Bolsonaro diz que não entregará o seu celular nem com decisão judicial: “Está achando que eu sou um rato?”

Para Bolsonaro, Celso de Mello não deveria nem cogitar a consulta à PGR

Vinicius Valfre
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira, dia 22, que tomou conhecimento antecipadamente e deu aval à carta na qual o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, mencionou “consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional” de um possível pedido de busca e apreensão do telefone celular do presidente.

Em entrevista à Rádio Jovem Pan, o chefe do Executivo também afirmou que não entregaria seu aparelho mesmo com decisão da Justiça. A solicitação foi apresentada por parlamentares e partidos da oposição em notícia-crime levada ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre suposta interferência do presidente na Polícia Federal.

“TÁ DE BRINCADEIRA” – Nesta sexta-feira, dia 22, o ministro Celso de Mello, relator do caso, pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre assunto. “Tomei conhecimento do texto (do Heleno) antes da publicação. Eu olhei e falei: o senhor fique à vontade”, declarou Bolsonaro. “Agora, peraí: um ministro do STF querer o telefone funcional de um presidente da República que tem contato com líderes do mundo… tá de brincadeira, comigo?”.

O presidente criticou a decisão do ministro de Celso de Mello de consultar a PGR. Para Bolsonaro, o magistrado não deveria nem cogitar a consulta.

“No meu entender, com todo o respeito ao Supremo Tribunal Federal, nem deveria ter encaminhado ao Procurador-Geral da República. Tá na cara que eu jamais entregaria meu celular. A troco de quê? Alguém está achando que eu sou um rato para entregar um telefone meu numa circunstância como essa?”, frisou.

24 thoughts on “Bolsonaro diz que não entregará o seu celular nem com decisão judicial: “Está achando que eu sou um rato?”

  1. kkk puseram agora a carroça na frente dos bois, o decano da suprema corte aventou a possibilidade, não decidiu tacitamente se vai ou não pedir o celular do boçal. Caso o decano insista neste absurdo será o suicídio da suprema corte. E aí as consequências serão muito graves, não vale a pena arriscar.

  2. “Alguém está achando que eu sou um rato para entregar um telefone meu numa circunstância como essa?”, frisou.

    Um rato Tainha? Esta criatura não tem educação nem cultura de uma ameba.

  3. Se entregar a casa cai de vez, para ele e para os milicianos de Rio das Pedras.

    Babou! O “mito” disse: não dou, não dou, não dou.

    É um bundão é mesmo.

  4. Ah país vagabundo, um país que tem como presidente do STF um imbecil que foi reprovado duas vezes para um simples concurso é essa excrescência ainda vai passar 40 anos nessa corte ou seja DUAS GERAÇÕES, não pode não é e nunca será uma nação de verdade. E não vemos os ilustres jornalistas desse país dizerem uma palavra sobre essa situação.
    Ah país vagabundo.

  5. O ExCelso de Merda, inimigo público do Presidente, interpretando as leis conforme os seus interesses pessoais … por isso, já deveria estar na Papuda, junto com os seus parceiros.
    Eu continuo esfregando as mãos, torcendo como se fosse uma final da Copa do Mundo, para ele avançar o sinal vemelho. Somente assim, verei meu sonho de fechamento do STF, esse covil de protetores de bandidos, incluindo chefões do narcotráfico, tornar-se realidade.

    Siga em frente, ‘juiz de merda’ … apreenda o celular do PR e de toda a sua família.

  6. Há dois anos atrás o ministro Celso de Mello disse que o STF não é passador de notícia-crime e arquivou.
    O ministro Mello como Gilmar Mendes muda de opinião conforme o freguês.

    O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou notícia-crime apresentada pelo líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (RS), que pedia o oferecimento de denúncia contra sete procuradores da força-tarefa da Operação Lava-Jato por supostos crimes praticados no curso da operação.
    Ao rejeitar o pedido, o relator assinalou que o Supremo não pode ser confundido com órgão de encaminhamento a outras autoridades penais de comunicações referentes a alegadas práticas delituosas.
    O ministro Celso de Mello assinalou ainda que o Judiciário não tem a prerrogativa para ordenar, induzir ou estimular o oferecimento de acusações penais pelo MP, pois essas providências seriam uma “clara ofensa” a uma das mais expressivas funções institucionais daquele órgão. “O monopólio da titularidade da ação penal pública pertence ao Ministério Público, que age, nessa condição, com exclusividade, em nome do Estado”, afirmou.

