O que deu errado com a democracia (parte 2)

Almério Nunes

“Dívida global salta 43%, para US$ 100 trilhões”, revela o Banco das Compensações Internacionais (BIS, uma espécie de banco central dos bancos centrais, que faz alerta sobre riscos de políticas de estímulos dos BCs de países desenvolvidos. (FONTE: Bloomberg News).]
E … quem pagará esta dívida de CEM TRILHÕES DE DÓLARES? Como é que esta dívida chegou a este patamar? Quem lucra com esta dívida? Os povos sabem a origem desta dívida?
“O volume de endividamento global saltou 43%, para US$ 100 trilhões, desde os primeiros sinais da crise financeira, em meados de 2007, à medida que os governos recorreram a financiamentos para empurrar sua economias para fora da recessão, e as empresas tiraram proveito dos juros baixos adotados pelos bancos centrais para estimular as finanças …”  (Bloomberg News).

Os povos, portanto, são explorados e saqueados da maneira mais sórdida e cruel. Os bancos fazem o que bem entendem e resolvem tudo entre eles mesmos, provocam e resolvem crises em conformidade com o cardápio do dia, servido pelos mesmos garçons de sempre. Estamos diante da maior máfia em todos os tempos, a máfia dos bancos.
FUNCIONA ASSIM?
Então… quer dizer que… a democracia funciona assim? Alguém acha que esta colossal dívida um dia será paga? Ou ela irá para… US$ 200 trilhões logo logo? Bingo!
“Todo poder emana do povo e em seu nome deverá ser exercido”. Mentira!!!
O povo não sabe que deve nada disso. Pagará e pagará e pagará, de uma forma ou de outra, até o amargo fim. Seu papel neste filme frankensteiniano é ficar sem nada.
Registre-se. A dívida estava em ‘apenas’ US$ 70 trilhões, até 2007. Após o colapso do banco de investimentos Lehman Brothers, com a crise das hipotecas, bateu nos números atuais.

Esta crise, segundo ressaltado lá mesmo no país onde teve origem – os Estados Unidos – jogou na exclusão mais de cem milhões de cidadãos em todo o mundo. E fica faltando o surgimento de ‘um novo tempo’, um ‘neo’ qualquer, uma nova enganação com outro nome, porque de democracia, desta democracia, já chega, o mundo não aguenta mais.
Já teve um Homem pobre, por aqui, que se rebelou contra esta porcariada toda.
Teve morte horrível.

PT do Amapá não quer apoiar reeleição de Sarney para o Senado

José Carlos Werneck

O jornalista Marcelo de Moraes informa em seu Blog, no “Estado de São Paulo”, que o deputado estadual José Banha, presidente estadual do PT no Amapá, anuncia que o partido pretende lançar o nome  da vice-governadora Dora Nascimento como candidata ao Senado, nas próximas eleições, em vez de Sarney.

Apesar de ser senador pelo Amapá há 24 anos, o ex-presidente Sarney é  criticado por ser muito mais ligado ao Maranhão, do que ao Estado que lhe dá uma cadeira no Congresso.

A importância de José Sarney faz com que a questão do Amapá ganhe impacto nacional, pois, inegavelmente, ele é um dos principais nomes do PMDB e sempre foi aliado do Governo petista. Mas agora o diretório do PT do Amapá pretende acabar com esta parceria.

COMPLEXIDADE

O desafio de PT e PMDB para acertarem alianças regionais é muito mais complexo do que parece. As divergências se espalharam por todo o Brasil e afetam diretamente a candidatura de políticos peso pesados. No Amapá, o PT local é contra o apoio à reeleição do senador José Sarney , para mais um mandato no Senado. A candidatura  da vice-governadora Dora Nascimento diminuiria sensivelmente as chances de sua reeleição.

“Não é que a gente seja bairrista, mas preferimos muito mais apoiar um candidato que esteja aqui no Amapá”, diz o deputado, assinalando diz que a relação de Sarney com o PT local está muito desgastada e acha que o partido deve aproveitar a oportunidade de eleger um senador petista para a vaga.

“Hoje, Sarney está tão desgastado no Amapá, que qualquer candidato que se lance contra ele vai derrotá-lo”, afirmou. “O PT tem o direito de pleitear essa vaga para o Senado até porque é uma estratégia nacional do Partido aumentar nosso número de representantes no Congresso”.

DIRETÓRIO

Banha afirmou que o partido vai aguardar a reunião do diretório nacional, no próximo dia 20, em Brasília, para decidir o futuro político do PT no Estado. “Não queremos apoiar a reeleição de Sarney para o Senado”.“Achamos que a vice-governadora Dora Nascimento  é  o melhor nome para vencer essa eleição e defendo que seja a candidata”, declarou.

