Rigorosamente verdadeiro

Assim como o presidente Lula, sem a menor autentcidade, “lançou” (Ha! Ha! Ha!) o nome de Michel Temer para vice de Dona Dilma, o presidente da Camara telefonou para Orestes Quercia, o “dono” do partido em São Paulo.

Se qualquer hesitação, Quercia mandou dizer que não estava. Motivo da recusa de Quercia. Está ostensivamente apoiando José Serra-2010.

Com isso, garante uma das vagas para o Senado. E como é espertissimo, o ex-“disque Quercia para a corrupção” sabe que nem Dilma nem Temer serão candidatos. E o vice das preferencias de Quercia é o governador Requião, criador do slogan. (Exclusiva)

Churchill na memoria de Sarney

O ex-presidente da Republica (agora presidente tumultuado do Senado, que lutou tanto pelos 6 anos de mandato, acabou ganhando 5) disse com a maior arrogancia: “A crise não é minha, é do Senado, é da democracia”.

Logico, não leu Churchill na biografia inutil e monotona publicada quando completou 50 anos, e a outra em dois volumes e magistral, depois da guerra, mas tentou copia-la.

Frasista emerito, Churchill respondendo a um jornalista: “A democracia é o pior de todos os regimes. Excluidos naturalmente todos os outros”.

Mesmo copiando, Sarney não aparece bem na foto ou na internet.

Kaká, “garoto propaganda” da Bovespa

Comentaristas esportivos que mal e mal entendem de futebol, dizem, repetem e são copiados: “Kaká é o símbolo da seleção de Dunga”. Concordo em parte. Mas como símbolo, pretenso ou suposto, não pode aparecer na televisão, RECOMENDANDO O MERCADO DE AÇÕES, o mais arriscado e perturbado.

Surpreendente: hoje, da abertura (às 10 horas) até o momento em que posto esta nota (13 horas), três horas inúteis. Início: 49 mil 480 pontos, estável: Agora: 49 mil 580, tecnicamente estável.

O dólar também abriu na “casa” dos 2 reais, continua nesse limite. Volume da Bovespa, chegando aos 3 bilhões de reais. Chavão dos amestrados: “A Bovespa colou no Dow Jones”. Ha! Ha! Ha!

Qual a mais importante: CPI das ONGs ou da Petrobras?

A oposição já se definiu: entrega a CPI das ONGs ao governo, mas quer a instalação da CPI da Petrobras. O PMDB e a própria base aliada não aceitam, acham que a primeira não tem importância.

Erro tremendo de análise, confissão do protecionismo e da voracidade pelos cargos. Só o fato de existirem mais de 100 MIL ONGS NA AMAZÔNIA já mostra a importância dessa CPI. Segundo a cúpula do PMDB, essa CPI da ONG não dá retorno. É impossível desmentir o fato. (Exclusiva)

Manhas de Garotinho

Lauro Magalhães Cardoso, Campo Grande, RJ:
“O senhor, importante e competente analista, não se surpreendeu com o fato do ex-governador Garotinho, que o senhor chama sempre de Anthony Mateus, ter anunciado que dará lugar no seu palanque a Dona Dilma? Isso representa coerência?”

Comentário de Helio Fernandes:
Num regime pluripartidario que contraditoriamente não tem partidos, não há lugar para coerencia. Eduardo Paes atacou ferozmente o presidente Lula quando era do PSDB, não se ajoelhou e beijou seus pés, (ainda bem que foram só os pés) quando ele quis ser prefeito pelo PMDB?

A jogada é eleitoral, para enfrentar Serginho Cabralzinho Filhinho. Não pode ficar longe de tudo. Além do mais, Anthony Mateus oferece o palanque a quem não será candidato. Tipica jogada para a arquibancada, localizada no Planalto-Alvorada. (Exclusiva)

Verdadeiro, textual e entre aspas

José Sarney: “Não fui eleito para limpar a lixeira da cozinha do Senado”. Ué, tudo começa com Atgaciel Maia, nomeado por Sarney na primeira “presidencia” do Senado. E parceiros durante 14 anos.

Sarney não tem o minimo de condições de demitir Agaciel, seria arriscado e perigoso. Não há um senador, mesmo aliado, parceiro ou intimo do ex-presidente da Republica que deixe de concordar ou perguntar: Agaciel faria 1 por cento do que fez sem a “cobertura” do grande patrocinador que sempre foi Sarney?”

Agora, desespero duplo, de Sarney e Agaciel. Este partiu para a chantagem, Artur Virgilio, da tribuna da “casa” pediu sua demissão. O momento é gravissimo, não para alguns senadores, mas para o Senado e para a democracia.

