Bolsonaro modera na TV, mas continua atacando nas redes o isolamento social

Sem cargo, Carlos Bolsonaro ganha sala ao lado do pai

Carlos Bolsonaro está comandando os ataques nas redes sociais

Ricardo Corrêa
O Tempo

O presidente Jair Bolsonaro fez um discurso bem mais ameno e moderado na televisão, no pronunciamento da noite da última terça-feira. Trazia um bom sinal de que deixaria de lado a insistência em forçar uma mudança nas orientações apresentadas por especialistas e pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Ainda que, mais cedo, em entrevista, tivesse distorcido o que disse o diretor geral da organização, de modo a convencer as pessoas de seu posicionamento controverso.

Ocorre que horas depois do pronunciamento, o presidente voltou à tática do confronto e à estratégia antiga. Por meio de um vídeo de um cidadão anônimo na Ceasa de Contagem – depois desmentido pelos fatos – passou a mensagem de crise de desabastecimento e atacou governadores e prefeitos. Só apagou o vídeo quando a mentira já estava escancarada por imagens atuais do centro de distribuição.

SUICÍDIO POLÍTICO – No caso do discurso na TV, Bolsonaro foi orientado pelos ministros militares, ala hoje mais moderada do governo, que perceberam que o presidente caminhava para um suicídio político. Nas redes, porém, continua prevalecendo a estratégia traçada pelos filhos do chefe do Executivo brasileiro. Em especial, Carlos Bolsonaro, que cuidou da estratégia bem sucedida do presidente durante campanha eleitoral.

O discurso do governo também é dúbio na questão econômica. O governo exalta a decisão de conceder um voucher de R$ 600 aos mais vulneráveis a essa pandemia, mas atrasou as decisões que podem efetivamente implementar a medida. Vale lembrar que a proposta do governo era de R$ 200, foi ampliada para R$ 500 no Congresso e depois, em um acordo com a equipe econômica, foi confirmado o valor de R$ 600.

ALEGAÇÃO FALSA – O governo agiu como se tivesse o dinheiro mas passou a alegar que precisa da aprovação da PEC Emergencial para ter subsídio jurídico para uso do recurso para pagar todo mundo. Assim, mais uma vez, joga para o Congresso a decisão.

A reação no Congresso, no Tribunal de Contas, no Ministério Público e no Judiciário foi imediata. É quase unânime a opinião de que não é preciso aprovar a PEC Emergencial para que a medida seja implementada.

Diante disso, Bolsonaro enfim sancionou o projeto, com alguns vetos, mas conseguiu criar uma nova crise em cima de um fato que deveria ser positivo.

8 thoughts on “Bolsonaro modera na TV, mas continua atacando nas redes o isolamento social

  1. Ele é assim. Não tem certeza de nada. Vai atirando para todos os lados. Não sabe e não quer saber. Todos são pagens do seu enorme ego. Mas ele sempre foi assim. Só faltam 3 anos. Quem votou nele repense seu voto.

    • Sr. Alex admiro sua paciência e até invejo. Se na minha vida pessoal seguisse sua atitudes , ela seria mais suave.

      Se precisar ganhar um dinheiro fácil, é só sentar o aço nesses palhaços.

      Recomendo fotografar todos que lhe insultam, depois é fácil de localizá-los.

      Aonde doí é o bolso.

  2. Ele dar uma canetaeda e liberar a grana sem respaldo jurídico é tudo que as hienas querem.
    Nessa casa de caboclo ele não entrou.
    Mas o que encanta é o palavrório do articulista que só pensa naquilo, diatribes vernaculares onde os até os cretinos e deficientes mentais sabe onde quer chegar.
    Mas o que me emputece é o fato de jornalistas pensarem que sabem tudo mais que os outros.
    Mas o que me acalma é assisti-los caindo do cavalo.

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