A esquerda é o Titanic de 2018, já bateu no iceberg e afunda no ridículo

Homem, que não aparece na imagem, carrega cartaz com as mensagens "Liberdade para Lula" e "Abaixo o golpe de Estado"; ao fundo à esquerda, aparece uma bandeira vermelha com a expressão "Lula Livre" e a estrela do PT

PT contribui para levar a esquerda ao ridículo

Clóvis Rossi
Folha

Que a esquerda está em crise em boa parte do mundo não chega a ser uma grande novidade. Novidade é que significativa parcela do mais importante partido da esquerda brasileira, o PT, esteja contribuindo para esse cenário geral de crise com uma forte pitada de ridículo.

Se a única ideia que os petistas podem oferecer é essa estupidez de acrescentar “Lula” ao nome, é melhor chamar o Tiririca para substituir a Gleisi Hoffmann na presidência do partido. Palhaçada por palhaçada, fiquemos com quem é mais autêntico.

DIZ O ACADÊMICO – Idiotice à parte, passemos a uma crítica fulminante à esquerda vinda de um acadêmico, Wanderley Guilherme dos Santos, de impecáveis credenciais esquerdistas e um propagandista entusiasmado do governo Lula.

“Esse é um mundo no qual a esquerda do século 20 não tem mais lugar. Por isso toda esquerda no mundo hoje é obsoleta, conservadora e reacionária. Ela se organizou em termos de pensamento e ação no século 19 para concorrer com o liberalismo em termos de imaginário futuro de organização social. O liberalismo oferecia o progresso, a esquerda oferecia a revolução pela ruptura. A queda do muro de Berlim destruiu esse projeto alternativo. A esquerda desde então tem estado na defensiva e não é à toa que sua palavra de ordem seja resistência”, escreveu esse cientista social para o último número de 2017 da trimestral revista Inteligência.

Sou obrigado a concordar com ele, até porque já escrevi inúmeras vezes que a esquerda — não só a brasileira — não conseguiu ainda sair dos escombros do muro de Berlim, mesmo passados quase 30 anos da queda. Foi também o fim do comunismo e é intrigante que mesmo a esquerda que não comungava com o comunismo soviético tenha se ressentido.

EXEMPLO DO CHILE – Se a obsolescência da esquerda tivesse provocado apenas a ascensão de uma direita civilizada, não haveria grandes problemas. Veja-se o Chile: a esquerdista Michelle Bachelet dá lugar ao direitista Sebastián Piñera, que, quatro anos depois, devolve a cadeira a Bachelet para que ela a entregue, após outros quatro anos, a Piñera. E o Chile vai em frente, tropeçando às vezes, mas sem uma crise tremenda como a que devorou o Brasil e ainda se faz sentir.

O problema é que o vácuo deixado pela esquerda foi preenchido pela extrema-direita, como escreve Dani Rodrik, um heterodoxo professor de economia política internacional na Escola de Governo John F. Kennedy, da mitológica Harvard:

“Tivessem os partidos políticos, particularmente os de centro-esquerda, perseguido uma agenda mais ousada, talvez o crescimento de movimentos de direita, nativistas [nacionalistas], pudesse ter sido evitado”.

SEM AGENDA – O raciocínio parece correto, mas o problema é que nem a direita (civilizada) nem a esquerda puseram de pé até agora uma agenda capaz de contrapor-se “às queixas que autocratas populistas exploraram com sucesso — desigualdade e ansiedade econômica, a percepção de declínio do status social e o abismo entre as elites e os cidadãos comuns”, para citar de novo Rodrik.

A esquerda brasileira acha mesmo que pôr “Lula” no nome é uma agenda suficiente?

Dívida segue aumentando e o mercado questiona a retomada da economia

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Hamilton Ferrari
Correio Braziliense

Com indicadores recentes mostram desapontamento crescente com os indicadores da atividade econômica, deixando absolutamente transparente que a recuperação do emprego em termos efetivos é modestíssima, as contas públicas estão cada vez mais deterioradas. Por conta dos deficits consecutivos, a dívida bruta pública está aumentando e, segundo analistas, não deve parar de subir até 2021 ou 2022. Os mais otimistas acreditam que o endividamento pode chegar a 85% do PIB neste ano, enquanto outros contabilizam que passará de 100% até 2021.

O Palácio do Planalto começou um trabalho intenso para conseguir cumprir em 2018 a chamada regra de ouro, legislação que impede o governo federal de emitir dívidas para pagar despesas correntes, como salários de servidores e aposentadoria. Serão necessários mais de R$ 203 bilhões neste ano para o Executivo não desrespeitar a norma.

BUSCA DE RECURSOS – A equipe econômica está se debruçando para encontrar recursos que ajudem no trabalho. O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, e o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, agendam reuniões com os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) para conseguir o aval a fim de mexerem na verba do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel). A iniciativa pode render R$ 10,5 bilhões ao caixa federal.

Com indicadores demonstrando resultados ainda cambaleantes e cenário fiscal drástico, aliados às incertezas quanto a agenda de reformas para 2019, o mercado põe um pé atrás e questiona o crescimento econômico. O Banco Central espera expansão de 2,6% no PIB de 2018, enquanto o Ministério da Fazenda trabalha com alta de 3%.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A campanha de Temer para a reeleição está totalmente baseada no sucesso da economia. Mas o tal sucesso é obtido à custa de endividamento. Portanto… (C.N.)

Palocci fecha delação para entregar Lula e também Dilma Rousseff

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Palocci desistiu de tentar engabelar a Lava Jato

Jailton de Carvalho
O Globo

Preso desde setembro de 2016, o ex-ministro Antonio Palocci assinou acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Fontes vinculadas ao caso confirmaram ao Globo que a colaboração avançou com rapidez nos últimos dias. Em sigilo, além de terem fixado as bases dos benefícios que serão concedidos a Palocci, os investigadores inclusive já teriam concluído a fase de depoimentos. Palocci fez acordo com a Polícia Federal depois de tentar, sem sucesso, negociar com os procuradores da força-tarefa da Lava-Jato. A colaboração, no entanto, ainda não foi homologada pela Justiça.

As revelações do ex-ministro devem dar um novo impulso à Lava-Jato. As informações e os documentos fornecidos por ele seriam suficientes para abertura de novos inquéritos, operações e até mesmo prisões, segundo revelou ao Globo uma fonte que conhece o caso de perto.

LULA NO ALVO – Além de detalhar nos depoimentos os casos de corrupção dos quais participou ou teve conhecimento, o ex-ministro terá de apresentar provas do que diz. Se mentir ou quebrar algumas das cláusulas firmadas, poderá perder os benefícios negociados. As vantagens oferecidas a Palocci em troca de suas revelações ainda estão sendo mantidas em sigilo pelas partes.

