40 anos do sequestro do embaixador dos Estados Unidos

Foi um dos momentos mais extraordinários da luta contra a ditadura. Mas o que deve ser ressaltado, registrado e ressalvado, foi a SABEDORIA de sequestrar o embaixador mais importante de todos.

O sequestro certo do homem certo

Se tivessem feito a operação contra qualquer outro embaixador, não aconteceria nada. Mas os EUA, que diziam sempre, com arrogância, “não negociamos com terroristas ou sequestradores”, mudaram de posição, e trataram de libertar seu representante.

Ordens dos EUA contra a ditadura no Brasil

Vieram as ordens: “Cumpram todas as exigências, e IMEDIATAMENTE”. Primeira exigência, ler na televisão, o MANIFESTO ESCRITO E EXIGIDO PELOS SEQUESTRADORES. Foi lido em cadeia e repetido.

A troca dos prisioneiros pelo embaixador Elbrick

Os combatentes contra a ditadura e a tortura, não tinham noção da própria força, e principalmente da pressa que os EUA impuseram. Pediram a libertação de 39 prisioneiros, podiam ter pedido 100, conseguiriam. Só que estando em operação “de campo”, não podiam saber do que se passava nos bastidores. Mas foi uma notável vitória. (Exclusiva)

Cresce o desemprego no mundo

Hoje, nos EUA, dados publicados: “9,7% não conseguem emprego”. Abandonando os números ou transformando-os em pessoas, são 16 milhões que não conseguem trabalho.

A União Européia se mantém

Pelo menos, lá em vez de números dão logo tudo decodificado. E dizem: “Estamos com 18 milhões de desempregados”. Desde janeiro os cidadãos marginalizados se mantêm nesses 18 milhões.

No Japão

O desemprego vem subindo, e provocou a derrota do partido que estava há mais de 50 anos no Poder. Curiosidade: o desemprego aumenta, mas a economia cresce. Pouco mas cresce.

China e Brasil

Os dados da China são inimagináveis por causa do volume da população. No Brasil, perplexidade, indignidade e falta de credibilidade do Ministério do trabalho, divulga números totalmente falsificados. Impossível saber.

Palocci, o “curinga” assustado

Fui o primeiro a revelar: depois do julgamento do Supremo, o ex-Ministro da Fazenda seria nomeado Ministro da Coordenação, no lugar de José Múcio. Este vai para o TCU, (Tribunal de Contas da União) está querendo pressa.

A derrota irreversível

Registrei para que não houvesse dúvida: serão menos de 7 meses (Palocci como outros, escolhidos ou mesmo sem serem candidatos têm que sair em 31 de Março), tempo importante para a viabilidade de Palocci, e mais facilidade para transitar na Câmara e Senado. E até no Planalto-Alvorada.

A nomeação que não vai existir

A derrota de Palocci foi tão destruidora que arrasou com os “planos-planaltinos”. Os votos dos Ministros Carmem Lúcia, Ayres Brito, Marco Aurélio e Celso de Mello derrubaram Palocci, podem remetê-lo para Ribeirão Preto.

A estréia do Procurador Geral

Osvaldo Gurgel que fazia sua primeira atuação no cargo, marcou-a de forma indelével. Não há ponto do relatório, que possa ser chamado de insustentável. Tudo é minuciosamente detalhado, provado, comprovado, examinado, sustentado e apresentado.

A desistência de Lula

O presidente não tem ninguém para colocar no cargo de José Múcio, mas se assusta só com o vendaval de acusações que desabará sobre o ex e novamente (se tivesse ganho bem no Supremo) Ministro.

Para Palocci: “São Paulo nunca mais”

Nem Ministro, nem governador e muito menos presidenciável. Vindo de Ribeirão Preto mais do que chamuscado e sim inteiramente queimado, Palocci saiu (foi saído) completamente desfigurado.

Para onde irá Palocci?

Comprometeu o PT, no maior estado eleitoral do país, e precisamente onde ele está mais estraçalhado. Perdeu a prefeitura, perdeu o governo, não tem sequer um nome que possa usar para reconquistar o Palácio dos Bandeirantes.

O PT pode não eleger nenhum dos 2 senadores

Uma vaga será de Orestes Quércia, do PMDB. Nem se diga que Serra estará reabilitando o “disque Quércia para a corrupção”, pois muito antes foi o próprio Lula que chamou o “dono” do PMDB ao Planalto-Alvorada.

Alckmin ficará com a outra senatoria

Não acredito que Serra  e Kassab (os dois têm de ser citados sempre juntos) aceitem Alckmin como governador. “Concederão” a ele a vaga do Senado, com prioridade para Quércia.

E o stalinista Alberto Goldman?

Íntimos dele afirmam que não pretende ficar sem nada. A garantia de Serra, “no meu governo você será Ministro”, só vale se o ainda governador ganhar. E se perder? Por isso, Goldman quer ser senador, Serra teria que eleger 3 candidatos (Quércia, Alckmin e Goldman) para duas vagas.

Goldman se quiser será governador 9 meses

Sobre isso, nenhuma dúvida. É vice, assumirá. No governo, é confiável? É impossível confiar em stalinistas, todos, sem exceção mudaram de posição depois do 22º Congresso do Partido na União Soviética, quando Krushov destruiu a imagem do próprio Stalin.

São Paulo: alavanca e ponto de apoio

Não estou gastando espaço demais com nomes do estado. Quase todos os candidatos são de lá ou terão que ter repercussão lá. Ciro Gomes não é candidato, mas para ganhar as luzes dos holofotes, mudou o domicílio para lá. Não ganhou nada mas ficou em evidência. (Contra).

Marta e Mercadante marginalizados

Ela que foi prefeita derrotada no cargo, gostando ou não gostando tem cacife eleitoral. Não dá para ganhar nem ir para o segundo turno. E quem sabe ir para o senado? Mercadante, desprezado quando teve 6 milhões de votos, terá que lutar para obter 20 por cento, e perder.

