Um belo argumento de Paulinho da Viola

O cantor e compositor carioca Paulo César Batista de Faria, o Paulinho da Viola, é tido como um dos mais talentosos representantes da MPB. A letra de “Argumento” é um protesto contra a inclusão do piano nos sambas, que Benito de Paula colocava, naquela época, em que os sambistas clássicos não aceitavam a falta dos instrumentos essenciais, como cavaco, pandeiro e tamborim. Este samba, com várias gravações, faz parte do CD Meus Momentos, de Paulinho da Viola, gravado em 1999.

ARGUMENTO

Paulinho da Viola

Tá legal
Tá legal, eu aceito o argumento
Mas não me altere o samba tanto assim
Olha que a rapaziada está sentindo a falta
De um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim

Sem preconceito ou mania de passado
Sem querer ficar do lado de quem não quer navegar

Faça como um velho marinheiro
Que durante o nevoeiro
Leva o barco devagar

     (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Manifestações e investigação anticorrupção enfraquecem o governo turco

Da France Presse

Ancara O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, que enfrenta a maior crise política desde que chegou ao poder, estava diretamente ameaçado nesta sexta-feira (27/12) por uma ampla investigação anticorrupção, poucas horas antes de novas manifestações da oposição.
Apesar de ter reformado amplamente seu gabinete na noite de quarta-feira, após a renúncia de três importantes ministros, diretamente vinculada a esta investigação anticorrupção, Erdogan continua provocando críticas e manifestações da oposição.Na noite de quarta-feira, milhares de manifestantes pediram a renúncia de todo o governo em várias cidades do país e gritaram novamente os slogans da onda de protestos sem precedentes que atingiu o país nas primeiras três semanas de junho.

Também foram feitas convocações para novos protestos nesta sexta-feira em Ancara e na praça Taksim, em Istambul, epicentro das grandes manifestações registradas no último verão (do hemisfério norte).

PRIMEIRO PLANO

A disputa entre o governo e a justiça voltou para o primeiro plano, depois que um procurador que buscava realizar novas análises nesta ampla investigação judicial foi declarado incompetente.

“Todos os meus colegas e o público têm que saber que eu, como procurador, fui impedido de lançar uma investigação”, afirmou o procurador Maummer Akkas na quinta-feira, acrescentando que a justiça estava sendo pressionada por meio da polícia.

Segundo Akkas, a polícia se negou a deter 30 suspeitos, principalmente membros do governante Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP) de Erdogan.

A imprensa já havia começado a afirmar antes desta declarações de Akkas que Erdogan havia dito que os procuradores planejavam investigar os filhos do primeiro-ministro, que dirigem grandes empresas, e inclusive o chefe de Estado.

“O principal alvo desta operação sou eu”, teria declarado Erdogan, segundo pessoas próximas citadas pela imprensa, que segue afirmando que pesariam suspeitas sobre um de seus filhos, Bilal Erdogan.

JUSTIÇA TOLHIDA

“Quebram a justiça”, afirmava o jornal Hurriyet em sua primeira página. Um de seus editorialistas condenou “a inaceitável intervenção contra o poder judicial”.

Erdogan afirmou que as investigações formam parte de um complô e criticou os ataques da confraria de Fethullah Gulen, que era até agora um de seus partidários, acusada implicitamente de planejar este suposto complô com o objetivo, segundo ele, de destruir os avanços políticos e econômicos alcançados nos últimos dez anos.

Esta guerra fratricida mudou o panorama político nacional, diante das eleições municipais e presidenciais de 2014.

“Não haverá trégua. Pelo contrário, esta guerra se tornará cada vez mais violenta até se transformar em uma luta pela sobrevivência de cada uma das partes”, havia estimado Rusen Cakir, editorialista liberal e especialista do AKP de Erdogan e de Gulen.

Qualquer semelhança é mera coincidência: Turquia substitui dez ministros corruptos

Da Agência Brasil

Brasília – O primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan, substituiu dez ministros depois de um escândalo de corrupção que eclodiu ontem (25). Na noite de quarta-feira, Erdogan nomeou dez ministros, o que representa mais de metade das pastas. A decisão foi tomada depois de o premiê ter se reunido com o presidente turco, Abdullah Gül.

Foram atingidos pelas mudanças os ministros do Interior, da Economia, do Meio Ambiente, dos Assuntos Europeus, da Justiça, dos Transportes, da Família, do Desporto e da Indústria, além do vice-primeiro-ministro.

