Brasil inova lançando a entrega de drogas por drones

Guilherme Almeida

Agora podemos ficar tranquilos. Nosso trânsito vai melhorar com a redução de motoboys e viaturas de entrega de mercadorias, porque “o Brasil passou a ser o primeiro país do mundo a utilizar um serviço de entregas por drones”.

Parecem palavras dos petistas Lula ou Dilma. Mas não é. Este é um empreendimento privado de sem participação de políticos ou partidos Políticos. Por enquanto.

Leiam:

“Drone é flagrado entregando cocaína em presídio de SP”
Portal Terra

Um drone despejou um pacote com 250 gramas de cocaína no pátio do Centro de Detenção Provisória (CDP) 1 de São José dos Campos, no interior de São Paulo, na manhã de sexta-feira. Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, a pequena aeronave de controle remoto seguiu viagem após a entrega e não foi mais vista.

A droga, no entanto, foi apreendida por agentes penitenciários. A corregedoria dos presídios e a Polícia Civil investigam quem teria ordenado a entrega da droga. Além do drone, prisioneiros em outras penitenciárias já tentaram burlar a segurança utilizando pombos e até gatos para as entregas.

Duvidam? Então leiam:

http://www.jb.com.br/pais/noticias/2014/03/09/drone-e-flagrado-entregando-cocaina-em-presidio-de-sp/

Não sei se já estão treinando para entregar mercadorias no Complexo da Papuda.

Barbosa, o inadequado

João Gualberto Jr.

Joaquim Barbosa está mais para juiz ou para justiceiro? Pende mais para a letra fria do direito ou para o paladino da moralidade pública? De outra forma: Barbosa está mais para juiz ou para estadista, aquele que manipula e subjuga as instituições em favor de um objetivo (supostamente) comum e benéfico ao próprio Estado?

Eis o x da questão: ele talvez esteja militando na arena imprópria. Parece querer atingir a justiça fazendo política. Para o bem de todos, inclusive da Justiça e da política, deveria pendurar a toga e se filiar a um partido. Não teria mais necessidade, portanto, de sustentar a máscara regimental que é a mais pedida do povão há três carnavais.

Barbosa é o homem que conseguiu direcionar o interesse da massa pelo Olimpo. Um feito! Tornou-se ministro pop, herói dos fracos e oprimidos, Batman do direito. Mas tal status é bom e justo? Espelhar no povo sua atuação pública é virtude do político, sem dúvida, mas não de um membro do Supremo Tribunal Federal.

Barbosa talvez tenha querido inaugurar um novo método jurídico, temperado pelo fígado, e não pela razão amparada na lei. “Foi feito para isso, sim”, admitiu, quando provocado por um colega se teria majorado a dosimetria referente ao crime de formação de quadrilha aplicada aos condenados no mensalão para que eles somassem uma pena de pelo menos oito anos e, assim, executável somente no regime fechado. Ora, foi um critério heterodoxo, para dizer o mínimo.

O colega em questão, Luís Roberto Barroso, por pouco não foi impedido de concluir seu voto pelo presidente da Corte, que, após muito tremelicar na cadeira, iniciou seu achaque costumeiro. Acusou o novato do plenário de utilizar critérios políticos ao reverter a condenação de oito réus por formação quadrilha.

Na manhã seguinte, quando o embargo acabara de ser julgado e a reversão estava consumada, lamentou o “trabalho jogado por terra” em respeito a “argumentos pífios”. E se sentiu no direito de fazer ao Brasil um alerta sobre os efeitos nocivos que adviriam em razão de uma “maioria de circunstância” formada na Corte. Onde já se viu uma coisa dessas? Como pode o presidente de um tribunal, mais do que comentar, criticar a decisão do pleno e, assim, desrespeitar os colegas?

Antidemocrático é pouco. Barbosa é inadequado à Justiça. Irascível, passional, biliar, imprevisível, chiliquento, político, enfim, fonte repleta de qualidades emocionais. Por seu comportamento, apresentado ao país desde que soltou no plenário a pérola “vossa excelência não está falando com os seus capangas do Mato Grosso”, o magistrado aponta para o caminho do palanque.

Lá, na arena do povo, poderá debater com o apropriado histrionismo o destino da nação. (transcrito de O Tempo)

O trânsito, a falta de urbanidade e o verdadeiro significado da velhice

01
Acílio Lara Resende

Deixei minha casa, como sempre faço, dirigindo meu automóvel em direção ao meu escritório, no centro da cidade. E, como sempre também faço, com a firme disposição de aprender, dia após dia, a ter mais urbanidade, sobretudo no trânsito, que, por definição, “é ato ou efeito de caminhar; marchar. É ato ou efeito de passar; passagem”.

Minha primeira tarefa era deixar minha filha em um consultório médico, situado à avenida Alfredo Balena, para, em seguida, alcançar meu escritório, à rua dos Guajajaras, entre as ruas São Paulo e Curitiba. Localidades, digamos assim, “supimpas”, no que diz respeito, especialmente, ao trânsito e à mobilidade urbana. Em ambas as localidades, como em quase toda a cidade, trânsito, hoje, “é ato ou efeito de não caminhar; não marchar. É ato ou efeito de não passar; sem passagem”. Esse é o retrato da atualidade, embora tenha a mais profunda admiração pelos que se atrevem a governar qualquer cidade.

Ao me aproximar do local onde deixei minha filha, reduzi a velocidade do veículo, liguei o alerta, como deve fazer um motorista ajuizado, tais e tantos são os riscos de um acidente grave e talvez fatal, mas nada disso adiantou. Uma jovem, também pilotando seu possante automóvel, irritada, agarrou-se à sua buzina e a disparou. Não satisfeita, ainda me chamou de velho – uma realidade incontrastável.

Eu poderia responder à pretensa ofensa – e esse foi meu propósito inicial – com a mesma fineza demonstrada por ela. Poderia dizer-lhe assim: “Sou velho e sei disso há muitos anos. Você, porém, é jovem, mas com o mau humor e a impaciência de velha antipática e, por falta de observação ou de senso comum, não percebe essa realidade – a sua realidade. Esclareço-lhe, todavia, que esse defeito, felizmente, você pode corrigir. Um bom psicólogo e/ou um bom livro de autoajuda lhe bastariam, quem sabe. Mas há outro, incorrigível, que, por amor à verdade, sou forçado a lhe dizer: além de velha, você é também feia”.

