, por hipótese, houvesse censura, ele, Lula, permaneceria sem poder agir, enquanto a anarquia administrativa avançava ameaçando acumular-se na sombra e enfraquecendo o quadro institucional. Nada disso ocorreu em função da liberdade que tanto somou para o candidato, o presidente e seu governo, mas é vista com restrições porque se coloca em posição contrária em vários pontos e momentos.

Não fosse os meios de comunicação, vale acentuar, o escândalo do governo de Brasília não teria chegado ao domínio público e, portanto, não teria sido condenado de forma veemente, não só pela população da capital, mas por todo o país. Como conseqüência, o governador José Roberto Arruda desfiliou-se partidariamente e assim desistiu da reeleição. O vice Paulo Otávio também. O fato é que cultura e imprensa não podem ser controladas. São usinas der pensamento. Os serviços que prestam ao país dependem exatamente da liberdade com que agem. Sem liberdade de imprensa não há democracia. Basta dizer isto.

Será que vale à pena?

Carlos Chagas

Não se encontrará um só companheiro com coragem para reconhecer de público, mas a verdade é que nas conversas de mesa de bar a maioria começa a desabafar. O presidente Lula está desmontando o PT. Desconstituindo  o partido que fundou, sonhando o sonho quase impossível de eleger Dilma Rousseff.  Não se discute ser o lulismo força bem superior ao petismo, mas a verdade é que sem o PT o cara fica perigoso. Transforma-se num Getúlio Vargas com correção monetária e atualização digital.

Nos principais estados, em termos eleitorais, o Lula vem sabotando o PT. Senão vejamos:

Em São Paulo, a estratégia do presidente continua  de fazer Ciro Gomes, do PSB,   candidato a governador. Assim, ficaria livre de ver dividida sua base na sucessão presidencial, porque os votos supostamente dados ao ex-ministro da Integração Nacional poderiam fluir para Dilma. Poderiam, porque conforme as últimas pesquisas, iriam para José Serra, em maioria. O PT dispõe de candidatos potencialmente capazes de vencer a eleição,  como Eduardo Suplicy, Aloísio Mercadante e até Antônio Palocci.  Levar o partido a apoiar Ciro Gomes equivalerá a uma humilhação.

Em Minas, dois grandes trunfos estão prestes a ser descartados. Tanto Patrus Ananias, o pai do bolsa-família, quanto Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte, disputariam  como favoritos o palácio da Liberdade. O problema é que para reforçar o apoio do PMDB a Dilma, o primeiro-companheiro inclina-se por Helio Costa.

No Rio de Janeiro, acaba de ser descartada a hipótese da renovação petista. O jovem  prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, recebeu um “chega para lá” de viva voz do próprio presidente, cuja estratégia é apoiar a reeleição de Sérgio Cabral, do PMDB.

No Paraná, o Lula fechou questão em favor do senador Osmar Dias, do PDT, dando de ombros para as pretensões do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que o representaria muito melhor.  O objetivo  é conquistar o governador Roberto Requião para o candidato dito brizolista e sedimentar, assim, a integração de todos em torno da chefe da Casa Civil. O problema é que Requião aceitou sua própria candidatura ao Planalto pelo PMDB. A ver navios ficam os companheiros paranaenses.

Coisa parecida acontece em outros estados, de Pernambuco ao Amazonas. Resistindo mesmo, pelo PT, estão Tarso Genro, no Rio Grande do Sul, e Jacques Wagner, na Bahia, que não abrem mão de suas pretensões.

A pergunta que se faz é se valerá à pena todo esse sacrifício exigido de seu partido, pelo Lula.  Garantirá a eleição de Dilma Rousseff? O PT que responda…

O julgamento de Deus

Por razões óbvias, passou meio despercebido do grande público precioso filme narrando o desespero de um grupo de velhos judeus confinados a um campo de concentração nazista. De tão perplexos com o que acontecia, decidiram promover o julgamento de Deus. Como poderia o Criador permitir tanto horror, em especial praticado contra o povo eleito? Promotores, advogados de defesa, jurados e juizes improvisados dedicaram-se a profundos, amargos e edificantes diálogos em torno do Réu.  A informação é de que esse julgamento realmente aconteceu  e foi agora  transplantado para a tela.  Não vamos revelar a sentença final.