Os três ministros foram atingidos depois de seus filhos terem sido presos por acusações de corrupção, lavagem de dinheiro e tráfico de ouro. Os filhos dos dirigentes foram detidos em uma ação policial que atingiu o presidente de um banco público, burocratas e empresários.

Depois dos acontecimentos, a população reagiu pedindo a demissão do primeiro-ministro e a polícia teve de usar gás lacrimogêneo para dispersar uma manifestação com cerca de 5 mil nas ruas da capital, Istambul.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGAqui no Brasil também não falta ministro corrupto. O que sempre falta é disposição para demiti-los. Eles acabam caindo de podre. Mas há também aqueles que nem caem, como o ministro Fernando Pimentel, comprovadamente corrupto, que a presidente Dilma não demite alegando que os “malfeitos” dele foram cometidos antes de assumir o Ministério. (C.N.)

Pesquisas devem ser registradas na Justiça Eleitoral a partir de 1º de janeiro

Sabrina Craide
Agência Brasil

Brasília – A partir da próxima quarta-feira (1º), o registro das pesquisas eleitorais será obrigatório, de acordo com o calendário eleitoral de 2014. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devem ser registradas apenas as pesquisas sobre candidatos à Presidência da República. Os levantamentos referentes aos cargos de governador, senador, deputado federal, deputado estadual e distrital são registrados nos tribunais regionais eleitorais.

Para o registro de pesquisas, é obrigatório o uso do Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle). As informações e os dados registrados no sistema ficarão à disposição de qualquer interessado por 30 dias nos sites dos tribunais eleitorais. A finalidade do registro é dar publicidade às informações prestadas e permitir a fiscalização pelos partidos e pelo Ministério Público Eleitoral.

Para a divulgação dos resultados de pesquisas no horário eleitoral gratuito, devem ser informados o período em que a pesquisa ocorreu e a margem de erro. Não é obrigatória menção aos candidatos concorrentes, desde que o modo de apresentação dos resultados não induza o eleitor a equívoco quanto ao desempenho do candidato em relação aos demais.

O veículo de comunicação social que publicar pesquisa não registrada deve arcar com as consequências da veiculação, mesmo que esteja reproduzindo matéria divulgada em outro órgão de imprensa. A divulgação de pesquisa sem o prévio registro das informações exigidas sujeita os responsáveis à multa no valor de cerca de R$ 53 mil a R$ 106 mil.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGAs pesquisas ainda não valem nada. Só terão importância em julho de 2014, depois das convenções estaduais que vão definir os candidatos. No PT, se Dilma ou Lula; no PSB, de Campos ou Marina; no PSDB, se Aécio ou Serra. Além, é claro, da incógnita chamada Joaquim Barbosa, que tem até o dia 5 de abril para se decidir. Até lá, as pesquisas pouco significam. (C.N.)

 

A improbalidade de Eduardo Campos se aproximar de Aécio Neves

Cesar Maia

1. Os elogios mútuos entre Aécio e Campos fazem parte da teoria de ballotage (eleições majoritárias com segundo turno). Os concorrentes devem focalizar quem acham que vão enfrentar no segundo turno e suavizar com os demais, de forma a contar com esses eleitores no segundo turno.  Mas o problema está quando os votos dos candidatos que disputam a segunda vaga não têm espalhamento. Isso termina cristalizando os votos de cada qual em suas regiões.

2. Comecemos pelos Sudeste, que tem 43% dos eleitores. Aécio certamente sairá de Minas Gerais com uma votação que fará lembrar Brizola em 1989 no Rio e Rio Grande do Sul. Em S. Paulo, pela polarização PSDB x PT, não haverá espaço para o crescimento de Eduardo Campos. No Rio há um vetor para o crescimento de Campos, mas esse depende inteiramente de Marina Silva. Se ela tivesse transferido o título para o Rio, seria favorita. E não se vê quem queira sacrificar seu mandato para ser o governador de Campos no Rio.

3. O perfil de Marina não sugere que ela vá jogar sua imagem numa candidatura perdedora. Se isso não ocorrer e ela ficar tocando realejo durante as eleições (expressão usada por Brizola para quem não se envolve), a polarização se dará entre Dilma e Aécio. Ela entre os de renda e nível de instrução menores e ele o contrário.

