Com R$ 109 milhões, Prefeitura do Rio construiu “passarela de ouro” para os convidados da FIFA

Anthony Garotinho

Com toda a franqueza, eu não sei o que é mais gritante em termos de superfaturamento: a reforma da estação do metrô Maracanã, tocada por Pezão, que custou R$ 175 milhões, ou essa passarela construída por Paes, que saiu por R$ 109 milhões. São números completamente escandalosos, que configuram claramente a roubalheira do dinheiro público municipal e estadual.

Fiz questão de postar uma foto que dá uma noção melhor da passarela (vide abaixo), para vocês perceberem o tamanho do absurdo. É uma passarela que começa na calçada do Maracanã e passa por cima da Radial Oeste e da linha do trem, descendo do outro lado em frente à Quinta da Boa Vista. Não tem escadas rolantes, o único diferencial é uma meia cobertura. E observem que o projeto é tão mal feito, que se chover e vier vento do lado oposto da cobertura os convidados VIPS da FIFA vão ficar encharcados.

ABERRAÇÃO

A matéria do Globo fala de outra aberração, que é o fato de que desde o dia 22 de maio a passarela foi fechada à população e assim permanecerá até o dia 18 de julho. Foi entregue à FIFA e mesmo sem jogos, ninguém pode atravessar. O detalhe é que o primeiro jogo da Copa no Maracanã será só no dia 15 (Argentina x Bósnia) e a final é dia 13 de julho. Inacreditável como Paes e Pezão estão de cócoras diante da FIFA. Por que será? Dane-se o povo que precisa atravessar de um lado para o outro.

E antes que alguém venha dizer que a passarela e a reforma da estação do metrô vão ficar como legado para a população só quero lembrar uma coisa importantíssima. Com R$ 109 milhões daria para Paes fazer a passarela e mais um hospital “padrão FIFA”. Essa é a verdade, que mais ninguém tem coragem de dizer. E o mesmo vale para a reforma de R$ 175 milhões da estação Maracanã, responsabilidade de Pezão. Pelo jeito o legado maior foi parar no bolso de alguém. Espero que o MP Estadual abra uma investigação, é o minimo.

(artigo enviado por Mário Assis)

Uma semana em que o mundo para

Chico Maia
O Tempo

De sexta-feira até domingo as seleções que disputarão a Copa fizeram amistosos em várias partes do mundo. Raramente jogadores se empenham muito em partidas não oficiais e quando se trata de véspera de um Mundial, aí que têm mais cautela ainda. Principalmente com tantos cortes de última hora que estamos assistindo. Partidas que não servem para nenhuma conclusão em relação aos enfrentamentos oficiais.

Por exemplo, a França goleou a Jamaica ontem por 8 a 0; os reservas da Itália golearam o Fluminense em Volta Redonda, numa chuva de gols em ritmo de treino; Portugal sem Cristiano Ronaldo venceu o México por 1 a 0, com muita dificuldade, mas e daí?

Na história das Copas, de 1950 para cá as seleções apontadas como favoritas eram sempre as mesmas: Brasil, Argentina, Alemanha e Itália. Em 1998 a França entrou neste seleto grupo e em 2010 a Espanha. Dessas, só a francesa não chega entre as favoritas, mas corre por fora, junto com a Holanda.

Também em todo mundial a imprensa aponta a provável “surpresa”. Em 2006 vi companheiros apostando que a República Tcheca seria a grande novidade, com chances reais de chegar à final. Saiu na primeira fase.

Bola da vez. Este ano a bola da vez é a Bélgica. Tem gente boa demais apostando nela. Veremos até onde irá. Há quem diga que a Inglaterra e Portugal podem ir longe. Pela ordem, acredito que o campeão sairá de Brasil, Argentina, Alemanha, Espanha ou Itália. Entendo que os argentinos vêm com vontade especial, por razões óbvias, além dos excelentes jogadores.

Virtudes, defeitos. Brasil e Alemanha são as seleções cujos críticos enxergam menos pontos fracos. Da Argentina fala-se que a defesa é fraca e continua sem um goleiro à altura. O técnico Sabella também achava isso, tanto que vem fazendo muitos testes e há cinco jogos o time não toma gols. Da Espanha diz-se que o time “envelheceu” e não traz mais surpresas.

Do jeito dela. A Itália é a incógnita de sempre, vem indefinida, desacreditada, mas acaba chegando. Em 1982 eliminou a seleção apontada como campeã desde os primeiros jogos; o inesquecível time de Zico e Cia. comandado por Telê Santana; em 2006 foi campeã em cima da favorita França, de Zidane.

Chances perdidas. Seria ótimo ver mais uma seleção entre essas campeãs mais de uma vez e sempre apontadas como favoritas. A Holanda chegou a três finais, em duas, com times superiores aos adversários, e perdeu, em 1974 para a Alemanha e 1978 para a Argentina. Em 2010 havia equilíbrio com a Espanha e desperdiçou. Mas, o atual time não dá boas expectativas.

 

Morre aos 88 anos o ex-governador Marcello Alencar

Wilson Tosta e Tiago Rogero
O Estado de S. Paulo

O ex-governador do Rio de Janeiro Marcello Alencar morreu na madrugada desta terça-feira, 10, aos 88 anos. Um dos oito senadores cassados pelo regime militar após o Ato Institucional nº 5 (AI-5), Alencar foi advogado do líder estudantil Vladimir Palmeira nos anos 60 e, depois da anistia, voltou à política, pelo PDT fundado por Leonel Brizola.

O ex-governador morreu em casa, em São Conrado, na zona sul da cidade, por volta das 4h15. O velório, segundo nota divulgada pelo PSDB-RJ, será nesta quarta, 11, a partir das 9h, no Palácio da Cidade, em Botafogo.

