Marcelo Odebrecht anexa novos documentos a processo contra filho de Lula

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Luís Cláudio, o filho caçula, está cada vez mais enrolado

Mônica Bergamo
Folha

Marcelo Odebrecht anexou novos e-mails ao processo sobre a relação da empreiteira com Luís Claudio Lula da Silva, o filho caçula do ex-presidente Lula. O conteúdo dos documentos reforça o que já foi delatado.

Em sua colaboração, o ex-executivo da empreiteira Alexandrino Alencar afirmou que Lula pediu ajuda para Luís Cláudio iniciar a carreira empresarial. Segundo ele, a empreiteira pagou um orientador para ajudá-lo a colocar de pé a empresa Touchdown Promoções e Eventos Esportivos, que organizava um campeonato de futebol americano.

A Odebrecht teria contratado também a empresa Concept para trabalhar no marketing da liga de futebol americano que o filho do ex-presidente queria criar no Brasil.

A defesa de Luís Claudio apresentou recibos que mostram que ele pagou pela contratação da Concept, o que esvaziaria as declarações do executivo.

VACINA– O presidente eleito, Jair Bolsonaro, comentou com parlamentares numa reunião na semana passada que “agora vão começar a bater nos meus filhos”, segundo um dos presentes.

A afirmação, feita dois dias antes da revelação de que um ex-assessor do deputado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) movimentou R$ 1,2 milhão de forma atípica, foi interpretada posteriormente como uma tentativa de “vacina” diante do que explodiria pouco depois.

Prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, é preso por corrupção e formação de orcrim

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Neves recebia propina dos empresários do setor de transportes

Deu na Agência Brasil

Policiais civis e representantes do Ministério Público fazem, nesta segunda-feira (dia 10), operação em Niterói e prenderam o prefeito Rodrigo Neves, do PDT, sob a acusação de corrupção e formação de organização criminosa. De acordo com o Ministério Público Estadual (MPRJ), as empresas de ônibus pagavam propina aos agentes públicos da cidade.

De 2014 a 2018, segundo o MPRJ, foram desviados aproximadamente R$ 10,9 milhões dos cofres públicos para pagamentos ilegais. Além do prefeito, são alvos da ação o ex-secretário municipal de Obras Domício Mascarenhas de Andrade e três empresários do ramo de transporte público rodoviário.

MANDADOS – O Tribunal de Justiça expediu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os acusados, que estão sendo cumpridos na manhã de hoje no gabinete do prefeito, nas sede de oito empresas de ônibus, nos escritórios dos consórcios Transoceânico e Transnit e no Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Setrerj).

A chamada Operação Alameda, um desdobramento da Operação Lava Jato, é resultado de acordo de colaboração premiada firmado pelo empresário Marcelo Traça com o Ministério Público Federal e do compartilhamento de provas, autorizado pelo Juízo da 7ª Vara Federal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGJá temos a Operação Lava Jato em versões  federal, estadual e municipal no âmbito do Executivo e do Legislativo. Aguarda-se o desdobramento para o Judiciário, para buscar os bandidos de toga, denunciados pela ex-desembargadora Eliana Calmon. (C.N.)

Moro pretende reforçar o Coaf, que flagrou o assessor do filho de Bolsonaro

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Resposta de Moro é fortalecer a fiscalização do Coaf

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

A equipe do futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, pretende reforçar a estrutura do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), principal órgão fiscalizador dessa área no Brasil, e tornar mais ágil o repasse de dados às instituições de investigação. Criado há 20 anos e vinculado atualmente ao Ministério da Fazenda, o Coaf ficará sob a responsabilidade do ex-juiz da operação Lava Jato no Paraná.

Moro indicou o auditor e chefe da área de investigação da Receita Federal em Curitiba, Roberto Leonel, para comandar o órgão a partir de 1.º de janeiro.

CASO BOLSONARO – Foi o Coaf que identificou e informou ao Ministério Público Federal (MPF) a “movimentação atípica” de R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017 em uma conta do então assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

O relatório, revelado pelo Estado na quinta-feira, apontou que uma das transações feitas pelo ex-assessor Fabrício José Carlos de Queiroz foi um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Ontem, Bolsonaro disse que o dinheiro foi um empréstimo para Queiroz.