A FEIURA

Com certeza, proferiria a primeira parte da resposta, se não optasse pelo silêncio. A segunda, jamais a externaria. É cruel chamar alguém de feio. Afinal, ninguém tem culpa de ser feio. Além do mais, a feiura verdadeira não é nem comum nem encontradiça. Exige profunda análise do interior (ou da alma) desse ser que nos parece feio. A beleza, sobretudo física, nem sempre é o melhor dos predicados.

Segundo o padre e cantor Fábio de Melo, mineiro de Formiga, a velhice tem significado: “Ela nos traz direitos maravilhosos. É o tempo em que vivemos a doce inutilidade. É o momento em que a gente se purifica. Cedo ou tarde, experimentaremos esse território desconcertante da inutilidade, que é o momento natural da vida. Perder a juventude é perder a sua utilidade. E é nesse momento que a gente tem a oportunidade de saber quem nos ama de verdade”.

Padre Fábio, diferentemente do grande pensador, político e jurista Norberto Bobbio, um pessimista, para quem “a vida é uma descida em direção a lugar nenhum”, tem o conforto da esperança da vida além da morte. Certa vez, meu amigo Márcio Garcia Vilela, de supetão, me perguntou: “Mas, enfim, há algum encanto na velhice?”. Se há, disse-lhe, não sei dizer, só sei que ela é o único meio para se viver muito. E é, segundo Bobbio, o momento em que se aprende a “respeitar as ideias alheias, a deter-se diante dos segredos de cada consciência, a compreender antes de discutir, a discutir antes de condenar”. (transcrito de O Tempo)

Governo militar não tinha interesse em eliminar Juscelino

Laco Silva

Não me entra na cabeça o suposto interesse do general Ernesto Geisel em eliminar Juscelino Kubitschek  meses após golpear um poderoso aparato repressor que eliminou o jornalista Vladimir Herzog e o líder operário Fiel Filho.

JK estava com 74 anos, praticamente nenhum futuro eleitoral, e não fora sequer empecilho ao golpe 12 anos antes. Até ajudou,  junto com Carlos  Lacerda, a derrubar o presidente Jango e depois influir em seus simpatizantes no Congresso para oficializar na presidência o golpista Castelo Branco, que não desejava ser presidente provisório. Suspeito que querem inventar mais um farsante para a história da luta contra a ditadura.

ULYSSES

Por que enganar as pessoas sobre a história do Brasil, ainda mais fresca e recente? Ulysses Guimarães, por exemplo. Este político virou ético sem merecer, porque morreu como deputado federal passeando de helicóptero às custas de um empresário. Tão enganador e picareta como esses que estão aí. E mais: o doutor Ulysses apoiou o golpe militar de 1964, apoiou a farsa da legalização do golpista Castelo Branco, que logo cassou parlamentares e direitos políticos de brasileiros de várias tendências, incluindo o empresário patriota e nacionalista Rubens Paiva, além de mandar prender e humilhar pessoas que nem resistiram ao golpe.

E mais: o doutor Ulysses co-governou durante 5 anos o Brasil, com o Sarney, nomeando muitos ministros – portanto, cúmplice daquele governicho corrupto. Nada fez na prática, apesar de inúmeras vezes solicitado em seu gabinete, para impedir sabotagem na administração pública federal a direitos de vítimas da ditadura, reintegrar no serviço público federal anistiados que haviam sido demitidos pela ditadura ou ressarci-los dos prejuízos, muitos dos quais morreram na miséria sem obterem os benefícios da Emenda Constitucional 26/85 e/ ou da Constituição Federal de 1988, período em que esteve na prática dividindo a gerência do Brasil com o Sarney. Quem se lembra?

Termina triste capítulo da história do Supremo

Márcio Garcia Vilela

Não sou eu quem o disse, mas o insigne presidente da Corte Suprema brasileira. Teve razão, ou assim se expressou, sob forte emoção incontida, à vista do desenlace judicial da ação penal que colocou fim, sem removê-la, à mancha que tisnou para sempre a marcha republicana da nação? Com pesar, opto pela fala autorizada e indignada do ministro Joaquim Barbosa, rejeitando a hipótese de declaração meramente convencional, a qual se segue após episódios tensos e gravíssimos, que atingiram em cheio a alma do próprio Estado brasileiro e o regime jurídico-constitucional que adotou, em inesquecível Assembleia Nacional Constituinte.

Não há como contestar as duras palavras do ministro: “(O julgamento resultou de) uma maioria de circunstância formada sob medida para lançar por terra todo um trabalho primoroso levado a cabo pela Corte no segundo semestre de 2012”. Prossegue S. Exa., mostrando a prevalência da circunstância: “Inventou-se inicialmente um recurso regimental totalmente à margem da lei, com o objetivo específico de anular, de reduzir a nada um trabalho que fora feito”. E ainda: “Sinto-me autorizado a alertar a nação de que esse é apenas o primeiro passo. Essa maioria de circunstância tem todo o tempo a seu favor para continuar na sua sanha reformadora”.

“MAIS FORTE???”

Transcrevo, a seguir, a mais grave advertência que ouvi nos 74 anos de vida, de esperança e de denúncia, partidas de altíssima autoridade, que me percorre a mente e a alma com sufocante espanto: “O Brasil saiu mais forte deste julgamento”. (Terá saído se os elementos básicos dessa provocação se repetem em todas as nossas constituições republicanas?). Segue adiante com o mais aterrador libelo formulado pela maior autoridade do Poder Judiciário, o qual, se não for devidamente apurado, nos lançará no Estado de direito meramente de fachada, à beira do precipício institucional: “O projeto era reduzir essa Suprema Corte a uma Corte bolivariana”.

É quase impossível ouvir do presidente do STF uma acusação tão inédita quanto ameaçadora. Sem a rigorosa busca da verdade, submetida à revelação, em toda a inteireza, ao escrutínio nacional, o que nos restará, brasileiros infelizes e jogados ao arbítrio do poder incontrastável, exercido de ocasião por usurpadores e déspotas, nada mais será que a condição de povo despojado da sua dignidade pessoal e política, destituído e restituído à situação de massa popular sem direito e sem justiça, ao domínio do terror.

