Bolsonaro não comenta, mas seu filho diz que alguém tem de parar o STF

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Eduardo Bolsonaro bateu forte no Supremo

Carlos Newton

O candidato Jair Bolsonaro, do PSL, não fez comentários sobre a série de decisões tomadas pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), entre elas a libertação do ex-ministro José Dirceu. Mas um dos seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), fez questão de criticar em sua conta do Twitter os julgamentos da Segunda Turma nesta terça-feira.

O parlamentar afirmou que “enquanto os brasileiros curtem a Copa o STF arregaça com o Brasil”, e disse que “alguém tem que parar” o tribunal. A frase foi acompanhada de uma imagem que trazia as notícias da soltura de Dirceu e da anulação da busca e apreensão feita no apartamento funcional da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Como se sabe, a Segunda Turma também soltou na terça-feira o ex-tesoureiro do PP João Claudio Genu, já condenado em segunda instância; manteve em liberdade Milton Lyra, apontado como lobista do MDB; e suspendeu a ação penal contra o deputado estadual Fernando Capez (PSDB-SP) por suposto envolvimento com a máfia da merenda.

NA ENCOLHA – O candidato preferiu ficar quieto, porque há cinco dias pediu ao Supremo que seja absolvido da acusação de racismo, argumentando que o Ministério Público quer criminalizá-lo por expressar opiniões. Em abril, a Procuradoria Geral da República denunciou o deputado ao STF por racismo contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e homossexuais.

Ao denunciar Bolsonaro, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu que ele seja condenado pelo crime, imprescritível e inafiançável, e multado em R$ 400 mil por danos morais coletivos.

ENTENDA O CASO – A Procuradoria denunciou que durante uma palestra no Clube Hebraica Rio de Janeiro, no ano passado, Bolsonaro usou expressões de cunho discriminatório, “incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais”. A procuradora Raquel Dodge classificou a conduta como “ilícita, inaceitável e severamente reprovável”.

No evento, Bolsonaro disse que, se eleito presidente em 2018, não destinará recursos para ONGs nem demarcará “um centímetro” para reservas indígenas ou quilombolas.

11 thoughts on “Bolsonaro não comenta, mas seu filho diz que alguém tem de parar o STF

  1. O STF COM CASOS EXTREMOS DE SUSPEIÇÃO e não se faz nada — cadê a Procuradoria Geral da República, os Ministérios Públicos, os advogados da terra?

  2. ESSAS ACUSAÇÕES CONTRA BOLSONARO SÃO ABSURDOS E AO ARREPIO DA LEGISLAÇÃO VIGENTE ele, como parlamentar, tem o direito de externar suas opiniões, representa os que pensam como ele — pretender-se o contrário é realizar uma cassação do seu mandato, de sua liberdade de expressão e de parcela significativa da população === aí não é mais democracia === estão forçando a barra, na queixa e no acolhimento

  3. Só no Brasil bandido tem esta força. O STF não passa de uma gangue de vagabundos e bandidos. Sempre fez isso e continuará a fazer enquanto os brasileiros curtem a Seleção da Globo. Brasil é uma piada pronta.

  4. A seleção ganha a Copa, os jogadores viram heróis e garantem bons contratos. Os brasileiros torcem pela seleção, ganham uma alegria momentânea, e no outro dia se deparam com a realidade e um STF que torna pior nossas vidas.

  5. Segundo o general tudo funcionando nos conformes. Só se para ele, as atitudes do STF são normais e dignas de uma democracia, cada um tem o seu nível de dignidade e do general deve ser este que esta aí. Coitado do povo com um Exército desses, os bandidos dançam e riem na nossa cara.

  6. Essa tal Raquel não é aquela que gosta de passar a mão na cabeça de bandido que rouba a saúde, a educação e o futuro de milhões de negros deste país?

  7. Esses juízes não são corpos refratários. Atualmente, quase já não existem mais cistos sociais: monastérios, conventos, clausuras incomunicáveis etc.
    Com esse alarido aqui fora, mídias que ofuscam e aturdem, é muito difícil alguém se manter como um pêndulo teso, indiferente às vibrações captadas das mais sutis impressões de insatisfação.

  8. Preciso assistir a TV justiça para ver a fundamentação desses votos, sem a qual é difícil opinar. Seria que um advogado que acompanhe a tribuna fizesse um comentário técnico sobre a razoabilidade destes votos. Obviamente, imaginando que os ministros do STF se atém a letra fria da lei nas suas decisões, o que parece não ter sido o caso. Não sei qual é a formação do filho de Bolsonaro, nem se acompanhou a seção. Mas como ocupa cargo público deveria respeitar os poderes. E deixar para imprensa e para os leigos que têm opinião sobre tudo fazerem-se críticas. Os poderes devem ser independentes e harmônicos. Em vez disso, fica um agredindo o outro.

  9. A que ponto chega o Brasil: O filho de Bolsonaro que não é jurista criticando juizes que soltaram Genú e Dirceu.Creio que este filho de Bolsonaro deve ser aquele que mandou uma jornalista tomar no C, (Não estou afirmando que seja esse). O que ele devia lembrar é que Genú foi o substituto de Janene presidente do PP onde Blosonaro esteve por muito tempo. Genú em depoimento disse ao juz Moro: Janene me dizia que todos da bancada do PP levavam dinheiro: Bolsonaro lá estava. Levou dinheiro sujo ou não levou? Bolsonaro filho não tem gabarito para criticar ninguém, muito menos ministros do STF. Ele deve ser daqueles que pensam que juiz é só para prender. De cultuar até sem saber a ideologia nazifascista.

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