Crônica da derrota anunciada: PP de Maluf abandona o PT de Padilha e anuncia apoio ao PMDB de Skaf

Julianna Granjeia
O Globo

O diretório estadual do PP-SP, presidido pelo deputado Paulo Maluf, decidiu nesta segunda-feira, último dia do prazo para a composição das alianças, abandonar a campanha de Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo do estado de São Paulo, para apoiar a candidatura de Paulo Skaf (PMDB).

Com o recuo do PP – um mês depois do aperto de mão entre Maluf e Padilha para selar o apoio -, o PT perde mais um partido da base aliada do governo federal. PDT, PROS e PSD também já declararam apoio a Skaf.

Além disso, Padilha perde cerca de um minuto na propaganda eleitoral e conta agora apenas com o apoio do PR e do PCdoB. O candidato petista aparece em terceiro lugar nas pesquisas com 3% das intenções de voto, atrás de Skaf, com 21%, e do governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 44%.A decisão do PP foi formalizada após um dia inteiro de reunião entre os membros da executiva estadual, que aprovou a debandada por maioria dos presentes. A sigla estava descontente com a falta de espaço na chapa petista e entendeu que com o PMDB teria mais chances de aumentar sua bancada de deputados.

O senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional da sigla, viajou para São Paulo para tentar demover Maluf da articulação.

– O que pesou foi a questão de composição da chapa majoritária, eles queriam um espaço maior. Conversei com Maluf, deixei clara minha posição contrária a essa mudança – afirmou Nogueira.

Skaf afirmou não houve negociação para o PP compor chapa e que o partido “é muito bem-vindo”.

Está feia a coisa: Cai pela quinta vez seguida a projeção de crescimento da economia este ano

Kelly Oliveira
Agência Brasil 

As instituições financeiras consultadas semanalmente pelo Banco Central (BC) reduziram pela quinta semana seguida a projeção para o crescimento da economia este ano. Desta vez, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu de 1,16% para 1,10%. Para 2015, a estimativa, em queda há seis semanas consecutivas, passou de 1,6% para 1,5%.

O BC também reduziu a projeção para o crescimento da economia este ano, mas está mais otimista que o mercado financeiro. No Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na última quinta-feira (26), o Banco Central revisou a estimativa para a expansão do PIB de 2% para 1,6%

O mercado financeiro também espera por retração na produção industrial de 0,14%, com recuperação em 2015. A estimativa para o crescimento no próximo ano passou de 2,2% para 2,3%.

SUPERÁVIT COMERCIAL

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 2 bilhões para US$ 2,01 bilhões, em 2014, e de US$ 10 bilhões para US$ 9,9 bilhões, no próximo ano. A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 2,40, neste ano, e em US$ 2,50, em 2015.

As instituições financeiras também mantiveram a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2014, no atual patamar de 11% ao ano. Para o fim de 2015, a expectativa segue em 12% ao ano.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a estimativa permanece em 6,46%, este ano, e em 6,10%, em 2015. A previsão do BC é que a inflação feche este ano em 6,4% e 2015 em 5,7%.

Sistema de saúde pública no Brasil não é “Padrão Fifa”, diz…a Fifa

Jamil Chade
Estadão

O sistema de saúde pública no Brasil não é “Padrão Fifa”. Isso nós todos já sabíamos. Mas agora quem diz isso é a própria entidade mundial do futebol que, para a Copa do Mundo, registrou 27 hospitais pelo País para atender cartolas, árbitros e jogadores. Mas nenhum deles é da rede pública.

A lista foi produzida depois de uma visita por parte de técnicos da Fifa a diversos hospitais em cada uma das doze sedes para identificar e registrar cada instituição que poderia atender à “família do futebol”.

Em São Paulo, os escolhidos foram o Sírio-Libanês, Einstein e o Santa Catarina. No Rio, a lista é composta pelos hospitais Samaritano e Pasteur. Nem na capital, Brasília, a opção foi por usar hospitais públicos. Os escolhidos são as instituições privadas Home e Hospital Brasília.

A rede de hospitais da Unimed também entrou na lista da Fifa, com quatro centros em cidades como Fortaleza, Manaus e Natal.

ATÉ TENTARAM…

Ao Estado, representantes do corpo médico da entidade explicaram que chegaram a tentar escolher algum hospital público. Mas que os locais visitados não atendiam às “exigências mínimas” da entidade máxima do futebol.

Médicos de alguns desses hospitais receberam recomendações das instituições para estar de “prontidão” para atender a “Família Fifa” a qualquer momento. Michael D`Hooge, chefe do Comitê Médico da Fifa, afirmou que não foi a entidade que tomou sozinha a decisão. “Nós escutamos médicos do Comitê Organizador Local”, explicou ao Estado.

