A mentira é uma regra e a verdade mera circunstância

Roberto Nascimento

No Brasil a lógica funciona ao contrário: Socializam os prejuízos e privatizam o lucro. É uma coisa impressionante. Mas, sim, pelo menos temos banana (apesar de custar cinco reais a dúzia) e podemos dançar a vontade, pois ainda temos carnaval.

A política de financiar grandes e até mega empresários, tornou-se inócua, pois eles não deram a contrapartida na geração de empregos, pelo menos na quantidade que seria possível. O grande empregador no Brasil são as pequenas e médias empresas. Espero que os erros de estratégia sirvam para mudar os rumos, persistir neles demonstrará que a experiência não serviu para nada.

Falam repetidamente na expertise (que palavra horrível) dos empresários privados, enquanto execram as empresas públicas, taxando-as como morosas e ineficientes, mas quedam-se inertes, quando confrontadas com empresários que destroem tudo onde põem as mãos.

É o caso do Hotel Glória, comprado por um grande empresário, que apesar de ter muito dinheiro, conseguiu logo quase 200 milhões do bancão governamental, com juros de 5% ao ano, para reformar o histórico hotel fincado no bairro da Glória/RJ. Apregoaram, só pode ser propaganda falsa, que até construiriam um trem suspenso do hotel para a Marina da Glória encravada no Parque do Flamengo, para evitar o contato dos turistas com o povo humilde. Pois bem, depois de cinco anos de obras (que atraso), o hotel ainda se encontra em ruínas e já foi repassado (vendido no estado atual) para um grupo europeu.

A grande imprensa não informa, pois precisa do patrocínio do governo, o papel jornal está muito caro e os custos de produção crescem assustadoramente. Mas, ainda bem que temos a Internet, que não demora muito perderá a sua liberdade.

O Obama, que venceu as eleições devido a Internet, com a campanha ” Yes, we can”, é o primeiro presidente, que lidera a campanha da censura, através de uma espionagem sem precedentes em escala mundial. E a tão falada democracia americana, é só para inglês ver?

A mentira é uma regra e a verdade mera circunstância.

Governo eleva juros, mas mantém subsídios nos generosos empréstimos do BNDES

Wagner Pires

O ministro Guido Mantega já sinalizou que vai viabilizar mais recursos para que o BNDES continue a conceder empréstimos a juros subsidiados de 5% ao ano.

A classe empresarial brasileira se ressente dos sinais econômicos contraditórios que o governo está emitindo. Por um lado eleva a taxa básica de juros – a taxa Selic – empurrando os juros do mercado financeiro para cima e dificultando a tomada de empréstimo neste mercado para as pequenas e médias empresas, já que a Selic é que baliza o mercado de crédito.

Por outro lado, concede juros – via BNDES – a um seleto grupo de empresas que passa pelo “crivo” de segurança dessa concessão.

Com isso o governo discrimina milhares de empresas que não conseguem empréstimo no setor financeiro, pois o dinheiro ficou caro, e elege como campeãs outras dezenas, albergadas por empréstimos de juros baixo do banco de crédito de longo prazo brasileiro – o BNDES.

A maior parte dos recursos do BNDES se constitui de montantes transferidos diretamente do Tesouro Nacional. É dívida que o nosso Tesouro cria para si, a fim de levantar recursos e transferi-los ao BNDES. Essa dívida, ano passado, custou em juros para o Tesouro, isto é, para nós contribuintes, 16 % ao ano. Ou, se se preferir, R$ 248,9 bilhões.

CAMPEÕES NACIONAIS

E o Mantega quer continuar com esta seleção dos “campeões nacionais”.

Fazendo assim o governo interfere no livre mercado, desequilibra a concorrência, fomentando artificialmente o desequilíbrio da dinâmica econômica. O governo tem de criar condições para que o mercado financeiro – os bancos privados – é que concedam empréstimos de longo prazo. Pois assim o crédito atende ao mercado de maneira difusa, generalizada, abrangente.

Não é só a Dilma que é gerentona, mas, toda a equipe econômica dela. Prova disso é a inflação, que está sendo administrada.

Talento individual e coletivo

01
Tostão
O Tempo

Mesmo se um reserva fizer, contra a África do Sul, um gol espetacular, como Lucas quase fez, dias atrás, pelo Paris Saint-Germain, o time do Brasil na Copa do Mundo será o mesmo da Copa das Confederações. Será que nada mudou em um ano? Neste período, Fernandinho, Ramires, Dante e Jefferson foram melhores, em seus clubes, que Paulinho, Luís Gustavo, David Luiz e Júlio César, que nem joga. É apenas um questionamento.

Futebol não é só momento, nem tudo que deu certo, mesmo recentemente, tem de ser repetido. Somente Neymar e Thiago Silva são indiscutíveis. A principal opção de Felipão é a mesma de Mourinho. Quando o Chelsea joga, a seleção treina. Os dois técnicos, quando querem reforçar a marcação no meio-campo, colocam Ramires próximo de dois volantes, saindo Oscar. Como Ramires marca e chega rapidamente à frente, os dois times não perdem a força ofensiva. Ramires ocupa o lugar que era de Hernanes na Copa das Confederações.