Durante a Guerra Civil Espanhola, que enlutou a humanidade, uma grande personalidade política – embora comunista – enfrentou as tropas ditas legalistas do general Franco com a palavras em bronze “non passarán”. Passaram, porém não ficaram para sempre, como, segundo o ministro Barbosa, parecem buscar as cavalarias do “Nosso Guia”. Podem atentar contra a liberdade por mil anos; porém a sua supressão nunca se consolidará, enquanto o homem for criatura feita à imagem e semelhança de Deus. “Non passarán jamás”. (transcrito de O Tempo)

Revista francesa ridiculariza a Copa no Brasil e diz que vai ser um “bordel”

Deu no Yahoo

A invenção de internet virou realidade. Após um texto falso criticando a Copa do Mundo no Brasil, atribuído à revista France Football, circular na internet, uma reportagem real foi publicada pela publicação esportiva francesa ‘So Foot’ com o mesmo intuito.

A reportagem, publicada no site da revista, lista uma série de problemas das cidades sedes brasileiras em um texto recheado de humor ácido e ironia, com o título de “Vive Le Bordel Brésilien!” (em tradução, “Viva a Bagunça Brasileira”, já que a palavra bordel serve para designar tanto casas de prostituição quanto uma grande bagunça). A reportagem dá destaque às cidades que irão abrigar os jogos da competição, separando-as em três categorias: as que tem menos problemas, as que certamente serão palco de bagunça e as cidades cujas partidas seriam preferíveis de serem assistidas pela televisão.

Entre as sedes citadas como menos problemáticas estão Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre e Fortaleza, onde seriam apenas necessários pequenos ajustes, como problemas de conexão com a internet ou falha em telões nos estádios. Na segunda categoria, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Natal são citados como ‘bagunça certa’, onde o Aeroporto do Galeão, na capital carioca, ganha destaque negativo:

“Edifícios degradados, vias saturadas nas altas estações e paralisação das atividades em cada chuva forte prometem grandes doses de diversão”, ironiza o texto.

O trânsito de São Paulo também não foi esquecido. De acordo com a publicação, a cidade seria “irmã da Cidade do México e prima do Cairo (capital do Egito)”, ambos locais conhecidos pelo caos no tráfego de veículos.

PELA TV…

Para terminar, no grupo de cidades em que seria melhor assistir os jogos pela televisão, entram Cuiabá, Curitiba e Manaus. Curitiba é tratada com ironia como ‘a grande emoção’, devido à dúvida em relação à participação da cidade no Mundial. O texto segue com uma forte crítica ao aeroporto da capital do Mato Grosso:

“[O aeroporto] é do tamanho de uma cozinha, mas há um lindo papagaio pintado na parede. Nenhuma grande nação vai jogar em Cuiabá. E depois dizem que o sorteio é aleatório”, afirmou o texto.

A publicação não deixa de citar a demora no início das obras e os problemas de mobilidade urbana nas sedes:

“Nenhuma cidade-sede tem capacidade de entregar a tempo o trio de obras ‘estádio + aeroportos + obras de mobilidade urbana’. No caso dos aeroportos, os processos de licitação das obras só foram lançados após as eleições de 2010. Quanto à mobilidade urbana… não se moderniza um país em seis meses, especialmente um país como o Brasil. E por mobilidade urbana entende-se os meios mais básicos de transporte: vias de acesso a locais turísticos, estradas, corredores de ônibus, metrô e trens urbanos etc. Logo, serão os seus pés os que farão a maior parte do trabalho.”

CRÍTICAS À FIFA

A reportagem também critica a Fifa, que foi apontada como uma das responsáveis pelos atrasos ocorridos no país e que ainda se seguem à 100 dias do pontapé inicial da competição:

“A Fifa, do seu lado, é prisioneira de um Brasil com quem ela briga/late/chicoteia a cada semana, como se tivesse tratando com uma criança, com um sentimento vago de que é tarde demais”, e continua:

“Joseph Blatter, então, agora se mostra chocado: ‘Nenhum país teve tanto tempo para se preparar quanto o Brasil’, e ele está certo. Errado ele estava em 2007 [quando o Brasil foi escolhido como sede da Copa], ao impor ao país um “padrão Fifa” que estava distante demais de sua realidade, e que culturalmente não sabe dizer não. Mas sabe dizer, porém, quando já tarde demais, “desculpe, mas teremos que fazer alguns arranjos”, completa.

A matéria foi publicada no site da revista francesa no dia 3 de março, e não foi a única reportagem feita sobre o assunto. No dia seguinte, outro texto foi publicado pela revista, dessa vez relembrando as manifestações ocorridas durante a Copa das Confederações, em junho do ano passado, e os altos custos de toda a preparação para a competição.