A proposta de mudança do Coaf prevê a ampliação do quadro de funcionários – hoje com 37 pessoas – além de investimento em tecnologia. Um dos objetivos da reestruturação é que o órgão atue de forma mais “proativa e ágil”.

COMO FUNCIONA? – Há duas formas principais de atuação do Coaf. Uma é quando uma autoridade pede a informação por causa de uma investigação em curso. Essa é a que representa a maior parte dos relatórios feitos atualmente pelo órgão. O que o reforço na estrutura pode fortalecer é a segunda forma de atuação – quando o próprio conselho identifica suspeitas, em seu trabalho de busca de dados, e encaminha espontaneamente para autoridades.

Foi com base na atuação espontânea que o Coaf enviou aos investigadores que deflagraram a operação Furna da Onça, no Rio, o relatório sobre Queiroz.

Segundo o atual presidente do Coaf, Antônio Ferreira, apesar de a comunicação espontânea ter alto impacto, o órgão “não tem estrutura suficiente para estar mais perto das investigações, para que possa prospectar ainda mais esses tipos de crimes e levar aos investigadores”.

MAIS PRÓXIMO – “O que se espera é que o Coaf esteja mais próximo do investigador, que o trabalho dele possa estar mais conectado lá na base, no mundo operacional, que ele possa estar mais presente ali”, afirmou Ferreira ao jornal O Estado de São Paulo.

Relatórios do Coaf com base em alertas de setores econômicos sobre transações financeiras, quando há indícios de lavagem de dinheiro, abastecem órgãos como Polícia Federal, Ministério Público, Tribunal de Contas da União, Controladoria-Geral da União, Receita Federal e Polícia Civil. Em 2017, R$ 46 milhões foram bloqueados judicialmente após atuação do Coaf, relacionado a investigações sobre lavagem de dinheiro e crimes investigados pela PF e pelo MPF.

Há 15 anos no órgão, sendo 11 como diretor de inteligência, Ferreira destaca como positivo que o novo governo coloque o combate ao crime como política de Estado. “Apesar de o DNA do órgão estar ligado à área econômica, o destinatário final é a parte penal”, afirma Ferreira.

FOCO NO CRIME – No Coaf e na equipe de transição há o entendimento de que a dinâmica de enfrentamento ao crime deve ser fortalecida e que é necessário focar no combate ao crime organizado e à lavagem, até como forma de prevenção. O diálogo tem sido constante entre a equipe atual e a que vai assumir em janeiro.

Dentro da diretriz do novo ministério de aproximar os órgãos, a ideia é que o Coaf fique mais perto do investigador e vá além do envio de dados que o conselho considere suspeitos. Já existe no Coaf uma “sala de situação”, em que funcionários do órgão mantêm contato remotamente, por exemplo, com a força-tarefa da Lava Jato no Paraná. Uma das ideias em discussão é levar funcionários de outros órgãos para salas de situação na estrutura do Coaf.

A encantadora vida nômade dos grupos ciganos, na poesia de Raul Leôni

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Site Poemas & Canções

O advogado e poeta Raul de Leôni (1895-1926), nascido em Petrópolis (RJ), expressa em versos a vida e os costumes dos “Ciganos”. Detalhe: guzla é um tipo de rabeca cigana, de uma corda só.

CIGANOS
Raul de Leôni

Lá vêm os saltimbancos, às dezenas
Levantando a poeira das estradas.
Vêm gemendo bizarras cantilenas,
No tumulto das danças agitadas.

Vêm num rancho faminto e libertino,
Almas estranhas, seres erradios,
Que tem na vida um único destino,
O Destino das aves e dos rios.

Ir mundo a mundo é o único programa,
A disciplina única do bando;
O cigano não crê, erra, não ama,
Se sofre, a sua dor chora cantando.

Nunca pararam desde que nasceram.
São da Espanha, da Pérsia ou da Tartária?
Eles mesmos não sabem; esqueceram
A sua antiga pátria originária…

Quando passam, aldeias, vilarinhos
Maldizem suas almas indefesas,
E a alegria que espalham nos caminhos
É talvez um excesso de tristezas…

Quando acampam de noite, é no relento,
Que vão sonhar seu Sonho aventureiro;
Seu teto é o vácuo azul do Firmamento,
Lar? o lar do cigano é o mundo inteiro.