Senadores garantem para o reporter: “Sarney tem saudade do PDS da ditadura. Com um soco na mesa abandonou o partido que o projetou e o manteve no autoritarismo, lançou-o no espaço democratico”.

Já falam e não em segredo: “Sarney tem que tirar licença, pelo menos de 60 dias”. Licença? Vou lembrar a Sarney: em 1954, “sugeriram” a Vargas uma licença da Presidencia. Ele aceitou. Mas quando soube que era “licença sem volta”, Vargas deu o famoso tiro no peito e entrou na Historia.

Só que Sarney não tem sobrenome, não confia na memoria nem anda armado. Quanto a Sarney entrar para a Historia, deixemos de brincadeira, o momento é de alta seriedade.

O Supremo agora decide quem pode e quem não pode trabalhar. Decidirá sobre horário de boates?

Ministro Gilmar Mendes: “Na democracia é requisito essencial a existencia de uma imprensa livre e independente, mas também responsável”.

Lugar-comum, rotina, inutilidade, perda de tempo. Qualquer cidadão (mesmo não sendo jornalista) pode exigir: “Na democracia é requisito essencial a existencia de uma justiça livre, independente e rapida, mas também responsavel”.

Principalmente no Supremo, mais do que um Tribunal, um dos Três Poderes da Republica. Então por que perder tempo “acabando” com uma Lei de Imprensa que jamais existiu?

E mais grave ainda: dias e dias estudando se o cidadão para trabalhar deve ou não deve ser diplomado. E depois de horas e horas de exibição de notavel cultura, não decidem coisa alguma, diretores de empresas é que decidirão.

Essa discussão vem de longe, tem precedentes notaveis nas mais diversas profissões, (excluida a de medico em suas variadas diversificações e mais nada). Mas periodicamente insistem, exigindo DIPLOMA para jornalistas.

Inicialmente, duas colocações. 1- A questão não é de DIPLOMA, que sozinho e vazio, não vale nada. 2- O importante é a convivencia universitaria, o relacionamento com pessoas e livros. SOU A FAVOR do conhecimento, não ligo a minima para DIPLOMA.

De 1920 a 1925, Irineu Marinho dirigiu “A Noite”, o jornal de maior circulação do Rio-capital, e portanto do Brasil. Chegou a vender mais de 100 mil exemplares diarios, sem assinatura, poucas bancas, população quatro vezes menor. (Era a epoca do “pequeno jornaleiro”, que vendia o jornal pulando de bonde em bonde).

Em 1925, Irineu Marinho saiu de “A Noite” e fundou “O Globo”, só que morreria pouco tempo depois. Tinha na redação de “A Noite” entre 10 e 15 reporteres sem DIPLOMA, completamente analfabetos. Mas que intuição, que “faro” para a noticia.

Não sabiam escrever 10 linhas, contavam tudo para 2 ou 3 REDATORES, que transformavam a reportagem FALADA em reportagem que obrigava o leitor a comprar “A Noite” e desligar ou desprezar os outros.

Até o Ministro do Trabalho assumiu a tolice de na classificação profissional, colocar o REDATOR na frente do REPORTER, aberração.

Por que o Premio Pulitzer é exclusivo de REPORTER, não é concedido ao REDATOR? Porque este é um burocrata, certamente com DIPLOMA. A elite do jornalismo é o REPORTER.

Evaristo de Moraes, patrono dos advogados do Brasil, não tinha diploma. Num grande julgamento, absolveu o deputado Gilberto Amado que, em legitima defesa, sem saber usar arma, matara o deputado Anibal Teofilo.

Altamente polemica a questão, “acusaram” Evaristo de não ter diploma, que a lei não exigia. Mesmo assim, aos 48 anos, Evaristo se matriculou na Faculdade de Direito. Constrangimento para os professores, diversão para os alunos. Evaristo sabia mais do que todos. (E ainda deixou dois filhos, mestres do Direito e extraordinarias personalidades).

Defendo e exalto o titulo, mas jornalismo se aprende nas ruas, nas redações, nisso tudo, na paixão pela INFORMAÇÃO e pela OPINIÃO, que se “contrai e se contamina” com o virus do jornalismo.

Le Corbisier, o maior arquiteto do seculo XX (estava no Brasil em 1936) não tinha diploma. Niemeyer, Lucio Costa, os 3 Irmãos MMM Roberto, Paulo Casé, Sergio Bernardes aprenderam “genialidade” no Largo de São Francisco?

Conclusão final, absurda, inconstitucional e constrangedora: o Supremo, além de não “decidir” nada, se diminuiu.

O Supremo “criou” jornalistas de primeira e de segunda categoria, com diploma ou sem ele. Perderam tempo, a decisão será de quem contrata, ou seja, dos proprietarios, que não têm diploma, mas VÃO EXIGI-LO.