4. No Nordeste, onde Campos tem sua base maior, assim mesmo ela só tem concentração significativa em Pernambuco.  É no Nordeste onde Dilma tem os melhores índices lastreados por Lula que, com certeza, estará peregrinando pela região na campanha. Campos vence Dilma em Pernambuco, mas perde para Lula. No Centro-Oeste a presença de Marina dificultará a atratividade de Campos. No Norte, da mesma maneira.

5. Finalmente, no Sul, Campos não tem superfície de contato (expressão usada por Getúlio Vargas para candidaturas sem base regional ou setorial). No Paraná a polarização será entre PSDB e PT/PMDB. No Rio Grande do Sul entre PT e PP, que terminará atraindo os eleitores anti-PT para o voto útil.

6. E é esse voto útil (trocar de candidato por achar que seu candidato não tem chance) que, nas condições atuais, tende a emagrecer ainda mais a candidatura Campos, com o início da campanha. Ocorrendo isso, Marina preservará a sua imagem e não assumirá o carimbo de perdedora. Com seu staff não faltarão temas para ela fazer esse descolamento explícito.

7. Um voto útil em relação a Campos só desaguará parcialmente em Aécio, o que aumenta a necessidade que surjam dois candidatos –um pela esquerda e outro pela direita- para criar um ambiente de segundo turno.

8. Segundo o Ibope, Dilma se encontra no patamar de votos (incluindo brancos e nulos) que obtiveram Lula, Lula e ela nas três presidenciais: 43%. Aécio tem 14%. Campos 7%. Campos emagreceu um pouco entre as duas últimas pesquisas do Ibope, num sinal que o impacto Marina se diluiu muito cedo e não surgiu nenhum vetor multiplicador.

9. Bem, essa é uma projeção de cenários em base às condições deste final de 2013. Mas num ano de Carnaval retardado para março, de Copa do Mundo, de expectativas que as ruas voltem a ser ocupadas…, construir fatos novos para quem precisa deles não será tarefa fácil.

Presente de Natal:Pai da informática recebe indulto póstumo após condenação por ser gay

Da Agência EFE

Londres- O britânico Alan Turing, considerado o pai da informática moderna e que ajudou a decifrar o código Enigma alemão durante a Segunda Guerra Mundial, recebeu na véspera de Natal um indulto póstumo após ter sido condenado em 1952 por ser homossexual.

Por sugestão do governo, que atuou movido por um pedido popular, a rainha Elizabeth II concedeu o perdão a Turing, que, além de sua condenação a 61 anos por práticas homossexuais, foi castrado quimicamente.

O matemático morreu em 1954, aos 41 anos, envenenado com cianureto. Embora o legista tenha determinado que foi suicídio, sua família e biógrafos sempre declararam que se tratou de um acidente.

Sua condenação lhe obrigou a abandonar seu trabalho no Quartel-General de Comunicações do Governo, ao qual se incorporou após trabalhar durante a guerra em Bletchley Park – mansão na Inglaterra dedicada à análise de códigos.

MENTE BRILHANTE

“Alan Turing foi um homem excepcional com uma mente brilhante”, afirmou o ministro da Justiça, Chris Grayling, que foi quem pediu à soberana que emitisse o indulto.

“Seu brilho se evidenciou em Bletchley Park durante a Segunda Guerra Mundial, onde foi fundamental para decifrar o código Enigma, contribuindo para pôr fim à guerra e salvar milhares de vidas”, acrescentou.

O perdão a Turing encerra uma campanha de vários anos, apoiada por cientistas como Stephen Hawking e que também incluiu uma proposição de lei apresentada na Câmara dos Lordes pelo liberal-democrata John Sharkey.

Em setembro de 2009, o então primeiro-ministro, o trabalhista Gordon Brown, já havia se desculpado publicamente pela condenação a Turing, que foi acusado na época de “grave indecência”.

Depois do Mali, a França intervém na República Centro-Africana e volta a sonhar com a África

Fonte: Reuters / Emmanuel Braun.

Vinícius Gomes

Se havia dúvidas de que o governo “socialista” francês sente-se nostálgico das velhas relações entre Europa e África, elas terminaram nesta terça-feira (17/12). Ao falar ao Parlamento de seu país, o ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius, anunciou que “diversos países europeus” seguirão a iniciativa francesa e enviarão soldados à República Centro-Africana (RCA), a pretexto de “restaurar a paz”.

A iniciativa põe em evidência, mais uma vez, os impasses da África, dividida entre países que vivem surtos (às vezes desordenados) de desenvolvimento e outros, em que o Estado nacional desmorona. Porém, a novidade principal é o regresso de um sentimento europeu atávico: a crença de que o Velho Continente tem a “missão” de civilizar o mundo.