Em 2013, durante a Copa das Confederações, parte dos manifestantes exigiam “hospitais Padrão Fifa”, em uma crítica aos gastos com os estádios. Apesar de ser a Copa mais cara da história, as obras representam apenas uma fração do que se gasta em saúde no Brasil.

Ainda assim, a Fifa se recusou a mandar qualquer um de seus dirigentes para um hospital público brasileiro.

EXEMPLOS

Na África do Sul em 2010, a Fifa havia fechado um acordo para registrar alguns hospitais públicos, justificando assim que o governo ampliasse investimentos à rede de saúde. Em cada cidade sede, a Fifa e o governo optaram por um hospital privado e um público.

Ainda assim, os problemas não foram poucos. Um dos problemas ocorreu por conta da exigência da Fifa de que cada hospital credenciado mantivesse um certo número de leitos sempre vazios, em caso de serem acionados.

O então ministro da Saúde sul-africano, Aaron Motsoaledi, admitiu na época que cada hospital colocaria camas à disposição da Fifa de forma permanente durante o mês da Copa.

Em Londres, em 2012, os participantes dos Jogos Olímpicos eram direcionados a hospitais públicos da cidade.

Mais denúncias: SBM ofereceu viagem turística para ex-diretores da Petrobrás

Fábio Fabrini, Ricardo Brito e Fábio Brandt
Estadão
Uma empresa de Julio Faerman, suspeito de pagar propinas a funcionários da Petrobrás para obter contratos de locação de plataformas para a holandesa SBM Offshore, convidou dirigentes da estatal e suas mulheres para uma viagem a vinícolas argentinas.

Em e-mails de 2011, a Oildrive, que tem Faerman como sócio, trata de uma excursão “enogastronômica” de seis dias com os então diretores Jorge Zelada, da área Internacional, e Renato de Souza Duque, de Serviços.

Anexadas a relatório de investigação interna da Petrobrás, as mensagens foram trocadas pelo empresário Luis Eduardo Barbosa da Silva, sócio de Faerman, com Sebastian Araújo, então executivo da Bredero Shaw, produtora de tubos para exploração de petróleo, com cópia para os então diretores da estatal. As comunicações foram encontradas na caixa do e-mail corporativo de Zelada quando a Petrobrás apurava a suspeita de vazamento de informações privilegiadas à SBM.

O relatório diz não ser possível confirmar “a efetiva ocorrência da viagem, bem como quem teria pago pelas despesas dos empregados e esposas”. Há, porém, a ressalva de que os então diretores não estavam na empresa nos dias da viagem. “Há registro de férias para o diretor Duque no período de 31/5 a 3/6 e para o diretor Zelada de 1 a 3/6.” O roteiro turístico ia do dia 31 de maio a 5 de junho – os dois últimos dias eram sábado e domingo.

POLÍCIA FEDERAL

O resultado da investigação foi enviado à Polícia Federal, às duas CPIs em curso no Congresso e à Controladoria-Geral da União, que investigam denúncias de que a SBM Offshore pagou propina a empregados da estatal para obter contratos de locação de plataformas flutuantes.

‘Amigos e vinhos’. A primeira das mensagens enviadas aos ex-diretores da Petrobrás, de 11 de abril, intitulada “Mendoza, Amigos e Vinhos”, apresenta a programação da viagem e pede confirmação do passeio. O roteiro, de seis dias, inclui visitas “às três melhores produtoras de vinho da Argentina” e experiências em restaurantes. Além disso, lista opcionais como cavalgadas, jogo de golfe e “relax em spa”.

Quatro dias depois, num outro e-mail, Barbosa pede para Sebastian dar prosseguimento na obtenção das reservas e informa a lista de confirmados. Além de Zelada, de Duque e das respectivas mulheres, constam Faerman, o sócio e mais quatro pessoas. Conforme a mensagem, o grupo viajaria do Rio para Buenos Aires em classe executiva no dia 31 de maio. De lá, seguiria para Mendoza.

 

Ideologia, eu também quero uma pra viver

Levante Popular
Marli Gonçalves
Andando por ai, tentando me livrar de uma tristeza que rondava e queria pegar meu calcanhar, encontrei uma passeata. No meio do caminho tinha uma passeata, tinha uma passeata no meio do caminho. Isso agora é comum por aqui, e com as mais variadas reivindicações. A que vi era de jovens felizes pedindo de um tudo, cantando e dançando, sem tanta polícia, na santa paz. Me lembraram Cazuza.

Avenida Paulista. Era feriado e São Paulo entregue a uma tarde modorrenta, tipo sabe como? Tipo – esse tipo aqui é tipo assim imitando a linguagem desses meninos que estão sentindo a ave piar, mas não sabem onde – tudo corria bem normal, até na ciclovia improvisada destes dias.

