Brasil precisa de “tolerância zero” contra o crime e de um Supremo atuante

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Charge do Newton Silva (newtonsilva.com)

Carlos Newton

Não há como negar que a criminalidade fugiu completamente ao controle no Brasil. Sem que as autoridades percebessem a gravidade da situação (ou fingissem não perceber), em poucos anos se cumpriu a previsão do ex-ministro Darcy Ribeiro – “Se não construirmos mais escolas agora, teremos de construir mais presídios”. E como já perdemos 35 anos, não há mais tempo para reverter a situação: estamos precisando de mais escolas, mas antes teremos de construir presídios para melhorar as condições de segurança dos brasileiros.

Na semana passada, publicamos reportagem de Sergio Caldieri, informando que um ex-embaixador chinês esteve recentemente no Rio para fazer uma reportagem sobre o CIEP no bairro do Humaitá, no Rio, que continua funcionando nos moldes idealizados por Darcy Ribeiro. Ou seja, pretendem adotar o modelo brasileiro na China. Enquanto isso, no Brasil…

SEM ALTERNATIVA -Para o Brasil, o ideal seria fazer as duas coisas ao mesmo tempo – construir escolas e presídios. Mas não estamos nas mesmas condições econômicas da China, temos de fazer uma escolha, porque praticamente todos os recursos públicos são direcionados para custeio da máquina administrativa e pagamento da dívida pública.

É preciso optar, e atualmente a alternativa número um do brasileiro é apenas se manter vivo, fora das estatísticas da criminalidade e das balas perdidas.

Fala-se muito na violência no Rio de Janeiro, cuja Secretaria de Segurança Pública está sob uma intervenção federal que nem se percebe, mas na verdade a escalada da violência hoje atinge todos os Estados, indistintamente, com maior ou menor intensidade, e o Ceará parece ter se tornado a bola da vez.

TOLERÂNCIA ZERO – Não há dúvida de que o Brasil precisa de uma política de “Tolerância Zero”, igual à Nova York do prefeito Rudolph Giuliani, mas com muitas adaptações, é claro. A principal delas seria o endurecimento das leis criminais, com rigor na repressão e também na condenação e no cumprimento de penas.

Os réus de menor periculosidade devem ser encaminhados a colônias penais agrícolas ou a presídios industriais ou prestadores de serviços. Esses estabelecimentos seriam encarregados da manutenção dos veículos públicos e dos sistemas de ar refrigerado, assim como do conserto de mobiliários e de equipamentos urbanos de todo tipo, como brinquedos infantis e aparelhos de ginástica. 

Os presos de menor periculosidade deveriam fazer também trabalhos de reparos das ruas e rodovias, não faltam serviços a serem executados num país ainda carente como o Brasil.

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P.S.Não se trata de sonho impossível. São metas simples de serem alcançadas e que dependem dos poderes já constituídos. Do Legislativo, para aprovação de leis rigorosas para os crimes graves e mais lenientes nos delitos de menor importância, para facilitar a reinclusão social.  Do Executivo, para construir e manter um sistema prisional mais adequado. E do Judiciário, para dar agilidade ao cumprimento da lei, com um Supremo que seja atuante e que ajude a combater a criminalidade, ao invés de incentivar que políticos corruptos vivam em crime de impunidade. (C.N.)

23 thoughts on “Brasil precisa de “tolerância zero” contra o crime e de um Supremo atuante

  1. ” O impossível é o possível nunca antes tentando com eficiência.” E ao ponto em que chegamos só o impossível pode nos salvar, ou pelo menos atenuar a nossa tragédia da vida real, o resto é enganar ou ser enganado, em vão. NÃO SE ESPANTEM, no partidarismo eleitoral, no golpismo ditatorial, com os seus tentáculos, velhaco$, é assim mesmo que a coisa funciona, demência, demência, demência, e guerras tribais, frias ou quentes, primitivas, permanentes e insanas por poder, dinheiro, vantagens e privilégios, sem limite$, o tempo todo, à moda tudo para elle$ e o resto que se dane. E é contra o continuísmo da mesmice desse estado de coisa$ e coiso$ que agora, depois de 2018 de Cristo, estamos tentando levantar a Democracia Direta, com Meritocracia Eleitoral, a Terceira Via de Verdade como forma de acesso e exercício do poder, como propõe a RPL-PNBC-DD-ME, do Brasil para o mundo, o Projeto Novo e Alternativo de Política e de Nação, o novo caminho para o novo Brasil e o novo mundo de verdade, porque evoluir é preciso, o novo de verdade que urge se estabelecer no lugar do velho que já morreu.

    • A primeira medida social a ser tomada pelo novo de verdade é a do pleno emprego em condições dignas para todos, para a partir dai sabermos quem é quem de fato neste país-continente, em todos os seus rincões, com que o Novo pode contar para transformar e de quem nada deve esperar, principalmente dos quintas colunas que ao invés de ajudar a empurrar o país para frente o puxam para trás mantendo-o encalhado e patinando na lama ou até mesmo no seco.