Marcello Alencar também foi prefeito do Rio duas vezes: a primeira, na primeira metade dos anos 80, quando Brizola era governador e o nomeou prefeito quando não havia eleição direta para o poder executivo municipal nas capitais; e a segunda, eleito pelo voto direto, em 1988.

Depois de romper com Brizola em 1992, Marcello foi para o PSDB, partido pelo qual se elegeu governador em 1994. Depois de não conseguir eleger o sucessor em 1998, não disputou mais cargos públicos, embora por muito tempo fizesse política nos bastidores. O ex-governador havia sofrido dois acidentes vasculares cerebrais e vivia havia alguns anos com acompanhamento médico.

Pelo Twitter, o diretório do PSDB do Rio lamentou a morte do ex-governador: “É mais um grande personagem da história da democracia brasileira que perdemos”.

O presidente do PSDB no Estado do Rio, deputado estadual Luiz Paulo, vice-governador de Marcello entre 1995 e 1998, destacou a atuação política do amigo. “Para todos nós, ele foi um ícone. Liderou o PSDB do Rio durante décadas, é uma referência. Ele ajudou a construir o processo de recuperação do Rio e deixa um legado imenso, tanto na área política quanto pessoal”.

Presidente do PSDB na capital fluminense, o deputado federal Otávio Leite publicou nas redes sociais: “Faleceu nesta madrugada Marcello Alencar. Meu amigo, professor, e minha referência política. Sua história será digna de importantes registros. Saudades”.

Pergunta inquietante: Por que fazer a pesquisa antes e só registrar depois no TSE?

André Ferreira

Não sou dos que acham que devemos desacreditar das pesquisas, mas há fatos que aconteceram na eleição passada e alguns que estão acontecendo agora que põe em xeque alguns institutos.

Quanto a pesquisas eleitorais duvidosas, mais uma: a segunda rodada de pesquisas do Sensus, encomendada pela revista IstoÉ, foi registrada ontem, mas esteve em campo entre 26/05 e 04/06, e será divulgada apenas no sábado(dia 14).

A novidade é que dessa vez, mudou-se o método de coleta que foi feito na primeira pesquisa, que foi a apresentação dos candidatos em lista em ordem alfabética, inclusive essa pesquisa foi contestada por isso, por acreditarem que desse modo o primeiro nome apresentado(que no caso foi de Aécio) é beneficiado, mas dessa vez vai ser usado o disco com os nomes dos candidatos, método usado pelos outros institutos nas pesquisas de intenção de voto para presidência.

LEMBRANDO 2010

O Vox Populi ficou famoso em 2010, três dias antes da disputa do primeiro turno das eleições presidenciais, cravou que Dilma venceria no primeiro turno com 12 pontos de vantagem sobre a soma dos votos dos adversários. Ela ficou com 46,91%, um “errinho” de mais de 15 pontos percentuais.

Com essas histórias “meio esquisitas”, e ainda sabendo o Ibope que tem um contrato milionário com o Planalto e o Vox Populi tem contrato com o PT…

Também essa questão de pesquisar primeiro e registrar depois não é legal, faz pensar o seguinte: será que se o instituto tivesse colhido um resultado diferente do gosto de quem encomendou a pesquisa, os números teriam sido divulgados? Essa é a questão que o Sensus e o Vox Populi poderiam responder, mas vamos ver os números e aí veremos os fatos (eu particularmente acredito que a primeira beneficiará Aécio e segunda, Dilma). Prefiro o Datafolha.

Caminhando em uma canção imortal de Herivelto Martins

O cantor, músico, ator e compositor Herivelto de Oliveira Martins (1912-1992), nascido em Vila Rodeio (atual Engenheiro Paulo de Frontin, RJ), na letra de “Caminhemos”, retrata o sofrimento que a separação da pessoa amada pode trazer. Este samba-canção teve sua primeira gravação feita por Francisco Alves, em 1947, pela Odeon.

CAMINHEMOS

Herivelto Martins

Não, eu não posso lembrar que te amei
Não, eu preciso esquecer que sofri
Faça de conta que o tempo passou
E que tudo entre nós terminou
E que a vida não continuou pra nós dois
Caminhemos, talvez nos vejamos depois

Vida comprida, estrada alongada
Parto à procura de alguém
Ou à procura de nada…
Vou indo, caminhando
Sem saber onde chegar
Talvez que na volta
Te encontre no mesmo lugar

        (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Brasil não precisa criar nada, basta copiar o que deu certo nos outros países

Guilherme Almeida

Meu ponto de vista é que todo político joga o que a a plateia deseja ouvir. Aí, a plateia fica debatendo firulas e os políticos continuam fazendo o que sempre fizeram. Na realidade, o Brasil não precisa criar nada. Basta copiar o que deu certo nos outros países:

1- Alemanha – Na Primeira Guerra Mundial, sua população tinha apenas 12% de analfabetos. Na mesma época, 36% da população francesa eram analfabetos. Por isso a Alemanha conseguiu se unir e hoje é o principal motor industrial da Europa. Exporta produtos com alto valor agregado para o mundo, maquinários de altíssima precisão, produtos aeroespaciais e para a indústria do petroquímica.

2- Japão – Teve ajuda dos americanos no pós-guerra. Toda indústria foi praticamente destruída e apenas 1/3 das cidades estavam em pé. Muitas tiveram que ser completamente reconstruídas, como Nagasaki e Hiroshima. Incentivaram a educação básica e principalmente na área das ciências exatas. Na década de 60 os únicos produtos japoneses que eram considerados de boa qualidade eram as maquinas fotográficas Nikon, os rádios de pilha e os relógios analógicos Seiko.