Tanto ele quanto Dora Nascimento reconhecem a importância do projeto nacional de reeleger a presidente Dilma Rousseff. E a vice-governadora afirma estar preparada para a situação que o comando nacional do PT decidir. “Sou dirigente do PT nacional e estou preparada para qualquer missão que meu partido desejar”.

Se o PT nacional barrar a proposta de lançamento da candidatura de Dora ao Senado, não vai significar que o diretório do Amapá apoiará sua campanha à reeleição. “Se isso ocorrer, a Dora será candidata à reeleição como vice-governadora na chapa do governador Camilo Capiberibe  do PSB. O PT não lançará candidato ao Senado mas também não vai apoiar o nome de Sarney nem fazer campanha por ele”.

A Copa no Brasil deixará um inestimável rastro de prejuízos

Francisco Bendl

Faltaram ao ex-presidente Lula e à presidente Dilma os pilares de sustentação para a Copa ser sediada no Brasil: Planejamento, Organização, Direção e Controle.

Nota-se a falta de Planejamento nas obras ainda em construção, inclusive os famosos entornos dos estádios. A ausência desse pressuposto também se evidencia na infraestrutura, tais como estradas, transporte público, em condições deploráveis.

Organização, percebe-se que não há. Ora manda a Fifa, ora o ministro do Esporte (?), ora o governo se rebela, ora são os diretores dos clubes que emprestarão seus estádios, uma legítima Torre de Babel.

Direção, é nítido que não temos um pulso forte a comandar, a determinar prioridades, a modificar turnos de trabalho, reunir permanentemente os dirigentes das empreiteiras e exigir mais ritmo, mais dinâmica e mais cuidados com seus trabalhadores.

Controle, praticamente inexiste. Não há severa fiscalização das verbas liberadas pelo governo. Com atuação precária, mesmo assim o Tribunal de Contas da União conseguiu reduzir os custos em mais de 500 milhões de reais. Se houvesse controle para valer, muito mais se economizaria..

INCOMPETÊNCIA

A Copa no Brasil deixará um rastro de prejuízos inestimável, e comprovará a incompetência e incapacidade de membros do governo sem qualquer condição profissional de inspecioná-la.

O PT apenas pensou no lucro político, deixando de lado o custo real e verdadeiro de um evento deste porte, indiscutivelmente maior que as suas reuniões de partido e bandeirolas a enfeitarem os salões.

O problema grave é que seremos nós, o povo, a arcar com este déficit nos cofres públicos. Se ainda somarmos os investimentos em Cuba e perdão das dívidas de outros países, imagino os bilhões jogados fora e que tanto ajudariam o Brasil a melhorar suas estradas, aumentar postos de saúde, reformar escolas, implantar esgotos nas cidades onde ele inexiste, pontes, viadutos, elevadas…

Que desperdício!

Governo corta US$ 21 bilhões em investimentos para o estratégico setor de mineração

Deu no Valor

O setor mineral brasileiro receberá US$ 53,6 bilhões em novos investimentos nos próximos cinco anos, até 2018. Esta é a previsão mais recente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). A cifra até parece positiva quando o valor é olhado isoladamente. Mas é muito pequena quando se observa o potencial minerador do país. E parece ainda menor se comparada ao valor de dois anos atrás. A previsão era de US$ 75 bilhões para o período de 2012 a 2016. Hoje, os recursos previstos são 28,5% menores.

A razão das quedas não é única, mas um conjunto de fatores que fizeram minguar o otimismo na mineração brasileira. Queda dos preços das commodities, burocracia excessiva para licenciamentos ambientais, escassez de capital e incertezas regulatórias formam o pacote de desestímulo.

O preço das commodities metálicas tem reduzido os retorno dos projetos, o que levou empresas a substituir planos de investimentos por cortes de custos e busca por eficiência. “Muitas passaram a trabalhar só com jazidas que permitiam preços mais competitivos”, diz Martiniano Lopes, sócio-líder da PwC para recursos naturais.

“Muitos projetos tinham sido planejados há quatro ou cinco anos, em outro patamar de preços. É natural que muitos estejam sendo revistos, em todo o mundo, até porque muitas empresas tiveram que dar baixas contábeis grandes”, diz Bruno Rezende, da Tendências Consultoria. No Brasil, é o caso da AngloAmerican, que anunciou em 2013 uma baixa contábil de R$ 4 bilhões no projeto Minas-Rio.

“Há muitos casos de projetos engavetados no país, à espera de uma melhora dos preços. Podem não ser cancelados, mas deverão de um ‘delay’ de cinco ou até dez anos”, diz Rezende.

