Esquema do filho de Bolsonaro era igual à exploração dos médicos cubanos

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Ilustração reproduzida do Blog Por Simas

Jorge Béja

Se o que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apurou, documentalmente, e O Globo desta quarta-feira noticia, ou seja, que no mesmo dia que os funcionários do gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro recebiam do Estado do Rio (Alerj) seus salários, parte da remuneração de cada um deles era transferida/entregue ou depositada na conta de Fabrício Queiroz, o amigão de Jair Bolsonaro, a prática — que não se pode admitir espontânea, mas forçada — tem tudo a ver com a contratação dos médicos cubanos que o pai, Jair, repudiou e anunciou seu rompimento, o que forçou o governo de Cuba a chamar de volta os mais de 8 mil médicos cubanos que foram enviados ao Brasil.

As semelhanças: os funcionários do gabinete do filho-deputado Flávio Bolsonaro recebiam do Estado, através da Alerj, seus salários e entregavam parte do que recebiam do Estado a Queiroz, e ficavam com o pouco que restava. Já o governo cubano recebia do Brasil cerca de 11, 12 mil reais por cada médico, mas Cuba ficava com 8, 9 mil reais e o que sobrava era do médico.

SEMELHANÇA – Não é a mesma prática? Não foi por esta prática constrangedora e humilhante para o trabalhador (no caso de Cuba, os médicos e no caso do gabinete de Flávio, os servidores) que o pai, Jair Bolsonaro, bradou que o Brasil estava abastecendo Cuba de dinheiro e pagando uns trocados aos médicos que aqui vieram? Parece que sim.

Na versão bolsonariana, o Estado do Rio estava abastecendo Flávio com o dinheiro público e este pagando uns trocados aos funcionários e ficando com a maior parte, entregue a Queiroz, que pertencia a cada um, como se fossem assessores à la cubana!

“Precisa investigar para tudo se esclarecer”, diz Onyx sobre relatório do Coaf

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Onyx diz que Bolsonaro não teme a investigação do Coaf

Gustavo Uribe
Folha

O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, defendeu nesta terça-feira (dia 11) que sejam investigadas as suspeitas de irregularidades na movimentação financeira do policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Em evento na capital federal, ele ressaltou que o fato deve ser esclarecido e disse que o presidente eleito Jair Bolsonaro sempre se pautou pela verdade. Segundo ele, a equipe do novo governo tem tranquilidade sobre a honestidade do capitão reformado.

“Isso precisa ter uma investigação para que tudo se esclareça. O presidente eleito é um homem que sempre se pautou pela verdade. Não teme a verdade e a gente tem total tranquilidade sobre essa circunstância. A longa vida pública dele é um atestado maior. Então, precisa investigar para tudo se esclarecer”, disse.

PACIÊNCIA – O indicado para a Casa Civil também disse que não tratou sobre o tema com o presidente eleito, mas defendeu que é preciso ter paciência e aguardar o resultado da investigação antes de ser feito juízo de valor sobre as suspeitas em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

No evento, o futuro ministro da Casa Civil disse ainda que, nesta quarta-feira (12), se reunirá com mais quatro bancadas partidárias e que, em uma segunda fase, abrirá espaço também para partidos de oposição. Ele disse que errará quem apostar que o novo governo não conseguirá formar uma base aliada forte.

EX-ASSESSOR SUMIU – O policial militar, que está sumido, foi citado no documento como tendo apresentado uma movimentação financeira atípica de R$ 1,2 milhão em 2016. O alerta se deveu tanto ao volume como à forma com que as transações foram feitas. O documento, contudo, não é o suficiente para apontar algum ato ilegal.

O Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou uma investigação criminal sigilosa com base no relatório, que cita membros do gabinete de 21 deputados estaduais — entre eles Flávio Bolsonaro. Do total movimentado, R$ 324,8 mil se referem a saques e R$ 216,5 mil a depósitos em espécie — os demais valores são transferências identificadas, entre outras operações.

Assessores de deputados do PSC, PT e PSOL aparecem no relatório do Coaf

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O recordista é o gabinete de André Ceciliano, do PT

Italo Nogueira
Folha

O relatório do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) que apontou movimentação atípica do policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), mencionou auxiliares de outros 20 deputados da Assembleia fluminense. Fazem parte da lista assessores de parlamentares de diferentes matizes ideológicas, como Márcio Pacheco (PSC), futuro líder do governo na gestão Wilson Witzel (PSC) e o deputado Eliomar Coelho (PSOL).

Pacheco é pré-candidato à Presidência da Alerj. O atual presidente interino, André Ceciliano (PT), pré-candidato à reeleição ao cargo, também aparece no documento. Todos estão juntos na lista com o presidente afastado da Casa, Jorge Picciani (MDB), em prisão domiciliar e também alvo do relatório.

INVESTIGAÇÃO – A Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro instaurou um procedimento criminal há cerca de quatro meses para investigar as circunstâncias das movimentações dos funcionários de Alerj. A apuração também tem como alvo os deputados aos quais estão vinculados os servidores.

O relatório do Coaf foi produzido no âmbito da Operação Furna da Onça, que prendeu no mês passado dez deputados estaduais. Ele foi elaborado a pedido do Ministério Público Federal, que solicitou todas as comunicações de movimentações atípicas envolvendo pessoas nomeadas na Alerj.

A menção no relatório não significa a prática de algum ilícito. O volume da movimentação, por sua vez, não é medida para a suspeita que eventualmente recaia sobre os deputados. O deputado Marcos Abrahão (Avante), preso na Furna da Onça, teve uma movimentação atípica de só R$ 289 mil.

MOVIMENTAÇÕES – Apenas quatro dos dez deputados alvo da operação foram mencionados no relatório do Coaf. O gabinete que apresentou a maior movimentação entre eles foi o de Luiz Martins (PDT), com R$ 18,5 milhões, quarto da lista geral.

O gabinete com o maior volume de comunicações é o do petista Ceciliano. Foram mencionados quatro assessores com movimentação atípica de, somados, R$ 49,3 milhões. A maior parte se refere a entradas e saídas na conta de Elisângela Barbieri, que movimentou R$ 26,5 milhões em sua conta, segundo o Coaf.

