Fernando Haddad espera que FHC formalize apoio à sua candidatura

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FHC diz que não apoia Bolsonaro, de jeito nenhum

Alessandro Giannini
O Globo

O candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad,  disse neste domingo, em São Paulo, que espera obter apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que declarou neutralidade, mas admitiu a possibilidade de apoiar o concorrente petista. Em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, publicada neste domingo, FH disse existir um muro entre ele e Bolsonaro, e que, por enquanto, havia uma porta a ser aberta na direção de Haddad.

—  Se depender de mim, essa porta vai ser aberta em nome da democracia — disse o candidato, que mantém uma relação cordial com Cardoso, além de terem amigos em comum.

DEMOCRACIA EM JOGO —“Independentemente de o PSDB ser oposição ou situação no próximo governo, o mais importante hoje é garantir as liberdades democráticas, que estão em risco em nosso país, como ele mesmo reconhece na entrevista”, disse. 

Haddad também comentou a campanha de Bolsonaro na TV e no rádio, que aponta o PT e seus principais líderes como defensores dos regimes de Cuba e Venezuela:

— Olha, o PT nunca violou um princípio democrático enquanto esteve no comando do governo. O Estado democrático de Direito era e continua sendo um princípio basilar nosso. O meu adversário, ao contrário, defendeu tortura, a morte de 30 mil pessoas durante a ditadura, chamou Dom Paulo Evaristo Arns de vagabundo e charlatão. E está tudo registrado.

OLAVO DE CARVALHO – O candidato petista também comentou um tuíte publicado pelo filósofo Olavo de Carvalho, e republicado por um dos filhos de Bolsonaro, dizendo que o candidato do PT defendia o incesto. Carvalho apagou a publicação logo em seguida. 

—  Já disseram que sou dono de uma Ferrari e que meu relógio, presente da minha família quando me formei, custa R$ 400 mil reais —  disse —  Onde essa loucura vai parar?

Haddad também atacou Bolsonaro por espalhar “mentiras” na internet sobre sua religiosidade. E incluiu a imprensa no desabafo:  “Não entendo por que razão a imprensa não está denunciando isso”.

Guedes quer baixar o imposto de importação e destruir a indústria brasileira

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Guedes é um apátrida que não se interessa pelo Brasil

Daniela Lima
Folha/Painel

O presidente do DEM, ACM Neto, quer manter distância pública de Jair Bolsonaro (PSL), mas avisou a aliados que sua estrutura na Bahia vai trabalhar e pedir votos para o candidato. Prefeito de Salvador, ACM Neto disse optar pelo capitão da reserva contra o PT, mas afirmou que não se envolveria pessoalmente na eleição. Ele, porém, tem falado com apoiadores do presidenciável para acompanhar os passos da campanha e já na semana passada admitiu colocar o bloco na rua para ajudar no Nordeste.

A pessoas próximas, ACM Neto disse que não está disposto a fazer campanha em suas redes sociais, mas que derrotar o PT é fundamental para sua estratégia política no estado, governado por petistas há mais de uma década.

ACENDA O FAROL – Executivos de emissoras de televisão disseram a interlocutores que um dos pleitos que farão ao próximo governo é a proibição do pagamento de bonificações por volume, espécie de bônus a agências que emplaquem publicidades na grade de programação. A TV Globo é adepta da prática.

O PT vai explorar contradições de Bolsonaro em relação a questões sociais. Neste domingo (14), Haddad terá um encontro com pessoas com deficiência, em SP. O capitão reformado e seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) votaram contra um inciso da lei que criou o Estatuto da Pessoa com Deficiência, em 2015.

APOIO A HADDAD – O grupo de advogados intitulado “Prerrogativas” lança nesta segunda (15) manifesto pluripartidário em apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT). O documento afirma que a união se dá em torno da defesa da democracia, que está acima de “interesses individuais, corporativos e partidários”. Os organizadores recolheram, até a noite de sexta-feira (dia 12), cerca de 500 adesões ao manifesto.

O candidato ao governo do RN, Carlos Eduardo (PDT), deve ser no máximo advertido pela sigla por ter declarado apoio a Bolsonaro. Ele disputa o segundo turno contra Fátima Bezerra (PT).

Um pedetista justifica: o partido não pode obrigá-lo a se suicidar eleitoralmente para preservar o PT.

FINS E MEIOS – A equipe que ajuda o guru econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, a estruturar as ideias para a área incluiu como medida a ser tomada nos 100 primeiros dias de um eventual governo a redução drástica de tarifas aplicadas ao mercado externo.

A proposta tem como guia relatório técnico da Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo Temer de março deste ano. O estudo simula a redução da tarifa para a importação de produtos de 57 setores de bens comercializáveis.

O relatório da SAE estima que haveria redução geral de no mínimo 5% no patamar dos preços. Por outro lado, “as firmas menos competitivas tendem a não sobreviver, o que leva os trabalhadores a migrarem para outros setores da economia”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Ao invés de incentivar a indústria brasileira, o gênio do mal Paulo Guedes quer baixar o imposto de importação (IPI) para abrir empregos na China e em outros países. Os generais que assessoram Bolsonaro precisam enquadrar esse entreguista, que pretende vender o Brasil por 30 dinheiros. (C.N.)

“Bolsonaro fomenta violência e estupro”, declara Haddad à agência France Press

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Haddad investe na “demonização” de seu adversário

Deu no Correio Braziliense

O candidato à presidência, Fernando Haddad, acusou neste sábado (14/10) seu adversário de ultradireita, Jair Bolsonaro, favorito nas pesquisas, de fomentar a violência e a cultura do estupro. “Meu adversário fomenta violência, inclusive a cultura do estupro, ele chegou a dizer para uma colega do parlamento que não a estuprava porque não o merecia. Você quer uma sinalização mais violenta do que essa em relação à sociedade?”, alertou Haddad em uma entrevista exclusiva à agência France Press em São Paulo.

Bolsonaro, que obteve no primeiro turno 46% dos votos, contra 29% de Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), propõe liberalizar o porte de armas para combater a criminalidade, um dos temas mais controversos da campanha.

HADDAD CRITICA – Para Haddad,  escolhido do ex-presidente Lula para substituí-lo na corrida à presidência enquanto cumpre pena de prisão em Curitiba, trata-se de uma resposta com limitações. “Ninguém suporta bandidagem. A questão é que as propostas do Bolsonaro, que são pouquíssimas, inclusive na área em que ele se diz especialista, não vão resolver”, disse o ex-prefeito de São Paulo, de 55 anos.

“Armar a população não vai resolver. Quem tem que prestar o serviço de segurança publica é o Estado. E, se o Estado não está prestando o serviço corretamente, nós temos que adequar o serviço. A minha proposta é que o governo federal, que hoje cuida pouco da segurança, passe a cuidar e a assumir parte das responsabilidades, sobretudo em relação ao crime organizado”, acrescentou.