AUSTRÁLIA PASSA O BRASIL

Além do preço dos metais e da escassez da capital, que atingem empresas em todo o mundo, o Ibram diz que o grande entrave do Brasil, hoje, é a burocracia ambiental. “A demora para a liberação de uma mina chega a dez anos. A própria Vale demorou uma década para obter as licenças todas do projeto S11D [minério de ferro]”, diz José Fernando Coura, presidente do Ibram. Na visão dele, “faltam critérios” para a autorização dos projetos no país, e a demora para as licenças fazem com que os aportes demorem a acontecer.

A Austrália passou o Brasil em produção em 2008. Em 2013, o país produziu 525 milhões de toneladas de minério de ferro, 26% mais do que a produção brasileira. A tendência é de a diferença se ampliar. No ano passado, os australianos investiram perto de US$ 1,6 bilhão em exploração mineral, enquanto os investimentos brasileiros ficaram próximos de US$ 300 milhões, de acordo com a empresa de pesquisa SNL Metals & Mining.

O aumento recente do risco de racionamento de energia, a inflação dos custos de produção e a indefinição sobre o marco regulatório do setor fecham o quadro de entraves ao aumento de investimento em mineração no Brasil.

(texto enviado por Ricardo Sales)

Alô, alô… Dirceu diz que não usou celular na prisão.

Deu no IG

O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, em depoimento por videoconferência, negou ter utilizado telefone celular de dentro do presídio da Papuda, no Distrito Federal (DF), onde cumpre pena pela condenação no mensalão.

A defesa de Dirceu disse que o depoimento à Vara de Execuções Penais (VEP) do DF durou cerca de 20 minutos.

O processo de sindicância envolvendo o ex-ministro foi arquivado pela direção do presídio, mas a VEP determinou que a apuração fosse reaberta porque as partes envolvidas, como Dirceu e agentes penitenciários, não foram ouvidas. A decisão fez com que o pedido de trabalho externo fosse suspenso. Dirceu recebeu proposta para trabalhar no escritório do advogado José Gerardo Grossi, atuando na pesquisa de jurisprudência de processos e ajudando na parte administrativa. O horário de trabalho é das 8h às 18h, com uma hora de almoço.Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, publicada no dia 17 de janeiro, Dirceu conversou por telefone celular com James Correia, secretário da Indústria, Comércio e Mineração do governo da Bahia. Segundo a matéria, a conversa ocorreu por intermédio de uma terceira pessoa que visitou Dirceu. Na ocasião, a defesa do ex-ministro negou que a conversa tenha ocorrido, mas a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal abriu processo administrativo para investigar o caso.

No entanto, em ofício enviado à VEP, o Centro de Internamento e Reeducação, parte do presídio destinada a presos em regime semiaberto, informou que arquivou o caso porque não havia necessidade de apuração da suposta falta grave cometida. O diretor da unidade prisional concluiu que o fato era “inverídico”. Ao tomar conhecimento da medida, a Justiça determinou que a investigação fosse concluída e que os depoimentos do ex-ministro e dos agentes penitenciários, tomados.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO propósito do governo petista do Distrito Federal é flagrante. A direção do presídio apressou-se em arquivar o caso. E os funcionários que não se enquadram no esquema de proteção a Dirceu são logo demitidos. (C.N.)

O testamento lírico de Hilda Hilst

A ficcionista, dramaturga, cronista e poeta paulista (1930-2004) Hilda Hist é considerada pela crítica especializada como uma das maiores escritoras em língua portuguesa do século XX. No poema “Testamento Lírico”, Hilda diz que sempre se perdeu, porque desde criança era confundida e, nesse sentido, responde aos que desejam saber o quanto ela pediu durante sua vida.
TESTAMENTO LÍRICO
Hilda Hilst

Se quiserem saber se pedi muito
Ou se nada pedi, nesta minha vida,
Saiba, senhor, que sempre me perdi
Na criança que fui, tão confundida.
À noite ouvia vozes e regressos.
A noite me falava sempre sempre
Do possível de fábulas. De fadas.
O mundo na varanda. Céu aberto.
Castanheiras douradas. Meu espanto
Diante das muitas falas, das risadas.
Eu era uma criança delirante.
Nem soube defender-me das palavras.
Nem soube dizer das aflições, da mágoa
De não saber dizer coisas amantes.
O que vivia em mim, sempre calava.

E não sou mais que a infância. Nem pretendo
Ser outra, comedida. Ah, se soubésseis!
Ter escolhido um mundo, este em que vivo,
Ter rituais e gestos e lembranças.
Viver secretamente. Em sigilo
Permanecer aquela, esquiva e dócil.
Querer deixar um testamento lírico
E escutar (apesar) entre as paredes
Um ruído inquietante de sorrisos
Uma boca de plumas, murmurante.