Na semana passada, o ministro teve um pedido de liberdade negado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou temerário liberá-lo da prisão no atual estágio das investigações. No papel de colaborador, no entanto, a situação do ministro poderá ser revista pela Justiça.

Em depoimento ao juiz Sergio Moro, em setembro de 2017, Palocci antecipou alguns episódios simbólicos de sua relação com Lula. O ex-presidente, aliás, seria um dos políticos mais citados por Palocci.

PACTO DE SANGUE – Ao falar das relações do ex-presidente com a Odebrecht, por exemplo, Palocci afirmou que Lula havia firmado um “pacto de sangue” com o empresário Emílio Odebrecht nos últimos meses de 2010, em uma conversa sigilosa no Palácio do Planalto.

Nesse período, o ex-ministro era o encarregado de mediar a relação entre o PT, o governo e a cúpula da empreiteira, como revelaram os ex-executivos da Odebrecht em delação. Palocci operava a famosa “conta Amigo”, aberta no sistema de propinas da construtora para bancar despesas pessoais, favores e projetos de interesse do ex-presidente Lula.

PACOTE DE PROPINAS — Ele (Emílio) procurou o presidente Lula nos últimos dias do seu mandato e levou um pacote de propinas que envolvia esse terreno do instituto, já comprado. Apresentou o sítio para uso da família do presidente Lula, que ele já estava fazendo a reforma, em fase final. Também disse que ele tinha à disposição para o próximo período, para fazer as atividades políticas dele, R$ 300 milhões — disse Palocci.

Dessa conta também teriam saído recursos para remunerar palestras do ex-presidente Lula e doações ao instituto que leva o seu nome. O ex-ministro admite ainda os repasses via caixa dois de empresas para as campanhas de Lula e Dilma. Afirma que a relação dos empresários com o governo era “bastante movida” a vantagens concedidas a empresas no governo mediante o consequente pagamento de propinas e repasses de caixa dois ao partido. Ao falar do esquema do PT com empreiteiras que pagavam propina em troca de influência no governo, Palocci disse que as vantagens não se destinavam a retribuir benesses específicas obtidas em um ou outro contrato público. Tratava-se de manter uma relação amigável e constante com os mandatários para estar sempre em posição privilegiada em concorrências públicas.

A PARTE DE DILMA – Ao falar da ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-ministro disse que ela não apenas sabia do esquema corrupto entre PT e as empreiteiras, como teria sido beneficiária e mantenedora dos arranjos. Palocci deu exemplos de situações em que tais temas foram tratados na presença de Dilma ou dependeram de sua chancela.

Em meados de 2010, segundo Palocci, ele participou de uma reunião com Lula, Dilma e o então presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli na biblioteca do Palácio da Alvorada. O assunto eram os contratos de exploração do pré-sal. Lula, segundo o ex-ministro, teria falado abertamente do propósito de usar os projetos da estatal para financiar a campanha “dessa companheira aqui (Dilma), que eu quero ver eleita presidente do Brasil”, teria dito Lula, nas palavras de Palocci.

BALA NA AGULHA – As negociações sigilosas do ex-ministro com a Polícia Federal foram reveladas pelo Globo no dia 14 de abril. Nas tratativas, o ex-ministro melhorou a proposta de delação. Ele teria fornecido mais detalhes e indícios dos crimes dos quais participou ou teve conhecimento. Para um experiente investigador, Palocci é um dos poucos condenados da Lava-Jato que têm informações importantes para debelar estruturas criminosas ainda fora do alcance da polícia.

— Ele ainda é um dos poucos que têm bala na agulha — disse ao Globo uma fonte que acompanha o caso de perto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Com a delação de Palocci, a Lava Jato ganha fôlego para mais algun anos. Vai ser um festival, atingindo até mesmo Dilma Rousseff, que pensou fazer eternamente o papel de “Soninha Toda Pura”, de Ilclemar Nunes. (C.N.)

Piada do Ano! Loures agora diz que não sabia o que tinha na mala da JBS

Rocha Loures continua em prisão domiciliar

Aguirre Talento
O Globo

Preso pela Polícia Federal (PF) em junho de 2017, depois de ter sido filmado arrastando pelas ruas de São Paulo uma mala recheada com R$ 500 mil, Rodrigo Rocha Loures, o ex-assessor do presidente Michel Temer, apresentou à Justiça Federal, pela primeira vez, a sua versão sobre o episódio. Em uma petição de 49 páginas obtida pelo Globo nesta quarta-feira, Rocha Loures afirma que recebeu a mala do delator Ricardo Saud, ex-executivo da J&F, “sem saber qual era seu conteúdo” e disse que “desconhecia quaisquer acertos, pagamentos e condições” relacionadas à mala.

LONGA MANUS – Na denúncia apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou Loures de ser um emissário do presidente Michel Temer. Nas palavras do então procurador-geral Rodrigo Janot, o então assessor presidencial seria o “longa manus” de Temer, que teria sido encarregado apenas de buscar a mala e entregar a seu destinatário final, que foi acusado de corrupção passiva no caso, mas livrou-se momentaneamente de responder ao processo porque o Congresso rejeitou a denúncia.

No documento entregue à Justiça, Loures não explica por que correu com a mala, não diz por que devolveu os R$ 500 mil recebidos, não explica por que estavam faltando R$ 35 mil, tampouco entra em detalhes sobre o assunto.

“É impossível demonstrar qualquer liame subjetivo porque tal vínculo nunca existiu, pois Rodrigo Rocha Loures desconhecia quaisquer acertos, pagamentos ou condições, (…) tendo recebido a mala de Ricardo Saud sem saber qual era seu conteúdo”, diz a peça de defesa de Loures.

OUTRAS PROVAS – As gravações feitas pela Polícia Federal na Operação Patmos, porém, colocam em dúvidas a versão apresentada por Loures. Em uma das conversas gravadas por Saud antes de se encontrar com Rocha Loures em uma pizzaria no dia 28 de abril para entregar a mala de dinheiro, o delator afirma: — Você por ter nos ajudado já tem quinhentos mil guardadinho. Tá guardado comigo em casa e eu não quero ficar. 

Loures responde, de acordo com a transcrição da PF: —Tá.

A defesa, apresentada pelo advogado de Loures, Cezar Bitencourt, em fevereiro, foi obtida com exclusividade pelo Globo. O documento foi protocolado na ação penal à qual Loures responde na Justiça Federal de Brasília, após desmembramento determinado pelo STF. Temer também havia sido denunciado no caso sob acusação de corrupção passiva, mas não se tornou réu porque a Câmara dos Deputados suspendeu a abertura da denúncia. Com isso, o processo passou a seguir somente contra Rocha Loures, também acusado de corrupção passiva.