Às vezes, em vigílias ambulantes,
A noite em fora, entre canções dalmatas,
Vão seguindo ao luar, vão delirantes,
Alados no langor das serenatas.

Gemem guzlas e vibram castanholas,
E este rumor de errantes cavatinas
Lembra coisas das terras espanholas,
Nas saudades das terras levantinas.

E, então, seus vultos tredos envolvidos
Em vestes rotas, sórdidas, imundas.
Vão passando por ermos esquecidos,
Como um grupo de sombras vagabundas.

Lá vem os saltimbancos, às dezenas,
Levantando a poeira das estradas,
Vêm gemendo bizarras cantilenas,
No tumulto das danças agitadas.

Povo sem Fé, sem Deus e sem Bandeira!
Todos o temem como horrível gente,
Mas ele na existência aventureira,
Ri-se do medo alheio, indiferente.

E, livres como o Vento e a Luz volante,
Sob a aparência de Infelicidade,
Realizam, na sua vida errante,
O poema da eterna Liberdade.

Na guerra contra as drogas, presidente das Filipinas investe contra a Igreja

Philippine President Rodrigo Duterte attends Philippines Economic Forum in Tokyo, Japan

Duterte agora faz campanha para esvaziar as igrejas

Deu no Sputnik

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, está deixando todos saberem que ele está farto da oposição da Igreja Católica às suas políticas, ridicularizando seus líderes como “idiotas inúteis” que adoram um deus “estúpido”. Batendo na Igreja Católica como “a instituição mais hipócrita” por lançar dúvidas sobre sua guerra contra as drogas, o líder ridicularizou os bispos católicos como “tolos inúteis”. Ele também afirmou que 90% dos padres são homossexuais sem qualquer posição para “postular minha moralidade”.

As autoridades católicas estão entre os críticos mais abertos da guerra de Duterte contra as drogas, que o senador filipino Antonio Trillanes afirma ter causado mais de 20 mil mortes desde que o presidente assumiu o poder em julho de 2016.

OUTROS NÚMEROS – O governo de Duterte afirma que esses números são exagerados. Publicado em outubro, o governo registra o número de mortos em 4.999 desde 2016. Grupos de direitos humanos também criticaram a repressão por visar os pobres ao invés dos chefes responsáveis pelo tráfico de drogas.

Citando sua obrigação moral de se opor ao assassinato, a Igreja chegou a prestar assistência a algumas das vítimas e sobreviventes da pesada campanha de Duterte contra as drogas e o crime, inspirando-o a acusar o próprio Pablo Virgilio David de corrupção e drogas, até ameaçando-o com decapitação, enquanto zombava de suas crenças religiosas.

A Igreja Católica pediu que Duterte reduzisse a retórica depois que três padres católicos foram mortos em dezembro passado “porque tais ataques podem involuntariamente encorajar mais crimes contra padres”.

REZAR EM CASA – Sem arrependimento, ele pediu aos filipinos na semana passada que construíssem suas próprias capelas, em vez de encher os bolsos dos líderes religiosos, dizendo-lhes: “Você não precisa ir à igreja para pagar por esses idiotas”, afirmou.

Duterte, como 90% dos filipinos, foi criado como católico, e esclareceu em um discurso posterior aos funcionários do governo que ele não é ateu, mas acredita apenas em uma divindade diferente dos católicos — um que “tem muito bom senso” em vez de o “Deus estúpido” que construiu o pecado original em uma criação “perfeita”.

No mês passado, Duterte ridicularizou o Tribunal Penal Internacional (TPI), descartando seus juízes como “pedófilos”, “bêbados” e “idiotas” e ameaçando prender um de seus promotores quando o tribunal de Haia o investigou por crimes contra a humanidade.

NA JUSTIÇA – Jude Sabio, um advogado que pretende concorrer ao Senado no próximo ano, entrou com um processo contra Duterte no TPI em maio de 2017 por acusações relacionadas ao aumento do número de mortos em sua guerra às drogas.

Duterte, que presidiu uma onda de assassinatos ao estilo miliciano enquanto servia como prefeito da cidade de Davao, subiu ao poder em uma campanha de “lei e ordem”, prometendo executar traficantes e usuários em uma disputa eleitoral inflamada que até o viu xingando Papa Francisco e Barack Obama — para o qual ele mais tarde se desculpou.

