PMN rejeita candidatura própria e Valéria Monteiro faz protesto, aos gritos

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Valéria Monteiro ainda insistia em ser candidata

Bruno Góes
O Globo

A convenção do PMN, partido nanico que chegou a negociar uma aliança com a candidatura de Marina Silva (Rede), foi marcada neste sábado, em Brasília, por uma confusão envolvendo a ex-apresentadora Valéria Monteiro. Antes da reunião, já havia acordo entre os 134 votantes para rejeitar candidatura própria ou qualquer apoio a outros presidenciáveis no primeiro turno. Logo que a convenção começou, Valéria, que queria concorrer ao cargo de presidente, tratou de gritar no fundo da platéia: “Essa convenção é fajuta! Essa convenção é fajuta!”

A ex-apresentadora logo foi acompanhada por Marivaldo Neves, que teve a pré-candidatura ao Senado rejeitada na Bahia. E também auxiliada por um rapaz descontrolado que insistia em gritar: “O PMN já elegeu deputado, governador. E agora vai eleger também presidente da República!”

GRITARIA – Enquanto Valéria gritava contra a direção, mas sem aparentar descontrole, Marivaldo exigiu a palavra, aos berros. O presidente nacional do PMN, Antônio Massarolo, disse que apenas os votantes teriam direito a falar. Marivaldo, então, foi retirado a pontapés por seguranças.

“Eu sou advogado! Eu sou advogado!” — gritava Marivaldo, enquanto levava uma gravata de um segurança.

Depois da confusão, o PMN decidiu não apoiar qualquer candidatura ou ter candidato próprio. Segundo o presidente do partido, Marina Silva tentou firmar acordo apenas com o diretório de São Paulo, onde os quadros do partido são próximos à Rede.

MARINA SILVA  — “Conversei com o Pedro Ivo (um dos colaboradores de Marina) há 15 dias. Nós não tínhamos como apoiá-la. Nos estados, temos gente querendo apoiar Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Bolsonaro. Então, seria muito desconfortável se a gente fechasse essa aliança”.

Após as discussões, Valéria disse que iria ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar anular a convenção. Segundo o presidente do partido, havia um acordo com a ex-apresentadora. Sua candidatura só seria lançada se ela alcançasse 3% dos votos em pesquisas de intenção de voto, o que não aconteceu.

Valéria está em disputa judicial com o partido. Ela chegou a conseguir no TSE uma decisão favorável para que a legenda discutisse a candidatura. Mas não foi o suficiente para atender à maioria do partido. Inconformada, Valéria falou com a imprensa sobre seu projeto para o país.

— “Viajei 32 mil quilômetros pelo Brasil com o meu carro. Constatamos que a desigualdade no país é imensa. A gente precisa combater essa desigualdade, debater a renda básica universal. Precisamos falar da quarta revolução industrial, que ameaça 80% das profissões conhecidas hoje” — disse Valéria.

“Antes só do que mal acompanhado”, diz Índio da Costa, esnobando Crivella

O candidato do PSD, Índio da Costa, em convenção no Rio, neste sábado (21)

Índio da Costa criticou Eduardo Paes ao discursar

Italo Nogueira
Folha

O deputado federal Índio da Costa (PSD) oficializou sua candidatura ao governo do Rio de Janeiro neste sábado (21) afirmando ser melhor estar “só do que mal acompanhado”. As negociações partidárias da última semana fizeram com que ele perdesse o esperado apoio do PRB, do prefeito da capital, Marcelo Crivella. E com a adesão do Centrão ao presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), a tendência é que os tucanos apoiem o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM). E o PRB decidiu apoiar o ex-governador Anthony Garotinho (PRP).

“Tem um velho ditado que deve pautar todos os acordos políticos nesse novo tempo. Antes só do que mal acompanhado”, afirmou em discurso na convenção do PSD, que indicou como vice o deputado Zaqueu Teixeira, também do PSD.

ATAQUES A PAES – Índio da Costa, contudo, não criticou nem mencionou o PSDB e Crivella. Seus ataques foram direcionados a Paes, que até este fim de semana tentava atrair o PSD para sua aliança.

“Estamos abertos para todos os partidos que não representem o atual governo, nem o seu modelo. […] Eles [grupo de Paes] fizeram de tudo para que eu estivesse na aliança com eles, e obviamente que isso não tinha nenhuma hipótese de isso acontecer”, afirmou o deputado, ex-secretário da gestão de Paes e de Sérgio Cabral (MDB).

Ex-secretário de Infraestrutura da gestão Crivella até março, ele afirma que nunca teve a garantia de apoio do prefeito. “Não há rompimento. Há uma relação de amizade e respeito. Política é política. O PRB escolhe o rumo dele. Cada um está fazendo que entende ser o mais importante para o Rio de Janeiro”, disse o candidato do PSD.

REUNIÃO PASTORAL – Índio da Costa perdeu o apoio de Crivella ao afirmar que o prefeito errou no caso da reunião com pastores no Palácio da Cidade, em que é acusado de ter oferecido privilégios a evangélicos no acesso a serviços públicos. Ainda que tenha sido contrário ao impeachment, o posicionamento o afastou do palanque do prefeito.

Neste sábado, Índio fez um discurso com foco na segurança pública. Privilegiou a defesa de policiais e adotou uma linha de rigor no combate ao crime. “Uma criança ou um velho, ou uma pessoa de qualquer idade, portando um fuzil, escolheu estar em guerra. Vai ser preso. E se partir para o enfrentamento, vai sofrer as consequências. E o governador vai estar ao lado do policial no momento de qualquer atitude que tenha”, declarou Índio.

É a primeira vez que Índio disputa o governo do estado. Em 2016, ele ficou em quinto lugar na disputa pela Prefeitura do Rio de Janeiro, com 9% dos votos válidos. No 2º turno, apoiou Crivella.

Volta da contribuição sindical abre a primeira crise de Alckmin com o Centrão

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Charge sem assinatura (reprodução do Google)

Valdo Cruz
G1 Brasília

O pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, procurou o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, para contornar o início de uma crise entre o tucano e o Solidariedade, um dos partidos do Centrão que está fechando uma aliança com o tucano para a eleição presidencial.

Na sexta-feira (dia 20) à noite, Alckmin falou por telefone com Paulinho, depois de ser informado que o Solidariedade poderia sair do acordo com o tucano e negociar um apoio com o candidato do PDT, Ciro Gomes. Motivo: o tucano havia postado em redes sociais que não havia possibilidade de revogar nenhum dos pontos da reforma trabalhista e que não havia plano de trazer de volta a contribuição sindical.