Hulk, Oscar e Neymar trocam muito de posição. Quando o time perde a bola e não há condições de tomá-la próximo do outro gol, os meias pelos lados precisam voltar para marcar e proteger os dois laterais, que avançam muito. Se isso não ocorre, o volante ou o zagueiro tem de sair na lateral, deixando vazios no meio.

Se a seleção brasileira não ganhar a Copa, por inúmeros fatores, o motivo já está pronto. Será a falta do clássico meia de ligação, que para a bola e dá o passe decisivo. Esse jogador, que não participa da marcação e que atua em pequenos espaços, é uma visão nostálgica sobre nosso futebol. Nenhuma grande equipe do mundo possui um jogador com tanto privilégio atualmente.

O brasileiro Diego Costa estreia hoje pela Espanha, contra a Itália. Ele é desses atacantes que estão sempre esperando o passe na frente para ganhar do zagueiro, na velocidade e no confronto físico, além de ter boa técnica. Outro brasileiro, Thiago Alcântara, substituto de Xavi, depois ou durante a Copa, deve jogar hoje. Thiago faz falta ao Barcelona. O maior problema da equipe é não ter bons reservas para a maior parte das posições. A Alemanha possui seis ótimos meias (Götze, Müller, Özil, Reus, Podolski e Schürrle), além de Schweinsteiger e Kroos, que podem ser volantes ou meias, mas não têm um excelente centroavante. Na Argentina, Messi, diferentemente do Barcelona, tem um centroavante à sua frente (Higuaín ou Palacio), além de Agüero, que se movimenta por todo o ataque.

QUASE PRONTA

Victor e Dedé têm grandes chances de jogar a Copa, ou melhor, de assistir no banco, já que o terceiro goleiro e o quarto zagueiro dificilmente entrarão em campo, pois não são os primeiros reservas. Dedé não perde uma jogada pelo alto, além de ser uma arma ofensiva. Isso é hoje muito importante. Falta a ele, a Réver (contundido) e a todos os zagueiros que atuam no Brasil, um melhor passe. Todos abusam do chutão. Já David Luiz e, principalmente, Thiago Silva são ótimos neste fundamento.

Acho Victor melhor que Cavalieri. Além disso, o Fluminense já terá um jogador, Fred, e Felipão, esperto como é, vai querer agradar as torcidas de Atlético e Cruzeiro nos prováveis jogos no Mineirão nas oitavas e nas semifinais.

A inesquecível quarta-feira de cinzas de Vinicius e Carlinhos Lyra

O diplomata, advogado, jornalista, dramaturgo, compositor e poeta carioca Marcus Vinícius da Cruz de Melo Moraes (1913-1980) escreveu com Carlos Lyra, em 1963, a “Marcha da quarta-feira de cinzas”. O lirismo melancólico dos foliões a espera do próximo carnaval, que imperava na letra, depois serviu também como música de protesto contra a ditadura militar de 1964.

Embora consagrada pela voz de Nara Leão, essa marcha-rancho foi gravada, inicialmente, por Jorge Goulart, em 1963, pela Copacabana.

MARCHA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS
Carlos Lyra e Vinícius de Moraes

Acabou nosso carnaval
Ninguém ouve cantar canções
Ninguém passa mais brincando feliz
E nos corações
Saudades e cinzas foi o que restou.

Pelas ruas o que se vê
É uma gente que nem se vê
Que nem se sorri, se beija e se abraça
E sai caminhando
Dançando e cantando cantigas de amor.

E no entanto é preciso cantar
Mais que nunca é preciso cantar
É preciso cantar e alegrar a cidade…

A tristeza que a gente tem
Qualquer dia vai se acabar
Todos vão sorrir, voltou a esperança
É o povo que dança
Contente da vida, feliz a cantar.

Porque são tantas coisas azuis
Há tão grandes promessas de luz
Tanto amor para amar de que a gente nem sabe…

Quem me dera viver pra ver
E brincar outros carnavais
Com a beleza dos velhos carnavais
Que marchas tão lindas
E o povo cantando seu canto de paz.

         (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Rússia participa hoje da reunião de emergência da OTAN sobre a crise da Ucrânia

Grushko representa a Rússia
Da Ag. Brasil

O embaixador da Rússia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Alexandre Grushko, aceitou participar esta quarta-feira de uma reunião da organização para discutir a crise na Ucrânia, iniciativa de vários países membros da Aliança, disse Oana Lungescu, porta-voz da Otan. A reunião será em Bruxelas.

O encontro vai ocorrer um dia depois da segunda reunião de emergência em três dias, dos embaixadores dos 28 países-membros da Aliança Atlântica, para debater a situação na Ucrânia e a ação da Rússia na península ucraniana da Crimeia.

A tensão entre a Ucrânia e a Rússia agravou-se na última semana, após a queda do presidente ucraniano Viktor Ianukóvitch, e Moscou enviou nas últimas horas tropas para a república autônoma da Crimeia, com uma maioria de cidadãos russos e base da frota russa do Mar Negro.