Ele categoricamente rejeita a “autoridade moral” da igreja para criticá-lo, apontando para os numerosos escândalos de abuso sexual envolvendo padres e denunciando as autoridades da igreja como corruptas. No ano passado, ele alegou ter sido abusado por um padre quando estava na universidade.

TRUMP APLAUDE – A abordagem linha-dura de Duterte encontrou um admirador no presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que sugeriu em um tweet que as autoridades chinesas deveriam impor a pena de morte para o tráfico de fentanil, o potente opióide sintético que contribuiu para a disparada dos índices de mortes por overdose nos EUA.

Bangladesh também recebeu uma dica do líder filipino, promulgando uma lei punindo a produção, contrabando, venda e uso de metanfetaminas com a morte em outubro, enquanto o Sri Lanka anunciou em julho que começaria a executar traficantes depois de 40 anos sem impor a pena de morte.

O que ocorreu ninguém sabe’, diz Eduardo Bolsonaro sobre caso do ex-assessor

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Eduardo Bolsonaro diz que haverá investigação

Andréia Sadi
G1 Brasília

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou que “ninguém sabe” o que realmente ocorreu no caso do ex-assessor de seu irmão citado em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por movimentações financeiras de mais de R$ 1,2 milhão consideradas suspeitas. Eduardo ainda defendeu independência do Coaf na investigação.

Fabrício José Carlos de Queiroz trabalhou no gabinete do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), que, assim como Eduardo, é filho do presidente eleito Jair Bolsonaro.

FURNA DA ONÇA – O relatório do Coaf faz parte da operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro que prendeu dez deputados estaduais.

Eduardo falou sobre o caso neste sábado (8) durante entrevista coletiva na Cúpula Conservadora das Américas, evento organizado pelo próprio deputado em Foz do Iguaçu (PR). O blog perguntou ao parlamentar se a situação está esclarecida. Ele disse que não conversou com Queiroz e destacou que nem o Coaf sabe explicar as movimentações financeiras do ex-assessor.

“O que ocorreu ali ninguém sabe, nem o Coaf sabe. Ocorreu uma movimentação suspeita que está sendo investigada. A gente tem que trabalhar é para não permitir interferência na investigação. Fora isso, o que que eu vou falar? Ninguém sabe. Você sabe de onde é que veio esse dinheiro? Você já viu alguma alegação do Queiroz?”, disse o deputado.

MOVIMENTO SUSPEITO – Conforme o relatório, foram consideradas suspeitas movimentações de mais de R$ 1,23 milhão, entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017. O documento registra que Queiroz era motorista de Flávio Bolsonaro e ganhava R$ 23 mil mensais.

O relatório identificou nas movimentações depósito de R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama Michelle Bolsonaro. O presidente eleito disse que o pagamento se refere a uma dívida de R$ 40 mil do ex-assessor com o próprio Bolsonaro.

O relatório também revelou que oito servidores que trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), fizeram transferências bancárias para uma conta de Queiroz.

DEVOLUÇÃO DE SALÁRIO – Perguntado se as transferências poderiam configurar “devolução de salário”, Eduardo disse que muitas vezes a relação de trabalho e amizade se mistura no gabinete e que ocorrem casos de empréstimo de dinheiro.

“A relação no gabinete conosco é a melhor possível, as vezes até se mistura o trabalho com a amizade. Então, por vezes, ocorre de emprestar dinheiro, por exemplo, um assessor meu uma vez me ajudou a arranjar um cliente para comprar o meu carro, isso caba se misturando”, respondeu.

“Tem que esperar só para ver como é que vai ocorrer, o que que o Coaf vai acusar também e preservar o poder investigativo do Coaf”, reforçou Eduardo.

Muita coisa tem de mudar no Brasil, como os juros altos e o excesso de feriados

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Vanderson Tavares

A Federação Brasileira dos Bancos está fazendo uma caríssima campanha pela imprensa e pela televisão, para defender juros baixos, embora pratique os juros mais altos do mundo e bata recordes de lucratividade em plena crise econômica. Aí me veio uma ideia. Que tal o governo determinar que os bancos públicos (Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) coloquem seus juros do cheque especial e cartão de crédito a 1% ao mês. Será que os bancos privados continuariam com seus juros estratosféricos??