CONTRIBUIÇÃO – Paulinho disse ao blog que, na reunião de quinta-feira (19) com Alckmin, quando foi fechado um pré-acordo do Centrão com o tucano, o ex-governador de São Paulo havia concordado em discutir uma nova forma de financiamento para os sindicados depois que a contribuição obrigatória foi extinta. Na conversa, disse o deputado, teria ficado claro que não seria a volta do imposto sindical obrigatório, mas uma contribuição a ser aprovada em assembleia pelos trabalhadores.

“Depois, veio esse ruído, algum assessor não entendeu e colocou a nota nas redes sociais, gerando ruídos. Mas está tudo contornado e neste domingo (21) vamos nos encontrar com o Alckmin para discutir o assunto”, afirmou Paulinho.

O deputado, do Solidariedade, explicou que sua proposta é de criar uma contribuição sindical, que teria de ser aprovada por pelo menos 20% da categoria em assembleia, que seria cobrada dos trabalhadores que fossem beneficiados com o acordo trabalhista.

“Alckmin reuniu a nata de tudo que não presta no Brasil”, afirma Bolsonaro

Bolsonaro fez sucesso na formatura dos paraquedistas

Hudson Corrêa
O Globo

Em solenidade de formatura de paraquedistas do Exército na Vila Militar, em Deodoro, na manhã deste sábado, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), pré-candidato à presidência da República, criticou a aliança do tucano Geraldo Alckmin com o centrão da Câmara de Deputados. Foi a primeira vez que Bolsonaro fez uma declaração mais dura sobre o concorrente, polarizando com o tucano.

No evento, ele roubou a cena ao tirar fotos com familiares dos formandos e com soldados, chegando a colocar a boina dos militares e ouviu o coro de “Bolsonaro presidente” dos presentes ao dividir o palanque com o general chefe do Estado Maior do Exército, Fernando Azevedo e Silva. Também trocou sorrisos e abraços com outros generais. E novamente voltou a posar com criança fazendo sinal de arma.

JANAINA – O deputado federal usou a agenda para defender o nome da advogada Janaína Paschoal como vice-presidente em sua chapa, afirmando que durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff ela mostrou aguentar a pressão.

Os dois têm falado por telefone e ela deve comparecer na convenção do PSL neste domingo, quando a candidatura de Bolsonaro será oficializada.

Crivella deve trocar Indio da Costa por Garotinho na eleição do Rio

Crivella então disse a Garotinho: “Fala que eu escuto”

Marcelo Remigio
O Globo

O pré-candidato a governador Anthony Garotinho (PRP) e o PRB do prefeito do Rio, Marcelo Crivella, devem fechar nos próximos dias uma aliança. O acordo envolverá a garantia da vaga de vice na chapa do PRP, ou de senador, e também incluir o PRTB na aliança. A proposta de Garotinho é atrair o empresário José Luís Rangel, pré-candidato do PRTB ao Senado, mas que também seria uma opção de vice. Rangel é cunhado de Edir Macedo, líder religioso da Igreja Universal do Reino de Deus, ligada ao PRB.

A chapa agradaria Macedo e ainda colocaria um ponto final na aliança entre o prefeito do Rio e seu ex-secretário e deputado federal Indio da Costa (PSD), que lança hoje sua candidatura ao Palácio Guanabara.

AVANÇANDO – As conversas entre Garotinho e o PRB de Crivella e Macedo, antecipadas pelo colunista Lauro Jardim, estão avançadas. A negociação reata uma aliança quebrada este ano. O ex-governador apoiou no segundo turno o então candidato do PRB ao Palácio Guanabara na última eleição ao estado e também à prefeitura do Rio. Mas a aproximação de Indio com o partido da Universal levou a deputada federal e filha de Garotinho, Clarissa, a deixar o secretariado de Crivella e perder a indicação de cargos, desandando a relação da família com o prefeito.

A aproximação de Crivella e Garotinho veio logo após O Globo revelar uma reunião em que o prefeito prometeu privilégios a pastores de igrejas evangélicas, como marcação de cirurgias de catarata e o andamento mais rápido de processos de isenção de IPTU para as igrejas.

Indio, que esteve à frente da Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação do Rio, criticou Crivella pela reunião, irritando o prefeito e líderes da Universal.

CUNHADO – José Luís Rangel — irmão da mulher de Edir Macedo, Ester — é a aposta do líder religioso para manter uma vaga no Senado. Com a eleição a prefeito de Crivella, seu sobrinho, o suplente Eduardo Lopes, também bispo da Igreja Universal Eduardo Lopes (PRB), assumiu a cadeira, mas sem a garantia de reeleição, segundo lideranças da Igreja e do próprio PRB.

A ida de Rangel para o PRTB entraria numa estratégia de Macedo para evitar uma eventual resistência do eleitorado a um nome ligado à Universal — seu cunhado é evangélico atuante na Igreja Nova Vida. A vaga de vice para o empresário também seduziria Macedo.

PENDÊNCIA – De acordo com o presidente regional do PRTB, Jimmy Pereira, o partido conversa com o PRP, o PSL e o PSC, e ainda depende do fechamento de alianças nacionais para bater o martelo na chapa fluminense.

— O cenário está aberto para ajustes e alianças. De concreto mesmo é André Monteiro governador e senadores, Mattos Nascimento e Luís Rangel. Candidaturas a deputado federal e estadual sem coligação — afirmou Jimmy, ao confirmar a aproximação com Garotinho.

Procurado por meio de sua assessoria, Garotinho não retornou. Em nota divulgada durante esta semana, o ex-governador confirmou negociações com o PRB e o PT.

Para quem conhece espiritismo, uma mensagem psicografada de Karl Marx

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Charge de Débora Vaz (Arquivo Google)

Antonio Carlos Rocha

Estamos iniciando esta série de reflexões sobre o MettaEspiritismo, que significa Além do Espiritismo. Como o neologismo está grafado com dois “t” e o E ficou maiúsculo, sugerindo duas palavras coladas, ou, como se diz hoje em termos de web, “tudo junto”, esclareço que o vocábulo Metta é uma palavra budista que significa “Amor Bondade”, ou seja, uma forma de amor incondicional que não exige nada de volta. Um amor espiritual. E o MettaEspiritismo é também para ler e reler textos espíritas.