A situação da República Centro-Africana é, de fato, dramática. Em março, um golpe de Estado derrubou o presidente François Bozizé – que assumira o poder dez anos antes, também por força das armas. Os últimos meses foram de caos crescente. Os golpistas, que se articulam no movimento Séléka, praticaram saques, estupros e execuções. Contra eles, formaram-se milícias igualmente violentas. Choques entre ambas as partes provocaram centenas de mortes e desabrigaram 400 mil pessoas – um em cada dez habitantes –, nas últimas semanas. A religião é a linha divisória entre os dois grupos, o que torna mais difícil uma solução. O Séléka é majoritariamente muçulmano; as milícias, cristãs.

A França, que já havia intervido na Líbia, tentara instigar uma agressão ocidental à Síria e ocupara o Mali no início do ano, resolveu por as mãos também na República Centro-Africana. Cerca de 1,6 mil soldados franceses, com armamento muito superior ao dos grupos africanos, estão no país desde o final de novembro. Duas mortes, entre os invasores, fizeram despencar o apoio à intervenção na França. Por isso, o ministro Fabius está ansioso por envolver outras nações europeias.

FRONTEIRAS FORJADAS

Mas por trás das disputas na RCA está também… a Europa. O país é apenas mais um entre os que tiveram suas fronteiras forjadas pela “imaginação” europeia, no século 19. O episódio marcante desta intervenção foi a Conferência de Berlim, em 1885. Nela, governantes do Ocidente partilharam entre si o continente africano. Oito potências – Grã Bretanha, França, Espanha, Itália, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Estados Unidos, Suécia, Áustria-Hungia e Império Otomano – dedicaram-se a esse exercício macabro, em consórcio com suas grandes empresas.

Desrespeitaram história, relações étnicas e culturais dos povos nativos. Traçaram as fronteiras do continente com a força de seus exércitos e a bússola de seus próprios interesses. As consequências podem ser sentidas mais de cem anos depois. Expressam-se nos genocídios de Ruanda e Darfur, na necessidade de criar o Sudão do Sul e em violentos conflitos entre muçulmanos e cristãos na Nigéria e, agora, na RCA.

Mas por que a França tem desempenhado papel central? Num texto recente, o sociólogo Immanuel Wallerstein sugere: que “o que permite essa agressividade francesa é o declínio do poder efetivo dos EUA no cenário mundial”. E o palco da ação de Paris é a África, continente que a França sempre viu como seu “quintal” e onde ainda mantém três grandes bases militares.

O próprio Wallerstein lembra, contudo, que tudo tem um preço: “Assim como os EUA descobriram no Oriente Médio, pode ser bem difícil retirar suas tropas uma vez que elas entram [no país]“, e geralmente, a opinião pública doméstica não apoia mais a intervenção. No caso da RCA, não chegou nem a dez dias. (artigo do site Assaz Atroz, enviado por Sergio Caldieri)

Tabela do Imposto de Renda é corrigida abaixo da inflação pelo 18º ano seguido

Bianca Pinto Lima e Mário Braga
Estadão
Pelo 18º ano seguido, a tabela do Imposto de Renda (IR) será corrigida abaixo da inflação em 2014. A defasagem, que deverá fechar este ano próxima de 66%, faz com que o Fisco chegue ao bolso de cada vez mais brasileiros, consumindo os novos rendimentos. Essa discrepância ainda se soma ao aumento do salário mínimo, também superior à correção da tabela. No próximo ano, o mínimo será elevado para R$ 724, uma alta de 6,78% ante os R$ 678 atuais.

A tendência pode ser observada desde 1996, quando houve o congelamento da tabela do IR, que durou até 2001. Nos anos seguintes, todos os reajustes foram abaixo do índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O resultado disso é o aumento da tributação sobre o assalariado. Em 1996, a isenção do imposto beneficiava quem recebia até 6,55 mínimos, segundo levantamento da consultoria Ernst 8c Young. Em 2014, essa relação despencará para 2,47. Assim, brasileiros antes isentos por causa da baixa renda vão paulatinamente ingressando na condição de contribuintes.

NOVOS VALORES

A última correção automática da tabela entra em vigor a partir de janeiro e elevará em 4,5% as faixas de cobrança – ante uma inflação de 5,85% em 2013, pelo IPCA-15. Os novos valores de cobrança já serão deduzidos na folha de pagamento em 2014 e valem para a declaração do IR de 2015.

