Brasileiros são levados a crer que a todo desejo equivale um direito — e nenhum dever

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Charge do Miguel Paiva (Arquivo Google)

Luciano Trigo
O Globo

Historiadores relatam que, em busca das riquezas fabulosas do Eldorado, conquistadores europeus interrogavam insistentemente os nativos, até que recebessem — ou julgassem receber — a resposta que desejavam. Pero Vaz de Caminha escreve em sua famosa carta que, convidados a subir a bordo de uma caravela, alguns nativos examinaram atentamente um par de objetos e, em seguida, voltaram seu olhar para a terra. Os navegantes portugueses concluíram daí que eles estavam propondo trocar aqueles objetos por ouro e outras riquezas — interpretação que, evidentemente, mais se devia ao desejo que à realidade. “Isso tomávamos nós nesse sentido, por assim o desejarmos”, escreve Caminha.

Talvez tenhamos herdado do colonizador português nossa vocação para acreditar naquilo que queremos, mais do que naquilo que enxergamos.

PÓS-VERDADE – Não surpreende, portanto, que o recente fenômeno da pós-verdade tenha encontrado no Brasil terreno mais do que fértil: a pós-verdade conferiu, por assim dizer, legitimidade intelectual à persistente atitude do brasileiro de ignorar fatos e números que contrariem suas convicções. Sempre aplicamos à realidade o filtro do nosso desejo: se a realidade não corresponde ao que quero, pior para a realidade.

Outro traço distintivo do caráter nacional no século 21 é a obstinada recusa em reconhecer um erro. Parece que Mark Twain estava pensando nos brasileiros do futuro quando afirmou que é mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las de que elas foram enganadas. Assim somos: preferimos nos agarrar a um engano até o túmulo a admitir que fomos feitos de bobos.

Por fim, um terceiro traço que nos caracteriza, complementar aos outros dois, é a tendência a confundir fatos e opiniões, vontades e direitos, o que geralmente conduz à vitimização: quando desejos se transformam em direitos, se eu não tenho algo que quero será sempre por culpa do outro, não por incompetência minha.

SEM CONCILIAÇÃO – Somados, esses três traços impedem qualquer conciliação entre os campos em disputa na sociedade fraturada em que vivemos hoje. Como esses campos parecem viver em realidades incompatíveis, sem qualquer interseção que permita um esboço de consenso, é inútil apelar à razão.

No país das verdades alternativas, cada um escolhe a narrativa que mais lhe apetece, sem qualquer cerimônia. Todos têm razão e ninguém admite ser contrariado.

Como chegamos a esse ponto? Educação. Antigamente se aprendia desde criança que a gente não pode ter tudo que quer. Mesmo aqueles que não aprendiam isso em casa acabavam entendendo, porque a vida ensinava, e a realidade se impunha. A vida ensinava também que as pessoas são diferentes, têm graus variáveis de beleza e inteligência, talentos, aptidões e características individuais, mas isso não era motivo para inveja nem ressentimento.

NÃO É MAIS ASSIM – A beleza alheia não ofendia, a inteligência alheia não oprimia, os talentos alheios eram objeto de admiração, não de ódio — porque se aprendia também que o esforço, o sacrifício e a perseverança podiam levar qualquer pessoa à realização e à felicidade.

Hoje não é mais assim: em vez de entender que não podem ter tudo que querem, gerações de brasileiros estão sendo levadas a acreditar que a todo desejo equivale um direito — e nenhum dever. Uma pessoa desprovida de beleza tem o direito de ser top model; uma pessoa desprovida de inteligência ou disposição para estudar tem o direito de tirar nota 10 nas provas; uma pessoa desprovida de dinheiro tem o direito de ter um iPhone 11; uma pessoa que nasceu homem tem o direito de participar nas equipes femininas em competições esportivas — tudo “por assim o desejarmos”, como escreveu Caminha.

É difícil acreditar que isso possa dar certo: pode existir pós-verdade, mas ainda não inventaram a pós-realidade. Indiferente ao que desejamos e ao sentido que damos às coisas, a realidade sempre se impõe, nem sempre de forma agradável.