Hoje, vamos transcrever uma psicografia do pensador prussiano Karl Marx. Na mensagem, o autor espiritual está falando dos médiuns, mas eu quero transportá-la para os trabalhadores terrenos. A partir destas mensagens, queremos fazer uma nova abordagem das relações capital/trabalho, para que os operários não sofram tanto e comecem a se desapegar conforme recomenda o MettaBudismo e a MettaMeditação, que significa uma MettaZen.

A MENSAGEM – Disse Karl Marx, através da psicografia, feita por um médium dedicado a estudos ecumênicos, que abrangem diferentes religiões:

Após o meu desencarne, fui auxiliado por Espíritos de Luz, mormente o meu Anjo da Guarda, ou como dizem os Espíritas, o meu Mentor, o meu Guia Espiritual e ele me disse: “Está bem Karl, em matéria de Filosofias terrenas você já estudou bastante, agora está na hora de começarmos a estudar as Filosofias Espirituais, que nós pesquisamos desse lado de cá da vida”.

Como sou um eterno estudioso, aceitei de imediato e comecei a pesquisar matérias completamente novas para mim, isto é, filosofias e religiões comparadas.

Tive aqui na Espiritualidade Maior, onde me encontro, na qualidade de aluno, a oportunidade de conhecer o Emmanuel, verdadeiro Espírito de Muitas Luzes.

Disseram-me que uma parte dele já reencarnou, mas ficam as outras por aqui nos auxiliando. Mais adiante, em outra mensagem, eu falarei sobre este “reencarnar uma parte”.

Trabalhar, sim, é claro, mas com Sabedoria, com espírito de Caridade para com o próximo. Reivindicar dias melhores, sim, mas com base nas Escrituras que os Grandes Mestres Espiritualistas nos legaram.

O que propomos é uma Política da Espiritualidade, parecida com a Política de Bondade que é defendida por líderes terrenos como o Dalai Lama.

Em tempo: sou Karl Marx, sim, pode acreditar. Nosso Manifesto agora é “Amar ao Próximo”. Negociar com os patrões com base no Perdão e outros itens afins.

Ou seja, perdoar por que nos exploram, mostrando a eles que vão pegar um carma negativo muito grande, lembrando a todos que a vida verdadeira é após a morte, o que chamamos vida só existe como uma breve passagem.

Paz e Iluminação para todos! Até a próxima mensagem…

LIÇÃO DE EMANUEL – Aproveitando a psicografia de Marx, vamos sugerir a leitura de importante livro espírita de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier. Chama-se “Palavras de Luz” e foi publicado pela editora FEB – Federação Espírita Brasileira. E o texto escolhido é o seguinte:

“Humilhados e incompreendidos, faz-se mister que reconheçam todos os benefícios emanantes das dores que os purificam e regeneram, trabalhando para que representem, de fato, o exemplo de abnegação e do desinteresse, reconquistando a felicidade perdida” (página 217).

Tem tudo a ver com a mensagem de Marx.

Caciques do Centrão que apoiam Alckmin são alvo de ao menos 13 inquéritos

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Deu na Folha

Para triplicar seu tempo de TV na campanha, o presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) fechou acordo com líderes partidários que têm uma ficha de ao menos 13 inquéritos criminais por suposto envolvimento em corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a administração pública. Os representantes do Centrão que assumiram a dianteira das negociações com o tucano são investigados na Lava Jato, a maioria por recebimento de propinas da Odebrecht. Os casos motivaram rumorosas operações da Polícia Federal e tramitam no Supremo Tribunal Federal.

Presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República como integrante do chamado quadrilhão de seu partido. Conforme a acusação, ele e outros congressistas recebiam subornos em vários órgãos, entre eles a Petrobras.

SOBRAM DOIS – O PP tem o maior número de parlamentares citados no petrolão. Tanto que, no capítulo de sua delação sobre os implicados no esquema, o doleiro Alberto Yousseff disse que, no partido, “só sobram dois”.

Em outros três processos, Nogueira é apontado como beneficiário de até R$ 5,2 milhões em pagamentos de Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC. Neste último caso, foi denunciado por, supostamente, obter R$ 2 milhões para favorecer a empreiteira em obras.

Nogueira também sofreu medidas de busca e apreensão da PF em abril e, em junho, foi denunciado por tentar obstruir investigações. É acusado de ameaçar um ex-assessor que diz ter testemunhado seus crimes. O Supremo ainda não decidiu sobre a eventual abertura de ações penais contra o senador. E a Procuradoria também pediu apuração sobre pagamento de propina a Nogueira pela JBS.

PAULINHO DA FORÇA – Presidente do Solidariedade, o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força Sindical, também ajudou no acerto com Alckmin.

No Supremo, ele enfrenta duas investigações sobre fraude e corrupção para liberar cartas sindicais no Ministério do Trabalho. A mais recente veio à tona em maio, com a Operação Registro Espúrio. Paulinho e outros políticos estão proibidos de frequentar a pasta.

Quatro delatores da Odebrecht citaram repasses de caixa dois para o deputado, o que motivou mais dois inquéritos. Nas planilhas de propina do grupo, ele era identificado como Força ou Forte. Num dos casos sob investigação, o deputado teria recebido R$ 1 milhão em 2014 em troca do “apoio político” dado à empreiteira numa greve. Outro inquérito, referente às eleições de 2010, apura recebimento de R$ 200 mil.

MAIA BOTAFOGO – Forte fiador da aliança com o PSDB, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), desistiu de sua candidatura ao Planalto por Alckmin e foi um dos que viajaram a São Paulo para celebrar a aliança com o tucano.

Associado ao codinome Botafogo nas planilhas da Odebrecht, ele é alvo de dois inquéritos. Um apura se recebeu R$ 100 mil pela aprovação de medidas provisórias de interesse do grupo. Outro investiga pagamentos de caixa dois a ele e ao pai, o ex-prefeito do Rio César Maia, em 2008 e 2010.

O presidente nacional do PR, Valdemar Costa Neto, também desembarcou da candidatura Bolsonaro para aderir a Alckmin. Condenado e preso no esquema do mensalão, voltou a figurar no noticiário policial em 2016, também por causa da delação da Odebrecht. Dois executivos o acusaram de receber propinas nas obras da Ferrovia Norte-Sul. Seu grupo político teria ficado com 4% do valor do contrato da empreiteira com a Valec.