A decisão foi tomada em nome da proteção dos cidadãos e soldados russos, depois de o governo autônomo ter rejeitado o novo presidente da Ucrânia.

A segunda reunião de emergência da Otan foi marcada a pedido da Polônia, que invocou o Artigo 4º do Tratado da Aliança Atlântica, por se considerar ameaçada pela possível intervenção armada da Rússia.

Nos termos daquele artigo “qualquer aliado pode solicitar consultas sempre que, na opinião de qualquer um deles, a sua integridade territorial, a independência política ou a segurança é ameaçada”, indicou a Aliança Atlântica.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGA participação da Rússia na reunião da OTAN é apenas para avaliar a reação do Ocidente a uma possível intervenção na Ucrânia. O presidente russo, Wladimir Putin, disse ontem que na Ucrânia o que houve foi um golpe e advertiu que a Rússia pode usar a força. Na Síria, os EUA colocaram o galho dentro quando a Rússia fez pé firme na defesa de Assad e não houve invasão. Agora, no caso da Ucrânia a situação é inversa. E todo cuidado é pouco. (C.N.)

Líder do PMDB na Câmara questiona aliança com PT

Daiene Cardoso
Agência Estado

Líder da bancada do PMDB na Câmara dos Deputados e um dos principais articuladores do “blocão” dos insatisfeitos com o Palácio do Planalto, Eduardo Cunha (RJ) usou as redes sociais para questionar a manutenção da aliança com o PT na campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff e atacar o presidente petista, deputado Rui Falcão (SP).

Preocupado com a proporção da rebelião na base aliada no Congresso e o reflexo disso em ano eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve desembarcar em Brasília nesta quarta-feira (5) exclusivamente para conversar com a presidente Dilma.

Na página dele no Twitter, o peemedebista disse que o partido do qual faz parte não é respeitado pelo PT e que, desta forma, começa a achar “boa a ideia de antecipar a convenção do PMDB”. “A cada dia que passo me convenço mais que temos de repensar esta aliança, porque não somos respeitados pelo PT”, escreveu.

INSATISFAÇÃO

Dos Estados Unidos, onde passou o Carnaval, Cunha deixou claro o tamanho de sua insatisfação com a condução da reforma ministerial e não poupou críticas ao presidente nacional do PT. “A bancada do PMDB na Câmara já decidiu que não indicará qualquer nome para substituir ministros. Pode ficar tudo para o Rui Falcão”, ironizou.

Cunha negou que tenha interesse em mais cargos na Esplanada dos Ministérios. “Não me compare com o que o partido dele fazia no RJ, doido atrás de boquinhas. Aliás, por onde passa o Rui Falcão, mais difícil fica a aliança”, afirmou.

Ao mandar seu recado na rede social, Cunha ganhou o apoio do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). “(Cunha) expõe os fatos e segue o que a bancada decidir”. O líder peemedebista avisou que levará o tema para a reunião da bancada, marcada para o retorno do recesso, em 11 de março.

INTERNET

O líder do PMDB avisou ainda que manterá a posição contra o relatório do deputado Alessandro Molon (PT-RJ) sobre o Marco Civil da Internet, um dos projetos que trancam a pauta da Câmara. O PMDB não aceita o tratamento dado pelo relator na questão da neutralidade da rede e na exigência de instalação de datacenters no País. “Com relação ao projeto do Marco Civil, queremos votar para destrancar a pauta, mas votaremos contra o projeto. Queremos internet livre de governo”, disse.

 

Ninguém entende a violência em Campinas, onde 22 foram depredados no Carnaval

Elaine Patricia Cruz
Agência Brasil

A Polícia Civil de São Paulo está investigando a depredação de 14 ônibus municipais na madrugada de terça-feira, em Campinas, no interior do estado. Segundo a Associação das Empresas de Transporte Urbano de Campinas (Transurc), que não soube informar as causas da violência de hoje, disse que, desde o início do carnaval, 22 ônibus foram depredados na cidade.

Segundo a associação, 12 veículos tiveram as janelas e o alçapão do teto arrancados, câmeras de segurança danificadas e bancos quebrados. Isso, segundo a associação, deverá fazer com que menos ônibus das linhas 316, 317, 330, 331, 332 e 332 circulem pela cidade hoje, já que, por causa do feriado, fica difícil conseguir peças de reposição.

O prejuízo estimado com a depredação de dez desses veículos foi estimado em R$ 30 mil. Os outros dois ônibus, que circulam pela região do Ouro Verde, tiveram as janelas e câmeras arrancadas. O prejuízo foi calculado em R$ 10 mil.

Ajuda de US$ 1 bilhão, oferecida pelos EUA, não resolve a crise da Ucrânia

Da Agência Brasil

O governo dos Estados Unidos anunciou hoje (4) uma ajuda de US$ 1 bilhão para a Ucrânia. Segundo o presidente Barack Obama, a Rússia tem a oportunidade de trabalhar com a comunidade internacional para estabilizar a situação na Ucrânia. O presidente americano advertiu o presidente russo, Vladimir Putin, que Moscou “não tem direito” de intervir na Ucrânia e reiterou que a Rússia está violando as leis internacionais.