(Artigo enviado por Mário Assis Causanilhas)

33 thoughts on “Brasileiros são levados a crer que a todo desejo equivale um direito — e nenhum dever

    • Canto da sereia liberal: menos direitos, mais empregos. E os bolsolesadinhos como Jose Roberto ficam felizes em viram entregadores de quentinhas pra ganhar 700 reais por mês. Bolsotrouxa é assim.

        • A imensa maioria dos servidores é forçada, sob ameaça de demissão, a jornadas de trabalho exaustivas e sem qualquer fiscalização sobre a sobrecarga de horas extras não remuneradas.

          O extremo oposto é também condenável, mas só atinge quem tem costas muito quentes, pois a politicagem estabelece castas de reis e escravos no serviço público.

          • Você está falando da China? Pois em Pindorama é público, notório, explícito, claríssimo, facilmente constatável que uma grande parte dos “investidos” NÃO cumprem as 20, 30 ou 40 horas contratadas na hora da tal investidura. Além de outros que tem duas ou mais inscrições (emprego público) o que é ilegal, exceto para área da saúde e educação. Alguns cara de pau colocam até no Lattes que tem 3 empregos, um dedicação exclusiva (????) de 40 horas, mais outros dois de 30 horas. Como trabalhar 100 horas semanais?

          • Hahahaha….. que mentira deslavada. Já trabalhei em governos estaduais, no executivo e agora no judiciário federal, nunca vi ninguém trabalhar assim, muito menos ameaça de demissão, deixa de ser ridículo.

          • Há disparidades enormes no serviço público brasileiro.

            Reis, patrimonialistas, como nos casos aos quais voces se referem (minoria numérica, mas que talvez corresponda ao meio em que vocês estão inseridos) e escravos, servidores sem influencia política, que nao têm acesso aos direitos trabalhistas mínimos, e que sofrem intenso assédio moral e exploração desumana, perpetrada por esses senhores privilegiados e que superexploram para obterem toda a glória política do trabalho dos subalternos.

  1. Que maravilha o texto do jornalista Luciano Trigo. Qualquer pessoa de qualquer matiz social deve assiná-lo. É mais fácil e evidente para os adultos acima dos 50 ou 60 no que me incluo.

    Contudo para os jovens, adolescentes e imaturos e que vivem sob o sol do consumo, é difícil mesmo entenderem o texto.

    Educação é a chave mestra.

  2. Construir uma sociedade na qual todos tenham acesso à educação básica de qualidade para que possam competir, de fato, conforme os seus esforços e pendores é o ponto que está sendo ignorado nessa época de negação a todo e qualquer direito mínimo e humanitário.

    O termo “vitimização” é perigoso e aplicado, muitas vezes, a partir de um exame superficial.

    A realidade é fruto de uma interação de fatores (com resultados probabilísticos e não determinísticos) e tentativas de sempre atribuir toda e qualquer culpa exclusivamente aos que se encontram em situação de vulnerabilidade são discursos que transbordam a covardia e a arrogância de quem apenas valoriza a própria dor e enxerga só o próprio umbigo.

    • Mas quando se fala em investir mais nas creches e na educação fundamental e diminuir a imensa verba destinada ao ensino superior (58% do total do MEC) a esquerda chia, grita, bufa e estrebucha.

  3. Frase que ilustra muito bem o comportamento da nossa imprensa nos dias de hoje:
    “Assim somos: preferimos nos agarrar a um engano até o túmulo a admitir que fomos feitos de bobos.”.

  4. Ulisses Guimarães “1988”( Ulisses no país das maravilhas) foi o pai deste pensamento mágico.
    O resultado aí está.
    O Estado ou a Prefeitura não tem dinheiro para pagar o salário do funcionário? O supremo decide que ele é obrigado a pagar ( o supremo vai mandar junto com a sua decisão uma máquina de fazer dinheiro ?).

