Cabral para vice de Dilma, queremos Cabral nessa vice

A disputa pelo segundo lugar ao lado de Dona Dilma, que não vai tirar o primeiro, cada vez mais acirrada.

“Nosso” candidato a essa vice, é, i-n-c-o-n-d-i-c-i-o-n-a-l-m-e-n-t-e, o governador do Estado do Rio. É a forma de libertar esta comunidade.

Disputando a vice, encerra a carreira. Se for candidato à reeeleição, dificilmente perde. No Poder, manobrando todos os privilégios proporcionados pelo cargo, com dinheiro à vontade, ficará eternamente deitado em berço esplêndido.

A desistência de Garotinho

Sua carreira chegou ao fim, parecia um político hábil, é apenas um desastrado. Mandou fazer pesquisa particular, com 5 nomes que escolheu. Ficou em quarto lugar, o quinto jamais imaginou ser candidato. Não demora, o ex-governador anuncia oficialmente que não disputa nada.

STM, 15 ministros

Desculpem: escrevi isso que está no título, assim: “O STM tem 15 ministros, 11 fardados, 4 a paisano”. Comeram o 11, ficou erradíssimo. “O STM tem 15 ministros fardados e 4 a paisano. Seriam 19. Nem Castelo Branco faria isso, apesar de ter aumentado para 15, os 11 do Supremo Tribunal Federal.

Quem entende Ciro Gomes?

Mudou o domicílio eleitoral para São Paulo, afirmou: “Vou disputar o governo de São Paulo”. Aqui, logo, logo, expliquei que não tinha nenhuma chance. Mas ele mesmo disse a Lula: “Vou ser candidato a presidente para ajudar Dilma a chegar ao segundo turno”.

Ninguém acreditou, e mais, ninguém entendeu. Em SP não ganharia, para presidente concorria para perder. Qual o seu objetivo? Ficaria sem mandato, e como ajudaria Dona Dilma a ir para o segundo turno? Respostas para o Pinel, ali pegado ao belíssimo prédio da Reitoria.

Golbery-Passarinho

Desculpem, Golbery passou para a reserva como Tenente Coronel, todos tinham duas promoções, foi a general. Confundi com Passarinho. Servia no Pará (nasceu ali perto no Acre), no dia 1º de abril invadiu o palácio, se fez “governador”. Teve que passar para a reserva, era Major, ficou sendo coronel.

Um dia, no “governo” Castelo, os generais resolveram acabar com esses privilégios. Decidiram: quem passar para a reserva agora, ganha as duas promoções e elas acabam. Ficaram em pânico: oficiais mais velhos de Exército, Marinha e Aeronáutica, pediam para ir para casa.

O Aquino, como sempre, tem razão. Negrão de Lima foi padrinho do  casamento de Castelo com Dona Argentina. Em 1936, Negrão foi o “correio do Czar” de Vargas, consultou os governadores sobre o Estado Novo de 1937.

Como compensação, Vargas nomeou-o embaixador, ficou passeando pelo mundo. Naquela época, o presidente (ditador) fazia a nomeação, não havia “carreira”. Em 1938, foi criado o Instituto Rio Branco, a primeira turma saiu em 1941. Aí, acabou a “vontade” dos presidentes. Mas inacreditavelmente, Celso Amorim chegou a embaixador e a chanceler. Que República.

A Fiesp quer governar SP

Antigamente se acreditava que esse órgão empresarial fosse tão importante, que nem se mobilizava para conquistar o governo. Agora, querem unir a teoria e a prática. Mas cometeram erros colossais, optando pelo nome de Paulo Skaf.

Ele não tem uma chance em 1 milhão de se eleger. E dobraram o prejuízo, escolhendo o PSB como legenda. Skaf não tem prestígio, o PSB não tem voto. Vá lá, têm dinheiro. Mas “isso”, em São Paulo, todo mundo tem.

Serra e Dilma

Como combato, diariamente, com entusiasmo, sinceridade e civismo, as duas supostas candidaturas, sou cobrado pelas mais diversas formas, em todos os lugares e principalmente nas ruas, democraticamente.

O mínimo: afinal, em quem o senhor vai votar? Têm razão, eu mesmo me questiono. Voto na reforma política, pelo menos COM 10 MODIFICAÇÕES, como já revelei aqui. Se não houver REFORMA-POLÍTICA-ELEITORAL-PARTIDÁRIA, os melhores candidatos não têm legenda, tempo de televisão, financiamento. Que República.

Esportivas, observadas, comentadas

Ótimo para o Brasil que um tenista de 17 anos ganhe o Mundial Juvenil. Não é verdade que Guga tenha ganho. Foi em dupla com o equatoriano Lapenti, que ainda está jogando. Importante: muitos que ganharam torneios juvenis ou infantis, despareceram.