O secretário de Estado americano, John Kerry, reuniu-se hoje com os novos dirigentes ucranianos na capital, Kiev, condenou a agressão russa em Crimeia e disse que Moscou deve abrir negociações com a Ucrânia. Kerry advertiu que “a Rússia está buscando criar um pretexto” para intervir na Ucrânia e ressaltou que a crise no país deve ser resolvida por meio da diplomacia e do diálogo. Sobre o pacote de ajuda anunciado por Washington, Kerry disse que o presidente Obama deu instruções de “buscar todos os caminhos para prestar ajuda econômica à Ucrânia.”

A Ucrânia está passando por uma grande crise financeira, e o ministro interino da Economia disse que o país precisa de 35 bilhões de euros nos próximos dois anos. O primeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatseniuk disse, em uma conferência de imprensa após o encontro com Kerry, que, “de fato, foi iniciado o processo para preparar a concessão de ajuda financeira dos Estados Unidos”.

Putin quebrou hoje dez dias de silêncio desde a queda de Viktor Yanukóvitch e, embora tenha negado a presença de tropas na Crimeia, disse que Moscou se reserva o direito de enviar forças, caso seja necessário proteger os russos da localidade. O líder russo acusou o Ocidente de apoiar um “golpe” na Ucrânia e disse que uma eventual intervenção militar russa na Criméia seria legal porque ele procurou Ianukóvitch, que, de acordo com Putin, continua a ser o presidente legítimo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGPara quem precisa de 35 bilhões de euros, a “ajuda” de US$ 1 bilhão vai ser consumida rapidamente. A crise da Ucrânia é devastadora. A pretensão de ingressar na União Europeia é infantil, primária, patética. Portugal, Grécia e Espanha hoje sonham em se livrar da União Europeia, enquanto a Ucrânia quer entrar. A falta de maturidade política e econômica de seus novos líderes é inaceitável. O pior é que o presidente deposto, Ianukóvitch, também é inaceitável. Putin devia colocá-lo a ferros, ao invés de enaltecê-lo. (C.N.)

A inapetência política do governo e seus efeitos sobre os aliados

Murillo de Aragão

Todos os dias, quase sem exceção, noticia-se a existência de uma crise política. Agora, arma-se um bloco “oposicionista” dentro da base governista que terá 55% dos votos da Câmara dos Deputados para pressionar a presidente Dilma Rousseff. As razões são as de sempre: insatisfação com a distribuição dos cargos e demora na liberação de verbas.

De um lado, o governo nega os ritos e deveres do presidencialismo de coalizão. De outro, a maioria do Congresso nega o seu dever de apoiar um governo do qual nominalmente faz parte.

Isso porque o Brasil é um país “para inglês ver”, onde as coisas funcionam “mais ou menos” – como diria o Poderoso Castiga, personagem do humorístico “Pânico na TV”, em que “menos” é muito mais relevante do que “mais”.

As raízes da crise são antigas e se baseiam nos seguintes componentes. Desde 2011, o governo vem tropeçando na coordenação política. Seja por preconceito com relação aos aliados, seja por incompetência; seja por erros de avaliação, seja por ignorância.

O preconceito está claro no fato de que setores do PT não aceitam a convivência com o PMDB. A aliança é pontuada de desconfianças, traições, corpo mole. A divisão de poder é sabotada pelo PT, que não aceita nem cumpre as diretrizes quando vindas dos aliados. Não é sempre assim, mas tal situação ocorre muitas vezes.

COMPROMISSOS?

Acertos feitos com o Planalto não são executados e são sabotados nos escaninhos do time econômico, que não libera as verbas a tempo. Compromissos acertados demandam pressões e chantagens para ser executados. As emendas de parlamentares aliados também não são liberadas com facilidade e seguem o mesmo rito de pressões.

Existe um grave erro de avaliação por parte do governo. Cabe a ele decidir se quer ou não ter aliados e se tem condições de governar sem eles, e o cálculo vai apontar que é inevitável ter apoios no Congresso para governar. É assim que funciona o presidencialismo de coalizão.

Para piorar, o governo – em sua ação política – não é consistente nem suficientemente competente. Aliados devem ser tratados como tal e cobrados da mesma maneira. Quem tem presença no Planalto deve dar apoio ou pular fora do barco. A cobrança deve ser feita de forma imediata. No entanto, as agendas não devem ser impeditivas em relação ao Congresso.

AGENDAS

O governo e a sua base política deveriam estabelecer agendas diárias, semanais, mensais e semestrais de temas e decisões, e executá-las de forma clara, transparente e eficiente. Quem apoia deve ser reconhecido, e quem atua contra deve ser eliminado da base. O que não funciona é prometer e não cumprir; não ter uma agenda clara; mover-se com base em voluntarismo e achar que pode tudo. No Brasil de hoje, ninguém pode tudo.