Hoje sua indústria importa produtos básicos e exporta manufaturados com alto valor agregado. Muita gente não sabe que um dos itens com maior valor é a indústria aeronáutica, e que cada kg de avião é vendido a US$ 11 mil. Por isso, EUA e Europa investem tanto na indústria aeroespacial. Quando a mídia informa que a Vale vende uma tonelada de minério de ferro a US$ 100,00, a plateia fica achando que é uma grande vantagem e até pensa que é um bom preço.

3- Coreia do Sul – Copiaram o que deu certo no Japão e hoje é uma potencia industrial. Até montam carros, televisões e outros produtos eletrônicos no Brasil. Na década de 60 era um pobreza só.

4- China, Malásia e Cingapura – Copiaram o que deu certo no Japão, na Coreia do Sul e outros lugares do mundo.

5- Finlândia – Investiram na industrialização e passaram a ser uma potência da eletrônica. Quem não conhece a Nokia?

Por não ter indústrias genuinamente brasileiras, pensando friamente, o Brasil paga royalties sobre sabonete, produtos de limpeza, TV, carro, chocolate, remédios, até lâmpadas hoje são importadas (GE e a Philips – desativaram suas fabricas).

Únicos setores industriais em que estamos avançando no mercado internacional são a de cervejas, produtos de beleza e perfumaria ( Natura e Boticário são as empresas brasileiras que mais registram patentes) e aviação (mas a Embraer é uma montadora – motores, reversores, freios, trens de pouso, dizem que até o alumínio e os rebites são importados).

Este é o Brasil real, que os políticos não enxergam.

O gás de xisto vai de mal a pior nos Estados Unidos

Nick Cunningham
Testosterone PIT

O setor de extração de gás/petróleo do xisto dos Estados Unidos pode ser bem menos forte do que muita gente pensa. Em análise mais recente, a Bloomberg News descobriu um elevado nível de endividamento das indústrias do setor, com muitas companhias se endividando mais e mais, desapontadas com suas receitas.

Nos últimos quatro anos, relata a pesquisa, quase dobrou a dívida contraída pelas empresas de petróleo e gás de xisto. Enquanto as companhias perfuradoras necessitaram dobrar os empréstimos para se expandir, suas receitas nesses quatro anos não seguiram o mesmo ritmo, crescendo meros 5,6%.

O caso é que embora muitos poços de petróleo e gás de xisto ofereçam uma produção inicial espetacular, esta cai verticalmente após o primeiro ou segundo ano. Se as empresas não conseguirem pagar suas dívidas nesse pico inicial, acabam com muito mais dificuldades nos anos seguintes do que anteciparam. Elas caem em uma espiral descendente em que uma grande parte de suas receitas tem que ir para o pagamento de dívidas.

Das 61 companhias pesquisadas, a Bloomberg concluiu que mais ou menos uma dúzia está gastando 10 % de suas receitas apenas para pagar os juros das dívidas contraídas.

O que significa haver tantas companhias de perfuração de gás/petróleo de xisto lutando para obter algum lucro? Quer dizer que o entusiasmo com o qual tantos investidores colocaram dinheiro nas companhias do xisto pode ter chegado ao fim. A indústria está abalada.

PRÉ-FALÊNCIA

As empresas em pior situação – aquelas que estão muito endividadas – sem um portfólio de produção em crescimento, podem estar a caminho da falência. Conforme vão caindo os elos mais fracos, consolidam-se e permanecem em campo apenas os produtores mais fortes e organizados.

É normal que qualquer indústria sofra um abalo, quando diminui o ímpeto inicial de crescimento. Ocorre que, ao contrário da indústria de tecnologia, por exemplo, na indústria do gás/petróleo de xisto, a sorte econômica das companhias ramifica-se para além delas, atingindo seus empregados e investidores.

Se as companhias perfuradoras começam a fracassar, o crescimento da produção de óleo e gás natural pode diminuir drasticamente ou mesmo parar. A administração de informações energéticas projeta em seu mais recente Panoramo Anual de Energia que a produção de gás natural nos Estados Unidos crescerá a um percentual de 1,6% ao ano até meados de 2040, o que quer dizer que a produção deverá se expandir em admiráveis 55%.

Os dados podem estar sendo oferecidos de forma muito otimista, levando-se em consideração que as empresas neste mesmo instante estão lutando para ter rentabilidade na venda do xisto. Dito de outra forma, nos preços atuais, a produção pode não ser sustentável. Para que o crescimento continue no mesmo nível, o preço terá que subir.

OUTRA REALIDADE

Seja o crescimento mais lento, sejam os preços mais elevados, de qualquer maneira, ambos os cenários alterariam de forma dura as expectativas sobre a imagem vendida pelos Estados Unidos quanto à sua matriz energética. Como exemplo, se para manter o crescimento o preço do gás necessitar de uma majoração, isso diminuiria muito a oportunidade da exportação de grandes volumes de gás natural liquefeito (GNL), porque as companhias americanas enfrentariam difícil competição para a venda do gás americano que teria que ser liquefeito para ser depois vendido a preço mais elevado para os consumidores ávidos no leste asiático.

Como resultado, as companhias que investem dinheiro na construção de terminais de exportação de gás natural liquefeito, que custam bilhões de dólares, poderia começar a achar esse gasto um tanto exagerado.

Um abalo na indústria do xisto teria consequências também no setor de energia elétrica, dado que o estancamento da produção de gás de xisto seria como uma espécie de bênção para a energia renovável. Esperava-se que o gás natural seria usado em grande escala para a geração de energia elétrica, mantendo os preços da eletricidade estáveis, mesmo porque a produção de gás estaria sempre em ascensão. Como essas expectativas parecem erradas, abre-se espaço para outras formas de geração de energia elétrica. Já que carvão e a energia nuclear são cada vez menos competitivos no século 21, criou-se uma janela de oportunidades enorme para a energia renovável.