Outro assunto que me inquieta. Fala-se tanto em geração de emprego, porém esquecem as pesadas cargas tributárias e a baixa produtividade decorrente dos inúmeros feriados. Sem contar que virou rotina enforcar feriado quando cai na terça ou na quinta-feira.

VAI VARIANDO – Os feriados variam de acordo com o Estado. Em novembro, por exemplo, temos finados, proclamação da república e dia da consciência negra, no Estado do RJ. Curioso é na Bahia, onde comemoram duas vezes a independência. Não é para rir não, tá??? Comemoram em 02/07 a independência da Bahia e em 07/09 a independência do Brasil (com tudo parado).

Sugiro que o novo presidente proponha as seguintes regras: 1) Feriados na terça (antecipar para segunda) e na quinta (postergar para sexta); 2) Reduzir a quantidade de feriado (isso tem que ser urgente).

JUROS DO FGTS – Sou trabalhador do mercado de petróleo, e sempre foi comum as empresas não cumprirem com suas obrigações tributárias, fazendo com que o empregado buscasse a justiça trabalhista para receber seus direitos. Algumas empresas entram em recuperação judicial, sem que o trabalhador receba um centavo de indenização e encargos trabalhistas.

Outra coisa inexplicável é manter os juros do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço em apenas 3% ao ano. Imagine o trabalhador ao invés de deixar seu dinheiro no FGTS, investisse no Tesouro Direto, LCA ou CDB??? O rendimento seria infinitamente melhor.

Será que o Brasil terá de continuar sendo um país engessado? Até a China se reformou e se tornou uma grande potência. Por que o Brasil não pode?

Causa do atraso do Brasil é a falta de empresas nacionais de grande porte

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Charge reproduzida do Arquivo Google

Flávio José Bortolotto

A nosso ver, mesmo tendo morado três anos no Brasil, entendeu tudo errado o jornalista chinês Ding Gang, do People’s Dayli, em sua resposta ao artigo do New York Times prevendo que o desenvolvimento da China vai parar, porque o gigantesco país asiático é semelhante ao Brasil, que começou a se Industrializar antes da China, em certa época chegou a ser considerado o País Industrializado do Futuro. Segundo o NYT, prevê-se que em duas gerações (60 anos) a China ultrapasse os EUA em tecnologia, mas “ambos (China e Brasil) poderiam não chegar lá”.

Alega o jornalista Ding Gang em seu artigo que o caso do Brasil seria explicado pelo nosso baixo nível de ética do trabalho e que os chineses, tendo uma ética do trabalho muito superior até aos anglo-saxões protestantes, seguramente chegariam lá.

UM EXEMPLO – Tenho a maior admiração pelo esforço hercúleo que o milenar povo chinês desenvolveu no século XX e agora no XXI, saindo da dependência e da exploração das potências industrializadas (Inglaterra, França, EUA, Alemanha, Holanda, Portugal, Rússia e especialmente o Japão, etc.), conquistando plena soberania com as armas de fusão nuclear de hidrogênio, os foguetões etc., e agora a China busca aceleradamente ultrapassar em tecnologia o próprio EUA.

Nós vemos o esforço chinês como um exemplo para nós brasileiros. E se nós não estamos chegamos lá, não por falta de ética do trabalho, mas por falta de conscientização de nosso povo. Para prosperarmos de verdade, temos que desenvolver plena soberania com empresas brasileiras, sediadas no Brasil, as únicas que desenvolvem tecnologia nacional e capitalizam 100% aqui dentro, formando então “capital brasileiro cumulativo”, enfim uma economia industrial que produza muito mais que consome, capitalizando continuamente o excedente, como sempre nos ensinou o grande governador Carlos Lacerda, criando capital brasileiro, aquele que é o bom e possível, como ficou provado no caso da Embraer SA.

AS CRIANÇAS – E tudo começa com a compreensão de que devemos cuidar, alimentar, educar e ensinar, “melhor que qualquer outro país do mundo, nossas crianças, especialmente as mais pobres.

Ė essa falta de conscientização, da importância da formação de nossas crianças, especialmente as mais pobres, que nos leva a estacionar no ponto em que estamos, não chegando nunca ao futuro.