CONFIANÇA – Haddad, que é professor de Ciência Política e Políticas Públicas, acredita que Bolsonaro perderá a eleição e que ele encontrará canais de diálogo com o Legislativo. “Um professor tem muita mais chance de abrir um diálogo do que alguém como meu adversário, que nunca vi chamar ninguém para dialogar, que nunca aprovou nada relevante em 28 anos de mandato”, afirmou. Haddad ressaltou que Bolsonaro “sempre incitou a violência”. “Imagina uma pessoa que tem como herói um dos maiores torturadores do continente. Essa pessoa é que lidera as pesquisas, mas vai perder”, declarou.

O candidato do PT criticou ainda a forma como Bolsonaro, conhecido por sua retórica misógina, homofóbica e racista, faz campanha, sobretudo por meio do aplicativo de mensagens Whatsapp. “Acho que o que predominou foi a mentira, não foi o Whatsapp. Se ele tivesse usado o Whatsapp para falar a verdade eu não teria nenhum problema com a campanha dele. O problema é que nós já entramos com não sei quantas ações judiciais para tirar do ar os vídeos que a campanha dele produz falando mentiras a respeito de mim e da minha vice (Manuela d’Ávila). O trabalho de desfazer uma mentira é muito maior do que de falar a verdade”, reclama.

“Não sei de onde vem tanto dinheiro para tanta mensagem de Whatsapp, porque ele não declara os custos disso, dando a impressão de que é tudo voluntário”, questiona.

“ERROS” DO PT – Outra estratégia eleitoral de Bolsonaro é vincular Haddad à perpetuação da corrupção, já que o PT foi um dos partidos mais atingidos pela operação Lava-Jato. Haddad reconheceu que seu partido cometeu “erros” quando esteve no poder, mas lembrou que nesses treze anos de governo Lula e Dilma fortaleceram os órgãos de combate à corrupção que permitiram à polícia e à justiça avançar nas investigações.

“Se você perguntar qual foi o governo que mais equipou o Estado para combater a corrupção, foi o nosso. Nosso governo não botou nada para baixo do tapete”.

“Eu compartilho a mesma visão da sociedade de que a corrupção é uma coisa intolerável, mas Bolsonaro em 28 anos no Congresso federal não fez nada, em área nenhuma. Ele só grita contra as coisas, mas o que ele propõe não tem consistência nenhuma”, disse.

Bolsonaro ironiza Haddad e diz que só aceita debate ‘sem interferência de Lula’

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Bolsonaro diz que Haddad será “ventríloquo” de Lula 

Correio Braziliense
(Agência Estado)

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse que concorda em ir a debates com seu adversário, Fernando Haddad (PT), mas desde que não haja “interferência externa”, referindo-se à suposta influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de Fernando Haddad (PT).

“Se for debate só eu e ele (Haddad), sem interferência externa (de Lula), eu topo comparecer. Estou pronto para debater; tem de ser sem participação de terceiros”, ironizou, em meio a uma gravação de programas eleitoral na casa do empresário Paulo Marinho, no Jardim botânico, bairro da zona sul do Rio.

O fato de Bolsonaro não confirmar a participação em debates — o capitão reformado já disse que avalia não ir a nenhum, como estratégia para vencer — tem sido uma das maiores críticas feitas por Haddad a ele. No sábado pela manhã, o petista voltou a falar sobre o tema: “Quem não tem propostas, não tem o que debater”, afirmou, antes de encontro com coletivos culturais na Cohab Raposo Tavares, na zona oeste da capital paulista.

VENTRÍLOQUO – Bolsonaro tem rebatido as críticas dizendo que não vale a pena debater com Haddad porque não é ele quem toma as decisões. O militar chamou Haddad de “ventríloquo de Lula” (em aparente confusão, pois ele deveria querer dizer que Lula é o ventríloquo de Haddad) e disse que o adversário não escolherá os ministros caso seja eleito.

 “Quem vai escalar time de ministros será o Lula. Não adianta (ele) ter boas propostas se vai ter indicação política”, continuou. “O mais importante é ter independência para escalar um time de ministros componentes.”

Continência – Questionado sobre essas falas do candidato do PSL, Haddad respondeu que “quem bate continência para americano não tem moral para falar nada”, em referência a uma ocasião em que, em viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro bateu continência à bandeira norte-americana.

Haddad ainda tenta encontrar uma estratégia para enfrentar Bolsonaro

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Agora, as duas campanhas usam o verdade e amarelo

Sérgio Roxo
O Globo

Na primeira semana antes do segundo turno, o candidato petista Fernando Haddad não conseguiu fechar as alianças da pretendida “frente democrática” e deixou de lado as agendas de rua que vinha fazendo, passando a se dedicar a reuniões com o comando da campanha em busca de uma estratégia para superar a vantagem de Bolsonaro, e às gravações para o horário eleitoral. O programa agora é diário e tem cinco minutos de duração, quase o dobro do primeiro turno. Serão 13 até a disputa eleitoral, além das inserções exibidas ao longo da programação.

Numa estratégia desenhada para ser implantada de forma casada com a adesão de integrantes de outras correntes políticas, a campanha trocou as cores principais do material de campanha, reduzindo o vermelho e aumentado o verde, o amarelo e o azul. O slogan passou a ser “Brasil para Todos” em substituição ao “Brasil Feliz de Novo”, que remetia aos anos Lula. O líder petista, que está preso em Curitiba, também perdeu destaque na campanha.

DUAS SEMANAS – O PT terá agora apenas duas semanas para tentar reverter a situação. Pesquisa Datafolha divulgada na última quarta-feira mostrou Bolsonaro com 58% dos votos válidos, e Haddad com 42%. A aposta será toda nos ataques duros ao capitão reformado, que começaram a ser adotados pelo presidenciável petista em entrevistas e no horário eleitoral.

A ideia é ligá-lo aos episódios de violência registrados nos últimos dias e destacar o medo no eleitor de um eventual governo da candidato do PSL. Declarações do adversário contra o Bolsa Família e direitos dos trabalhadores também serão exploradas.

Nesta segunda-feira, o candidato deve aproveitar o Dia do Professor e fazer uma agenda com representantes da categoria em São Paulo. Faz parte da estratégia destacar a vida de Haddad como professor. Até assumir a candidatura, ele dava aulas no Insper, em São Paulo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGAté agora, a nova estratégia se resumiu em colocar o verde e amarelo na campanha, reduzir a onipresença de Lula e chamar Bolsonaro para um debate.  Apenas isso, e é muito pouco para derrotar o capitão. (C.N.)