    • Victor Marins, meu caro … o grande brasileiro, o herói da Redemocratização, Ulysses Guimarães não tem nada a ver, conforme:

      “É preciso lembrar que os indecentes salários dos três Poderes e das estatais resultam de reajustes que ocorreram nos anos do PT. O então presidente Lula ganhava em 2006 apenas R$ 8.885,48. Em 2014, Dilma já recebia R$ 30,9 mil, com aumento de 250%!”, assinalou Aranha.
      E O MÍNIMO? – Em seguida, o comentarista disse que o salário mínimo em 2006 era de R$ 350 e em 2014 de R$ 724, ou seja, no mesmo período aumentou pouco mais de 100%.”

      Um aperto de mão

  5. Texto eivado de preconceito do velho colonialismo.

    Mais um que acredita em meritocracia num ambiente de desiguais.

    Se tem uma coisa que o Povo Brasileiro acredita e tem certeza, é a de que não tem Direito algum. Vive em busca de angariar a simpatia do algoz de plantão.

    Exemplo (apenas um exemplo):

    A reação do Povo Brasileiro diante da Reforma da Previdência Social no Brasil e a reação do Povo Francês na França diante do Desejo do Macron de reformar a Previdência Social do Povo Francês.

    Precisa dizer mais alguma coisa?

  6. Li o artigo em tela, diante de comentários a favor e contra a ideia do autor, Luciano Trigo.

    Por que textos favoráveis?
    Por que opiniões em contrário?

    Em princípio, qualquer assunto pode ser questionado; pode encontrar quem goste e quem não goste; quem elogie e critique.
    Logo, o assunto abordado por Trigo não fugiria à regra.

    Mas, vou me colocar ao lado dos colegas que discordaram do autor.
    Explico:

    A análise feita para encontrar as três características atuais do brasileiro tem como base um amplo espectro, onde o equívoco foi por mim detectado:
    1 – Não somos um povo absolutamente originado do português;
    2 – em consequência, Trigo generalizou, e sua conclusão difere, contradiz, a sua ideia de solução para o nosso problema, que seria a Educação.

    Ora, … “Por fim, um terceiro traço que nos caracteriza, complementar aos outros dois, é a tendência a confundir fatos e opiniões, vontades e direitos, o que geralmente conduz à vitimização: quando desejos se transformam em direitos, se eu não tenho algo que quero será sempre por culpa do outro, não por incompetência minha … ”

    A palavra vitimização, respeitosamente, agride a realidade incontestável brasileira, de pobres e miseráveis, desempregados e endividados, incultos e incautos.
    Faltou ao autor entender que somos vítimas reais dos poderes constituídos, e não que tenhamos adotado a vitimização como desculpa aos enganos ou erros cometidos ou à situação vivida.

    Os milhões de cidadãos sem condições até de estudar, tanto pela falta de escola nos grotões nacionais, quanto do desinteresse dos governantes sobre a Educação/Ensino, poderia ser acusada como uma das causas desta confusão que se faz, menos ao resultado obtido por Trigo:
    “Por fim, um terceiro traço que nos caracteriza, complementar aos outros dois, é a tendência a confundir fatos e opiniões, vontades e direitos, o que geralmente conduz à vitimização: quando desejos se transformam em direitos, se eu não tenho algo que quero será sempre por culpa do outro, não por incompetência minha.”

    Ora, ora, uma pessoa sem condições alguma porque – volto a repetir, pois a mim me parece que a mídia propositadamente esconde a realidade brasileira – pobre, miserável, desempregada, endividada, decididamente não pode atribuir a si mesma que foi incompetente, que a culpa foi sua!
    Não! Ela foi vítima, sim, de um sistema cruel, exclusivo, comandado por castas, elites e banqueiros, que em nada se interessam pelo povo, a não ser a obtenção de lucros e proventos milionários, incluindo indenizações e auxílios pecuniários os mais variados e exóticos.

    E quem paga tais abomináveis privilégios é quem o autor acusa de NÃO TER CONSCIÊNCIA DA SUA INCOMPETÊNCIA!