A arquitetura da balcanização

Mauro Santayana
(JB) – O mundo vive horas perigosas. A Rússia enviou tropas para a Península da Criméia. O governo provisório que está no poder na Ucrânia convoca reservistas, enquanto oficiais e soldados se bandeiam para o lado russo, evidenciando a divisão do país. O G-8 suspende o encontro que estava programado para Sochi, na Rússia. A Alemanha e os Estados Unidos querem montar um “grupo de contato” para promover “negociações”, mas, em gesto  de aberta provocação, Washington envia o Secretário de Estado John Kerry a Kiev, para manifestar o apoio dos EUA aos rebeldes que tomaram o poder na capital ucraniana.
Se houver combate entre as tropas que estão entrando na Criméia para defender a população de origem russa que vive na região, e esses confrontos se degenerarem em prolongada guerra civil, a responsabilidade por esse novo massacre será dos Estados Unidos e da União Européia.
Seria inadmissível que Putin enviasse um senador para discursar diretamente aos  manifestantes do movimento Occupy Wall Street, en Nova Iorque,  como fez John Mcain no centro de Kiev, ou que os russos promovessem em Porto Rico a prolongada campanha de desinformação e provocação que o “Ocidente” está desenvolvendo há meses na Ucrânia, empurrando a parte da população que não é de etnia russa para um conflito contra a segunda maior potência militar do planeta e a maior da região.
A OTAN sabe muito bem que não poderá intervir militarmente – e atacar Moscou, que conta com milhares de ogivas atômicas, que podem atingir em minutos Berlim, Londres e Paris – para defender os manifestantes que ela jogou o tempo todo contra o governo ucraniano.
Sua intenção é levar o país ao caos, pressionando Yanukovitch a tentar recuperar o poder com apoio de Putin, para depois acusá-lo – junto com o líder russo – de déspota e de genocida, e posar de defensora dos direitos humanos, da liberdade e da “democracia”.
Se conseguir alcançar seu objetivo de desestruturar o país, o “Ocidente” poderá somar os milhares de mortos, de estupros, de refugiados, e os bilhões de dólares de prejuízo da destruição da Ucrânia, a uma longa lista de crimes perpetrados nos últimos 12 anos, no contexto de sua Arquitetura da Balcanização.
VÁRIOS EXEMPLOS
Inaugurada nos anos 90, essa tática foi testada, primeiro, na eliminação da Iugoslávia e na sangrenta guerra que se seguiu, que acabou dividindo o país de Tito em Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Macedônia, Montenegro, Sérvia, e em enclaves menores  como o Kosovo.
O mesmo processo de fragmentar, para dividir e dominar, destroçando o destino de milhares, milhões de idosos, mulheres e crianças,  foi mais tarde repetido no Iraque e no Afeganistão- jogando etnia contra etnia, cultura contra cultura –  no contexto da “Guerra contra o Terror” – montada a partir de mentiras como as “armas de destruição em massa” de Saddam Hussein, que nunca existiram.
O mesmo ocorreu, depois, na Tunísia, Líbia, Egito, Iêmen, Síria, a partir do macabro engodo da “Primavera Árabe” – também insuflada, de fora, em nome da “liberdade” – que, como maior resultado, colocou em poucos meses crianças que antes frequentavam, em condições normais, os bancos escolares, para comer – sob a pena de perecer de fome – a carne de cães putrefatos, recolhida nos escombros.
O objetivo da Arquitetura da Balcanização no entorno russo é gerar condições para a derrubada de regimes simpáticos a Moscou na região, promovendo o caos, a destruição, o ódio entre culturas e famílias que convivem há décadas pacificamente, para obter a sua divisão em pequenos países, que possam ser mais facilmente cooptados pela OTAN, com sua definitiva sujeição ao “Ocidente”.
Sua esperança é a de que, levando Moscou a intervir em antigas repúblicas soviéticas  – para proteger seu status geopolítico e suas minorias étnicas – os russos se envolvam em várias guerras de desgaste, que venham  a enfraquecer a Federação Russa, ameaçando a união social e territorial do país.

BEIRA DO ABISMO
Ao se meter na área de influência de Moscou, insuflando protestos em países que já pertenceram à URSS, a Europa e os EUA estão – como antes  já fizeram Hitler e Napoleão – cutucando o Urso com vara curta,  e empurrando, insensatamente, o mundo para a beira do abismo.
A Rússia de hoje, com 177 bilhões de dólares de superávit comercial no último ano, e o segundo maior exportador de energia do mundo – o que lhe permitiria congelar virtualmente a Europa se cortasse o fornecimento de gás nos meses de inverno – não é a mesma nação  acuada que era no início da guerra de 1990, quando os norte-americanos acreditavam, arrogantes, na  fantasia do “Fim da História” e em sua vitória na Guerra Fria.
A Federação Russa tem gasto muito para manter e modernizar sua capacidade de defesa e de dissuasão nuclear nos últimos anos. Putin sabe muito bem o que está em jogo na Ucrânia. E já deu mostras de que, se preciso for, irá enfrentar, pela força, o cerco da Europa e dos Estados Unidos.

Ele já provou que está disposto a levar até o fim, a decisão que tomou de não se deixar confundir, em nenhuma hipótese, com uma espécie de Gorbachev do Terceiro Milênio.

Andando pela Rua Vinicius de Moraes, na poesia de Abel Silva

O professor, jornalista, escritor e compositor Abel Ferreira da Silva, nascido em Cabo Frio (RJ), diz que é um dos “filhos ideológicos” de Vinícius de Moraes: “Ele nos apontou para o fim das hierarquias opressivas e patrimonialistas entre poesia “superior” e “popular” e minha geração entendeu claramente o recado, razão pela qual escrevi a letra de “Rua Vinícius de Moraes”. A música foi gravada por Fernanda Cunha no CD O Tempo e o Lugar, em 2002, produção independente.
RUA VINÍCIUS DE MORAES
Sueli Costa e Abel Silva

Vou pela Rua Vinícius de Moraes
Enquanto amendoeiras dispensam
Folhas mortas
Como se fossem papéis
Escritos com sangue e alegria
Papéis manchados de vida
E poesia

Sou as canções que eu faço
E as que farei
Sou os amores que tenho
E os que terei
Pois o amor e as canções
São o esperanto geral
Que me protege das manhãs
Do mal

Ando sem medo da dor
Ou da morte
Nasce o dia
Com suas trombetas tropicais
Enquanto piso as folhas
Das amendoeiras vermelhas
Da Rua Vinícius de Moraes

        (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Neste domingo será jogada uma importante cartada na sucessão presidencial

José Carlos Werneck

Todos os observadores políticos, jornalistas e demais interessados na sucessão presidencial estão com os olhos voltados para a reunião deste domingo entre a presidente Dilma Rousseff, membros do governo e políticos do PT e do PMDB, que discutirão as divergências entre os dois partidos e procurarão encontrar uma saída para a solução da crise que nos últimos dias surgiu entre o Planalto e representantes da principal sigla de sustentação da chamada Base Aliada, no Congresso Nacional. Entre os participantes, estarão o vice-presidente Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros , e o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves.

Depois de avistar-se,sexta-feira, com o ministro-chefe da Casa Civil, Aloízio Mercadante, o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp, garantiu que divergências vão passar e aposta nas alianças regionais para solucionar crise com o governo Dilma que serão discutidas na reunião de hoje.