Muricy, volta ao “Bem, amigos”

Há exatamente 18 meses, fizeram um festival Wagner para ele, nesse mesmo programa. De corpo presente, eufórico e feliz a “consagração” unânime: “Você será o novo treinador da seleção, Dunga sairá”.

Justificativa? Deram a seguinte: “Uma fonte que circula junto à cúpula da CBF, nos deu a informação”. Como mobilizam tudo, baseados apenas nisso? Dunga não saiu e lógico, Muricy não entrou. E sua derrocada no Palmeiras, total. Não conseguiu nem vaga para a Libertadores.

Blair trapalhão da “terceira via”,
contratado para consultor de 2016

Quem contratou? Serginho Cabralzinho Filhinho. Quando assumiu, Blair era tido como a revelação Trabalhista. Ficou um mandato e meio, foi demitido por causa da guerra do Iraque, que continua elogiando. Nada a ver com Olimpíadas. E onde estará Cabralzinho em 2016?

Patrícia, Wagner,
Andrade, Adriano,
peixão, sensação, emoção

Bastava o título. Mas existiram dois jogos inteiramente diferentes. O primeiro, que não foi do Fluminense e sim da desorganização do Flamengo. Dois gols que não podiam ter entrado, um pênalti que não houve. Ainda nesse primeiro tempo, outro pênalti que não existiu, só que “compensação” para o time da Gávea.

O segundo tempo, com quatro gols do Flamengo, começou nos vestiários. No Flamengo, instrução e modificação. No Fluminense, convencimento tolo, e a derrota mais do que merecida. Só jogou com “pequenos”, não sofreu nenhum gol, se empolgou. Enfrentou o primeiro “grande”, sofreu 5, mostrou a fragilidade do campeonato, desanimou, mesmo com 11 contra 10.

Os gols do Flamengo, têm história. O último, do Adriano, ele estava tão sozinho, que chegou a olhar para os lados, para o árbitro e o auxiliar, estava em posição legítima, foi até o gol em “marcha fúnebre”. (Para o Flu, já soterrado). Como digo no título, ela, importantíssima, na arquibancada com os 4 filhos.

Botafogo e Madureira
lutando por uma vaga

Será quinta-feira. Quem ganhar fica com a vaga, junto com o Vasco. O Madureira vem muito bem. Venceu 4 jogos, perdeu 1.

Ministro do STJ não prestou explicações ao CNJ em 80 dias

Se todos são iguais perante a lei, não sei por que o ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça, convidado a prestar explicações sobre uma reclamação apresentada ao CNJ – Conselho Nacional de Justiça –  em 12 de agosto de 2009,  até hoje não se dignou atender ao solicitado.

O pedido de explicações já foi comentado neste espaço e é muito simples. O ministro da quarta turma, sem que houvesse pedido de preferência, entre maio e junho do ano passado, julgou com rapidez inusitada recurso especial em que são partes a Rede Globo de Televisão e a União Federal,  deixando de lado,  outros feitos mais antigos e com pedidos de preferência não apreciados.

Para mim, essa elogiável rapidez deveria ser registrada no livro dos recordes pelo seu ineditismo e acho que outros cidadãos que têm processos sob a relatoria do competente e ilustre ministro fazem muito bem em cobrar tratamento igualitário.

Já   a ausência de resposta do ministro à reclamação protocolada, no Conselho Nacional de Justiça, sem dúvida, abre um sério precedente e que poderá ser  ser usado por outros magistrados brasileiros, que estão respondendo a procedimentos no CNJ, por conta de atos ou omissões praticados no exercício da magistratura. Juízes e desembargadores estão até sendo afastados de suas funções, em decorrência de procedimentos instaurados e julgados pelo pleno do CNJ, que tem como presidente o ministro Gilmar Mendes, do STF , e como corregedor-geral o ministro Gilson Dipp, do STJ.

Pelo que tenho lido e analisado só estão livres de atender a pedidos de esclarecimentos do CNJ, os ministros do Supremo Tribunal Federal, privilégio esse que também reputo injustificável. Aliás, são intermináveis as reclamações e as decepções externadas pela população contra explícitos  desentendimentos e até grosserias protagonizados em julgamentos da Suprema Corte . Todos bradam por mais decoro e respeito à majestade da função, já que o Brasil inteiro acompanha as sessões da TV Justiça.

Nesse contexto, válida a análise feita pelo ex-ministro  do TST, Almir Pazzianotto Pinto, em artigo publicado no “Estadão”, em 9 de dezembro de 2009: “Um dos aspectos relevantes da Emenda 45 à Constituição de 1988, aprovada em 2004, com vista à modernização do Poder Judiciário, resulta da criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cuja ausência facilitava abusos da parte de quem assume o compromisso de zelar pela lei e fazê-la respeitada.

