Bolsonaro precisa demitir o presidente da Petrobras, que não gosta de receber ordens

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Castello Branco pensa (?) que manda na Petrobras, mas está enganado

Carlos Newton

É um situação delicada, porque causa apreensão e mexe com a Bolsa de Valores, mas o presidente Jair Bolsonaro precisa tomar uma decisão enérgica na reunião com ministros e dirigentes da Petrobras, para discutir a política de preços dos combustíveis. O encontro está marcado para a próxima terça-feira (dia 16), com a participação do presidente da estatal, Roberto Castello Branco, e dos ministros Tarcísio Freitas (Infraestrutura) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

O fato concreto é que o dirigente da Petrobras quase causou uma crise gravíssima; a greve dos caminhoneiros só não foi deflagrada devido à pronta intervenção do presidente Bolsonaro, que foi alertado pelo ministro Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

ESTRANHO NO NINHO – Roberto Castello Branco é um executivo prepotente e insensível, colocado na presidência da Petrobras por escolha direta do ministro Paulo Guedes, chefe da equipe econômica. Comporta-se como um estranho ninho, dá insistentes declarações à imprensa defendendo a privatização de todas as estatais brasileiras, sem se preocupar se a orientação do governo é realmente nesse sentido.

Julga-se independente e está pouco ligando para sua subordinação ao ministro de Minas e Energia, almirante Bento Albuquerque, e ao presidente Bolsonaro. Embora nas últimas semanas os jornais venham divulgando os preparativos dos caminhoneiros para mais uma greve, que pode parar novamente o país, o presidente da Petrobras decidiu aumentar o preço do óleo diesel, e o chefe do governo teve de intervir pessoalmente.

NOTA OFICIAL – Sobre o problema, a nota oficial do presidente da Petrobras é um primor de desfaçatez, ao reafirmar que o preço do diesel será mesmo majorado.

“Recebi ontem (quinta-feira, 11), no fim do dia, uma ligação telefônica do presidente Bolsonaro me alertando sobre os riscos do aumento do preço do diesel divulgado pela Petrobrás. Considerei legítima a preocupação do presidente. A Petrobrás decidiu, então, suspender, por alguns poucos dias, o reajuste do preço do diesel com base em cálculos técnicos e na posição de instrumentos de hedge para sua proteção contra prejuízos. Reitero que a Petrobrás é uma empresa completamente autônoma para a tomada de decisões, coerente com seus fins institucionais e que sempre buscará a defesa do interesse dos seus acionistas e do Brasil.”

Empresa completamente autônoma? Esse sujeito é um idiota, Nenhuma estatal em que o governo seja majoritário é completamente autônoma. Nem aqui na filial Brazil nem na matriz USA. É uma ilusão delirante, ele devia procurar tratamento.

ENQUADRAR – Quer dizer que o presidente da República manda sustar um aumento e o executivo faz questão de anunciar que é só “por alguns dias”, como se a decisão final não fosse do chefe do governo?

Diante dessa flagrante rebeldia, só resta uma posição para o presidente Bolsonaro, na reunião desta terça-feira. Tem de enquadrar esse tal Castello Branco, que não é parente do marechal-presidente, mostrar-lhe que no governo existe hierarquia e membros do segundo escalão não podem se comportar como se fossem ocupantes do Palácio do Planalto.

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P.S. Na verdade, a solução mais adequada seria demitir imediatamente esse trapalhão e nomear para o lugar dele um brasileiro que realmente ame este país.

P.S 2 – Não poderia deixar de abordar a dolorosa reportagem de Nonato Viegas, na Veja, sobre o abandono da família da primeira-dama Michele Bolsonaro. Isso significa que caridade, bondade e solidariedade nada significam o casal locatário do Palácio Alvorada. Ora, Bolsonaro ganha mais de R$ 60 mil por mês, como presidente, aposentado da Câmara e capitão reformado. Se tivesse um mínimo de discernimento e caráter, alugaria uma casa para a sogra por R$ 4 mil, gastaria mais R$ 4 mil com alimentação e gastos diversos, a família inteira de Michele estaria assistida e o país jamais constataria que Bolsonaro realmente não é mito coisa alguma. Pelo contrário,  se comporta com uma insensibilidade e um egoísmo que depõem contra ele.  (C.N.)

É preciso buscar soluções criativas para reduzir o caos diário nas grandes cidades

Vanderson Tavares

Praticamente todos os dias, as pessoas se deparam com o caos da vida cotidiana. Um dos grandes fatores desse estresse é provocado pelo trânsito, pelo tempo gasto entre a casa e o trabalho ou estudo. As mais recentes pesquisas indicam que os cariocas gastam, em média, uma hora e 48 minutos em deslocamentos diários. Para os paulistanos, o sofrimento é apenas um pouco menor: uma hora e 36 minutos em média. Com isso, perde-se tempo de convívio com a família e com os amigos.

Às vezes me pego pensando. Será que não poderia haver alternâncias de horários para podermos viver uma vida menos caótica?

MESMO HORÁRIO – Nas grandes cidades, vivemos praticamente um horário só, no qual os estudantes, trabalhadores privados e servidores se digladiam nos transportes dos grandes centros urbanos, todos querendo chegar em seus destinos, mas saindo praticamente no mesmo horário.

As alternativas de transporte público que nos oferecem já estão mais do que sobrecarregados nos momentos do rush, seja em ônibus, metrô, trem, barcas e outros meios destinados a levar grande quantidade de pessoas.

O fato é que as pessoas precisam acordar bem cedo para poder chegar ao seu destino sem maiores atrasos, e está cada vez mais difícil cumprir os compromissos. Em consequência, agravam-se distúrbios de saúde na classe trabalhadora.

VALE A PENA? – Será que viver nesse caos vale de fato a pena? Óbvio que temos que trabalhar, pois o dinheiro não cairá do céu para pagar nossas contas, mas por que não se pensar em alternância de horários, para que a vida se torne mais fácil e se reduza o caos em que se transformaram nossas vidas??

A única iniciativa nesse sentido foi tomada já há muitos anos, quando os bancos passaram a funcionar das 10 às 16 horas, mas não se sabe se isso ocorreu mesmo para melhorar o trânsito ou para demitir a segunda turma de bancários, pois até então as agências trabalhavam com duas equipes – uma de manhã e a outra à tarde.

PLANEJAMENTO – Com uma melhor ordenação das diferentes atividades, poderiam ser reduzidos os engarrafamentos nas horas de rush, quando as empresas de ônibus têm de trabalham com mais veículos.

Além disso, através de uma mudança no planejamento dos transportes e as ligações de menor percurso (tipo Urca/Centro, Laranjeiras/Leblon, Botafogo/Centro) passando a ser feitas por vans e não por ônibus, os congestionamentos diminuiriam bastante.

A questão principal é o leniência das autoridades municipais, que se acomodam e não buscam soluções criativas que possam melhorar a qualidade de vida dos moradores das grandes metrópoles. Se agissem assim, teríamos muito mais a ganhar do que a perder.