O segundo da lista é o deputado Paulo Ramos (PDT), cujo gabinete registrou movimentações atípicas de R$ 30,3 milhões. Elas estão concentradas em nome de Luiz Felipe Conde, cuja conta recebeu e retirou R$ 18,6 milhões, segundo o Coaf.

Pacheco aparece em terceiro com uma movimentação atípica de R$ 25,3 milhões envolvendo assessores de seu gabinete, de acordo com o relatório do órgão financeiro. O volume está distribuído entre nove funcionários.

DIZEM ELES – O deputado André Ceciliano disse, em nota, que a funcionária que concentra as movimentações atípicas “pertence a uma família de empresários da cidade de Paracambi”, onde o petista foi prefeito por dois mandatos.

Paulo Ramos afirmou que o principal assessor citado pelo Coaf é advogado e tem como justificar as entradas e saídas de recursos de suas contas. Ele afirmou que boa parte dos valores se referem a causas judiciais ganhas.

Márcio Pacheco disse, em nota, que “recebeu com surpresa, através imprensa, a notícia sobre movimentações financeiras envolvendo colaboradores de seu gabinete”. E Eliomar Coelho disse, por meio de sua assessoria, que está “à disposição para qualquer esclarecimento, caso venhamos a ser oficialmente citados”.

Não pode haver sigilo, e o povo quer saber por que Adelio quis matar Bolsonaro

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Afinal, o que disse Adelio Bispo ao depor? Ninguém sabe…

Jorge Béja

É bastante suspeito esse sigilo imposto à investigação sobre a facada que Adélio Bispo de Oliveira deu no então candidato Jair Messias Bolsonaro, em Juiz de Fora. Que o inquérito foi aberto pela polícia ninguém duvida. O criminoso foi preso em flagrante. Mas o que aconteceu depois? Quantas pessoas foram ouvidas? O que disse o flagrado-indiciado? O que a polícia apurou? O delegado já elaborou o relatório final e enviou ao Ministério Público? Foi oferecida denúncia? Por qual ou quais crimes? A ação penal já foi instaurada? Já houve audiências? Quantas? E o que disseram as testemunhas e o que disse o réu ao juiz no seu interrogatório?

Todas essas informações e muitas outras são do interesse do povo brasileiro e não podem ficar em sigilo, em segredo de justiça.

AÇÃO PÚBLICA – A covardia contra Bolsonaro foi crime de ação pública incondicionada. A palavra “pública” já encerra seu significado, pois quer dizer que é do interesse de todos saber e conhecer tudo. É ação pública. Se não envolve pessoa menor de idade, nem diz respeito à questão de família (separação, divórcio, estado, filiação etc.), casos em que a imposição do segredo de justiça é obrigatório, por que esconder e não divulgar os atos processuais?

A lei maior do país, que é a Constituição Federal, determina que a restrição à publicidade dos atos processuais só cabe quando prejudicar a intimidade ou quando o interesse social exigir. A conferir:

“Artigo 5º, inciso LX: “A lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem

PROCESSOS PÚBLICOS – Portanto, fora dessas duas situações (comprometimento da defesa da intimidade ou a exigência do interesse social), os atos de um processo são públicos e devem ser do conhecimento de todos, mormente quando se está apurando um atentado contra a vida de um candidato a presidente da República, líder das pesquisas e que venceu a eleição.

Que intimidade este segredo de justiça visa proteger neste atentado que quase matou Bolsonaro? A intimidade do réu Adélio? E ele lá tem intimidade e moral para serem preservadas?

Quanto ao interesse social, como motivo para a decretação do sigilo, se dá justamente o contrário. É o interesse social que exige a publicidade de todos os atos do processo contra Adélio. Nada pode ficar escondido e coberto pelo manto do sigilo.

NADA A ESCONDER – O povo quer saber e tem todo o direito de conhecer os atos (diligências, depoimentos, argumentações da defesa e da acusação, estágio em que se encontra o processo, audiências…tudo, enfim) da investigação da facada que Adélio Bispo desferiu contra Bolsonaro. Nada, nada, pode ficar escondido do conhecimento público.

O sigilo que está ocorrendo é de tal ordem que o povo brasileiro nem sabe se já foi instaurada ação penal, e por qual ou quais crimes o réu foi denunciado! Nem sabe se foram ouvidas testemunhas e o que disseram! Nem sabe se foram feitas diligências e o que ficou apurado! O interesse público nada sabe, quando deveria tudo saber.

TUDO ESTRANHO – Parece até que o crime não ocorreu. Também parece que o atentado não foi contra um candidato à Presidência da República, que liderava as pesquisas eleitorais e que venceu a eleição, mas contra um morador de rua, sem vez, sem ninguém, sem voz e sem o direito de viver com dignidade, sem o direito de ser gente, como desgraçadamente acontece aos milhares neste país.

O sigilo é altamente comprometedor. E enquanto assim tramitar – se é que está tramitando –, o processo leva a chancela, o carimbo de “suspeito”, porque se desenvolve (se é que está em desenvolvimento)  às escondidas do povo brasileiro.. Que barbaridade!

Generais da “intervenção” erram ao criticar extinção da Secretaria de Segurança

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Braga Netto diz que extinção da pasta atrapalha o legado

Carlos Newton

Reportagem de Renan Rodrigues, em O Globo, revela que o general Richard Nunes, secretário de Segurança do Rio, e o general Braga Netto, interventor federal, criticaram o fim da pasta, proposta defendida pelo governador eleito Wilson Witzel. “Todo o planejamento que apresentei foi montado em cima dessa estrutura: Secretaria de Segurança, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros e Assuntos Penitenciários. Todo o legado foi planejado para esta estrutura. Essa é a minha preocupação com a transição”, questionou o general-interventor Braga Netto, indagando: “Como é que vai se adaptar o legado que vamos deixar, com a nova estrutura?”

Já o general-secretário Richard Nunes disse estar preocupado com a transição sem uma Secretaria para integrar as polícias, referindo-se ao fato de as polícias Civil e Militar passarem a ter status de Secretaria.

LEGADO? – Bem, são nove meses de uma intervenção militar que diz estar deixando um “legado” que a população do Rio de Janeiro não consegue perceber. A insegurança é a mesma, cada vez mais sufocante, as quadrilhas que dominam as comunidades, sejam milícias ou narcotraficantes, enfrentaram as Forças Armadas e continuam irremovíveis.