PETRÓLEO IMPORTADO

Em relação ao petróleo, uma produção fraca do xisto quer dizer que os Estados Unidos continuarão a contar com a importação de petróleo no lugar da produção nacional. Mesmo que isso não queira dizer grande coisa, o fato é que a indústria americana de petróleo não pode mais vir com a conversa fiada de “independência energética” o que quer dizer que o Congresso terá que se confrontar com o fato de que os EUA precisam encontrar alternativas ao petróleo no longo prazo.

Caso a indústria de gás/petróleo do xisto começar a vacilar, começará também a mudar esse ópio para muitos problemas energéticos dos Estados Unidos que se chama revolução do xisto”.

Em tempo: Aqui está o porquê de ser uma ilusão, conversa fiada, vento quente, o papo de que a exportação de gás natural liquefeito dos EUA “vai tirar a Europa das Garras da Rússia” e ganhar muito dinheiro abastecendo o Japão sedento de energia. Não passa de uma isca suculenta no jogo das grandes negociatas.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGExcelente matéria, enviada pelo jornalista Sergio Caldieri, sempre presente aqui no Blog. Só faltou Nick Cunningham abordar a poluição dos aquíferos pela exploração do xisto. Mas logo o fará, pois Cunningham é um grande ambientalista. (C.N.)

Expectativa de novas pesquisas com queda de Dilma faz a Bolsa subir 2,15%

Carlos Newton

Euforia no mercado de capitais com a expectativa de duas novas pesquisas eleitorais que serão divulgadas nos próximos dias. Amanhã, deve sair mais um levantamento do Ibope e logo depois o do Vox Populi, que trabalha para o PT. O mais incrível é que com muitos setores da economia atravessando crise, como a construção civil, nenhum papel fechou em baixa nesta segunda-feira, e a Bolsa recuperou o patamar de 54 mil pontos.

Quanto às duas novas pesquisas, está tudo meio estranho, conforme registra o comentarista André Ferreira, que nos mandou a seguinte mensagem:

No dia 6 foi divulgada a pesquisa do Datafolha em que Dilma despencou de 37% para 34, essa pesquisa foi divulgada ainda na madrugada do dia 6 (antes do amanhecer). Vejam só, nos dias 30/05 e 01/06 estava em campo uma pesquisa do Vox Populi, PRESTE ATENÇÃO NESTE FATO, ENCOMENDADO PELA EDITORA CONFIANÇA, QUE É A DETENTORA DA REVISTA (PETISTA) CARTA CAPITAL. Geralmente as pesquisas são divulgadas no mesmo dia ou no máximo 2 dias após o término da coleta de dados, mas vejam só, eles registraram a pesquisa apenas no dia 6 (mesmo dia em que se divulgou a pesquisa em que Dilma caiu), MAS COM A DIVULGAÇÃO PREVISTA APENAS PARA 11/06, olha que jogada, logo depois da divulgação da nova pesquisa IBOPE, prevista para 10/06. Ou seja, uma pesquisa do Vox Populi, para a revista Carta Capital, feita nos dias 30/05 e 01/06, mas registrada apenas quando já se sabia do resultado do Datafolha e se sabia também que a pesquisa do Ibope sairia no dia 10.(…)

Os caras são muito maquiavélicos, isso não aconteceu com nenhuma outra pesquisa, demorar 10 dias para divulgar.

P.S: aqui está o registro da pesquisa Vox Populi http://pesqele.tse.jus.br/pesqele/publico/pesquisa/Pesquisa/visualizacaoPublica.action?id=22271

Aqui a do Ibope para o dia 10 http://pesqele.tse.jus.br/pesqele/publico/pesquisa/Pesquisa/visualizacaoPublica.action?id=22245

Como se vê, André Ferreira está com toda razão. Tudo isso está muito estranho. A pesquisa do Ibope foi encomendada pela União dos Vereadores do Estado de São Paulo, no valor de R$ 202 mil. Por que a União se interessa nessa pesquisa e onde arranjou os R$ 202 mil para pagá-la. Aliás, a tal União é presidida por Sebastião Misiara, que ninguém sabe se realmente é vereador, na internet nada existe a respeito dele como vereador na internet E a Vox Populi é pesquisa encomendada pela casa, digamos assim.

 

Ganhar copas de verdade

Vittorio Medioli
O Tempo

A Copa do Mundo chega agora como um contrassenso, apesar da paixão nacional que a envolve e apesar de tudo e mais alguma consideração em relação ao futebol brasileiro. Poder-se-iam justificar os gastos com um torneio de poucos dias aproveitando-se da meia dúzia de bons estádios que existem no país. Revitalizados ou, como diz meu amigo, “embelezados”, atenderiam a Copa como se deu na África do Sul.

Aqui não, a responsabilidade de nossos representantes legitimamente eleitos fez com que a construção de estádios de nível mundial se desse por valores absurdos, alguns em localidades que hospedam apenas times “de várzea”.

Mesmo que fosse o Brasil uma Arábia com petróleo farto e barato, não se justificaria gastar R$ 29 bilhões sem busca de sustentabilidade e retorno. Pior, num desperdício inaceitável num país em que faltam remédios em postos de saúde.

O padrão Fifa, “de primeiro mundo”, acentua a disparidade com a péssima qualidade do ensino público, com os baixos salários de professores e ainda com a decrepitude do sistema de saúde.