PS- O Supremo diminuiu sua propria RESPEITABILIDADE, CREDIBILIDADE e AUTORIDADE. Não era orgão de CONSULTA, e sim INTERPRETE da Constituição. Decidindo quem pode e quem não pode trabalhar, os Ministros não ficarão surpreendidos se forem chamados a decidir: o Baixo Gavea tem que fechar às 22 horas ou pode funcionar até alta madrugada?

PS2- Essa é uma decisão (Acordão?) que exigirá dos Ministros o “DIPLOMA” da frequencia. E a duvida que só eles decidirão: terão que “frequentar” de toga? Ou basta a roupagem comum dos cidadãos não-iluminados?

Há algo de sombrio no reino do Senado

Pedro do Coutto

Sem dúvida, repetindo o eterno Shakespeare quatrocentos anos depois, existe algo de sombrio no reino do senado Federal. Mais de seiscentos atos ocultam-se entre as paredes, os gabinetes e os porões do Poder Legislativo. Não podiam ter a publicidade que a Constituição estabelece. Não podiam ser expostos à luz do sol. Se não houve conivência generalizada, ocorreu omissão coletiva proposital. Uma estranha conspiração do silêncio.

Mas os fatos estão vindo à superfície, já que é impossível a qualquer esquema de poder contentar todos os seus integrantes o tempo todo. Por uma ou outra motivação,a reação humana termina sempre por vir. Está vindo agora na terceira passagem do senador José Sarney na presidência da Casa. A cada dia a pressão se torna mais forte, o reflexo na imprensa mais intenso. Maior a revolta da opinião pública.

Parte direta na questão, inclusive por laços de família, o ex presidente da República terá que agir. Não há como deixar tudo como está. Sarney possivelmente escolherá o caminho da renúncia à Mesa Diretora, pois esta é a única forma, embora incompleta, de conduzir a uma descompressão inevitável. Será -vale frisar- o terceiro caso de renúncia em curto espaço de tempo. Antonio Carlos Magalhães renunciou no episódio do painel eletrônico. Renan Calheiros renunciou na perplexidade desencadeada pelo pagamento, através da Mendes Junior, uma das maiores empresas construtoras de obras públicas do país, de pensão alimentícia à sua filha. Deixando a presidência da Câmara Alta, José Sarney tornar-se-á o mais recente vértice da tempestade.

O que se passa, afinal, nos bastidores do Congresso? A ruptura dos limites que têm que separar o campo público dos interesses particulares. O erro de Sarney, e também do Senado, como um todo, foi o de aceitar a invasão do primeiro pelo segundo. Legislava-se administrativamente (no Senado) como se o universo público fosse uma extensão da particular ocupado pelos senadores, quando –todos sabem- são áreas essencialmente distiontas.

Da mesma forma que pessoa alguma pode dispor de bens que não lhes pertencem, senadores não podem dispor do patrimônio do Senado. A questão, no fundo, é das mais simples, porém o atravessar da fronteira da ética e da propriedade revela uma desordem, uma subversão completa dos conceitos básicos do regime democrático. A descompressão no panorama do Senado é inevitável.

Inevitável porque –também tem essa- o problema reflete-se na candidatura da ministra Dilma Roussef. É só analisar a questão sob este ângulo. Qual o partido cogitado para indicar o vice (Michel Temer) na chapa da chefe da Casa Civil? O PMDB. Qual o partido de José Sarney? O PMDB. Qual o partido de Renan Calheiros? O PMDB. Portanto, se não houver uma solução capaz de romper o impasse e atenuar a crise do Senado, admitida inclusive com todas as letras pelo principal atingido por ela, a aliança PT-PMDB sofrerá as consequências na campanha eleitoral que evidentemente já começou e no desfecho que as urnas e as ruas aguardam para outubro do ano que vem.

Tanto no primeiro quanto no segundo turno provável entre Dilma Roussef e José Serra. Estrategicamente, interessa ao PSDB, ao DEM, ao PPS, à oposição alimentar o conflito e a crise. Mas ao presidente Lula, interessa que terminem o mais rapidamente possível. A renúncia de Sarney não é a solução. Mas eleitoralmente significa uma descompressão. Isso é inegável.

Problema que só Napoleão resolve

Carlos Chagas

Não parece  fácil entender o PT, com suas múltiplas correntes,  verdadeiros partidos dentro do partido.   “Construído um Novo Brasil”, sucedâneo do “Campo Majoritário”, “Novo Rumo para o PT”, “PT de Luta e  de Massa”, “Movimento PT”, “Articulação de Esquerda”, “O Trabalho” e outros grupos só  se entendem,  mesmo, quando se trata de permanecer no poder. No mais, divergem, disputam e se isolam como aconteceu na Revolução Francesa até que Napoleão tomou conta de tudo e fez-se Imperador. No caso do PT, a História acontece às avessas, porque o Napoleão já  existe,    mas está custando a botar a coroa. Felizmente a guilhotina só funciona de modo   figurado e as cabeças dos companheiros  continuam coladas aos  pescoços.

