Brancos e nulos foram 9% e a bancada do MDB desabou no primeiro turno

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Charge do Donga (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

Duas faces marcaram o primeiro turno das eleições, além da vitória de Bolsonaro e sua capacidade de transmitir apoio a candidatos aos governos estaduais. Reportagem de Ana Luiza Albuquerque e Leonardo Diegues, edição de ontem da Folha de São Paulo, destaca que o contingente de votos brancos e nulos ficou na escala de 9%, o que ocorre normalmente em eleições, ficando muito aquém do que vários autores cogitavam e projetavam numa escala bem maior.

Mas o que ocorre na maratona do voto é sempre assim. Quando a campanha se inicia, o grau de desinteresse é muito grande. Mas quando a campanha esquenta e se aproxima do desfecho, os eleitores dispostos a anular ou votar branco, em grande parte acabam marcando seu candidato nas urnas eletrônicas do país.

MÉDIA DE 10% – Quem examinar a história do voto no Brasil vai encontrar uma média em torno de 10%, como aconteceu em 1955 e como aconteceu no primeiro turno de 2018. A reportagem da Folha acentua que aqueles que esterilizaram seu voto terminaram contrariando por larga margem as previsões projetadas para o embate nas urnas.

A campanha deste ano apresentou polarizações que contribuíram para motivar eleitores e eleitoras: a onda contra o PT de Lula e a reação bastante forte contra a corrupção. Foram esses os fatores mais aparentes.

Menos aparentes, mas também muito intensos os impulsos contra o MDB e contra o governo Michel Temer.

ESVAZIAMENTO – Para se ter uma ideia, a bancada do MDB na Câmara Federal desabou dos 65 deputados federais para apenas 34. Os votos parecem ter sido transferidos para a legenda do PSL. A bancada do PSL passou a ser a segunda em número na Câmara dos deputados. Só ficou atrás da bancada do PT. Verifica-se assim que o desastre que marcou o desempenho do candidato do PT foi maior do que aquele que fez submergir uma bancada que era de 62 para uma de 57. Devemos ressaltar que a queda da legenda do PT na área parlamentar foi menor do que aquela registrada pelo desempenho do partido nas eleições majoritárias.

NOVO QUADRO – É com esse quadro estabelecido no primeiro turno que vamos assistir ao segundo turno, cujas pesquisas preliminares apontam para a vitória de Jair Bolsonaro. Surgirá das urnas um novo quadro político para o país. A partir de janeiro de 2019 é que a população brasileira começará a ter uma ideia dos meses que virão depois. Exatamente quando o projeto de governo do PSL passará ao conhecimento público e ao debate nacional. Não possuindo bola de cristal, não podemos calcular o que vai acontecer.

Mas pelo panorama ainda nebuloso divisamos dificuldades que terão de ser contornadas. Porém, em primeiro lugar, o país terá conhecimento do plano do novo governo. Trata-se da passagem semelhante a que marca o crepúsculo e a alvorada.

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