Os atritos com a base são todos contornáveis, desde que sejam arbitrados. Governo e base deveriam ter condição de poder arbitrar sobre quem perde e quem ganha em uma decisão e de poder lançar mão de compensações. Na ausência disso, a base, que nunca foi unida, caminha para a desintegração, ainda que, nominalmente, continue apoiando o Executivo.

Na prática, a situação fragiliza o governo, enfraquece o ânimo dos aliados para a campanha e aumenta o risco de problemas na reta final da campanha. Uma boa campanha eleitoral deve começar, acima de tudo, com uma boa pré-campanha. Assim mesmo, Dilma é favorita, até mesmo pelo fato de o histórico das campanhas indicar que vence quem chega liderando as pesquisas presidenciais no início da propaganda eleitoral. É assim desde 1994. (transcrito de O Tempo)

Fetichismo arbóreo

Percival Puggina

Discute-se em Porto Alegre sobre a ampliação do Hospital de Clínicas da UFRGS. A obra vai ampliar em mais de 70% a capacidade de atendimento da emergência do hospital e implica no corte de duzentas das mais de mil árvores plantadas no local.

Pronto! Aqui na capital gaúcha, instalou-se um fetiche arbóreo. Falou em cortar árvore desabam raios e trovões sobre qualquer proposta, inclusive sobre essa. Grupos fanatizados, alegando falar em nome da sociedade, opõem-se à iniciativa, fincam pé e são capazes, até mesmo desse absurdo: retardar uma obra que vai abrandar as terríveis dificuldades em que se encontra a emergência do SUS em Porto Alegre.

Há quem, entre árvores e pessoas, fique, definitivamente, com as primeiras. Talvez porque ainda não tenha descido delas, como disse alguém.

Oposição vai pedir afastamento do ministro do Trabalho por corrupção

Deu no jornal O Tempo

O líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR), afirmou  que vai ingressar com representação na Comissão de Ética Pública da Presidência exigindo o imediato afastamento do ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT).

Dias é alvo de investigação concluída na semana passada pela Polícia Federal (PF) em Santa Catarina, que pediu a abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro. A PF encontrou indícios da participação do pedetista em um suposto esquema para empregar militantes do partido dele como funcionários fantasmas de uma entidade que firmou convênios com o ministério.

O deputado Rubens Bueno criticou a presidente Dilma Rousseff pela “frouxidão” ao manter o ministro do Trabalho no cargo, apesar das suspeitas levantadas pela Polícia Federal.

FOLHA DE PAGAMENTO

Como o ministro tem foro privilegiado, só pode ser investigado por inquérito no STF, por isso a PF fez essa sugestão em relatório encaminhado à Justiça Federal de Santa Catarina.

Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, que divulgou a informação, filiados do PDT constavam da folha de pagamento da Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Rio Tijucas e Itajaí Mirim (ADRVale) sem nunca terem trabalhado para a entidade, que teria recebido R$ 11 milhões de convênios com o ministério. A PF em Santa Catarina confirmou à “Folha de S.Paulo” que encontrou indícios da participação de Manoel Dias.

OUTRO PROCESSO

A Comissão de Ética da Presidência já havia aberto um processo contra Manoel Dias na semana passada para apurar denúncia de que sindicatos pagariam propina para acelerar a concessão de registros.

A empresária Ana Cristina Aquino afirmou à revista “Isto É” que entregou R$ 200 mil ao ex-ministro Carlos Lupi para acelerar o registro de um sindicato e disse que o esquema permaneceria na atual gestão.

Procurada, a assessoria de comunicação do Ministério do Trabalho confirmou ter conhecimento do inquérito aberto pela Polícia Federal em Santa Catarina. Segundo a assessoria, a consultoria jurídica do ministério já prestou os esclarecimentos e a pasta não comentaria o pedido da PF de investigação pelo STF.

“FOGO AMIGO”

O ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT-SC), disse não temer a abertura de investigação sobre seu envolvimento em suposto esquema do partido para empregar “fantasmas”.

Ele atribuiu as acusações de um ex-dirigente do partido a “fogo amigo” e reiterou não ter feito nenhum acerto para que pedetistas recebessem “salários” sem prestar serviços a entidade financiada pela pasta. “Nunca fiz nenhum pedido desse tipo. Quem é esse cara para me acusar de qualquer coisa?”

A História que ninguém nos contou na escola…

Helena Beatriz

Quando aqui chegaram, os portugueses constituíam a nação mais rica do mundo (ou seja, da Europa e parte da Ásia, que era o mundo conhecido na época), com grandes conhecimentos em navegação. Chegaram ao Brasil com muita coragem, pois o clima era bastante inóspito e os índios muito violentos, ainda na Idade da Pedra (nada do que escreveu o romântico Galleano no seu livro lacrimejante “As veias abertas da América Latina”, que li na juventude).
Muitos eram flechados antes de conseguirem chegar no litoral.

Vieram homens corajosos e aventureiros, almejando descobrir novas rotas para a Índia e alcançando nossas terras. Tudo isso depois da queda do Império Romano do Oriente, quando os turcos otomanos tomaram conta do velho caminho…

Atravessar o oceano Atlântico era obra de coragem máxima! E foram esses homens capazes de cálculos incríveis, mesmo com tecnologia rudimentar, os primeiros a aqui chegar.