Prefeito de Nova York ofende Bolsonaro e tenta boicotar uma homenagem a ele

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O prefieto De Blasio diz que Bolsonaro é um “ser humano perigoso”

Deu em O Globo

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, chamou o presidente Jair Bolsonaro de “ser humano perigoso” e pediu que o Museu de História Natural da cidade não sedie uma cerimônia em que o chefe de Estado brasileiro será homenageado. Em entrevista à radio americana WNYC, De Blasio, que faz parte da ala esquerda do Partido Democrata, disse que se preocupa com os planos de Bolsonaro para a exploração da Amazônia — algo que o nova-iorquino afirma que poderia colocar todo o planeta em risco —, bem como seu racismo evidente e sua homofobia.

“Esse cara é um ser humano muito perigoso” — afirmou o prefeito. — “Eu certamente peço ao museu que não permita que ele seja recebido lá”.

HOMENAGEM – De Blasio se referia à cerimônia de gala que está prevista para ser realizada pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos no dia 14 de maio. Bolsonaro é convidado de honra do evento e, na ocasião, receberá o título de “Pessoa do Ano” dado pela Câmara. O evento está agendado para acontecer no Museu de História Natural de Nova York, mas a instituição alega que a reserva do espaço foi feita antes de ser informada sobre quem receberia a honraria.

“Se você está falando de uma instituição apoiada publicamente (o museu) e está falando de alguém que está fazendo algo tangivelmente destrutivo (Bolsonaro), fico desconfortável com isso” — declarou De Blasio à rádio.

O museu recebeu US$ 8,6 milhões em financiamento da prefeitura de Nova York no ano passado e está localizado em terras públicas às margens do Central Park.

SEM DECISÃO – Em uma mensagem nas redes sociais na noite de quinta-feira, o museu, que defende a preservação ambiental e está sendo pressionado por pesquisadores a cancelar o evento, disse que estava “preocupado” e “explorando as opções” para decidir o que fazer agora.

Em nota ao Globo na sexta-feira, o museu indicou que ainda não tem uma decisão e nem informa quando ela poderá ocorrer. No comunicado, reafirma que as políticas ambientais de Bolsonaro estão por trás do impasse.

“Estamos profundamente preocupados, e o evento não reflete de forma alguma a posição do museu de que há uma necessidade urgente de conservar a floresta Amazônica, que tem implicações tão profundas para a diversidade biológica, comunidades indígenas, mudanças climáticas e a saúde futura de nosso planeta. Estamos avaliando as nossas opções”, afirmou o museu em e-mail.

EDUARDO RESPONDE – Em uma rede social, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, respondeu ao ataque de De Blasio, afirmando que o prefeito pertence ao movimento globalista, que segundo ele pretende acabar com as culturas locais:

“O movimento cultural que ocorre no Brasil ocorre da exata e mesma forma no Chile, Inglaterra, França e, claro, nos EUA. Isso visa à construção de um novo mundo suprimindo as culturas locais. Depois falamos que são GLOBALISTAS e ainda há quem queira fazer chacota conosco”, escreveu.

Também em rede social, o assessor internacional do Planalto, Filipe Martins, chamou De Blasio de “toupeira”: “Não há surpresa alguma em ver Bill de Blasio — um sujeito que colaborou com a Revolução Sandinista, que considera a USSR um exemplo a ser seguido e que faz comícios no monumento dedicado a [Antonio] Gramsci no Bronx — criticando o PR Bolsonaro. Surpresa seria uma toupeira dessas o elogiar”, escreveu.

NOS ANOS 80 – De Blasio trabalhou em um grupo de solidariedade à Nicarágua nos anos 1980, no início da Revolução Sandinista. Na época, a administração do republicano Ronald Reagan financiou um grupo de contrarrevolucionários, os chamados contras, contra o governo sandinista.

Funcionários de Reagan acabaram envolvidos em um grave escândalo, o Irã-Contras, depois investigado pelo Congresso americano, no qual a venda secreta de armas para o Irã pela CIA financiou o grupo armado que atuava no país da América Central com patrocínio dos EUA.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O posicionamento do prefeito da mais importante cidade do mundo reflete a imagem negativa que Bolsonaro está formando no exterior, inclusive na matriz USA, onde se comporta como mero gerente da filial Brazil. Isso é muito ruim. Quando as imagens de homens públicos ficam manchadas, não há detergente que remova. (C.N.)

Witzel diz que militares “erraram muito” ao atirar em carro com a família dentro

Wilson Witzel

Militares agiram de forma incompetente e inapropriada, diz Witzel

Deu em O Tempo
(Agência Brasil)

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse que os militares do Exército acusados de atirar contra um carro na zona oeste da capital fluminense, matando uma pessoa e ferindo duas, agiram de forma “incompetente e inapropriada”. Para ele, os militares erraram muito. “Quando o Exército determinou a prisão, sinalizou que aqueles militares, de forma incompetente e inapropriada, erraram e erraram muito, vindo a assassinar pessoas inocentes”, disse Witzel.

Para o governador, o caso mostra que os protocolos de patrulhamento do Exército precisam ser modificados. “Esses jovens conscritos não têm a experiência que têm nossos policiais militares. Precisam, evidentemente, dessa adequação para que não tenhamos mais esse tipo de erro”, disse, completando que o trabalho de dizer o que é suspeito ou não é função da polícia.

MUITOS INDÍCIOS – Segundo Witzel, ele só decidiu se pronunciar agora, após a prisão preventiva, porque já existem, de acordo com o governador, indícios suficientes de autoria do crime.

Nove militares são acusados de efetuar vários disparos, na tarde de domingo passado (dia 7) contra um carro onde estava uma família. O motorista Evaldo dos Santos Rosa, um músico de 51 anos, morreu no local. O sogro dele, Sérgio Araújo, que estava no banco do carona, ficou ferido com tiros nas costas e nos glúteos. A mulher de Evaldo e seu filho, que estavam no banco traseiro, não ficaram feridos. Um pedestre, que tentou ajudar a família, também ficou ferido e foi hispitalizado em gravíssimo estado.

Inicialmente, os militares disseram que foram atacados por criminosos e que responderam à agressão. Ao fazer a perícia no local, porém, a Polícia Civil descobriu que as vítimas não eram criminosos e não estavam armados. No dia seguinte, o Exército decretou a prisão em flagrante de dez dos 12 militares que estavam na guarnição envolvida no episódio, ao verificar inconsistências nas versões do fato. Na quarta-feira (dia 10), a Justiça Militar decretou a prisão preventiva de nove desses dez militares.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como afirmou o advogado Jorge Béja, em artigo aqui na Tribuna, militares só atiraram após receber uma ordem do superior. No caso, até agora não foi revelado quem deu a ordem de fuzilar o automóvel, sem saber quem estava dentro. (C.N.)

Intervenção na Petrobras surpreende o mercado e põe em xeque a ascendência de Guedes

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Paulo Guedes também pensava (?) que poderia conduzir Bolsonaro

Daniela Lima
Folha/Painel

Para além dos R$ 32 bilhões que custou ao valor de mercado da Petrobras, a intervenção de Jair Bolsonaro na política de preços da estatal levou à mais acentuada inflexão na confiança de agentes privados no governo. A avaliação é de analistas e políticos com influência no setor financeiro. Com o gesto, o presidente alimentou não só a percepção de que a ascendência de Paulo Guedes (Economia) sobre ele tem teto baixo, como também minou a imagem de liberal que captou apoio na campanha.