A briga pela presidência do  PT dá bem a conta da confusão existente, que muitos concluem imitar os tentáculos do polvo, ora distendidos, ora recolhidos e entrelaçados. Trata-se, para os otimistas,  de uma tática de sobrevivência democrática, mas, para quem se encontra de fora, mesmo sem ser pessimista, o quadro prenuncia  a decretação do Império.

O  Napoleão gastou suas últimas reservas de paciência na semana passada, menos por conta da escolha do  novo presidente do partido, mais em função das próximas eleições de governador. Porque da armação de alianças com o PMDB e afins depende a sorte da candidatura presidencial de Dilma Rousseff. Caso o PT  não  abra mão de pelo menos nove   indicações,  nos estados onde o PMDB já dispõe do governador, o presidente assistirá o maior partido nacional dividir-se entre a chefe da Casa Civil e  José Serra, com sólidas vantagens para o governador paulista. Mas se o PT refluir  em estados importantes, pela falta de puxadores de fila, correrá o risco de ver diminuídas suas bancadas na Câmara e no Senado.

É a partir dessa constatação que continua germinando a idéia do terceiro mandato para o Lula  ou da prorrogação de todos os mandatos por  dois anos.  Só a continuação de Napoleão no poder unirá todos os grupos do PT e, até mesmo, os partidos aliados, com ênfase para o PMDB. Na França dos tempos da Revolução, realizou-se um plebiscito para a população decidir se o Primeiro Cônsul deveria tornar-se Imperador. Ganhou fácil,  perdendo-se no caudal da tirania as poucas vozes de protesto diante da implosão dos derradeiros ideais democráticos que sobraram  da queda da Bastilha…

Onde está o paiol?

No Senado, a pergunta que se faz é quem ou que grupo vem  municiando a imprensa com sucessivas e quase diárias informações sobre escândalos e lambanças praticadas à sombra de suas diversas mesas diretoras. Porque não é graça que essas coisas acontecem, não obstante o esforço de jornalistas em esmiuçar as lambanças.

Seriam funcionários preteridos ao longo dos  anos,  que agora se vingam de dirigentes responsáveis por sua discriminação? Ou simplesmente funcionários éticos, que imaginam contribuir para a limpeza geral.

Há quem veja um certo ânimo revanchista  nos senadores há pouco derrotados nas eleições para a presidência da casa.   Como, também, os que identificam  no PT a intenção de enfraquecer o PMDB e leva-lo a sujeitar-se aos desígnios do palácio do Planalto.

De qualquer forma, há um paiol  nos  porões do Senado, fornecendo munição para a mídia.

Pode surpreender

Mesmo entoando  loas permanentes ao presidente Lula e à política econômica, a maior parte do grande empresariado inclina-se por apoiar José Serra. Imaginam os barões da indústria e do agro-negócio que a História poderá não repetir-se, ou seja, que Dilma Rousseff, se eleita, não conseguirá enquadrar os companheiros e aliados para que aceitam por mais um período a política econômica  neoliberal   vinda dos tempos  de Fernando Henrique.

Assim, na dúvida, prefeririam trocar o duvidoso pelo que imaginam como certo, ou seja,  um tucano no palácio do Planalto.

Será? Talvez não. Na hipótese da eleição de Serra, há   quem  suponha o governador paulista empenhado num programa nada agradável para os neoliberais. Mesmo sem retornar aos tempos de presidente da União Nacional dos Estudantes, exilado  no Chile e depois nos Estados Unidos, Serra não parece disposto a repetir a performance do sociólogo, diante da qual apresentou razoáveis divergências, ainda que sempre reservadas. Por isso não voltou ao ministério do Planejamento, depois de perder uma eleição em São Paulo. Viu-se escanteado no ministério da Saúde,  que aceitou conformado. Pode surpreender…

Mineiridades

O senador Francisco Dornelles conta sempre uma história sobre o tio Tancredo Neves que nos faz pensar a respeito do neto, o governador Aécio Neves. Em plena campanha para a presidência da República, mesmo em eleições indiretas,  Tancredo e Dornelles viajavam num jatinho, de Belo Horizonte para o Nordeste.  Já convidado para ministro da Fazenda, o hoje senador entregou ao candidato longo documento a respeito da situação econômico-financeira do país. Diante  daquele monte de páginas, Tancredo apalpou o paletó diversas vezes e, numa expressão compungida, lamentou haver esquecido os óculos.  Recebeu uma reprimenda do sobrinho, dizendo que ele deveria ter dois ou  três  óculos, um no bolso, outro  na pasta, um terceiro no escritório, para aquilo não acontecer mais.