Havia necessidade de colonizar esta terra. Portugal não tinha uma população capaz de povoar nem 1 milésimo de um país com dimensões continentais. Aliás, nenhum país teria.
E começaram as negociações com os habitantes locais. Quem imagina que os portugueses aqui chegaram matando índios, com armas de fogo, desconhece por completo a escassez da pólvora naquela época e as armas rudimentares de que dispunham. Ao carregar uma arma, contra quem quer que fosse, um índio minimamente habilidoso já teria enviado uma rajada de flechas com um veneninho na ponta (o curare).

NEGOCIAÇÃO

Assim, obviamente, a lógica era a negociação. E isso os colocou ao lado dos índios, presenteando-os com espelhos, dentre outros bens. Aliás, só abrindo um parêntese: índio nunca foi idiota. Espelho era algo caríssimo e só os nobres possuíam na época, não é como hoje que compramos numa lojinha de 1, 99 um micro espelhinho.

Bem, esses índios guerreavam entre si e faziam escravos. E vendiam-nos aos europeus que cá estavam. Portugal criou o sistema das capitanias hereditárias, oferecendo muitas terras, para estimular a vinda de portugueses.

Logo as companhias dos jesuítas vieram e começaram a alfabetização de muitos índios, e outros já miscigenados, e condenaram a escravidão. Houve desconforto com a Igreja que julgava que “índio não tinha alma” e os tais jesuítas foram expulsos e blás.

ESCRAVIDÃO

Depois, séculos se passaram e surgiu a necessidade de braços mais fortes para a exploração de minas e agricultura, então os negros passaram a ser os representantes dos “sem alma”. Vinham da África. Eram vendidos por lá pelas tribos rivais que escravizavam os perdedores das muitas batalhas e os vendiam aos europeus, índios e negros donos de terra.

Pois é, isso ninguém nos contou na escola. Mas é fácil deduzir. A escravidão na época não tinha cunho moral. Um povo negro ou indígena escravizava aqueles que perdiam as batalhas.

Como colonizar esta terra? Vamos enviar aqueles que desejam uma aventura em alto mar! Mas como? Na época julgava-se existir monstros apavorantes nos oceanos… Quem toparia essa aventura? Creio que muito poucos. O jeito foi enviar também quem não tinha escolha.

E o tempo passou e a miscigenação se deu. No início do século XIX veio Dom João, fugindo de Napoleão, com toda a sua corte e muito dinheiro, já agora com uma Inglaterra forte, dona dos mares, o escoltando. Nem vou falar no grande terremoto de Lisboa…

COLONIZAÇÃO

Trouxeram suas riquezas, melhoraram nossa infraestrutura (precaríssima) para conseguirem aqui viver, e continuar a exploração, é claro: éramos colônia. Coisa que teria sido feita pelos franceses quando aqui estiveram e holandeses também, obviamente.

Os portugueses fizeram muita coisa bacana por nós, criaram o Banco do Brasil, urbanizaram nosso Rio, museus, praças, jardim botânico… eles vieram para ficar. Mas Portugal necessitava deles por lá e os chamaram à razão. Marquês de Pombal foi grande para o povo de Lisboa, massacrado pelo terremoto, mas odiado por nós por motivos óbvios.

Acho que devemos ter orgulho sim, de sermos essa população sem raça definida, miscigenada. Orgulho dos negros que nos ajudaram, mesmo que involuntariamente, dos índios, dos primeiros moradores de nossa terra – desterrados… E, posteriormente, orgulho dos japoneses, dos alemães, dos italianos, de todos que saíram de seus países em busca de um mundo melhor.

AGRADEÇAMOS

Todos contribuíram com sua cultura e trabalho, enfim, agradeçamos a todos aqueles que habitam e habitaram nossa amada terra, que fazem parte do nosso DNA!

Qualquer outro colonizador que viesse para cá, faria a mesma coisa. Vide o que a Inglaterra fez com a Índia; a Bélgica com o Congo; a França com a Indochina etc etc

O próprio Maurício de Nassau, o primeiro aristocrata europeu a pisar em nossas terras, era uma exceção à regra. Tanto assim que logo a Holanda o chamou de volta, pois estava investindo demais nestas terras. E os que o substituíram foram piores que os portugueses, daí serem expulsos pelo próprio povo daqui.

O problema não foi o povo que colonizou Pindorama, foram as más gestões e uma certa conivência com o erro! Mas isso tem conserto. Basta manter a Democracia, a liberdade de expressão, punir os corruptos e investir numa educação de qualidade para este povo.

O que não podemos é fecharmos nossos olhos para a implantação de um regime totalitarista que quer nos fazer retroceder 100 anos, nos transformando num Cubão.