Nem sempre há de falar-vos um poeta.
E ainda que minha voz não seja ouvida
Um dentre vós, resguardará (por certo)
A criança que foi. Tão confundida.

         (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Dilma se diz revoltada com a “falsidade” de Eduardo Cunha

José Carlos Werneck

A Presidente Dilma Rousseff está disposta a exercer toda a  autoridade, que lhe foi outorgada pelos eleitores nas urnas, para governar o País. Por isso, comunicou à cúpula do PMDB que cumprirá a aliança feita com o partido, porém foi taxativa ao afirmar que, de agora em diante, não manterá nenhum entendimento com o deputado Eduardo Cunha, líder na Câmara Federal.

Ela foi enfática ao afirmar: “Cheguei ao meu limite, agora é guerra!”. Alguns senadores e o  vice-presidente Michel Temer tentaram argumentar, lembrando o “mal” que Cunha pode fazer ao governo nas votações, mas ela está disposta a pagar para ver: “Vamos enfrentar isso”.

Dilma se diz revoltada com a “falsidade” de Eduardo Cunha: enquanto a atacava em público, tentava indicar ministros em particular. Ela declarou, também, que não tem interesse em “depreciar” o PMDB. Quando isso acontece, afirmou, seu governo também é atingido.

INDICAÇÕES

Enquanto fazia acusações à presidente, Eduardo Cunha indicou Neri Geller, atual secretário de Políticas Agrícolas para o Ministério da Agricultura e tentou “emplacar” Alexandre de Moraes para o ministério do Turismo.

A presidente está plenamente convencida, inclusive embasada em pesquisas de opinião, que “aliados” como Eduardo Cunha não lhe ajudam em nada, ao contrário, só prejudicam seu governo e, principalmente, fazem baixar seus índices de popularidade, junto aos eleitores.

 

Reflexões sobre Vargas, Dutra, Juscelino, Jânio, Jango e Lacerda

Flávio José Bortolotto

Concordo com o comentarista Roberto Nascimento que até 1964, podendo se votar a presidente por um partido e a vice-presidente por outro, isso só causou/causava mais desordem ainda no nosso já desorganizado Sistema Político. Sempre deu em grave crise política.

Quando o presidente Dutra (PSD) teve como Vice Nereu Ramos (PSD) foi tudo bem, já quando o grande presidente Vargas (PTB-PSD) que fez a base de nossa industrialização, teve como vice Café Filho ( PSP), foi uma confusão, redundando em “presidentes” Café Filho, Carlos Luz e por fim Nereu Ramos, que estabilizou o barco e passou o Poder para o presidente Juscelino Kubitschek (PSD), este teve como vice João Goulart (PTB), que embora muito simpático incomodou bastante JK, tanto que este na eleição deixou a “ver navios” o candidato do seu partido Henrique Lott (PTB-PSD), de tal forma que ganhou facilmente Jânio Quadros (PTN-UDN) com o famoso Vice João Goulart (PTB) de novo.

Jânio, inteligentíssimo mas extremamente afoito, aos 6 meses de Governo, enviou Jango à China, e tentou livrar-se não somente do vice, mas do Congresso todo, tentando dar um clássico golpe: “Estou demissionário, se querem que eu volte, exijo isso,isso e mais aquilo”.

Muitos Políticos fizeram essa jogada, como Fidel Castro (1959) em Cuba, o presidente Nasser, do Egito, cada vez que perdia uma guerra para Israel, e foram três. Mas com o impaciente Jânio Quadros, que  não preparou bem a coisa, deu tudo errado. E deu no que deu.

DOMICÍLIO ELEITORAL

Como diz Roberto Nascimento, também é preciso haver domicílio eleitoral. Na Eleição de 1945, o recém ex-presidente Vargas foi eleito deputado federal por sete Estados mais o Distrito Federal, e senador por Rio Grande do Sul e São Paulo (e São Paulo da Revolução Constitucionalista de 32…)

Depois reclamam que a Oposição, leia-se Carlos Lacerda, tinha que gritar, urrar, para ser ouvida. Mas como fazer oposição a um líder político assim, fundador de dois partidos (PSD e PTB), que me parece coisa única no mundo, e logo depois de ter que sair do Catete, por ter ajudado a vencer a II Guerra Mundial pelas democracia, é eleito deputado federal por sete Estados mais o Distrito Federal e senador por Rio Grande do Sul e São Paulo (e São Paulo e não Amapá…).