Pela nova tabela, passam a ser dispensados do pagamento do imposto os empregados que recebem até R$ 1.787,77 mensal. Atualmente, o tributo não é cobrado de quem ganha até R$ 1.710,78. A alíquota de 7,5% passa a ser aplicada para quem receber entre R$ 1.787,78 e R$ 2.679,29. Já o desconto de 15% será aplicado na faixa salarial de R$ 2.679,30 até R$ 3.572,43. A alíquota de 22,5% valerá em 2014 para quem recebe entre R$ 3.572,44 e 4.463,81. E a máxima, de 27,5%, vai incidir sobre vencimentos acima de R$ 4.463,81.

Neste ano, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) lançou uma campanha para obter 1,5 milhão de assinaturas para um proj et o de lei que muda a forma de correção IR. A ideia é reduzir gradativamente a discrepância em um período de dez anos, a partir de 2015. (artigo enviado por Mário Assis)

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Só de governos petistas já são 10 anos. Eita herança bendita, hein? (C.N.)

Primeira briga de 2014: Evangélicos e PT disputam comando da Comissão de Direitos Humanos

Márcio Falcão e Johana Nublat
Folha         

Entusiasmados com a visibilidade que o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) conquistou durante o ano, integrantes da bancada evangélica querem manter sob seu domínio a Comissão de Direitos Humanos da Câmara.

As articulações começaram logo após a despedida de Feliciano, que deixou o cargo na semana passada e, pelas regras da Câmara, não pode mais ser reconduzido à presidência do colegiado.

A estratégia dos evangélicos é convencer os partidos a indicar o maior número de representantes da bancada religiosa para compor a comissão em fevereiro, quando os deputados voltam ao trabalho após o recesso do fim de ano.

Um dos nomes que circula na bancada para representar os religiosos é o do deputado Marcos Rogério (PDT-RO). Alinhado a Feliciano, ele ajudou a derrubar projetos de interesse de movimentos sociais, como o que garantia igualdade no serviço público, independentemente de gênero e raça.

Maior partido da Câmara, o PT marcou para o dia 3 de fevereiro uma reunião para definir o novo líder da bancada e as comissões que vai escolher para presidir em 2014. Comissões que garantam apoio a projetos de interesse da presidente Dilma Rousseff deverão receber prioridade.

Ex-ministro dos Direitos Humanos, o deputado Nilmário Miranda (PT-MG) tenta convencer o PT a retomar o controle da Comissão de Direitos Humanos. Já falou com 47 dos 89 deputados do PT e diz que o cenário é positivo.

O petista sustenta, no entanto, que a composição tem que ser um compromisso de todas as siglas. “Feliciano interrompeu 18 anos de serviço. A comissão viveu um ano de retrocesso, com uma pauta homofóbica, racista, discriminatória, contrária aos direitos humanos”, afirmou.

 

 

 

Chega de infantilidades neste Blog!!!

Carlos Newton

Realmente, a situação chegou a tal ponto que minha admiração pela utopia se perdeu. O blog está totalmente desvirtuado, com comentários infantis, que não levam a nada. Confesso que estou decepcionado. Pensei que fosse possível manter um fórum de debates em alto nível, mas o que se vê são vaidades pessoais, ofensas, zombarias.

O pior é que esse tipo de comportamento envolve pessoas altamente intelectualizadas, que poderiam estar aqui colaborando com ideias e opiniões que alimentassem e enriquecessem o debate.

Helio Fernandes não suportava isso, eu tentei suportar.  Mas agora, chega! Quem não se sentir satisfeito, tem todo direito de procurar outro blog e nos deixar em paz.

 

Auditoria da CGU aponta irregularidades de prefeituras em vitrine eleitoral de Dilma

Tai Nalon
Folha

Programas do governo federal que devem ser usados como vitrines na campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014 apresentam irregularidades na aplicação dos recursos por parte das prefeituras e enfrentam atrasos que podem atrapalhar o alcance das metas fixadas pelo Planalto.

Auditorias realizadas neste ano pela CGU (Controladoria-Geral da União) em 60 cidades de todo o país – escolhidas por sorteio – mostram que, em 98% dos municípios analisados, há falhas no Bolsa Família e na construção de creches, pré-escolas e UBSs (unidades básicas de saúde).

O Bolsa Família está relacionado à principal promessa de campanha de Dilma –a erradicação da pobreza extrema– e vem sendo carro-chefe dos governos petistas. Já a construção de creches e de UBSs é estratégica para que Dilma estreite relações com líderes regionais que podem somar apoio em 2014.