Wallace Landim, o Chorão, um dos líderes de caminhoneiros, conta que eram cerca de 16h30 de quinta-feira (dia 11) quando disparou mensagens a Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Floriano Peixoto (secretário-geral da Presidência) com indicativo de greve, caso houvesse aumento no diesel.

TUDO CERTO – Onyx prometeu resolver. Por volta das 22h, Chorão soube por funcionários da Casa Civil que o Planalto havia suspendido o reajuste.

Por volta das 16h desta sexta-feira (dia 12), um integrante da cúpula do Ministério da Economia se recusava a admitir a hipótese de que Bolsonaro pudesse tomar medida desse porte sem falar com Paulo Guedes. “Seria muito grave. Ele não faria isso”, repetia.

Às 19h, quando já estava claro que o ministro de fato não havia sido consultado, o discurso mudou. “A Petrobras está vinculada ao Ministério de Minas e Energia.”

RURALISTAS – Integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária receberam sinais da intervenção na Petrobras no fim da tarde de quinta-feira (dia 11).

Nem eles, umbilicalmente ligados ao tema, celebraram. O canal direto dos caminhoneiros com a Casa Civil causa apreensão aos ruralistas – assim como o fato de o governo ter cedido logo à pressão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEm tradução simultânea, o mercado estava achando que mandava no governo. Mas foi um engano, na verdade ninguém manda no governo, nem mesmo os norte-americanos, incluindo Donald Trump e Olavo de Carvalho, porque o presidente Bolsonaro é absolutamente imprevisível. (C.N.) 

Reportagem da Veja sobre a avó e a mãe de Michelle é rigorosamente verdadeira

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Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Carlos Newton

É inacreditável, inaceitável e intolerável, mas rigorosamente verdadeira a reportagem de Nonato Viegas na revista Veja, sobre as condições de vida da avó da primeira-dama Michelle Bolsonaro. Quando a matéria foi enviada à Tribuna da Internet pela comentarista Carmen Lins, sempre atenta, perguntando se era mais uma “fake news”, fiquei tão decepcionado que cheguei a pensar em não publicar. Mas acabei postando a dolorosa reportagem.

É TUDO FALSO – O descaso da primeira-dama com a mãe, a avó e os tios é algo que clama aos céus, enquanto ela tenta seguir o exemplo de D. Darcy Vargas e posa de defensora dos pobres e deficientes. Na verdade, Michele Bolsonaro se revela um ser humano deplorável, e o marido não fica atrás.

Tudo neles é falso. Enquanto Bolsonaro ainda finge ser um paladino da família, embora já esteja em seu terceiro casamento, Michele se apresenta como protetora dos deficientes e fez até discurso em Libras na posse do marido, dirigindo-se aos surdos. Agora fica-se sabendo que ela domina a linguagem dos sinais porque um dos tios abandonado por ela é deficiente auditivo.

SILÊNCIO ABSURDO – Escrevo este texto-desabafo às 16h30m deste sábado, após esperar até agora uma resposta do Planalto-Alvorada, uma mínima tentativa de explicação. Mas ninguém diz nada, nada, nada. Nem mesmo o porta-voz da Presidência, o general Rego Barros, veio a público para contestar a reportagem de Nonato Viegas.

E o mais incrível nisso tudo é que o casal Bolsonaro sempre se comportou assim em relação à família de Michele. Os dois jamais se interessaram pela pobreza em que os parentes dela vivem, mesmo sendo Jair Bolsonaro um homem de posses, dono de vultoso patrimônio imobiliário e excelente renda mensal.

Quando Bolsonaro foi eleito, os repórteres Paulo Silva Pinto e Roberta Belyse, do Correio Braziliense, insistiram durante três dias até serem recebidos por Angela Maria, tia de Michelle, que ainda mora na modesta casa em Ceilândia Norte onde a hoje primeira-dama vivia com seus pais, Maria das Graças e Paulo Reinaldo, motorista de ônibus. “Havia outro barraco ali”, disse Angela Maria, apontando aos jornalistas um espaço agora vazio nos fundos do lote, onde ela mesma esteve instalada na época.

TRÊS DIAS – A equipe de reportagem do jornal, junto com a TV Brasília, só foi atendida no terceiro dia, porque a tia de Michelle antes preparou a família para dar as entrevistas e até trouxe dona Maria Aparecida, avó da primeira dama e que há seis anos não vê a neta e nem foi convidada para o casamento dela com Bolsonaro.

A reportagem do jornal saiu no dia 26 de novembro e o bom senso determinava que Bolsonaro e Michele deveriam fazer alguma coisa para melhorar a vida da família dela, especialmente amparar a avó que está doente, anda com duas muletas e tem de se deslocar para buscar medicamentos no posto de saúde da favela Sol Nascente, a segunda maior do país, somente superada pela Rocinha, no Rio de Janeiro.

Se Bolsonaro e Michelle têm coração de pedra e não se preocupam com próprios familiares, mesmo assim deveriam assisti-los, até porque algum dia a imprensa constataria o abandono deles e isso viria a público. Mas nada fizeram. A mãe e a avô, que moram a apenas 40 minutos do Alvorada, jamais foram convidadas para tomar um café com Michele, que vive num paraíso pago pelo povo e abandonou sua família num inferno comunitário.

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P.S.
Bolsonaro e Michele se dizem religiosos – ele, católico batizado evangélico para ganhar votos; e ela, evangélica para ganhar a vida. Se as pessoas religiosas costumam proceder assim como o casal número 1, precisamos pedir a Deus que abençoe os ateus, porque os que se dizem fiéis estão deixando muito a desejar. (C.N.)

Atuais seguranças de Dilma lideram gastos com viagens do Executivo em 2019

 A ex-presidente Dilma Rousseff em Curitiba (PR) Foto: Geraldo Bubniak / Agência O Globo - 11-09-2018

Dilma leva os seguranças em suas viagens para falar mal do país

Amanda Almeida e Natália Portinari
O Globo

Dois agentes de segurança da Presidência da República que atendem a ex-presidente Dilma Rousseff foram os funcionários do Poder Executivo com maiores gastos individuais em viagens a serviço nos 100 primeiros dias de 2019. Ao custo de R$ 166,9 mil para os cofres públicos, os servidores a acompanharam em viagens pelo Brasil, na Espanha e nos Estados Unidos. Foram 101 diárias e 14 passagens aéreas.

Desde junho de 1994, um decreto instituiu o direito de ex-presidentes manterem quatro funcionários e dois veículos oficiais para segurança, custeados pela União. Na função de proteger a ex-presidente, Leandro Augusto Anderson e Jaiton Cardoso dos Santos viajaram com ela em janeiro a Nova York (EUA) e Sevilha (Espanha); em fevereiro, a Fort Lauderdale (EUA), Campinas (SP) e Porto Alegre (RS); e em março, a Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e São Paulo (SP).

HÁ SIGILO – O governo federal divulga dados das viagens em exercício dos servidores em seu Portal da Transparência. Parte dos gastos, porém, é classificada como sigilosa e não tem detalhes publicados. Santos e Anderson estão no topo da lista considerada pública. O Poder Executivo gastou, ao todo, R$ 117,9 milhões, com 97.251 viagens de funcionários de janeiro até hoje. O cálculo não considera, porém, gastos com o cartão corporativo da Presidência da República.