A conversa foi difícil, houve  troca de acusações entre PT e PMDB, mas Raupp se mostrou confiante de que as divergências de seu partido com o governo serão superadas se tudo voltará ao normal.

Para ele, o desentendimento é um fato isolado. “Foi no calor do carnaval do Rio de Janeiro que saíram essas trocas de acusações. O carnaval já passou e isso aí deve passar também”, enfatizou o senador, que perguntado sobre o risco de o problema, que começou na Câmara, chegar ao Senado, respondeu que sempre houve insatisfação nos peemedebistas da Casa.

“Um partido do tamanho do PMDB vocês sabem que sempre teve divergências em alguns setores da bancada do Senado, mas não tão forte como pode de repente ocorrer. É isso  que a gente tem que evitar”.

RUI FALCÃO

Na quinta-feira, o presidente do PT, Rui Falcão, afirmou, em resposta ao líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha, defensor do fim da aliança com o PT, que o PMDB precisa definir se é oposição ou situação e avisou que não aceitará “ultimatos”.

Para Raupp, as alianças regionais são um ponto chave na discussão. “Se avançarmos um pouco mais nas alianças regionais, começaremos a distensionar a crise” e a definição destas alianças em alguns Estados certamente evitará  a antecipação de uma convenção partidária que avaliaria o rompimento da aliança com o Governo.

Para acabar de vez com a crise, Raupp disse que conversou  quinta-feira, com o ex-presidente Lula e que vai continuar participando de reuniões com o Governo.

O encontro de hoje promete ser difícil, pois segundo, “O Estado de São Paulo”, pelo menos um a cada três deputados do PMDB quer romper com o PT e acabar a aliança com o Governo petista.

NA PAUTA

Os peemedebistas rebelados prometem dar trabalho nas votações previstas para o retorno do recesso de carnaval. O primeiro item da pauta é o pedido de criação de uma comissão externa para acompanhar as investigações sobre as denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras.

É lamentável que alguém trate como “inimigo” quem dele discorde…

Almério Nunes

É por demais lamentável que tenhamos aqui no blog da Tribuna da Internet pessoas que tratem como inimigo quem delas discorda. Pessoas que usam termos como “safadinhos” … “ora vá te catar” … “são patifes, os adversários dos Estados Unidos” … ou pejorativamente “esquerdinhas” … e mais, muito mais. São pessoas que aparentemente são contra a violência, mas que dela fazem seu meio de protesto em relação às opiniões que emitem.

Aqui já houve até ameaça de morte, e o editor Carlos Newton publicou tudo. Sou pelo debate, pela controvérsia, pela polêmica, pela discussão de ideias, sejam quais forem elas.

Eu, por exemplo, estive no final de 2013 em Cuba; visitei Havana, Matanças/Varadero, Guanabo, Central, La Isabel e Santa Clara, onde fica o Mausoléu do Che Guevara. Visitei clínicas, escolas e laboratórios. Fiz refeições em muitos povoados que sequer estão no mapa, alguns já aqui citados. Estive em Playa Giron, vi os tanques ianques abandonados desde aquela invasão.

Escrevi dez artigos (que circularam em 18 estados brasileiros e alguns países) sobre o que vi e ouvi de empresários internacionais; italianos, alemães, chineses, indianos… À noite, em algumas ocasiões, fomos todos curtir um jazz fantástico com o repertório do Frank Sinatra, músicos cubanos executando My Funny Valentine, Blue Moon, New York, New York, My Way e bebendo coca-cola, uísque, ron, vodka, etc. E a música deles… e a maneira deles tocarem e dançarem… foi tudo muito bom. Conversei sobre o megaporto de Artemisa…

Olha, se o editor Carlos Newton publicasse meus artigos aqui… nossa!!! Eu correria o risco de ser espancado ou morto pelo ódio!!! Cuba não é o país dos sonhos sonhados por Marti ou Bolivar. Tem muitos problemas, muitos! Mas o que vi… minhas conversas com pessoas cubanas pobres e humildes me enriqueceram muito e me apresentaram uma realidade que, se não é a melhor (e não é mesmo!!!), é muito diferente do que é publicado nos jornais.

Um só exemplo: o Brasil lucrou, lucra e lucrará muito com o megaporto de Mariel/Cuba. Mas aqui nos chega a informação de que se trata de um dinheiro perdido. O Globo publicou, neste dia 02 de março (há poucos dias, portanto) editorial mostrando que nós, brasileiros, ganhamos muitas divisas e empregos com o investimento feito lá. E a matéria/editorial é fraca, não ilustra tudo que deveria e poderia. E mais: Cuba nada nos deve, tem pago em dia cada centavo de Mariel.

Acredite se quiser: China tem inesperado deficit comercial em fevereiro

Deu na France Presse

A China teve em fevereiro um inesperado déficit comercial de 22,98 bilhões de dólares, segundo cifras publicadas  sábado pelas autoridades, que atribuíram o dado às férias do Ano Novo lunar. As exportações chinesas recuaram 18,1% no mês passado em relação a fevereiro de 2013, somando 114,1 bilhões de dólares, uma cifra muito abaixo das expectativas do mercado. As importações aumentaram, em compensação, 10,1% interanual em fevereiro, e totalizaram 137,08 bilhões de dólares.
O comitê de 13 economistas indagado pelo Dow Jones Newswires esperava em média um excedente comercial de 11,9 bilhões de dólares. Os economistas previam um aumento das exportações de 5% em fevereiro, o que já supunha uma forte desaceleração em relação ao aumento de 10,6% registrados em janeiro. “As consequências do Ano Novo lunar (iniciado no final de janeiro) provocaram importantes flutuações, assim como a aparição de um déficit comercial”, comentou em um comunicado a administração de alfândegas chinesas.

Durante as longas férias do Ano Novo lunar, os trabalhadores voltam para sua região de origem, e grande parte das fábricas cessam por um tempo suas atividades.

Por isso, as empresas chinesas costumam intensificar suas exportações antes das férias, para limitar seu estoque, e se concentram nas importações ao retomar a atividade. O dado deste sábado tem como pano de fundo a clara desaceleração da produção manufatureira nos últimos meses.