DEFESA DE TEMER – Na peça, Rocha Loures defende Temer, afirmando que não houve comprovação de que a mala seria para o peemedebista.

“O simples fato de Rodrigo ter exercido a posição de assessoria do presidente não caracteriza concretamente o acerto de vontades para o cometimento de ilícitos. Afinal, a presidência da República conta com diversos assessores, sendo pouco razoável presumir que, ao exercer um cargo próximo ao chefe do Executivo, esses profissionais estão automaticamente anuindo com toda e qualquer ação do presidente da República”, diz a defesa.

Loures se tornou réu do caso em dezembro do ano passado, quando o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal do DF, aceitou o recebimento da denúncia.

“GRANDE ARMAÇÃO” – Sua defesa argumentou ainda que ele foi vítima de uma armação entre o então procurador-geral da República Rodrigo Janot e os delatores da JBS com o objetivo de implicar Michel Temer – para isso, inclusive, arrolou como testemunha de defesa o ex-procurador Marcelo Miller, investigado por ter atuado para a JBS antes de deixar o cargo de procurador da República.

A defesa de Loures pediu ao juiz que sejam anuladas as provas da Operação Patmos, argumentando que as interceptações telefônicas e a ação controlada foram ilegais, e que Loures seja absolvido sumariamente.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Grande Piada do Ano! Loures imita o ex-diretor da PF Fernando Segovia e também acha que uma mala de R$ 500 mil não prova nada… Sua defesa não tem a menor chance de dar certo, dada a existência da prova material – o próprio dinheiro devolvido. Ele só tem uma saída – a delação premiada. Devia fazer como Palocci, que já assinou o acordo. (C.N.)

“De onde vem o teu encanto? O que te faz tão feliz?”, indaga a canção

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Socorro Lira, no programa de Rolando Boldrin

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

A psicóloga, cantora e compositora paraibana Maria do Socorro Pereira, conhecida como Socorro Lira, expressa na letra de “Cantata” a saudade das terras do sertão, onde tudo se transforma em música e em poesia, seja na alegria da chuva, seja na tristeza da seca. A própria Socorro Lira gravou “Cantata” no CD Cantigas, em 2001, produção independente.

CANTATA
Socorro Lira

Chega o vento e traz a saudade
Vem soprando do coração
Vem a noite enluarada
Geme e cala o violão
Passa o tempo lá na serra
Lá nas terras do sertão
Todo tempo é primavera
Toda vida uma canção

Corre livre pelos campos
Meninada, vem, me diz
De onde vem o teu encanto
O que te faz tão feliz?
Quando a chuva vem, desperta
Verde, vida, paz e pão
Se é verão, tudo ali é seca
Seca o peito, racha o chão

Cada pedra do caminho
Do meu sonho é testemunha
Cada flor e cada espinho
Era um verso que eu compunha
Correm as águas no riacho
Vão fazendo a cantilena
É meu canto, é minha alma
É louvor que eu fiz pra ela

Rouxinol cantou pra mim
Me ensinou também cantar
Toda tarde ao pôr-do-sol
À criação vem celebrar
Tudo agora é nostalgia
Se eu chorar será de dor
Tudo é verso e poesia
É cantata do amor

Preconceitos impedem que Marx e Engels sejam engrandecidos

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Marx vem sofrendo uma campanha implacável

Antonio Rocha

Como a Vida é plural, existem várias “dialéticas”, que nasceram” com os filósofos pré-socráticos, na antiga Grécia, Heidegger chamava-os de “Pensadores Originários”. Sidarta Gautama, o Buda, no século VI antes de Cristo, também era um dialético, e o Zen-Budismo tem uma vertente bem dialética. Marx optou pela Dialética Materialista; eu, na parte que me toca, recomendo a Dialética Espiritualista.

A partir dos governos que se auto-intitularam comunistas em função dos partidos de mesmo nome, ou parecido, que estavam nos poderes, Marx e Engels acabaram levando as culpas pelos desmandos que tais sistemas cometeram.

SUPERCAMPANHA – O Mundo, e principalmente o Ocidente, orquestrou uma campanha poderosíssima contra os dois filósofos e pensadores, seguindo a máxima de Goebbles: “mintam, mintam que alguma coisa fica”… Conclusão: hoje acho muito difícil que Marx e Engels sejam considerados como pessoas que tentaram transformar para melhor o planeta.

Crimes bárbaros foram cometidos em nome de Jesus ao longo dos séculos, mas Cristo não tem culpa se seus intérpretes, seguidores e afins que instalaram o terror em épocas que a História registrou.

Repito: é uma tarefa hercúlea tentar mostrar ângulos positivos de Marx e Engels, visto que os preconceitos já estão cimentados. Contudo, o Muro de Berlim um belo dia foi demolido…

Como ficam as ações de Lula sem as denúncias da delação da Odebrecht?

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Charge do Alpino (Yahoo Brasil)

Renan Ramalho
G1, Brasília

A decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (24), de retirar do juiz federal Sérgio Moro trechos da delação da Odebrecht sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não altera de imediato a situação do petista nos processos aos quais ele já responde na Justiça. O entendimento fixado pela maioria dos ministros, no entanto, poderá repercutir no andamento futuro das ações referentes ao sítio de Atibaia (SP) e à construção da sede do Instituto Lula.

Até agora sob os cuidados de Moro, no Paraná, os relatos e provas entregues pelos executivos da construtora relativos a esses assuntos serão enviados à Justiça Federal em São Paulo, conforme determinou a Segunda Turma do STF.

Muda algo na prisão do ex-presidente?
De imediato, não. Lula está preso para cumprir pena imposta em outro caso, no qual já está condenado, relativo ao tríplex de Guarujá (SP), cuja reserva e reforma teriam sido bancadas por outra construtora, a OAS, como contrapartida a negócios realizados na Petrobras.

O que a defesa de lula poderá alegar?
A expectativa, porém, é que a defesa deverá usar o entendimento dos ministros da Segunda Turma – de que não haveria no processo prova direta da ligação entre os favores concedidos pela Odebrecht a Lula e os contratos que a construtora obteve na Petrobras – para contestar a acusação de corrupção no caso do tríplex. Os recursos contra a condenação de Lula nesse caso serão julgados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo próprio STF. Nesse ponto, a defesa poderá alegar que também não havia relação das supostas vantagens da OAS a Lula com a Petrobras e, por isso, Moro sequer poderia ter julgado o processo do tríplex. Se essa tese prevalecer nos tribunais superiores, a condenação poderá ser anulada e Lula deixar de cumprir pena e ganhar a liberdade.

