Bolsonaro evita falar sobre subsídio para contas de luz de templos e reclama por “apanhar” o tempo todo

Subsídio de contas de luz é aceno de Bolsonaro aos evangélicos

Mateus Vargas
Estadão

O presidente Jair Bolsonaro se desviou nesta terça-feira, dia 14, de perguntas sobre ser favorável ou não à concessão de subsídio para a conta de luz de templos religiosos, assunto que, a pedido dele, está em análise no governo.

“Estou apanhando e não decidi nada ainda. Eu não sei por que essa gana de dar pancada em mim o tempo todo. Eu assinei o decreto? Então por que essa pancada?”, declarou o presidente em frente ao Palácio da Alvorada.

“NA HORA CERTA” – Questionado se assinará o decreto para conceder o subsídio, Bolsonaro disse que decide “na hora certa”, aos “48 do segundo tempo ou 54”. O presidente negou-se a falar sobre o que pensa sobre o assunto: “Não tenho opinião para te dar”.

Pela minuta de decreto em estudo no governo, os templos passariam a pagar tarifas no horário de ponta, quando há maior consumo, iguais às cobradas durante o dia, ou seja, mais baratas. A alternativa em estudo para custear esses benefícios é repassar o valor a outros consumidores, tanto residenciais quanto livres, via o encargo chamado Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

EVANGÉLICOS – A soma dos benefícios embutidos na conta de luz e repassados para todos os consumidores atingiu R$ 22 bilhões neste ano e tem sido alvo de preocupação da área econômica do governo. Embora o movimento seja para beneficiar templos religiosos de forma ampla, os evangélicos são o alvo da medida.

O presidente voltou a afirmar que deve sancionar o Orçamento “no limite”, ou seja, no dia 20 de janeiro. Bolsonaro já sinalizou que deve aprovar o fundo eleitoral de cerca de R$ 2 bilhões, proposto pelo próprio governo, apesar de ele afirmar ser contra ao uso do recurso público nas disputas.

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NOTA DA  REDAÇÃO DO BLOG
 – Incorrigível, Bolsonaro insiste em dar uma de “coitado”, muitas vezes, quando acuado ou questionado. Não assume suas intenções publicamente, joga a culpa na conta de outros, diz que não sabe de nada ou simplesmente termina entrevistas de forma súbita. Não entende que o cargo que assumiu exigirá sempre explicações. Em aceno aos evangélicos, Bolsonaro quer subsidiar a conta de luz de igrejas. Simples assim, e ao mesmo tempo repudiável a negociata envolvendo política, fé,  recursos públicos e garantias para a coleta de assinaturas do seu novo partido. Aliás, Aliança, pelo que já é visto,  foi um nome pra lá de providencial. (Marcelo Copelli)

23 thoughts on “Bolsonaro evita falar sobre subsídio para contas de luz de templos e reclama por “apanhar” o tempo todo

  1. O bom da Democracia Direta, com Meritocracia, é que os eleitos, pelos próprios méritos, não terão os rabos presos com ninguém exceto Deus, a administração pública e o bem comum, e não serão obrigados a comer nas mãos sujas de ninguém.

  2. Durante a campanha o boçal naro denunciou o tal “coitadismo”, agora é ele que quer se passar por coitado. O boçal fala sem pensar e depois reclama que batem nele pelas besteiras que disse. Felizmente deste infeliz só temos mais três anos, mas o tempo voa. Graças a Deus.

  3. Carlos Marchi

    Um ano foi suficiente para demonstrar que o governo Bolsonaro é puro improviso e incompetência.

    Nunca teve um projeto para o país nem programas para as áreas de gestão.

    Anda à matroca, funciona aos solavancos, empurrado por palpites amadores e tiradas populistas.

    Veja o primor de despreparo que é a fila de 2,3 milhões de segurados do INSS para pedir benefícios.

    Desde o ano passado a imprensa vem alertando para o aumento de pedidos de aposentadoria. Só o governo não percebeu.

    Veja o desmazelo na Saúde: 1.544.987 casos de dengue em 2019, um aumento de 488% em relação a 2018.

    Na Economia, a inflação fechou no alto da meta. O ministro da área só fala em novos impostos. Não cria nada.

    A Educação é um achincalhe.

    A Cultura está sendo destruída, simplesmente.

    Isso não vai acabar bem. Isso não vai acabar bem. Isso não vai acabar bem.

    • Sr. Renato,
      Concordo com algumas coisas que o Sr fala e outras não.
      Esclareço que votei no ignóbil.
      Realmente o desgoverno não sabe qual rumo seguir, mas convenhamos que a culpa maior é dos anteriores, isso não tem a menor dúvida.
      Imagino que o Sr não discorde.
      Entendo que quer um brasil melhor pra todos.
      O TERRÍVELMENTE boquirroto tá de dar pena!
      Acho que não vai conseguir muita coisa. Serão 3 anos perdidos…
      Não torço contra porque não sou maluco,mas, tá muito difícil com esta gente, como foi muito difícil com a outra gente.
      Só lhe garanto uma coisa, no terrivelmente, eu não voto mais.
      Atenciosamente.

  4. Carlos Marchi

    Militares da reserva para trabalhar no atraso de benefícios do INSS?

    Tá de brincadeira, ô meu? Que proposta mais estapafúrdia!

    Primeiro, os tais “militares da reserva” só começarão a trabalhar em abril. Portanto, não são solução.

    Segundo, eles não terão a menor intimidade com o processo interno do INSS, não saberão manejar os protocolos.

    Terceiro, falta responder por que o governo Bolsonaro não percebeu a tempo que o sistema ia fazer água.

    Quarto, vamos parar com essa bobagem de que militar é panaceia universal dos problemas de governo.

  5. Se não sabe, deveria saber. Ele é presidente, se não quer críticas que pague e regiamente, como ele não dá mostras de fazer isso, segure as críticas. Subsidiar a energia de templos é a deixa para que seus críticos explorem isso ao máximo. Neste ponto ele nem precisa assinar nada, só a discussão sobre o assunto já dá farta munição a seus críticos.

  6. Apanha, sofre, pega paulada, porque quer. aprenda a ser mais tolerante e mais paciente com críticas e denúncias. Comece a aprender, junto com os sábios que tem em volta, a destacar e divulgar amplamente o que o governo já fez de produtivo para os brasileiros e para o Brasil. Saiba usar, com mais determinação e clareza, a força do rádio e da televisão.

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