NACIONALISMO

Sou lacerdista, mas admiro e respeito o grande trabalho que o presidente Vargas fez para modernizar o Brasil, como alfabetização em massa, mecanização da agricultura, industrialização etc., apenas que ele era muito estatista e não tinha credenciais impecáveis como democrata.

Nós, lacerdistas, tínhamos a mesma visão nacionalista, apenas que dando prioridade à empresa privada nacional (capital privado nacional), em vez de estatal de Vargas. Ambos, porém, entendemos que a multinacional pouco acrescenta à nossa economia, dando com uma mão e depois, à medida que o tempo passa, tirando com as duas.

Vejam que no Jornal Tribuna da Imprensa, pelo menos no período de seu fundador Carlos Lacerda, até o início dos anos 60, nunca houve propaganda de empresa estrangeira, e me parece que foi assim também até hoje com o brilhante e valente jornalista Helio Fernandes.

Sorte na corrida eleitoral depende do imponderável e do inesperado

01
Murillo de Aragão

Atualmente, a previsão do tempo não é algo completamente imprevisível. O mercado de commodities agrícolas se utiliza largamente das previsões para fazer investimentos e saber quando e como a oferta de determinado produto será maior ou menor.

Já o Brasil entra em crise, pela segunda vez, com a possibilidade de falta de energia. Na primeira vez, em 2002, foi por deficiência de geração. Hoje, o risco de apagão se deve à demora na construção de linhas de transmissão e à falta de chuvas, dois problemas que poderiam ser razoavelmente previstos. Não é o que acontece.

O Brasil de hoje está com a sua economia pendurada no clima, como disse Miriam Leitão (“O Globo”, 22.2.2014). É o cúmulo da imprevidência, ainda mais em ano eleitoral. Porém, a eventual falta de energia está sendo considerada um evento inesperado. Só é inesperado pela incapacidade de as autoridades do setor estarem atentas à questão.

Dilma poderá ser afetada eleitoralmente caso ocorra apagão? Sim e não. Se houver um apagão de verdade, seu prestígio será abalado. Se as dificuldades não forem sistêmicas, serão assimiladas pela atmosfera de festa da Copa do Mundo.

O resultado econômico de 2013 – outra surpresa – terminou aliviando o ambiente na equipe econômica. Afinal, levando-se em conta as circunstâncias, um crescimento de 2,3% não é horrível. É evidente que os mal-humorados podem dizer que o apagão vai acontecer, o que não é garantido. Ou que a economia foi muito mal em 2013. Também não é preciso.

O INESPERADO

Conforme disse, o resultado de 2013 é bem mais fraco do que podíamos apresentar, mas melhor do que muitos esperavam: algo abaixo de 2%. No fim das contas, fica claro que o inesperado – ruim, como a ameaça de apagão; e bom, como o resultado econômico de 2013 – afeta, e muito, as expectativas.

Assim, a corrida eleitoral deste ano vive um cenário bastante complexo. A presidente Dilma Rousseff (PT) começa a disputa como favorita. Embora as pesquisas apontem a possibilidade de Dilma vencer ainda no primeiro turno, a batalha eleitoral promete ser acirrada. Em que pese a boa avaliação do governo (41% de aprovação, segundo a última pesquisa Datafolha), existe um sentimento difuso de mudança em parcela expressiva da sociedade brasileira.

Além disso, a presidente terá pela frente dois adversários fortes: o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador Eduardo Campos (PSB-PE). Embora apareçam bem atrás nas pesquisas (Aécio tem 17% das intenções de voto e Eduardo aparece com 12%), o desconhecimento das duas candidaturas por parte dos eleitores é um fator que leva PSDB e PSB a acreditarem na possibilidade de um segundo turno contra Dilma Rousseff.

Aliás, sabendo das dificuldades que representa um segundo turno dentro desse ambiente de mudança existente, o Palácio do Planalto realizará todos os esforços possíveis para liquidar a fatura ainda em primeiro turno. Justamente por isso Dilma trabalha para montar uma ampla e competitiva coalizão. Vale destacar que o governo também teme uma eventual aliança entre Aécio Neves e Eduardo Campos, o que pode tornar as coisas ainda mais complicadas, principalmente se a economia estiver mal e a Copa do Mundo não for o sucesso que se espera.

Mesmo com todas essas variáveis no tabuleiro, a presidente Dilma Rousseff preserva uma importante vantagem. Além do controle da máquina administrativa, ela terá a presença do ex-presidente Lula ao seu lado. Vale destacar que Dilma é um produto do sucesso do lulismo.