De repente eles apareceram à minha frente – um bloquinho de umas 400 pessoas meio que organizadas e divididas em quatro ou cinco colunas, alas, duas à frente do carro de som, outras seguindo atrás, onde ao fim traziam uma imensa bandeira, daquelas que precisa de um monte de gente pra carregar. Me lembraram o Brasil.



COLORIRAM O ASFALTO

Parei para ver a banda passar já que estava à toa na vida. Todos muito jovens, muito cabeludos, as meninas e os meninos; de todos os jeitos, lembro de muito xadrez, muita tatuagem, muito jeans, muito vermelho, algum amarfanhado, inclusive nas bandeiras. Alguns cobriam o rosto, mas mais por charme do amarrado de um lenço de marca: “Levante Popular”. Havia bandeiras de todas as cores, verde e amarelas, lilázes, faixas pintadas. Coloriram rapidamente o asfalto, fechando a avenida. Me lembraram os Doces Bárbaros.



Todos me pareceram do bem. Podiam até estar equivocados, mas eram do bem. Pediam liberdade, mas usavam camisetas do Che, carregavam fotos do Chávez e do Maduro da Venezuela. Falavam em Constituinte, em socialismo, em libertar a América do Sul, e me fizeram lembrar de Belchior. Entendi que para eles importava o mover, o Levante, levante popular, o nome do grupo, como me pareceu, sob o comando de um líder ao megafone. Importava o pedir, e eles usavam novas rimas. Paravam, dançavam, pulavam.

Me lembraram as marchas evangélicas. 

Inclusive, chamou minha atenção o número de bandeiras do Movimento dos Sem Terra e sem Teto, sem alguma coisa. Haverá uma lojinha onde se compram adereços de protesto? Porque os que as carregavam não o eram, não me pareceram nem sem teto, nem sem terra. Me lembraram da amargura de Gonzaguinha.



DEU NO QUE DEU…

Sei que pediam de um tudo, porque os vi passar, cada qual também com sua palavra de ordem particular. Sob o som da bateria, me lembraram de uma escola, de samba, mas também da Educação, um dos seus temas.

 Me emocionaram e, de verdade, umas teimosas correram pelo rosto. Também quero. Queria achar, mais do que uma turma para fechar a Avenida Paulista, uma ideologia para chamar de minha, porque as que eu tinha minguaram. Senti essa falta. Fui pra política, estive na fundação do PT, deu no que deu, pensei na guerrilha, deu no que deu, larguei, voltei-me para o rock, para o feminismo, para a libertação sexual. Deu no que deu. Depois, para a ecologia. Deu no que deu.

Hoje milito num campo perigosamente minado, de jornalismo, mas minado porque preciso andar em ziguezague – ora rezo com a esquerda, outras, me alinho ao centro; e os opositores, pobres de espírito, acusam como direita. 

Nada está completo para uma devoção, para uma entrega, para uma torcida. Nem de lá nem de cá. É solitário e desolador ver o nível de desentendimento das coisas, mesmo as mínimas, aquelas que deveriam juntar todos nós.



Quero uma ideologia particular, e acabarei qualquer hora criando uma, se já não estou há muito tempo tentando. Porque ideologia só cresce na argumentação, que arregimenta e fortalece até virar mais comum e aceita. Escrevo e te conto o que penso – quem sabe você também está por perto esperando uma passeata.

Mas ela, a ideologia, precisa, antes, nascer. Para que a gente possa por ela se apaixonar e criá-la para que fique forte. Já comprei binóculo, procuro lunetas e até agora ainda não as vi no horizonte. Com lupa, nas letras que leio, também não. 

E eu quero uma para viver. Adoraria poder cantar e dançar por ela.

(texto enviado por Sergio Caldieri)

Quem ficou com o aumento da produtividade das empresas nos últimos 30 anos?

Martim Berto Fuchs

Vamos fazer um cálculo simples sobre produtividade, a partir da relação entre uma produção e os fatores econômicos empregados nela incidentes.

“Tunga” através dos impostos, do governo sobre o PIB:
1984 = 20%
2002 = 30%
2014 = 40%

Exemplo hipotético de um produto industrial em 1984:
Custo = 100%, sendo:
Impostos = 20% (1984)
Matéria-prima = 50%
Mão de obra = 20%
Despesas gerais = 10%

Quem ficou com o aumento da produtividade que houve nas empresas neste período?
– O empresário?
– O empregado?
– Ou o governo?

O verdadeiro problema brasileiro chama-se custo do setor público e não a falta de produtividade ou a massa de salários das empresas privadas.