Vice de Bolsonaro está proibido de dar entrevistas e prepara-se para casar

General Antônio Hamilton Mourão em entrevista no dia da eleição
Foto: Ailton Freitas / Ailton Freitas

Última declaração foi sobre o “braqueamento da raça”

Jussara Soares
O Globo

Na quinta-feira, o presidenciável Jair Bolsonaro se reuniu pela primeira vez com a bancada eleita de seu partido, o PSL, no Rio de Janeiro. Cinquenta dos 52 deputados federais compareceram. Uma ausência, porém, foi sentida: a do candidato a vice de Bolsonaro, general Antonio Hamilton Mourão (PRTB).

Antes onipresente, Mourão sumiu após o primeiro turno. Antes solícito, esquivou-se de entrevistas. Sua última declaração foi no dia da eleição, quando admitiu ter errado ao dizer que o neto era bonito e contribuía para o “branqueamento da raça”.

A PEDIDOS – O sumiço é um pedido da equipe da campanha. A capacidade de Mourão de colecionar polêmicas com suas declarações preocupava o entorno de Bolsonaro.

Mourão sempre ignorou a fama de falastrão. Disse que foi justamente a clareza com que expõe suas ideias que o aproximou de Bolsonaro na política.

— Ele sempre soube dos meus posicionamentos – diz o general de 65 anos, assinalando que suas palestras de cerca de 45 minutos só agora começaram a ser criticadas. Em suas explanações, fala desde a formação do povo brasileiro até ao fato do neto de 10 anos estudar filosofia na escola. Foi em ambientes favoráveis que ele afirmou que o brasileiro herdou a “indolência” do índio e a “malandragem” do negro, e que lares apenas com “mães e avós” são “fábricas de desajustados.”

— Quando eu não era candidato ninguém dava bola para isso. Agora passou a ter repercussão – disse Mourão antes de sumir.

13º SALÁRIO – A declaração mais delicada de Mourão, que gerou uma reprimenda pública de Bolsonaro, foi uma crítica ao 13º salário. Mas, ao contrário de Bolsonaro, Mourão não se sente perseguido pela imprensa.

— Eu não fico chateado, porque creio na liberdade de imprensa, entendo como um valor. A mídia é feita para os governados, não para os governantes. Os governantes têm que estar sob pressão – diz. – Você vai apanhar sempre. Sei que estou suscetível a críticas.

Foi justamente após uma declaração polêmica que Mourão recebeu o convite de Bolsonaro para entrar na política, no fim de 2017. Na oportunidade, ele havia perdido o cargo de secretário de Economia e Finanças do Exército por defender a possibilidade da intervenção militar caso o Judiciário não conseguisse resolver “o problema político”.

VELHOS AMIGOS – Bolsonaro e Mourão se conheceram em 1986, quando eram tenentes no 8° Grupo de Artilharia de Campanha Paraquedista, no Rio. Em setembro daquele ano, Bolsonaro foi preso por 15 dias após publicar um artigo na revista “Veja” protestando contra os baixos salários. A convivência na Vila Militar, onde ambos moravam,foi curta. Em 1988, Bolsonaro foi eleito vereador.

— Sempre tivemos uma boa relação. Éramos uma dupla de amigos no Exército – contou Mourão.

É essa dupla de amigos que Mourão garante que os dois vão reeditar – e não uma versão verde oliva de Dilma Rousseff e Michel Temer.

VAI CASAR – O fato de ser um general e estar subordinado a um capitão, posição inferior na hierarquia militar, não será uma questão.

— Isso não tem problema – afirma Mourão, cuja patente alta o blinda de ser questionado por outros integrantes da campanha.

O único assunto que Mourão se recusa a comentar é seu casamento com uma tenente-coronel do Exército, de 42 anos, marcado para depois das eleições. “Isso é particular. Eu sou viúvo. A pessoa com quem eu convivo é divorciada. Nada mais natural que a gente se case” – resumiu.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Não somente o vice foi proibido de dar declarações por Bolsonaro, mas também o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, teve de ficar calado. Guedes revelou um furor uterino pelas privatizações e foi contido pela camisa-de-força dos generais que hoje cercam Bolsonaro para impedi-lo de fazer besteiras. (C.N.)

Legado olímpico: Eduardo Paes levou R$ 15 milhões em propina da Olimpíada

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O maior legado foi para os bolsos de Eduardo Paes

Deu em O Dia
(Estadão Conteúdo)

O homem forte do Departamento de Propinas da Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, declarou em delação premiada perante a Procuradoria-Geral da República que o grupo empresarial repassou mais de R$ 15 milhões ao ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB), o ‘Nervosinho’, ‘ante seu interesse na facilitação de contratos relativos às Olimpíadas de 2016’. As solicitações teriam sido feitas em 2012.

“Dessa quantia, R$ 11 milhões foram repassados no Brasil e outros R$ 5 milhões por meio de contas no exterior. O colaborador apresenta documentos que, em tese, corroboram essas informações prestadas, havendo, em seus relatos, menção a Leonel Brizola Neto e Cristiane Brasil como possíveis destinatários dos valores”, relata o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) em decisão de 4 de abril que mandou investigar Eduardo Paes.

OUTRAS DELAÇÕES – O Estadão teve acesso a despachos do ministro Fachin, assinados eletronicamente no dia 4 de abril. Além de Benedicto Júnior, o ex-prefeito do Rio foi delatado pelos executivos da Odebrecht Leandro Andrade Azevedo e Luiz Eduardo da Rocha Soares.

Segundo Leandro André Azevedo, o ex-prefeito do Rio também teria negociado repasse de R$ 3 milhões da Odebrecht para a campanha a deputado federal de Pedro Paulo (PMDB) em 2010. O delator citou o sistema Drousys, a rede de comunicação interna, uma espécie de intranet, dos funcionários do “departamento da propina” da Odebrecht.

“Essas somas seriam da ordem de R$ 3 milhões, tendo a transação sido facilitada por Eduardo Paes, ex-prefeito do município do Rio de Janeiro, por meio de contato com o diretor Benedicto Júnior. Afirma-se, nesse contexto, que, no sistema ‘Drousys’, há referência a diversos pagamentos a “Nervosinho”, suposto apelido de Eduardo Paes”, narra Fachin na decisão que mandou investigar os peemedebistas.

PAES NEGA – Procurado pelo DIA, Eduardo Paes afirmou que “é absurda e mentirosa a acusação de que teria recebido vantagens indevidas por obras relacionadas aos Jogos Olímpicos.” Confira a nota na íntegra.

Eduardo Paes afirma que é absurda e mentirosa a acusação de que teria recebido vantagens indevidas por obras relacionadas aos Jogos Olímpicos. Ele nega veementemente que tenha aceitado propina para facilitar ou beneficiar os interesses da empresa Odebrecht. E reitera que jamais aceitou qualquer contrapartida, de qualquer natureza, pela realização de obras ou projetos conduzidos no seu governo. Paes ressalta que nunca teve contas no exterior e que todos os recursos recebidos em sua campanha de reeleição foram devidamente declarados à Justiça Eleitoral.