Alguma falta de ética do trabalho, fruto de nossa abundante natureza e falta de invernos rigorosos, são consequências e nunca a maior causa de nosso atraso.

Apesar da Lava jato, combate à corrupção ainda segue a passos lentos no país

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“Foro privilegiado gera impunidade”, diz Santos Lima 

Mateus Castanha
O Tempo

Há exatos 15 anos, o Brasil assinava na cidade de Mérida, no México, juntamente com outros 101 países, a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, o mais abrangente tratado já feito sobre o tema. A histórica data passou a ser lembrada – e celebrada – como o Dia Internacional contra a Corrupção, apesar de muitos dos signatários do acordo não terem o que comemorar. No caso do Brasil, especialistas apontam que medidas importantes já foram tomadas, mas que o Estado ainda caminha a passos lentos no combate a um dos seus principais flagelos.

“A luta contra a corrupção é como uma corrida de obstáculos. Você vai pulando um, pulando outro, mas eles surgem de novo, e mais e mais barreiras. Eles se reproduzem como pragas. Então, é muito difícil realmente lutar contra a corrupção num país como o nosso, em que você tem uma histórica cultura do compadrio”, disse Roberto Livianu, promotor de Justiça em São Paulo, idealizador e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção.

LAVA JATO – Entre as ações mais destacadas está a criação de leis como a da Ficha Limpa, Anticorrupção, de Responsabilidade Fiscal e das Estatais, além da regulamentação da delação premiada, instrumento que acabou catapultando a operação Lava Jato, inegavelmente o maior símbolo do combate à corrupção no Brasil.

Ainda de acordo com o promotor paulista, além dos efeitos práticos, a Lava Jato desempenhou papel importante ao mostrar para os brasileiros que a lei poderia ser aplicada a todos. “No Brasil, isso nunca foi algo normal. Poderosos sempre se safaram. A partir do mensalão e, depois, com a Lava Jato, os poderosos sentiram o peso da lei. Pela primeira vez, tivemos uma sensação mais nítida de que a lei alcança a todos”, disse.

Já para o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integrou a força-tarefa da Lava Jato de Curitiba durante quatro anos e meio, ainda que a aprovação de diversas leis anticorrupção tenha mostrado eficácia, o país segue deixando muito a desejar no que diz respeito à parte processual.

FORO PRIVILEGIADO – “Nós precisamos acabar com o foro privilegiado, porque é um sistema que privilegia a casta política, que é justamente a responsável pela maior parte dessas falcatruas descobertas na Lava Jato”, ponderou o procurador da República.

Na verdade, a opção por Sérgio Moro no Ministério da Justiça é bom indicativo das intenções do governo. Maior símbolo da operação Lava Jato, o ex-juiz federal Sergio Moro assume em janeiro e entre suas muitas atribuições, estará a intensificação das medidas de combate à corrupção.

Para o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que trabalhou ao lado de Moro na força-tarefa da Lava Jato, a opção do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) é uma clara sinalização de que a agenda anticorrupção estará presente na nova gestão.

OUTROS DESAFIOS – “É claro que a pasta do Ministério da Justiça, ainda mais agora com a segurança pública, tem outros grandes desafios, além da corrupção. Mas tenho certeza de que, pelo menos nesse assunto, o empenho do doutor Sergio Moro será total”, afirmou.

Opinião semelhante tem o promotor de Justiça em São Paulo, idealizador e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção, Roberto Livianu. Segundo ele, além dos predicados técnicos, o futuro ministro já demonstrou a importância que dá ao tema da corrupção.

“Trata-se de um homem que colaborou decisivamente para a construção de uma página melhor no combate à corrupção no Brasil. A escolha de Sergio Moro, a meu ver, é um ‘gol de placa do meio de campo’ que o presidente Bolsonaro marca, porque Moro entende como ninguém do tema ‘combate à corrupção’ e é sabido e ressabido, até pelo seu posicionamento público, que ele aceitou esse convite para se dedicar com extrema força a essa agenda”, pontuou Livianu.

