Bolsonaro confirma demissão do presidente da Apex, que se recusara a sair do cargo

Divulgação

Bolsonaro e Araújo apresentam o novo presidente da Apex

Luciana Amaral e Talita Marchao
Do Portal UOL

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) confirmou nesta quinta-feira (10) a demissão do presidente da Apex Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Alex Carreiro. O presidente reuniu-se com o indicado pelo chanceler Ernesto Araújo, o embaixador Mário Vilalva, em seu gabinete nesta quinta. A demissão de Carreiro foi anunciada por Araújo na quarta-feira, mas o presidente da Apex recusou a demissão e seguiu trabalhando normalmente nesta quinta.

A imprensa da Apex, órgão que é vinculado ao Itamaraty, confirmou que Carreiro efetuou “despachos internos e recebido para audiências autoridades de Estado”. A nota da Apex destacava que Carreiro fora nomeado para o cargo “pelo presidente da República, Jair Bolsonaro”.

SEM COMENTÁRIOS – Questionada sobre o anúncio feito por Araújo nas redes sociais, a assessoria de imprensa afirmou que Carreiro não se pronunciará a respeito.

Araújo indicou ainda o embaixador Mauro Vilalva para substituir Carreiro. Ex-embaixador no Chile, em Portugal e na Alemanha, o diplomata tem experiência em negociações comerciais e seria próximo de militares ligados ao governo, segundo fontes relataram ao UOL.

O chanceler informou que a demissão teria sido pedida pelo próprio Carreiro, mas os relatos que circularam durante esta quinta afirmavam que o ex-presidente da Apex não aceitou sua saída. Fontes afirmaram ainda que a demissão de Carreiro foi motivada pelos atritos com a empresária Letícia Catelani, indicada para a diretoria de Negócios da agência.

ASSESSORA DE IMPRENSA – Carrero teria se reunido com Araújo para reclamar da indicação de Letícia, que atuou como assessora de imprensa durante a transição. De acordo com fontes, Letícia, que é próxima de Araújo, não gostou de Carreiro ter exonerado 18 pessoas em menos de uma semana no governo e queria reverter as exonerações. Na reunião, Araújo sugeriu que Carreiro pedisse demissão, mas ele se negou.

Ao sair do encontro, no entanto, o chanceler publicou o tuíte. Segundo fontes, Carreiro viu nisso uma tentativa de criar um “fato consumado” e forçá-lo a sair do cargo. (Com Agência Estado)

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