Os três programas são bancados pela União, mas executados em conjunto com as prefeituras, que recebem o dinheiro federal sob uma série de condições, como a entrega de documentos para o início de uma obra, comprovação de que o projeto está em execução ou o envio de uma lista de beneficiários.

Os municípios, porém, frequentemente falham em procedimentos básicos, como a comprovação da aplicação dos recursos, fiscalização e previsão orçamentária, o que resulta em atrasos.

Das 60 cidades fiscalizadas pela CGU em 2013, 59 apresentaram irregularidades no Bolsa Família. Há indícios de pagamento do benefício a famílias com mais de R$ 140 mensais de renda per capita – teto estipulado pelo programa.

As prefeituras também falham por não conseguir comprovar a frequência escolar de crianças vinculadas ao programa, um pré-requisito, e por não publicar a lista de beneficiários. A construção de creches e pré-escolas tem problemas em 34 dos 60 (57%) municípios analisados. A maior parte deles relacionada à execução financeira das obras e às licitações para contratação de construtoras e compra de materiais. A promessa do governo é entregar até o fim do próximo ano 6.000 creches.

Há seis casos de obras atrasadas, paralisadas ou abandonadas. Também há registro de falta de publicidade de processos de licitação e irregularidade nos critérios de reajuste de preços. No caso das UBSs, 13 dos 60 municípios (22%) apresentaram problemas como obras atrasadas ou abandonadas, pagamentos por serviços não executados e direcionamento de licitações.

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A Controladoria descobriu até a filha de um prefeito recebendo Bolsa Família. Há outro caso, famoso, de um gato que também era contemplado. Pena que a CGU tenha demorado tanto para fazer este tipo de apuração. Os programas são importantes, mas não podem deixar de ser fiscalizados. (C.N.)

 

Pelo amor de Deus, não deixem Dilma discursar de improviso!

Pedro Venceslau
O Estado de S.Paulo

Antes de entrar na campanha presidencial de 2010, a então ministra Dilma Rousseff, candidata ungida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi submetida a um intenso processo de media training com o marqueteiro João Santana para melhorar sua oratória.

Considerada um quadro técnico, ela tinha pouca desenvoltura em palanques e diante dos microfones, o que preocupava os estrategistas petistas. Após três anos no Palácio do Planalto, a presidente surpreendeu aqueles que apostavam em um mandato eminentemente técnico e fechado no gabinete.

Entre o primeiro discurso, feito no Congresso Nacional no dia da posse, em 1° de janeiro de 2003, e o último, na inauguração da BR-448, em Porto Alegre, no último dia 20, Dilma somou 599 intervenções, segundo dados obtidos no site da Presidência da República.

A média de quase dois discursos por dia está longe da alcançada por Lula, que somou 968 falas nos primeiros três anos do seu primeiro mandato, mas ainda assim é um número considerável, já que a Presidência foi a primeira disputa eleitoral de Dilma.

“FALAS BELÍSSIMAS”

“Ela tem feito falas belíssimas, emotivas e com muita capacidade de explicação”, celebra o deputado Edinho Silva (PT), um dos prováveis coordenadores da campanha pela reeleição da presidente. “A oratória dela melhorou muito ao longo do mandato. Dilma é hoje uma exímia oradora.”

Apesar dos elogios, a oratória presidencial deixou um rastro de gafes e declarações indecifráveis que tornaram-se hits na internet e memes nas redes sociais. Entre os mais populares está um pronunciamento feito no último Dia da Criança, em Porto Alegre.

“O Dia da Criança é da mãe, do pai, dos professores… mas também é o dia dos animais. Sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás. O que é muito importante”, disse Dilma, para espanto da plateia.

Especialistas ouvidos pelo Estado foram unânimes ao avaliar que a presidente mantém vícios perigosos em seu estilo de falar. “O perigo está na hora em que ela tenta dar um toque pessoal e parte para a fala de improviso”, disse o fonoaudiólogo e professor de oratória Rodrigo Moreira, que analisou discursos de Dilma a pedido do Estado. “O nervosismo faz com que ela perca a concentração.”

Foi em um momento de improviso, por exemplo, que a presidente saudou Márcio Lacerda, prefeito de Belo Horizonte, como prefeito de Porto Alegre em um discurso em Minas Gerais. Acabou vaiada pela plateia.