PLANILHAS CONFIRMAM – Em anexos aos termos de declaração, segundo o ministro do Supremo, o delator Leandro Andrade Azevedo apresenta as planilhas de que constariam os pagamentos e e-mails em que reuniões teriam sido agendas e solicitações de pagamentos foram feitas.

Em 2016, Pedro Paulo foi o candidato de Eduardo Paes à Prefeitura do Rio. O peemedebista foi derrotado no primeiro turno.

Dois anos antes, em 2014, Pedro Paulo teria recebido R$ 300 mil, ‘de maneira oculta, para a campanha à prefeitura’, segundo Benedicto Júnior. O pedido foi intermediado por Eduardo Paes e haveria registro no Sistema “Drousys” de pagamentos a “Nervosinho”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO GLOBO
Está engraçada a eleição no Rio de Janeiro. A toda-poderosa Organização Globo está atacando por todos os lados o ex-juiz Wilson Witzel, que é o candidato ficha limpa, e enaltecendo o ex-prefeito Eduardo Paes, o candidato ficha-suja. A manipulação dos fatos é evidente e vamos voltar ao assunto, é claro. (C.N.)

 

Haddad tem semana perdida em busca de alianças para o segundo turno

Campanha petista adota cautela em conversas com tucanos para evitar novo revés à campanha de Haddad
Foto: Givaldo Barbosa / Agência O Globo

Haddad não conseguiu formar a “frente democrática”

Sérgio Roxo
O Globo

A primeira das três semanas que terá para tentar reverter a vantagem de 18 milhões de votos de Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da disputa presidencial foi praticamente perdida para o candidato do PT, Fernando Haddad. A estratégia de construir uma frente democrática, para indicar ao eleitor que a candidatura não representa apenas o petismo, ainda parece distante. Apesar das movimentações, o presidenciável não conseguiu anunciar nenhuma adesão de peso até agora.

Na noite de domingo, logo após ter a passagem confirmada para a etapa final da eleição, Haddad anunciou o plano de “reunir os democratas do Brasil” contra o candidato do PSL. A avaliação dos petistas naquele momento era que não haveria dificuldade para conseguir apoio efetivo do candidato do PDT, Ciro Gomes, terceiro colocado no primeiro turno.

APOIO DE CIRO – Pelo plano traçado, Ciro não apenas declararia adesão ao candidato petista como seria incorporado ao comando da campanha, com voz ativa para definir os rumos no segundo turno. Aliados de Haddad especulavam até que ministério o pedetista ocuparia num eventual governo do ex-prefeito de São Paulo.

Mas a decisão na última quarta-feira do PDT de anunciar apenas um “apoio crítico” jogou um balde de água na estratégia. Em seguida, foi divulgado que Ciro passaria uma semana na Europa, inviabilizando qualquer chance de o pedetista mergulhar na campanha imediatamente. Ciro tem apenas criticado Bolsonaro. Ontem, no Twitter, escreveu: “Bolsonaro é a promessa certa de uma crise.”

A busca para atrair o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) só aconteceria após o apoio de Ciro. E a viagem do terceiro colocado na eleição presidencial deve alterar os planos.

APOIO DE FHC – Em entrevista, Haddad disse que ele o tucano estão se aproximando. Os dois mantêm boa relação, apesar das diferenças partidárias. Quando o petista era prefeito, ele se encontrou com o ex-presidente e os dois chegaram a ir juntos ao Theatro Municipal assistir a uma ópera.

A avaliação entre os petistas é que, depois do balde de água fria despejado por Ciro, o movimento em direção a Fernando Henrique precisa ser bastante calculado para que não ocorra um novo revés, que poderia enterrar definitivamente o sonho da frente democrática. Em entrevista ao Globo, o senador eleito Jaques Wagner, que assumiu a coordenação política da campanha, falou também em tentar atrair Marina Silva (Rede).

Sem mais o que apresentar, Haddad tem enfatizado que conseguiu o apoio do “Esquerda Pra Valer”, um grupo de tucanos que não conta com participação de nenhuma liderança expressiva do PSDB. O petista tem se fiado à promessa de que os integrantes da corrente buscarão figuras históricas do partido.

APOIO DO PSB – Dos candidatos que disputaram a eleição, apenas Guilherme Boulos (PSOL), décimo colocado na corrida pelo Palácio do Planalto, com 617 mil votos, se reuniu com o presidenciável petista para reafirmar apoio. Entre os partidos, o PSB, que havia ficado neutro no primeiro turno da disputa, declarou apoio a Haddad, mas os dois principais candidatos da legenda que disputam o segundo turno da eleição para governador, Márcio França, em São Paulo, e Rodrigo Rollemberg, no Distrito Federal, foram autorizados a ficar neutros.

Na quarta-feira pela manhã, Haddad anunciou que receberia os governadores do PSB que gostariam de anunciar alianças. Só Paulo Câmara (PE) e Ricardo Coutinho (PB), que já haviam declarado apoio ao presidenciável petista no primeiro turno, apareceram.

Se houver reformas, o novo governo pode conseguir estabilizar a economia

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Charge do Genildo (Arquivo Google)

Vicente Nunes
Correio Braziliense

Pelos cenários traçados por Carlos Thadeu Filho, economista sênior do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), se o futuro presidente conseguir reformar o regime previdenciário e o sistema tributário na primeira parte de seu mandato, poderá manter, tranquilamente, o teto que limita o aumento de gastos públicos até 2021. Será um desgaste a menos. Também não terá de se preocupar com a inflação e os juros, já que o teto dos gastos funciona como uma âncora para o Banco Central. Ao limitar o crescimento das despesas pela inflação do ano anterior, o teto indica ao BC que não há risco de deterioração fiscal.

Por mais apoio popular e do Congresso que o próximo presidente da República venha a ter, é certo que ele lidará com inflação e juros maiores. O tamanho do custo de vida e da taxa básica (Selic) dependerá, porém, das políticas que serão adotadas na economia. No cenário base projetado por Thadeu Filho, em que toda a base da atual política macroeconômica será mantida, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará em 4,6% e a Selic saltará dos atuais 6,5% para 8,5% ao ano. Nada que não seja controlável.

É PROIBIDO ERRAR – O importante, ressalta o economista, é que não se cometam erros, que o futuro presidente não embarque em aventuras. O mercado financeiro está acreditando que é mais seguro seguir com Jair Bolsonaro no comando do país, mesmo ele não tendo sido testado em nenhum cargo administrativo.

Apesar de rejeitado pelos donos do dinheiro, Fernando Haddad tem a plena consciência de que, com a inflação sob controle e os juros baixos, poderá retomar as políticas sociais executadas durante os governo de Lula, que engrossaram o mercado de consumo em quase 50 milhões de pessoas.

