“Ou tem para todo mundo ou não tem para ninguém”, diz Bolsonaro ao defender indulto natalino a policiais

Bolsonaro disse que se não incluir os policiais, ele não assina

Eduardo Rodrigues
Estadão

Após o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) não ter incluído os policiais na proposta de indulto natalino deste ano, como revelou o Estado, o presidente Jair Bolsonaro disse neste sábado, dia 14, que a categoria será beneficiada pela medida – ou não assinará o indulto deste ano. A inclusão dos policiais era uma promessa do presidente da República.

“O indulto não é para determinadas pessoas, mas sim pelo tipo de crime pelo qual ela foi condenada. Vai ter policial, sim. Civil e militar, tudo lá”, disse o presidente ao deixar o Palácio da Alvorada. Ele reclamou que o conselho “esqueceu” dos policiais.

MISSÃO – “Não é justo. Tem policial que está preso por abuso porque deu dois tiros em um vagabundo de madrugada. Estava cumprindo sua missão. Não podemos continuar criminalizando policiais que fazem excelente trabalho”, completou.

O presidente disse ainda que, se o indulto não incluir os policiais, ele poderá não assinar a medida. “Ou tem indulto para todo mundo ou não tem para ninguém. Quem assina sou eu”.

EXCLUÍDOS – O CNPCP, vinculado ao Ministério da Justiça, elaborou proposta para o indulto natalino deste ano sem incluir o perdão da pena a policiais presos. O texto que prevê os critérios para condenados deixarem a cadeia deverá ser enviado na semana que vem ao Palácio do Planalto, que poderá alterá-lo.

Em agosto, Bolsonaro afirmou que o próximo indulto de Natal teria “nomes surpreendentes” e que pretendia beneficiar policiais condenados por “pressão da mídia”. A Constituição concede ao presidente da República a prerrogativa de conceder o perdão em favor de pessoas condenadas, desde que preenchidas determinadas condições previamente estabelecidas.

NATALINO – Estes critérios são definidos anualmente e publicados em decreto, geralmente no dia 25 de dezembro – daí o motivo de ser chamado de “natalino”. O indulto não pode ser dirigido a pessoas específicas, mas, sim, a todos os condenados que, na data da publicação, atendam aos requisitos.

O conselho responsável por elaborar a proposta é formado por especialistas na área criminal e tem a incumbência de dar o ponto de partida na discussão. A palavra final é sempre do presidente da República.

HUMANITÁRIA – O texto aprovado pelo colegiado será analisado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, antes de ser encaminhado a Bolsonaro. “O conselho aprovou, por maioria, proposta de indulto basicamente de natureza humanitária”, afirmou ao Estado o desembargador Cesar Mecchi Morales, presidente do CNPCP.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como bem disse a matéria, esta é segunda vez que Bolsonaro defende o indulto a policiais. Em agosto deste ano, o presidente disse que pretendia conceder indulto de Natal a policiais “presos injustamente” por matarem em serviço. E, já na época, deixava claro a sua expectativa. (Marcelo Copelli)

6 thoughts on ““Ou tem para todo mundo ou não tem para ninguém”, diz Bolsonaro ao defender indulto natalino a policiais

  1. Boa tarde , leitores (as):

    Senhores Eduardo Rodrigues ( Estadão ) , Marcelo Copelli e Carlos Newton , se o Presidente Jair Messias Bolsonaro quiser realmente fazer justiça ( tenho minhas dúvidas) , porque não faze-lo em benefício do ex-delegado da ” POLÍCIA FEDERAL PROTÓGENES QUEIROZ ” e seus colegas e outros tantos agentes públicos ( não corrompidos) responsáveis pela ” Operação Satiragrarhar ” que são vítimas de perseguição de ” advogados , juízes , desembargadores e ministros ( sabidamente criminosos)) dos tribunais superiores e do STF envolvendo o banqueiro ladrão , lesa-pátria , sonegador de imposto e evasor de divisas , lavagem de dinheiro ” DANIEL DANTAS ” e patrão do ministro do STF Gilmar Mendes e seus comparsas dentro do próprio poder judiciário .
    Adendo :
    O servidor público federal e ex – delegado da PF Protógenes Queiroz , seus colegas ( NÃO CORROMPIDOS) e suas famílias tiveram que sair do país , pois descobriu-se que seus próprios ” SUPERIORES/CHEFES ” são serviçais do banqueiro ladrão ” DANIEL DANTAS ” .
    Com a palavra o ex-juiz responsável pela ” Operação contra o banqueiro ladrão Daniel Dantas e seus comparsas ” e agora desembargador De Sancti ,nessa trama , conspiração e perseguição aos agentes públicos não corrompidos e honestos , á ponto de sofrerem ameaças de morte e as seus familiares e nada literalmente foi feito para protege-los.
    Pergunto , ao ” EX-JUIZ e agora DESEMBAGADOR DE SANCTIS ” o senhor vendeu seus ex-auxiliares ( honestos ) em troca de sua promoção á DESEMBARGADOR ?

  2. Tanto o manchete quanto o texto são capciosos.

    Desinformam, ao invés de esclarecer.

    Mas duvido que seja involuntário.

    Acho que foi uma forma sorrateira de atacar a imagem do presidente.

    Demonstra bem o caráter dos insatisfeitos.

    Resumindo: o presidente vai incluir os ex-policiais entre os insultados.

    Qualquer jornalista deveria pesquisar para saber que condenados à pena de reclusão superior a dois anos, ou por crime típico de servidor público, são excluídos a bem do serviço público.

    São ex-policiais.

    Mas que sempre eram “esquecidos” pelos malditos defensores dos direitos humanos.

    O que eu entendi foi o presidente dizer que ou tem para todos os apenados que possuam as condições para o indulto, ou não tem para ninguém.

    O resto é falta de caráter, principalmente vindo de pessoas tão cultas, mesmo que está cultura seja amaldiçoadamente marxista.

    Em tempo:

    Morte ao comunismo!

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