Compete ao CNJ, segundo o atual artigo 103-B, parágrafo 4º., o controle da atuação administrativa e financeira do Judiciário e do cumprimento dos deveres funcionais dos juízes, cabendo-lhe fiscalizar o respeito aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, entre tribunais e magistrados. Deve ainda, RECEBER RECLAMAÇÕES CONTRA MEMBROS OU ÓRGÃOS DO JUDICIÁRIO, e respectivos serviços auxiliares, serventias e órgãos prestadores de serviços notariais e de registro, e representar ao Ministério Público, nos crimes contra a administração pública ou de abuso de autoridade”.

Muito certo o brilhante ex-ministro e advogado Pazzianotto, pois,  de nada bastam as leis quando os magistrados aderem à morosidade.

* * *

PS –  O  relator do REsp 1046497-RJ e no qual será decidida a sorte da TV Globo de São Paulo é também o ministro João Otávio de Noronha. Em verdade, graças a ele o pleito dos recorrentes e reclamantes vai ser julgado pelo STJ. Em decisão monocrática,  mostrando isenção e sabedoria jurídica, ele deu provimento ao agravo de instrumento  interposto contra acórdãos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e onde a TV Globo saiu-se vencedora, pois os juízes julgaram prescrito qualquer direito dos herdeiros dos antigos acionistas da ex-Rádio Televisão Paulista S/A e hoje TV Globo de São Paulo.  Julgaram Ação Declaratória de Inexistência de Ato Jurídico (imprescritível) como se fosse uma AÇÃO ANULATÓRIA DE CONTRATO (prescritível).

PMDB – imposição, submissão ou papelão?

Carlos Chagas

Caso não se registre um adiamento, o PMDB reúne sua convenção nacional no sábado, formalmente para reeleger Michel Temer seu presidente. Conforme a cúpula do partido, todos os demais assuntos estão proibidos, ou seja, os convencionais não se manifestarão sobre o apoio à candidatura de Dilma Rousseff  ou pela candidatura própria à presidência da República. Apenas estarão mandando um recado sutil ao presidente Lula. No caso, de que Temer é o indicado para companheiro de chapa da candidata, numa aliança que só será formalizada depois da aceitação do nome do presidente do partido e da Câmara dos Deputados.  Essa é a imposição.

Na verdade, os cardeais do PMDB estão prontos para a submissão, que será o engajamento da legenda na candidatura Dilma, desde que tenha Temer de vice. Tudo o mais será aceito, como as decisões de Lula a respeito  das candidaturas comuns com o PT, nos estados.

O papelão acontecerá simultaneamente quando, utilizando seus controles sobre a convenção, os dirigentes do PMDB abafarem a voz dos que defendem a indicação do governador Roberto Requião à presidência da República.

O problema é que tudo poderá dar errado nesse planejamento. O governador do Rio, Sérgio Cabral, muito mais lulista do que peemedebista, é bem capaz de insurgir-se contra a candidatura única de Michel Temer a vice, trabalhando em favor da inusitada lista tríplice que o presidente Lula propôs, precisamente para queimar o presidente do partido. Cabral se juntaria, ainda que  momentaneamente, aos defensores da  candidatura própria, negando  maioria à recondução de Temer.

Também é provável que o presidente de honra do PMDB, Paes de Andrade, questione a proibição do debate de outros temas, apresentando moção em favor da candidatura própria. Com ele estariam pelo menos doze diretórios estaduais, entre eles do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, sem falar no Rio de Janeiro.

Em suma, poderá ser afastada a sombra da imposição, tanto quanto da submissão. Agora,  papelão, o PMDB fará de qualquer jeito. A resistência do presidente Lula em aceitar a indicação de Temer para vice tem raízes bem mais profundas do que na falta de liderança popular do deputado por São Paulo.

A derradeira mensagem

Reabrem-se amanhã os trabalhos do Congresso, ignorando-se apenas se a  rotina será cumprida, ou seja, se será a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, quem levará ao senador José Sarney cópia da  mensagem do presidente Lula aos parlamentares. Tem sido assim há décadas. Portadores já foram  Golbery do Couto e Silva, Leitão de Abreu, José Hugo Castelo Branco, Marco Maciel, Ronaldo Costa Couto e os chefes da Casa Civil ou Secretários Gerais de Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique e agora do Lula. Ontem, ainda havia hesitação no palácio do Planalto a respeito do comparecimento de Dilma. Aplaudida ela seria, mas se fosse também apupada, qual o resultado final? Um tucano aloprado que puxasse vaias atingiria a candidata, à qual faltaria sangue frio para absorver em silêncio  a provocação?

Quanto ao conteúdo da  mensagem, nenhuma novidade: uma prestação de contas, a última, relacionando realizações feitas  e propostas a fazer no  último ano  de  mandato do presidente Lula.