As tão festejadas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) foram um golpe de marketing do então governador e seu secretário José Mariano Beltrame, que liberaram informalmente o tráfico de drogas. Sem serventia, as UPPs estão sendo fechadas.

Na verdade, nada de novo nas comunidades, os soldados do tráfico continuam desfilando com seus fuzis automáticos de última geração, são eles que mandam em nossas “no go zones”, como dizem lá na Matriz, os EUA.

CRÍTICAS À PF – Além de criticar os oportunos projetos de Tolerância Zero que o futuro governador Wilson Witzel prepara-se para implantar, os generais da intervenção também manifestaram contrariedade com o acesso da Polícia Federal à investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco.

Francamente, essa decisão mostrou-se necessária porque a apuração do crime não avança e o miliciano Orlando de Curicica, um dos suspeitos, acusou a Polícia de não ter interesse no caso. A Polícia Federal é hoje uma das instituições mais respeitadas do país, só irá contribuir para elucidar o crime.

Os generais da intervenção demonstram má vontade em relação ao novo governo do Rio de Janeiro, quando deveriam estar colaborando para que a intervenção seja levantada e o Congresso volte a funcionar plenamente, aprovando emendas constituições como a proposta que limita o foro privilegiado. Como se sabe, enquanto houver intervenção, não há emendas constitucionais.

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P.S.
É preciso dar apoio incondicional à política de Tolerância Zero do novo governo. Antes de defender os “direitos humanos” dos criminosos, é preciso lembrar os direitos das vítimas. (C.N.)

“Aécio já prejudicou muito o PSDB”, afirma Jereissati, ex-presidente do partido

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Jereissati ainda tem esperanças de fortalecer o PSDB

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

Ex-presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati (CE) disse nesta terça-feira (11) que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) já “prejudicou muito” a imagem dos tucanos e que é preciso “dar um jeito nesse problema”, quando questionado sobre as novas denúncias que envolvem o mineiro em um esquema de pagamentos via Grupo J&F.

“Eu acho que o Aécio já prejudicou muito o partido. E, se isso for comprovado (mesada para Aécio), é um negócio muito sério. Se essa mesada for realmente verdadeira, é uma questão séria”, afirmou.

EXPULSÃO? – Em seguida, Tasso foi perguntado se o caso era relevante até para expulsão de Aécio Neves da legenda. “Não estou mais na direção do Partido, mas a gente tem que dar um jeito nesse problema. A imagem do partido não pode mais ficar ligada a isso para o resto da vida. Tem que dar um jeito”, complementou.

A Operação Ross, deflagrada na manhã desta terça-feira (11) pela Polícia Federal, aponta que o senador Aécio Neves liderou uma associação criminosa que tinha como finalidade comprar apoio político para sua campanha presidencial nas eleições de 2014. De acordo com a PF, o Grupo J&F, dos irmãos Batista, pagou propina, a pedido de Aécio, de R$ 109,3 milhões ao senador, seu partido e outras legendas, como PTB, DEM e Solidariedade.

ALTA PROPINA – A operação, um desdobramento da Operação Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017, investiga ao todo um suposto pagamento direto e indireto de propina de R$ 128 milhões da J&F ao senador Aécio Neves e seu grupo político entre os anos de 2014 e 2017. De acordo com a PF, parte do valor foi repassado ao senador em espécie e outra por meio de depósitos bancários e pagamento de serviços simulados.

São investigados os senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Antônio Anastasia (PSDB-MG), e os deputados federais Cristiane Brasil (PTB-RJ), Benito Gama (PTB-BA) e Paulinho da Força (SD-PR).

As investigações mostram que o senador Aécio Neves teria recebido R$ 109,3 milhões para a campanha presidencial da coligação apoiadora do PSDB. O valor teria sido solicitado por Aécio em encontro com o empresário no início de 2014.

COMPRA DE APOIO – A PF aponta que outra parte da propina teria sido entregue a pedido de Aécio por meio de doações oficiais que totalizaram R$ 64,6 milhões a diretórios e candidatos do PSDB.

Ao PTB, teriam sido destinado R$ 20 milhões, mediante intermediação de Cristiane Brasil, Benedito Gama e Luiz Rondon, tesoureiro do partido. Ao Solidariedade, as doações teriam sido de R$ 15 milhões, por intermédio de Paulinho da Força e Marcelo Lima Cavalcanti.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Todos os envolvidos negam, com veemência, qualquer participação no caso. Em breve, serão beatificados, enquanto seus eleitores parecem bestificados. (C.N.)

Depósitos na conta de Queiroz coincidem com dia de pagamento, diz O Globo

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Depósitos desmentem a  esperada “explicação plausível”

Deu em O Globo

A maior parte dos depósitos em espécie na conta de Fabrício de Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro, coincidem com as datas de pagamento na Assembleia Legislativa do Rio, segundo o Jornal Nacional. Nove funcionários do gabinete do filho do presidente eleito repassaram dinheiro para Queiroz.

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf ) apontou movimentação financeira atípica de R$ 1,2 milhão do ex-assessor, entre 2016 e 2017. Uma das transações listadas é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O presidente eleito afirmou tratar-se do pagamento de parte de uma dívida de R$ 40mil.

COINCIDÊNCIA? – O JN fez o cruzamento das datas dos depósitos feitos em dinheiro nas contas do ex-assessor com os dias de pagamento dos salários da Alerj entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. Em praticamente todos os meses, a maior parte do dinheiro entra na conta de Queiroz no mesmo dia ou poucos dias depois de os servidores receberem o salário.

Em março, abril, maio, junho, agosto e novembro houve depósitos no mesmo dia do pagamento. Em dezembro, um dia depois do recebimento do salário e no mesmo dia em que foi pago o 13º .

O JN também analisou as datas em que Fabrício sacou dinheiro. Nos meses de março, abril, maio, junho e novembro ele começa a tirar dinheiro da conta no mesmo dia em que são feitos os depósitos ou nos dias seguintes.

VÁRIAS AGÊNCIAS – Na maioria das vezes, o saque é de R$ 5 mil — limite diário por agência em seu banco. Quando queria valores maiores, Queiroz ia a várias agências. Em pelo menos dois dias, ele foi a três para sacar R$ 15 mil no total.