Essa história se conta a propósito do primeiro e agora do segundo terremoto verificados em Porto Príncipe, no Haiti. Não dá para entender porque Deus permite tamanha desgraça. Aliás, por  que tem permitido tantas outras, ao longo dos séculos? Chame-se Jeová, Padre Eterno, Alah, Tupã, Aton ou que outro nome tenha, será que não poderia ter deslocado  de  algumas centenas de quilômetros o  epicentro da catástrofe? Estaria a Humanidade pagando pelos pecados dos  ancestrais? Mas há quanto tempo o Direito Penal suprimiu essa flagrante aberração de filhos pagarem pelos pais?

Com todo  o respeito e sem esquecer  as maravilhas proporcionadas  pela fé e pela  devoção, quaisquer que sejam os credos e as religiões, a tentação é de convocar outro julgamento…

Baixaria antecipada

Começou a baixaria, antes  mesmo de chegar o prazo para as desincompatibilizações dos ministros candidatos às eleições de outubro. Dilma Rousseff alvejou os tucanos, supostamente por conta de declarações anteriores do senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB. O ex-governador Eduardo Azeredo treplicou e, pelo jeito, a bola de neve começou a rolar montanha abaixo. Importa menos a bobagem em discussão, ou seja, se José Serra vai acabar com o PAC ou se o PAC é uma ficção. Continuando as coisas como vão,  logo a sucessão presidencial será travada num ringue de luta-livre.

Bem que o presidente Lula tenta conter a candidata, mas é aquela velha história: se um orador diz “mata’, o seguinte precisará dizer “esfola”, para manter a atenção do plenário.

Publicidade exagerada

Neste início de ano, ainda mais um ano eleitoral,  valeria pesquisar  o Orçamento da União e os orçamentos dos estados, no quesito publicidade. E sem esquecer as empresas estatais, os fundos de pensão, as ONGs e um monte de empresas privadas que prestam serviço aos governos e, por isso, retribuem com gentilezas aos veículos de comunicação indicados pelos detentores do poder.  É uma baba, que não discrimina situação ou  oposição.

A pergunta que a gente faz é se tanta publicidade visa atingir o público, aquele ao  qual teoricamente os anúncios se dirigem,  ou se pretende mesmo obter a boa vontade da mídia para com seus candidatos e interesses. Estaria a Petrobrás, por exemplo, interessada em que os proprietários de veículos abasteçam com mais intensidade nos postos da empresa? Ou o Banco do Brasil e a Caixa Econômica pretendem aumentar o número de seus correntistas?

O mundo não depende das bolsas, os jogadores não viveriam sem elas

Antes da crise, chegou a mais de 74 mil. Ganharam fortunas. Caiu até 32 mil. Ganharam fortunas. Voltou a quase 70 mil. Ganharam fortunas. Onde entra o consumidor, o investidor verdadeiro, que não seja banqueiro ou profissional? Não entra, perde sempre.

Hoje chegou a 67 mil e 800 pontos, fechou em 68 mil e 200, quase a mesma coisa. Queda de 2,35%. O dólar chegou a 1,79, fechou aí. Esse é um mercado sem aspas. Jogam também, mas a movimentação influencia os negócios.

Queda geral da Bovespa

Às 16 horas todas ações em queda. Algumas caíam mais de 5 e até 6 por cento. As maiores baixas: vício (cigarro e fumo), bancos, Siderúrgica, telefônicas. (Estas as maiores).

Surpreendentemente, a menor queda era da Pão de Açúcar, do senhor Abílio Diniz. A queda disparada, atingiu as ações das empresas do senhor Eike Batista.

O índice em baixa de 2,50%, mas alguns já compravam. De 68 mil passou a 68 mil e 200. O dólar sem sair do lugar, na mesma alta de mais de 1 por cento.

Hipocrisia das cervejeiras

Anunciam cada vez mais, o faturamento das televisões, cresce de forma astronômica. E o número de marcas de cerveja, misteriosamente alto. Quando eu era adolescente, todos diziam: “Cerveja é Brahma, guaraná é Antártica”.