EMPREENDORISMO

Convidaram-me no mês passado para uma palestra sobre empreendedorismo na UFMG, e, aguardando minha vez do lado de fora da sala, numa passarela que liga os andares de prédios, fiquei enjoado pelo cheiro que subia da ala de banheiros. Pois é, se aí estão a nata da nossa juventude e a mais qualificada das instituições de ensino público de Minas Gerais, pode-se imaginar o estado do resto. E os hospitais, os postos de saúde, as cadeias públicas, as delegacias de polícia e por aí afora, tudo ou quase em estado de sucateamento. Com raras exceções, o que está sob o cuidado público é uma porcaria.

Locais de trabalho e de convivência de todos os dias no Brasil estão em padrão de quinto mundo, caóticos, desorganizados, precários. Incompreensível assim aceitar o gasto e a maluquice do padrão Fifa para um torneio efêmero, que se esgotará em poucos dias, deixando no rastro esses estádios acintosos, que monumentalizam o despautério da nossa classe dirigente.

ESTILO VERSALHES

Isso leva a lembrar a opulência do palácio de Versalhes e a miserabilidade dos becos de Paris que levaram a plebe a destronar a poderosa monarquia francesa. Essa época no Brasil nunca chega para dar início à responsabilidade social.

Aqui não há monarquia, mas existe uma burocracia, igualmente ou mais deletéria, que se encastela em palácios, trafega em carros de chapa fria e jatos movidos a impostos, pisa em tapetes que são aspirados todos os dias.

Creio que, nas eleições de outubro, os votos, em significativa parcela, especialmente dessa massa de indecisos que nunca se registrou, darão um duro recado à irresponsabilidade. O voto de mudança, de contestação, de revolta está aí latente para castigar e renovar o sistema que precisa e tem que mudar.

Felizmente, os “projetos de poder”, sem compromisso outro que não a partição do latifúndio público, correm o risco de fracasso.

Trem-bala com gastos que equivalem à solução da mobilidade pelo metrô nas principais capitais do país, transposição de águas de um rio esgotado que nem atende seu compromisso atual, estádios de “marajás” para inglês ver, obras que têm como finalidade o assalto ao dinheiro público, isso na realidade precisa de outra forma que responda a clareza, sustentabilidade, honestidade, competência, virtude, que secaram no Brasil igual à bacia da Cantareira ou à de Três Marias.

O Brasil ganhará muitas copas, não efêmeras, se conseguir mudar essa lamentável situação moral, social e econômica que escurece seu horizonte.

 

Descendo a ladeira no império da democracia

Luiz Tito

Várias capitais brasileiras experimentaram na semana passada a, para muitos, incômoda ação de movimentos populares, dispostos a trazer para as ruas manifestações de inconformismo de grupos ou categorias com as realidades a seu serviço. Greves de metroviários em São Paulo, de lixeiros em Recife, de professores e funcionários da saúde estaduais e municipais de cidades da região metropolitana de Belo Horizonte, de policiais civis e militares e inúmeras outras, Brasil afora. Vias públicas interditadas, pessoas impedidas de trabalhar, estudar, cumprirem seus compromissos e funções, pneus queimados, veículos depredados, comércio, indústria, serviços, uma enormidade de interesses afetados por tais movimentos.

Na sexta-feira, um pequeno grupo de estudantes protestou em BH defronte ao colégio Marista, para pedir a implantação do passe livre na utilização do transporte coletivo, tumultuando o acesso a serviços públicos e a volta à casa de muitos que se despediam do trabalho de uma semana.

Apesar de muitas vezes avaliados como incômodos e inoportunos, outras vezes tidos como oportunistas e desonestos nas suas postulações, os movimentos confirmam o que a proximidade das eleições há muito evidencia: a falta de representatividade dos partidos e dos políticos atualmente no Brasil, fazendo com que o povo banque, ao seu estilo, as próprias demandas.

Na semana passada, esse foi o tema também discutido em vários fóruns brasileiros. As ruas têm sido o palco preferido para demonstrar que vivemos no Brasil o império da democracia, expresso na absoluta liberdade de manifestação do que pensa cada um ou seu grupo. Ainda que bagunçando o coreto ou tumultuando a vida dos que estão noutras paradas, os que querem protestar são respeitados.

SEM REPRESSÃO

Até a polícia, para surpresa dos incomodados, é econômica nos confrontos com os quais se depara, frustrando muitos que entendem tais movimentos com sua lógica particular e que as circunstâncias colocam no outro lado da mesa. Assim é comum ouvirmos o coro dos que recomendam cassetete e bolacha como melhor solução das divergências.

Somos recentes nas práticas democráticas, o que nos faz também seletivos: liberdade sempre, de greve e de protestos inclusive, mas desde que não afetem meu conforto, meus caminhos e meu metrô.

Se as paralisações e os protestos, como se desenvolvem, pelos seus resultados, não nos servem, por outro lado, o descompromisso e a falta de programas dos partidos reforçam nos eleitos a falta de representatividade para o exercício de seus mandatos. A menos de 120 dias das eleições, essa realidade está demonstrada nas últimas pesquisas eleitorais divulgadas nacionalmente, que evidenciaram o alto grau de indecisos, de rejeição e dos que por isso vão anular seu voto.

Nosso patrimônio político é pobre, nossos caminhos estreitos. Que Brasil seremos e que espaço queremos ocupar no mundo, com tantos equívocos a resolver? Por que não irmos às ruas para lutar por uma agenda de reformas, já?