PSDB e DEM, dominam São Paulo

Lula não precisa de palanque em lugar nenhum. Mobiliza, movimenta e maneja os 80 por cento das pesquisas. Mas qualquer que seja o seu candidato (se falharem as três POSSIBILIDADES que tem para permanecer) não terá palanque em São Paulo. Nem palanque nem votos. E até nem candidaturas.

A PETROSAL ABASTECERÁ O MUNDO POR 200 ANOS

Sobrarão CAPITAIS progressistas para a Petrosal, as dúvidas são das empresas GLOBALIZADAS, que espalham terror a respeito da falta de dinheiro. Só elas teriam possibilidade para investir

A velocidade com que discutem ou equacionam a questão da Petrosal e o “risco” que a Petrobras correria, é uma campanha dirigida pelo que chama de “empresas tradicionais de petróleo”.

Primeiro esclarecimento: o assunto Petrosal está sendo tratado como se o produto extraído dessa formidável profundidade estivesse no mercado amanhã de manhã ou mais tardar na próxima semana. Podem estabelecer prioridade em torno de 10 anos o que não é nada condenável em termos de países.

Outro fato ainda mais importante e que deveria ser submetido a um debate público, (mas verdadeiramente público e não restrito aos que ganham fortunas, pessoalmente). Esse MARCO REGULATÓRIO está indo no caminho certo? Ou trabalham com hipóteses desconhecidas ou inteiramente comprováveis?

Algumas perguntas, que acredito, ainda estão longe de qualquer resposta. 1- Qual será o custo da extração de cada barril do Petrosal? 2- Em quanto estará o preço do barril para venda, quando o produto do Petrosal estiver no mercado?

3- Por que essa insistência de que só empresas tradicionais, (Esso, Shell, Texaco e todas as globalizadas) podem financiar a Petrosal e consequentemente a Petrobras? 4- Como podem com tanta antecedência garantir o estoque dessa ainda não desvendada Petrosal?

5- Existem empresas financeiras no mundo (dezenas e dezenas) que só se interessam no lucro a longo prazo, pois são ligadas a Fundos de Seguro e de Aposentadoria. 6- Essas nem querem saber de petróleo, seus clientes precisam de garantias, por isso são TOMADORES de bônus de 30, 40 e até 50 anos, só trabalham a longo prazo.

7- O governo tomou duas decisões, que surpreendentemente merecem aplausos deste repórter, não muito disposto a aplaudir. Capitalização de 50 BILHÕES de dólares, e domínio ESTATIZADO desse petróleo.

8- A China, que tem hoje TRILHÕES para investir, e precisa PERMANENTEMENTE de petróleo, pode fazer investimentos sem se preocupar de modo algum com a administração da Petrosal e da Petrobras.

9- A exigência da China será unica e exclusivamente de garantir PRIORIDADE para a compra desse petróleo. Qual o problema?

Um dos maiores especialistas do mundo, garantiu: “As reservas da área Pré-sal, serão no mínimo de 80 BILHÕES de barris”. Retirando 1 milhão de barris por dia, serão 360 milhões por ano, 3 bilhões e 600 milhões em 10 anos. 36 bilhões em 100 anos, 72 bilhões em 200 anos. Sem contar a produção da Petrobras.

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PS- Defendo a Petrobras há 50 anos. Não tenho todo esse tempo disponível. Mas ninguém duvide: indo do São João Batista para a cremação, (com todos os meus órgãos doados) ainda encontrarei uma forma de demonstrar que o PETROSAL É NOSSO.

PS2- Continuarei fazendo o que sempre fiz: DEFENDER o interesse nacional, e CONTRARIAR as obscenas multinacionais.

Visão distorcida

General Luiz Gonzaga S. Lessa

É estarrecedor como a nossa política exterior vem sendo conduzida de forma a procurar intrigar os negócios com a Colômbia e mesmo comprometê-la a nível continental, constrangendo-a na sua decisão soberana de ceder bases aos EUA com o objetivo de prosseguir no seu vitorioso combate às FARC  e ao tráfico de drogas. Estamos  violando até mesmo um dos  alicerces básicos da nossa  diplomacia: a não interferência nos assuntos internos dos países com os quais nos relacionamos.

A despeito da visita do Presidente Uribe  ao país dando as suas explicações, parece que Lula e o seu ministro de relações exteriores não se satisfizeram com as razões apresentadas, motivando-os a convocar uma extemporânea reunião da UNASUL para tratar do assunto que, antes de resolver e aparar as diferenças, quase levou ao rompimento dos laços diplomáticos entre Colômbia e Venezuela.

Totalmente fora da realidade do jogo político mundial, e de forma até presunçosa, convidou-se( ou intimou-se?) o Presidente Obama  para comparecer ao infausto fórum para ouvir e dar explicações.

No fundo, manifestamos novamente o nosso servilismo e a nossa incapacidade de resolver os problemas hemisféricos sem a presença do irmão do norte, que, de forma explícita, foi alijado de integrar a nascente UNASUL. A bem da verdade, não se sabe a que ela se  destina, quando é integrada por países que guardam entre si  marcantes diferenças ideológicas  e históricas rivalidades e antagonismos. Muito longe da união o que se prega e se pratica é a desunião.

Bem fez Obama em não comparecer ao evento de Bariloche e de Uribe impor condições para a sua presença, exigindo que não fossem tratados apenas os assuntos correlatos à cessão de bases, mas, também, temas mais amplos de segurança continental envolvendo as FARC e os apoios a ela dados pela Venezuela e Equador, o tráfico de armas, a abertura de portos venezuelanos aos navios de guerra russos  e as manobras com eles realizadas  e, até mesmo, as recentes iniciativas do rearmamento brasileiro.