Nação e nacionalismo

01
Tostão
O Tempo

A violência, dentro e fora dos estádios e em todo o país, atingiu níveis

insuportáveis. A população está com medo. É o caos. As radicais discussões, na imprensa e na sociedade, sobre a violência urbana, os protestos nas ruas, os black blocks, a Copa no Brasil e outros assuntos estão muitos ideológicos. A diversidade é fundamental, bem-vinda, desde que não desapareça o bom senso, o observador neutro, que enxerga e analisa os fatos com independência, sem pré-conceitos. Bom senso está se tornando no Brasil uma postura careta, sem graça, uma fraqueza.

Na Copa das Confederações, o medo era que as manifestações entrassem nos estádios. Se ocorresse, a competição seria cancelada, e o Mundial, transferido.  O torcedor cantou o Hino Nacional com orgulho e vibrou com a seleção. Isso ajudou o time. Felipão usou a estratégia correta, para quem joga em casa, de pressionar desde o início, muitas vezes com faltas para parar a jogada, o que tem de ser criticado, pois só um time joga.

A estratégia será repetida na Copa. Há os riscos de deixar muitos espaços na defesa, se o adversário conseguir sair da marcação. Outro risco é de o time sofrer um gol primeiro e não ter forças para virar o jogo no segundo tempo, já que há um grande desgaste físico nesta postura.

A maioria dos torcedores presentes na Copa das Confederações, que será quase a mesma do Mundial, é a favor dos protestos nas ruas, sem vandalismo, contra os enormes gastos do governo e contra os elefantes brancos. Mas eles separaram esta indignação do prazer e do orgulho de assistir a uma Copa nos estádios e de torcer pelo Brasil.

Algo parecido ocorreu na Copa de 1970, quando muitos que torceriam contra a seleção, por causa da ditadura, vibraram com o time e com o título. Na época, alguns criticaram os jogadores, por não terem se rebelado oficialmente contra a ditadura. Seria o mesmo que exigir dos atuais atletas, que são a favor das manifestações, sem violência, e contra a maneira como a CBF dirige o futebol, que fizessem um protesto oficial. Os atletas, do passado e do presente, não são super-heróis, santos nem guardiões da ética. São jovens, ambiciosos, humanos, responsáveis, na maioria das vezes, que querem ganhar a Copa e colocar os nomes na história.

Neste momento de confrontos ideológicos e de Copa do Mundo no Brasil, de aumento dos discursos e de propagandas patrióticas, confundem-se interesses pessoais, ufanismo e nacionalismo com o orgulho de pertencer à nação, de ser um cidadão e de torcer pela seleção. Esses sentimentos têm se perdido com o tempo, por causa da globalização, da corrupção, dos graves problemas sociais, da violência urbana e da constatação de que a seleção é mais da CBF que do Brasil.

DUAS BELAS VITÓRIAS

Ainda bem que existem pessoas sensatas, que enxergam mais à frente, como Paulo Autuori. Após a euforia da vitória sobre o Santa Fe, pela Libertadores, o treinador disse que ganhar, com frequência, de virada, de maneira heroica, é muito preocupante, pois revela os problemas da equipe. Autuori quer fazer com que o Atlético jogue bem e ganhe, no Independência e fora dele. Por isso, o time decepcionou no Mundial de Clubes.

No Cruzeiro, Ricardo Goulart mostrou, mais uma vez, que é melhor do que parece. Um motorista de táxi me disse que Goulart é um trator. Ele é um trator com técnica e com inteligência e talento coletivo. Não se pode confundir habilidade, que falta ao jogador, com técnica, como tantos fazem.

Rússia vai anexar a Crimeia e já anuncia até a construção de uma ponte de 4,2 km de extensão

Medvedev assina o decreto
Da Agência Lusa

A Rússia lançou esta segunda-feira o projeto de construção de uma ponte que vai unir o seu território à Crimeia, a península ucraniana de maioria russófona [de fala russa] e onde comandos pró-russos assumiram o controle, em pleno conflito com a Ucrânia.

O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, assinou um decreto que entrega à empresa pública Rossavtotor a concretização do projeto, cujos estudos devem ficar concluídos até novembro. “Seguimos atentamente a evolução da situação [na Ucrânia], mas existem decisões que são sempre difíceis”, declarou Medvedev.

O presidente russo, Vladimir Putin, obteve no sábado (28) autorização do Parlamento para uma intervenção militar na Ucrânia, oficialmente para proteger a população russa, que estaria ameaçada. A Ucrânia está sendo dirigida por um novo governo de transição pró-ocidental, na sequência da deposição do presidente Viktor Ianukóvitch, em fevereiro.

Nos últimos dias,  russos assumiram de fato o controle do território da Crimeia, uma região estratégica que permite a Moscou ter acesso aos mares do sul, e onde está fundeada a frota russa do Mar Negro.

PROJETO ANTIGO

Em 2010, a Rússia e a Ucrânia assinaram protocolo de acordo sobre este projeto de ponte, que atravessa o Estreito de Kertch para unir a região russa de Krasnodar à Crimeia.

De momento, o acesso à Península da Crimeia – região que mais tem contestado as novas autoridades de Kiev e onde 60% dos habitantes são russos –, é acessível apenas por balsa.