A assessoria de Flávio Bolsonaro declarou que ele não é investigado, que está à disposição para prestar os esclarecimentos às autoridades e que é o principal interessado em que tudo se esclareça o quanto antes.

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NOTA DA REDAÇÂO DO BLOGO jornalista Lauro Jardim, de O Globo, informa que o ex-assessor Fabrício Queiroz contratou um contador para analisar suas contas bancárias e, assim, poder explicar ao fisco e ao Coaf todos os depósitos e saques. Em tradução simultânea, pode-se dizer que se trata de nova missão impossível, sem Tom Cruise. O contador precisa se apressar, porque já foi marcado interrogatório de servidores do gabinete do deputado estadual Flávio Bolsonaro. O depoimento deles vai esclarecer muita coisa. Como o filho mais velho de Bolsonaro assume o mandato de senador em fevereiro, todos serão automaticamente demitidos. A dúvida é saber se serão admitidos no gabinete estadual do senador, também pagando “pedágio”. (C.N.)

 

 

Bolsonaro voltará a São Paulo nesta quinta-feira, para fazer novos exames

Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, em Brasília Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

Nova cirurgia somente será feita após a posse, em janeiro

Eduardo Bresciani
O Globo

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, irá a São Paulo na próxima quinta-feira para fazer exames no hospital Albert Einstein . A viagem não constava da agenda informada no início da semana e foi confirmada pela assessoria.

Bolsonaro ainda está com uma bolsa de colostomia, instalada em seu abdome após o atentado de que foi vítima em setembro, em Juiz de Fora (MG), durante um ato de campanha. Ele faria a retirada nesta quarta-feira, mas o procedimento foi adiado para janeiro. Na semana passada, Bolsonaro suspendeu a agenda na sexta-feira por recomendação médica.

MAIS SIMPLES – A nova cirurgia que Bolsonaro fará em janeiro será mais simples que as anteriores, com baixa possibilidade de complicações. A operação, adiada de dezembro para depois da posse, tem o objetivo de retirar a bolsa de colostomia que o presidente eleito mantém desde setembro, quando sofreu um ataque a faca, e reconstituir o trânsito intestinal.

Especialistas ouvidos pelo Globo dizem que, no pior cenário, há um risco, pouco comum, de que a sutura do intestino se rompa na recuperação, o que criaria a necessidade de novo procedimento e outra colostomia. Menos alarmantes, a formação de aderências no intestino e infecções no lugar do corte também são consideradas em quadros desse tipo.

PROCEDIMENTO – Bolsonaro terá que se submeter a nova cirurgia, que deverá ser marcada no ano que vem, para retirar a bolsa de colostomia. De início, é feito um corte no mesmo local da primeira cirurgia para abrir o abdômen; Os cirurgiões colocam de volta para dentro do abdômen a parte do intestino que estava conectada à bolsa coletora de fezes; as duas partes do intestino que estavam separadas são costuradas de volta e o abdômen é fechado.

Segundo médicos, esse tipo de cirurgia exige, no mínimo, duas semanas de recuperação

Na criatividade de Ribeiro Couto, a poesia que excluía os “poetas de gabinete”

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Site Poemas & Canções

O magistrado, diplomata, jornalista, romancista, contista e poeta paulista Rui Ribeiro de Almeida Couto (1898-1963), no poema “Discurso Afetuoso”, afirma que os poetas de gabinete não têm experiências da vida diária, pois eles apenas conhecem os textos literários.

DISCURSO AFETUOSO
Ribeiro Couto

Ó poetas de gabinete,
Que da vida sabeis apenas a lição dos livros,
Vossa poesia é um jogo de palavras.
Vossa poesia é toda feita de habilidades de estilo,
Sem a marca um pouco suja da experiência vivida.

Não sabeis de nenhuma espécie de sofrimento,
De nenhum dos aspectos sedutores do mal,
Não sabeis de nada que está realmente na vida.

Não vos inquieta o desejo de quebrar a monotonia,
A exasperada fadiga das coisas iguais,
A saborosa audácia do mau gosto.

Tudo em vós é correto, frio, sem surpresas.

Ah, tudo que sabeis é através dos livros.
Não sofreis a curiosidade viciosa das aventuras,
Nem a mágoa dos meses vividos à toa,
Nem o bocejo que a mulher tão desejada provocará um dia.
Não conheceis o remorso das devassidões
E a desvairada esperança que há num amanhecer depois
da noite perdida.

Para vós não existe a vida: existem os temas poéticos.

Bolsonaro sujou sua imagem, mas pode recuperá-la se iniciar um bom governo

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As explicações bancárias de Bolsonaro são patéticas

Carlos Newton

É infantil a tentativa de achar normal a existência de um subtenente da PM trabalhando de motorista para ganhar R$ 23 mil mensais e envolvido num complicado esquema de depósitos e saques em dinheiro vivo para a família Bolsonaro. É triste ver que a imagem supostamente limpa do presidente eleito não resistiu nem mesmo à fase de Transição. Vai assumir o poder sem “explicação plausível” que possa justificar a “movimentação financeira atípica” do subtenente Fabrício José Carlos de Queiroz, que inclui o já famoso cheque de 24 mil reais à futura primeira-dama.

Essa “movimentação financeira atípica” colocou em saia justa não somente os militares que apoiaram entusiasticamente a candidatura de Bolsonaro, mas também no ex-juiz Sérgio Moro, que abandonou a carreira na expectativa de ter mais autonomia para combater a corrupção e a criminalidade que infestam o país, e de repente descobriu que os políticos são tudo farinha do mesmo saco.

SINCERAMENTE – Nenhum pessoa de razoável nível cultural pode aceitar as justificativas mal alinhavadas de Flávio e Jair Bolsonaro. É difícil acreditar que um subtenente que ganha 23 mil mensais, mesmo tendo a mulher e as duas filhas bem empregadas nos gabinetes da família, continue a viver em dificuldades e tenha necessitado recorrer várias vezes a empréstimos de Bolsonaro pai, segundo afirmou o próprio presidente eleito, como se a prática de emprestar dinheiro a Queiroz fosse algo rotineiro.

Ninguém acredita nisso, é claro, até o general-vice Hamilton Aragão diz que o subtenente tem de se explicar imediatamente, mas cadê ele? Está tão sumido quanto o economista Paulo Guedes, que continua sendo aguardado pela força-tarefa da Lava Jato para explicar seus investimentos temerários na empresa argentina que comprou para organizar suas palestras sobre economia.