    Uma contradição enorme, imensa, imperdoável, pelo fato de que exclui da sua análise justamente os causadores de o povo se encontrar neste patamar de inércia, de “me engana que gosto”, de confusão entre realidade e fantasia!

    A realidade da população é viver o dia a dia;
    lutar pela comida, pelo menos uma vez a cada 24 horas;
    viver de expediente;
    catar lixo, e dele aproveitar algo para se alimentar;
    dormir em bancos nas praças ou embaixo de marquises ou entradas de prédios;
    sentir-se doente, e tentar um leito de hospital, onde irá se alimentar e dormir em uma cama, quando consegue a baixa em razão do seu estado de saúde crítico;
    ao saber fazer contas, após três ou quatro anos frequentando uma escola paupérrima, com professores recebendo salários aviltantes, humilhantes, a criança abandona os estudos e passa a ser usada pelos pais ou por quem dela cuida, para vender pasteis, doces, salgados, o que for para trazer alguma renda para a sua casa;
    sem a conclusão sequer do Fundamental, conseguir emprego é impossível; imaginar uma carreira profissional é utopia; o meio onde vive é de carência, necessidades, onde adquirir a tal “consciência” que é incompetente e culpado pela sua situação??!!

    Curiosamente, Trigo acusa o povão, aquele que sofre, exigindo dele uma tomada de posição impossível.
    Menos, criticar as elites, castas, e os banqueiros.
    Trigo deixou de lado mencionar aqueles que nos roubam, exploram, manipulam e nos matam!
    O autor excluiu, vergonhosamente, a casta política, ao não postar uma palavra que fosse referente à falta de consciência do bem comum, do serviço público, e a razão pela qual o parlamentar foi eleito!

    Os problemas do país se referem unicamente ao cidadão, e não às instituições corruptas.
    Os Três Poderes estão muito bem, pois não foram comentados; eles devem ser, na ótica de Trigo, honestos, competentes, preocupados com o povo e país; nós que deixamos a desejar!

    E, conclui, de uma forma que não condiz com o que se vê do Brasil e de sua população, ao alegar:
    “Hoje não é mais assim: em vez de entender que não podem ter tudo que querem, gerações de brasileiros estão sendo levadas a acreditar que a todo desejo equivale um direito — e nenhum dever. Uma pessoa desprovida de beleza tem o direito de ser top model; uma pessoa desprovida de inteligência ou disposição para estudar tem o direito de tirar nota 10 nas provas; uma pessoa desprovida de dinheiro tem o direito de ter um iPhone 11; uma pessoa que nasceu homem tem o direito de participar nas equipes femininas em competições esportivas — tudo “por assim o desejarmos”, como escreveu Caminha.

    É difícil acreditar que isso possa dar certo: pode existir pós-verdade, mas ainda não inventaram a pós-realidade. Indiferente ao que desejamos e ao sentido que damos às coisas, a realidade sempre se impõe, nem sempre de forma agradável.”

    Trigo se referia a quem, ao final do seu artigo?
    De que forma nos transformamos no que escreveu Caminha?
    E as imigrações de alemães, italianos, poloneses, japoneses, árabes, judeus … foram contaminados pelo vaticínio ou interpretação de Caminha?

    E suas culturas, trazidas de diferentes pontos do planeta, que assim criaram seus filhos, seus descendentes no Brasil?
    Desde quando que a mulher brasileira pobre, miserável, professora, enfermeira, policial … quer ser “top model”?
    Sem dentes, a pele manchada, cabelos lavados com sabão, sem praticar diariamente academias de ginásticas ou a cada dois dias ir ao salão de beleza, pode ter esta vontade, mesmo em se tratando da vaidade feminina?

    Se a ideia de Trigo era fazer um chamado à razão, lamento, mas ele mais ainda segregou o povo; mais ainda o distanciou da realidade; quis abranger o cidadão brasileiro da única forma que não poderia, generalizar.

    Portanto, a meu ver, o artigo é insípido e inodoro.
    De tão abrangente, que o autor teve como intenção para chegar à sua conclusão, que o resultado foi catastrófico, afora os diagnósticos imprecisos e obtidos com meras observações, sem conhecer o paciente e muito menos investigar a doença que o acometia.