Procurada, a assessoria da ex-presidente disse que “ela (a ex-presidente) viajou para fora do país a convite de entidades e organizações internacionais”. Participar desses eventos se tornou parte da estratégia política da ex-presidente, depois que ela sofreu o impeachment em 2016.

O PT passou a pregar, no exterior, ter sido vítima de um golpe de sua oposição. Depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi preso no ano passado, Dilma e outros petistas também passaram a usar esses eventos internacionais para repetir o discurso de que a condenação dele ocorreu sem provas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, trata-se de uma situação insólita, com o governo brasileiro a financiar a deterioração da imagem do país no exterior. É preciso rever esse sistema de dar “segurança” e mordomias. Cada ex-presidente tem hoje direito a oito servidores – são quatro seguranças, dois motoristas com carros blindados e dois assessores pessoais de livre nomeação, escolhidos por eles. Isso tem de acabar, porque o exemplo tem de vir de cima, dizia-se antigamente. (C.N.)

Há algo de estranho no ar, no caso do julgamento do recurso de Lula pelo Supremo

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Gilmar parou o julgamento, quando já havia dois votos contra Lula

Reynaldo Turollo Jr.
Folha

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu destaque no julgamento de um habeas corpus para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que começara a ser realizado no plenário virtual da Segunda Turma. Com o pedido de destaque, o caso será levado à sessão presencial do colegiado. Ainda não há data. A Segunda Turma do STF é formada pelos ministros Gilmar, Celso de Mello, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Edson Fachin, relator do habeas corpus. O pedido de destaque é desta sexta-feira (dia 12).

A defesa de Lula pediu ao Supremo um habeas corpus contra decisão monocrática (individual) do ministro Felix Fischer, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que negou prosseguimento ao recurso do petista naquela corte. O recurso tenta reverter a condenação no caso do tríplex de Guarujá (SP).

CONDENAÇÃO – Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro pela Justiça Federal em Curitiba e pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), que fixou a pena em 12 anos e um mês de prisão. Ele cumpre a pena há um ano, depois de ter sido condenado na segunda instância.

Os tribunais superiores (STF e STJ) ainda não analisaram recursos de Lula contra a condenação, apenas pedidos de soltura formulados por sua defesa, que sempre foram negados.

No pedido de habeas corpus que vai a julgamento na Segunda Turma, a defesa pleiteia a anulação da decisão individual de Fischer que negou o prosseguimento do recurso no STJ. Para a defesa, a apreciação do recurso deveria ter sido colegiada, na Quinta Turma do STJ. No próprio STJ os advogados do petista também contestaram a decisão de Fischer, por meio de um recurso interno chamado agravo. Esse recurso deverá ser julgado pela Quinta Turma.

LIBERTAÇÃO – Caso o STF não anule a decisão individual de Fischer, reabrindo no STJ o recurso, a defesa pede para poder participar do julgamento do agravo naquele tribunal, com direito a fazer sustentação oral.

Nesse mesmo habeas corpus, a defesa ainda requer a liberdade de Lula a partir da anulação da sentença nas instâncias inferiores, sob o argumento de que há uma incompatibilidade entre a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal e a condenação imposta pelo ex-juiz Sergio Moro.

De acordo com a defesa, o Ministério Público apontou três contratos específicos da Petrobras que estariam relacionados ao pagamento da vantagem indevida (o tríplex) pela OAS. Já a condenação, ainda segundo a defesa, diz que não é possível determinar de quais contratos saiu a propina, porque havia um caixa único de recursos ilícitos do PT.

SEM RELAÇÃO – “Com efeito, enquanto na denúncia se afirma que a vantagem indevida seria proveniente dos contratos da Petrobras, a sentença consignou que não há relação entre os referidos contratos e a suposta vantagem indevida recebida por meio dos investimentos da OAS Empreendimentos no tríplex”, alegaram os advogados.

A Segunda Turma do STF já começou a julgar um outro pedido de habeas corpus do petista, mas o julgamento foi interrompido, em dezembro passado, por um pedido de vista de Gilmar.

Naquele caso, a defesa argumentou que o processo do tríplex deveria ser anulado devido à falta de imparcialidade de Moro —que, depois de condenar o ex-presidente, aceitou ser ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro (PSL), adversário do petista. Antes do pedido de vista naquela ocasião, os ministros Fachin e Cármen Lúcia votaram por negar o habeas corpus. Não há data para a Segunda Turma retomar essa discussão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Conforme dizia o Barão de Itararé, no caso desses recursos para libertar Lula, “há algo no ar, além dos aviões de carreira”. E algo muito estranho, pode-se acrescentar. O pedido de Gilmar Mendes para colocar o recurso em situação presencial (com sessão de julgamento), tem um significado. No julgamento informal pela internet, conforme estava ocorrendo, já com 2 a 0 contra Lula, os ministros têm obrigação de seguir a jurisprudência, que é negativa para o petista. Com o julgamento formal, os três mosqueteiros da impunidade (Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello) poderão fazer o que bem entendem. Com todo o respeito, há algo de estranho no ar. (C.N.)

Sugestão para atender aos caminhoneiros sem subsidiar o diesel das pick-ups dos playboys

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É preciso solucionar os problemas dos caminhoneiros autônomos

Willy Sandoval

Discordo com relação a segurar os preços da Petrobrás sem dar satisfação ao ministro Guedes. Segure mais uma semana vá lá, mas convoque reuniões que tem que ser decisiva para se chegar a decisões. Se houver aumentos nos preços internacionais do petróleo e/ou desvalorização do real perante o dólar passa a ser inevitável a correção nos preços dos combustíveis.

A chave para solução desses problemas reside na CIDE (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico), que tem que ser um colchão para amortização de preços. Se o dólar e o preço do petróleo internacional subirem, diminui-se a aliquota para segurar os preços; e se acontecer o contrário, os preços não devem cair muito também. Além disso segue abaixo uma idéia já exposta aqui nessa Tribuna na época da greve dos caminhoneiros em maio/junho de 2018.

SEM SUBSÍDIO – É uma sugestão para não se adotar uma estúpida política de subsidio ao diesel das pick-ups dos playboys , até mesmo porque isso contraria frontalmente todas as idéias e diretrizes do ministro Paulo Guedes, um liberal por excelência. Mais uma vez, equivocadamente um governante (Bolsonaro) declara que não vai deixar subir o preço do diesel, claro, sem a concordância de seu “poderoso” ministro da Economia (conforme declarado nos EUA, onde se encontra hoje). A resposta das forças de mercado foi avassaladora, a Petrobrás caiu mais de 7% hoje.

Pressionado pela greve o governo tomou a pior decisão possível, retirando praticamente todos os tributos em cima de um combustível totalmente inadequado em termos ambientais, subsidiando assim até mesmo playboyzinhos com suas pick-ups e peruas SUV a diesel, para que possam desfilar imponentes pelas ruas e avenidas das grandes e pequenas cidades do país..

TEM DE SER CARO – O principal motivo para essas infelizes decisões, foi a situação insustentável de milhares de caminhoneiros autônomos. Digo já de antemão, que o diesel tem sim que ser bem caro como em boa parte dos países civilizados do mundo, que incentivam cada vez mais o uso de veículos elétricos e até mesmo os EUA tornou o pró-alcool deles muito mais eficiente do que o nosso, graças a nossa já tradicional incompetência e irresponsabilidade governamentais.