Em outra ocasião, chamou o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, de Antonio Cláudio. Nos dois casos, a saída encontrada para evitar o constrangimento foi fazer piada com o erro. “Quando o erro é grave, é melhor levar no humor”, afirma Moreira. “Dilma faz isso e ri de si mesma.”

Outra declaração da presidente que chamou a atenção aconteceu na saída de uma reunião do G-20, em setembro, quando o País vivia o auge da tensão com os Estados Unidos devido às denúncias de espionagem. “Ontem eu disse para o presidente Obama que é claro que ele sabia que, depois que a pasta de dente sai do dentifrício, ela dificilmente volta para dentro do dentifrício. Eu disse que a gente tinha que levar isso em conta. Ele respondeu que faria todo o possível para que a pasta de dente não ficasse solta por aí e voltasse uma parte para dentro do dentifrício”, disse Dilma a um batalhão de jornalistas. Não se sabe se o recado foi assimilado pelo norte-americano ou compreendido pelo tradutor.

INVENTAR UM ESTILO

“Por ter um perfil técnico, Dilma sente-se mais à vontade em público do que se tivesse que inventar um estilo”, pondera o cientista político Cláudio Couto, professor de administração pública da FGV.

O fonoaudiólogo Rodrigo Moreira aponta alguns vícios da oratória de Dilma. “Ela faz muitas perguntas para si própria durante a fala, o que é um vício de linguagem. Quando usado em excesso, isso cria um incômodo para quem escuta. Outro problema é a questão do contato visual, que é perdido. Se eu fosse professor de oratória dela, só usaria teleprompter.”

Um exemplo do uso de perguntas foi o discurso feito no dia 17 dezembro, no Estaleiro Atlântico Sul, em Ipojuca (PE). “Nós decidimos que íamos partir para a ofensiva e implantar a indústria naval. Como? Através da garantia de demanda que os projetos da Petrobras representam. Por que isso? Porque a Petrobras é uma das maiores empresas de petróleo do mundo.”

O cientista político e consultor de marketing Rudá Ricci, autor do livro Lulismo, observa que houve uma evolução importante nos discursos da presidente nos últimos quatro anos. “Dilma abandonou o obrigação de sorrir. Como ela é séria, o sorriso parecia forçado . A presidente também está dominando melhor o espaço dela na hora de falar.”

Para o jornalista Eugênio Bucci, ex-presidente da Radiobrás, a presidente é tecnocrática até nos assuntos políticos. “Esse estilo não cai nas graças do povo. O discurso parece de uma auditora que fiscaliza, não que lidera. Dilma fala como uma máquina. Não parece alguém que está conversando.”

EQUIPE DE APOIO

Sempre que vai falar em público, a presidente segue o mesmo ritual. O discurso é preparado por uma equipe de redatores de uma “tropa de elite” chamada GAIA (Gabinete Adjunto de Informação de Apoio à Decisão). O texto final passa ainda pelo crivo do ministro ligado à área que será alvo da fala antes de chegar às mãos da presidente, que costuma dedicar suas horas de voo para ler e memorizar o máximo possível do material.

Os “cacos” de improviso vão sendo incluídos ao longo da fala. Segundo interlocutores da presidente, a linha mestra das falas é definida por João Santana, marqueteiro da campanha de 2010.

“O ghost writer ou o marqueteiro, dependendo do caso, pontua quais são as ideias-força e os momentos que merecem mais ênfase e consequentemente algum improviso para gerar empatia com a plateia. É justamente quando ela sai do protocolar que se perde”, diz Rudá Ricci.

Um poema em estilo samba-canção, de Ana Cristina César

A professora, tradutora e poeta carioca Ana Cristina Cruz Cesar (1952-1983) é considerada um dos principais nomes da chamada geração mimeógrafo (ou poesia marginal) da década de 1970. No poema “Samba-Canção”, Ana Cristina revela que fez tudo para o seu amor gostar, porque ela queria apenas carinho.