    • Ora, ora…
      Nada a ver sua interpretação.

      No caso de notícia crime contra procuradores o órgão competente é o STF? Não é.
      Situações completamente diferentes as colocadas no momento atual:
      – Deputados federais e Senadores
      – Presidente
      A competência é do STF

  7. Uma pessoa que colocou as mãos postas como um crente e implorou ao Decano para não liberar o vídeo, não tem o direito de cantar de macho ao dizer que não entrega o celular nem com decisão judicial.
    Não acredito nesses homens porque já vi machões se mijarem diante do perigo. Chega de basóvia, Bolsonaro. Feche a boca, procure ser humilde e aceite que o seu filho pague pelo que fez, se for comprovado o que alegam.
    Aos militares aposentados que o assessoram, um conselho: vão pra casa, criem galinhas, leiam se criaram esse hábito na caserna, reconheçam que o tempo de realizar já se foi. Vão enquanto é tempo – não esqueçam de tomar o remedinho para a próstata e pressão arterial – e parem de encher o nosso saco!

  8. Até o todo poderoso Presidente Trump, dos EUA, se submete às leis e às decisões judiciais e da Câmara.
    No caso da conversa de Trump com o Presidente da Ucrânia, em que pediu para devassar as operações do candidato democrata no país, a investigação foi conduzida somente sob alguns protestos do Trump. Mas ninguém falou de colocar as Forças Armadas norte-americanas nas ruas contra quem quer que seja.
    O Brasil e os brasileiros precisam amadurecerem.

    • Como vocês (esquerdistas) devem ter tido uma noite “longa”; vou dar uma ajuda. Junto com o celular, vocês poderiam “exigir” que você colocado câmeras de vigilância no quarto do Bolsonaro; desconfio que ele faz “bobageira” durante a noite.

      PS: Se o willia booner mostrar esses vídeos no J.N, vai ser tiro e queda.

      • Fazer monitoramento clandestino é coisa da Abin paralela do Presidente
        Sem dúvida não ocorreria qualquer aventura judicial nesse sentido.
        Até da Dilma seria ilegal, mas quem estava sendo monitorado era o Molusco

        • Não estou falando de nada clandestino, estou falando de lei. Com certeza a constituição de 88 deve ter algum ponto (artigo ou lei), que corrobore uma estupidez desta.

          E se não tiver, é só pedir para algum ministro do stF dar uma interpretada.

  9. O que o ministro “de merda” quis fazer foi tumultuar o ambiente político, somente. Jogar esterco para alimentar essa imprensa rola bosta.
    O presidente usou de linguagem não protocolar pela razão elementar de que ali só estariam pessoas de sua estrita confiança. Já sabia, entretanto que Sérgio Moro estava “costeando o alambrado”, como dizia Leonel Brizola.
    O presidente insinuou e deixou claro que tinha gente ali como informante da Globo e do Antagonista. Moro vestiu a carapuça. Soube naquele instante que já estava desmascarado como um estranho no ninho. Moro, então, escolheu trair não só o governo ao qual servia e elogiava, mas trair sobretudo o Brasil.
    Seria interessante o pessoal da Receita Federal verificar que horas foi essa reunião e que horas foi vazado pela imprensa (Antagonista e Globo) que Moro sairia se Valeixo saísse. O mercado financeiro sofreu grande queda em decorrência desse vazamento, e o agravante é que naquele dia a assessoria de Moro desmentiu a demissão do ministro. Na manhã do dia seguinte o ex juiz fez aquele teatro todo para se demitir e acusar seu chefe em quem até a véspera confiava…
    E no marcado de ações, desespero para muitos e satisfação plena para uns poucos. Que antagonismo…

    • Essa sua linguagem não protocolar não se ouve nem em bordel de segunda categoria. Meus amigos não usam palavrões quando conversamos, meus filhos não usam, ninguém com educação usa, meu caro.
      Infelizes somos nós que o temos como presidente.

      • Depois da derrocada de vocês, hoje é tudo piada; não tome como verdade, nem como ofensa.

        Como eu não frequento, te pergunto: Qual linguagem você, seus filhos, seus amigos e demais pessoas educadas do seu convívio, usam ou ouvem em um bordel de segunda categoria ?

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