Para qual juiz vão os trechos da delação retirados de Moro?
Os relatos de delatores da Odebrecht sobre Lula ainda não chegaram a São Paulo. Não há definição para qual juiz serão encaminhados. Caberá primeiro ao juiz Sérgio Moro, de Curitiba, juntar os documentos e remetê-los à primeira instância da Justiça Federal da capital paulista. Em São Paulo, não há um juiz específico responsável pelos casos oriundos da Lava Jato, como no Paraná (Sérgio Moro), e no Rio de Janeiro (Marcelo Bretas). As investigações em São Paulo são distribuídas entre dez varas criminais, cada uma com um juiz titular e um substituto, que também cuidam de outros processos penais.

E o Ministério Público estadual?
No Ministério Público em São Paulo, 11 procuradores cuidam das investigações, também sem exclusividade. Eles já conduzem, por exemplo, em diferentes varas criminais, apurações sobre uma ajuda dada por Emílio Odebrecht a um time de futebol americano de um dos filhos de Lula e também uma mesada paga a Frei Chico, irmão do ex-presidente.

O que acontece com os processos conduzidos por Moro?
Os processos relativos ao sítio de Atibaia e ao Instituto Lula, ambos em fase adiantada, não saem das mãos de Sérgio Moro. Mas as provas entregues pelos delatores da Odebrecht, bem como os relatos contando como e por que as supostas vantagens teriam sido pagas ao ex-presidente, deverão ser retiradas dos processos. De qualquer modo, o Ministério Público Federal no Paraná poderá pedir à Justiça Federal de São Paulo, para onde serão enviadas as informações, o compartilhamento das delações, de modo que seu conteúdo seja novamente juntado às ações sobre Lula conduzidas por Moro. De posse dos trechos da delação da Odebrecht sobre Lula, a Justiça Federal e o Ministério Público em São Paulo poderão abrir nova investigação ou aproveitar as informações em processos outros já em andamento.

Alguém pode recorrer da decisão da Segunda Turma do STF?
Cabe recurso da decisão à própria Segunda Turma do STF por parte da Procuradoria Geral da República (PGR). O recurso poderá ser apresentado em cinco dias úteis após a publicação do acórdão da decisão de ontem. O acórdão deverá ser publicado em até 60 dias e será redigido pelo ministro Dias Toffoli, autor do primeiro voto divergente e vencedor no julgamento.

Qual é o prazo para recorrer?
O prazo de cinco dias úteis para apresentação do recurso – chamado embargos de declaração – começa a contar no dia seguinte à publicação do acórdão. Procuradores responsáveis pela área penal na PGR ainda estão discutindo internamente se e como apresentarão recurso contra a decisão. A intenção inicial é apresentar embargos de declaração à própria Segunda Turma, mas a avaliação interna é que se trata de um recurso “difícil”. De qualquer modo, a decisão final caberá à procuradora-geral Raquel Dodge, que está em viagem à França e só retorna ao Brasil no próximo sábado (28).

O que dizem os trechos da delação retirados de Sérgio Moro?
As melhorias no sítio de Atibaia e a compra de edifício para o Instituto Lula foram mencionadas por vários executivos da Odebrecht na delação. Segundo um deles, Alexandrino Alencar, as vantagens foram pagas como contrapartida pela influência política exercida pelo ex-presidente em favor da empresa. Emílio Odebrecht liga as despesas no sítio de Atibaia a empreendimentos da construtora em hidrelétricas no Rio Madeira e a projetos na Venezuela com o ex-presidente Hugo Chávez. Marcelo Odebrecht disse na delação que dinheiro usado para adquirir imóvel do Instituto Lula foi descontado de uma conta de propina administrada pelo ex-ministro Antônio Palocci. O executivo disse que acertou com ele em 2010 depositar R$ 35 milhões na conta em favor do PT para “suportar gastos e despesas” de Lula, na época em que ainda era presidente.

O que dizem os procuradores?
O Ministério Público entende que esses relatos estão ligados também à Petrobras. Os executivos contaram que Lula também exerceu influência em favor da Odebrecht em discussões sobre o setor petroquímico – a construtora é sócia da estatal na Braskem.

Comandante do Exército é internado, mas volta a trabalhar nesta quinta

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Vilas Bôas está em cadeira de rodas

Tânia Monteiro
Estadão

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, de 66 anos, foi internado em um hospital da rede privada em Brasília para realização de “procedimento gástrico eletivo” nesta quarta-feira, 25, segundo informações obtidas no Exército, que não deu mais detalhes.  Segundo os mesmos informantes, o general deve receber alta ainda hoje e retorna às atividades nesta quinta-feira. Villas Bôas enfrenta uma doença degenerativa e atualmente está usando cadeira de rodas.

Villas Bôas causou polêmica no início de abril, quando usou seu Twitter para questionar o cenário político do País. A mensagem foi escrita dias antes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser condenado e preso pela Operação Lava Jato.

INTERESSES PESSOAIS – Na ocasião, ele escreveu: “Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”

Alguns interlocutores admitiram, na ocasião, que a manifestação do comandante era um recado direto às tentativas de mudarem entendimento legal para favorecer o ex-presidente Lula, mas tentaram descartar uma ameaça ou pressão sobre o Supremo Tribunal Federal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O general Villas Bôas repete a mesma saga heróica do cientista Stephen Hawking e do jornalista Rodolfo Fernandes, ex-diretor de O Globo, que foram acometidos da mesma doença, tiveram de usar cadeira de rodas, foram perdendo os movimentos, porém jamais se entregaram e continuaram em atividade até o fim, dando uma lição de vida às pessoas saudáveis que não dão valor ao trabalho. (C.N.)

PEN desiste de liminar pedida para anular prisões após segunda instância

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Marco Aurélio estava esperando a desistência

Mariana Oliveira
TV Globo, Brasília

O Partido Ecológico Nacional (PEN) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (25) desistência da tentativa de reverter o entendimento que autorizou prisões a partir de condenação em segunda instância. Em documento, o partido diz que reavaliou a questão e que considera “inoportuno na atual quadra dos acontecimentos” um novo julgamento do tema.

A legenda fez um pedido de liminar para que o STF analisasse a questão novamente, e o relator, ministro Marco Aurélio Mello, informou à presidente do STF, Cármen Lúcia, que estava pronto para votar o tema.

RELATOR ACEITA – Para que a desistência seja confirmada, é preciso uma decisão do ministro Marco Aurélio Mello. O ministro já disse, no entanto, que se houvesse pedido de desistência, ele retiraria o tema de pauta. No entanto, há ainda um outro pedido de liminar para ser julgado, do PCdoB. Mas para que o julgamento ocorra, depende de ser marcado pela presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia.

O PEN afirma no documento que pediu a liminar após julgamento de habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual o Supremo manteve o entendimento de que é possível executar a pena para condenações em segunda instância.

Conforme o partido, um dos motivos para reanálise seria a possibilidade de a ministra Rosa Weber alterar seu entendimento e mudar o placar em uma ação ampla, como a apresentada pelo PEN.