Sim, o diesel tem que ser caro mesmo, principalmente com a tributação principal sendo feito através de um tributo como a CIDE, que terá uma função arrecadatória para fundos especiais a serem criados e também um tributo arrecadatório.

E aí como é que fica a situação dos milhares de caminhoneiros autônomos esmagados num regime de livre concorrência por tributos altos, por pedágios, pela manutenção dos caminhões castigados pelas péssimas condições de muitas estradas, pela carga muitas vezes desumanas de trabalho, etc, etc…

MINHA SUGESTÃO – Fico até surpreso de não ter visto ninguém até o momento lançar alguma proposta mais inteligente para minorar o sofrimento dessa importantissima classe tão sofrida. Pois vai aqui minha sugestão:

– Criação de uma espécie de bolsa caminhoneiro autônomo. Já existe uma estrutura parecida com o bolsa familia. Basta o caminhoneiro abrir uma conta na CEF ou no BB, provar o gasto com o diesel e com pedágios em seus fretes contratados, e teria o total ou uma parte de seus gastos cobertos pelo Governo Federal.

– Isso poderia ser feito inclusive com recursos da CIDE.

– Mas não deveria valer para transportadoras e para frotas, pois esse pessoal tem todas as condições de passar seus custos para os contratantes, bem diferente da desprotegida classe dos caminhoneiros autônomos. Talvez pudéssemos incluir também os perueiros escolares, cada caso poderia ser estudado, mas nunca beneficiando grandes transportadoras e frotas de grandes empresas.

Não ganho nada propondo ideias como essa, mas vou ficar feliz se menos passarem a ser discutidas. Afinal de contas, o governo com milhares de assessores e “aspones”, é incapaz de propor qualquer coisa razoável, está sempre reagindo mal e, pressionado, acaba tomando as piores decisões.

A vida dura da avó da primeira-dama, numa favela a 40 km do Palácio da Alvorada

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Dona Maria Aparecida mora sozinha com um filho que é deficiente

Deu na Veja

Maria Aparecida Firmo Ferreira, 79 anos, é cardíaca, sofre de Parkinson, locomove-se com dificuldade e mora num casebre na favela Sol Nascente, dominada pelo tráfico de drogas. Aposentada, a avó da primeira-dama divide seu tempo entre cuidar de um filho deficiente auditivo, ir ao posto de saúde buscar remédios e conversar com os vizinhos. De acordo com a Veja, ninguém, ou quase ninguém da vizinhança, sabe que ela é avó de Michelle Bolsonaro.

Aparecida, como é conhecida no bairro, diz que faz mais de seis anos que ela não vê a neta que ajudou a criar. A avó não foi convidada para a posse, nem ela nem sua filha, mãe de Michelle, Maria das Graças.

É MINHA NETA – Um pastor da igreja que frequenta tentou intermediar um encontro com o presidente Bolsonaro, mas ela rejeitou. “Aprendi que só vamos a pessoas importantes quando somos convidados. É minha neta, cresceu lá em casa, mas agora ela é a primeira-dama.”

“Além disso, se eu chegar assim (diz apontando para as próprias roupas), posso ser destratada, e isso vai me magoar. Eu não tenho roupa, sapato, nada disso, para frequentar esses lugares”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGSe é verdadeira a notícia, não somente a primeira-dama é insensível, como também Bolsonaro está em falta, pois alega ser defensor da família, mas não convidou a sogra nem a mãe dela para a posse. (C.N.)

Procuradoria nega ter recebido informações de Odebrecht sobre “o amigo do amigo”

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“Crusoé” exibiu o e-mail citando “o amigo do amigo de meu pai”

Renato Souza
Correio Braziliense

A Procuradoria-Geral da República (PGR), informou, por meio de nota, nesta sexta-feira (12), que não recebeu informações repassadas por Marcelo Odebrecht que indicam que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, é citado em mensagens de e-mail trocados pelo delator com outros executivos da empreiteira.

O site “O Antagonista” informou que teve acesso a um documento, enviado a Força-Tarefa da operação Lava-Jato, em que Marcelo diz que o codinome “amigo do amigo do meu pai” era utilizado para se referir ao ministro do Supremo. O apelido aparece em e-mails trocados por Marcelo Odebrecht com Adriana Maia e Irineu Meirelles, também integrantes da direção da empresa na época dos fatos.

 DIZ O E-MAIL – Uma das mensagens seria referente ao ano de 2007, quando Toffoli era chefe da Advocacia-Geral da União no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na mensagem, Odebrecht pergunta aos demais executivos se eles “fecharam com o amigo do amigo do meu pai”. Procurado pela PF, ele disse que outros esclarecimentos podem ser dados por outro executivo.

“Amigo do amigo de meu pai se refere a José Antonio Dias Toffoli. A natureza e o conteúdo dessas tratativas, podem ser podem ser devidamente os esclarecidos por Adriano Maia, que as conduziu”, disse Marcelo Odebrecht por escrito.

NOTA OFICIAL – No posicionamento, assinado pela Secretaria de Comunicação da PGR, a entidade diz que não recebeu nenhuma informação do tipo dos procuradores do Paraná ou do delegado que conduz o caso.

“Ao contrário do que afirma o site O Antagonista, a Procuradoria-Geral da República (PGR) não recebeu nem da Força-Tarefa Lava Jato no Paraná e nem do delegado que preside o inquérito 1365/2015 qualquer informação que teria sido entregue pelo colaborador Marcelo Odebrecht em que ele afirma que a descrição “amigo do amigo de meu pai” refere-se ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli”, diz o texto. 

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Acontece que o site “O Antagonista” exibiu a imagem do e-mail citando “o amigo do amigo de meu pai”. O que pode ter acontecido é a força-tarefa da Lava Jata ainda não ter enviado essa documentação à Procuradoria-Geral da República, contendo a confirmação feita por Marcelo Odebrecht. Vamos aguardar a resposta de “O Antagonista”. (C.N.)

Bolsonaro agiu acertamente ao conter o preço do diesel e evitar nova greve

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Prepotente e insensível, Castello Branco quase causou uma grave crise

Talita Fernandes e Danielle Brant
Folha

O presidente Jair Bolsonaro convocou uma reunião com ministros e técnicos para a próxima terça-feira (16) para discutir a política de preços da Petrobras. O encontro foi marcado depois que Bolsonaro procurou na noite de quinta-feira (11) o presidente da estatal, Roberto Castello Branco, para pedir que ele revisse a decisão de reajustar o preço do óleo diesel em 5,7%. Participarão da reunião de terça os ministros Tarcísio Freitas (Infraestrutura) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

A interferência governamental na política de preços da petroleira provocou forte queda das ações, com perda de R$ 32 bilhões do valor de mercado da empresa.

CONFIRMADO – A reunião foi confirmada pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros. Segundo ele, foi chamada pelo presidente diante da preocupação do impacto do ajuste do combustível.

“O encontro de terça-feira caracteriza a necessidade do dirigente do poder executivo de identificar quais os aspectos que levam realmente às decisões que são tão importantes à sociedade”, afirmou.