CRESCIMENTO MENOR

Na quarta, o governo chinês confirmou o objetivo de 7,5% de crescimento econômico em 2014, o que, caso se concretize, será a taxa mais baixa em quase 25 anos.No entanto, alguns analistas não consideram preocupante o déficit comercial de fevereiro, o primeiro em 11 meses, e explicaram que as perspectivas de demanda externa são boas.

A China se converteu no ano passado na primeira potências do mundo.

Seu excedente aumentou 12,8% em 2013 e somou 259 bilhões de dólares, o nível mais alto desde 2008 e o início da crise financeira mundial.

“Não serei candidato a presidente. Realmente não quero. É lançar-se, expor-se, a um apedrejamento”, diz Joaquim Barbosa

Deu na Época

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa disse que não será candidato à Presidência, como cogitam alguns políticos. “Não serei candidato a presidente. Realmente não quero. É lançar-se, expor-se, a um apedrejamento”, disse à revista “Época”.

Barbosa afirmou que não tem planos de entrar para a carreira política. “Não me vejo fazendo isso. O jogo da política é muito pesado, muito sujo. Estou só assistindo a essa movimentação”, afirmou.

Pesquisa Datafolha feita no mês passado mostrou que Joaquim Barbosa e Marina Silva (PSB) poderiam levar a eleição presidencial para o segundo turno.

Barbosa teria 14% dos votos, dois pontos acima do candidato tucano, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), segundo o Datafolha. Marina ficaria com 17% dos votos num cenário em que a presidente Dilma Rousseff lidera com 40%.

O presidente do Supremo disse à “Época” que se incomoda com o discurso de partidos, como o PV e o PSB, que citam seu nome como um filiado desejado. De acordo com ele, nenhum partido o procurou-o até agora.

“Ninguém veio diretamente falar comigo. Fui ao Congresso, ouvi um zum-zum-zum, está cheio de emissário querendo chegar.” Barbosa afirmou que não acha correto negociar com partidos enquanto for ministro do Supremo.

“Não recebo ninguém aqui. Em primeiro lugar, acho que não seria apropriado eu, como presidente do Supremo, sair por aí fazendo negociações políticas. No dia em que sair daqui, estarei livre para fazer isso. Em segundo lugar, não dou, nunca dei espaço para esses donos de partido ficarem… não, nunca.”

Barbosa contou que pretende se dedicar a um projeto em defesa da igualdade racial depois que deixar o STF. O ministro reclama que foi por conta de racismo que não conseguiu ser aprovado no concurso do Itamaraty, quando pretendia seguir a carreira de diplomata.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGAinda faltam três semanas para o prazo fatal, de que Joaquim Barbosa dispõe para se candidatar. O sonho de muitos brasileiros termina diz 5 de abril. (C.N.)

 

E se Joaquim Barbosa for candidato e vencer?

Francisco Bendl

Em artigo publicado aqui no blog da Tribuna da Internet, Dr. Jorge Béja usou a partícula condicional “se”, no início do texto, para se referir à candidatura do ministro Joaquim Barbosa. Ou seja, “se” ele se lançar, disputar a Presidência e for eleito!

A distância de uma condição à outra é imensurável, inclusive a primeira, de o presidente do Supremo Tribunal Federal concretizar sua candidatura. Dois longos e árduos caminhos a serem percorridos.

Barbosa tem pouco a perder se derrotado; tem muito a ganhar se eleito. O PT tem muito mais a perder se derrotado; não tem quase nada a ganhar se eleito, haja vista já ter absorvido o que poderia do povo e do País. Levar mais ainda seria a ganância se mostrando explicitamente e comprometendo mais um governo petista pela ânsia do poder e desejo irreprimível de enriquecimento de seus dirigentes.

Dificilmente o PT  poderá continuar neste caminho de a presidente Dilma, se reeleita, ser uma governante honorária cubana, investindo dinheiro brasileiro que é extraído do erário publico e que deveria ser canalizado para nossas carências e necessidades, mas está sendo enviado à ilha caribenha sem previsão de esta verba fabulosa ser devolvida para nossos cofres!

MUITAS DIFICULDADES

Barbosa, se eleito, terá muitas dificuldades. Acredito que ele saiba disso, que não se aventurará tão somente para sentar-se na cadeira presidencial sem tentar qualquer reforma. Todavia, tem conhecimento do quanto deverá ser hábil para negociar com um Congresso fisiológico, que funciona à base do toma lá dá cá, pouco se importando se imoral e antiético em suas transações com o governo em busca de cargos, ministérios, diretorias e secretarias.

Mesmo assim, Barbosa é dúvida sobre como irá se comportar nesses momentos. Se com impetuosidade e explosão de raiva, até chutar o balde e pedir o boné para voltar para casa, agravando uma situação política de difícil prognóstico, pois quem seria o seu vice-presidente?! E quem votar no ministro vai querê-lo à testa do País.

Sem falar na oposição carnívora que lhe destinará o PT, movido por um ódio doentio e visceral pela perda dos cargos e demais posições de conforto e gordos proventos, que impulsionarão os petistas a impedirem que Barbosa possa governar o Brasil. E se ele renunciar, não suportando a desonestidade e a corrupção dos parlamentares e das negociatas que descobrir?

PT DESGASTADO

Portanto, as eleições deste ano fogem ao cotidiano das anteriores. O PT está desgastado, desacreditado, a economia não cresce, nossos problemas sem solução, muitos se agravaram como a segurança, a educação e o aumento do analfabetismo, a depreciação da infraestrutura nacional sem um metro de trilho construído para desafogar o trânsito e facilitar o transporte público, enfim, um País que necessita de um governo que se entregue ao desenvolvimento, e não trabalhe exclusivamente para o crescimento do partido e enaltecimento de uma ideologia retrógrada.

Barbosa, se candidato e se eleito, terá de se basear nos Doze Trabalhos de Hércules, a célebre figura mitológica pela sua força, coragem e inteligência. Mas Barbosa se mostra apenas um ser humano, daí…

Histórias da história que podem nos ajudar a pensar

Sandra Starling

Muita gente sabe que foi o primeiro presidente militar quem criou o domicílio eleitoral (exigência de que alguém só possa se candidatar em um dado Estado ou município desde que esteja ali registrado como eleitor pelo menos um ano antes das eleições). Castello Branco fez isso de caso pensado para afastar generais que não tinham ideias como as dele e que poderiam sair vencedores como governadores nas eleições de 1965. Antes disso, Juscelino foi senador por Goiás, Getúlio venceu eleições em vários Estados.