Diante de tantas expectativas, é importantíssimo que Bolsonaro e Haddad aproveitem as próximas três semanas para explicitarem o que pretendem fazer na economia. Até agora, nenhum dos dois teve a preocupação de mostrar aos eleitores os programas de governo para fazer o país crescer novamente, gerar empregos e distribuir renda. A renovação no Congresso é um sinal eloquente de que ninguém aguenta mais todas as mazelas que se arrastam desde 2014, quando o Brasil mergulhou na mais severa recessão da história.

Algumas reflexões sobre um estranho fenômeno chamado Jair Bolsonaro

Resultado de imagem para bolsonaro chargesCarlos Newton

Os chamados políticos profissionais, que a cada eleição saem às ruas para pedir votos, até agora não entenderam o que aconteceu desta vez. Por dever de ofício, os analistas políticos fazem contorcionismos e acrobacias intelectuais, para fingir que sabem explicar o fenômeno Jair Bolsonaro, mas na verdade também estão completamente perdidos, batendo cabeça, como se dizia antigamente. Tudo mudou na política, não há dúvida. E quando não há explicação, o jeito é fazer como no filme “Casablanca” e culpar os suspeitos de sempre, que hoje atendem pelo nome de “novos tempos”.

Os astrólogos da política diriam que houve a conjunção de cinco fatores sociais que se alinharam e explodiram como um Big Bang eleitoral: 1) a persistência da crise econômica e do desemprego; 2) a desmoralização da classe política pela corrupção epidêmica; 3) o primado da criminalidade e da insegurança; 4) a necessidade de acreditar no surgimento de um messias; 5) e a disseminação da comunicação via celular, whatsapp e redes sociais, que levou Bolsonaro à vitória na maior parte do país, perdendo apenas nos grotões, especialmente no Nordeste mais pobre e com menos celulares.

SURGIU BOLSONARO – Na conjunção dos cinco fatores, surgiu o fenômeno Jair Messias Bolsonaro, que teve um extraordinário senso de oportunidade. Foi o primeiro candidato a se lançar, e sem ter partido, porque jamais ganharia legenda no PP. Sua campanha foi perfeita e barata, apenas viajando pelo país e plantando outdoors pelas estradas, para ressoar como voz do desapontamento coletivo.

Aos poucos, a campanha foi ganhando corpo, Bolsonaro passou a ser uma atração nos aeroportos e nos aviões de carreira. Não tinha partido nem teria exposição suficiente no rádio e TV. Mas nada disso o enfraqueceu, porque as redes sociais passaram a amplificar o discurso do candidato que expressava o descontentamento comum a todos, como uma catarse ciclópica nas nuvens da web. E quem embarcou na onda se deu bem, com a eleição em massa dos seguidores de Bolsonaro, os “antipolíticos”.

O DIA SEGUINTE – A eleição presidencial já está ganha desde a facada em Bolsonaro, mas vêm aí o dia seguinte, as semanas seguintes, os meses seguintes… Os governos dos três níveis – federal, estadual e municipal – estão quebrados. Não adianta os dois candidatos oferecerem quimeras, como ampliar a isenção do Imposto de Renda ou dar 13º para o Bolsa Família. Quem cumprir esse tipo de promessa estará enveredando pelo tenebroso caminho da irresponsabilidade fiscal, já percorrido por Dilma Rousseff até sofrer impeachment.

A dívida pública é a Esfinge que logo no primeiro dia desafiará o vencedor, que se chama Bolsonaro. Mesmo assessorado pelos generais, o capitão não conseguirá decifrar o enigma. Se tiver juízo, procurará então aconselhamento com a auditora Maria Lúcia Fattorelli, considerada uma das maiores especialistas mundiais em dívida pública. Ela lhe dirá exatamente o que fazer.

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P.S.
Se preferir ouvir o Posto Ipiranga do neoliberalismo banqueiro de Paulo Guedes, logo nos primeiros meses do governo começará a emergir o fenômeno negativo da decepção com o mito Bolsonaro.

P.S. 2De agora em diante, as eleições serão assim, decididas nas nuvens da web. Como ensinava o genial Érico Veríssimo, “quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”. Logo veremos se Bolsonaro saberá aproveitar a força dos ventos de mudança ou também será tragado por eles. (C.N.)

De onde Haddad poderá, ou poderia, tirar votos para conseguir virar o jogo?

Resultado de imagem para HADDAD VERDE E AMARELOEliane Cantanhêde
Estadão

As últimas pesquisas foram recebidas com alívio, até com discreta comemoração, na campanha de Jair Bolsonaro, do PSL, que não só continua liderando com folga como mantém a diferença do fim do primeiro turno. Era de 17 pontos, agora é de 16. Ou seja, ele e Fernando Haddad, do PT, cresceram praticamente a mesma coisa, 12 um, 13 o outro, o que cristaliza o favoritismo de Bolsonaro. Só o “imponderável”, ou uma “hecatombe”, tiraria a vitória do capitão.

O pior já passou. Esse é o clima entre os bolsonaristas, que esperavam ansiosamente as primeiras pesquisas, temendo uma transferência maciça de votos de Ciro Gomes (PDT) para Haddad. Ciro ficou em terceiro lugar, com 12%, e isso poderia reduzir significativamente a distância entre o capitão e o petista. Mas não aconteceu e Ciro logo voou para o exterior.

ARITMÉTICA – No PT, a conta é a seguinte: com 16 pontos de diferença, basta mudar oito pontos para um empate. Aritmeticamente está certo, porque, se um voto sai de um para o outro, a diferença entre eles cai dois pontos. Mas a questão não é aritmética, é político-eleitoral. E, aí, a conta não fecha. Numa eleição radicalizada como a atual, dificilmente haverá uma migração de votos de Bolsonaro para Haddad ou de Haddad para Bolsonaro. Quem votou num não vota no outro de jeito nenhum.

Logo, o desafio do PT para dar a volta por cima não é tirar voto do adversário, mas pescar votos dos candidatos derrotados. O principal deles é Ciro, porque teve mais votos e porque 70% dos seus eleitores, segundo o Datafolha, tendem a votar em Haddad.

E ALCKMIN? – Em seguida vem Geraldo Alckmin, do PSDB, que chegou em quarto lugar, com menos de 5% dos votos. Para piorar, 54% dos seus eleitores, segundo a pesquisa, preferem Bolsonaro a Haddad. O resto é o resto, inclusive Marina Silva, que tem peso simbólico, mas perdeu relevância eleitoral, ao cair do segundo para o oitavo lugar, com 1%.

A pergunta que não quer calar, portanto, é: de onde Haddad poderá, ou poderia, tirar votos para virar o jogo?