Educação obrigatória

Frederico Guilherme, imperador da Prússia,   pai de Frederico, o Grande, baixou decreto  em 1722: a educação seria compulsória em seu império, cada paróquia deveria  manter escolas primárias e secundárias gratuitas para todos os meninos e jovens.

Algum tempo depois, do outro lado do mundo, o Imperador do Japão concedeu aos mal-pagos  professores das ilhas títulos de nobreza e vultosas receitas, cujos  efeitos  se fariam  sentir com o passar do tempo.

Não foi por coincidência que Japão e Alemanha colheram os frutos desses investimentos, para o mal e para o  bem, porque depois de dominarem o mundo, perderam  a guerra mas foram as primeiras nações a recuperar-se.

A história se conta a propósito de estar o Brasil sendo celebrado como uma das grandes potências emergentes, próximo de  igualar-se às nações  mais ricas. Mas com montes de  crianças fora da escola e professores mal pagos, não será uma ilusão?

Jobim na encruzilhada

Nelson Jobim custou a aceitar o convite do presidente Lula para assumir o ministério da Defesa. Só o fez em termos de salvação nacional. Justiça se  faça,  de tantos antecessores, é o que melhor se enquadra na função, por isso  mesmo o  mais elogiado pelos oficiais-generais das três forças.  Claro que de vez em quando escorrega, ao  menos   para quem está de fora,  quando bissextamente aparece fardado de rambo. Serão coisas que vem da infância.

A pergunta que se faz é se o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Justiça pretende encerrar sua vida pública no ministério da Defesa.  Tendo retornado ao PMDB depois do interregno judiciário, imaginou-se que se candidataria ao Congresso ou até a patamar superior, mas, pelo jeito, resta-lhe concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados. Não vai dar para disputar o Senado, pelo Rio Grande do Sul. Decidirá até o final de  março.

Caso Jobim deixe o ministério, abre-se a pergunta: quem o presidente Lula nomeará para uma das mais delicadas funções de seu governo, mesmo com prazo fixo de  nove  meses? Dificilmente será um militar. Até agora, desde a criação do ministério, todos os seus ocupantes foram civis. Um nome ouvido nos corredores do poder é o do ministro recém  aposentado do Superior Tribunal Militar, Flávio Bierremback. Ex-vereador, deputado estadual e deputado federal pelo então MDB, destacou-se como advogado defensor dos direitos  humanos, em São Paulo. Mas sustenta que a lei da Anistia jamais poderá ser  revogada. Tratou-se de uma decisão inabalável  que permitiu a transição democrática sem maiores percalços.

O engraçadíssimo, mas pouco verdadeiro Mercadante

Anunciando que desistiu de “ser candidato ao governo de São Paulo”, afirmou: “Tenho que voltar ao senado, com a saída de Ideli e de Tião Viana, sou indispensável”. E finalizou, provocando gargalhadas gerais: “Por causa disso não fui ministro”. Ha!Ha!Ha!

Decodificando Mercadante: 1 – Está terrivelmente desgastado nas pesquisas para governador. E para senador, suas chances são remotíssimas. 2 – Não foi Ministro porque Lula não quis. Esperava ser empossado no senado e sair logo para o Ministério da Fazenda. Costuma dizer: “Eu tinha muito mais cacife do que o Palocci”. E naquela época, Ideli e Tião Viana estavam no senado.

Dona Erenice Guerra substituirá Dona Dilma

Já está decidido seu destino e futuro de 9 meses. Mas como tem mais inimigos do que amigos, ficará só com a parte mais mais burocrática do cargo.

Sabendo disso, preferia ir para o Superior Tribunal Militar, permanente. Esse STM tem 15 membros fardados e 4 a paisano. Mandaram recado pelo Ministro da Defesa: “Aqui ela não entra nem como convidada”. Recuaram.

Gilmar defende punição única pelo TSE

Perfeito e sem restrição. E Ministros presidentes do próprio Supremo que inocentam Daniel Dantas para o resto da vida?

Ninguém esquece da declaração, confirmadíssima do aventureiro financeiro: “Tenho medo da polícia e da primeira instância, lá em cima eu resolvo”. Nenhuma dúvida, resolveu mesmo, é tudo, menos mentiroso.

Na Paraíba, “reeeleição” de Maranhão

Esse é outro dos que perderam mas assumiram o governo, generosidade do TSE. Agora, esse senhor Maranhão, que NÃO SE ELEGEU, vai disputar a REEELEIÇÃO. Violentam a ética e o vernáculo.

O PIB dos EUA, só cresceu para os tolos

Anunciaram com estardalhaço: “No último trimestre, o PIB subiu 5,7%. Ha!Ha!Ha! O que não explicaram ao distinto público: esse “aumento” do último trimestre de 2009, é comparado com o último trimestre de 2008. Como este foi catastrófico por causa da crise dos aventureiros financeiros e imobiliários, teria que ser maior.