Com  cara de réu, Tancredo devolveu o documento,  fechou os olhos e parecia  descansar. Não se passaram dez minutos quando,  voltando-se para um auxiliar,  pediu: “Passe-me aí os jornais.”

Quem fingia dormir era Dornelles, que abrindo um olho só flagrou o tio meter a mão no bolso, tirar os óculos  e ler os jornais pelo  resto da viagem…

Porque se relaciona o episódio ao neto, governador Aécio Neves? Porque ele diz não aceitar de jeito nenhum  a vice-presidência na chapa de José Serra…

Obama garante ir à abertura da Copa da Africa do Sul, quero que venha também à do Brasil

Satisfação na Africa do Sul, com a afirmação do presidente dos EUA: “Estarei na Africa do Sul, vendo a Copa de 2010”. Excelente para a Africa do Sul, para o mundo, para os esportistas. Os EUA têm um presidente que gosta de gente e de esporte.

Queremos que ele venha também à abertura da Copa de 2014, no Brasil. Esta nota tem duas “leituras”: 1- Para o Brasil, para a Copa e para o esporte em geral. 2- Se ele vier, é porque terá sido reeleito, ficará no Poder até 2016. Otimo para o mundo, a certeza de que estará cumprindo os compromissos. parabéns a ele e ao povo americano.

A jogatina continuou para baixo

Ao meio-dia e 20, postei nota sobre a Bovespa e o dolar, mostrando a perplexidade dos que trabalhavam e dos que jogavam. Diziam: Ainda temos 4 horas de pregão, é impossivel dizer alguma coisa”.

O fechamento foi com forte tendencia de baixa. Bovespa: estava então em queda de 3 por cento, caiu bastante, menos 3,66 fechando em 49.490. E pelo 16º dia seguido não chega aos 5 bilhões jogados.

O dolar que estava em alta de 2 “redondinhos” (como eu disse), fechou em 2,03, alta de 2,91%. Bom para os exportadores, ruim para importadores.

Arrogancia dos jornalões

Em 1918/ 1919, portanto, há 90 anos, o grande Osvaldo Cruz criou a “vacina obrigatoria”. Nunca se viu uma campanha tão grande contra um homem. O minimo que disseram dele: “Maluco, insensato, insensivel”. Hoje, 15 milhões, só de crianças menores de 5 anos, agradecem a Deus por serem vacinadas. isso para evitar a paralisia infantil.

Turbulencia na Inglaterra

Este reporter tem um numero grande de  seguidores que dão noticias (Clique em “leitores”, seja um deles). De Londres, Amilcar Alencastro, brasileiro morando lá, me diz:

“Helio, Londres está quente, mas não por causa do verão, que começou ontem. Aqui onde moro há oito anos, só esquenta em julho. mas hoje (domingo), a Formula 1, amanhã (segunda), a lenda do tenis que é Wimbledon (desfalcada de Nadal, uma perda), mas a grande sensação que mobiliza o país é a sucessão de escandalos envolvendo a Camara dos Comuns.

Duas comparações obrigatorias com o que acontece no Brasil. Uma, favoravel ao Senado daí, outra, desfavoravel e até assustadora. Favoravel: Sarney pode gritar: “Eu não disse? A crise é da democracia”. Desfavoravel: a Scotland Yard se prepara e vai investigar os escandalos e CONVOCAR DEPUTADOS. O que contraria os senadores do Brasil.

Helio, o verão da Inglaterra esquentou bem antes do  esperado”.

Ações desabam, especuladores desesperam

Meio-dia e 20, baixa total aqui na Filial dizem, “é por causa da Matriz”. Pode ser. Lá, caem todos os indices, aqui, a queda é de 3 por cento cravado. 49 mil e 700 pontos, há 15 dias estava em 54 mil.

O dolar a essa hora em 2 reais “redondinhos”, subia 1,85%. nrnhuma expectativa positiva para o resto do dia. perplexidade geral, mas faltam ainda 4 horas de jogatina.

Seria Lula um astronauta?

Pode até não ser, mas na certa é um tremendo gozador. Motivo? Lançou o nome de Michel Temer para vice, “Por ser de São Paulo”. Ha! Ha! Ha! No maior eleitorado do país, tirou ultimo. Por isso, defende o VOTO DE LISTA, passará a ser primeiro. Caso de policia, VISIVEL E OBJETIVO.