Enganações, padrão Brasil e padrão Fifa

Chico Maia
O Tempo
A Holanda acabava de empatar e perguntei ao doutor Antônio Bahia Neto, um dos grandes nomes da nova safra da cardiologia mineira, se os comandados do Louis Van Gaal aguentariam a prorrogação. Eram 39min do segundo tempo, depois de uma pauleira contra o México – que estava sabendo tirar proveito técnico e físico de jogar na América do Sul –, com temperatura acima de 30°C e a umidade de Fortaleza, uma das mais belas e quentes cidades do Nordeste brasileiro.
Com minúcias e ressalvas necessárias, Bahia mal terminava de explicar as dificuldades de um europeu dos países baixos nessas condições quando Robben sofria o pênalti que faria a Holanda chegar aos 2 a 1. Ufa! Estava salva a sequência da Copa, no que se refere à disputa entre europeus e sul-americanos nos Mundiais. Eles nunca ganharam um título em nosso continente. Assim como foi salva a imagem de Luiz Felipe Scolari e comandados contra o Chile no sábado. O técnico Jorge Sampaoli foi embora indignado, dizendo que não merecia sair do Mundial dessa forma. Engano dele: se tivesse treinado melhor as cobranças de pênalti não teria sido eliminado. Talvez tenha faltado apenas essa circunstância ao excelente trabalho dele à frente da “Roja”.
Dano
Mas, mesmo salva, a imagem de Scolari e jogadores saiu gravemente arranhada, e a suspeição quanto à superioridade deles entrou no lugar do título já ganho previamente nas palavras do treinador imediatamente à convocação dos 23 para este Mundial. Foram patéticas as cenas de Scolari perdido entre o término do tempo regulamentar, a prorrogação e as cobranças das penalidades. Estava no rosto que ele não sabia o que fazer.
Salve-se quem puder!
Saindo da sua discrição habitual, Parreira orientava os jogadores e ao próprio treinador, enquanto o capitão do time, o zagueiro mais caro do mundo, Thiago Silva, sentado sobre a bola, chorava copiosamente e recebia força moral do reserva Paulinho. Que capitão! Enquanto isso, o goleiro Victor “emprestava” ao companheiro Julio Cesar o terço usado naquele mesmo gol na final contra o Olimpia pela Libertadores do ano passado.
Máscara que cai
A seleção brasileira pode embalar e ser campeã, mas está provado outra vez que arrogância e mentiras não funcionam quando se deparam com um adversário qualificado dentro e fora de campo. E não satisfeito com o seu teatro fracassado, Felipão ainda quis se postar de vítima na entrevista coletiva depois do jogo, dizendo que estamos sendo “bonzinhos” demais com as seleções estrangeiras.

 

Aumenta o escândalo: Empresa SBM recebeu informações sigilosas da Petrobrás

Fábio Frabrini e Fábio Brandt

Estadão 

Executivos da empresa holandesa SBM Offshore tiveram acesso a informações sigilosas sobre negócios da Petrobrás. Acusado de pagar propina a empregados da estatal, o ex-representante da empresa no Brasil Julio Faerman repassou a altos funcionários na Europa o conteúdo de documentos internos sobre questões estratégicas da companhia petrolífera.

Conforme relatório de investigação da Petrobrás sobre o caso, obtido pelo Estadão, em 10 de junho de 2009 Faerman enviou para o diretor da SBM Michael Wyllie um e-mail com o conteúdo de documento interno que solicitava à Diretoria Executiva da Petrobrás autorização para contratar serviços na unidade de liquefação de gás natural embarcada (GNLE) em dois blocos do Pré-Sal na Bacia de Santos.

Em outro e-mail, intitulado “Confidencial”, de 28 de outubro de 2010, Faerman informou a Francis Blanchelande, chefe da área operacional da SBM, decisão da Diretoria Executiva de contratar uma embarcação da empresa McDermott. Na mensagem, anexou um documento interno da área de Exploração e Produção de Petróleo da Petrobrás, responsável pelos contratos de afretamento.

Em 18 de abril de 2011, o executivo Jean-Philippe Laures enviou ao CEO da SBM, Tony Mace, e outros dois altos funcionários da empresa o Plano Diretor do Pré-Sal, aprovado pela Diretoria Executiva da empresa havia um mês.

RELATÓRIO FINAL

As trocas de mensagens foram selecionadas pela SBM e apresentadas à comissão destacada pela Petrobrás para investigar as denúncias de suborno. No relatório final dos trabalhos, a estatal registra a existência de “informações confidenciais” entre documentos internos da SBM, “ainda que não haja evidências de que tenham sido obtidas por meio de pagamentos a empregados da Petrobrás”. “Não foi possível identificar o responsável por fornecer informações contidas nos documentos internos”, concluiu a equipe.

Embora seja o autor de alguns dos e-mails, em depoimento, Faerman disse não saber como documentos confidenciais da estatal poderiam estar na SBM e negou que passava à empresa informações privilegiadas obtidas na Petrobrás.

