Campanha de Dilma ganha ritmo acelerado

Pedro do Coutto

Basta a leitura atenta do noticiário político para se verificar que a campanha da ministra Dilma Roussef à presidência da República ganhou ritmo acelerado e seu esquema básico já se encontra estruturado em bases sólidas. O presidente Lula, sem dúvida, escolheu o momento que julgou adequado para impulsionar sua candidata no cenário e nas pesquisas que certamente vão refletir os efeitos. Os êxitos do presidente da República se acumularam e ele sentiu nitidamente  o retraimento das oposições. A escolha do Rio como sede  Olímpica em 2016, sem dúvida adicionou muito para o governo. Os adversários permanecem em silêncio à procura de um argumento destinado à ocupação de um espaço de ação. Está faltando esse espaço. Pelo que se pode identificar, os pesos da imagem de Lula e do governo estão dando suporte ao novo ritmo que está regendo a campanha com grande antecipação legal. Mas uma coisa é alei eleitoral, outra é a situação de fato. Como definir uma margem da outra? É praticamente impossível. E se os adversários da chefe da Casa Civil tentassem TAM caminho só teriam a perder. A opinião pública reage mal às proibições. E procurar proibir será inevitavelmente um sinal de enfraquecimento. A prova de que a oposição não conseguiria sustentar o debate e o combate. Lula teceu com muita eficiência uma rede política  de apoio e circunstâncias.Nessa rede tolhe a atuação dos adversários.A estratégia está funcionando.Nada indica, hoje, que deixe de funcionar, o que não significa dizer que o desfecho final esteja definido um ano antes das urnas. O raciocínio vale apenas como uma constatação do momento e do que está se passando no universo político. O presidente da República encontrou o caminho para sua candidata. O PSDB, o DEM, o PPS, ainda buscam um novo rumo.

Há inclusive o aspecto das alianças regionais. O governo, claro, leva grande vantagem na sua montagem, sobretudo porque coloca a questão do alto de sua popularidade e aprovação pública. E é difícil enfrentar as manifestações da opinião pública, sobretudo quando elas convergem para um raro patamar de aprovação. Dupla aprovação. Sobretudo quando se trata da imagem pessoal do presidente. O principal adversário, governador José Serra, encontra-se muito retraído, pode ser que por uma estratégia voltada a jogar com o tempo. Mas não parece a mais adequada, pois à medida que as semanas se desenrolam, o executivo ocupa espaços em sequência. Na realidade, o embate já começou, o tempo está passando na janela. A oposição transforma-se nu personagem à busca de uma mensagem. De qualquer forma, temos que aguardar as próximas pesquisas do Datafolha, Ibope, Sensus ou Vox Populi. E não apenas os levantamentos, mas suas interpretações. Seja como for, Lula já avançou e Dilma Roussef está avançando. Haverá um limite de ascensão para ela? É verdade que, no final das contas, tudo vai depender do tempo na televisão. Mas isso não quer dizer que os candidatos devam esperar até lá. Sobretudo porque Lula não esperou e resolveu fazer a própria hora de seu projeto político.

As oposições, portanto, que escolham um novo rumo e façam também o seu momento. A campanha foi desencadeada. Com intensidade, determinação, perseverança. E até com uma duplicidade singular, que abrange ao mesmo tempo a ministra Dilma Roussef e o deputado Ciro Gomes. Aliados, no fundo, assegurando o segundo turno. No segundo turno, Lula pretende jogar tudo num plebiscito.

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