SAMBA-CANÇÃO

Ana Cristina César

Tantos poemas que perdi.
Tantos que ouvi, de graça,
pelo telefone – taí,
eu fiz tudo pra você gostar,
fui mulher vulgar,
meia-bruxa, meia-fera,
risinho modernista
arranhando na garganta,
malandra, bicha,
bem viada, vândala,
talvez maquiavélica
e um dia emburrei-me,
vali-me de mesuras
(era uma estratégia),
fiz comércio, avara,
embora um pouco burra,
porque inteligente me punha
logo rubra, ou ao contrário, cara
pálida que desconhece
o próprio cor-de-rosa,
e tantas fiz, talvez
querendo a glória, a outra
cena à luz de spots,
talvez apenas teu carinho,
mas tantas, tantas fiz…

(Colaboração enviada por Paulo Peres – Site Poemas & Canções)

Equador reitera que continuará protegendo Julian Assange, criador do Wikileaks

Da Prensa Latina

Quito – O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, assegurou na véspera de natal que seu governo continuará protegendo o fundador do Wikileaks, Julian Assange, asilado na embaixada do país andino em Londres desde junho de 2012.

“Nós não daremos nosso braço a torcer, manteremos a proteção, porque achamos que é nosso direito proteger você da perseguição e proteger  sua liberdade e a liberdade de expressão”, expressou Patiño, em uma mensagem enviada a Assange através da emissora local Rádio Pública.

Depois de enviar um fraterno cumprimento natalino ao homem que revelou milhares de arquivos secretos da diplomacia estadunidense, o chanceler equatoriano disse ter esperanças de que a Suécia aceite a proposta de seus advogados de tomar declarações na sede diplomática da nação sul-americana no Reino Unido.

“Ou que o governo britânico se dê conta de que estão cometendo uma violação muito grave de seus direitos humanos, ao não aceitar os fundamentos jurídicos apresentados pelo Equador com relação à obrigação que tem de dar a você um salvo-conduto”, agregou.

REFUGIADO

O jornalista australiano refugiou-se na embaixada equatoriana em Londres para evitar ser extraditado à Suécia, onde seria julgado por supostos delitos sexuais.

Assange considera, por sua vez, que só se trata de uma estratégia para ser enviado aos Estados Unidos, onde poderia inclusive ser condenado à pena de morte por revelar informações consideradas secretas.

“É importante que saiba que o povo e o governo equatorianos têm uma decisão firme de manter a proteção, na contramão da perseguição política que sofre dos maiores poderes do mundo”, assegurou Patiño ao fundador do Wikileaks, a quem qualificou como ícone da liberdade de expressão. (transcrito do site Irã News)

 

Agora, Genoino quer passar o Ano Novo em sua casa de São Paulo

Andreza Matais e Ricardo Brito
Estadão

BRASÍLIA – O ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino pretende passar o Ano Novo com a família em São Paulo. A defesa de Genoino deu entrada a um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele passe a cumprir prisão domiciliar provisória na sua casa no Butantã, na zona oeste da capital paulista. Ele está preso desde o dia 15 de novembro após condenação no processo do mensalão por corrupção ativa.

No dia 21 de novembro, o presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, concedeu autorização provisória para que Genoino cumpra prisão domiciliar até que a Corte dê a palavra final sobre se a Penitenciária da Papuda, na capital federal, oferece condições para ele fazer seu tratamento de saúde.

Desde então, ele está, segundo seu advogado Luiz Fernando Pacheco, na casa de um familiar em Brasília. Pacheco argumentou que foi o próprio Genoino quem manifestou interesse em voltar para São Paulo, na casa onde reside há 30 anos. Atualmente, segundo o defensor, está na casa de um contraparente em Brasília. Ele não quis revelar a identidade do hóspede do condenado nem o endereço onde o ex-presidente petista se encontra. A Vara de Execuções Penais informou que a localização de Genoino está sob sigilo.

BARBOSA NÃO ALIVIA

Independentemente do pedido de transferência provisória para São Paulo, a decisão de Joaquim Barbosa sobre a concessão de prisão domiciliar definitiva deve ficar para depois das festas de fim de ano. Barbosa consultou as Varas de Execuções Penais em Brasília e São Paulo para saber delas se haveria condições do ex-presidente do PT cumprir pena em presídios em uma das duas localidades.

Em Brasília, a Vara de Execuções indicou que há condições para recepcionar presos com problemas de saúde. Em decisão do último dia 20, o juiz substituto Bruno Ribeiro mandou ofícios para a Secretaria de Saúde e para a Subsecretaria do Sistema Penitenciário solicitando “que continuem envidando esforços no sentido de prestar aos sentenciados em cumprimento de pena no Distrito Federal a assistência à saúde e, em caso de necessidade, a pronta transferência para a rede hospitalar de referência, sem prejuízo da estrita observância das recomendações clínicas que cada caso requer”.

A Vara de Execuções de São Paulo, segundo apurou a reportagem, teria dado uma resposta evasiva.