Todos, assuntos muito pertinentes a um debate franco e leal no âmbito da UNASUL. Querer, como Venezuela, Equador, Bolívia e até mesmo o Brasil pretendem, uma reversão do acordo Colômbia-EUA, além de irrealista, é uma evidência de miopia diplomática, que só o tônus ideológico do nosso chanceler de fato, o Sr Marco Aurélio Garcia, pretende alimentar.

Enquanto estamos com as nossas atenções voltadas para a fronteira norte vemos o Itamaraty sendo paulatinamente superado pelas ações dos EUA no cone sul, área das mais sensíveis e do tradicional interesse e influência brasileiros.

Notícias pouco divulgadas, diria até mesmo negadas à imprensa, não despertam a atenção para o que lá vem ocorrendo e deixam a nossa diplomacia em situação bastante embaraçosa, para se dizer o menos.

À medida que equacionam os seus grandes problemas no Oriente Médio e definem as suas políticas para o Iraque e Afeganistão, os EUA voltam as atenções para a América Latina,  retomando as suas prioridades para o Cone Sul, onde, de há muito, procuram estabelecer relações privilegiadas com a Argentina e o Paraguai, com uma projeção de poder que vai muito além das preocupações com a Tríplice Fronteira.

O foco aparente dessa influência tem levado os EUA a se tornar um ativo participante na solução dos problemas que afetam a área fronteiriça Brasil-Argentina-Paraguai, levando-os a integrar, em 2002, como conseqüência dos atentados às torres gêmeas de 11 de setembro de2001, o quase  desconhecido acordo denominado “Mecanismo 3+1 de Segurança na Tríplice Fronteira”.

Na prática, essa integração se traduziu como o nosso reconhecimento cabal de que naquela área sensível se desenvolviam atividades ligadas ao terrorismo internacional, promovidas pelo Hezbollah e Hamas, acusação de que até hoje não se afastaram os norte-americanos e que sempre foram negadas por nós brasileiros.

Esse problema se revestiu de tanta gravidade que a região integrou uma lista de alvos para possível bombardeio, alvos definidos pelo general da Força Aérea Americana Charles Holland, a pedido do então Secretário de Defesa Donald Rumsfeld. Provavelmente, o bombardeio  não se materializou porque os militares americanos disseram não possuir “inteligência acionável” nos alvos propostos.

Em 2006, o Itamaraty anuncia a criação e o funcionamento em agosto do mesmo ano do Centro Regional de Inteligência(CRI) na Tríplice Fronteira, em Foz do Iguaçu, parceria entre Brasil, Argentina, Paraguai e EUA, para combater “atos ilícitos” “por meio do aumento da cooperação entre os organismos de segurança pública” dos referidos países.

A posse de Barack Obama não aliviou as preocupações dos EUA sobre a Tríplice Fronteira. Denis Blair, Diretor Nacional de Inteligência, em sua audiência no Senado Federal, em 12 de fevereiro de 2009, afirmou que  o “Hesbollah tem há muito mantido a sua presença na região….onde é notória a presença de narcóticos e tráfego de armas”.

Embora admitindo alguns progressos, o Relatório sobre Terrorismo, 2008, apresentado ao Senado dos EUA e publicado em abril do corrente ano, enfatiza que a corrupção, a falta de coordenação entre as diferentes organizações, a baixa prioridade na alocação dos recursos e a ausência de legislação apropriada  comprometeram a adoção de eficientes medidas no combate ao terrorismo.

Em particular, realça  que no Brasil a falta de leis que estabeleçam claramente os crimes de terrorismo e de lavagem de dinheiro veem dificultando combatê-los com eficiência e oportunidade.

Mas as ações dos EUA no Cone Sul vão muito além das suas preocupações com terroristas. Não é de hoje que buscam estreitar suas relações com a Argentina e o Paraguai, ameaçando a natural liderança brasileira na região.

Em 2002, o presidente da Argentina, Eduardo Duhalde,  autorizou a entrada no país  de tropas de  forças especiais,  do Comando Sul dos EUA, para atuarem nas províncias de Salta e  Misiones, fronteira com o Brasil, em manobra conjunta com o  seu exército.

Interessante notar que a autorização do congresso só foi concedida um mês e meio após o efetivo desembarque dos militares americanos em solo argentino. Na época, tanto  o nosso  Ministério da Defesa  como o Itamaraty evitaram comentar sobre  os exercícios na fronteira.

Tradicionalmente, as relações diplomáticas entre o Paraguai e os EUA têm sido muito cordiais. Todavia, nos últimos anos, os laços se estreitaram ainda mais, com a celebração de acordos militares que não podem passar despercebidos pelo Brasil.

Durante o governo do presidente Alfredo Stroessner, com o apoio técnico dos norte-americanos e mão-de-obra local, foi construída uma grande base aérea em Marechal Estigarríbia, no Chaco paraguaio, distante cerca de 200 km da fronteira boliviana, que, pela sua desproporção em relação à força aérea do país, ainda hoje dá margem a muitas especulações.

A base permite a operação com grandes aeronaves, dispõe de um complexo sistema de radar e de uma torre de controle,  possui enormes hangares e pode alojar até 16000 homens nas suas instalações. Sua pista é maior do que a existente no aeroporto internacional de Assunção. Sua localização, de alto valor estratégico, permite-lhe operações contínuas ao longo de todo o ano pelas condições meteorológicas favoráveis, possibilitando-lhe conduzir ações em toda a América do Sul e cobrir os eixos marítimos do extremo sul do continente.

Nunca é demais lembrar a sua proximidade da tríplice fronteira, das grandes reservas de gás bolivianas e do imenso reservatório de água do Aqüífero Guarani.