EX-MINISTRO – Chefe do PRB, o ex-ministro Marcos Pereira da Silva é investigado por, supostamente, receber R$ 7 milhões para que o partido aderisse à chapa de Dilma Rousseff em 2014. O episódio foi relatado por ex-dirigentes da Odebrecht.

O empresário Joesley Batista, dono da JBS, disse em delação ter negociado repasse de outros R$ 6 milhões ao ex-ministro, em troca da promessa de facilidades na Caixa.

Novo ministro do Trabalho demite a quadrilha implantada na pasta pelo PTB

Novo ministro Vieira de Melo está limpando a área

Vinicius Sassine
O Globo

 O novo ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, demitiu nesta sexta-feira seis servidores de confiança apadrinhados pelos principais caciques do PTB: o presidente do partido, o ex-deputado Roberto Jefferson, e o líder da sigla na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO). Entre os demitidos estão um dos integrantes do time de futebol do sobrinho de Jovair e um funcionário réu por estelionato, crime popularmente conhecido por “171”.

Mello assumiu o ministério no último dia 10, depois da demissão do ministro Helton Yomura, afastado do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Yomura era apadrinhado por Jefferson. Padrinho e afilhado são investigados na Operação Registro Espúrio, que apura um suposto esquema de fraudes e pagamentos de propina na emissão de registros sindicais.

EM FAMÍLIA – O ex-secretário-executivo de Yomura, Leonardo Arantes, sobrinho do deputado Jovair, está preso preventivamente também por decisão do STF. Ele e o tio são investigados na mesma operação.

O ministro do Trabalho decidiu demitir Leonardo Soares Oliveira, que ocupava cargo de confiança de chefe de gabinete da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego (SPPE). Ele recebia salário de R$ 9,9 mil. Leonardo Arantes, antes de ser preso, acumulava a SPPE e a secretaria-executiva do ministério. Levou para a pasta Leonardo Oliveira, companheiro de “pelada” em Goiânia. Os dois jogavam no mesmo time, o Curva de Rio.

Reportagem publicada pelo Globo em 13 de março revelou que integrantes do Curva de Rio foram nomeados em funções de confiança no Ministério do Trabalho e colocados em postos-chave da fiscalização de contratos suspeitos entre a pasta e a empresa de tecnologia B2T.

DE 19 ANOS – Os colegas de futebol de Leonardo Arantes fiscalizavam os contratos cujos pagamentos eram destravados pelo garoto Mikael Tavares Medeiros, de 19 anos, também apadrinhado pelo PTB de Jovair Arantes. A história de Mikael foi revelada pelo Globo em 8 de março.

O ministro do Trabalho demitiu ainda Tulio Ostilio Pessoa de Oliveira, que era coordenador-geral de Recursos Logísticos, também com salário de R$ 9,9 mil. Tulio chegou ao cargo pelas mãos de Jovair. Ele foi investigado por uma delegacia do consumidor e levado à condição de réu numa ação penal pelo crime de estelionato. Como o caso envolvia uma pequena quantia de dinheiro, Tulio fez um acordo para suspender o processo, com a obrigação de comparecer à Justiça a cada três meses.

Um segundo companheiro de “pelada”, Lucas da Mota Torres Honorato, permanece no ministério. Marcos Sussumo Andrade, outro indicado político dos Arantes, também segue na pasta. Novas demissões estão previstas para segunda-feira.

Janaina Paschoal será anunciada no domingo como vice de Jair Bolsonaro

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Já está até preparado o cartaz para a dupla “Ja-Já”

José Carlos Werneck

A advogada Janaína Paschoal, professora de Direito da USP, será anunciada como candidata a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro, do PSL. Eles se falaram por telefone nesta quinta-feira e se encontrarão neste sábado,no Rio de Janeiro, para conversarem pessoalmente

Este será o primeiro encontro entre Bolsonaro e a advogada, que elaborou o parecer do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

O nome de Janaina como vice será oficialmente anunciado na Convenção Nacional do Partido, na manhã deste domingo.

DUPLA JA-JÁ – “O meu sentimento é que ela está com vontade de ajudar a transformar o Brasil. Estamos ‘namorando’ por telefone. Ela deu sinal verde. E deve vir ao Rio este sábado. Provavelmente, no domingo estará na convenção. Pode acontecer de anunciar lá. Vai ser a dupla Ja-Já”, declarou o presidenciável Jair Bolsonaro, na tarde desta sexta-feira.

Janaína Paschoal filiou-se ao partido em abril deste ano, data limite para poder se candidatar e recusou o convite do presidente do PSL em São Paulo, deputado Major Olímpio, para concorrer ao governo do Estado, pois pretendia disputar uma vaga de deputada estadual.

Tramitação dos processos eleitorais já têm prioridade para serem julgados

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Processo eleitoral de Lula será julgado com prioridade

Deu em O Tempo

Em cumprimento à legislação específica, os processos eleitorais passaram a ter, já a partir da sexta-feira, prioridade de tramitação e julgamento, exceto em casos de habeas corpus e mandado de segurança. A determinação é válida até 2 de novembro, cinco dias depois do segundo turno das eleições de 2018.

O artigo 94 da Lei das Eleições diz o seguinte em seu caput: “Os feitos eleitorais, no período entre o registro das candidaturas até cinco dias após a realização do segundo turno das eleições, terão prioridade para a participação do Ministério Público e dos Juízes de todas as Justiças e instâncias, ressalvados os processos de habeas corpus e mandado de segurança”.

OBRIGATORIEDADE – De acordo com a legislação em vigor, os magistrados e integrantes do Ministério Público são obrigados a cumprir a medida, caso contrário incorrerão em crime de responsabilidade, além de ficarem sujeitos a anotação funcional para efeito de promoção na carreira.

Segundo comunicado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em casos de delitos eleitorais a Justiça Eleitoral fará apuração com o “auxílio das polícias judiciárias, dos órgãos da Receita Federal, estadual, municipal, dos tribunais e órgãos de contas”.

A lei eleitoral determina, também, que os advogados dos candidatos, partidos e coligações serão notificados em relação aos processos em tramitação na Justiça Eleitoral com antecedência de 24 horas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Esta notícia necessita de tradução simultânea. Significa que o processo do registro da candidatura Lula da Silva vai tramitar com a maior celeridade. E será rapidamente recusado, por falta de um documento indispensável – a certidão negativa da Justiça Federal, demonstrado que ele está apanhado na Lei da Ficha Limpa e se tornou inelegível. (C.N.)