Mas o dia vai chegar, e o mundo vai saber que não se vive sem se dar…

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Paulo Sérgio e Marcos, irmãos e parceiros 

Paulo Peres

Site Poemas & Canções

O cantor, instrumentista, arranjador e compositor carioca Marcos Kostenbader Valle e seu irmão Paulo Sérgio retratam na letra de “Terra de Ninguém” a submissão, a injustiça, o sofrimento, a luta, a fé e a esperança que o nordestino carrega em busca de um pedaço de terra para plantar, porque “Quem trabalha é que tem / Direito de viver / Pois a terra é de ninguém”, condições estas que, histórica e politicamente, originaram os Sem-Terra atuais. Esta bossa-nova foi gravada por Elis Regina e Jair Rodrigues no Lp Dois Na Bossa, em 1964, pela Philips .

TERRA DE NINGUÉM
Marcos e Paulo Sérgio Valle

Segue nessa marcha triste
Seu caminho aflito
Leva só saudade
E a injustiça que só lhe foi feita
Desde que nasceu
Pelo mundo inteiro
Que nada lhe deu

Anda, teu caminho é longo
Cheio de incerteza
Tudo é só pobreza
Tudo é só tristeza
Tudo é terra morta
Onde a terra é boa
O senhor é dono
Não deixa passar.

Para no final da tarde
Tomba já cansado
Cai um nordestino
Reza uma oração
Prá voltar um dia
E criar coragem
Prá poder lutar
Pelo que é seu.

Mas…
O dia vai chegar
Que o mundo vai saber
Não se vive sem se dar
Quem trabalha é que tem
Direito de viver
Pois a terra é de ninguém

A verdade sobre o não-encontro de Jair Bolsonaro com João Doria no Rio

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João Doria foi recebido pelo economista Paulo Guedes

José Carlos Werneck

Um dia depois do candidato ao governo paulista João Doria (PSDB) ter perdido a viagem até o Rio para tentar encontrar Jair Bolsonaro, o presidenciável negou que tenha combinado o encontro com o tucano. “No tocante ao Doria, quero agradecer o apoio dele. Eu não havia combinado isso aí. Não sei quem combinou. Eu encontro com ele sem problema nenhum, bato papo com ele sem problema nenhum”.

O candidato do PSL deu a declaração momentos antes de fazer gravações para o seu programa eleitoral na casa do empresário Paulo Marinho, no Jardim Botânico, na zona sul do Rio.

Doria fez um bate-volta de São Paulo ao Rio de Janeiro no feriado da última sexta-feira, numa tentativa de participar da gravação de vídeo do presidenciável, que está em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto.

Segundo algumas pessoas próximas à campanha, o movimento do tucano teria irritado alguns dirigentes do PSL, que decidiu se manter neutro no segundo turno em todos os estados, exceto nos três em que tem candidatos disputando: Santa Catarina, Roraima e Rondônia.

“Eu sei que ele é uma oposição ao PT. Somos oposição ao PT e eu sei que o outro lado, França, tem apoio velado do PT. Em todo momento eu desejo boa sorte ao Doria.”

França é candidato ao governo paulista pelo PSB, que foi aliado do PT nos governos de Lula e Dilma Rousseff.

Doria procurou demonstrar nas redes sociais que não foi esnobado por Bolsonaro, declarando o seu apoio a ele e agradecendo a acolhida do economista Paulo Guedes, que estava na casa de Bolsonaro.

Haddad toca num assunto delicada: a corrupção nas estatais nos governos do PT

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Haddad volta a desafiar Bolsonaro para um debate

Deu no G1
Jornal Hoje

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, admitiu neste sábado (13) que nos governos do PT não houve controle interno nas estatais e que diretores ficaram soltos para promover corrupção. Na entrevista, Haddad também admitiu erros de governos do PT no combate à corrupção. “Faltou controle interno nas estatais. Isso é claro. Diretores ficaram soltos para promover corrupção e enriquecer pessoalmente”, disse.

Questionado sobre a possível participação de dirigentes do partido nos crimes, respondeu: “Aí é pior. Se algum dirigente cometeu erros, garantido amplo direito de defesa, mas se concluir que alguém enriqueceu, tem que ir pra cadeia, com provas”.

COM ARTISTAS – No fim da manhã, Haddad foi até o extremo oeste de São Paulo, na divisa com o município de Osacos. Ele participou de um encontro com jovens de movimentos culturais da periferia, que trabalham com hip hop, literatura e folclores.

O bairro surgiu há 28 anos, a partir da construção de um conjunto habitacional. Ainda hoje tem moradias precárias e é carente de espaços culturais. Os moradores pediram a Fernando Haddad mais investimento em edução, cultura e moradia.

O candidato prometeu destinar recursos para os artistas da periferia e acelerar a construção de casas populares.

OBRAS PARADAS – “O programa Minha Casa, Minha Vida está parado, tem 40 mil casas para serem concluídas, paradas. A primeira providência nossa é fixar meta de 500 mil unidades por ano, no mínimo”, afirmou o candidato, acrescentando: “Ao fim de quatro anos, queremos entregar 2 milhões de casas novas para a população. Com uma diferença: vamos pegar todas as terras públicas das grandes cidades e vamos doar pro Minha Casa, Minha Vida. Aí o beneficiário vai poder morar mais perto do trabalho”, disse Haddad.

BOLSONARO – O candidato do PT convocou mais uma vez o adversário Jair Bolsonaro (PSL) a debater. O candidato do PSL tem adiado a participação em debates devido a recomendações médicas, após ter sido alvo de um ataque com faca em 6 de setembro.

“Quem não tem proposta, não tem o que debater. Lamento, porque alguém que queira presidir o país, tem de ter projeto para o país. Não pode passar incólume. Tem que passar pelo crivo do debate, do contraditório, inclusive para esclarecer o que ele vem dizendo, para pleitear a Presidência da República. Acho que não tem paralelo na história do Brasil alguém que chegou à Presidência sem participar de um debate”, afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGO assunto corrupção nas estatais deveria ser tabu para Haddad, que tem como coordenador da campanha o petista Sérgio Gabrielli, responsável pela transformação da Petrobras na maior fonte de corrupção do mundo. O fato de Gabrielli continuar à solta não tem explicação. (C.N.) 

Bolsonaro anuncia linha dura na segurança e o fim dos privilégios dos presos 

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Bolsonaro defende maior rigor na legislação penal

Carlos Newton

Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, afirmou neste sábado (13) que o melhor plano de saúde é ter emprego. Ele passou o início da manhã em casa, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Às 9h20, o candidato saiu para gravar participações no horário eleitoral, no bairro do Jardim Botânico, na Zona Sul. No fim da manhã, Jair Bolsonaro interrompeu as gravações de campanha para conversar com os jornalistas. Entre as propostas de governo, o candidato do PSL falou sobre saúde.