Em 2006, com a aprovação do senado e a convite do presidente Nicanor Duarte, 500 militares integrantes das forças especiais do exército americano, com aviões, armamentos e munições desembarcaram em Marechal Estigarribia para, supostamente, realizarem operações humanitárias e de ação cívico-social junto à população pobre da redondeza. Às forças americanas foram concedidas imunidades, tanto face à justiça local quanto à jurisdição da Corte Criminal Internacional.

Por mais que os fatos digam o contrário, autoridades negam a existência de base americana em solo paraguaio.

Altamente preocupantes são as evidências da instalação de um Centro de Comando e Controle – C2 – na embaixada americana em Assunção, com a finalidade de colher e analisar informações e se opor a qualquer atividade que ponha em risco a segurança dos EUA.

A instalação de tal centro revela a alta prioridade que os EUA, no momento, conferem ao Paraguai e se constitui em ameaça velada aos países do cone sul, dada a incerteza das ações que dele podem se originar. Com ele, a lacuna de “inteligência acionável” deixa de existir. Difícil é entender  o mutismo da nossa diplomacia com tão grave situação.

Mais recentemente, em abril do corrente ano,  o deputado Eliot Engel, que preside o Sub-comitê  para a América Latina e o Caribe, na Câmara dos Representantes dos EUA, apresentou um projeto de lei para incluir o Paraguai na lei de Preferências Tarifárias Andinas e Erradicação de Drogas, que permitirá ao país exportar para os Estados Unidos livre de taxas.

Um duro golpe no Mercosul, após todas as benesses que o Presidente Lula concedeu nas tratativas referentes às mudanças no Tratado de Itaipu. O deputado, referindo-se ao Presidente Lugo, ressaltou que ele “já é um bom amigo e um importante aliado”. Mais uma vez,como fica a nossa diplomacia, ministro  Celso Amorim?

Enquanto todas as atenções parecem voltadas para as bases americanas na Colômbia, onde são justas as nossas preocupações face às ameaças potenciais que elas podem representar para a Amazônia brasileira,   a despeito das declarações de autoridades estadunidenses de que elas não serão utilizadas para conduzir operações fora do território colombiano, os Estados Unidos da América, silenciosamente, sem alarde,  veem impondo uma sólida e preocupante presença no Cone Sul, que rivaliza e tenta limitar a natural influência brasileira sobre essa região, historicamente, foco da mais  alta prioridade da nossa  diplomacia.

Com as bases ao norte e ao sul, fecha-se um perigoso arco de pressão e influência dos Estados Unidos sobre a América do Sul, o que, até então, eles não haviam logrado alcançar.

Francenildo, a vitória (e não a derrota) no STF

Pedro do Coutto

Não há motivo concreto para que a opinião pública, como alguns jornais colocaram, identifique no julgamento do Supremo tribunal Federal uma derrota do caseiro Francenildo Costa na ação movida pelo Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, contra o ex ministro Antonio Palocci e o ex presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Matoso.

Ao contrário. Francenildo, ao contrário até do que ele próprio pensa, foi vitorioso na questão, iniciada pelo ex Procurador Geral Antonio Fernando de Souza, e completada por seu sucessor. A melhor matéria publicada na imprensa, sem sombra de dúvida, foi a da repórter Mariângela Gallucci, O Estado de São Paulo, edição de 27 de agosto. Por que Francenildo Costa foi vitorioso e com ele o sentimento eterno de justiça que, haja o que houver como colocou há algumas décadas o jurista e cineasta André Cayatte, sempre predomina no campo da ética?

No caso Francenildo,mais do que isso, porque um simples caseiro levou um ex ministro da Fazenda a ser julgado por violação de seu sigilo bancário na Corte Suprema do país. Na ocasião, o episódio culminou com a demissão de Palocci e de Matoso, através de decretos do presidente Lula. Esta escala de consequência já representa muito, como todos hão de concordar. Mas oi processo não termina aí.

A matéria de Mariângela reproduz pontos da defesa de Jorge Matoso pelo advogado Alberto Zacarias Toron. Em vez de defesa, são, na realidade, uma verdadeira e total confissão. E com ela a ação penal contra o ex ptre4sidente da CEF continua, agora na Justiça comum, pois não tem ele, ao contrário do ex titular da Fazenda, direito a foro privilegiado.

Mas vamos ver o que disse Zacarias Toron. Simplesmente que Matoso percebeu uma movimentação suspeita na conta bancária de Francenildo e, por isso, determinou uma “verificação de dados”. Francenildo tinha um salário de 400 reais por mês (valor de 2006) e, de repente, apareceu com um depósito de 40 mil reais.

Por coincidência, não mais que uma coincidência, o caseiro havia revelado a presença de Palocci numa residência de Brasília, onde havia reuniões freqüentes reunindo muitas pessoas. E daí? Se as reuniões eram normais e cordiais, que mal existia nisso? Qual o porquê de preocupação? Mas o fato é que as palavras do caseiro abalaram o governo e sensibilizaram o país. Refletem-se até hoje. Basta ver o espaço que o julgamento de quinta-feira ganhou nos jornais e nas emissoras de televisão.

Da decepção à alegria. Vencida a primeira etapa o julgamento, certamente, penso eu, a decepção e a tristeza de Francenildo transformaram-se em entusiasmo e alegria. Ele foi vitorioso. Não perdeu. Venceu. Para os que tiveram dúvida, basta examinar as alegações do advogado de Jorge Matoso, que disse textualmente ter o seu cliente agido por conta própria, não por ordem de Palocci. E destacou como disse há pouco, ter suspeitado do saldo na conta do caseiro.

