Caixa dois

Edson Khair

Em entrevista de hoje (21/02) o presidente do STJ, ministro César Asfor Rocha afirmou nuclearmente que o caixa dois é “erva daninha; arranca uma e nasce outra”.

Poucas vezes um ministro de alta Corte no Brasil foi tão real ao descrever desvio de conduta do ser humano.

Sim, seria este “pathos” , a corrupção, segundo o texto bíblico , judaico -cristão nascido com Adão  e Eva, quando ela mordeu a maça do pecado.

Como sabemos , que contrariando  Rosseau, homem não nasce bom como queria o filósofo iluminista francês . Ao contrario, como ensinou  Maquiavel  a natureza humana é perversa. Portanto,aconselhando  Lourenço de  Médici em Florença, príncipe da cidade a escolher entre o amor e o temor, optar por este último considerando a natureza da Pessoa.

Claro, o caixa dois, a corrupção para ficarmos do século XX até hoje sempre existiu. Se examinarmos a trajetória do bolchevismo de Lênin à Gorbachov passando por um dos maiores monstros no ocidente do período, ou seja, Stalin, constataremos a existência da corrupção.

E verdade, umas da principais causa do fim da antiga U.R.S.S foi a corrupção do seus membros dirigentes . A tal nomenclatura a que se referiu Miloian Djilas.

Na Alemanha de Adolf Hitler não foi diferente. Saído o país da primeira grande guerra mundial (1914-1918) derrotado pelos aliados não foi diferente. Não devemos esquecer o apoio entusiástico do grande empresariado e dos banqueiros alemães ao populismo sanguinário do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores  Alemães. Atribuiu-se a derrota diante dos aliados (França, Inglaterra, EUA e Itália) á venda de material bélico defeituoso ao exército alemão vendido por negociantes  judeus alemães corruptos . Com certeza era o caixa dois da época .

O grande caixa dois do ocidente depois da segunda guerra mundial foi o plano Marshall, dos nossos amigos-inimigos ianques (Hélio Fernandes).

Voltando ao Brasil do século XX ao XXI desde de Sarney, passando por Collor de Mello, FHC chegando até o ex-operário , candidato sul-americano  a “duce” caboclo exangue que a semelhança do original nunca se definiu quanto à espécie e socialismo. Com certeza, aliado e criatura da banca internacional e de parte da nacional segue até hoje com sua política assistencialista. Política que tanto criticou em relação a populismo varguista. Populismo patriótico, não aliado à banca. Ao contrário iniciou e prestigiou o nascente empresariado  nacional. De maneira que indaga-se finalmente se prevalecerá em outubro este populismo assistencialista sem perspectiva de enfrentar os principais problemas do país, ou seja, a educação, o transporte, ferroviário e marítimo, a saúde e o emprego?

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