      • Tivessem os desbravadores dado ouvidos aos “Velhos do Restelo”, o Brasil não teria sequer sido descoberto e nem colonizado pelos navegadores portugueses.

  2. “Brasil precisa de “tolerância zero” contra o crime e de um Supremo atuante” …

    Taí o sujeito, o Brasil!
    Política de tolerância zero para tudo é feito do Brasil (no Brasil).
    Vai asfaltar uma rua, ‘tolerância zero’ , má qualidade nunca mais, usar asfalto que dure 30 anos sem gerar buracos.
    Há tanto para fazer, tolerância zero com a indústria viciada do remendo (os abre buraco – tapa buraco da política nacional).
    E assim a coisa vai, é por aí….

    Caso contrario, continuamos assim: temos a melhor matéria prima do mundo, até baba de cupim sintética (tecnologia) para reduzir custos, mão de obra abundante, demanda aos montes, e colocam esses petistas, essa ‘paulo-pretada’ pra conduzir o progresso…
    Vira esse lamaçal…

    Como o vigarista do Dória, de agenda montada pra enganar, fez a função midiática na prefeitura e, antes do bicho pegar pra valer (período das chuvas e enchentes) saiu bonito na fita….
    Por mim, não saia candidato a Governador, ia pra cadeia, pilantra que é….

    • Andre BR. Cito muito que aqui no Rio de Janeiro ainda temos lugares em que o asfalto é dos anos 1970 e continua em estado bom a razoável. Temos vias com pavimento em concreto desde os anos 1970 e até de antes disso em bom estado para trafego, no entanto, os mesmos tipos de pavimentos quando feitos nos dias atuais não resistem a poucos anos.
      Por que será ? As obras rodoviárias urbanas ou não daqueles tempos não tinham data de validade. As atuais têm, e são bem curtas estas validades.

  3. Nada mais falacioso.

    O modelo de tolerância zero é fruto de uma equivocadíssima política repressivista norte-americana, chamada de movimento do law and order (movimento da lei e da ordem). O law and order prega a supremacia estatal e legal em franco detrimento do indivíduo e de seus direitos fundamentais. O Brasil já foi contaminado por esse modelo repressivista há mais de 10 anos, quando a famigerada Lei dos Crimes Hediondos (Lei 8072/90), seguida de outras na mesma linha, marcou a entrada do sistema penal brasileiro na era da escuridão, na ideologia do repressivismo saneador. A idéia de que a repressão total vai sanar o problema é totalmente ideológica e mistificadora. Sacrificam-se direitos fundamentais em nome da incompetência estatal em resolver os problemas que realmente geram a violência.

    Exemplo claro do fracasso nos dá o próprio modelo brasileiro. Basta questionar: com o advento da lei dos crimes hediondos (e posteriores) houve uma diminuição no número de delitos graves (latrocínios, seqüestros, tráfico de entorpecentes, etc.)? A política de aumentar penas e endurecer o regime de cumprimento diminuiu as taxas de criminalidade urbana? Obviamente que não. A cada dia ocorrem mais delitos de latrocínio, seqüestros (agora na sua versão “relâmpago”) e o tráfico de entorpecente cresce de forma alarmante, apenas para dar alguns poucos exemplos.

    Devemos questionar, ainda, porque o modelo escolhido foi o americano se, por exemplo, o inglês é muitíssimo mais eficiente? A polícia inglesa é o extremo oposto da americana. Policiais desarmados, educados e próximos da população. Sem dúvida uma instituição típica de um Estado Democrático de Direito. Sua eficiência é motivo de orgulho para os ingleses. Mas isso é muito difícil para nossos incompetentes governantes, acostumados a fazer prevalecer a força em detrimento da razão.

    Em definitivo, estamos sendo vítimas de uma propaganda enganosa, que nos fará mergulhar numa situação ainda mais caótica. É mais fácil seguir no caminho do direito penal simbólico, com leis absurdas, penas desproporcionadas e presídios superlotados, do que realmente combater a criminalidade. Legislar é fácil e a diarréia legislativa brasileira é prova inequívoca disso. Difícil é reconhecer o fracasso da política econômica, a ausência de programas sociais efetivos e o descaso com a educação. Ao que tudo indica, o futuro será pior, pois os meninos de rua que proliferam em qualquer cidade brasileira, ingressam em massa nas faculdades do crime, chamadas de Febem. A pós-graduação, é quase automático, basta completar 18 anos e escolher algum dos superlotados presídios brasileiros, verdadeiros mestrados profissionalizantes do crime.

    https://goo.gl/NGAFJb

    • Também acho absurda esse modelo de tolerância zero. Todos merecem outras chances na vida. Não vai ser um erro no na vida que vai acabar com o sujeito. Por isso que eu acho que as pessoas que tiraram a vida da vereadora e de seu motorista, devem ter apenas vacilado e, por isso, não merecem punição. Com certeza estão arrependidas. Vamos esquecer tudo, passar uma borracha e dar outra chance para essas pessoas, não é mesmo?