A futura ponte, com 4,2 quilômetros de comprimento e largura de 22 metros, será dotada de passeios, uma autoestrada e uma ou duas vias férreas. A previsão é que a ponte seja cruzada anualmente por 20 milhões de pessoas. O custo do projeto está avaliado em 24 bilhões de rublos (480 milhões de euros).

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGTraduzindo: a Rússia vai anexar a Crimeia, onde mantém importantes bases militares, e deixar a Ucrânia se esvair na crise pró-Ocidente. E se os ucranianos pensam que a Europa e os EUA estão interessados em ajudá-los financeiramente, podem esquecer. A Europa e os EUA continuam em crise e os americanos estão até reduzindo o efetivo de suas forças armadas. O inverno de aproxima e a Rússia vai cortar os subsídios ao gás que fornece a Ucrânia… (C.N.)

O erro mais clamoroso da Justiça brasileira não foi esta reforma da pena dos mensaleiros

Francisco Bendl

Inegavelmente o Judiciário deixou a desejar nesta reformulação de sentença dos mensaleiros. Diante da injustiça cometida contra a sociedade, não se pode pegar carona neste procedimento duvidoso quanto às razões que os levaram a modificar o que estava estabelecido. Os ministros que votaram a favor dos quadrilheiros, desonestos e corruptos petistas, demonstraram o vínculo que possuem com o Executivo, que não cabem desculpas e justificativas.

Mas este não foi o erro mais clamoroso da Justiça brasileira, foi apenas mais, grave, mas não o mais trágico. A omissão mais rumorosa, imperdoável e criminosa, cometida pelo Judiciário em toda a sua história brasileira, portanto, desde 1530, foi com relação ao confisco que o então presidente Fernando Collor praticou contra os brasileiros, ao retirar-lhes o dinheiro da poupança!

O Judiciário se acocorou, tremeu, foi covarde, ao permitir tamanha afronta e violência contra a Nação brasileira e seu povo!

Collor cuspiu na Constituição e, o Poder Judiciário, limpou o escarro com suas togas e a mancha ficou produzida na História do Brasil!

Esta foi um erro irreparável, que permitiu que milhares de brasileiros morressem antes de receberem de volta o dinheiro que o pior presidente de todos os tempos havia surrupiado, confiscado à força, e que o Judiciário acatou como uma ordem do dono ao seu cão.

Diminuir as penas dos petistas que traíram o povo e o País foi nada mais, nada menos, que a decorrência da escolha dos ministros pela presidente da República, um sinal de gratidão, o comprometimento moral estabelecido pela nomeação ao Supremo Tribunal Federal.

Justiça investiga se Dirceu recebeu visita na cadeia fora do dia permitido

André Richter
Agência Brasil

A Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal vai investigar mais uma denúncia de que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu recebeu visitas no presídio fora do dia permitido. Conforme divulgado pela imprensa, o defensor público Heverton Gisclan Neves da Silva visitou Dirceu no dia 6 de Janeiro, segunda-feira, dia em que os presos na Penitenciária da Papuda não são autorizados a receber visitas. As visitações são feitas apenas às quartas e quintas.

Segundo a Defensoria Pública da União (DPU), a visita do defensor ocorreu de forma voluntária, sem nenhuma ligação formal com órgão. Em nota, a DPU informou que a visita ocorreu em função de uma pesquisa acadêmica feita pelo defensor.  A corregedoria do órgão avalia o caso. “A Defensoria Pública da União esclarece, ainda, que a atuação institucional na Ação Penal n.º 470 se deu unicamente em defesa do réu Carlos Alberto Quaglia, que, por decisão unânime do Plenário do Supremo Tribunal Federal, teve seu processo desmembrado para a Justiça Federal em Santa Catarina”, diz a nota.

Dirceu também é investigado pelo suposto uso de celular dentro da prisão. Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada no dia 17 de janeiro, Dirceu conversou, no mesmo dia em que recebeu a visita do defensor,  por telefone celular com James Correia, secretário da Indústria, Comércio e Mineração da Bahia.

Segundo a reportagem, a conversa ocorreu com intermediação de uma terceira pessoa que visitou Dirceu. Na ocasião, a defesa do ex-ministro negou que a conversa tenha ocorrido, mas a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal abriu processo administrativo para investigar o caso.

Em decisão assinada dia 27, o juiz responsável pela VEP, Bruno André Silva Ribeiro, determinou a abertura de investigação para apurar supostas regalias que os condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, tem recebido nos presídios do Distrito Federal, como visitas fora do dia permitido e alimentação diferenciada.

Em função das supostas regalias que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares também estaria recebendo, o juiz determinou a suspensão do benefício de trabalho externo na Central Única dos Trabalhadores (CUT). A decisão vale até o dia 18 de março, quando Delúbio prestará depoimento em uma audiência de advertência por meio de videoconferência.

Segundo o Ministério Público, recentemente  uma feijoada exclusiva para os internos de uma ala onde o ex-tesoureiro cumpre pena foi feita com ingredientes que teriam sido comprados na cantina do presídio.