Ora, além da violação do sigilo bancário sem qualquer ordem judicial, o que já desclassifica a iniciativa, tal argumento somente poderia ser válido se o ex presidente da Caixa agisse da mesma forma em todos os casos suspeitos com que se deparasse. Isso aconteceu? Jamais. Então, porque a preocupação singular com o saldo de Francenildo e não em relação a milhares de depósitos repentinos e de algum vulto. Por sinal, o de 40 mil reais é, efetivamente, um pequeno valor, uma gota d’água no oceano, como se dizia. Jorge Matoso, eis a vitória definitiva de Francenildo, será julgado pela Justiça comum.

Na qualidade de réu confesso, como lhe imputou seu próprio advogado de defesa. Ao Ministério Público, em cujas mãos o processo segue, é apenas suficiente transcrever as afirmações de Zacarias Toron e pedir outros exemplos do zelo revelado por Matoso quanto a Francenildo em relação a outras contas cujos saldos possam tê-lo surpreendido. Matoso selou sua própria derrota. Não há saída.

Chama-se Antônio, não Cristiano

Carlos Chagas

Cauteloso, Antônio Palocci não colocou o bloco na rua, depois de absolvido pelo Supremo Tribunal Federal. Nem mesmo comemorou a decisão. Manteve-se em cone de sombra e não admite de público que disputará o governo de São Paulo. Argumenta que muita conversa se tornará necessária para o PT tomar a decisão.

Não obstante a competência demonstrada, é claro que se Palocci ainda não é,  logo será a solução dos companheiros para tentar atingir os tucanos no meio do ninho.  Nada pior para José Serra do que disputar a presidência da República com a porta dos fundos arrombada, ou seja, inclinarem-se as chances e as pesquisas para a candidatura do ex-ministro da Fazenda ao palácio dos Bandeirantes.

Importa menos se o presidente Lula ainda pensa em aproveitar Palocci no ministério,  porque tornando-se candidato ao governo paulista, teria de desincompatibilizar-se até 31 de março do próximo ano. Seria tido como “Antônio, o Breve”, no ministério da Coordenação Política ou em outro qualquer.

Quanto a substituir Dilma Rousseff como solução governamental e petista à presidência da República, nem pensar. Qualquer obstáculo eleitoral ou de saúde  diante da  candidatura da chefe da Casa Civil só será afastado a  dinamite. Traduzindo: não há substituto para Dilma, dentro da normalidade institucional. Ninguém no PT, nem mesmo Palocci, apresentaria performance  melhor do que a dela, na disputa pelo palácio do Planalto.  Caso a candidata  não emplaque, deve o país preparar-se para ver o poder transferido para José Serra ou para o inusitado.  A segunda opção envolveria a continuação do presidente Lula, sabe-se lá porque artifícios constitucionais.

Fala-se que o deputado agora absolvido chama-se Antônio e não Cristiano numa referência às lições do passado. Em 1950 o  então PSD, maior partido nacional, muito maior do que é hoje o PMDB, lançou a candidatura presidencial do correto deputado Cristiano Machado. Só que as bases do partido, e mais a maioria do eleitorado, ficou com Getúlio Vargas. Daí o termo “cristianizar”, que os jovens de hoje ignoram. Não dá para substituí-lo por “antonizar”…

A busca da verdade real

Na sessão de quinta-feira do Supremo Tribunal Federal o ministro Marco Aurélio Mello sustentou em seu voto a necessidade da busca da verdade real. A mais alta corte nacional de justiça não passou por perto. Porque mesmo livre  das acusações de haver determinado e mandado divulgar a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo, fica evidente que Antônio Palocci teve conhecimento prévio  da  ilegalidade praticada sob a direção do então presidente da Caixa Econômica e nada fez para impedi-la ou, então, puni-la.

Outra face da verdade refere-se ao caseiro. Maior de 21 anos, durante toda sua infância e juventude comeu o pão que o diabo amassou e não recebeu um único centavo de ajuda por parte de seu pai biológico. Como, de repente, o insensível empresário se vê acometido de um ataque de consciência e  manda depositar 34 mil reais na conta do filho desprezado?  Por coincidência, foi  na mesma semana em que Francenildo  começava a denunciar Palocci como freqüentador de uma casa suspeita. Apesar da  operação bancária perfeita,  as origens do dinheiro  compatibilizam-se com a verdade real?

Baixarias em   profusão

Não tem jeito, mesmo, o Senado Federal, onde o dia seguinte sempre consegue ficar um pouquinho pior do que a véspera. Na sessão de sexta-feira empenhou-se o senador Mario Couto, do PSDB do  Pará, numa catarata de agressões virulentas  ao diretor-geral do DNIT, Luis Antônio Pagot, adjetivos que nem vale à pena repetir aqui. O grande final do discurso,  porém, faria corar um frade de pedra, se ainda existissem frades de pedra.

O orador lembrou que na segunda-feira Luis Antônio Pagot, suplente do senador Jaime Campos, do DEM de Mato Grosso, assumiria a cadeira por licença do titular. Se isso acontecesse, iria desafiá-lo, sabe-se lá com que armas, olho no olho, porque o futuro senador, para Mario Couto, “era um cara-lambida sem vergonha na cara”. Esses foram  os termos  publicáveis  utilizados pelo representante do Pará, irritado com a atuação do DNIT em seu estado. É bom o presidente José Sarney mobilizar a segurança do Senado.

Desistiram?

Corre em Brasília  que tanto o governo quanto os líderes de entidades de aposentados estariam  pensando em  arquivar a proposta de reajuste dos vencimentos da categoria em função do crescimento do  Produto Interno Bruto. Se verdadeira a informação, haverá que celebrar, pois nada mais estúpido do que essa sugestão.  Já pensaram se a crise econômica continua ou até recrudesce, e se o PIB torna-se negativo? Os aposentados teriam reduzidos seus vencimentos, precisando pagar a diferença  aos cofres públicos? Mesmo na hipótese de o PIB apenas  não crescer, ficarão os aposentados sem reajuste?  Já foi dito, mas é preciso repetir: o saco de maldades da equipe econômica não tem fim.