Funcionários da SBM, que também abriu investigação sobre as denúncias, descreveram Faerman como um representante que tinha contatos “high level” (de alto nível) à equipe de investigação da Petrobrás. Entre os diretores mais procurados, constam José Antônio de Figueiredo, de Engenharia, Tecnologia e Materiais; e Renato de Souza Duque, que chefiou a área de Serviços até abril de 2012. Este último foi visitado ao menos 30 vezes por representantes da SBM entre 2005 e 2011, embora tenha relatado, em entrevista, a “baixa frequência dos contatos”. “(Duque) Informou que recebia muitas visitas de empresas, mas que da SBM foram poucas”, diz relatório da estatal.

Procurada, a SBM não se pronunciou sobre o vazamento de informações da Petrobrás. À equipe da estatal, relatou ter detectado “red flags” (bandeiras vermelhas) nos negócios de Faerman, a exemplo dos valores altos pagos, a título de “comissões” pela obtenção de contratos, às empresas dele no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas. Contudo, informou não ter encontrado prova de suborno na companhia petrolífera brasileira.

Deputado usa recursos da Câmara Federal para pagar pesquisas fajutas

O parlamentar afirma que as pesquisas são fundamentais para o trabalho e minimiza a falta de informações (Leonardo Prado/Agência Câmara)Andre Shalders
Correio Braziliense

Apesar de ser possível usar a Cota para Exercício da Atividade Parlamentar, popularmente conhecida como “cotão”, para contratar levantamentos e consultorias, nem sempre os resultados dos estudos pagos com dinheiro público são satisfatórios. Exemplo disso é uma pesquisa de opinião contratada pelo deputado Wellington Roberto (PR-PB), supostamente destinada a saber se os moradores da região metropolitana de João Pessoa conheciam obras financiadas com emendas do parlamentar.
Ao custo de R$ 80 mil à Câmara, o trabalho, elaborado pela empresa Quarenta Produtora e Editora Ltda. contém erros de aritmética básica, não informa o número de pessoas ouvidas, entre outros problemas.

Os erros e as lacunas do levantamento foram levantados pelo grupo Operação Política Supervisionada (OPS) e checados pelo Correio. Além da “pesquisa” de R$ 80 mil, a empresa, sediada em Campina Grande (PB), emitiu outras duas notas para o parlamentar no valor de pouco mais de R$ 60 mil cada, informações corroboradas com dados do portal da Câmara. Ao todo, Wellington Roberto gastou cerca de R$ 446 mil em serviços da Quarenta Produtora, entre fevereiro de 2011 e outubro de 2012.

ARMAÇÃO?
Os erros apontados pela OPS nas 16 páginas do suposto levantamento são tantos que o relatório elaborado pelo grupo chega a questionar a veracidade do trabalho. “Acredito haver fortíssimos indícios de que ele não foi realizado e que a empresa, ou o parlamentar, forjou um documento (se é que isso pode ser chamado de documento) para simular uma pesquisa de opinião”, escreveu o blogueiro Lúcio Duarte Batista, responsável pela investigação. A página 4 da pesquisa, por exemplo, traz duas datas diferentes para a realização das supostas entrevistas: no cabeçalho, informa que a coleta de dados teria ocorrido entre maio e setembro de 2012. Já no rodapé, consta o período de agosto a setembro do mesmo ano.

Senador Aloysio Nunes será anunciado hoje como vice na chapa de Aécio

José Carlos Werneck

Finalmente acabou o mistério. Aécio deixou para o último dia, mas hoje anunciará que o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira, de São Paulo, será  seu companheiro de chapa nas próximas eleições.

Considerado um dos senadores mais atuantes e combativos, Aloysio Nunesreúne todos os requisitos para ocupar o cargo e pode trazer muita ajuda à candidatura do senador mineiro.

A escolha foi muito bem recebida pelos entusiastas da candidatura tucana,que já estavam ansiosos pela divulgação do vice de Aécio.

Agora é esperar para ver qual será a repercussão da indicação.