Bolsonaro ainda tenta o general Mourão, mas diz que Janaina já voltou ao radar

Jair Bolsonaro

Bolsonaro é bipolar, ora diz uma coisa, ora diz outra

Leonencio Nossa
Estadão

O pré-candidato do PSL ao Planalto, deputado Jair Bolsonaro, afirmou ao Estado que a professora universitária e advogada Janaína Paschoal, filiada ao seu partido, voltou a ser uma possibilidade de nome para vice de sua chapa nas eleições 2018. “Ela volta ao radar, pois está no nosso partido e tem muito a contribuir”, afirmou. “Precisamos avaliar as afinidades dela com nossas propostas, como a questão da redução da maioridade e do porte de armas.”

Em conversa com o deputado Major Olympio (PSL-SP), Janaína chegou a acertar uma candidatura à Assembleia Legislativa de São Paulo. “Mas avaliamos que ela pode contribuir numa campanha à Presidência”, disse Bolsonaro. “Não podemos errar, temos que construir uma candidatura diferente das que estão aí.”

UM GENERAL – No entanto, na tarde desta sexta-feira, Bolsonaro anunciara em evento na cidade de Rio Verde, em Goiás, que, “com certeza”, seu vice seria um general da reserva do Exército. Depois de tentar negociar uma aliança com o PRP para ter o general Augusto Heleno Ribeiro na vice, o pré-candidato avaliou o nome do general Hamilton Mourão. Mas a presidência do PRTB, partido ao qual Mourão está filiado, é um entrave à composição.

O presidente do PRTB, Levy Fidelix, disse que busca uma aliança de pequenos partidos para garantir a presença do general da reserva Hamilton Mourão, filiado à legenda, numa chapa presidencial. “Vamos conversar com o general para avaliar a viabilidade”, afirmou Fidelix. Em entrevista, Fidelix disse que ainda não foi procurado diretamente por Bolsonaro e não pode falar por “hipótese” sobre uma aliança com o ex-capitão do Exército. Ele rejeita conversas com intermediários. “Aqui a gente faz uma política macro. É preciso chegar e dizer: ‘Fidélis, meu amigo, pá-pá-pá.”

Um bem-humorado poema cristão, na visão criativa do mestre Rubem Braga

Resultado de imagem para rubem bragaPaulo Peres
Site Poemas & Canções

Considerado o maior cronista brasileiro desde Machado de Assis, o capixaba Rubem Braga (1913-1990), sempre afirmou que a poesia é necessária, tanto que escreveu vários poemas, entre eles, esse bem-humorado “Poeta Cristão”.

POETA CRISTÃO
Rubem Braga

A poesia anda mofina,
Mofina, mas não morreu.
Foi o anjo que morreu:
Anjo não se usa mais.
Ainda se usa estrela
Se usa estrela demais.

Poeta religioso
Mocinha não pode ler:
Pecará em pensamento,
Que o poeta gosta do Novo,
Mas pilha seus amoricos
É no Velho Testamento.

Ai, o Velho Testamento!
Eu também faço poema,
Ora essa, quem não faz:
Boto uma estrela na frente
E um pouco de mar atrás.

Boto Jesus de permeio
Que Deus, nos pratos de amor,
É um excelente recheio.
E isso bem posto e disposto
Me vou aos peitos da Amada:
Sulamita, Sulamita,
Por ti eu me rompo todo,
Sou cavalheiro cristão.
Minh’alma está garantida
Num rodapé do Tristão
E o corpo? O corpo é miséria,
Peguei doença, mas Jorge
de Lima dá injeção!

O badalo está chamando,
Bão-ba-la-lão.

Amada, não vai lá não!
Eu também tenho badalos –
Bão-ba-la-lão
Eu sou poeta cristão!

PT faz investida ao PCdoB e sugere vaga de vice para Manuela D’Ávila

Politica - Do dia - Belo Horizonte MG Coletiva com a pre candidata a presidencia da republica pelo PSOL na assembleia legislativa de Minas Gerais - Manuela Davila Na foto: Manuela D avila  FOTO: MARIELA GUIMARAES / O TEMPO 19.3.2018

Manuela é cobiçada para ser vice do PT e do PDT

Deu no Estadão

Sob ameaça de ficar isolado na disputa presidencial, o PT acena com a possibilidade de ter Manuela D’Ávila, pré-candidata do PCdoB à Presidência, como vice. A hipótese foi discutida nesta quinta-feira, 19, em reunião entre as presidentes do PT, senadora Gleisi Hoffmann, e do PCdoB, Luciana Santos, em São Paulo. Gleisi excluiu o PR da lista de prioridades e disse ainda que conversa com o PSB.

“Temos muita simpatia por este arranjo de ter Manuela na vice. Obviamente, isso não é decisão que se tome neste momento. Depende de uma discussão interna do PCdoB e também das discussões que o PT tem internamente e com outros partidos”, disse Gleisi, ao fim da reunião.

OUTRAS CONVERSAS – “Nós estamos conversando com o PSB e tínhamos também conversa com o PR. Não terminaram as tratativas, mas nossas prioridades são o PSB e o PCdoB”, afirmou.

A presidente do PCdoB, que por seu lado mantém negociações com o presidenciável do PDT, Ciro Gomes, também demonstrou interesse na possibilidade de Manuela ser vice, mas afirmou que a reunião não foi conclusiva. “Isso é algo que a gente escuta e vê com bons olhos. Mas, enquanto essas coisas não se derem, mantemos a candidatura de Manuela. Nada foi definitivo”, disse Luciana Santos.

ANIMAÇÃO – Os petistas saíram animados da reunião. Os partidos avançaram em entendimentos nos Estados e na estratégia para a disputa na Câmara.

Segundo dirigentes do PT, a decisão sobre a vaga de vice já começou a deve ser discutida na reunião da executiva nacional, marcada para esta sexta-feira, 20, mas o mais provável é que o assunto seja definido em uma reunião extraordinária na semana que vem, depois de esgotadas as tratativas com o PSB.

Existem três hipóteses no PT atualmente sobre a vaga de vice. A principal é que o posto seja entregue a um aliado. Outra possibilidade é que a vaga fique com o ex-prefeito Fernando Haddad ou com o ex-ministro Jaques Wagner, possíveis substitutos de Lula, condenado e preso na Operação Lava Jato,. Uma terceira opção é indicar um nome que não seja visto como um “plano B” a Lula, como o ex-ministro Celso Amorim ou a própria Gleisi.