Joaquim Roriz: analfabetismo com diploma

Quatro vezes governador de Brasilia, (que infelicidade), foi eleito senador. Teve que renunciar com poucos meses para não ser cassado. Agora, anunciou: “Serei novamente governador”.

Um professor da Universidade de Brasilia submeteu Roriz ao seguinte teste-pergunta: “Quantos ERRES tem a palavra MISSISSIPI?” Roriz levou 15 minutos disse: “Agora não estou lembrando, posso responder semana que vem?”.

Esportivas, complicadas e misteriosas

1- Anunciados os participantes da Copa das Confederações, e das chaves, unanimidade, a final será Brasil e Espanha.

2- Ao mesmo tempo, com Brasil e Italia na mesma chave, outra unanimidade, nada absurda: só vão disputar o primeiro e o segundo lugar.

3- Quando a Italia perdeu para o Egito, continuou a unanimidade: Egito e Italia tentarão a segunda vaga com o Brasil. Ninguém imaginou fazer calculos aritimeticos (que só chamam desgrenhadamente de “matematicos”), o segundo ficou com os EUA.

4- A Africa do Sul jogará a semi com o Brasil, alguém se arrisca a ficar contra a unanimidade? Africa do Sul e Joel Santana não merecem.

5- O Fluminense (ou Parreira?) perdia por 2 a 0, empatou por 2 a 2, depois por 3 a 3, no ultimo segundo sofreu o gol da derrota.

6- O Botafogo perdia por 2 a 0 e depois 3 a 1, empatou, no ultimo segundo foi derrotado.

7- Quando eu era garoto, diziam, time grande não perde três vezes seguida. Está na hora de mudar o bordão?

8- No NBB (Novo Basquete Brasil), o Flamengo podia ser campeão ontem, na prorrogação, está certo que ganha o ultimo jogo, em casa. Não viram a final da NBA?

9- Tecnico pode barrar jogadores, mas não pode derruba-los. Jogador não pode barrar tecnico, mas pode derruba-lo. Alguma coisa a ver com Muricy?

10- Está na hora da Fifa acabar com a “paradinha” ou regulamenta-la. O Fred inventou a “paradinha” em dois movimentos. No primeiro o goleiro não sabe o que fazer. Desequilibrado, no segundo deixa o gol vazio. Uma vergonha.

11- O Flamengo goleou, Adriano fez 3 gols, deu até para sair antes e descansar. O clube saiu da crise e entrou na duvida? Cuca falou que “podia sair na vitoria”, uma reporter perguntou (na televisão) se sairia, se irritou, respondeu: “logo agora você vem me falar nisso?”. Qual era a hora?

RIGOROSAMENTE VERDADEIRO

Conselho Nacional de Justiça está preocupado com milhares de alegações de suspeições de juízes e com inquéritos policiais que nunca terminam

1 – Não sou pródigo em elogios, mas, desta vez, tenho que reconhecer: o Conselho Nacional de Justiça, criado quando Nelson Jobim era presidente do STF, está funcionando e tem surpreendido com decisões nada corporativistas.
Agora, o cidadão que não suporta a morosidade da justiça já tem a quem recorrer. Bata na porta do CNJ – Conselho Nacional de Justiça e aguarde que seu pedido não ficará sem resposta.

Esse órgão tem se mostrado competente e independente, não importa o cargo, se de juiz, desembargador ou ministro investigado. E mais: se a Corregedoria Estadual não funciona, fique tranqüilo: a Corregedoria do CNJ é ativa e não tem medo de cara feia.

O CNJ já decidiu importantes questões relativas aos vencimentos dos magistrados, cujo teto de ministro do STF, deve ser respeitado. Quer que os juízes ou desembargadores fundamentem seus pedidos de suspeição por questão de foro íntimo. Antes, bastava a simples alegação e o processo era redistribuído para outro sem que a suspeição fosse provada ou documentada.

2 – Os inquéritos criminais que começam e nunca terminam também estão na mira dos membros do Conselho Nacional de Justiça. Ninguém merece ficar sob o constrangimento do indiciamento, por conta de uma investigação que não tem data para terminar.

Há dias, mencionamos o caso do bispo Edir Macedo, chefe supremo da Igreja Universal do Reino de Deus e diretor-presidente da Rede Record de Televisão, que segundo ele foi adquirida com dinheiro da própria IURD. (clique para ler a matéria).

A Igreja teria emprestado a grana para ele sem juros ou data para devolução. Pois bem, FAZ NOVE ANOS QUE ESSE INQUÉRITO FOI INSTAURADO E ATÉ AGORA NÃO FOI CONCLUÍDO.

O Conselho Nacional de Justiça quer saber a razão da demora na conclusão dessa investigação policial, assim como de outras muitas em andamento no país e não poucas já com penas prescritas, onerando, desnecessariamente,  o aparato estatal policial e judicial.

