Bolsonaro cancela reunião e mantém apoio a chefe da Secom, que está todo enrolado

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Fábio Wajngartenrecebe comissão por anúncios do governo

Tânia Monteiro
Site MSN

 As notícias sobre a atuação do secretário especial de Comunicação Social (Secom),Fábio Wajngarten, em uma empresa de marketing consumiram boa parte da agenda do presidente Jair Bolsonaro e de vários ministros do Planalto nesta quarta-feira. Bolsonaro chegou a convocar uma reunião para discutir o caso, mas, ao final do dia, depois do seu pronunciamento no canal oficial do governo, a TV Brasil 2, a situação estava sendo considerada “sob controle”, segundo interlocutores do presidente.

A presença do seu superior hierárquico, o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, ao seu lado, no pronunciamento na TV do governo federal, foi uma espécie de “apoio explícito” a Wajngarten.

AVALIAÇÃO – Depois da fala do secretário, de acordo com um dos interlocutores do presidente, a primeira avaliação, foi de que ele abordou o tema com transparência e coragem moral. Foi pedido a ele que tenha em mãos para se defender todos os documentos relativos à empresa. Neste momento, portanto, pela forma como se apresentou, Fábio continua com respaldo do presidente e do ministro Ramos, pelo menos desta vez.

Outro interlocutor lembrou que Bolsonaro não iria entregar a cabeça de seu auxiliar por denúncia na imprensa. No entanto, todos sabem que muitos outros desmembramentos do caso poderão surgir e daí a atenção no Planalto, e a preocupação com o que ainda está por vir.

“BELA PORCARIA” – A comunicação do governo enfrenta problemas desde o início da gestão Bolsonaro, continua crítica, alvo de disputas no palácio e objeto de ataques inclusive do segundo filho do presidente, Carlos Bolsonaro, conforme mostrou o Estado. Em em 19 de dezembro, Carlos disse que a comunicação do governo “sempre foi uma bela de uma porcaria”.

O desgaste em torno do chefe da Secom chega em um momento que o governo já trabalhava em uma nova reestruturação do setor, que levou, inclusive, à suspensão dos briefings do porta-voz do Planalto, general Rego Barros.

O caso de Wajngarten está sob análise da Comissão de Ética da Presidência da República, que poderá aplicar sanções ao secretário, se considerar que ele infringiu a legislação. Por isso, ainda sendo analisando juridicamente e novas avaliações podem ser feitas pela Presidência.

JUNTA COMERCIAL – Documentos da Junta Comercial de São Paulo informam que ele deixou a função de administrador no dia 15 de abril, três dias depois de a sua nomeação ser publicada no Diário Oficial da União, quem assumiu como administrador foi Fabio Liberman, irmão do secretário adjunto de Comunicação, Samy Liberman.

A legislação não impede que ele tenha participação acionária na empresa, apenas veda que seja dirigente, o que não é mais. O Código de Conduta da Alta Administração Federal, porém, exige que, “além da declaração de bens e rendas a autoridade pública, no prazo de dez dias contados de sua posse, enviará à Comissão de Ética Pública (…) informações sobre sua situação patrimonial que, real ou potencialmente, possa suscitar conflito com o interesse público, indicando o modo pelo qual irá evitá-lo”. Nesses casos, se for instaurado processo, a punição costuma ser uma advertência.

TEM CONTRATOS – O jornal Folha de S.Paulo informou hoje que a FW tem contratos com ao menos cinco empresas que recebem recursos direcionados pela Secom, entre elas Band e Record. Em nota, Wajngarten informou que são todos “anteriores ao seu ingresso na Secom”, o da Band tem 16 anos e “não sofreram qualquer reajuste ou ampliação”.

A reportagem não informa se o secretário conseguiu algum contrato ou reajuste depois de assumir o cargo, tampouco se usou sua posição no governo para beneficiar a empresa privada.

A Band confirmou para a Folha que se relaciona com a empresa desde 2004. Segundo o jornal, em 2019, a emissora pagou R$ 9.046 por mês (R$ 109 mil no ano) à empresa. Disse também ter pago a ela R$ 10.089 mensais em 2017 e R$ 8.689 mensais em 2018.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
O chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República ( Secom), Fabio Wajngarten, não teria comunicado à Comissão de Ética Pública que é sócio da FW Comunicação e Marketing, uma empresa que tem como contratantes emissoras de televisão e agências de publicidade que recebem verbas controladas por ele no governo. Wajngarten e sua mãe, Clara, são sócios da FW há 17 anos. Ou seja, recebe dos dois lados, serve a dois senhores etc, e tal,  tudo por dinheiro, como diz o Silvio Santos. (C.N.)

8 thoughts on “Bolsonaro cancela reunião e mantém apoio a chefe da Secom, que está todo enrolado

  1. Quero saber onde está a corrupção nisso tudo. Houve ilegalidade dos contratos? A reportagem da folha como sempre é inócua e covarde. Não mostra provas, somente ilações. Devem estar perdendo muito dinheiro. Avisem para Folha que as coisas ainda irão piorar. A boquinha acabou.

  2. “A reportagem não informa se o secretário conseguiu algum contrato ou reajuste depois de assumir o cargo, tampouco se usou sua posição no governo para beneficiar a empresa privada.”

    Passando recibo.

  3. Impressionante a obsessão em descobrir erros do Presidente e do governo.
    Há erros, sim.
    Mas, no geral os acertos superam.
    No Governo da imbecil e no do ladrão não houve roubo, as estatais deram lucro, a inflação foi a menor, etc.
    Negam evidências.
    Falem, tão somente, a verdade.

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