Assim, o ex-presidente fará todos os esforços possíveis para que Dilma saia vitoriosa, assim como ocorreu em 2010. (transcrito de O Tempo)

Rebeldes da base aliada ganham força para convocar ministros e investigar propinas na Petrobras

Apesar das investidas do Planalto para esvaziar o “blocão” da Câmara dos Deputados, líderes dos sete partidos governistas e um oposicionista que formam o grupo definiram nesta terça-feira (11) aprovar a convocação do ministro Arthur Chioro (Saúde) para prestar esclarecimentos na Comissão de Finanças.

O grupo também conseguiu aprovar uma comissão externa para apurar a suspeita de pagamento de propina de uma empresa holandesa para a Petrobras. O entendimento foi fechado durante um almoço que reuniu líderes do PMDB, PTB, PR, PSC e SDD. PP, PROS e PDT enviaram vice-líderes.

Ao todo, as comissões da Câmara precisam analisar 21 pedidos de convocação de ministros. Do total, sete pedem esclarecimentos de Chioro sobre o programa Mais Médicos, vitrine eleitoral da presidente Dilma Rousseff.

Segundo o líder do PTB, Jovair Arantes (GO), a maioria do “blocão” quer a convocação do ministro da Saúde que está prevista para ser votada amanhã. Ele afirmou que os casos dos outros ministros serão analisadas individualmente por cada bancada, já que há tentativas de convocar ministros de partidos que fazem parte do grupo, como Edison Lobão (Minas e Energia) para falar de apagão e Petrobras.

Base aliada racha e rebeldes aprovam comissão externa para investigar denúncia sobre Petrobras

Eduardo Cunha (centro) comemora a derrota do governo
Luciano Nascimento
Agência Brasil

Mesmo com todas as tentativas do governo de barrar a criação de uma comissão externa para investigar denúncias de pagamento de propina a funcionários da Petrobras, a Câmara dos Deputados aprovou hoje (11) a proposta em votação simbólica. O requerimento foi aprovado com apoio da bancada do PMDB, partido da base aliada ao governo.

O governo ainda tentou barrar a iniciativa da oposição por meio de um requerimento pela retirada da proposta, mas o plenário rejeitou o pedido. Por 216 votos a favor, 38 contrários e 11 abstenções, os parlamentares mantiveram em pauta a proposta da oposição.

Com a criação da comissão, deputados deverão viajar à Holanda para acompanhar a investigação de denúncias relacionadas a irregularidades na Petrobras.

Acredite se quiser: Fiscalização do TCU reduz em R$ 550 milhões custo de obras da Copa

Pedro Peduzzi
Agência Brasil
As fiscalizações feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) resultaram na economia de R$ 550 milhões para as obras da Copa do Mundo, segundo Raffael Jardim Cavalcante, assessor do gabinete da Relatoria das Obras da Copa do Mundo. Ele lembra que esse valor atualizado não está restrito a recursos públicos, pois boa parte das obras – em aeroportos e estádios – tem participação da iniciativa privada.

“Adotamos a estratégia de fiscalizar os empreendimentos todos ainda no embrião das contratações, que é a fase de projeto. Assim foram corrigidos problemas ainda na fase do edital. Com isso, R$ 550 milhões foram economizados, fruto dessa estratégia de fiscalização feita nas obras da Copa do Mundo”, destacou o assessor durante audiência pública no Senado.

De acordo com o TCU, as economias decorrentes da análise de editais de licitação reduziram em R$ 97 milhões o orçamento de reforma do Maracanã, e em R$ 65 milhões os custos com a Arena Amazonas. O representante do tribunal explicou também que todo o recurso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberado para a construção dos estádios já foi fiscalizado, e que “não há irregularidade identificada”.

INICIATIVA PRIVADA

Dos 12 estádios que sediarão o Mundial, três pertencem à iniciativa privada: o de São Paulo, de Porto Alegre e o de Curitiba. “Nesses casos, coube ao TCU investigar o adequado repasse de recursos do BNDES. As análises foram concentradas nas garantias para evitar que a União – por meio do banco – fosse prejudicada”, disse Cavalcante. Os valores financiados para esses estádios foram R$ 400 milhões, R$275,1 milhões e R$ 196,8 milhões, respectivamente.

O único estádio que não recebeu financiamento do BNDES foi o de Brasília, construído com recursos do governo do Distrito Federal. Por isso, não foi fiscalizado pelo TCU – o que foi motivo de crítica pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR). “Todos sabemos que boa parte dos recursos de Brasília tem origem federal. Por isso, vamos apresentar projeto para que caiba ao TCU a fiscalização de grandes eventos realizados no Brasil”, disse o senador.