Ao voltar a falar do motorista, Bolsonaro confunde “depósitos” com “repasses”

9.dez.2018 - Bolsonaro foi a banco na zona oeste do Rio

Mesmo sem tempo, Bolsonaro foi hoje ao banco

Por G1

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou neste domingo (9) que Fabrício José de Carlos Queiroz, ex-assessor de seu filho Flávio Bolsonaro, vai explicar as movimentações bancárias consideradas suspeitas citadas em relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo o órgão, Queiroz movimentou mais de R$ 1,23 milhão, entre 1º de janeiro de 2016 e 31 de janeiro de 2017. Ainda de acordo com o Coaf, Queiroz depositou R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Bolsonaro conversou com a imprensa na porta de casa, depois de ir ao banco e tomar água de coco na praia, na Barra da Tijuca no Rio de Janeiro. “Ele [Queiroz] vai dar as explicações”, afirmou Bolsonaro ao ser questionado sobre o assunto.

CONTA DA MULHER – Bolsonaro foi ao caixa eletrônico um dia depois de explicar o depósito na conta da mulher, Michelle. O presidente eleito disse que o dinheiro quitou uma dívida de Queiroz com o próprio Bolsonaro e foi depositado na conta da futura primeira-dama por “questão de mobilidade”, pois ele tem dificuldade para ir ao banco em razão da rotina de trabalho.

“Tenho dificuldade para ir em banco, andar na rua. Deixei para minha esposa. Lamento o constrangimento que ela está passando no tocante a isso, mas ninguém recebe ou dá dinheiro sujo com cheque nominal, meu Deus do céu”, disse o presidente durante entrevista neste sábado (dia 8).

REPASSES – O relatório do Coaf também revela que oito servidores que trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), fizeram transferências bancárias para uma conta do ex-assessor Fabrício de Queiroz.

Entre os nomes citados estão o da filha de Fabrício, Nathalia Melo de Queiroz, a dele, mulher Márcia Oliveira Aguiar, e também: Agostinho Moraes da Silva, Jorge Luís de Souza, Luíza Souza Paes, Raimunda Veras Magalhães e Wellington Servulo Rômulo da Silva.

“Das três pessoas que repassaram mais de R$ 4 mil ao longo de ano é duas filhas e uma esposa. Os outros cinco, um repassou R$ 800. Não repassou, botou na conta dele. R$ 800 é repasse ao longo de um ano? Ah, pelo amor de Deus”, comentou Bolsonaro neste domingo.

SISTEMA ELEITORAL – Jair Bolsonaro voltou a defender neste domingo um sistema eleitoral que possa ser auditado. “Não é mudança no sistema eleitoral. Nós queremos ter um sistema que possa ser auditado. Nós queremos uma urna eletrônica que tenha uma maneira de, ao havendo qualquer desconfiança, você ter uma comprovação”, disse.

Neste sábado (8), Bolsonaro afirmou, durante teleconferência na Cúpula Conservadora das Américas, que pretende levar ao Congresso uma proposta de mudança no sistema de votação no Brasil já no primeiro semestre de 2019. A cúpula foi organizada por seu filho, Eduardo Bolsonaro, em Foz do Iguaçu (PR).

Bolsonaro disse que a ideia é apresentar um projeto de lei que modifique a forma de votação. “Como se fosse em voto impresso, mas vai ter uma forma mais atualizada do que essa”, explicou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Fica o registro: Bolsonaro afirmou que é o motorista que tem de dar explicações sobre a conta. E, num ato falho, o presidente eleito confundiu “repasse” com “depósito”, como se as palavras tivessem o mesmo significado.  (C.N.)

Temer segura novo decreto de indulto à espera de definição do Supremo

Temer espera que o STF seja pressionado a decidir de imediato

Daniela Lima
Painel/Folha

A ordem no Palácio do Planalto é não tratar do decreto de indulto natalino deste ano antes que o Supremo Tribunal Federal encerre a discussão sobre o de 2017, que afrouxou as regras para concessão de perdão a condenados. Ao julgar ação que levou à suspensão dos efeitos da medida, a maioria dos ministros da corte defendeu as prerrogativas do chefe do Executivo e votou pela manutenção do texto original, mas um pedido de vista de Luiz Fux interrompeu o julgamento há uma semana.

O texto do novo decreto ainda está sob análise da consultoria jurídica do Ministério da Segurança Pública. Se Fux não devolver o processo e o STF não concluir o julgamento antes do Natal, é possível que o presidente Michel Temer nem sequer conceda indulto neste ano.