SEM NECESSIDADE – O partido disse que considera agora que não há necessidade de discutir o tema por concordar com parecer da Procuradoria Geral da República de que não há fato novo apontado no julgamento do habeas corpus de Lula que enseje o novo julgamento.

A Procuradoria afirmou que, “ainda que a ministra tenha entendimento pessoal sobre a inconstitucionalidade da execução provisória da pena antes do trânsito em julgado da condenação, não significa que desprezará o precedente do ARE n. 964.246/SP, decidido há um ano e quatro meses pelo pleno do STF”.

“Sendo assim, o autor entende que não há a presença de pressupostos legais autorizativos do deferimento da medida cautelar, conforme parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na verdade, o pedido é inoportuno na atual quadra dos acontecimentos. Assim, forte nestas razões, o autor requer a Vossa Excelência a desistência do requerimento de reiteração da medida cautelar, tendo em vista a ausência de pressupostos legais”, diz o partido.

Temer reafirma sua candidatura e Meirelles deve aceitar ser o vice

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Charge do Nani (nanihumor.com.br)

Rodolfo Costa
Correio Braziliense

O governo quer celeridade na agenda eleitoral. E, ao passo que busca apoio de partidos aliados, também busca ajeitar internamente a casa. Para isso, o presidente Michel Temer recebeu em um jantar na noite desta terça-feira (24) no Palácio do Alvorada presidentes do MDB de oito estados, além do presidente nacional do partido, o senador Romero Jucá (MDB-RR). O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, recém-filiado ao partido, também participou do encontro.

A reunião foi a primeira de um total de três a serem realizadas com presidentes do MDB de todos os estados e do Distrito Federal.

BASES DA CAMPANHA – O objetivo foi reforçar o apoio em torno da candidatura governista e discutir suportes às candidaturas nas unidades da Federação. Temer pediu que os caciques levem aos estados o discurso do que considera como uma gestão bem sucedida, como destaques para a retomada da atividade econômica, do emprego, da inflação e dos juros mais baixos.

O acordo é essencial para o MDB alçar voos mais altos na corrida presidencial. Afinal, Temer precisará costurar palanques nos estados para buscar um diálogo com o eleitor. No jantar, o presidente reafirmou o desejo de defender o legado do governo e se posicionou como pré-candidato à Presidência da República. Meirelles também discursou e sinalizou igual pretensão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Fica claro não somente que Temer será mesmo candidato à Presidência, como também que o ex-ministro Henrique Meirelles será o candidato a vice na chapa, pois já está até participando da organização da campanha. A candidatura de Temer está baseada na tese de que 6% dos eleitores consideram sua gestão “boa” ou “ótima”, e outros 19% a consideram “regular”. O elevado grau de “rejeição” pode ser revertido, na visão do Planalto. (C.N.)

Dólar caminha para R$ 3,50 e a retomada da economia não decola…

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

Hamilton Ferrari
Correio Braziliense

Com o dólar rondando os R$ 3,50 e a Bolsa de Valores de São Paulo (B3) sem fôlego para testar patamares maiores, analistas de mercado questionam o crescimento econômico, que ainda não engrenou de forma esperada. O diretor executivo da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Nehme, diz que é preciso questionar se houve avanços “efetivos e sustentáveis” na economia brasileira nos últimos anos. Na avaliação dele, apesar de o país ter saído da recessão em 2017, a renda e o consumo das famílias ainda não demonstram o aquecimento da economia.

RECUPERAÇÃO? – “Indicadores recentes mostram desapontamento crescente com os indicadores da atividade econômica, deixando absolutamente transparente que a recuperação do emprego em termos efetivos é modestíssima”, alega.

O especialista afirma, também, que a redução da taxa Selic, de 14,25% ao ano para 6,5% ao ano, não foi suficiente para derrubar os juros no sistema bancário. “Os juros das operações de crédito continuam travando a atividade. Os spreads bancários são incompatíveis com a nova realidade propagada pelo Banco Central.”

SELIC NO CHÃO – O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, tem dito que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve diminuir a Selic em 0,25 ponto percentual na próxima reunião, em maio. Depois disso, a autoridade monetária planeja interromper os cortes.

De acordo com Nehme, os fundamentos que embasam o crescimento ainda são “frágeis e vulneráveis” e não dão perspectivas positivas sobre o futuro da economia. Segundo apurou o Blog, o mercado espera uma expansão de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre do ano, metade do que se falava há um mês.

SINAIS NEGATIVOS – Os economistas revisaram para baixo as projeções depois de sinais negativos nos indicadores. A produção industrial caiu 2,4% em janeiro e subiu levemente 0,2% em fevereiro. No mesmo período, o setor de serviços recuou 1,9% e se manteve estável praticamente estável (0,1%), respectivamente.

O próprio Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou que o crescimento econômico não está sendo como o esperado. Considerado a prévia do PIB, a taxa caiu 0,56% em janeiro e subiu 0,09% no mês seguinte

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Mesmo com esses indicadores, o presidente Temer se comporta como se vivesse no melhor dos mundos e a economia brasileira estivesse batendo recordes de crescimento e produtividade. A campanha para sua reeleição será toda baseada no “sucesso” da economia, parece Piada do Ano. (C.N.)

Novos alvos da PF são dois herdeiros de Severino Cavalcanti

Nogueira seguiu os passos de Severino no PP

Bernardo Mello Franco
O Globo

Severino Cavalcanti era um deputado tosco nos modos e transparente nos objetivos. Ao chegar à presidência da Câmara, exigiu sua fatia no bolo da Petrobras. Ele deixou claro que não aceitaria qualquer cargo na estatal. Queria a diretoria que “fura poço e acha petróleo”.

O rei do baixo clero perdeu o trono, acusado de cobrar “mensalinho” do restaurante da Câmara. Seu espólio foi dividido entre dois escudeiros: o deputado Dudu da Fonte e o senador Ciro Nogueira, que ele chamava de “filho”.

NA LAVA JATO – Ontem os herdeiros de Severino foram alvo de uma operação da Polícia Federal. Eles já haviam sido denunciados pela Lava-Jato, sob a acusação de receber propina. Agora são suspeitos de subornar um ex-assessor para atrapalhar as investigações.

Num dos endereços do senador, a PF apreendeu R$ 200 mil em espécie. Seu advogado disse que os recursos eram “legais”. Faltou explicar se ele guardava a bolada para pagar a diarista ou para garantir a gorjeta do entregador de pizza.

Ciro e Dudu são expoentes do PP, um partido envolvido no mensalão e no petrolão. A sigla é recordista de políticos investigados na Lava-Jato. Mesmo assim, foi a que mais cresceu na janela de transferências de março. Agora controla a terceira maior bancada da Câmara, com 50 deputados. O 51º está afastado do cargo. É Paulo Maluf, que trocou uma cela na Papuda pela prisão domiciliar em sua mansão paulistana.