3 – Recentemente, o CNJ abriu procedimento contra o próprio presidente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo por não ter, prontamente, enviado ao Conselho listagem com a remuneração de juízes convocados para substituir na segunda instância.

Enfim, o Conselho Nacional de Justiça, como o Código de Defesa do Consumidor, veio para ficar e tranquilizar a população que respeita, mas também teme demais o Poder Judiciário. Aleluia! Agora, você sabe que existe uma instância legitimada para protegê-lo até de erros de julgamento.

A sorte vem das profundezas

Carlos Chagas

A sorte do presidente Lula   não tem tamanho. Talvez daí nasça sua presunção de estar  gerindo   o melhor governo que o Brasil já teve desde o Descobrimento. Será monumental  exagero, é verdade, mas torna-se inebriante para quem governa saber que o Eximbank, dos Estados Unidos, colocou à nossa disposição dois bilhões de dólares para investirmos  no Pré-Sal.  E a China, dez bilhões de dólares. Para começar.

Claro que as verdinhas não virão empacotadas para os cofres da Petrobrás ou de uma suposta nova empresa capaz de ser criada. Os créditos corresponderão a máquinas,  equipamentos, plataformas submarinas, navios e toda a parafernália construída lá fora,  necessária à extração das imensas reservas de petróleo descobertas no fundo de  nossa plataforma e adjacências. Oferecem material que a Petrobrás  não possui, muito  menos os recursos para adquiri-lo à vista   no mercado  mundial. Aceitando a proposta, o Brasil se comprometerá a parcerias com  empresas americanas e chinesas, para pagamento  posterior da dívida em petróleo, sob o compromisso de abastecer as necessidades desses dois países.

Trata-se de um bom  negócio para as partes, e a pergunta que se faz é porque Washington e Pequim mostram-se tão interessados em sair na frente e celebrar conosco esses contratos. A resposta é dupla: porque seus serviços de informação confirmaram a evidência da riqueza do pré-sal,  e, em paralelo, por confiarem no Brasil. Poderiam ter oferecido propostas similares à Venezuela,  à Arábia Saudita, à Nigéria e até ao Iraque e ao Irã,  detentores de reservas  semelhantes. Verificam, porém, sermos  um país sério, confiável, onde a democracia encontra-se sedimentada, livres que estamos da instabilidade política das referidas nações.

Aqui repousa a sorte do Lula, ainda que as  operações  com a China, os Estados Unidos e  possíveis novos  centros de poder proponentes  devam vir  cercadas de muitos cuidados.   A indústria petrolífera  mundial funciona como verdadeira máfia, que se puder passar o Brasil para trás, passará.

O  importante será assegurarmos a soberania e o interesse nacional, mesmo participando do  jogo bruto que envolve não apenas empresas,  mas governos estrangeiros.  Suas populações  precisarão  cada vez mais de combustível.   Querem assegurar o fornecimento por longos anos, até décadas,  além de promoverem negócios para suas economias.  Mas se vamos pagar em petróleo  tantos bilhões e outros que oferecerão, ótimo. Desde que, vale repetir,   tenhamos  cuidado.

Mão aberta

Além de abrir mão de lançar candidato  próprio  à presidência da República, o PMDB traça o seu futuro em   duas paralelas que, ao contrário da Física, talvez venham a se encontrar antes do infinito. Porque a tendência no partido também é de não apresentar candidato ao  governo de  São Paulo.

A direção nacional  do partido inclina-se por apoiar a candidata do presidente Lula e do PT, porque o PMDB integra a aliança que dá suporte ao governo e dispõe de seis ministérios e centenas de diretorias de empresas estatais. Mesmo assim, há restrições. Existem dúvidas quanto à possibilidade de Dilma Rousseff decolar, tanto por razões eleitorais  quanto por motivos de saúde.  Foi por isso que na semana passada o presidente Lula sondou o deputado Michel Temer, comandante nacional do PMDB,   para companheiro de chapa da candidata. Parece que ele aceitou.

O problema que afeta a unidade do partido é que lado oposto, do PMDB paulista integrado ao seu chefe, Orestes Quércia, o acordo já foi celebrado com a candidatura José Serra. E,  por singular  que pareça, os peemedebistas de São Paulo também abriram mão de disputar o governo do estado. Apoiarão quem os tucanos indicarem, seja Aloysio Nunes Ferreira, seja Geraldo Alckmin ou qualquer outro.