É claro que, hoje em dia, há sempre espertalhões – esses não faltam – que mudam de domicílio para continuar mandando mais, caso de Sarney, dono do Maranhão e senador pelo Amapá, ou de vários ex-prefeitos que, não podendo mais ser reeleitos num município, mudam-se para outro. Será que essa exigência deve continuar a existir? Por quê? Isso não ajuda a enfraquecer o sentimento de nacionalismo, no bom sentido, isto é, o sentimento de pensar o país como um todo, e não apenas seu próprio quintal?! Cansei de ver no Congresso Nacional a briga de foice no escuro entre nortistas e sulistas ou nordestinos e paulistas, cada qual puxando a sardinha para sua brasa…

Antigamente, não existia segundo turno. Ganhava quem tinha mais votos e pronto, acabou. Quando JK foi eleito houve um burburinho – as razões eram várias, bem entendido – para questionar a legitimidade dele, porque só alcançara pouco mais de 30% dos votos. E daí? Houve mais crises no governo dele do que em qualquer outro? Em todo governo – já que cada um de nós, como diz um amigo meu, “é cada um” –, as divergências fazem parte da vida e, ouso dizer, fazem muito bem.

SILÊNCIO…

Deus me livre do silêncio das unanimidades! Além do mais, o tal do segundo turno já conseguiu transformar o primeiro numa caça ao tempo de TV e partilha de benesses. Quem diz que alguém – candidato ou eleitor – tem mais liberdade de escolha por esse método? E no segundo turno, valha-me Deus, tampa-se o nariz e engole-se o prato feito pela dita maioria. Ademais, por que o vice tem de vir de par constante com o candidato majoritário?

Antigamente, não era assim, e não me consta nenhum arranca-rabo que torne a República menos governável que os arranca-rabos atualmente patrocinados entre a turma de Dilma e a de Michel Temer. Por que não posso votar em Eduardo Campos e no vice de Aécio – seja ele ou ela quem vier a ser? Campos e Marina são piores que Dilma e Aécio. Em quê?

Já me posicionei sobre os black blocs. O MST só partiu para a violência, em Brasília, pela ação violenta e despropositada da Polícia Militar. Você já esteve algum dia envolvido numa dessas situações em que a polícia aparece? Se esteve, sabe do que estou falando.

Acho que está na hora de a gente revisar a história do Brasil. (transcrito de O Tempo)

Bem ou mal, o blog da Tribuna da Internet segue a utopia de ser um espaço independente, sem discriminar ideologias ou correntes filosóficas e religiosas

Carlos Newton

É uma utopia manter um blog como a Tribuna da Internet, com objetivo de que representantes das mais diversas correntes filosóficas e ideológicas possam se expressar livremente.

Sempre parece quem não aceite a convivência democrática e tente subordinar este espaço livre a alguma doutrina. Alguns chegam a perder a linha e passam a ofender aqueles que julgam serem adversários.

É lamentável ter de moderar comentários agressivos destemperados, mas alguém tem de fazê-lo. E vamos em frente, enquanto for possível.

MENSAGEM DE JORGE BÉJA

Hoje, escrevemos sobre a extraordinária atitude do Papa Francisco, ao relatar o caso do rosário do Padre Aristide, e o blog recebeu uma mensagem de Jorge Béja, um dos maiores juristas brasileiros, que temos a honra de transcrever aqui: 

Recentemente, quando reclamei dos nossos leitores que se xingavam uns aos outros, lembrei que entre as figuras de notável saber, vida reta e ilibada reputação que frequentavam este nosso blog, como articulistas e leitores, estava (e continua a estar) Jorge Mário Bergóglio, o Papa Francisco, com quem, desde anos e anos atrás, mantenho troca de mensagens e-mail, uma graça para mim. Uma graça para o blog e para todos que o acessam, nele escrevem e comentam.

Foi através de e-mail que recomendei a Francisco que lesse a Tribuna da Internet. E o Papa atendeu. Escreveu-me depois para dizer que sempre que pode passou a acessar o blog “e é através dele, Jorge, que recebo notícias do Brasil e do Rio”, como registra um desses e-mails do Vaticano. Daí porque pedi que as expressões e palavras ofensivas, de baixo calão, não fossem mais escritas e publicadas.

É certo que Francisco lerá, ainda hoje, amanhã ou depois, este artigo do nosso editor, Carlos Newton, até aqui o único na mídia brasileira que entendeu a essência do fato que o próprio Papa contou ao Mundo e, primorosamente, retratou em seu artigo, com talento, arte e sentimento nobre e puro.

Quando Francisco, no velório do padre-confessor, viu aquele Rosário e dele retirou o Crucifixo e o levou consigo, Francisco pretendeu guardar para sempre uma RELÍQUIA de seu amigo, Foi isso, como bem retratado por Carlos Newton, a quem abraço e louvo.

Jorge Béja

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BALANÇO DE FEVEREIRO

Como todos sabem, o blog da Tribuna não tem patrocínios. Só sobrevive em função do apoio de eleitores e comentaristas, como ocorreu com o jornal “Movimento” durante o regime militar.

Há quatro anos, quando o blog deixou de ter patrocinadores e ia ser extinto, a sugestão de haver apoio dos comentaristas e leitores partiu do engenheiro Carlo Germani, de Belo Horizonte, que nos mostrou que essa prática era usual na internet.

Portanto, devemos a ele a não somente existência do blog e também seu aperfeiçoamento. Foi Germani quem sugeriu a publicação de charges, entrou pessoalmente em contato com Alpino, Duke e Sponholz, e conseguiu que eles autorizassem a publicação.

Germani tem andado sumido. Também Christian Cardoso, Hugo Gomes de Almeida, Martim Berto Fuchs, Ofelia Alvarenga e outros grandes comentaristas fazem falta ao nosso blog. Mas a qualquer hora eles voltam, é o que esperamos.