“MERCADORIAS” – O PP inchou na janela porque ofereceu duas mercadorias que os parlamentares adoram: dinheiro e perspectiva de poder. A legenda prometeu abrir os cofres do fundo partidário para os novos filiados. Além disso, assegurou que estará no próximo governo, seja ele qual for.

Seu talento para os negócios é conhecido e foi reafirmado no impeachment. O partido tinha um ministério com Dilma. Ao mudar de lado, passou a ter três com Temer, além da presidência da Caixa.

No mês passado, a Procuradoria reforçou a denúncia contra o “quadrilhão” do PP. O velho Severino é lembrado três vezes no documento. Numa delas, por chantagear o governo Lula para levar o Ministério das Cidades, em 2005. Não conseguiu emplacar o “filho” Ciro, mas garantiu a pasta para seu partido. “Iniciava-se, assim, outro flanco da organização criminosa”, escreve a procuradora Raquel Dodge.

PF indicia filho de reitor morto e mais 22 envolvidos em desvios na UFSC

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Cancellier pode ter se matado com vergonha do filho

Deu na NSC TV
G1 Santa Catarina

A Polícia Federal indiciou Mikhail Vieira de Lorenzi Cancellier, o filho de reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) morto, e mais 22 pessoas após as investigações da Operação Ouvidos Moucos, deflagrada para desarticular uma suposta organização criminosa que desviou verbas de cursos de Educação a Distância (EaD) oferecidos pelo programa Universidade Aberta do Brasil (UAB) na UFSC, como mostrou o Bom Dia Santa Catarina.

Entre os crimes apontados pelo inquérito estão concussão, peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, além de outras tipificações. Os 23 são indiciados por crimes diferentes. No documento, a Polícia Federal explica que deve mandar para Justiça os nomes e a lista de crimes. Além disso, informou que mais adiante enviará o relatório completo com as razões do indiciamento.

DESVIO DE VERBAS – A investigação, que completou sete meses, apontou que verba destinada ao EaD foi desviada, inclusive para pessoas sem vínculo com a universidade, como parentes de professores e até um motorista.

Entre os apontados na lista está Mikhail Vieira de Lorenzi Cancellier, filho do reitor morto da UFSC, Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que durante as operações, foi preso por suspeita de tentar barrar a investigação interna que estavam em curso, segundo a PF.

De acordo o relatório do inquérito, o filho do reitor foi indiciado porque “não soube explicar a origem de R$ 7.102 transferidos para sua conta por Gilberto Moritz, recursos que foram oriundos do projeto Especialização Gestão Organizacional e Administração em RH, que era coordenado por Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que também ordenou a despesa do projeto”.

MORTE DO REITOR – Luiz Carlos Cancellier de Olivo negou que tenha tomado alguma medida para obstruir quaisquer denúncias em relação à universidade. Ele chegou a declarar que o afastamento do cargo após operação da PF era “um exílio” e que a prisão “foi traumática”. Cancellier foi preso em 14 de setembro, dia em que a operação foi deflagrada, e liberado no dia seguinte.

O reitor foi encontrado morto em um shopping de Florianópolis na segunda-feira (2). Uma perícia da Polícia Civil constatou que ele cometeu suicídio, tendo se jogado do vão central.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O suicídio do reitor causou intensas críticas à Polícia Federal, ao Ministério Público e à Justiça Federal. Agora ficamos sabendo que ele deve ter-se matado por v
ergonha com o procedimento do filho e não por estar sendo perseguido indevidamente. (C.N.)

Soltar Lula será um escândalo vergonhoso na História do Supremo

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Charge do Jota A (Jornal O Dia/PI)

Merval Pereira
O Globo

O agravo que a Segunda Turma do STF vai analisar e que pode dar a liberdade ao ex-presidente Lula, foi encaminhado pelo ministro relator, Edson Fachin, com a recomendação de que, no seu ponto de vista, já perdeu o objetivo. O agravo diz que a ordem de prisão de Lula foi decretada antes de todos os embargos terem sido analisados pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Se referem a um recurso conhecido como embargos dos embargos, que só pelo nome já indica a intenção protelatória.

Apesar de os embargos já terem sido votados e rejeitados, nada impede que os juízes entendam que houve uma arbitrariedade e anulem a ordem de prisão do TRF-4.

IRRESPONSABILIDADE – Se isso acontecer, será um escândalo vergonhoso. Acho que não farão e, se fizerem, estarão quase cruzando a fronteira da irresponsabilidade.

A Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) impetrada pelo PC do B, que deverá ser votada também, é uma vergonha, porque foi feita especialmente para soltar o Lula.

Marx e Engels sempre defenderam a liberdade de imprensa. Você sabia?

O Globo

O turbulento século XX colou a imagem de Karl Marx a alguns dos sistemas políticos mais autoritários e violentos já conhecidos pelo homem. Em nome de seu legado intelectual, as ditaduras comunistas implantaram ferozes perseguições a todo tipo de liberdade, transformando o Estado numa eficiente e onipresente máquina de repressão. No entanto, se tivessem seguido na íntegra o pensamento do filósofo alemão, os regimes que se espalharam nas décadas seguintes à Revolução Russa, em 1917, teriam respeitado ao menos um tipo de liberdade — a de imprensa.

Surpreendentemente para muitos — em razão da impressão que se cristalizou por causa dos governos marxistas estabelecidos de Pyongyang a Havana, de Moscou a Maputo —, Marx foi ferrenho crítico da censura. E deixou isso mais do que claro em vários escritos, antes e depois do famoso “Manifesto Comunista” que o catapultou para a História em 1848.

CONTRA A CENSURA – Pensador livre e jornalista numa Alemanha então dividida em monarquias absolutas, Marx cedo estabeleceu de que lado estava. “A imprensa em geral é a consumação da liberdade humana”, pontificou em 1842, aos 24 anos, num dos artigos de uma série publicada no jornal “Rheinische Zeitung”. “Uma imprensa censurada é ruim mesmo se produzir bons produtos”, escreveu, atacando de frente as práticas da monarquia prussiana.

O inquestionável e relevante papel do jornal impresso como multiplicador de ideias — que desde seu surgimento até hoje sempre esteve sob ameaça da censura — selou o destino do pequeno “Rheinische Zeitung”, fechado em março de 1843 pelas baionetas do rei da Prússia. A força das armas, no entanto, só reforçou Marx em suaS convicções de que a censura jamais deve estar a serviço de ideologias.