Só que a verdade vem logo a seguir, não comentada: “Desde 1946 é a pior queda do PIB americano”. E tudo está em queda nos EUA.

A confiança, o consumo, o emprego, o desenvolvimento. E nada a ver com Obama, ele assumiu no auge dessa desgraça provocada pela falta de fiscalização.

Federer: mais uma vitória e Murray ainda sem Grand Slam

Não foi um grande jogo. Os dois primeiros sets, mornos e sem levantar a plateia.Valeu pelo terceiro set, e principalmente pelas alternativas. Murray fez 5/2, Federer venceu três games seguidos, 5/5, e logo 6/6, quer dizer, tiebreak. Aí, sensação mesmo, os dois poderiam ter ganho e estiveram perto disso.

Federer e Murray sacaram para o ponto vencedor, não conseguiram. E foram empatados, de 7 a 7, até 11 a 11. Murray perdeu uma bola incrível, Federer fechou. 2 horas e 40 minutos, o escocês tem que esperar mais algum tempo para o título que tenta desesperadamente.

Murray apertou a mão de Federer sem olhar para ele, não é bom perdedor. Desafiou várias vezes, sempre errado, menos uma, o juiz de linha cantou fora, o bico da bola, 1 milímetro em cima da linha. No mais, reclamando muito, e sempre com cara de Dostoievski, humilhado e ofendido.

Fora da quadra: o sofrimento lancinante da mãe de Murray. Mãe sofre mais do que a mulher, Murray não é casado e a namorada rompeu com ele há 15 dias.

O jogo acabou às 9,25, aqui, o público decepcionado. Na conta bancária de Federer, mais 1 milhão e 800 mil dólares, 2 mil pontos no ranking. Murray, a metade dos dois.

João Havelange: vitória sobre o apartheid, China Comunista na FIFA, televisão para a África de graça

Ao ler a Tribuna da Imprensa, fui surpreendido com um longo artigo, de tua autoria, intitulado “Constatação, convicção, conclusão de Havelange na FIFA”, e com o subtítulo “África do Sul expulsa, China Comunista aceita”.

Caro Helio, este teu artigo muito me sensibilizou, principalmente pela apresentação da carta que te havia escrito, das diversas considerações que fazes e, ainda mais uma vez, dá a conhecer ao público em geral, pontos importantes de minha Presidência na FIFA, se referindo à expulsão da África do Sul, por manter o “apartheid”, e pela aceitação da China Comunista, depois de uma ausência de 25anos da entidade internacional do futebol.

Essas decisões, na época, foram aceitas sob aplausos do Congresso que, na ocasião, muito me emocionaram, pois ficaram demonstradas a potencialidade e importância do esporte para o bem da juventude mundial.

Nessa tua exposição, falas também de toda a tua paixão pelo futebol e o teu acompanhamento quando da realização da Copa do Mundo, na Alemanha, afirmando o teu interesse por todos os assuntos que se relacionam com a Comunidade, seja ela local ou internacional.

O que me encanta no amigo é a visão geral de todos os problemas e a tua alegria, quando as soluções são encontradas, positivando a figura humana que tão bem representas como idealizador de um mundo justo para cada cidadão, neste imenso Universo.

Desejo ainda afirmar, meu caro Helio, que nessa tua exposição ficou patente o teu valor como jornalista e o interesse por todos os fatos que ocorrem, sejam eles políticos, econômicos, administrativos ou desportivos, mas verdade é que a tua presença em debates é sempre importante e valiosa.
Gratíssimo por essa publicação.

Com carinho,

João Havelange

Comentário de Helio Fernandes
Da maneira como você conta, parece tudo fácil. Quando os dirigentes da África do Sul, em pleno apartheid, te procuraram e disseram, “não disputaremos a Copa da África, não jogamos com negros”, não esperavam tua resposta. Isso foi em 1976, havias assumido a FIFA há 2 anos: “Se não jogam com negros, também não jogam com brancos”. Foram expulsos e você sabia que haveria oposição, mas a decisão foi a-p-r-o-v-a-d-í-s-s-i-m-a.

A FIFA cresceu em prestígio, os patrocinadores surgiram em grande quantidade. Depois da licitação, ganhou quem deu a melhor proposta, mas todos conheciam a tua exigência: teriam de abrir o sinal de transmissão para os 37 países da África Negra, de graça, não podiam pagar. Até hoje, assistem as Copas da forma como você estipulou.

E finalmente a entrada da China Comunista na FIFA. Você ficava assombrado e não escondia: como é que um país com 1 bilhão e 200 milhões de habitantes (na época) não via futebol, não assistia futebol, não se representava no maior órgão de futebol do mundo? Você queria as duas Chinas, foi conversar com Chiang Kai-shek, ele foi categórico e inabalável: “Se a China Comunista entrar, nós saímos”.