Venceu a tradição

Tostão
O Tempo
Contra o Chile, a história se repetiu. Mais uma vez, os chilenos foram eliminados nas oitavas de final, como se fosse impossível fugir do que foi programado, do que está no DNA e no imaginário coletivo do futebol. O Chile quase mudou a história. Assim, é também na vida. Por mais que sejamos criativos, únicos, há um programa, um código, que influencia nossa existência. O maior deles é o da finitude da vida. Dessa, ninguém escapa.
Brasil e Colômbia vão fazer outro jogo equilibrado. Colômbia e Chile estão no mesmo nível. A Colômbia mostrou superioridade sobre o Uruguai. Diferentemente de outras seleções colombianas dos últimos tempos, que se destacavam muito mais pela habilidade dos jogadores, a atual, além dessa qualidade, é um time mais pragmático e organizado taticamente.
A Colômbia possui vários ótimos jogadores, principalmente Cuadrado, uma mistura de volante, meia e atacante. Outro destaque, hoje, a sensação da Copa, é James Rodríguez. É o artilheiro do Mundial. Ele brilha mais em lances isolados do que por uma participação regular e efetiva durante do jogo.
Não fiquei surpreso com o empate e a atuação do Brasil contra o Chile. O time brasileiro não tem agradado, não tem meio-campo, além de outras deficiências, mas ainda é forte candidato ao título. Todas as outras seleções possuem também deficiências. Não há um time excepcional.
O México jogava bem, era melhor, ganhava por 1 a 0, mas recuou e perdeu o jogo, nos últimos minutos, para a Holanda. As modificações feitas pelo técnico, para reforçar a defesa, foram decisivas, pois facilitaram a pressão da Holanda. Além disso, do outro lado, estavam Sneijder e, principalmente, o excepcional Robben.
México e Chile, mais uma vez, saíram nas oitavas de final. São boas equipes, mas não têm a força da confiança, da tradição. A Holanda é favorita, na próxima fase, contra a Costa Rica.

Além da razão, nas parcerias de Luiz Carlos da Vila

O cantor e compositor carioca Luiz Carlos Baptista (1949-2008) que adotou o nome artístico de Luiz Carlos da Vila ou das “Vilas”, como ele mesmo afirmava, porque residia na Vila da Penha e era compositor da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, é considerado um dos formatadores do samba carioca contemporâneo.

O lirismo de “Por te amar eu pintei” acarretou outras figuras de linguagem encontradas na letra de “Além da Razão”, um dos clássicos do samba da raiz, parceira com Sombra e Sombrinha, que revela o rico e belo manancial dos sambistas. Este samba faz parte do no CD Um Cantar à Vontade, gravado por Luiz Carlos da Vila em 2006.

ALÉM DA RAZÃO
Sombrinha, Sombra e Luiz Carlos da Vila

Por te amar eu pintei
Um azul do céu se admirar
Até o mar adocei
E das pedras leite eu fiz brotar
De um vulgar fiz um rei
E do nada o império pra te dar
E a cantar eu direi o que eu acho então o que é amar

É uma ponte lá para o longe
Dos horizontes jardim sem espinhos
Pinho que vai bem em qualquer canção
Roupa de vestir qualquer estação

É uma dança, paz de criança
Que só se alcança se houver carinho
É estar além da simples razão
Basta não mentir pro seu coração

         (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

PP ameaça abandonar a candidatura do petista Padilha em São Paulo

Deu na Folha

O PP ameaça romper com a candidatura do pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha. Na segunda-feira (30), o presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira (PP-PI), irá para a capital paulista “entender o impasse”.

No final de maio, a sigla anunciou oficialmente apoio ao PT, em ato com a presença do presidente do PP em São Paulo, deputado federal Paulo Maluf. Mas a maioria da bancada federal do partido em São Paulo é favorável a um rompimento com o PT e a um acordo com o pré-candidato do PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf.

Na sexta-feira, Maluf confirmou que a sigla discutia romper com Padilha na composição da chapa de deputados, lançando seus candidatos separadamente. Ele, no entanto, negou risco de haver uma dissolução do acordo em torno de Padilha.

Durante a noite, porém, integrantes do PP afirmaram que a sigla estuda, sim, abandonar o candidato do PT. Procurado, o coordenador-geral da campanha de Padilha, Emídio de Souza, disse desconhecer qualquer atrito com o partido aliado.

O movimento do PP ocorre horas depois de o PSD, partido do ex-prefeito Gilberto Kassab, anunciar apoio ao PMDB em São Paulo. Em troca, o pré-candidato a governador dos peemedebistas, Paulo Skaf, convidou o ex-presidente do BC (Banco Central) Henrique Meirelles para ocupar o posto ao Senado na chapa estadual.

Candidata da base aliada abandona Dilma e diz que pintará na testa o nome de Aécio

Daniel Cassol
Folha

Oficializada como candidata ao governo gaúcho pelo PP, a senadora Ana Amélia Lemos disse que poderá “pintar na testa” o nome de Aécio Neves (PSDB) para ajudar o tucano a conquistar votos no Rio Grande do Sul. A direção nacional do PP se definiu semana passada pelo apoio à reeleição da presidente Dilma, contrariando o desejo da senadora gaúcha, que defendia a “neutralidade” do partido em relação à corrida presidencial.