HÁ MALES QUE… – Nada acontecerá à posse de Jair Bolsonaro, que vai assumir normalmente dia 1º e tocar o barco. Seu problema é a desmoralização, a quebra daquela crista de moralidade dos falsos heróis com pés de barro. Lembrem-se de que a então presidente Dilma Rousseff também tentou posar de “Soninha Toda Pura”, chegou a manter os direitos políticos, mas agora se sabe que ela também está toda emporcalhada, assim como tantos outros políticos de praticamente todos os partidos, sejamos francos. E Jair Bolsonaro também não é exceção, como Antonio Santos Aquino cansou de escrever aqui na TI.

Vida que segue, diria o amigo João Saldanha, sabedor de que há males que vêm para o bem. Realmente, a lição que o clã Bolsonaro está sendo obrigado a apreender pode ter duplo resultado: 1)  Depois desse imbroglio presidencial, é provável que parlamentares federais, estaduais e municipais enfim parem de aplicar o golpe do assessor que “paga meia”, ou seja, recebe meio salário e repassa a outra metade para o político “aplicar depois na campanha de reeleição”, conforme a justificativa utilizada. 2) E o segundo resultado seria a fanília Bolsonaro se purificar no exercício do poder, passando a lutar pelo interesse nacional, com apoio das Forças Armadas e do juiz Sérgio Moro, que vale por meio governo.

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P.S. –  Esperamos que Jair Bolsonaro tenha aprendido a lição. Depois passar pela experiência da quase morte, certamente pode ter percebido que o velho ditado está correto e dinheiro não traz mesmo felicidade. Assim, pode ser que se recupere moralmente e até transmita ensinamentos aos filhos mais velhos, que até agora não tiveram a educação adequada e se comportam como os Três Patetas que acertaram na loteria da Política. (C.N.)

Aloysio Nunes contesta futuro chanceler sobre pacto da ONU para migração

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Aloysio está preocupado com as mudanças na diplomacia

Flávia Foreque
TV Globo — Brasília

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, afirmou nesta terça-feira (dia 11), em entrevista à TV Globo, que “não é bom” para o Brasil deixar o pacto mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a migração. Para ele o pacto é importante para a troca de informações entre países e combate ao tráfico de pessoas.

Nesta segunda-feira (10), o futuro chanceler, Ernesto Araújo, informou em publicação no Twitter que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) se “desassociará” do pacto.

RETROCESSO – Aloysio Nunes lembrou que o Brasil exerce “liderança positiva” no tema imigração, bem como em discussões sobre clima e direitos humanos, e que ele acha uma “pena se houver retrocesso em cada um desses temas”. O chanceler conversou com a reportagem da TV Globo por telefone. Ele está em viagem ao Marrocos onde o pacto foi assinado, nesta segunda-feira (10).

Eu acho que não é bom. O Brasil tem tudo para exercer uma liderança positiva nessa matéria [imigração] – pela nossa história, pela nossa legislação, pela relevância do Brasil na política externa. E o Brasil tem se distinguido por uma dedicação a temas que tem nos credenciado, que fazem parte do nosso perfil diplomático que valorizam o Brasil, como imigração, direitos humanos, clima, são questões que têm credenciado o Brasil no contexto internacional. Eu acho uma pena se houver retrocesso em cada um desses temas”, afirmou o ministro.

O pacto, que pretende reforçar a cooperação internacional para uma “migração segura, ordenada e regular”, ainda deve passar por uma última votação de ratificação em 19 de dezembro na Assembleia Geral da ONU.

SOBERANIA – O ministro reforçou que o pacto assinado por cerca de 160 países, inclusive o Brasil, não se sobrepõe à soberania de cada país. “Nada existe neste pacto que possa se sobrepor à soberania dos países. Cada país tem a sua política migratória no exercício da sua soberania própria”, afirmou o chanceler.

Ele reforçou que o pacto é uma “cooperação voluntária”, mas muito importante porque envolve troca de informações entre países que ajuda a desmantelar redes criminosas de tráficos de seres humanos.

“Ele [o pacto] não cria uma obrigação ao países. Isso é preciso entender. Ele não é vinculante, não é um tratado, não é uma convenção que cria obrigações jurídicas. É um chamamento à cooperação voluntária”, argumentou o ministro.

COOPERAÇÃO – “O que este pacto faz é criar um marco de referência, para cooperação entre os países, para tratar deste tema: a troca de experiências e melhores práticas, cooperação de informações, cooperação não desmantelamento de redes criminosas de tráfico de seres humanos. O pacto prevê também medidas de acolhimento humanitário para os imigrantes, documentação, não criminalização, acesso a serviços públicos”, explicou.

De acordo com Aloysio Nunes, o Brasil participou ativamente da elaboração do pacto nos últimos dois anos. Para o ministro, a imigração é um tema da “maior relevância” e que está na agenda de todos os países, inclusive do Brasil.

“É um tema da maior relevância. O tema da imigração está na ordem do dia, da agenda de todos os países, inclusive do Brasil. Porque o Brasil é um país que recebe imigrantes – nós temos cerca de um milhão de imigrantes hoje morando aqui definitivamente ou provisoriamente – e temos três milhões de brasileiros vivendo como imigrantes fora do Brasil. Este é um problema mundial”, disse.

SAÍDA DO PACTO – O ministro criticou o fato de o futuro chanceler ter se manifestado antes de assumir de fato o cargo. “Poderia ter perfeitamente esperado. Mas não costumo me orientar por tweets”, disse.

Para Aloysio Nunes, “o governo Bolsonaro tem toda a legimitidade para imprimir o seu rumo na política externa brasileira”, mas a partir de 1º de janeiro e obedecendo a legislação em vigor.

“A próxima gestão fará o que o presidente considerar que deva fazer, sempre obedecendo a legislação. Enquanto a lei brasileira de imigração estiver em vigor, ela terá que ser obedecida”, afirmou o chanceler.

APOIO AOS EUA – Na avaliação de Aloysio Nunes, uma possível saída do Brasil do pacto de migração pode ser mal vista por alguns países. “Há quem goste. Os Estados Unidos, o atual governo norte-americano, tem uma posição nitidamente anti-imigração. Agora, para outros países a nossa posição não será, provavelmente, bem vista”, disse.