Não conseguindo convencer o general, respondestes: “Se é o que o senhor quer, que assim seja”. E a China Comunista está até hoje na FIFA.
Mas o mais importante, que você cita e lembra com grande emoção: por causa da atuação da FIFA e da tremenda repercussão das Copas, o mundo cria hoje 450 milhões de empregos.

* * *

PS – Durante os 24 anos na FIFA, Havelange visitou todos os países, alguns deles, várias vezes. Só não conseguiu ir ao Afeganistão, sempre em guerra. Agora, infelizmente, transformado na “guerra do Obama”

Dona Dilma, copiando o ditador general Médici

“O Brasil será a quinta potência do mundo, mas o povo não será”. Vejam só se é muito diferente: “A economia vai bem, mas o povo vai mal”. Está é do “presidente” Médici, “copiada” para ele pelo general que chefiava a ARP (Relações Públicas), altamente competente.

Lúcida aos 100 anos

Dona Memélia, mulher do historiador Sergio Buarque de Holanda e só muito mais tarde mãe do Chico, deu um show de memória e de conhecimento.

O auge, quando Dona Dilma, sem ser convidada e nunca ter falado com ela, foi entrando na casa. Pergunta de Dona Memélia: “Quem é essa que nunca vi, nem sei quem é?” Bestial, pá.

Manchete engraçadíssima, sobre governo da China e do Brasil, estudos

Escreveram: “A China vai estudar o modelo brasileiro”. Ha!Ha!Ha! O Brasil não chega a ter um modelo, e China não tem nada para estudá-lo, copiá-lo, adaptá-lo.

Desemprego

Os que falam em recuperação da economia do mundo, não sabem de nada ou querem apenas enganar a coletividade. OS EUA dizem, deplorando, que o desemprego vem aumentando no país. Falam em “proporção”. Fazendo os cálculos, chegamos aos 14 milhões sem trabalho.

Em 5 de março de 1933, Roosevelt assumiu com um número quase igual: 16 milhões. Estávamos então na Era do MILHÃO. A UE (União Européia) não usa percentagens cabalísticas, utiliza números que não precisam ser decifrados: “Estamos com 19 milhões de desempregados”. No Brasil, tudo é “MENAS” verdade, falseiam livremente.

O Senado, ainda pode se desmoralizar mais?

Sempre pode, embora esse que aí está (com 25% de senadores sem voto) já tenha chegado no fundo do poço.

Agora, examinem, avaliem e respondam se quiserem: pode haver maior degradação do que a volta de Roriz e Jader Barbalho? Os dois renunciaram para não serem cassados.

E em Minas?

Uma das vagas é do vice Alencar. A outra está entre Aécio e Itamar. Se Aécio for vice de Serra, Itamar já pode festejar. O candidato a governador, o vice de Aécio, está em quarto nas pesquisas. Assumirá em 31 de março. Mesmo assim, não ganhará.

Serena Williams absoluta

Mais uma demonstração de competência. Derrotou a Henin, e às 9 e meia desta manhã, conquistava o 4º título da Áustria. E o décimo segundo da carreira. Como só tem 28 anos, pode aumentar ainda mais esse total.

Foi ótima no discurso de vitória. Fez todo mundo rir, menos a Henin, que não gostou de ter perdido.

Amanhã, às 6 e meia da manhã (aqui) Federer e Murray disputam o título. Federer é melhor. Mas Murray, apesar de careteiro e carrancudo, é bom jogador. Se pode vencer, isso seria adivinhação.

Louvação à carta de Anita Leocádia, e recordações de seu pai, Luiz Carlos Prestes. Este, desde 1924 até morrer, no centro dos acontecimentos. Não sacrificou, por 1 minuto, suas convicções

Tendo em vista matéria publicada em “O Globo” de hoje (p.4), intitulada “Comissão aprovará novas indenizações” e na qualidade de filha de Luiz Carlos Prestes e Olga Benario Prestes, devo esclarecer o seguinte:

Luiz Carlos Prestes sempre se opôs à sua reintegração no Exército brasileiro, tendo duas vezes se demitido e uma vez sido expulso do mesmo. Também nunca aceitou receber qualquer indenização governamental; assim, recusou pensão que lhe fora concedida pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Sr. Saturnino Braga.

A reintegração do meu pai ao Exército no posto de coronel e a concessão de pensão à família constitui, portanto, um desrespeito à sua vontade e à sua memória. Por essa razão, recusei a parte de sua pensão que me caberia.

Da mesma forma, não considerei justo receber a indenização de cem mil reais que me foi concedida pela Comissão de Anistia, quantia que doei publicamente ao Instituto Nacional do Câncer.

Considerando o direito, que a legislação brasileira me confere, de defesa da memória do meu pai, espero que esta carta seja publicada com o mesmo destaque da matéria referida.