FORAM PROCESSADOS – Anos após seu vigoroso posicionamento, ele sofreu o destino muitas vezes reservado aos que se levantam em defesa da liberdade em regimes autoritários. No início de 1849, de novo editor do renascido “Neue Rheinische Zeitung”, foi processado no Tribunal de Colônia sob a acusação de difamar funcionários do governo.

Ao se defender na corte, sedimentou sua visão do papel do jornalista numa sociedade livre: “A função da imprensa é ser o cão de guarda público, o denunciador incansável dos dirigentes, o olho onipresente, a boca onipresente do espírito do povo que guarda com ciúme sua liberdade”. Ele, seu coeditor Friedrich Engels e o administrador Hermann Korff, também acusados, acabaram inocentados pelo júri.

EM “NOME” DE MARX – No século seguinte, porém, a implantação de uma severa censura esteve sempre entre as primeiras providências de regimes comunistas avessos à vigilância de cão de guarda do público. Todos, de uma forma ou de outra, reivindicando o legado do filósofo alemão. Erroneamente, a julgar por seus escritos, no que diz respeito à liberdade de imprensa.

— Seria um contrassenso cobrarmos de Marx linha política comprometida com a justificação da censura usada pelos “regimes marxistas” — disse ao Globo o filósofo e escritor Leandro Konder. — Se tivesse conhecido esses regimes, nada indica que o pensador insistisse nesse acumpliciamento.

LÊNIN, O CENSOR – Na verdade, os regimes marxistas que amordaçaram a imprensa sob tortuosas justificativas de estarem, assim, defendendo a própria liberdade de informação tinham outro guru nessa seara. Para o líder da Revolução Russa, Vladimir Lenin, a imprensa nas sociedades ocidentais, “incluindo as mais livres”, era apenas um instrumento nas mãos da burguesia. Daí a necessidade de colocá-la, em sua visão, a serviço direto do povo, sob controle do Estado. “A liberdade de imprensa na prática se tornaria muito mais democrática, se tornaria incomparavelmente mais completa como resultado”, justificou Lênin no início de 1917, às vésperas de os bolcheviques tomarem o poder.

Décadas antes, porém, Marx já previra o efeito de pôr a imprensa sob a tutela do Estado: “O governo ouve somente sua própria voz; sabe que ouve somente a sua voz; entretanto, tenta convencer-se de que ouve a voz do povo”, denunciou o jovem filósofo.

DISTANCIAMENTO — “Passados aqueles primeiros anos (da tomada de poder pelos comunistas), à medida que o conteúdo da imprensa e sua apresentação cada vez mais se distanciavam da realidade experimentada pelos leitores, o abismo entre os dois se tornou intransponível. Em suma, a imprensa perdeu credibilidade, assim como os regimes comunistas e sua ideologia” — avalia o professor Peter Gross, diretor da Escola de Jornalismo e Mídia Eletrônica da Universidade do Tennessee.

Especialista na imprensa da antiga Cortina de Ferro e autor de vários livros sobre o assunto, Gross ajudou a organizar o curso de jornalismo na Universidade de Timisoara, na Romênia, em 1992, logo após a queda do ditador Nicolae Ceausescu.

— Os jornalistas romenos não tinham experiência com uma imprensa livre. Foram feitas mudanças da noite para o dia, mas o sistema e as instituições ainda funcionam de maneira que indica que a mudança cultural não foi completada — diz ele, apontando a tendência como recorrente em ex-países comunistas da região.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
–   Como se vê, é um equívoco monumental culpar Marx e Engels pelas barbaridades cometidas por regimes supostamente marxistas. É preciso reconhecer o papel que eles tiveram com benfeitores da  humanidade, ao forçarem ao aprimoramento do capitalismo, através dos direitos trabalhista e sociais, que tantos comentaristas criticam aqui no Blog. (C.N.)

Ciro Gomes nega chapa com Haddad: “É preciso respeitar o tempo do PT”

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Ciro Gomes tem se reunido com Haddad

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O presidenciável do PDT, Ciro Gomes, negou nesta terça-feira (dia 24) que esteja tratando sobre a formação de uma chapa com o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT). Segundo o ex-ministro da Fazenda de Lula, é preciso respeitar o tempo do PT. “Não é possível falar numa chapa no momento em que nós estamos vivendo”, disse o pré-candidato, falando da situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato.

“Não pode se estar, do ponto de vista da relação com o PT, deixando de compreender ou querendo extrapolar ou pressionar. É preciso respeitar o tempo do PT”, concluiu, antes de dar uma palestra na Uninove, em São Paulo.

REUNIÕES –  O ex-governador do Ceará confirmou, contudo, reuniões como a que teve na segunda com Bresser Pereira, Delfim Neto e Haddad. Ciro disse ainda que direções partidárias e fundações dos dois partidos têm se encontrado “sistematicamente”, mas comentou que “não há nenhuma novidade”. Ciro brincou ainda que Haddad “deve ser o cara que mais sofre bullying hoje no País” e disse que é preciso parar com isso.

Questionado se considera possível receber eventual apoio da sigla, agora que o ex-presidente liberou o PT para decidir sobre candidatura, Ciro disse que não. “É preciso dar o tempo que o Lula, que esse momento pede, e eu vou tocando minha bandinha, minhas ideias (…). Tenho que ter humildade pra dizer que eu não espero, não acredito que o PT me apoie porque acho natural (que a legenda tenha candidato próprio)”, afirmou.

CENÁRIO – O pré-candidato do PDT aparece na última pesquisa de intenção de voto atrás do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), da ex-senadora Marina Silva (Rede) e do recém filiado ao PSB, Joaquim Barbosa. Ciro disse ver “com respeito” a candidatura do ex-ministro relator do mensalão no STF.

Questionado se tem mantido conversas com a legenda de Barbosa para uma eventual composição, Ciro disse que “nunca teve o privilégio” de conhecer o ex-ministro pessoalmente, mas que espera “em uma ocasião dessas cumprimentá-lo”.

Decisão do Supremo poderá tirar Lula também do alcance do TRF-4

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Charge do Nani (nanihumor.com)

Daniela Lima
Folha (Painel)

A decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal que tirou das mãos do juiz federal Sergio Moro os trechos da delação da Odebrecht que citam Lula tem implicações para o futuro do ex-presidente no curto e no médio prazo. Para integrantes da corte, o entendimento da maioria dos ministros abre larga avenida não só para que duas ações penais a que o petista responde perante o juiz de Curitiba migrem para a Justiça de São Paulo, como também tira a apreciação de eventuais recursos nesses casos da alçada do TRF-4.

Ministros do Supremo que não atuam na Segunda Turma avaliam que a declaração de incompetência de Moro nas ações sobre o sítio de Atibaia e a compra de um terreno para o instituto Lula não é automática, mas agora certamente será discutida.