A conclusão é de que o PMDB, aparentando desinteresse e estoicismo, não está de mão aberta. Pelo contrário, parece mais fechada do  que mão de porco: quer o poder, tanto faz se com um ou com outro lado…

Ainda o diploma

Houve tempo, no início do século passado, em que a profissão de jornalistas era considerada de segunda classe.  À exceção dos políticos que escreviam e até possuíam jornais, referia-se à maioria dos repórteres com o gesto de quem tange galinhas. O tempo passou,  a profissão aprimorou-se pela ânsia que a sociedade tinha pelas notícias.Veio o jornalismo eletrônico e mais se exigiu dos profissionais de imprensa em matéria de ética, objetividade, veracidade e conformidade com os fatos.  Por isso nasceram as escolas de jornalismo e, em seguida, chegou a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão. O mesmo havia acontecido, mesmo antes, com a medicina, a arquitetura, a engenharia e a advocacia.

Agora, pelo jeito, é a vez do retrocesso.  Pergunta-se por que começou com o jornalismo, e a resposta é simples: porque os jornalistas incomodam, na medida em que não divulgam exatamente o pensamento e os interesses das elites. Quem se sente agravado, desmentido ou simplesmente em desacordo com suas idéias é tentado a punir os jornalistas, já  que não pode punir a notícia, mesmo verdadeira.  Políticos e magistrados formam na  primeira fila dos que pretendem vingar-se dos repórteres que escreveram ou apresentaram informações contrárias aos seus interesses ou ao seu pensamento.   E a vingança, agora  mesquinha, foi acabar com o diploma.  Mais ou menos como tirar o sofá da sala para acabar com   adultério da mulher…

Cheques interplanetários comprovam crise salarial

Pedro do Coutto

O crescimento no volume de cheques voadores interplanetários, da ordem de 18,9% em maio deste ano em relação a maio de 2008, objeto de excelente reportagem de Cássia Almeida e Ronaldo Dercele, O Globo de 19/6, da mesma forma que a queda da arrecadação federal registrada em 2009, acentua de forma inegável a incidência da crise contra os assalariados. Depois de tais considerações, não há como se falar em maior e melhor distribuição de renda, tampouco da passagem teórica de parcelas das classes pobres para a classe média.

Os números falam por si. No mês de maio último houve 2 milhões e 490 mil cheques devolvidos por insuficiência de fundos num total de 98,7 milhões de cheques compensados. Daí, portanto, o percentual de praticamente 2,5%. Muito alto. Bem maior que, como disse há pouco, o total de devoluções (e perdas) no ano passado. E não só isso: 13% a mais do que o verificado em abril.

Observa-se assim que se trata de um processo em movimento, em evolução. Não deve retroceder. Porque o fenômeno tem causas definidas, a primeira delas o desemprego. A segunda, em conseqüência do reemprego, porém com média salarial menor. Os salários, desta forma, diminuem no passar dos meses. Os compromissos não. Pelo contrário. Eles aumentam com a incidência dos juros e da correção monetária nos pagamentos adiados.

As taxas dos cheques especiais, por exemplo, estão em torno de 6 a 8% ao mês, considerando-se os montantes, representam 96% ao ano. Oito por cento elevam os juros compostos a uma cifra superior a 120%. É só fazer as contas. Não há como os aprisionados na teia dos atrasos de pagamento poderem se livrar. E a tendência dos cheques devolvidos é, em minha opinião, aumentar. Tanto assim que um bom número de lojas comerciais não os estão mais aceitando exatamente em face da inadimplência. A qual, por sua vez, acarreta um custo financeiro adicional de cobrança. O processo ameaça não ter fim. Só poderá ser contido se o valor do trabalho humano conquistar espaço em relação aos índices inflacionários.

Sobretudo é bom  lembrar que o Brasil é o único país do mundo a ter correção monetária.Em todo os demais, a começar pelos Estados Unidos, a correção inflacionária encontra-se embutida nos juros do mercado. Em nosso país, não. Além da correção, os juros. E, ainda por cima, os juros em cima dos valores corrigidos. O que significa, sem dúvida, não uma, mas duas correções monetárias de fato. Se o círculo vicioso do endividamento não for cortado pela retomada do desenvolvimento e pela reação dos níveis de emprego e salário, os cheques devolvidos vão continuar voando congelados entre as galáxias da impossibilidade do pagamento das contas.

Além de os salários estarem mais uma vez perdendo para a inflação, ainda por cima foi instituída no país, inclusive pelo INSS, a armadilha do crédito consignado. Esta modalidade só faz subir a inadimplência. Isso porque o desconto em folha, sedutor na aparência, contribui para reduzir a área de manobra  dos que devem e honestamente desejam pagar pelo que consomem e pelos compromissos que assumiram. Com a consignação direta, não há como pagar uma prestação num mês e a outra no outro. Não sobram recursos. Bom para o consignador, seja o banco ou não. Péssimo para os consumidores e, por via de consequência, para o próprio consumo. E, sobretudo para o país.