ALTO CUSTO…

Diretor do Portal Copa 2014 – feito pelo Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco) –, Rodrigo Prada disse que o custo por assento dos estádios brasileiros destinados ao Mundial é mais alto do que os dos países que sediaram as duas últimas Copas do Mundo. “Enquanto na África do Sul o valor ficou em R$ 5,53 mil por assento e na Alemanha R$ 5,49 mil, o custo no Brasil ficou em R$ 11,8 mil por assento.”

A análise dos editais de licitação dos aeroportos resultou em uma economia de R$ 218,4 milhões. Só o aeroporto de Confins reduziu sua previsão de custos em R$ 97 milhões. Em Manaus, a redução foi R$ 73,1 milhões. O aeroporto de Fortaleza teve sua obra reduzida em R$ 15 milhões e o do Galeão (RJ), em R$ 15,2 milhões. Ainda segundo o TCU, as reduções da previsão de gastos com os aeroportos de Cuiabá (MT) e Porto Alegre (RS) foram R$ 11,5 milhões e R$ 6.6 milhões, respectivamente.

De acordo com o TCU, dos R$ 25,57 bilhões em investimentos previstos para as obras incluídas na matriz da Copa, R$ 8,3 bilhões têm como origem financiamento federal e R$ 5,7 bilhões serão investimentos do governo federal; R$7,8 bilhões têm como origem os governos locais; e R$ 3,75 vêm da iniciativa privada.

Afinal, por que a França reclama da criminalidade no Brasil?

Francisco Vieira

Não deve causar surpresa o fato de o governo francês ter lançado um manual para desestimular o turismo no Brasil, por causa da criminalidade. Pesquisa  feita pelo professor Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da área de estudos sobre violência da FLACSO (Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais), faz um retrato da situação do Brasil, mas também o compara com dados mundiais, coletados com base na Organização Mundial da Saúde (OMS) e no Census.

Os dados utilizados são os mais recentes disponíveis em cada caso, comparativos entre 95 países e regiões estudadas. Confira a comparação mundial completa no Mapa da Violência 2013.

FRANÇA:

Taxa de homicídios entre jovens: 0,8 para cada 100.000 habitantes.
Colocação no ranking de homicídios entre os jovens: 62º
Taxa total de homicídios totais: 0,8 para cada 100.000 habitantes;
Colocação no ranking de homicídios totais: 74º
Ano base: 2009

BRASIL:
Taxa de homicídio entre jovens: 27,4 para cada 100.000 habitantes.
Colocação no ranking de homicídio entre jovens: 7º
Taxa total de homicídios totais: 54,7 para cada 100.000 habitantes;
Colocação no ranking de homicídios totais: 7º
Ano base: 2010.

Fonte: exameabril.com.br

Realmente, não sei como os franceses conseguem suportar a violência em seu país…

Só a cumplicidade do governo francês com a barbárie pode  explicar essa situação!

Outra piada do ano: China diz que poluição não deve prejudicar candidatura de Pequim aos Jogos Olímpicos de Inverno

Da Agência Brasil

As autoridades de Pequim dizem que a poluição atmosférica não deve prejudicar a candidatura da cidade para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022. Em entrevista, o vice-presidente da câmara de Pequim, Li Shixiang, anunciou que serão tomadas, na capital, medidas para melhorar a qualidade do ar. Ele destacou, entre essas medidas, a redução à metade, até 2017, das toneladas de carvão consumidas anualmente. Atualmente, são consumidos em Pequim 10 milhões de toneladas de carvão.

A autoridade municipal prometeu também “controle severo” sobre as indústrias mais poluentes e a redução anual de 150 mil novos veículos nas estradas, informou a Agência Xinhua.

Pequim aspira,  em parceria com a vizinha Zhangjiakou, ser a primeira cidade a acolher os Jogos Olímpicos de Verão e outros de inverno. Para isso, segundo Li Shixiang, a cidade conta com o êxito dos Jogos de 2008.

A organização prevê que em Pequim ocorram as provas sobre gelo e em Zhangjiakou as que são disputadas em neve.

A capital chinesa é uma das cidades mais poluídas do mundo. Há dois anos, Pequim começou a medir o índice de qualidade do ar e registrou níveis alarmantes que se prolongam, às vezes, durante semanas.

A situação é grave neste inverno, quando se juntam às baixas pressões fatores como a utilização de aquecedores a carvão.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Só pode ser piada. Pequim é considerada “imprópria para viver” devido à poluição. Quando Pequim sediou a Olimpíada, em 2008, o governo teve de mandar fechar todas as fábricas na cidade e nas cercanias um mês antes do evento, para reduzir a poluição. O país deixou de cumprir muitos contratos de exportação, inclusive com empresas brasileiras, por falta de produtos para entregar. A China é a maior poluidora do mundo, o famoso Rio Amarelo agora está marrom, e fica tudo por isso mesmo. (C.N.)