Rêgo Barros disse que o presidente conversou com Castello Branco, mas não confirmou se o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi consultado sobre a decisão de pedir a revisão do aumento do diesel. “O presidente não comentou se fez alguma ligação com o ministro Paulo Guedes”, disse.

INDEFINIÇÃO – Também não ficou claro se, da reunião de terça-feira, sairá uma decisão sobre os preços do diesel. “A reunião, por princípio, é para tomar uma decisão. Mas se exigir um aprofundamento de alguns dados, naturalmente não será na terça-feira o resultado final.”

Apesar da interferência do Palácio do Planalto, o porta-voz disse que, por princípio, Bolsonaro entende que o governo não deve interferir na gestão da petroleira.

“Por princípio, o presidente entende que a Petrobras, uma empresa de capital aberto, sujeita às regras de mercado, não deve sofrer interferência política em sua gestão. Aliás, uma das razões para a crise que vínhamos incorrendo em governos passados e que quase destruiu aquela empresa”, afirmou.

SEM IMPOSIÇÃO – Questionado sobre por que o governo nunca discutiu a política de reajustes da estatal antes, o porta-voz respondeu que, no passado, as decisões eram impostas à petrolífera. “Realmente nunca se discutiu, se impunha. É diferente. O presidente Jair Bolsonaro não impõe, ele discute. Ele busca as informações.”

Rêgo Barros também não respondeu sobre por que o presidente nunca buscou conhecer a política de reajuste de combustível da Petrobras antes da intervenção desta quinta. Desde o início do ano, a estatal já promoveu 13 reajustes, sendo 10 para cima e três para baixo. No ano, o preço do diesel sobe 18,5%.

O porta-voz também negou que o recuo signifique que o governo ficará refém dos caminhoneiros diante de futuras ameaças de greve. “O governo não é refém de ninguém, está aqui representando a sociedade e para conduzir o país para os rumos para os quais a sociedade deseja, não rumos transversos e equivocados do passado.”

UM EQUILÍBRIO – O porta-voz afirmou que o presidente tem preocupação de encontrar equilíbrio no relacionamento com os caminhoneiros, que considera fundamental para o país. Rêgo Barros ressaltou que Bolsonaro não disse se pretende se encontrar com líderes da categoria, mas que não descarta a possibilidade.

“O governo já tem apresentado à categoria as suas preocupações com o asfaltamento das principais rodovias…no caso dos caminhoneiros, as posições de postos de descanso ao longo das rodovias federais. Essas questões de reajuste dos preços de combustível, estendendo de 15 a 30 dias. O cartão do caminhoneiro, que vai facilitar a manutenção por parte dos caminhoneiros e a aquisição do óleo diesel ao preço contratado no momento do frete.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Bolsonaro agiu acertadamente ao segurar o aumento do diesel e nem deu satisfação ao ministro Paulo Guedes. O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, é altamente irresponsável. Mandou aumentar o preço do diesel, quase provocou nova greve dos caminhoneiros, e ainda insiste que a Petrobras tem de aumentar o preço quando bem quiser, alegando que o valor de mercado da empresa caiu. Realmente caiu, mas por causa de sua decisão desastrosa. Com um aliado desse tipo, Bolsonaro nem precisa de inimigos. Devia demiti-lo imediatamente, a bem do serviço público. (C.N.)

Uma canção de amor ao melhor amigo do homem, na poesia de Fernando Brant

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Fernando Brani é considerado o melhor parceiro de Milton

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O advogado, compositor e poeta mineiro Fernando Rocha Brant (1946-2015), na letra de “Diana” lamenta o sofrimento de uma velha amiga, uma cadela branca e marrom. A música foi gravada por Toninho Horta no LP Terra dos Pássaros, em 1980, produção independente.

DIANA
Toninho Horta e Fernando Brant

Velha amiga
Eu volto à nossa casa
Já não te encontro alegre
Quase humana

Corpo pintado
De branco e marrom
E uma tristeza no olhar
Como se conhecesse
Dor milenar

Já não te encontro
À espera ao pé da porta
Correndo viva e bela
Ou descansando

Tanto vazio por todo lugar
Tanto silêncio
Sinto ao chegar
Ao nosso território de brincar

Almoço aos domingos
A velha farra
Todos vão inventando
Novos segredos

Fica a ausência
Branca e marron
E a tristeza milenar
Mas os meninos voltaram a brincar
Como se ainda sentissem o seu olhar

Diana, Diana, Diana, Diana, Diana

Paulo Guedes mostra que se considera superior ao presidente, mas é uma ilusão

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A maneira do ministro Paulo Guedes falar revela seu pensamento

Pedro do Coutto

Todos nós estamos sempre respondendo a alguém, ou a alguma coisa, ou até a nós mesmos. Trata-se de uma situação que reside nos textos escritos e nas falas comuns, através das quais procuramos chegar a um raciocínio claro do que queremos passar aos outros.

Focalizando a linguagem, podemos interpretar as vontades e ideias que trazemos conosco e que transportamos para a comunicação com os outros. Vejam os leitores o caso do ministro Paulo Guedes em relação ao presidente Jair Bolsonaro, durante a recente reunião  em Washington.

É DE CORAÇÃO? -A reportagem feita por jornalistas da Folha de São Paulo, publicada na edição de ontem, transcreve uma fala do ministro da Economia, que merece reflexões. O texto integral é o seguinte: “É de coração? Ele, Bolsonaro, está apaixonado pela reforma?“. O ministro da Economia, Paulo Guedes, responde: “Claro que não“.  E acrescenta: “Mas ele tem qualidades, é transparente, é resiliente, dá suporte a coisas com as quais não concorda, mas sabe que são necessárias“.

Quer dizer, no meu modo de pensar, Guedes coloca-se um ponto acima do presidente. Basta ler com atenção o trecho do qual é autor. Se Bolsonaro não concorda com o texto integral do projeto de reforma da Previdência, mas mesmo assim envia a mensagem ao Congresso, é porque segue o rumo traçado pelo ministro Paulo Guedes.

Recorde-se as expressões as quais Bolsonaro proferiu ao longo da campanha eleitoral. Disse que a economia será conduzida por Paulo Guedes. É o caso do Posto Ipiranga. Portanto, a solução do problema se configurou: mesmo discordando, Bolsonaro, de fato, delegou poderes ao ministro da Economia.

PRESSUPOSTO – Em artigo assinado na edição de sexta-feira da Folha de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, afirma que não pode haver regime de capitalização dos segurados do INSS sem contribuição patronal. Barbosa disse que primeiramente pensou tratar-se de um tipo de slogan para destacar o governo, porém em seguida viu que a afirmação era verdadeira. Concluiu: não pensei que Paulo Guedes chegasse a tanto.

Conforme já revelamos aqui na Tribuna várias vezes, extinguir a contribuição patronal significa pôr fim à Previdência Social, fechar as portas.   