Ana Amélia Lemos teve a candidatura ao governo gaúcho confirmada em convenção do partido, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Além do PP, a coligação estadual tem o Solidariedade (SDD), o PSDB e o PRB, esse último  integrava o governo Tarso Genro (PT) até semanas atrás. Na chapa, a vaga de vice será do deputado estadual Cassiá Carpes (SDD).

A candidata ao Senado é presidente da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Estado, Simone Leite (PP). Com a decisão nacional do PP, Aécio Neves não poderá participar da propaganda de rádio e televisão de Ana Amélia Lemos. Para a senadora, a proibição não deve trazer problemas para o candidato presidencial no Rio Grande do Sul.

“DE QUE LADO ESTAMOS”

“Conquistamos o que queríamos, que era demonstrar de que lado estamos. Queríamos a neutralidade, não foi possível, porque o presidente [do PP, Ciro Nogueira] impôs uma decisão homologatória apenas. Agora vamos trabalhar para dar a vitória ao Aécio Neves aqui”, disse.

“Eu posso fazer o que fiz agora [na convenção do partido]. Quantas pessoas foram impactadas? Isso é suficiente para você fazer uma boa campanha. E as pessoas sabem de que lado nós estamos. Eu posso botar na minha testa o nome do Aécio. E vou fazer isso se for preciso”, completou a senadora.

De acordo com Celso Bernardi, presidente do PP gaúcho, a área jurídica do partido tem segurança de que Aécio Neves só não poderá participar da propaganda no rádio e na TV. “Temos absoluta segurança de que juridicamente ele [Aécio Neves] poderá participar da campanha. Só não poderá participar do horário de rádio e televisão, porque se trata de uma concessão e teremos de respeitar o fato de o partido nacionalmente estar apoiando a presidente Dilma”, disse o presidente do partido.

Experiência europeia dos jogadores é arma da Colômbia para enfrentar o Brasil

Quintero aposta na experiência europeia dos jogadores para fazer bonito na Copa (Getty Images)

A Colômbia chegou ao Mundial com desfalques importantes, mas para o meio-campista Juan Fernando Quintero, que atua pelo FC Porto, a experiência europeia dos atletas está sendo essencial para que a seleção colombiana mostre seu melhor futebol na Copa do Mundo.“Notou-se nos últimos anos o desenvolvimento da seleção, porque temos vários jogadores em alto nível nos grandes clubes da Europa e todos os conceitos que trazemos de lá são utilizados na seleção, além do que é somado pelo técnico, o que enriquece muito mais”, afirmou o jogador.

Quintero ressalta a velocidade e inteligência dos jogadores como diferencial em campo. “Temos uma base sólida que pode causar dano. Agora esperamos o momento da partida para colocar em prática aquilo que estamos trabalhando.” O atleta jogou pouco pelo Campeonato Português, mas mesmo assim garantiu que está fisicamente apto para disputar a Copa até a final. “Com o trabalho da seleção estamos prontos pra jogar”, finalizou.

A partida contra o Brasil será sexta-feira, às 17 horas.

Dois partidos já registraram na Justiça Eleitoral seus candidatos a presidente

Do Correio Braziliense
O PRTB entrou com pedido de registro de candidatura para presidente da República nas eleições de 2014. O escolhido pelo partido é seu presidente, José Levy Fidelix, e o vice da chapa é José Alves de Oliveira. No pedido feito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido informou que o gasto máximo da campanha será de R$ 12 milhões.

O relator do pedido de registro do PRTB é o ministro Gilmar Mendes. Esse é o segundo pedido de registro de candidatura a presidente da República recebido pelo tribunal. O primeiro foi do PSTU, que protocolou o pedido de candidatura de José Maria de Almeida, que já disputou três eleições.

Crise no PSB em Minas tem manifesto contra candidatura própria

Um dia após o PSB de Minas lançar Tarcísio Delgado como candidato ao governo do Estado, os postulantes às vagas de deputado estadual e federal da sigla divulgaram um manifesto pedindo mais discussão com a executiva nacional do partido para definir outro rumo na campanha. O grupo, que prevê dificuldades em formar bancadas fortes na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, deseja a coligação com o PSDB, que disputa o governo mineiro com Pimenta da Veiga.

O deputado estadual Wander Borges (PSB), que representa os parlamentares, convocou a imprensa em seu gabinete para mostrar o documento que será enviado às executivas estadual e nacional da sigla. O comando nacional pressionou pela candidatura própria para dar palanque ao presidenciável Eduardo Campos (PSB) no Estado.

O texto diz que os parlamentares do PSB de Minas solicitam a direção do partido a ampliação do “debate em torno da legenda”. O documento ressalta que os tucanos ajudaram eleger o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), e ainda deram oportunidade aos socialistas de participar da gestão do PSDB no Estado ao longo dos últimos 12 anos.