E se o Brasil tomasse a Província Cisplatina e elegesse Pepe Mujica nosso presidente?

Altamir Tojal

Nesses tempos de Putin, talvez o Brasil devesse reanexar a Província Cisplatina e depois eleger José (Pepe) Mujica nosso presidente. Cada vez que leio uma entrevista do presidente do Uruguai, fico mais convencido de que a democracia é possível, pode pagar os pecados e vencer a sanha totalitária.

Seguem dois parágrafos da entrevista a Helena Celestino, publicada no O Globo de 09-03-14, sob o título José Mujica: ‘Aplicamos um princípio simples: reconhecer os fatos’

Falta uma agenda de grandes problemas que tem o mundo. De um lado, temos uma economia baseada no hiperconsumo de coisas inúteis: fabricar bagatelas que durem pouco. Poderíamos seguir movendo a economia mundial com outro motor e sacar parte da humanidade que está submersa na tristeza e na pobreza, em lugares que falta água. Isto é um mercado, a solidariedade levaria à criação de um mercado maior posteriormente.’

‘Temos que lutar para que todos trabalhem, mas trabalhem menos, todos devemos ter tempo livre. Para quê? Para viver, para fazer o que gostam. Isto é a liberdade. Agora, se temos de consumir tanta coisa, não temos tempo, porque precisamos ganhar dinheiro para pagar todas essas coisas. Aí vamos até que pluff, apagamos.’

http://oglobo.globo.com/mundo/mujica-aplicamos-um-principio-simples-reconhecer-os-fatos-11827657

Marina Silva sonha com uma utopia que já impediu muitos presidentes de governar

José Carlos Werneck

Marina Silva afirma que presidente Dilma Rousseff está refém de uma estratégia que não tem mais como ser colocada em prática na política brasileira: a governabilidade baseada na distribuição de cargos.

Para a ex-senadora, que nesta eleição, está aliada ao governador  Eduardo Campos,de Pernambuco , é preciso fazer uma mudança profunda no campo da governabilidade do País, com base em ideais e propostas.

Ao comentar a atual crise, ela ironizou o Governo, dizendo que não adianta criar mais de trinta ministérios e distribuir cargos, porque isso não resolve o problema de compor uma maioria no Parlamento.

“As alianças devem contemplar propostas e não cargos”, frisou. “Eu e Eduardo não vamos compactuar com nenhum tipo de chantagem dentro do Congresso Nacional, vamos apoiar as coisas boas para o País sem que a governabilidade esteja em risco”.

A ex-senadora, que em 2010 disputou a Presidência da República, afirmou que naquele pleito já dizia que, se ganhasse as eleições, iria governar com as pessoas de bem de todos os partidos, incluindo  o PMDB. “As conversas devem ser feitas nessa base, com homens e mulheres de bem.”

Jânio Quadros e Fernando Collor, por acharem que conseguiriam governar sem maioria no Congresso, não completaram seus mandatos, apesar de ampla vitória nas urnas.

Sem uma séria e profunda Reforma Política, a ideia de Marina Silva, apesar de corretíssima, é totalmente inviável no Brasil atual. E essa tão propalada Reforma, que tem o “apoio” unânime dos nossos políticos, paradoxalmente não sai do papel! E imaginem que essas mudanças para serem postas em prática só dependem de nossos deputados e senadores!

Manifesto de geólogos pede melhorias para o Código de Mineração

Ricardo Sales

No 1º Fórum Brasileiro de Minas, realizado em Belo Horizonte (MG), foi redigido e publicado um manifesto em apoio ao substitutivo elaborado pelo deputado Leonardo Quintão, relator da comissão criada para analisar o projeto de lei que renova o marco regulatório de mineração. O manifesto, a Carta de Minas, sugere a inclusão de pontos como o conceito de reservas e recursos nos padrões internacionais. Leia o documento na íntegra.

O Poder Executivo enviou ao Congresso, em junho de 2013, o Projeto de Lei nº 5.807/2013 dispondo sobre a atividade de mineração, quando então foi nomeada uma comissão parlamentar tendo como relator o Dep. Leonardo Quintão do PMDB/MG, que, depois de participar de mais de 40 audiências públicas em vários estados do País, apresentou no início de novembro o seu parecer sobre o projeto de lei nº 37/2011.

O parecer mostra claramente um avanço enorme do projeto em comparação com o texto de junho apresentado pelo Governo ao Congresso Nacional, pois trata de questões fundamentais como o restabelecimento do direito de acesso ao subsolo pelo regime de prioridade, tal como praticado em países de fato mineradores como Canadá, Austrália, EUA, México, Chile e Colômbia.

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Fonte: Geofísica Brasil