Atenciosamente,

Anita Leocádia Prestes

Comentário de Helio Fernandes
A carta da filha de Prestes foi publicada, o mínimo que poderiam fazer. Luiz Carlos Prestes pode sofrer críticas, mas nada em matéria pessoal. Quando liderou a Histórica “Coluna Prestes” de 1924 a 1926, já havia pedido demissão do Exército. Portanto, quando o “Exército publicou a sua expulsão, estava EXPULSANDO alguém que não poderia ser EXPULSO, já revertera, voluntariamente, à condição de civil”.

Era vingança pura, ato torpe, que comprometeu o Exército. É lógico que no arquivo do Exército já constava a demissão a pedido do capitão. Que aliás foi o mais jovem capitão de toda a História do Brasil. Pediu DEMISSÃO e foi tratar da vida, sem PEDIR ou ACEITAR qualquer recompensa. Fato que a filha repetiu SEM ESTARDALHAÇO, só agora passa a ser do conhecimento público.

Prestes errou em todas as posições políticas ou em atos que dependiam exclusivamente de sua vontade, mas errou CONTRA ELE MESMO, não se beneficiou de coisa alguma. Ele sempre disse: “Os interesses pessoais não podem prevalecer acima de qualquer coisa, e prejudicar a coletividade” E cumpriu na prática o que pregava na teoria.

Em 1930, os Tenentes Siqueira Campos e João Alberto, foram a Montevidéu (onde Prestes morava, depois de ficar algum tempo exilado na Bolívia), convidá-lo para chefiar a “Revolução de 30”, que já estava praticamente vitoriosa.

Prestes perguntou aos companheiros da brava Coluna: “A Revolução é comunista?”. Siqueira e João Alberto, surpreendidíssimos, pois a “revolução” era burguesa, aristocrática e reacionária. Mas Prestes poderia ter COMANDADO a Revolução, assumido o Poder, e nessas condições, mudado os rumos do país. Não admitia, considerava isso, uma traição. Recusou, lançou o Manifesto de fundação do partido, e em 1932 viajava para a União Soviética.

Voltou em 1935 para organizar e desfechar a Revolução Comunista que não tinha a menor chance de vitória. Sem recursos, desorganizada, praticamente existindo apenas no interior da Paraíba e do Rio Grande do Norte. E no Rio, apenas no 3º RI. (Onde hoje existe um monumento, na Praia Vermelha).

Preso logo depois, em 1936, foi levado para a Polícia Central, onde ficou sob as ordens do antigo companheiro de “coluna”, o torturador Filinto Muller. Foi o brasileiro mais torturado de todos os tempos, ficando num vão de escada, até 1940. (Só saía eventualmente para o julgamento no Tribunal de Segurança Nacional).

Em 1940, como o Brasil fazia parte, na Segunda Guerra, das forças “Aliadas”, o governo soviético mandou pedir ao ditador Getúlio Vargas, a libertação dele. Vargas não atendeu, mas mandou transferir Prestes para a Penitenciária Frei Caneca, onde ficou até 1945.

Nesse ano, a ditadura ameaçadíssima, Vargas soltou Prestes. E este assombrosamente, passou a defender a CONSTITUINTE COM VARGAS. Um disparate completo, Prestes ERRAVA TOTALMENTE, mas por convicção.

Logo depois de solto, outra violenta contradição de Prestes, mas como sempre coerente com suas idéias. Foi fazer um comício no Estádio do Vasco, (ainda não existia o Maracanã), uma multidão foi ouvi-lo e saiu de lá chorando. Prestes criticou o próprio povo, afirmou: “Vocês estão se aburguesando, só pensam num rádio novo e mais potente ou em geladeira”. (Textual)

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PS – Termino por aqui, tudo o que escrevi é apenas louvação à posição de Anita Leocádia. Apesar dele estar sempre longe, tive sempre boas relações com Prestes. Na Constituinte de 1945, (meu primeiro grande trabalho para a revista O Cruzeiro) tive ótimo contato com Prestes e os 15 deputados eleitos pelo Partidão. Escrevi: “Não entendo como é que Prestes e Plínio Salgado ficam conversando amistosamente, e depois na tribuna se agridem violentamente”.

PS2 – No dia 25 de março de 1981, (véspera do massacre das instalações da Tribuna, que ocorreu no dia 26), tive debate com Prestes de quase 3 horas no CACO, Faculdade da Moncorvo Filho (deve estar tudo, é claro, no arquivo da Faculdade). Lotadíssima. Como eram jovens e estudantes estavam visivelmente a favor de Prestes, mas me respeitavam, saímos juntos e abraçados.

PS3 – Meu último contato com Prestes se deu em 1987, em Cuba. Fidel organizou um Seminário sobre DÍVIDA EXTERNA, um dos meus assuntos favoritos. Estavam presentes 61 brasileiros, muitos deputados, senadores, jornalistas. Só dois discursaram: Prestes, lendo, este repórter, como sempre, de improviso. Lula também presente, já candidato a presidente em 1989. Não falou, não conhecia nada do assunto.