NA CONVENÇÃO – A presidente do partido disse que o nome pode ser anunciado ainda na convenção, marcada para 4 de agosto. “Podemos já indicar o nome de vice. Não tem problema nenhum. Inclusive se prosperarem nossas conversas com alianças, porque temos reiterado que gostaríamos de ter um vice na composição partidária, ter outros partidos na nossa aliança e contar com uma indicação destes partidos”, afirmou.

Gleisi disse que está fora de discussão a possibilidade de o PT oferecer a vice ao empresário Josué Gomes da Silva (PR). “Essa discussão não está colocada no partido”, afirmou. Nesta quinta, líderes do Centrão – que inclui o PR – fecharam apoio ao presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, e cobraram a indicação de Josué para a vice. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Durante reunião com amigos, Aécio confirma será candidato a deputado

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Aécio Neves tenta fingir que não está acontecendo nada

Deu em O Tempo

Em reunião com amigos próximos e aliados na tarde desta quinta-feira (19), em um sítio da família na cidade de São João del Rei, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou que não concorrerá à reeleição no Senado e disputará uma vaga na Câmara Federal nas eleições deste ano.

Aécio marcou o encontro após ser constantemente questionado e pressionado por estes interlocutores próximos. Antes principal nome do PSDB mineiro, o tucano viu sua popularidade ser minada depois de ser gravado em conversas pouco republicanas com o empresário Joesley Batista.

A ideia do tucano, inicialmente, é se eleger deputado federal e, em fevereiro de 2019, disputar a presidência da Câmara. Aliados, no entanto, duvidam que ele ainda consiga uma mobilização relevante para alcançar o cargo de chefe da Casa.

ASSUNTO COMPLICADO – Em Minas, aliados que já iniciaram pré-campanha evitam até mesmo citar o nome do senador durante agendas. “Ninguém fala de Aécio em evento algum, virou um assunto complicado”, conta uma liderança.

Oficialmente, Aécio nega que já tenha tomado alguma decisão. Em resposta ao blog, a assessoria de imprensa informou que ele só deverá se pronunciar definitivamente sobre o assunto na próxima semana.

“O senador Aécio Neves tem recebido muitos amigos e lideranças políticas nos últimos dias, mas não esteve em nenhum sítio em São João del-Rei. O senador não tomou ainda qualquer decisão em relação a seu futuro político, o que deverá ocorrer na próxima semana, depois de reunir-se com parlamentares do partido e com o candidato ao governo, senador Antonio Anastasia”, informou a assessoria.

Rejeição e estrutura fraca do partido estão afastando aliados de Jair Bolsonaro

Bolsonnaro tem votos, mas não consegue alianças

MARCO GRILLO
O Globo

A relutância dos partidos em formalizarem alianças com o pré-candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, pode ser explicada, em parte, pela falta de estrutura do PSL e também na rejeição do candidato, que é elevada — 32%, de acordo com a pesquisa Datafolha mais recente. Na terça-feira, após o fracasso da negociação com o PR, a campanha do deputado sofreu novo revés, com a negativa do Partido Republicano Progressista (PRP) para a indicação do nome do general Augusto Heleno ao posto de candidato à vice.

— Acho que a candidatura do Bolsonaro é de alto risco para os partidos se engajarem. É uma candidatura sem estrutura, sem recursos, baseada na persona dele e nos mecanismos alternativos de conexão direta com os eleitores, via redes sociais. É um candidato com altíssima rejeição e o preferido para qualquer outro candidato ter como adversário no segundo turno. Os partidos que fazem esse cálculo não tem muito interesse em estarem próximos ao Bolsonaro, porque podem estar assinando a sentença de morte — avalia o cientista política Carlos Pereira, da FGV/Ebape.

Já o cientista político Ricardo Ismael, professor da Puc-Rio, destaca a “incerteza geral” no cenário eleitoral, o que faz com os partidos adiem as decisões, e aponta que a estratégia de Bolsonaro de privilegiar, neste momento, o contato direto com eleitores, em detrimento das conversas com as cúpulas partidárias pode ser “arriscada”.

DESMOBILIZAÇÃO“A população brasileira, embora esteja desencantada com partidos, com a política tradicional, também não está mobilizada nas ruas em torno de um candidato, pelo menos não até agora. Não há mobilização tão forte nas ruas e nas redes a ponto de dispensar deputados e senadores que vão fazer campanha e são profissionais na hora de pedir voto. A mobilização fora da estrutura partidária vai ter um peso, mas também não será uma revolução a ponto de imaginar que a sociedade vai ignorar a propaganda eleitoral.

Na última semana, o general Augusto Heleno passou a ser tratado como a principal aposta de Bolsonaro, após o naufrágio da articulação para que o senador Magno Malta (PR-ES) integrasse a chapa. Da mesma forma que os acordos estaduais impediram o avanço das negociações com o partido de Valdemar Costa Neto, as pretensões do nanico PRP nos estados também comprometeram as ambições do ex-capitão do Exército. Coligada ao governador petista da Bahia, Rui Costa, por exemplo, a sigla não quer pôr em risco alianças que já foram costuradas.

ALTERNATIVACom o naufrágio aparente de suas duas principais apostas, o pré-candidato corre em busca de uma alguma alternativa. Uma delas é a advogada Janaína Paschoal, filiada ao mesmo PSL de Bolsonaro. O nome dela vinha sendo cotado para a disputa do governo de São Paulo, embora pessoas ligadas ao partido no estado acreditem que a advogada prefira concorrer à vaga de deputada.

Bolsonaro afirmou que existe chance para um acordo, que poderia envolver alianças para os cargos proporcionais (deputado federal e estadual) em alguns estados. “Ainda ficou uma frestinha e talvez esse acordo feche amanhã (hoje)” — disse Bolsonaro, que lidera todas as pesquisas sem a presença do ex-presidente Lula.

FLEXIBILIDADEPara tentar reabrir as negociações, o pré-candidato flexibilizou os termos da aliança e, agora, diz aceitar um acordo para a disputa proporcional, mas isso ainda vai depender dos presidentes das legendas em cada estado.

— Vai depender das perspectivas estaduais. Aqui no Rio, por exemplo, é meu filho (deputado Flávio Bolsonaro), que é presidente do partido, que vai decidir. Acho que não terá acordo aqui. A ideia é que em alguns lugares tenha aliança — explicou o pré-candidato.