O malabarismo de Sergio Cabral não facilitou seu futuro eleitoral

Está assustado. Fingiu (tudo nele é fingido) ser grande amigo de Lula, o presidente acreditou, não conhece bem o governador.

Surgindo diversos candidatos ao seu cargo, Serginho Cabralzinho filhinho, mudou o modelo de “bom companheiro”, patrocinou um show pirotécnico, para que depois o presidente Lula desse a compensação, que confessa modestamente: “Fiz por merecer”.

Durante muito tempo achou que seria candidato único, ou que fosse enfrentar Dona Denise Frossard, como aconteceu no segundo turno de 2006.

Logo, logo surgiram Gabeira, Garotinho, Lindberg.  Zito, grande eleitor da Baixada, não votará com ele. O que fazer? Confrontar o presidente Lula, para que diminua o número de candidatos. Não dá, Serginho. O Gabeira seria senador certo, resolveu arriscar. Mas “duro de matar” é o Garotinho, espera só.

Tênis: Aberto de Nova Iorque, Safina, Dementieva, Serena e Venus Williams

Número 1 do mundo, sofreu barbaramente, igual ao primeiro jogo. Dá razão às Williams, “quem não ganhou Grand Slam, não pode ser número 1”. E pelo jeito não ganhará nesse.

Dementieva foi protagonista contra ela mesma: perdeu para Oudin, americana de 17 anos, que não tem nem ranquing. Entrou com a coxa enfaixada, teve que reforçar as dores, irresistíveis.

Serena e Venus Williams, altivas e altaneiras, só poderão se enfrentar na final, rotina na carreira vitoriosa das duas. (Exclusiva)

No Ceará, PT-PMDB, juntos lutarão contra o PSDB

Aí Lula não terá problemas, como já registrei em 5 estados. Os senadores serão do PT, (a prefeita, já reeeleita) e do PMDB, (o deputado e ex-ministro) fortíssimo de voto.

Jereissati, perigo de não voltar

PSDB aposta no ex-governador, que responde a processo no Supremo desde 2002. Problemas difíceis para ele. Dona Saboya deve disputar uma vaga na Câmara, é o que resta. O governador Cid, irmão de Ciro, não sabe quais serão os adversários. De qualquer maneira, Lula tem palanque no Ceará só não tem candidato à sucessão.

Jogadores de Bolsas, amargurados e apreensivos

Não apenas no Brasil e sim no mundo todo. Anteontem a China subiu 9 por cento, mas ontem voltou a cair, hoje, altamente flexível. Na Europa nada animador, nos EUA, altas entre 0,2% e 0,3%. Com pouco volume.

Repercussão aqui

Com 3 horas de jogatina, a Bovespa ficou no “clima” da semana: igual ao da Matriz. Às 13 horas subia 0,25%, em 55.500 pontos, volume de 1 bilhão e 200 milhões, pouca expectativa.

O dólar abriu em baixa e acentuou essa baixa. De menos 0,36% passou a menos 0,70% em 1,87.

O Conselho de Justiça, precisa afastar um juiz de Mato Grosso, arbitrário

Inacreditável, assombrosa e assustadora decisão: um juiz de Mato Grosso AFASTOU o presidente da OAB do estado. Essa é atribuição do Conselho e deve ser imediata.

A tradição da OAB

Em 1936, o presidente da OAB, Magarino Torres, designou um advogado para defender Luiz Carlos Prestes, preso, torturado e julgado pelo Tribunal de Segurança. A escolha recaiu no jovem Sobral Pinto. A ditadura não recusou, vetou ou protestou contra a indicação. E agora, o que farão? (Exclusiva)

Direito conquistado

Vicente Limongi Netto
Hélio, Lamento a morte do ainda moço ministro Carlos Alberto Direito. Leis de Deus são implacáveis com todos. Lembrei-me do honrado, respeitado e competente Bernardo Cabral. Já com 74 anos, uma pena para o país e para o mundo jurídico e político que Bernardo não tenha sido ministro de algum Tribunal Superior.

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Hélio, Francis Bogossian é profissional gabaritado e respeitado. Escolha acertadíssima. Presidência do Clube de Engenharia em mãos competentes. Boa sorte ao Francis.

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Hélio, Novo papelão, mais uma derrota da medíocre oposição. Agora no STF. Timeco de várzea. Um débil mental do PSOL com outros seis parasitas. Pobres diabos. Falta de vergonha na cara. Vai trabalhar em beneficio da população, cambada de demagogos. Vocês foram eleitos para que? Deixem de conversa fiada. Nem cartão vermelho do lexotam Suplicy vocês merecem. Serão castigados pelas urnas. Tomara que a enxurrada também leve seus vassalos e paus mandados pelo ralo do esgoto.

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Hélio, É tanta porcariada e imbecilidade que vomitam contra Collor, que prefiro rir dos idiotas. Sobre tua pergunta-análise, casca de banana de mestre, serei breve: Evidente que Sarney cumpre o mandato de presidente do senado e do congresso até o fim. Não saciará o apetite doentio de falsos moralistas e incompetentes perdedores. Segundo, tolas especulações de nomes, novo jogo ainda longe. Terceiro e fundamental: presidente da Câmara Alta é do partido que tiver maioria na Casa. Creio ser difícil que o PMDB deixe de continuar sendo o partido com maior bancada no senado. Pelo contrário, aumentará o número( pauteiros, aproveitem a deixa). Por fim, no aparte magistral que deu ao fanfarrão Simon, Collor afirmou com todas as letras: Sarney não deixará o cargo nem o senado se agachará aos torpes e pseudos carrascos e juizes da imprensa. Enquadrou geral.