“Você tem que combater a corrupção, exatamente para que sobre recursos para aplicar onde interessa. Eu estou com uma bolsa de colostomia aqui do meu lado. São mais ou menos 200 mil pessoas no Brasil que tem o mesmo problema que eu tenho no momento. E eu sou um privilegiado. Como é que você ataca esse problema? Alguém que realmente tenha amor pela saúde para ocupar um ministério e determinar que se trabalhe para o bem da população e não para atender interesses político-partidários, que é uma regra. Agora, o melhor plano de saúde que se pode ter é emprego. E uma pessoa desempregada está propensa a frequentar, com maior intensidade, os hospitais”, destacou.

VIOLÊNCIA – Bolsonaro falou também sobre o que pretende fazer para combater a violência. “Primeiro é escalar o time, é dessa forma. A outra, um pacote de medidas para que nós possamos, em um primeiro momento, diminuir a violência em nosso Brasil. Eu tenho uma máxima: eu não quero ninguém sofrendo, sendo torturado, passando necessidade em uma cadeia. Mas no que depender de mim, a polícia no encarceramento se fará presente. E o conselho que eu dou agora para quem quer fazer maldade: se não quiser ir para lá, não faça maldade. Passa por aí”, disse, acrescentando:

“O ser humano só respeita o que ele teme. E nós temos que mostrar para o ser humano que, se ele cometer um crime, ele vai pagar. E no que depender de mim também e do parlamento, obviamente, não teremos progressão de pena, muito menos saidões”.

Depois, em uma rede social, o candidato disse que o Brasil gasta pouco no ensino básico em relação ao superior. E que o alto índice de alunos sem noções mínimas de leitura e escrita nas faculdades reflete esse mau investimento. O candidato disse que é preciso priorizar a base, qualificando o ensino para capacitar e formar grandes profissionais no futuro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGBolsonaro foi o primeiro candidato a sair em campanha, há  dois anos. De lá para cá, desenvolveu uma impressionante capacidade de dizer o que o eleitor quer ouvir, no melhor estilo Jânio Quadros, que era grande mestre nessa prática. (C.N.)

Questão de honra, violências na campanha e recusa a participar de debates

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Reprodução do site Fala! Universidades

Merval Pereira
Globo

O candidato Jair Bolsonaro deveria ser o primeiro a querer uma investigação rigorosa sobre os episódios de violência envolvendo seu nome nos últimos dias. Não basta dizer que não quer os votos de quem participa de tais atos, nem se eximir de culpa quanto a eles, alegando que nada pode fazer.

Cabe a um líder político da envergadura que ele se tornou, mais por circunstâncias da política do que por méritos próprios, dar o rumo a seus liderados, desencorajando a violência como método político. 

SELVAGERIA – Ao mesmo tempo, em momentos radicalizados como o que estamos vivendo, a luta política toma feições selvagens, e é preciso conter os impulsos primitivos que podem aflorar em militantes, que, além de de atos violentos, são capazes de usar os novos meios de comunicação para espalhar calúnias contra os adversários. 

Há diversos exemplos dos dois lados em disputa de uso distorcido das redes sociais, com a disseminação de fake news. Os bolsonaristas espalharam, por exemplo, que o PT distribuirá nas escolas o tal kit gay, com descrição gráfica de objetos pornográficos para crianças.

Os petistas, que Bolsonaro acabará com a Bolsa Família, recurso recorrente já tradicional nas campanhas presidenciais dos últimos anos. Um vídeo reproduz o que seria uma carreata de bolsonaristas em uma cidade do nordeste, distribuindo grama para a população que votou maciçamente no PT.

FAKE NEWS – Claramente uma fake news, pois quem deveria comer a grama seriam os bolsonaristas que supostamente bolaram tamanha burrice. Mas o vídeo de um comício com a presença do candidato Wilson Witzel e de um dos filhos de Bolsonaro, onde arrebentaram a placa com o nome de Marielle Franco, é um flagrante de violência permitida ou incentivada que não é admissível num ambiente democrático.

É nesse contexto que, nos últimos dias, vários episódios de violência de supostos seguidores de Bolsonaro têm sido divulgados, o que exige uma investigação séria e um trabalho consistente da campanha do candidato do PSL para esclarecê-los, como o do capoeirista baiano morto o facadas supostamente por apoiar o PT.

DESMENTIDO – O caso do capoeirista chocou o país, mas as versões do assassino e do dono do bar onde o fato ocorreu desmentem que a discussão tenha sido por questões políticas. Um esclarecimento oficial tem que ser dado. Em 1989, sequestradores do empresário Abilio Diniz foram presos antes da eleição usando camisas do PT. Depois, ficou comprovado de que o crime nada tinha a ver com o PT.

Outra situação que tem que ser encarada de frente por Bolsonaro e sua equipe é o não comparecimento aos debates. Enquanto tem os laudos médicos avalizando sua ausência, não pode ser acusado de estar fugindo do debate. Mas quando insinua que pode continuar não comparecendo “por estratégia”, Bolsonaro expõe-se à crítica da opinião pública.

O então presidente Lula, em 2006, faltou ao debate no primeiro turno e foi castigado pelos eleitores, que claramente quiseram lhe dar um susto. Seu adversário, Geraldo Alckmin, esse mesmo que teve agora pouco mais de 4% dos votos, terminou o primeiro turno naquela ocasião com surpreendentes 41%, contra 49% de Lula.

LULA DEPRIMIDO – Surpreso por não ter vencido a eleição logo, o que lhe tiraria também o complexo de ter perdido duas vezes para Fernando Henrique Cardoso no primeiro turno, Lula ficou deprimido e trancou-se em casa por uma semana. Alckmin não soube aproveitar-se do momento e terminou a eleição com menos votos que no primeiro turno.

Μesmo que Bolsonaro tenha constatado, por pesquisas, que seu eleitorado não o criticará, ou considerará uma esperteza positiva, a falta aos debates, ele será, se eleito, presidente de todos os brasileiros, e tem que pensar no coletivo, não na sua história política pessoal.

DESCONFIANÇAS – Vencer esquivando-se do debate com o adversário fará com que possa ser considerado por parte do eleitorado um inseguro de sua capacidade de dirigir o país. Há também a desconfiança em alguns setores de que não terá condições físicas para assumir a presidência, um boato que coloca uma dúvida importante no tabuleiro eleitoral que só ele pode desfazer.

O susto que Lula levou em 2006 não se repetirá desta vez, mesmo porque estamos no turno final e ninguém que votou contra o PT votará a favor agora para castigar Bolsonaro, castigando-se. Mas a liderança simbólica poderá ficar arranhada.

Atual fase da globalização cria um duro desafio para países como o Brasil

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Charge do Millôr Fernandes (Arquivo Google)

Marcos Troyjo
Folha

Saí do Fórum Público da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra na semana passada com duas certezas.  A primeira: a OMC precisa de uma nova “constituinte” que lhe permita mais celeridade de decisões e abarque cada vez mais os novos bens tecnológicos —para além do tradicional foco em agricultura e produtos manufaturados.  A OMC não pode desperdiçar os abalos provocados pela guerra comercial em curso para reinventar-se. É nesse sentido, que dura, mas habilmente, o diretor-geral, Roberto Azevêdo, parece conduzir a instituição.