No Rio, a notícia de uma possível negociação com o PSL provocou surpresa no pré-candidato do PRP ao governo do estado, Anthony Garotinho. “No meu caso, seria complicado. Não tenho nada pessoal contra o Bolsonaro, mas nossas ideias são muito diferentes”.

Por que a guerra dos republicanos contra a pobreza não dá resultado?

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Governo Trump pretende cortar os gastos sociais

Paul Krugman
Folha

Quatro anos atrás, no 50º aniversário da declaração de guerra à pobreza pelo presidente Lyndon Johnson, a bancada republicana da Câmara dos Deputados, liderada por Paul Ryan, divulgou um relatório em que declarava que a guerra havia sido um fracasso. Eles afirmavam que a pobreza não caiu nos Estados Unidos. Por isso, concluíram, devemos cortar os gastos do governo em assistência aos mais pobres.

Na semana passada, o conselho de assessores econômicos da Casa Branca divulgou um novo relatório sobre a pobreza, reconhecendo o que a maioria dos especialistas no assunto vem dizendo: o indicador básico de pobreza tem defeitos graves, e um indicador mais apropriado demonstra que houve progresso substancial. Os assessores econômicos de Trump chegaram a afirmar que a pobreza deixou de ser problema. (Alguma dessas pessoas frequenta o mundo real?)

CORTAR GASTOSDe qualquer forma, afirma o relatório, a guerra contra a pobreza “está praticamente encerrada, e foi um sucesso”. E nossa resposta, diz o governo Trump, deveria ser… cortar severamente os gastos com os pobres.

Está bem, o relatório não apela abertamente por cortes nos benefícios. Em lugar disso, apela pela imposição generalizada de requisitos burocráticos severos para os beneficiários do programa federal de saúde Medicaid, da assistência alimentar federal e de outros programas. Mas os requisitos teriam o efeito prático de reduzir acentuadamente a cobertura oferecida por esses programas.

CONTRADIÇÃO A queda na cobertura não resultaria de muitas pessoas estarem ganhando bem o suficiente para escapar à pobreza. Em lugar disso, muitos americanos pobres se veriam, por diversas razões (saúde precária, instabilidade no emprego para os trabalhadores de baixa renda, complicações burocráticas impostas às pessoas menos capazes de lidar com elas), impossibilitados de cumprir as exigências e, com isso, teriam negados seus pedidos de assistência, embora continuem pobres.

Assim, quaisquer que sejam as provas em debate, os republicanos sempre chegam à mesma conclusão, em termos de políticas públicas. A guerra contra a pobreza fracassou? Então vamos parar de ajudar os pobres. Foi um sucesso? Então vamos parar de ajudar os pobres.

VIÉS REPUBLICANO – E é preciso que sejamos claros: estamos falando de todo o partido, não só do governo Trump. Os governadores republicanos, especialmente, são fanáticos quanto ao corte de benefícios para seus cidadãos de baixa renda.

No Kentucky, o governador Matt Bevin tentou impor requisitos severos quanto a emprego para os beneficiários do Medicaid. Quando um tribunal decidiu que o plano dele violava a lei, o governador retaliou cortando a cobertura oftalmológica e odontológica de centenas de milhares de pessoas.

No Maine, os eleitores aprovaram por maioria esmagadora uma iniciativa que expandiria o programa Medicaid, nos termos da Lei de Acesso à Saúde (Obamacare). Mas o governador Paul LePage se recusou a implementar a expansão — cujos custos seriam cobertos em sua vasta maioria pelo governo federal –, a despeito de uma ordem judicial, e já se declarou disposto a ir para a cadeia, em vez de ver seus eleitores recebendo serviços de saúde.

O QUE HÁ POR TRÁS? Assim, o que está por trás da guerra do Partido Republicano contra os pobres? Não é uma questão de incentivos. A persistente afirmação da direita de que os Estados Unidos estão repletos de “aproveitadores” que mamam nos programas sociais, quando deveriam estar trabalhando, pode ser aquilo em que os conservadores querem acreditar, mas não é verdade.

A maioria dos adultos que recebem assistência (e não são deficientes físicos) trabalha; a maioria dos que não o fazem tem bons motivos para isso, como problemas de saúde ou obrigações de cuidar de outros familiares. Cortar seus benefícios pode forçar algumas dessas pessoas a ingressar na força de trabalho por puro desespero, mas não afetará muita gente e terá um custo imenso em termos do bem-estar das pessoas envolvidas.

E as afirmações de que programas sociais excessivamente generosos são a causa da queda da participação na força de trabalho podem ser facilmente refutadas com base na experiência internacional.

EXEMPLO EUROPEUOs regimes de bem-estar social da Europa – ou, como os conservadores gostam de dizer, os regimes “fracassados” de bem-estar social da Europa – oferecem assistência muito mais generosa do que nós às famílias de baixa renda, e como resultado a pobreza é menor. Mas a probabilidade de que um adulto em seus anos de maior aptidão profissional seja parte da força de trabalho é muito maior nos principais países europeus do que nos Estados Unidos.

O problema tampouco é o dinheiro. Em nível estadual, muitos governadores republicanos continuam se recusando a expandir o Medicaid mesmo que isso venha a lhes custar pouco e injete dinheiro nas economias de seus estados. Em nível federal, seriam necessários cortes draconianos de benefícios, causadores de imenso sofrimento, para economizar um montante semelhante ao que o Partido Republicano distribuiu, sem pensar duas vezes, no corte de impostos do ano passado.

E quanto à resposta tradicional de que a questão na verdade é racial? Os programas sociais costumam ser vistos como mais benéficos para aquelas pessoas do que para os americanos brancos. E isso certamente ainda é parte do que vem acontecendo.

FANÁTICOS Mas não explica a história toda, já que os republicanos são fanáticos quanto ao corte de benefícios mesmo em lugares como o Maine, onde a maioria esmagadora da população é formada por brancos não hispânicos.

Assim, a que serve a guerra contra os pobres? Em minha interpretação, é preciso fazer uma distinção entre o que motiva a base republicana e o que motiva os políticos conservadores.

Muitos brancos de classe trabalhadora acreditam que os pobres são preguiçosos e preferem viver do dinheiro do governo. Mas, como provam os acontecimentos no Maine, essas crenças não são centrais para a guerra contra os pobres, que é propelida principalmente pela elite política.