    • Há mais de 15 anos Nova York mudou a sua tática de tolerância zero , no início deu certo porém com o tempo o crime voltou a recrudescer.
      Precisamos de inteligência policial , mas no Rio o orçamento para a área de inteligência da Polícia Civil foi de R$ 2.170,00 em 2017 é zero neste ano.
      Veja o caso Marielle, a Globo está investigando melhor .

  4. 1) Parabéns CN, concordo plenamente.

    2) Já escrevi aqui, a China com mais de 1 bilhão e meio de habitantes não tem criminalidade e se tem é mínima, vão todos os delinquentes para os campos de reeducação social.

    3) Até contei de um delegado da Política Federal que já faleceu, ele esteve lá em Conclave Internacional de Policiais e presenciaram que a criminalidade era zero.

    4) Depois, um comentarista da TI escreveu que um casal de amigos esteve passeando em Pequim, andavam qualquer hora do dia ou da noite e tudo tranquilo.

    5) Nas Olimpíadas que aconteceram lá, não me lembro da imprensa internacional ter registrado cenas de criminalidade…

    • Lá funciona pois o modelo de comunismo é o estilo porrada! Esse funciona em um país onde o povo respeita as leis e as autoridades. Comunismo que dá certo, só depende do próprio povo. Aqui no Brasil, il, il, querem adotar o cumunismo-alternativo, onde a fonte de renda vem de meia – dúzia de otarios (nós) pra sustentar vagabundos que se fazem de vítimas, insuflados por partidecos como PT, PIÇOL, etc.. Vai lá na China um cidadão daqueles se fazer de coitadinho pra ganhar benefício social..
      É fuzilado na hora!

      • Escolas são muito importantes mas não a solução contra a criminalidade. Políticos corruptos são escolarizados; milicianos são escolarizados. O que combate a violência é a obediência as leis e a ordem. As escolas são importantes sim mas é uma falácia afirmar que sem elas precisaremos construir presídios. Sem elas teremos uma população analfabeto e sem conhecimento mas não necessariamente uma população de bandidos.

        • Faz uns 3 meses que o filho de um mafioso, com 2 mulheres peladas a bordo , enfiou a sua Ferrari na parede , a polícia chegou recolheu e nem noticiou o fato .
          Certa vez um jornalista que se infiltrou na máfia viu um acidente com um contêiner , a porta abriu e só caiu defuntos congelados .

  5. Pois eu acho que esta na hora de ressuscitar a velha e boa lei de talião, aquela do olho por olho e dente por dente.
    Começar aplicar na bandidagem, os mesmos métodos que eles aplicam nas suas vítimas.
    Loguinho, loguinho as coisas entram nos eixos, porque a bandidagem é de uma covardia total.
    Se tiverem que encarar também a “brutalidade”, passam a andar na linha.
    Com esta moleza atual, é que não se vai conseguir nada.

  6. cn
    por favor se for possivel
    coloque um botao para podermos
    compartilhar no
    whatsapp tb
    por favor
    pois o facebook
    ta censurando
    bgdu amigo
    fernando

  7. Mesmo com um congresso majoritariamente composto por pilantras e ignorantes, uma segunda turma do STF com 3 membros que poderiam estar chefiando milícia no Morro do Juramento, e um executivo composto por pilantras corruptos e oportunistas, ainda há sonhadores que pensam em um Brasil melhor… Contem carneirinhos que ajuda o sono vir – e sonhem profundamente.

  8. Lembrando.
    Dos mais de 57 mil homicídio doloso , um pouco mais de 2.700 foram latrocínios… É para pensar . A PF prendeu a ex mulher do Beiramar , o seu contador e mais 12 sem dar um tiro sequer …

  9. Prezadíssimo CN
    Já disse “alguém” que, para fazer omelete é necessário quebrar os ovos!
    Radicalizar é preciso. Radicalizar: ir á raiz do problema. E o fizeste, com maestria e clareza.
    Alguns querem que tudo funcione, mas por milagre, sem perdas e sem dores.
    Agradeço, sinceramente, teres escrito e tocado em pontos tão importantes.
    Agora só temos de encontrar homens/mulheres que tenham a coragem de agir.
    No mais, 90% do povo brasileiro dirá amém.
    Quanto à necessidade de se construir mais escolas, te afirmo: com raríssimas exceções, já as temos em quantidade acima do necessário. Reformar algumas e manter as que temos, com mais cuidado, é suficiente.
    Já os presídios, certamente precisamos de mais.
    Alguns meses atrás escrevi: “nos dias atuais, é preciso investir em mais presídios do que em escolas.”
    Quem afirmar o contrário, desconhece a realidade.
    Abraço e saúde.

    Fallavena

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