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Hélio, É verdade. os planos dos gênios palacianos podem ser alterados novamente. Observe que na Colômbia e Venezuela já são faturas liquidadas. O povo, mero figurante. O que acentuei 2014, pode tornar-se 2010. É só Lula levar fé que o pré-sal é mesmo uma montanha(ou oceano?) de dinheiro e riquezas e dona Dilma voar baixo, quase sem combustível. A propósito, cadê a CPI da Petrobras? Outro tiro de pólvora e sal no pé da medíocre e perdidaça oposição.

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Hélio, Lula sabe mexer as peças do jogo proibido para amadores. Temer, poderia ser outro, Gedell, Bahia também é forte, é paa adoçar, cativar o PMDB. Para ficar com o governo, para não sair do lado dele. Só quando for dormir, e olhe lá. Sabes que o PMDB é forte no país todo. Lula largaria Sarney para o PMDB ficar brigado com ele e o PSDB entrar no jogo, ficar forte á custa do palácio do planalto? é ruiimm, heim, Hélio. Lula, portanto, toca bola como lhe convier. Com a oposição cada vez mais tonta e na roda de bobo. forte abraço.

Comentário de Helio Fernandes
Muita gente pode estranhar tantas cartas do mesmo personagem. Acontece que o Limongi escreve para os mais diversos jornais do país, conquistou o direito de emitir sua opinião pelo fato de nunca se omitir. E não louva os que estão no Poder, por serem importantes, da mesma forma como discorda, quando acha que isso serve à coletividade. Mantenha esse caminho de luta, Limongi, é o teu capital, sei que manterá.

Autênticas, textuais e entre aspas

Deputado Arnaldo Madeira, PSDB: “Quem faz obstrução é a oposição. A situação, no máximo faz “greve”. Todos os partidos deveriam ser obrigados a lançar candidatos a presidente. Ou não teriam direito ao generoso Fundo Partidário.

Opinião dos chamados especialistas, até mesmo os amestrados: “No Presidencialismo, quem toma a iniciativa e governa é o presidente, no Parlamentarismo é o Parlamento”. No Brasil confundem tudo, ninguém manda em nada.

Senador Tião Viana, PT, poderia ser de outro partido? “É preciso acabar com o Conselho de Ética do Senado para recuperar a moral da Casa”. Impressionante. A única forma de resgatar essa moral (?) é dar autenticidade à representatividade. Tião Viana representa o que ou quem?

Gaudencio Torquato, da profissão na moda, Cientista Político: “O Brasil é a terra da improvisação, da bagunça, do mais ou menos”. É possível, é possível. Culpados? Jornalistas, Cientistas Políticos, Sociólogos, Comentaristas, todos sem opinião, sem propostas e sem idéia do que deve ser feito.

Capa da Veja, repetindo o que venho dizendo há meses: “As prioridades de Lula, são: Lula, ele próprio e si mesmo”. Devia haver pagamento de royalties, mesmo porque o meu texto é muito mais limpo.

Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope: “Depois de 2006, o PT foi se desidratando programaticamente e encolhendo nos grandes centros”. Perfeito e irrevogável.

O mesmo Montenegro, numa entrevista a este repórter: “O Presidente não admite de maneira alguma o terceiro mandato”. O homem do Ibope confirma? Ou acredita numa “solução paralela” para Lula permanecer no Poder?

Até tu, Itaú

Informando com exclusividade sobre a operação desse banco com a Porto Seguro, disse que possivelmente sairia parte mínima de dinheiro, a base seria a transferência de ações.

Fui trabalhar a informação, conclusão: não houve nenhuma importância em dinheiro. Como disse que o proprietário (vá lá, o maior acionista) da porto Seguro não precisava de dinheiro, preferia ficar com tudo em ações do Itaú, valorizadíssimas.

(A propósito: chegaram muitas cartas, discordando, duvidando e até contestando que as ações do Itaú fossem tão valorizadas. Vou responder, os leitores têm o direito de contestar. E mostrarei, que as minhas fontes estavam certíssimas).

Diferença entre ex e aposentado

Mariano de Azambuja
“Sempre escrevi para a Tribuna da Imprensa, apenas para esclarecimento. Pela primeira vez estou discordando. Considero que sua divergência em relação às palavras ex e aposentado é exagerada. No meu entendimento é tudo igual”.

Comentário de Helio Fernandes
Não é não, Mariano. Ministros de Estado, são sempre EX. Exemplos: José Serra é EX ministro da Saúde e do Planejamento. Francisco Dornelles é EX Ministro da Fazenda, da Indústria e Comércio, do Trabalho. Desembargadores e Ministros dos Tribunais Superiores são APOSENTADOS.

Vou citar um personagem que é as duas coisas. EX Ministro da Justiça, APOSENTADO do Supremo Tribunal, sem competência ou  justificativa para tão elevadas funções, é o senhor Nelson Jobim.

Os jornalões e a televisão erram muito na classificação, confundindo o cidadão.

O governo discrimina quem comprou ações da Petrobras com FGTS

Foi excelente idéia, há anos. Muita gente usou esse recurso, ficou com um patrimônio que deve guardar para o futuro. Agora, nesse polêmico marco regulatório, ficou proibido adquirir ações da Petrobras com recursos do FGTS.

Prejuízos para o cidadão

Haverá aumento de capital na empresa, nada surpreendente. Acontece que os acionistas são obrigados a subscrever esse aumento de capital, ou seu número de ações será “aguado”. (Diminuído). Proibido de usar o FGTS, não terá como subscrever. Se o governo insistir, perderá na Justiça, o direito do cidadão é líquido e certo. (Exclusiva)

A importância de Marshall

Paulo Solon
“Então, o Partido Republicano, conhecido como GOP, contribuiu para a implantação da ditadura militar no Brasil.