VOLTA, LULA

A substituição do nome de Dilma por Lula, podemos esperar, vai ser decidida ainda neste mês de junho. O PT vai colocar na cesta da ‘presidenta’ todo o desgaste gerado nas ruas pela realização da Copa. (transcrito de O Tempo)

 

Com greves e sindicatos, mudou o perfil dos protestos

Na tentativa de entender o que está acontecendo, cientistas políticos observam as movimentações e geram um debate sobre os porquês que levaram os sindicatos às ruas. Apesar das diferentes opiniões, os especialistas concordam que 2014, ano de Copa do Mundo e de eleição, é o momento mais oportuno.

“Junho de 2013 tirou os movimentos sindicais e as instituições da inércia”, é o que acredita o cientista político Rudá Ricci. “Os sindicatos estavam enferrujados, mas, depois do ano passado, eles viram que a rua voltou a se tornar a principal arena de reivindicação e de legitimação de lideranças. Os líderes sindicais serão pressionados a não serem apenas negociadores e a pensarem em carreira política. A crise de representatividade é de todas as instituições”, afirmou.

SOCIEDADE CIVIL

Para o cientista político Gilberto Damasceno, os levantes de junho de 2013 não têm relação direta com as greve e os protestos dos sindicatos. O estudioso frisa que a pauta de reivindicações das entidades é mais específica. “É o melhor momento para a sociedade civil e para os sindicatos se posicionarem, mas os servidores têm foco na condição de trabalho e na campanha salarial. Já a sociedade civil busca questões mais globais”, analisou.

Damasceno não acredita que os dois possam estar juntos nas ruas durante a Copa do Mundo. “Você faz greve agora para não precisar fazer depois. As manifestações da sociedade civil serão mais fortes durante o evento porque a proposta é mostrar insatisfação com o que foi gasto para fazer a Copa”, finalizou.

Na visão do cientista político e sociólogo Moisés Augusto Gonçalves, a busca dos sindicatos pelas ruas é um indicativo da importância que a praça pública voltou a ter no mundo e um novo ciclo de participação popular. “Os protestos que aconteceram e estão acontecendo em todo o planeta remontam a rua como espaço de reivindicação, o que coincide com o surgimento de outros atores sociais que anseiam por mudanças. Os sindicalizados também estão inseridos neste contexto. Além disso, eles estão dentro da máquina administrativa e sabem o que deve ser mudado nas repartições”, observou.

NA ÁFRICA DO SUL

Em 2010, greves também aconteceram na África do Sul pouco antes de a Copa começar. As paralisações ocorreram no transporte público e nos portos, por meio dos estivadores, o que interrompeu a exportação de commodities e carros para Europa e Ásia.

E em 2012, antes de começar as Olimpíadas de Londres, o sindicato dos rodoviários comunicou ao governo a possibilidade de greve. Antes da suspensão dos serviços, os empregados conseguiram direito a um bônus de £ 577 pelos dias trabalhados durante as competições.

Decreto 8243, que institui conselhos populares, é um monstrengo

 José Carlos Werneck

Sob fogo cerrado das oposições, de vários parlamentares da base aliada e questionada pelo vice-presidente da República e juristas que apontam nova tentativa do governo petista de implantar uma democracia direta no País, mas defendida com vigor pela presidente Dilma,  a bobagem do momento, chamada de Política Nacional de Participação Social, estabelecida no fim do mês passado, chega à sua segunda semana de vida, ameaçada de não vingar.

Realmente a infeliz proposta é uma aberração jurídica na mais pura acepção da palavra. Contraria os mais básicos fundamentos do Direito e os princípios democráticos que norteiam os países civilizados.

Segundo excelente matéria de Gabriel Manzano, publicada no Estadão, o presidente da Câmara, deputado Henrique Alves quer que o governo transforme o texto em projeto de lei a ser debatido pelos parlamentares. Um bloco de dez partidos luta para derrubar o decreto no Supremo Tribunal Federal. A Ordem dos Advogados do Brasil também avalia contestá-lo nos tribunais. Aliados do Planalto silenciam e o próprio vice-presidente da República, Michel Temer, lança dúvidas sobre a maneira monocrática como a medida foi instituída.

Anunciado em 26 de maio, o decreto visa, em seus 22 artigos, instituir um complexo sistema de consultas no qual a “sociedade civil” tem papel central. Seriam criados conselhos, comissões, conferências, ouvidorias, mesas de debate e fóruns, além de audiências e consultas públicas.

PODER PARALELO

Não demorou para que o documento despertasse desconfianças. “É um decreto autoritário. Tem vagas declarações democráticas, mas sujeita ao puro arbítrio da cúpula a participação social em assuntos administrativos”, diz o jurista Carlos Ari Sundfeld, professor de Direito Administrativo na FGV-SP. O texto, diz ele, “adota o método do sindicalismo da era Vargas, para gerar uma sociedade civil chapa branca, que fale por meio de instâncias sob controle.

Um dos mais veementes contra os 22 artigos é o jurista e ex-ministro Miguel Reale Jr., para quem o decreto “é genérico, nada especifica sobre os movimentos sociais, cria organismos que vão interferir no processo decisório da administração, cria um Estado paralelo. Enfim, exorbita absolutamente do âmbito da lei”. Ao assiná-lo, diz o ex-ministro, Dilma está apenas dizendo às multidões insatisfeitas das ruas: ‘Vejam, eu estou olhando por vocês’”.

Entre os críticos estão também, o ministro do STF Gilmar Mendes, que chama o decreto de “autoritário”, e o ex-ministro Carlos Velloso, que vê na iniciativa “uma coisa bolivariana, com aparência de legalidade”.

ILEGITIMIDADE

O ex-ministro do STF, Eros Grau, afirma que o País “tem uma Constituição que permite que o povo se manifeste e esse negócio de conselho popular e consultas talvez seja expediente para legitimar o que não é legítimo”. O ministro do Supremo Marco Aurélio Mello diz não ver “nada em contrário à Constituição”, mas se preocupa com um aspecto: a criação de um fundo destinado a gerir o sistema.