Os Estados Unidos se retiraram da elaboração do texto em dezembro de 2017 por considerá-lo contrário à política migratória do presidente americano, Donald Trump.

Até agora, 9 países se retiraram do processo, após a aprovação em 13 de julho, em Nova Iorque: Áustria, Austrália, Chile, Eslováquia, Hungria, Letônia, Polônia, República Dominicana e República Tcheca.

Alvos da PF receberam R$ 130 milhões e Aécio prometia favorecimentos

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Charge do Iotti (Zero Hora)

Renato Souza
Correio Braziliense

O Ministério Público Federal (MPF) afirma que os parlamentares investigados pela Operação Ross, deflagrada nesta terça-feira (dia 11), pela Polícia Federal, receberam R$ 130 milhões em propina, repassados pela J&F. Policiais cumpriram desde cedo, mandados de busca e apreensão na casa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e dos deputados Paulinho da Força (SD-SP), Cristiane Brasil (PTB-RJ) e Benito Gama (PTB-BA). Os senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Antonio Anastasia (PSDB-MG) também são investigados, mas não são alvos de buscas.

Informações obtidas pela reportagem indicam que Aécio teria solicitado propina em pelo menos quatro ocasiões. De acordo com o MPF, em contrapartida aos repasses ilegais, ele oferecia vantagens em um eventual governo, já que na época concorria à Presidência.

FAVORECIMENTOS – “Em troca dos recursos financeiros, o senador teria prometido favorecimentos em um eventual governo presidencial (2015 a 2018) além de influência junto ao governo estadual de Minas Gerais, neste caso, com o objetivo de viabilizar a restituição de créditos tributários”, diz um trecho da nota do órgão.

A operação se baseia em informações prestadas por delatores da empresa de carnes. Ao todo, 200 policiais federais cumprem 24 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) e realizam 48 intimações para oitivas. As ações estão sendo realizadas no Distrito Federal e nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Tocantins, e Amapá.

DIZ A DEFESA – Em nota, o advogado Alberto Zacharias Toron, que defende Aécio, disse que o parlamentar está à disposição da Justiça e negou o recebimento de recursos de origem ilícita.

“O senador Aécio Neves sempre esteve à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários que mostrarão a absoluta correção de todos os seus atos. É preciso que se esclareça que os recursos referidos pelos delatores da JBS agora como propina são as contribuições eleitorais feitas à campanha do PSDB em 2014 e devidamente registradas na Justiça Eleitoral”, prossegue a nota.

Arquivamento do projeto “Escola sem Partido serve de lição para Bolsonaro

Imagem relacionadaMarcelo de Moraes
Estadão

O arquivamento do projeto do Escola sem Partido, nesta terça-feira, foi uma derrota importante para a bancada conservadora do Congresso, mas serve, principalmente, como uma lição de prática política para o futuro governo de Jair Bolsonaro: o recado é que, no Congresso, não existe votação fácil ou difícil. Existe articulação bem feita ou mal feita.

Foi justamente o que faltou hoje para os defensores do Escola sem Partido conseguirem avançar na proposta. E é exatamente este o ponto mais nebuloso do governo de Bolsonaro: quem fará e como será sua negociação política com o Congresso.

JOGOU A TOALHA – No Escola sem Partido, o presidente da Comissão Especial, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), desistiu de votar o projeto, depois de tentar por oito sessões. Não faltavam votos. Faltou foi articulação.

Marcos Rogério lembrou que a oposição amanhecia dentro da Comissão para barrar o texto. Já os apoiadores pareciam ter sempre coisa mais importante para fazer. Se não houver organização no governo Bolsonaro, episódios como esse podem se tornar frequentes.

Comissão aprova foro privilegiado só para os presidentes dos Três Poderes

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Charge do Oliveira (Humor Político)

Fernanda Vivas
TV Globo Brasília

A comissão especial criada na Câmara para analisar o foro privilegiado aprovou nesta terça-feira (dia 11) parecer do deputado Efraim Filho (DEM-PB) que restringe o benefício para autoridades. O texto prevê a manutenção do foro privilegiado apenas para os chefes dos Três Poderes (presidente e vice da República, e presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal).

Se a PEC for promulgada, as autoridades que possuem foro privilegiado atualmente passarão a ser processadas e julgadas na primeira instância, como qualquer outro cidadão, caso cometam crimes comuns.

TEXTO MANTIDO – A proposta aprovada pela comissão especial da Câmara manteve integralmente a versão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) aprovada pelo Senado em maio do ano passado, de autoria do senador Alvaro Dias (Podemos-PR).

A Comissão da Câmara analisou o texto nesta terça-feira em uma reunião rápida, que ocorreu nos intervalos de votações do plenário principal da Casa.

Se o texto não fosse votado até o fim do ano legislativo, em 22 de dezembro, a comissão especial teria de ser encerrada, e um novo colegiado teria de ser criado para analisar a PEC, o que atrasaria a tramitação da proposta. Com a aprovação na comissão, o texto segue agora para o plenário da Câmara.

SÓ EM 2019 – Os deputados, entretanto, devem analisar a PEC do foro privilegiado somente no ano que vem, já que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro e de Roraima impede a apreciação, no plenário da Casa, de textos que alterem a Constituição.

O foro privilegiado – ou foro especial por prerrogativa de função – está previsto na Constituição. Esse dispositivo garante a autoridades, como o presidente da República, senadores, deputados federais e ministros, direito de serem investigados e julgados apenas na esfera do STF.

No caso dos governadores, o foro é o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Prefeitos, por sua vez, são julgados por tribunais de Justiça. Em maio deste ano, os ministros do STF decidiram limitar o foro privilegiado de deputados e senadores aos processos sobre crimes ocorridos durante o mandato ou relacionados ao exercício do cargo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O foro especial é uma excrescência inadmissível. Não deveria valer para nenhuma autoridade. Na nossa Matriz, os EUA, funciona assim; aqui na Sucursal resolveram privilegiar os três Patetas, digo, presidentes dos três Poderes. De qualquer forma, já é um avanço. (C.N.)