    Se está faltando consciência da nossa incompetência, Trigo deveria ter escrito um artigo com a sua qualidade indiscutível, a respeito do poder Legislativo, Executivo e Judiciário.
    E concluir que somos efetivamente vítimas do sistema, menos que nos digam que gostamos de usar a vitimização para nos desculpar pela situação que nos encontramos!

    Trigo foi no mínimo injusto, de modo que eu não escreva que foi preconceituoso com o pobre e miserável!

  7. Bem, mais um texto que demonstra uma verdadeira incompreensão da natureza humana.

    O povo brasileiro ao qual o autor critica porque, por sua ótica, ele deveria reclamar menos, trabalhar mais, estudar por conta própria, crescer economicamente por seu trabalho.

    Parece que o autor, do alto de sua posição, desconhece as agruras do povo, desconhece aqueles trabalhadores que labutam sob condições péssimas, tendo direito a um mísero salário que mal cobre as suas necessidades mais básicas.

    Certamente, o autor deve ter abrangido somente uma parte da população, talvez a que se manifesta por redes sociais (e que é uma minoria no universo da população brasileira) e construiu uma tese falsa, raciocinando que uma pequena amostra seja o reflexo da maioria.

    E ainda fala de razão, mas seu manifesto não é racional, apenas passional.

    O autor desconhece uma realidade (já que ele fala dela): a grande e persistente desigualdade social existente no nosso país. E nas entrelinhas sugere que nos conformemos com essa situação, que sufoquemos os nossos desejos de melhoria.

  8. Caro Lionço,
    Dr Ulisses foi um homem que dedicou toda a sua vida pra política. Nunca se soube dele, desonestidade com dinheiro ou com caráter.
    Era bem intencionado e patriota.
    Porém, os resultados práticos que Ulisses ( 1988) nos deixou, foram catastróficos. Na área política, sem o voto distrital, as corporações tomaram conta do congresso e do tesouro nacional. Na área econômica, aprovou uma legislação burocrática estatal, um ano antes da queda do muro de Berlin.
    Ao final dos trabalhos, Dr Ulisses declarou ” Esta é a Constituição dos Miseráveis”
    O Senador Roberto Campos complementou:
    ” Temo que o senhor esteja sendo profético”

  9. Esta loucurada toda foi enfiada na cabeça do povo pela Constituição Cidadã do Dr. Ulisses. Nela temos direito a tudo, ou quase, criaram-se obrigações para o Estado mas sem as fontes de custeio para tais benefícios. Então é isto aí, ando de ônibus de sem me perguntar quanto custa isto, custa, mas a sociedade não se faz esta pergunta. No dia em que o povo se der a conta de que “não existe lanche grátis talvez ” comece a perguntar quanto custa o remédio que é dado de graça na farmácia.

    • “não existe lanche grátis talvez ” comece a perguntar quanto custa o remédio que é dado de graça na farmácia.

      O povo não vai perguntar nunca porque o remédio é grátis, não temos cultura básica, elementar, grande parte da população é analfabeta funcional.

      O brasileiro médio não faz contas simples aritméticas, daí estarem enrolados com o crédito, positivado, estas coisas.

      Quando enrolados financeiramente só vêem direitos, procuram o agente financeiro eventualmente, não tem iniciativa de solucionar problemas desta natureza. Dependem de advogado, gerente de banco, palpiteiros, vizinhos, amigos dos amigos e por aí vai.

      Lá vai meu mantra: somos inviáveis culturalmente (padre cantor, sertanejo universitário and so on..), econômica e financeiramente, ah, e politicamente, claro.

  10. O autor escreve um texto, dizendo que tem malandro que só vê pela sua lente; e então, ao ler os comentários, fica comprovando o que o autor escreveu.
    PS: Parece que o autor nem estava tentando ensinar nada (sabia que estava pregando no deserto), o texto parece mais um desabafo.

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