Hoje, estamos divulgando o balanço de fevereiro, lembrando que a data corresponde ao dia em que a contribuição entrou na conta, e não ao dia do depósito. Assim, se o depósito tiver sido feito no final de fevereiro, por exemplo, pode ser que a entrada em conta só tenha ocorrido nos primeiros dias de março.

Estamos conseguindo ir em frente. Muito obrigado a todos que lutam para manter esse espaço livre na internet.

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

DIA     NÚMERO    ESPÉCIE        VALOR
03       000091     DP DINH AG         60,00
03       031743     DP DINH LOT        51,00
03       100039     DOC ELET            50,00
05       051011     DP DINH LOT        20,00
06       061045     DP DINH LOT        40,00
06       061438     DP DINH LOT        35,00
06       061536     DP DINH LOT      100,00
07       070953     DP DINH LOT        30,00
11       111507     DP DINH LOT      300,00
12       121146     DP DINH LOT      200,00
12       121523     DP DINH LOT        44,00
14       001340     DP DINH AG          50,00
20       600010     DOC ELET             30,00
24       241025     DP DINH LOT        50,00

BANCO ITAÚ

07      TBI 0701.04053-7TI     4175   50,00
17      TBI 0406.49194-4 C/C 4175   50,00
24      TEF TEL 9668.20654-4 9822   25,00
25      TEC DEP. DINH              7157   70,00

O tempo para o pão e o circo

Carla Kreefft

O fim do Carnaval traz uma realidade que não é nova, mas certamente é um choque para a maioria dos brasileiros. O cidadão, que se esbaldou pelas ruas em todo o país, perseguindo blocos e trios elétricos, volta ao trabalho com menos dinheiro no bolso e muitas perguntas na cabeça.

Nos jornais, além do impasse na Ucrânia, país de que muitos brasileiros nunca ouviram falar e jamais pretendem visitar, estão estampadas notícias sobre o impasse na base governista, sujeira nas ruas, risco de racionamento de energia, e mortes no trânsito. E aí é o momento de se perguntar o que é mesmo que estava sendo comemorado, nos últimos cinco dias.

Há sempre os otimistas, que vão dizer que o país não está mal e que faz parte da tradição brasileira o intervalo para a folia. Na visão desses, o Carnaval é um momento para reduzir o estresse e ganhar fôlego para o ano que segue. Mas há também os pessimistas, os que acreditam que o feriado prejudica a produção do país, paralisa as atividades econômicas e ainda provoca prejuízo para o poder público que sempre investe na festa.

Para além de qualquer entendimento – seja ele conservador ou progressista – é preciso entender que o Carnaval é a festa que mostra a alma do brasileiro. Um povo que tem a alegria em sua essência e que não tem receio nenhum de passar cinco dias nas ruas, cantando, dançando e bebendo porque sabe que a vida vai continuar a partir de quinta-feira com todo o peso e a dor que já lhe são conhecidos.

ÓCIO “VERGONHOSO”

O mundo do trabalho, a cada dia que passa, consome mais tempo e atenção do homem moderno. O ócio se transformou em motivo de vergonha em uma sociedade que não consegue parar nem mesmo para se alimentar, que dorme com o celular debaixo do travesseiro e aproveita os três minutos do sinal vermelho para responder a e-mails.

É nesse contexto que o brasileiro vai entrar em um período de processo eleitoral, atravessado por uma Copa do Mundo. Ou seja, o ano vai ser menor e coisas importantes vão acontecer no país. Uma eleição não é coisa simples ou, pelo menos, não deveria ser.

A eleição de outubro, especialmente, terá um caráter diferente porque vai colocar no jogo da disputa pelo poder alternativas diferentes das que já estavam postas. A possibilidade de renovação cresce, embora tenha resistências fortes. Em resumo, o brasileiro está precisando de tempo para conhecer sua política e escolher com serenidade seus caminhos. E tempo é algo que deve faltar muito em 2014.

Talvez fosse o momento de fazer um Carnaval em outubro. Resgatar a coragem e a disposição que marcaram a folia e decidir se encontrar com as urnas de verdade. Votar com a certeza de quem conhece todos os candidatos e suas propostas. Votar sem risco de estar elegendo uma fantasia. (transcrito de O Tempo)

Presidente do PT defende o “Volta Lula” (mas só após segundo mandato de Dilma…)

Deu no IG

O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou fazer parte do coro do partido que pede pela volta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Planalto. “Nós temos que reeleger a presidente Dilma para que Lula volte em 2018”, disse sexta-feira a jornalistas. “Eu, pessoalmente, acho que a volta do presidente Lula em 2018 faria muito bem ao Brasil”.

Ele afirmou que o PT está “a todo vapor” na preparação para as eleições e respondeu aos rumores de que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa se afaste da Corte para se candidatar em 2014, à Presidência ou ao Senado.

“Perguntaram para mim se eu gostaria de vê-lo no embate (eleitoral). Para mim é indiferente, nós não escolhemos adversários”, afirmou Falcão. “Como político, eu acho que ele é um bom magistrado”, disse, arrancando risos entre os presentes.

MENSALÃO NÃO EXISTIU

Ele também voltou a defender a tese de que o mensalão não existiu e se disse animado com a absolvição do ex-ministro José Dirceu, do ex-tesoureiro Delúbio Soares e do ex-deputado petista José Genoino dos crimes de formação quadrilha, no julgamento dos embargos infringentes, na última semana.

“Esperamos agora que esse entendimento se repita no julgamento do recurso do João Paulo (Cunha) em sua condenação por lavagem. Para ser lavagem, é preciso saber da origem ilegal do dinheiro. E sacar direto do banco, deixando o RG, não faz parecer que o dinheiro seja ilegal”, disse em defesa do colega de partido.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGSe Lula pode voltar em 2018, por que não pode voltar agora? Este é o raciocínio dos petistas, que temem uma derrota de Dilma Rousseff caso a seleção fracasse na Copa e a economia siga em crise. Quanto à candidatura de Joaquim Barbosa, é hoje a maior preocupação dos petistas. Sem ser candidato, já está em segundo lugar nas pesquisas, segundo o Datafolha, com 15%.(C.N.)