Reflexões sobre erros e acertos de Bolsonaro ao comemorar os 100 dias de governo

O presidente Jair Bolsonaro na cerimônia dos 100 dias de governo Foto: Adriano Machado / Reuters

Bolsonaro parece bipolar, erra e acerta, não existe muita coerência

Carlos Newton

Em meio a esse pacotaço que extingue e baixa decretos, há iniciativas sem grande relevância ou alcance maior, que nem cabe discutir. Mas é altamente louvável o decreto que estipula a extinção de colegiados criados antes de 1º de janeiro deste ano, desde que a proposta de recriação não seja apresentada de “imediato” pelos órgãos públicos responsáveis. É uma medida louvável, que deveria ser seguida por governos estaduais e prefeituras, que precisam desesperadamente cortar custos e não se animam a fazê-lo. O fato concreto é que o poder público não consegue mais sustentar a máquina, especialmente em relação aos elevados salários de Legislativo e Judiciário.

Espera-se que a decisão de Bolsonaro seja para valer. Por exemplo, para que serve, a prática, o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa?

INUTILIDADES – Aliás, para que serve o próprio Ministério da Mulher da Família e dos Direitos Humanos? Por Deus, que alguém leia o organograma da pasta e relate para que servem tantas diretorias, colegiados e secretarias! É uma inutilidade que clama aos céus. Será que o governo vai mesmo acabar com essas brincadeiras de manter órgãos e cargos públicos absolutamente inúteis?

O texto também revogou a Política Nacional de Participação Social, instituída em 2014. O objetivo do decreto, publicado no governo de Dilma Rousseff, era fornecer novos meios à sociedade civil para acompanhar as políticas públicas. Ou seja, uma dissertação sobre o nada.

O governo – nos níveis federal, estadual e municipal – está exaurido por esses penduricalhos. São órgãos e colegiados que têm estrutura funcional que custam caro– têm sedes, automóveis, servidores fixos e terceirizados. No entanto, nada produzem. Se forem extintos, ninguém notará.

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL – Outra decisão acertada do governo foi a Medida Provisória 873, que reforçou o caráter facultativo da contribuição sindical descontada da folha de pagamento, acabando com a farra do boi.

Mas há compromissos oficiais de campanha que não foram cumpridos, como a liberação da venda de armas de fogo para cidadãos sem antecedentes criminais. Esta promessa antiga o governo ficou devendo, porque a burocracia e o custo adicional permanecem os mesmos, o decreto foi uma tremenda embromação.

Nesse pacotaço, foi acertado o projeto de lei prevê que os dirigentes de bancos públicos sejam aprovados pelo Banco Central, de acordo com critérios estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional.  Mas merece repulsa o projeto que propõe a autonomia do Banco Central. Justamente agora, quando fica evidente a necessidade de o governo se livrar da submissão ao mercado financeiro para ter o mínimo de condição de reduzir a dívida pública, não é cabível conceder tamanha autonomia. Bolsonaro precisa voltar atrás.

TEMAS PRINCIPAIS – Para o governo, os temas principais do momento são o pacote anticrime, iniciativa mais do que acertada do ministro Sérgio Moro, e a reforma da Previdência, cujo projeto será totalmente mudado pelo Congresso e o próprio presidente Bolsonaro, num momento de rara felicidade, fez questão de esvaziar o modelo chileno de capitalização, que fracassou no Chile, Argentina, Bolívia, Hungria e Polônia, mas o ministro da Economia ainda insiste em defender, tem bobo para tudo, como se dizia antigamente.

O mais importante desafio ao governo está encanteado pela equipe econômica. É o descontrole da dívida pública, que o ministro Guedes evita discutir, mas um dia terá de ir a debate.

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P.S. –
Voltando à extinção dos colegiados, pois ainda há dúvidas se vai mesmo ocorrer, a ideia é do Instituto Von Mises, bastião do ultraliberalismo brasileiro, que está a exigir de Guedes a redução dos gastos de custeio do poder público, medida mais do que acertada. E a Tribuna da Internet dá maior força a esse tipo de iniciativa, não importa se é de direita ou de esquerda. (C.N.)

Faltou sensibilidade política à Petrobras, diz assessor de Bolsonaro sobre reajuste

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Roberto Castello Branco está pouco ligando para os caminhoneiros

Valdo Cruz
G1 Brasília

Um auxiliar direto do presidente da República, Jair Bolsonaro, disse ao blog que faltou “sensibilidade política” à Petrobras ao anunciar nesta quinta-feira (11), e depois recuar, um reajuste de 5,74% no preço do diesel. Falando reservadamente, esse auxiliar disse que a estatal errou no “timing” do anúncio, lembrando que veio um dia depois de o presidente comemorar os primeiros 100 dias de governo.

“A estatal poderia muito bem ter esperado alguns dias a mais para fazer o anúncio, e poderia não ser na intensidade que planejou. Acaba gerando desgaste para o governo e para a estatal. Acabou faltando sensibilidade política”, avaliou o assessor presidencial, que admitiu que Bolsonaro “mandou suspender” o reajuste por alguns dias e para avaliar o que será feito.

SEM SEGURAR – Segundo assessores do presidente, não há uma intenção de segurar indefinidamente os reajustes de combustíveis, como aconteceu durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. “Ele mandou suspender, mas vai ter reajuste, claro, vamos discutir internamente a sistemática para não pesar demais no bolso dos caminhoneiros”, comentou.

Um dos motivos da decisão do presidente Bolsonaro de acertar com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, a suspensão do aumento foi a ameaça dos caminhoneiros de promover uma nova greve no país, como ocorreu no governo do presidente Michel Temer.

Bolsonaro tem dito à sua equipe que não pode repetir os mesmos erros de Temer, que, avisado do problema, não agiu preventivamente, o que levou a uma greve dos caminhoneiros que praticamente parou o país por duas semanas. A paralisação derrubou o crescimento do país no ano passado e gerou tensão, com crise de abastecimento de combustíveis em várias regiões.

REAJUSTE MENSAL – O assessor admitiu ao blog que uma das propostas defendidas dentro do governo é tornar o reajuste do diesel mensal. Ele reconhece que é difícil mudar a sistemática de aumento de acordo com a paridade com os preços internacionais.

Mas acrescentou que é preciso adotar medidas para suavizar o impacto dos reajustes na vida dos caminhoneiros e da população.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
O atual presidente da Petrobras é um estranho no nicho, totalmente desvairado, e seu sonho é privatizar todas as estatais aqui na filial Brazil, já declarou isso várias vezes, embora na matriz USA também existam muitas estatais. Roberto Castello Branco está pouco ligando se há muitas estatais no ramo do petróleo. Esse tipo de “dirigente” precisa ser demitido o mais rápido possível, colocando-se em seu lugar alguém que goste do Brasil. (C.N.)

Sérgio Moro já sabe quem foi o mandante do assassinato de Marielle Franco

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O ex-deputado estadual Domingos Brazão é o principal suspeito

Andrei Meireles
Site Os Divergentes

Sérgio Moro esteve muito próximo de poder anunciar entre as realizações dos 100 dias de sua gestão no Ministério da Justiça e Segurança Pública a elucidação do assassinato da vereadora Marielle Franco. Desde março, ele sabe que a investigação da investigação, aquela tocada pela Polícia Federal em parceria com os promotores estaduais do Gaeco, havia identificado, além dos executores, quem mandou matar.

A previsão na cúpula da PF em Brasília é, com todas as pontas amarradas, fechar o caso até o final de abril, no máximo em meados de maio.