Essas cervejeiras enchem a cabeça de todos com o convite à bebida, mas não deixam de colocar o slogan hipócrita: “Se DIRIGIR, não BEBA”. Os desastres provocados pela bebida, aumentam cada vez mais.

“Mercado” do pano verde

Exatamente às 13:30 os cinco Índices mais jogados de Wall Street estavam em baixa forte. Na Bovespa, a queda a esse hora era de 2,50% em 68 mil e 100 pontos. Expectativa zero, para cima ou para baixo. Quer dizer, esperavam a combinação.

O dólar subia mais de 1 por cento, chegava a quase 1,79, estava em 1,788. Sem previsão também.

Governador do Estado do Rio

Ernesto Miranda
“Helio, gostaria de saber, Sérgio Cabral já está reeleito? Moro no Andaraí, tenho 56 anos, há 40 neste bairro que já foi um lugar excelente. Agora assalto todo dia”.

Comentário de Helio Fernandes
Impossível dizer, Ernesto, o quadro não está completo. Por enquanto, candidato mesmo só o próprio Cabral. Uma catástrofe, ou vá lá, inutilidade completa, mas está no Poder.

Isso ajuda muito, principalmente para quem foi e é acusado (dossiê Marcelo Alencar, ele e os filhos sem nenhuma credibilidade) de enriquecimento ilícito. Acompanharei as definições, e escreverei.

Parabéns ao TJB afastando o presidente da Câmara da capital

Justíssima decisão. O que esse Leonardo Prudente fazia no cargo, afrontando a opinião pública?

O perigo nada hipotético: que peça ao Supremo Habeas Corpus para voltar ao cargo, Gilmar Mendes concederá i-m-e-d-i-a-t-a-m-e-n-t-e.

Eduardo Suplicy dando cartão
vermelho para ele mesmo

Em 1994, candidato a governador, foi derrotado. Em 1998, sem a menor penetração dentro do PT, resolveu concorrer com Lula, que já perdera em 1989 e 1994.

O partido não lhe deu nenhum voto é sempre ridicularizado. Agora quer concorrer com Lula na escolha de candidatos, apenas exibicionismo, a ânsia de “palanque”. Ha! Ha! Ha!

E eu que reprovava (mas publicava sem discussão) as notas de Paulo Francis gozando o senador na própria Tribuna, que o lançou jornalista. Francis só chamava Suplicy de “Mogadon”.

Indignidade do Tribunal esportivo

Consumaram o verdadeiro crime contra o jovem Jobson. Protestamos aqui, defendendo que fosse internado numa clínica de reabilitação.

Muita gente se manifestou a favor de uma decisão humana. Até o tribunal achava que a absolvição era o melhor para todos, tanto que a execrável CONDENAÇÃO, se consumou por 3 a 2.

Esperamos que no recurso “para cima”, haja mais compreensão, e se consagre a TESE DA REABILITAÇÃO. Lógico, durante esse tempo, não jogará.

Aécio – Serra

O governador de Minas toma uma posição por dia. A de hoje: “Serei eleito senador, e José Serra ganhará em Minas para presidente”. Nada é novo sob a terra, menos no relacionamento entre eles.

Como não existe definição, Itamar Franco espera. Se não for vice novamente, pode ser candidato ao senado, se Aécio não for. Se o governador tentar o senado, o ex-presidente sabe que não ganha dele e do vice José Alencar. Este, hoje, é um dos homens mais admirados do país, pela extraordinária luta contra o câncer.

“Bastardos inglórios”

Quando vi o filme, escrevi: absurdo, ridículo, violentíssimo sem razão de ser, negação completa da história, um roteiro maluco e direção idem. Como era dirigido por Tarantino, despejaram nele os maiores elogios. “Maravilhoso”, “Insuperável”, “Já nasceu clássico”.

Ri muito e disse: não ganhará nenhum prêmio. Perdão, ganhou o “Globo de Ouro” para ator coadjuvante.

Em tempo: não há tempo. Se esse cinema bastardo ganhasse alguma coisa importante, seria negação da competência, a consagração do inútil.