PASSO SEGUINTE – A Justiça paulista terá que abrir inquérito para apurar as menções a Lula na delação da Odebrecht, e a defesa do petista está pronta para argumentar que a lei veda que alguém responda por um mesmo fato em dois juízos. Está aí o caminho das pedras para tirar o ex-presidente das mãos de Moro.

Em outra frente, a decisão da Segunda Turma do Supremo fortalece a alegação usada pela defesa de Lula em recursos apresentados contra o processo do tríplex, que levou o petista à prisão.

Nos recursos a cortes superiores, os advogados do ex-presidente argumentam que o próprio Moro reconheceu que não havia vínculo direto entre o dinheiro gasto pela OAS na reforma do imóvel e contratos da Petrobras.

PODE, ARNALDO? – Juristas estranharam a guinada da Segunda Turma, que havia negado por unanimidade pedido semelhante da defesa de Lula. Um observador do funcionamento da Justiça ironizou: “Gol de mão, em impedimento e após o tempo regulamentar”.

A defesa de Fernando Bittar, dono de metade do sítio de Atibaia, também tem esperanças de que a decisão do Supremo leve o processo para a Justiça de SP.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Fica claro que a estratégia dos três mosqueteiros do Supremo não é fazer justiça a Lula. Muito pelo contrário, o grande objetivo de Toffoli, Lewandowski e Mendes (não necessariamente nesta ordem) é encontrar brechas na lei que possam permitir a libertação de Lula. E onde passa um boi, passa uma boiada, dizem lá no interior. (C.N.)

Dolorosas lições de vida, nos versos solitários de Evanir Fonseca

Resultado de imagem para liçoes de vidaPaulo Peres
Site Poemas & Canções

O advogado, administrador de empresas e poeta carioca Evanir José Ribeiro da Fonseca (1955-2017), no poema “Versos Solitários”, faz uma reflexão sobre a vida.

VERSOS SOLITÁRIOS
Evanir Fonseca

O mundo é obscuro para quem só sente a egoísta vontade de se livrar de tudo,
como num mar de lava que a terra cobre, deixando um rastro de destruição.

A vida inexiste onde a felicidade é utópica e a vontade de amar
é só um vulgar prazer, onde o tudo se transforma em nada,
além de um viver numa estática frigidez,
fingidamente escondida por um sorriso ou uma lágrima,
que nas faces rolam ou secam, parados na desfaçatez gélida,
refletidos no espelho do destino, da verdade incontida
e nas rugas de um grito calado que ecoa na surdez do silêncio,
alertando-nos que o fim nos espreita como abutres,
expresso pela indescritível falta do som
da batida de um coração solitário.

Deus, como se tentasse camuflar as perdas sutis do desconhecido destino, dá-nos opções, sem violar o direito do livre arbítrio, numa compensação sem diretrizes evidentes ou outra forma de expressão compensatória e cúmplice, nos nossos erros e acertos, sempre apresenta-nos oportunidades e mostrando ao julgar nossos sentimentos tristes, atormentados, egoístas ou sufocantes, nunca se afasta dos que, a ele, suplicam por novas oportunidades.

Pedimos que nomes ou apelidos sejam afastados dos indivíduos,
em contrapartida do que ocorre na realidade socialmente
quando, como uma tatuagem, ficam gravados e encrustados
nas almas estigmatizadas, numa busca tênue e discreta da sensatez
fazendo com que logo caiamos no esquecimento, criado pelo labirinto de comportamentos resumidos pelo “tempo”, que, sem pena,
nos cobra sob uma sentença arrogantemente imposta,
apagando todos os nossos créditos, virtudes e lembranças,
deixando vívidos os defeitos que maculam nossos eternos deslizes.

Gostaria de ver as pessoas completas e resignadas,
podendo despedirem-se da vida, dizendo a cada um dos outros seres:
“Perdoem-nos, pelos erros cometidos
e rezem para que nós nunca mais renasçamos
com mágoas e rancores, sem conhecermos a palavra perdão!…”

Lembremo-nos sempre que “amar” não é o pecado maior,
e reconheçamos, assim, que fazer outros te amarem é imperdoável!

No hoje, nos vangloriamos da saudade
que acreditamos ter causado em outras pessoas.
Porém, quando a tristeza na incerteza do amanhã nos alcança
é aí, então, o momento… que já deveremos ter sido esquecidos
e na veracidade de que agora, sarcasticamente, seremos os que sofrerão…!

Joguem-se pela janela chamada poesia, como suicidas!
Este é o meu conselho para acabarmos espatifados em versos e prosas, atirados, largados nas solitárias noites, com ou sem luar.

Nunca sejamos hipócritas! Mas sim, seres que se encontram
à espera do perdão incondicional e eterno, se permitido,
num grande acalento no “Adeus”.

Brasil não deve ter combate a corrupção como única meta, diz Barroso

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Combate à exclusão tem avançado, diz Barroso

Deu no Estadão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou nesta segunda-feira, 23, que o Brasil vive “um momento de refundação do País”. A declaração do magistrado foi dada durante a palestra “30 anos da Promulgação da Constitução Federal de 1988”, em Fortaleza, na Câmara Municipal.

“Nós vivemos um momento especial no Brasil, um momento de refundação do País. Nós nos demos conta que temos ficado aquém do nosso destino e estamos conseguindo fazer os diagnósticos corretos, que são pressupostos das soluções corretas. A fotografia do momento é devastadora, mas o filme destes 30 anos da democracia no Brasil é um filme bom. Nós estamos empurrando a história para o caminho certo”, afirmou.

ENVOLVIMENTO – Barroso reforçou a necessidade do envolvimento da sociedade nas questões políticas do Brasil, lembrou as conquistas políticas para mulheres, índios, negros e comunidade LGBT e encerrou a palestra reafirmando o papel da liberdade de expressão no exercício da democracia. Segundo ele, o Brasil não deve levantar o combate a corrupção como única bandeira de luta.

“Nós paramos de varrer a sujeira para debaixo do tapete e estamos aos poucos enfrentando fantasmas que assombraram muitas gerações. Houve uma impressionante reação da sociedade civil, que deixou de aceitar o inaceitável, e isso vai modificar as instituições de uma maneira geral”, disse.

TRÊS CONQUISTAS – Barroso lembrou as conquistas garantidas pela sociedade ao longo das três últimas décadas e destacou três conquistas da Constituição de 88: estabilidade institucional, estabilidade monetária e inclusão social.

“O Brasil superou as metas de inclusão. O IDH dos últimos 30 anos foi o que mais cresceu na América Latina. Nós tivemos no Brasil um aumento de 11 anos na expectativa de vida, um aumento expressivo da escolarização e um aumento de 50% na renda das pessoas. Tirar milhões de pessoas da miséria é uma realização importante, e talvez, com exceção da China, nenhum país tenha conseguido uma realização tão expressiva”, atentou o jurista.