Atirador suicida da catedral é analista de sistemas sem antecedentes criminais

Reprodução da carteira de habilitação do atirador que matou quatro pessoas na Catedral de Campinas Foto: Reprodução

A identidade do matador foi levantada pela habilitação

Tiago Aguiar e Thiago Herdy
O Globo

A polícia informou nesta terça-feira que, aparentemente, não há qualquer relação de parentesco ou de amizade entre o atirador Euler Fernando Grandolpho, 49 anos, e as pessoas que estavam na Catedral Metropolitana de Campinas quando ele abriu fogo e matou quatro. Uma das mochilas recolhidas no local do atentado seria do atirador, e nela constava uma carteira de habilitação registrada em Valinhos (SP). Ainda não se sabe a motivação do crime.

Ainda segundo a polícia, ele trabalhava como analista de sistema. Grandolpho não tem antecedentes criminais, segundo o delegado responsável pelo caso, José Henrique Ventura.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGNão há envolvimento pessoal com a Igreja nem com as vítimas. Tudo indica problema mental. (C.N.)

Bolsonaro não pode ser Catão com os outros, sem ser Catão consigo mesmo…

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Bolsonaro é rigoroso com a falha alheia, mas na família…

Merval Pereira
O Globo

O presidente eleito, e agora diplomado, Jair Bolsonaro chega ao momento da posse devendo uma explicação plausível sobre o caso de Fabricio Queiroz, seu amigo pessoal há 40 anos, como afirmou, e motorista de seu filho, senador eleito Flavio Bolsonaro, que teve um movimento financeiro detectado pelo Coaf ( Conselho de Controle de Atividades Financeiras) de R$ 1,2 milhão tendo um salário de R$ 8,5 mil por mês.

A explicação do presidente para vários depósitos, num total de R$ 24 mil, para a futura primeira-dama Michelle, é plausível: tratar-se-ia de pagamento de um empréstimo, que não foi declarado no Imposto de Renda. Até aí, nada grave.

COISAS NORMAIS – É normal ajudar funcionários em dificuldade, e receber pagamentos parcelados, tudo de maneira informal. Não declarar no IR pode ser uma falha, nunca um crime. A coisa começa a pegar quando o presidente, e seu futuro ministro da Justiça Sérgio Moro, consideram que, com a explicação, o caso sai de suas alçadas e vai para a do próprio Fabricio.

Nem mesmo do filho Flavio é cobrada qualquer explicação para a movimentação de dinheiro de seus funcionários na Assembléia Legislativa, onde atuava como deputado estadual.

É claro que, mesmo que tenha dado uma explicação para o caso de sua mulher, o comportamento dos filhos alcança o presidente, assim como as acusações contra Lulinha alcançam Lula, mesmo que as quantias conhecidas sejam consideravelmente menores.

“PEDÁGIO” – À boca pequena sabe-se, sem que tenha sido investigado e comprovado ainda, que parlamentares de maneira geral, com raras exceções, e em todos os níveis de representação, costumam, e não é de hoje, cobrar um pedagio de seus funcionários.

Como os salários nesses casos são muito acima do mercado de trabalho – outra disfunção do Legislativo – os funcionários não se incomodam de dar uma parcela para quem os contrata. Mas é um procedimento completamente ilegal, como é ilegal a utilização de Caixa 2 para financiamento de campanhas eleitorais, mas todo mundo fazia, ou faz, como está revelando a Operação Lava-Jato. Inclusive o deputado Onix Lorenzoni, futuro Chefe do Gabinete Civil, que admitiu o uso de Caixa 2.

“LARANJA” – Nesse caso, a suspeita é que o motorista Fabricio servia de “laranja” para a família Bolsonaro, recebendo em sua conta a percentagem de cada um dos funcionários de Flávio. Este deveria ser um caso simples de ser desmentido.

Mas como até agora, passados vários dias da denúncia, o motorista não apareceu para dar uma explicação crível para tamanha movimentação financeira – R$ 600 mil recebidos e saídos de sua conta -, fica cada vez mais difícil acreditar que nada de errado tenha acontecido.

É preciso definir se aconteceu o esquema, e, em caso positivo, por quantos anos a família Bolsonaro se utilizou dele, que até agora não foi desmentido por provas consistentes.  Além do próprio Jair Bolsonaro, deputado federal por 27 anos, que empregava até mesmo uma funcionária que vendia açaí em Búzios, há Flavio, hoje senador eleito que era deputado estadual, o deputado federal Eduardo, anteriormente deputado estadual, e o vereador Carlos.

MORO ERROU – O futuro ministro da Justiça Sérgio Moro, que terá a seu pedido, para melhor combater a corrupção, o Coaf como órgão subordinado, não deveria dizer que, para ele, a explicação do presidente eleito está dada. Não é razoável exigir que fizesse uma crítica ao presidente ou à sua família, mas não deveria banalizar o assunto

Se tratar assim todos os indícios de lavagem de dinheiro que aparecerem na sua frente, terá mudado de atitude diante dessas irregularidades. Logo ele, um juiz rigoroso com os mínimos indícios, e que tem demonstrado que eles, quase sempre, levam a descobertas de esquemas de corrupção graves.

Bolsonaro se elegeu, entre outras coisas, por apresentar-se como um combatente contra a corrupção. O convite a Moro para integrar seu ministério teve o sentido de reafirmar simbolicamente essa luta, e por isso foi aprovado pela opinião pública. Não se pode ser Catão com os outros sem ser Catão consigo mesmo.

Sérgio Moro está tranquilo e segue em frente sua obra de combate à corrupção

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Moro está tranquilo e totalmente dedicado à transição

José Carlos Werneck

A imprensa tem divulgado reportagens, notas e artigos aventando a possibilidade de o ex-juiz Sérgio Moro pedir exoneração, devido às notícias sobre a movimentação financeira atípica do ex-assessor do deputado Flávio Bolsonaro, na Assembleia do Rio de Janeiro. Aqui em Brasília, onde está funcionando o Gabinete de Transição, no Centro Cultural Banco do Brasil, essas informações vêm sendo desmentidas com veemência.

O futuro ministro da Justiça tem adiantado bastante os trabalhos de formação da equipe e da transição, e pessoas ligadas a ele afirmam que não está nem um pouco arrependido de ter pedido exoneração de seu cargo de juiz.