A São Paulo só resta apelar para São Pedro

Carlos Chagas

Senão declarar falência, São Paulo deveria, ao   menos, recorrer a figura já extinta no Direito Econômico e pedir concordata. Porque não   dá mais para o poder público sustentar a dívida acumulada com sua população. Chove há cinqüenta dias, 68 cidadãos já morreram por conta de alagamentos, quedas de barreiras e sucedâneos e nem  uma simples palavra se ouviu das autoridades municipais, estaduais e federais a respeito de desenvolverem  planos de curto, médio e longo prazo para socorrer os atingidos. O máximo que a gente escuta é o prefeito culpar os habitantes pelo acúmulo de lixo nas bocas de lobo e demais acessos às débeis  galerias pluviais.  Do governador, nem isso. No plano federal,  o ministro  das Cidades empurra a responsabilidade de  iniciativas inexistentes para seus colegas de governo enquanto o presidente da República, com todo respeito pela sua hipertensão, sequer anuncia a inclusão das enchentes em algum PAC de emergência.

Se a água cai como nunca na grande São Paulo e em cidades do interior, a culpa será do céu,  de um lado, e dessa irresponsável massa que construiu suas casas e barracos nas encostas dos  morros ou à margem de imponderáveis cursos d’água. Quem mandou deixarem suas regiões de origem em busca de empregos na capital e adjacências?

Era para se terem reunido os responsáveis maiores  e definido ações imediatas, tipo limpeza das galerias pluviais, tanto quando planejado a seqüência através da dragagem de rios, da transferência de comunidades para locais seguros,  da proibição de construções em locais de risco e até da interdição de zonas de perigo. Sem esquecer o redirecionamento  dos transportes coletivos e a limitação do tráfego. E a liberação de verbas.   O problema é que essas obras custam caro e não costumam dar votos,  enterrada a maioria delas longe  da visão popular.

Nem Serra, nem Dilma, muito menos Ciro e Marina imaginam tratar-se de tarefa a eles afeta.   Igualmente Geraldo Alckmin, Aloísio Nunes Ferreira, Marta Suplicy e  Aloísio Mercadante. Todos dispõem de guarda-chuva. Quanto a São Paulo, que continue apelando para São Pedro…

Bomba-relógio

O escândalo do mensalão de Brasília parece longe de refluir, apesar da boa vontade da Câmara Legislativa para com o governador José Roberto Arruda. São capazes de assustar o país inteiro as  investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, mais os processos já se iniciando no Poder Judiciário.  Porque a cascata de dinheiro irregular não vinha encharcando apenas deputados distritais, secretários e assessores do governo local. Pelo jeito, chegaram até mesmo às cúpulas de grandes partidos. Arruda era do DEM, mas outras legendas também teriam sido beneficiadas com mesadas permanentes, a título de “congraçamento político”.  Quando a bomba estourar, e não falta muito, vai ter gente correndo para todo lado.

Orgia inexplicável

Não apenas na administração direta e nas empresas estatais federais multiplicou-se a orgia de gastos em publicidade. Nos estados é a mesma coisa, exceção de um. No Paraná, faz tempo, o governador Roberto Requião proibiu o uso de recursos públicos para agradar os meios de comunicação, exceção dos editais determinados por lei.

Neste ano eleitoral a gastança atinge limites nunca antes atingidos. Não se trata de a Petrobrás aumentar o número de veículos abastecidos em seus postos, nem de o Banco do Brasil e a Caixa Econômica conquistarem mais correntistas. Estão se lixando para isso. A multiplicidade da propaganda  dessas empresas visa outro objetivo. No caso, obter para o governo a boa vontade dos variados  veículos da mídia nacional. Estenda-se a estratégia para os estados e se terá a receita de como é fácil  gastar dinheiro público em silêncio.

Redivisões extemporâneas

Com a reabertura dos trabalhos do Congresso, em se tratando de um ano eleitoral, ganharão fôlego certos projetos extemporâneos, inusitados e absurdos. Fala-se da redivisão territorial do país.  Parlamentares de pouca expressão em seus estados insistirão no desmembramento capaz de criar dois ou mais governos locais, assembléias legislativas, tribunais de justiça, tribunais de contas, mais vagas de deputado federal e de senadores. Querem dividir o Amazonas em três, o Pará em dois, Maranhão também, além da Bahia, Mato Grosso e até Minas, com o esdrúxulo Estado do Triângulo.  Seria bom tomar cuidado porque um dia desses, por descuido ou malícia, as lideranças do governo permitirão que alguns desses monstrengos se formem, favorecendo exclusivamente grupos e oligarquias.