Mas há quem defenda. Para o cientista político Rudá Ricci, as críticas são “má-fé ou ignorância de quem não leu o projeto”. O texto nada tem de eleitoreiro, não invade competências do Legislativo e o modo como funcionarão os conselhos populares “é apenas uma síntese de práticas já existentes no País”. A estrutura criada, diz ele, “antecipa qualquer confronto de rua, já que se torna uma escuta permanente, institucional”, afirma.

INCERTEZAS

Fazem parte dos debates antigas polêmicas sobre democracia direta e os chamados “conselhos populares” – temas que, no passado, desgastaram o PT e fizeram o governo recuar de iniciativas como a criação de um Conselho Federal de Jornalismo. Além disso, vem a público num momento marcado por greves de transporte, protestos de rua e uma Copa do Mundo.

Os críticos lembram que as possibilidades de democracia direta garantidas na Constituição limitam-se a plebiscitos, referendos e propostas de iniciativa popular, como a célebre lei da Ficha Limpa. Os defensores do decreto argumentam que o Executivo consultar a sociedade para definir suas políticas é um procedimento natural, em áreas como a da saúde e da assistência à criança.

O professor de História Contemporânea da USP Lincoln Secco entende que o projeto “é, ainda, uma resposta aos protestos de junho passado”. Autor de A História do PT, Secco diz que o descontrole atual das ruas tem origem no governo Luiz Inácio Lula da Silva, que, em seu início, convocou sindicatos, movimentos e pastorais para compor as áreas sociais dos ministérios.

“Isso afastou esses grupos da rua e das carências imediatas dos pobres”, diz. Nesse vazio surgiram “esses novíssimos movimentos que escapam ao controle do PT e colocam pautas que o governo tem dificuldades de resolver”. O anunciado Sistema Nacional de Participação Social teria a função “de canalizar essas reivindicações”.

Pressão para a desistência de Dilma é cada vez maior

Raquel Faria
O Tempo

A queda no novo Datafolha não pegou o Planalto de surpresa. Dias antes, assim como o marqueteiro João Santana, o consultor de pesquisas do PT, Marcos Coimbra, do Vox Populi, já havia alertado Dilma sobre o quadro negativo para a sua campanha. Mais que a curva declinante dos índices de voto e da aprovação do governo, o que está preocupando o marqueteiro e o pesquisador é o aumento da rejeição à presidente.

As novas pesquisas presidenciais reacenderam imediatamente o Volta Lula. Poucas horas após a divulgação dos resultados, na sexta-feira, um influente petista comentou: “Não tem jeito. Vai ter que haver a troca mesmo”, disse à coluna referindo-se à sempre especulada substituição de Dilma por Lula na chapa governista.

Dois fatores são considerados determinantes para o desfecho da novela Sai Dilma, Volta Lula. O primeiro é a abertura da Copa: se tudo correr bem, a presidente ganha fôlego; inversamente, um fiasco na organização do mundial pode detonar de vez sua imagem e candidatura. O outro fator é a opinião pública, a ser auscultada em duas pesquisas encomendadas pelo PT até o final de junho, quando o partido reúne seus delegados para mais uma vez confirmar a candidatura de Dilma – ou trocá-la enfim por Lula.

APOIO TOTAL A LULA

A troca de candidato tem apoio maciço no PT e na base aliada. O problema é fazer com que Dilma ceda a candidatura, assumindo antecipadamente a derrota nas urnas. Os lulistas avaliam que a presidente só fará esse gesto de desprendimento se ficar convencida de suas dificuldades eleitorais e dos riscos da sua campanha para o projeto de poder do partido. Hoje, ela acredita em si mesma e na própria vitória.

Para completar, o PSDB está na expectativa de uma conquista das mais emblemáticas para Aécio: o apoio de Jorge Gerdau, até alguns meses atrás um dos empresários mais ligados ao governo Dilma e um dos interlocutores da presidente no meio econômico.

A aproximação de Gerdau com a campanha tucana é fato consumado. Na semana passada, o empresário conversou durante cerca de três horas com o braço direito de Aécio e coordenador do programa de governo do PSDB, Antonio Anastasia. O encontro foi em São Paulo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG A matéria de Raquel Faria mostra que na semana passada o jornalista Lauro Jardim foi enganado por seus “fontes” do PT, que lhe passaram informações fraudadas, dizendo que na pesquisa Vox Populi Dilma estava em alta e subira para 40%. O colunista da Veja acreditou e se deu mal. (C.N.)

 

 

‘Fantástico’ escancarou a podridão da política brasileira

Almério Nunes

Assisti a uma reportagem do ‘Fantástico’. A matéria abordou a mais completa desmoralização do sistema político do nosso país. A corrupção foi apresentada em todos os níveis, envolvendo políticos municipais, estaduais e federais; empresários e tribunais; não restou nada.

A reportagem do ‘Fantástico’ colocou a classe política brasileira como cruelmente criminosa, bandida e assassina. Relatou com impressionantes detalhes como se processa a compra explícita de votos. Como as doações para os políticos são regiamente pagas aos doadores, após as eleições. Obras que não existem, mas que consomem bilhões do país. Políticos que apresentam ‘emendas’ e com elas enriquecem.

Segundo a reportagem, todos, todos, todos são cúmplices. O Brasil está sendo sangrado. Estraçalhado. Desmoralizado internacionalmente. Fortunas são feitas da noite para o dia, com o aval dos próprios governantes. E o mundo inteiro está vendo tudo isto, mostrando-se ora debochador… ora perplexo de que suportemos tudo sem qualquer reação.