MÉRITO – Moro, de fato, tem mérito nesse desfecho. Desde que assumiu o Ministério manteve a prioridade nessa investigação, fruto de uma parceria da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, com o ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann, quando tiveram certeza de estava havendo sabotagem na investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro.

Sem jurisdição no caso estadual, Raquel Dodge e Jungmann usaram depoimentos de investigados contando sobre interferências para evitar o esclarecimento do caso, para colocar os federais na parada.

Eles passaram a investigar a investigação da polícia civil. Além de pressionarem a apuração da polícia carioca, identificaram, com a decisiva ajuda da turma do Gaeco, as brechas para avançar na investigação do próprio caso.

PELO ATALHO – A avaliação no Ministério Público e na Polícia Federal em Brasília é que esse atalho deu certo. Minhas fontes não querem antecipar o resultado da investigação. Fiz com elas um jogo de exclusão com nomes citados nas apurações ou somente especulados como possíveis mandantes dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Posso até ter esquecido alguém. Mas daqueles que me lembrei só um não foi descartado: o ex-deputado estadual, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, Domingos Brazão. Uma das fontes chegou a dizer que provavelmente seria uma aposta acertada, uma pule de dez.

Domingos é o líder da família Brazão, há tempos ligada às milícias e com forte influência eleitoral na Zona Oeste, especialmente na favela Rio das Pedras, a terceira maior da cidade. A família consolidou sua força lá em 2010.

BOA VOTAÇÃO – De uma eleição para outra, a votação de Domingos em Rio das Pedras pulou de 2% para 29%. Suas digitais no Caso Marielle foram identificadas primeiro em tentativas de embaralhar as cartas para que o assassinato ficasse sem solução.

Na sequência dessas pistas, ele acabou virando o principal suspeito de mandar matar Marielle. De suspeito a comprovadamente mandante teria sido o grande avanço da Polícia Federal na investigação da investigação.

A conferir.

Julian Assange agora luta para não ser extraditado para os Estados Unidos

Julian Assange deixa tribunal de Londres depois de ser preso na embaixada do Equador

Assange. envelhecido. após o asilo de sete anos na embaixada

Deu no Estadão

Julian Assange, que passou sua primeira noite detido em Londres, enfrenta nesta sexta-feira, 12, uma longa batalha judicial sobre sua extradição para os Estados Unidos, depois de ficar quase sete anos refugiado na embaixada do Equador no Reino Unido.

O hacker de 47 anos, que as autoridades americanas querem julgar porque o consideram uma ameaça à sua segurança em razão dos vazamentos de documentos secretos pelo site WikiLeaks, está na penitenciária de Belmarsh, no sudoeste de Londres, segundo revelou à France-Presse uma fonte judicial próxima ao caso. Belmarsh é um estabelecimento de segurança máxima que pode acomodar 910 prisioneiros, incluindo presos que possam atrair forte interesse público, segundo um relatório de inspeção de 2018.

ACUSAÇÃO – Julian Assange foi acusado na quinta-feira pelo sistema de justiça britânico de não ter comparecido ante um tribunal, um crime punível com um ano de prisão. O veredicto será anunciado em uma data posterior.

O fundador do Wikileaks foi preso na quinta-feira na sede da embaixada equatoriana após Quito retirar seu direito de asilo em virtude de uma ordem de prisão britânica de 2012, sob a acusação de estupro e agressão sexual na Suécia, e de um pedido de extradição dos Estados Unidos por ataque cibernético.

Agentes consulares australianos vão solicitar visita, segundo anunciou a chanceler australiana Marise Payne, que se disse “persuadida que vão tratá-lo de maneira justa”.

ELE DISSE NÃO- Após a prisão, Assange foi apresentado a um tribunal de Westminster. “Você aceita o pedido de extradição?”, perguntou o juiz Michael Snow. No ‘box’ dos réus, Assange, vestido com uma jaqueta preta, cabelo comprido amarrado em um rabo de cavalo e com uma longa barba branca, respondeu negativamente. A solicitação americana será examinada em uma audiência em 2 de maio.

O australiano vai “lutar” contra este pedido de extradição, declarou sua advogada Jennifer Robinson. Para ela, a detenção de Assange “cria um precedente perigoso para órgãos de imprensa e jornalistas” em todo o mundo.

Assange é acusado de ter ajudado a ex-analista de inteligência americana Chelsea Manning, antes conhecida como Bradley Manning, a obter a senha para acessar milhares de documentos classificados.

DOCUMENTOS– A plataforma WikiLeaks de Assange disseminou centenas de milhares de documentos secretos do exército e da diplomacia dos Estados Unidos.

Após sua prisão, o Departamento de Justiça americano anunciou que solicitou sua extradição para julgá-lo por “conspiração através de ciberpirataria (hacking)”, crime pelo qual pode ser condenado a até cinco anos de prisão nos Estados Unidos.

“Mas não há nenhuma garantia que uma acusação adicional será pronunciada” uma vez que ele esteja “em solo americano”, alertou o editor do WikiLeaks, Kristin Hrafnsson, que pediu ao governo britânico que negue o pedido de extradição. “O governo britânico deve garantir que um jornalista nunca seja extraditado para os Estados Unidos por ter publicado documentos e vídeos (que mostram) assassinatos de cidadãos inocentes”, acrescentou.

POUCAS CHANCES – A batalha judicial pode durar entre 18 meses e dois anos, segundo Ben Keith, advogado britânico especializado em casos de extradição. “E as chances de ganhar são baixas”, apontou à France-Presse.

O líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, também pediu ao governo conservador de Theresa May que se oponha a essa extradição “por ter exposto evidências das atrocidades no Iraque e no Afeganistão”.

“No Reino Unido, ninguém está acima da lei”, disse May na quinta-feira na Câmara dos Comuns. “Julian Assange não é um herói”, afirmou por sua vez o ministro das Relações Exteriores, Jeremy Hunt.

VIGILÂNCIA – De acordo com o ministro da Justiça Sajid Javid, o custo de sua estadia na Embaixada do Equador foi de 13,2 milhões de libras (€ 15,26 milhões) de 2012 a 2015 para a polícia britânica, forçada a vigiá-lo 24 horas por dia.

Na Suécia, a advogada da mulher que acusa Julian Assange de estupro em 2010, disse na quinta-feira que iria pedir a reabertura da investigação após a prisão do fundador do WikiLeaks.

“Faremos tudo para que os promotores reabram a investigação sueca e para que Assange seja entregue à Suécia para ser julgado por estupro”, disse Elisabeth Massi Fritz à AFP na quinta-feira.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A perseguição a Assange é ignóbil e antidemocrática. A acusação na Suécia agora é de estupro, mas antes era apenas de ter feito sexo consensual sem camisinha. Ao exigir a extradição dele por exibir documentos secretos, os Estados Unidos rasgam e jogam no lixo a famosa Primeira Emenda, da qual tanto se orgulhavam: “O congresso não deverá fazer qualquer lei a respeito de um estabelecimento de religião, ou proibir o seu livre exercício; ou restringindo a liberdade de expressão, ou da imprensa; ou o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparações de queixas“. Assange desafiou a força do Imperialismo, mas a irracionalidade fala mais alto e não obedece à Primeira Emenda, quando é revelado o imundo “modus operandi” do governo dos EUA. (C.N.)