DECISÃO EQUIVOCADA

A principal reclamação dos candidatos aos parlamentos é que não sobrou para o PSB siglas com quem coligar e formar uma chapa para que garanta o fortalecimento da bancada socialista. “Foi uma decisão equivocada. Nesses últimos anos construímos um caminho com o PSDB. Até Lacerda declarou apoio a Pimenta da Veiga. Estamos vendo esvaziar a possibilidade de fazer cadeiras na Assembleia e na Câmara”, criticou Wander Borges.

O deputado ainda destacou que depois que Lacerda desistiu de concorrer ao Palácio Tiradentes, o PSB não tinha mais condição de ter candidatura própria. “Lacerda era o principal líder do partido, mas sem ele não temos condições de encarar o pleito. Não podemos resolver as coisas porque João ou José querem.”

O ex-pré-candidato ao governo do Estado da ala da Rede hospedada no PSB, Apolo Heringer, afirmou que o lançamento de Tarcísio representou um processo político “desqualificado”. “Foi uma prática coronelista e arcaica. Mas vamos ver o que a sociedade vai achar. Terceira via não significa apenas um terceiro nome. Será que a candidatura será uma terceira via política?”, questionou o ambientalista.

A cúpula nacional da Rede afirmou em nota que só vai se manifestar após “a chapa majoritária do PSB no Estado ser definida, o que deve acontecer em 30 de junho, quando se encerra o prazo para registros das candidaturas.

 

A Copa do Brasil em mundo diferente do nosso dia a dia

Bike no Mineirão
Chico Maia
O Tempo
Nunca vi o trânsito tão bom em Belo Horizonte num sábado pela manhã. Avenidas Amazonas e Contorno fáceis de circular, pouco movimento de carros, policiais de trânsito orientando a quem tivesse alguma dúvida, nenhum congestionamento.
Neste Brasil x Chile o repórter Leandro Cabido foi de bicicleta, mas optei pelo ônibus disponibilizado pela Fifa à imprensa para ir ao Mineirão. Saída do hotel Ibis-Savassi, com colegas de vários Estados do país e de várias partes do mundo. No ano passado, a violência dos protestos, especialmente contra alvos ligados à Fifa, fez com que esses ônibus rodassem quase vazios, já que ninguém queria se arriscar a passar aperto ou tomar uma pedrada, das muitas que foram jogadas pelos baderneiros. Neste ano, sossego total. Da praça Raul Soares ao Mineirão, passando pela avenida Antônio Carlos, foram 20 minutos. Quando o ônibus se aproximou do viaduto São Francisco, entraram em ação os batedores do exército: dez motociclistas, mais uma camionete cheia de soldados com cara de poucos amigos. Sérgio Boaz, da Rádio Gaúcha, questionou: Pra quê tanto? Respondi que, naquela região, a violência dos protestos foi mais intensa no ano passado, inclusive com o incêndio e a depredação de lojas.
Como nunca antes
Após 10 minutos, já estávamos dentro do Mineirão, depois de rápida passagem pelo detector de metais. O Centro de Imprensa funciona no lugar onde fica o estacionamento, nas tais estruturas temporárias, bem próximo à chegada dos ônibus dos times em jogos normais, fora da Copa. Estava lotado, porém confortável, com acomodação para todos e com internet da melhor qualidade, como nunca se viu no Mineirão. Padrão Fifa!
Conforme o esperado
As notícias de bombas foram desmentidas oficialmente pela Polícia Federal, e não causaram nenhum efeito dentro do Mineirão, já que as mais de 60 mil pessoas lá dentro não estavam sabendo de nada disso. A bola já rolava e, conforme previsto, a seleção do Felipão tinha o adversário mais difícil pela frente na Copa do Mundo, e era justo empate em 1 a 1 ao término do primeiro tempo da partida no Gigante da Pampulha.
A loira e as bombas
Faltando 30 minutos para a bola rolar, era hora de procurar o lugar na tribuna de imprensa, onde a principal atração era uma loira, apresentadora da TV mexicana, cujas curvas ganhavam mais destaque enquanto ela falava ao vivo. Durante a execução dos hinos, senta-se ao meu lado Felipe Ribeiro, de O Tempo, chegando da Polícia Federal com a notícia de que houve denúncia de bombas no estádio e no aeroporto de Confins.
Nervos à flor da pele
No segundo tempo e durante a prorrogação, o equilíbrio continuou. As mudanças feitas por Felipão não surtiram o efeito e, na prorrogação, a situação se manteve inalterada. O nervosismo tomou conta dos dois times e a decisão nos pênaltis foi um reflexo disso. Os goleiros se destacaram, e Julio Cesar se deu melhor, saindo como o grande nome da classificação. Durante os 90 minutos, ele fez defesas salvadoras.