FOI CHOCANTE

Sabemos como andam as coisas, mas da forma como apresentadas… foi chocante. Um outro Brasil tem que emergir desta situação caótica em que nos encontramos! Joaquim Barbosa disse (eu vi na TV) que o Supremo estava praticando um deboche, ao permitir que um réu escolhesse como deveria ser julgado – referindo-se ao caso do ex-governador mineiro Eduardo Azeredo.

Como seja: a Justiça brasileira acolhe, generosamente, os criminosos através do seu órgão máximo, o Supremo! Os bandidos estão vencendo… diante dos nossos narizes. CPIs no Congresso merecem nosso mais claro repúdio.

NOVAS CAPITANIAS

Maranhão… pertence aos Sarneys. Ceará… pertence aos Gomes. Rio Grande do Norte… pertence aos Alves e Maias. São Paulo… pertence ao PSDB. Roubaram e roubam de tudo. Essa gente rouba de quem nada tem, são roedores dos dinheiros do país! E a presidente ajoelha-se diante deles! Lula curvou-se a Jáder Barbalho na TV! Lula foi a casa de Paulo Maluf pedir votos para seu poste paulista! Fernando Henrique doou o país para multinacionais e também comprou votos que estavam à disposição do esquema (de sempre).

Cachoeira, Demóstenes, Eike Batista, Sílvio Santos… aplicaram e aplicam golpes gigantescos e vivem às gargalhadas!!! Até a Caixa Econômica foi transformada em sócia do banco PanAmericano para evitar sua falência iminente.

O Brasil está podre! Se nenhuma voz se levantar, os escroques continuarão assaltando, torturando e matando-nos! E esta voz… tem que vir, com urgência.

Do fundo da alma

Tostão
O Tempo

Felipão, em uma entrevista, disse que tem estratégias de emergência para usar durante as partidas e que, às vezes, resolve no momento. Essa é uma de suas qualidades. As decisões repentinas são mais arriscadas, porém, costumam ser mais brilhantes do que as planejadas e ensaiadas, desde que sejam feitas por um bom observador. Elas são também baseadas em conhecimentos técnicos, científicos. A diferença é que não são racionalizadas. Surgem do fundo da alma. A pessoa sabe, mas não sabe que sabe.

Felipão citou duas situações de emergência, planejadas. Uma é a de colocar Jô e Fred juntos. Deve ser para jogar a bola na área, no fim da partida. É a tática do desespero. Fiquei preocupado. A outra seria escalar um terceiro zagueiro ou um zagueiro de volante, à frente dos outros dois. Só pode ser para segurar o placar. Felipão citou Henrique como opção. Fiquei ainda mais preocupado. Imaginava que entraria Dante, e David Luiz seria o volante-zagueiro.

Felipão deveria trocar ideias com a psicóloga Regina Brandão sobre Neymar, que tem criado muitos atritos com os marcadores, que lhe fazem muitas faltas. Imagine se Neymar for expulso. Como sou um psicólogo de botequim, fiz cursos de psicanálise, quando jogava, percebi a importância dos fatores emocionais, gosto da participação de uma psicóloga, desde que o técnico, nessas situações, e não a psicóloga, converse com o jogador, como Felipão faz.

Não se deve confundir psicologia esportiva com palestras de motivação. Antes da Copa de 1998, entrevistei, para a ESPN Brasil, o motivador da seleção brasileira. Foi o mesmo da Copa de 2006. Era amigo de Parreira e de Zagallo. Ele olhou para as câmeras e, como se fosse falar a coisa mais importante do mundo, disse: “Quem vai ser campeão não é a melhor seleção, e sim a que jogar melhor”. Genial! São os especialistas do óbvio.

Ainda o caso do Redentor com a camisa da Itália…

Menezes Feitoza

Muitas vezes aqui já tenho defendido as posturas da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Entretanto, reconheço não ver nada de mais em a televisão italiana ter usado a imagem do Cristo vestido com a camisa de sua seleção. Para mim, aliás, foi muito foi criatividade da parte deles.

Achei um exagero a atitude de quem tenha se sentido lesado e recorrido em busca de indenização, conforme explicitado. Isso é uma coisa lamentável. Só dizer que tais pensamentos de ter para si um símbolo como a estátua do Redentor não diz do pensamento da instituição Igreja. Foi uma coisa mesquinha, a Igreja é mais que isso. A Igreja não é possessiva; ao contrário, o pensamento de desapego é que define o espírito Cristão. Fiquei triste, na verdade.

Acredito sinceramente que a boa razão prevalecerá sobre os líderes da Arquidiocese. E eles irão se portar conforme inspiração não mais que espiritual.

A desilusão poética de Paulo Peres com a Copa 2014

O advogado, jornalista, analista judiciário aposentado do Tribunal de Justiça (RJ), compositor, letrista e poeta carioca, Paulo Roberto Peres, no poema “ Copa 2014”, mostra a sua desilusão com o momento atual do Brasil e condena todos os sofismas e falácias usados pelo governo para realizar esta Copa do Mundo.

COPA 2014

Paulo Peres

Não estou fazendo greve
Contra o futebol
E sim contra a elite que barrou
O cidadão-contribuinte-eleitor
Desta festa, onde a corrupção
Governamental gastou muito mais
Do valor previsto, inicialmente,
Tanto que virou evento para privilegiados
De uma elite que ignora as origens do futebol

Nesta Copa do Mundo
Não pintarei a rua onde moro
Nem colocarei bandeiras
Muito menos fitas verdes e amarelas

A Copa sabor desemprego, transportes,
Segurança, habitação, saúde e educação
Talvez tenha início em outubro
Caso o povo vote consciente.