DEVER CUMPRIDO –  Seus interlocutores afirmam que Sérgio Moro tem a consciência de que cumpriu de maneira exemplar suas funções quando exerceu dignamente a magistratura, e sua preocupação agora é preparar as medidas provisórias e os projetos de leis e emendas constitucionais que formarão o pacote a ser apresentado no início da gestão.

Antes de aceitar o convite para integrar o governo de Jair Bolsonaro, o então juiz Moro pensou muito e pesou os prós e os contras da difícil missão que terá pela frente.

Moro e sua família não estão nem um pouco apreensivos quanto a quaisquer investigações, envolvendo quem quer que seja, pois jamais tinham se ligado a nenhum grupo político e estão conscientes das grandes dificuldades que terão pela frente.

INVESTIGAÇÕES – Desde o início da Lava Jato, Moro e a força-tarefa deixaram bem claro que não há exceções nem cidadãos acima de qualquer suspeita, como ficou demonstrado na operação desfechada nesta terça-feira, que teve como alvo os senadores Aécio Neves, Antônio Anastasia e José Agripino, assim como os deputados Cristiane Brasil, Paulinho da Força e Benito Gama.

Todos aqueles que o conhecem afirmam que Moro está no auge de sua vida pública e cada vez mais disposto a enfrentar políticos poderosos. Quanto a investigar a família do presidente Bolsonaro, os brasileiros podem ter a certeza de que, se for o caso, o futuro ministro vai manter total isenção e tranquilidade, como indica o seu passado impecável de magistrado. Aliás, o próprio Moro já deu declarações neste sentido.

FUTURO BRILHANTE – O ex-juiz Moro é uma pessoa tranquila e equilibrada, que pediu exoneração por saber que não há riscos para seu futuro profissional. Pode voltar à magistratura com facilidade, seja fazendo concurso ou sendo indicado para integrar alguma tribunal na cota do chamado quinto constitucional,

Além disso, qualquer grande Escritório de Advocacia estará disposto a contratar o Dr. Sérgio Moro, só para que o nome dele conste da equipe de advogados. Aí, em termos salariais, o céu seria o limite. O ex-juiz ganharia muitíssimo mais do que exercendo a magistratura.

PF prende Pastor Manuel Marcos e Dra Juliana, deputados eleitos no Acre

Manuel Marcos e Juliana são acusados de vários crimes

Julia Affonso
Estadão

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira, dia 11, dois deputados eleitos em outubro no âmbito da Operação Santinhos. A investigação mira desvios de recursos públicos do fundo partidário e do fundo especial de financiamentos de campanha, além de outros crimes eleitorais e lavagem de capitais.

Foram capturados o deputado federal eleito Pastor Manuel Marcos – atual presidente da Câmara de Rio Branco – e a estadual eleita Doutora Juliana. Ambos são do PRB do Acre.

EM VÁRIOS ESTADOS – Em nota, a PF informou que mais de 100 policiais federais de vários estados auxiliaram no cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão em residências e gabinetes de investigados, em órgãos públicos, na Câmara de vereadores e na Assembleia Legislativa do Acre. Também foram cumpridos 8 mandados de prisão expedidos pela Justiça Eleitoral do Acre.

O pastor recebeu 7.489 votos ou 1,76%. Já Doutora Juliana levou 5.990 votos ou 1,41%. A reportagem fez contato com a presidência da Câmara de Vereadores de Rio Branco. O espaço está aberto para manifestação.

A reportagem tentou contato com o gabinete da deputada por meio da Assembleia Legislativa. O espaço está aberto para manifestação.

 

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro já vinha sendo investigado pelo MP estadual

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A sombra da dúvida já se projeta sobre Jair Bolsonaro

Constança Rezende e Fábio Serapião
Estadão

O Ministério Público do Estado do Rio investiga movimentações atípicas em contas bancárias de assessores de 22 deputados estaduais do Estado, detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Um dos parlamentares cujos auxiliares estão sob investigação é o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente eleito Jair Bolsonaro. Um ex-assessor dele, Fabrício José Carlos de Queiroz, de acordo com relatório produzido pelo Coaf na Operação Furna da Onça, movimentou, de 1 de janeiro de 2016 a 31 de janeiro de 2017, R$ 1,2 milhão.

O Ministério Público Federal também teve acesso ao relatório do Coaf há cerca de seis meses, mas não encontrou indícios de envolvimento dos deputados citados no relatório com o esquema desmantelado por sua investigação em conjunto com a Polícia Federal. A investigação aborda crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, loteamento de cargos públicos e de mão de obra terceirizada, principalmente no Detran-RJ. Por não ter competência legal para investigar deputados estaduais por crimes não federais, essa parte ficou com o MP do RJ.

EXONERAÇÃO – O assessor Queiroz, que atuava como segurança e motorista, foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro em 15 de outubro deste ano. Ele é também policial militar. O Coaf detectou que da sua conta saíram recursos depositados em nome da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

O relatório também cita que foram detectadas na conta transações envolvendo dinheiro em espécie, embora Queiroz exercesse atividade cuja “característica é a utilização de outros instrumentos de transferência de recurso”. Também foram achados depósitos de outros oito assessores de Flávio na conta de Queiroz.

R$ 23 MIL – O nome do ex-assessor consta da folha de pagamento da Alerj de setembro com salário de R$ 8.517. Ele era lotado com cargo em comissão de Assessor Parlamentar III, símbolo CCDAL- 3, no gabinete de Flávio Bolsonaro. Conforme o relatório do Coaf, ele ainda acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar. Ele é subtenente da corporação e passou para a reserva.

O Coaf informou que foi comunicado das movimentações de Queiroz pelo banco. A instituição considerou que são “incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira” do ex-assessor parlamentar.

DIZ FLÁVIO – O deputado Flávio Bolsonaro afirmou ter ouvido de Fabrício de Queiroz uma “explicação plausível” para a movimentação atípica, mas se recusou a revela-la.

Já o presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou ter feito um empréstimo de R$ 40 mil a Queiroz, que teria feito o pagamento parcial na conta da primeira-dama Michelle. Ele e o ex-assessor teriam se conhecido em 1984, em um curso no Exército. Anos depois, o hoje presidente eleito o indicou para ser assessor de Flavio.

O ex-assessor Queiroz não comenta o caso.