IDEOLOGIA – E o que motiva a elite é a ideologia. As identidades políticas, bem como as carreiras, de seus integrantes dependem, da ideia de que mais governo é sempre pior. Por isso, eles se opõem a programas que ajudam os pobres em parte por hostilidade generalizada contra os “aproveitadores”, mas também porque odeiam a ideia de que o governo ajude alguém.

E se eles conseguirem o que desejam, a sociedade deixará de ajudar dezenas de milhões de americanos que precisam desesperadamente de ajuda.

Seleção miscigenada da França é exemplo na luta contra o preconceito racial

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Pela primeira vez, houve predominância de negros 

César Cavalcanti

Terminada a festa e baixada a poeira, cabem algumas reflexões sobre esta Copa do Mundo, em que a França levou pela segunda vez o troféu da competição futebolística mais importante do mundo, depois de um interregno de 20 anos. O triunfo sobre a valente e boa Seleção da Croácia , no estádio Luzhniki, em Moscou, coroou uma geração que quebra paradigmas e deixa valiosas e importantes lições ao País , relembrando a essência de sua história.

A França campeã é das minorias, especialmente dos negros africanos imigrantes e seus descendentes. É verdadeiramente a França da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, como diz o lema da Revolução Francesa.

AFRICANOS – Dos 23 atletas campeões mundiais, 14 têm ascendência africana. Ao todo, são 17 nações representadas. A origem multiétnica foi um dos fatores determinantes para o sucesso do único país que chegou em três finais de Copas nos últimos 20 anos.

As semelhanças entre a duas gerações da seleção francesa ao longo dos 20 anos contrapõem à situação de um dos mais marcantes personagens desta conquista. Em 1998 , o volante N’Golo Kanté , então aos sete anos, catava lixo nas ruas de Paris para dar ajuda financeira aos pais imigrantes de Mali. Hoje, ele é campeão do mundo como peça fundamental da excelente engrenagem dos Bleus. Mbappé é outro que está eternizado. Aos 19 anos , juntou-se a Pelé como os únicos jogadores com menos de 20 anos que fizeram gols em finais de Copa do Mundo.

Sem contar com a o talento e experiência de Criezmann, que foram preponderantes. O camisa sete participou de seis dos setes gols do time a partir da quarta de final. Destaque também para a segurança da defesa e do excelente goleiro Lloris – em que pese à falha no jogo final.

JUVENTUDE – O feito tem magnitude ainda maior considerando a juventude da atual geração francesa Os Bleus entraram na copa como a delegação mais jovem de todas. com média de 26 anos.

Foi campeã do mundo a seleção mais jovem, que tem predominância negra, com forte influência de imigrantes africanos e que, apesar de todas as diferenças existentes, se uniu em prol de um ideal comum.

Mais que um feito futebolístico, os franceses deram uma lição para os retrógradas do planeta. Que a miscigenação não se limite à seleção e transcenda à sociedade do país. E do mundo.

Negociação fracassada está deixando sequelas na campanha de Ciro Gomes

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Explosões verbais prejudicam a campanha de Ciro

Bruno Boghossian
Folha

A turbulenta etapa de negociações partidárias para a eleição deixará sequelas na campanha de Ciro Gomes (PDT). O contorcionismo do presidenciável para se adequar à pauta do centrão fracassou, enquanto suas contradições e explosões verbais foram amplificadas.

Ciro foi colocado sob uma lente de aumento quando aceitou discutir uma aliança com siglas que carregam agendas bem diferentes da sua. Sentado à mesa com DEM e PP, o candidato deu sinais de que estaria disposto a flexibilizar suas posições para absorver uma plataforma mais amigável ao mercado.

TUDO CONFUSOO movimento confundiu setores à esquerda que enxergavam em seu nome uma alternativa ao ausente ex-presidente Lula. Para agradar à direita, por exemplo, Ciro precisou dizer que sua proposta de revogar a reforma trabalhista era só um jeito de falar, e que tudo seria discutido em harmonia com os partidos do centrão que ele adorava fustigar.

No período de namoro com DEM, PP e companhia, cada passo dado fora da cartilha do liberalismo fazia mais barulho do que o normal. A carta que enviou para sugerir a paralisação das negociações entre a Embraer e a Boeing provocou um estrondo no grupo de partidos que é abertamente pró-privatizações.

No fim das contas, o pedetista perdeu também a direita. Recebeu um veto de economistas de viés liberal, reforçou as antipatias do mercado a sua candidatura e terminou sem o apoio do bloco que daria musculatura política a sua campanha.

VOLTA À ESQUERDAO deslocamento errático pode ter queimado terrenos que Ciro pretendia percorrer no eleitorado de centro. Ele terá poucas alternativas a não ser recuar à esquerda, ainda que precise enfrentar o congestionamento que será causado pelo futuro apoio de Lula a um candidato do PT.

Bem encaminhada, uma aliança com o PSB daria a Ciro a “hegemonia moral e intelectual” que desejava conferir a sua chapa. Será difícil, porém, fingir que não esteve prestes a assinar uma carta de boas intenções com o DEM e o Centrão.

Lojas Americanas é condenada a indenizar consumidora por danos morais

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Segurança da loja em Brasília agiu de forma truculenta

José Carlos Werneck

A rede Lojas Americanas foi condenada a pagar indenização de 3.000 reais por obrigar uma cliente a limpar o xixi de uma criança do chão de sua loja do bairro de Santa Maria, no Distrito Federal.  A sentença foi divulgada pela Justiça do Distrito Federal.

De acordo com a decisão, ainda em primeira instância, a criança de cinco anos de idade não conseguiu controlar o xixi e molhou o chão da loja. Sua avó chegou a pedir um pano para um dos funcionários, mas foi avisada de que não precisaria se preocupar.

“SEGURANÇA” – Após pagar suas compras, ela foi abordada pelo segurança do estabelecimento, que exigiu que o chão fosse limpo. Ele entregou um rodo e um pano para outra senhora, que acompanhava a criança e avó. A avó tentou filmar o que estava ocorrendo e levou um tapa no braço, desfechado pelo segurança.

Ela ingressou na Justiça pedindo indenização de 7.000 reais por danos morais. A juíza responsável pela ação entendeu que “o funcionário apresentou um comportamento agressivo e desarrazoado, levando em conta que o infortúnio se deu por ação involuntária de uma criança de cinco anos, ainda sem condições fisiológicas de conter suas necessidades”. Ainda cabe recurso da decisão.