A segunda: o comércio internacional é uma atividade específica que transcorre em meio a um ecossistema mais amplo, cuja principal marca é a própria mudança da noção de trabalho e emprego. E isso tudo vai exigir uma nova filosofia de treinamento, capacitação e educação.

PROPORÇÃO GEOMÉTRICA –  Esta não é uma dinâmica recente, mas agora dá saltos de proporção geométrica. Quando realizei um estágio na embaixada do Brasil em Havana no começo da década de 1990, lá fazia serviços ocasionais de motorista o cubano Paco, à época com uns 60 anos.

Fora os bicos, tinha um emprego mais fixo como motorista de uma operadora turística em Havana. Sua formação acadêmica? Engenharia naval. Durante a Guerra Fria, estudou graças à cooperação educacional que a então União Soviética prestava a Cuba.

Em aulas traduzidas de um professor russo para o espanhol, aprendeu a estruturar barcos quebra-gelo. Seu livro-texto era um manual soviético dos anos 40. Paco aprendera uma tecnologia ultrapassada, sem pertinência para Cuba.

OUTRO EXEMPLO – Pensem agora na espanhola Maria Alonso, que tem 30 anos. Ela cresceu na classe média de Valência. Estudou ciência da computação. Estagiou na IBM. Trabalhou numa startup que não durou muito.

Fez mestrado nos EUA. Voltou à Espanha há dois anos e está desempregada. Sua hora de programação custa no mercado espanhol US$ 50. Possíveis empregadores recorrem a freelancers no Vietnã ou Paquistão por US$ 5 a hora.

Argentina e Uruguai têm educado sua população há mais de 100 anos. Ainda assim, começaram o século 20 em pior forma do que o 21. Formaram cidadãos cultos, politicamente conscientes. Mas economicamente pouco competitivos.

DURO DESAFIO – A atual fase da globalização está criando um duro desafio para a ideia de educação como panaceia aos problemas de um país. Hoje, além da pertinência e atualidade, é um certo enfoque dos conhecimentos que capacita à competitividade no século 21: a educação para o empreendedorismo.

Contudo, não devemos entender, como se faz muito no Brasil, que empreender é simplesmente sinônimo de abrir uma franquia ou mesmo ter seu próprio negócio.

Empreendedorismo é a ação individual, com vistas à agregação de valor, que almeja quebrar a inércia de uma determinada entidade (empresa, governo ou organização não governamental) mediante atuação essencialmente inovadora.

PIOR INIMIGO – No âmbito da Quarta Revolução Industrial, a rotina é o pior inimigo da empregabilidade Tudo o que pode ser “rotinizável” corre o risco de transformar-se em matéria-prima para algoritmos que delineiam os contornos da rotina e a traduzem em software —e daí em novas tecnologias cognitivas que aprendem sozinhas.

Tais tecnologias podem substituir – em muitos casos com vantagens – o trabalho humano. Assim, carreiras lineares do começo da vida adulta ao embranquecimento dos cabelos, dentro ou fora de uma única empresa, se tornarão cada vez mais raras.

GRANDE DILEMA – Esse é um dilema para o Brasil. O grande empregador da economia é o governo em seus vários níveis administrativos. Combatemos o mal presente do desemprego com a hipertrofia dos quadros estatais.

Um estado menor e mais eficiente é pré-condição para muita coisa. Inclusive para liberar recursos que, investidos em pesquisa e desenvolvimento e germinados pelo empreendedorismo, possam acelerar o ingresso do Brasil na economia 4.0.

Eleitores de olhos bem abertos, com a classe política sob descrédito

Resultado de imagem para eleitores em  VERDE E AMARELOVicente Nunes
Correio Braziliense

Os eleitores são sábios. O recado que deram por meio das urnas foi eloquente. Não querem mais o modelo tradicional que imperou na política. Isso ficou evidente, sobretudo, na renovação histórica do Congresso, com a expulsão de caciques das decisões que movem o destino do país — muitos deles, se ressalte, denunciados por corrupção. Por maiores que sejam as dúvidas sobre a capacidade do futuro Legislativo de atender as demandas da população, o novo reascende a esperança daqueles que torcem por um Brasil melhor.

O Congresso chegou a um nível insuportável de descrédito. Em vez de legislar em prol da maioria, sempre privilegiou um pequeno grupo afeito à corrupção. Num país com tanto por se feito, não há mais espaço para essa política do atraso. É inaceitável que parlamentares eleitos para representar o povo sejam indiciados pela polícia por todo tipo de crime. Chegou-se ao cúmulo de termos deputados propondo leis durante o dia e passando a noite na cadeia. Tivemos de assistir, atônitos, pela tevê, a Operação Lava-Jato fazendo buscas e apreensão em gabinetes da Câmara e do Senado. Como ter o respeito da população? Como acreditar nesse sistema podre, nessa velha política?

MUITO ATENTO – Apesar de todo alento que as eleições do último domingo trouxeram, é preciso ficar muito atento. Teme-se que, por meio de caras novas, o Congresso não só mantenha as práticas nefastas que são históricas, mas, também, impulsione uma onda conservadora que pode pôr fim a avanços importantes. Projetos nesse sentido não faltam no Legislativo. Felizmente, nos últimos anos, todas as tentativas de retrocesso foram barradas pelo bom senso de minorias que gritaram muito alto. Contudo, em meio à onda radical que atormenta o país, qualquer descuido pode ser fatal.

É com esse novo Congresso que o futuro presidente da República terá de governar. Não à toa, economistas, empresários e investidores estão mapeando qual será o tamanho da força que o eleito em 28 de outubro terá para levar adiante projetos de extrema importância para tirar o Brasil do atoleiro.

SEM MAIORIA – Nenhum dos dois candidatos escolhidos para o segundo turno demonstra ter maioria. O PT de Fernando Haddad e o PSL de Jair Bolsonaro terão as duas maiores bancadas da Câmara dos Deputados. Mas precisarão suar a camisa para montar uma coalizão consistente, dada à fragmentação das legendas.

A expectativa é de que o eleito consiga, ainda no primeiro ano, aprovar as duas principais reformas: a da Previdência Social e a tributária. Se conseguir, terá todas as condições para retomar o crescimento econômico, reverter o desemprego e reduzir as desigualdades sociais que só fazem aumentar.

Os especialistas dizem, porém, que todas as mudanças terão de ser feitas ainda no primeiro ano, sob o risco de o descrédito minar a força que todos os governantes costumam ter em início de mandato. Exemplos para isso não faltam.