Truman era do GOP? Seu grande Secretário de Estado, Marshall, não era favorável à criação do Estado hebreu. Chegou a ameaçar Truman de demissão… Marshall, como se sabe, não era apenas um político, mas também general de exército.

Consta que o atual mandatário dos EUA já se manifestou absolutamente contra o golpe militar ocorrido em Honduras, já havendo instruido sua Secretária de Estado nesse sentido.”

Comentário de Helio Fernandes
Com todos os teus títulos, Solon e morando nos EUA, você “trocou” as bolas. Truman foi presidente dos EUA de 1945 a 1952, a ditadura no Brasil começou em 1964, quase 20 anos depois.

Como militar, você sabe (ou devia saber) que não existe ditadura militar ou ditadura civil. Os militares são ajudados pelos civis e vice-versa. Marshall foi o homem mais importante dos EUA, na Segunda Guerra Mundial. Mas também nada a ver com a ditadura de 1964 no Brasil, já havia morrido.

Como Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, (o cargo mais importante), designou Eisenhower para comandar a Segunda Frente, ponto chave para a vitória. Surpresa geral, Eisenhower só foi nomeado por ser auxiliar de Marshall.

Marshall não foi positivo apenas na guerra. Logo depois do fim das hostilidades, criou o Plano Marshall, que leva seu nome como homenagem. Foi o primeiro a perceber que sem ajuda, todos os países da Europa seriam devorados pela União Soviética. Em 1946/47, chegou à Europa, o primeiro “cheque” ajuda: 13 BILHÕES DE DÓLARES, (Ainda não existia a ERA do Trilhão, a União Soviética começou a ser destroçada ali).

Para terminar, Solon, não existe a menor possibilidade de Zelaya voltar ao Poder e se livrar da denominação de GOLPISTA. Minha posição é correta e isenta: Nem Zelaya nem os generais, ELEIÇÕES. Cheguei a propor a posse do cardeal para comandar a eleição. Vocês que defendem a VOLTA DE ZELAYA, propõem o quê? É um prazer conversar com você e com todos os que acessam este site-blog, nosso lema, é: INFORMAÇÃO-OPINIÃO.

Congresso tem a chance de equilibrar o pré-sal

Pedro do Coutto

O presidente Lula anunciou o projeto que está enviando ao Congresso propondo uma legislação própria para o pré sal que, se iniciado hoje, exigiria normalmente dez anos para começar a produzir o petróleo no fundo do mar de netuno até 154 km de distância da costa brasileira.

As regras para o pré sal, lendo-se o que a imprensa publicou sobre p  tema, são diversas das que existem hoje para a prospecção e exploração do óleo, cuja decisiva influência na economia do mundo e no destino da própria humanidade está longe de se esgotar. No passado, mesmo por parte de um de seus inventores, no século 19, Alfred Diesel, considerou-se o limite do esgotamento no ano 2000.

Doce ilusão, mais um fracasso entre tantos outros que marcam as profecias. O petróleo, redescoberto no fundo dos oceanos, está aí com toda força e pujança. Seu efeito é decisivo, sua importância estratégica. A melhor matéria publicada, a meu ver, foi a de Marta Salomon, Folha de São Paulo edição de 1 de setembro. Ela comparou objetivamente os pontos básicos da legislação de hoje com os colocados pelo presidente da República para a de amanhã relativa ao pré sal.

Antes de mais nada, o pré sal não é uma palavra mágica. Não pode resolver todos os problemas do país. Por isso, é preciso, antes de mais nada, mergulhar nas contradições aparentes contidas no projeto do governo, visando eliminá-las.

À primeira vista, pelo fortalecimento retórico que atribui à Petrobrás, na opinião do economista Gilberto Paim, pode causar um retraimento nos investidores privados, o que se tornaria um problema grave, já que o mergulho no pré sal exige aportes vultosíssimos de capital e a Petrobrás sozinha não poderia realizá-los. Tanto não poderia que Lula optou por fornecer uma capitalização a empresa da ordem de 100 bilhões de reais.

A questão se estende –aí é que o Legislativo, interpretando forças e impulsos econômicos, pode atuar- ao plano de um sistema de partilha de produção dos novos campos, com o óleo extraído sendo dividido entre a União e as empresas vencedoras do leilão, entre as quais a Petrobrás pode se alinhar. Isso de um lado. De outro, vence o leilão inicial a empresa que oferecer à União maior parcela do produto obtido.

Está prevista a criação de uma nova super estatal, mas, ao mesmo tempo, a proposição diz que a Petrobrás será operadora única e exclusiva dos campos do pré sal. Os sócios (não se compreende bem o objetivo do texto) só entram com investimentos. Mas onde fica situado o objetivo do lucro? Sem tal perspectiva só9lida, os investimentos não aparecem. É natural. A visão social pode ser exclusividade do poder público, não do empresariado, principalmente das grandes multinacionais.

A nova estatal terá participação mínima garantida de 30%, podendo a Petrobrás ser contratada-pelo pré sal? – exclusivamente sem licitação. Confusa a linguagem colocada no anteprojeto. Pois se a Pré Sal, agora com letra maiúscula, vai gerir a riqueza prospectada, como a Petrobrás poderá ser a operadora única? Uma pergunta a ser respondida.

Outra pergunta: o texto oficial analisado comparativamente por Marta Salomon diz que toda a renda obtida com a venda do óleo nos campos submarinos do pré sal vai pertencer à União e será destinada a um fundo social e ambiental interno e também para outro fundo, este voltado a financiar investimentos do Brasil no exterior. Neste caso, investimentos públicos ou privados? Ou, ao mesmo tempo, privados e públicos?

Mas a principal dúvida não é esta. Se toda a renda vai para a União, para que leilões públicos com a participação particular? O texto remetido ao Congresso precisa ser traduzido e clarificado, eliminando-se as contradições que contem. Uma chance para os senadores e deputados emergirem da escuridão