NO LIMBO – Temer acha que um novo decreto pode ser alvo de questionamento se o Supremo deixar o caso em aberto. Com a virada do ano, diz a Defensoria Pública da União, a medida de 2017 expiraria e a ação contra ela perderia objeto sem fixar o entendimento da corte sobre o tema.

Um ministro do STF teme que esse desfecho alimente pressões sobre a corte. Segundo ele, advogados de presos que contam com os benefícios do indulto poderiam entrar com habeas corpus para que a vontade da maioria dos ministros prevaleça.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Em tradução simultânea, a hesitação de Temer é explicável. Se ele baixar o novo decreto, cumulativamente com o anterior, o número de beneficiados vai aumentar expressivamente, em meio à esculhambação jurídica existente e coonestada pelo Supremo, sempre pronto a apoiar criminosos de elite, estejam de colarinho branco ou imundo. (C.N.)

O supremo desgaste da Suprema Corte já chegou a um ponto de paroxismo

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Charge do Aroeira (Portal O Dia-RJ)

Ruy Fabiano
Blog do Noblat, Veja 

A atual composição do Supremo Tribunal Federal, em que parte de seus membros passou a ser hostilizada de maneira recorrente pelo público, nos mais distintos ambientes, é a maior aliada dos que propõem mudanças no modo de nomeação de seus ministros. Há diversas propostas nesse sentido, que vão do concurso público à fixação de um mandato para seus integrantes.

Não se trata apenas de a nomeação ser política. Também o é nos Estados Unidos, mas com algumas diferenças básicas. Lá, os indicados submetem-se a uma sabatina rigorosa no Senado (que já barrou alguns postulantes), têm seu passado e atividade acadêmica virados do avesso e, a partir da nomeação, assumem estilo de vida quase celibatário.

CONVESCOTES – Não frequentam, por exemplo, convescotes com políticos e advogados, como é comum por aqui. Os grandes nomes da advocacia em Brasília adquiriram reputação menos por razões de ordem técnica e mais pelos relacionamentos que mantêm com os ministros.

As sabatinas no Senado são meras formalidades. Nenhum postulante jamais foi barrado. E não há coincidência.

Os senadores são julgados pelo STF e os ministros do STF são, em tese (jamais houve um caso), julgados pelo Senado, instância que pode decretar o impeachment de um ministro. O que se tem é uma espécie de acordo tácito entre as Casas, jamais descumprido.

IMPEACHMENT – Há, neste momento, alguns pedidos de impeachment no Senado, todos devidamente engavetados. Gilmar Mendes é o alvo preferencial, mas Dias Toffoli, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski também são demandados. Lewandowski, inclusive, acaba de ter novo pedido encaminhado ao Senado pelo jurista Modesto Carvalhosa, que o acusa de abuso de poder, por ter mandado prender um advogado que lhe disse, a bordo um avião, se envergonhar do STF. Não é seguramente uma opinião solitária.

A Constituição exige, dos postulantes a uma vaga no Supremo, reputação ilibada e “notório saber jurídico”. Ou seja, não basta saber; é preciso que esse saber seja notório, de conhecimento público, o que pressupõe obras publicadas.

CASO DE TOFFOLI – O atual presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, ao ser nomeado por Lula, não tinha (como ainda não tem) um só livro publicado e havia sido reprovado em dois concursos para juiz. Detalhes, achou o Senado.

Graças ao quinto constitucional – dispositivo previsto no artigo 94 da Constituição, que determina que 20% das vagas dos tribunais sejam preenchidos por advogados e promotores, e não por juízes de carreira -, a Corte Suprema tem um único juiz: Rosa Weber. Os demais são egressos da advocacia ou do Ministério Público. Uma Corte sem juízes.

Seu atual presidente era advogado do PT e ex-chefe de gabinete de José Dirceu. No STF, mostrou-se leal a suas origens, ao liberar da prisão seu ex-chefe, não obstante sobre ele pesar uma condenação, em segunda instância, de 30 anos de prisão.

PAROXISMO – A impopularidade, decorrente do descrédito, chegou ao paroxismo em face da notória resistência à Operação Lava Jato.  O ex-ministro Ayres Brito, que presidiu a Corte ao tempo do Mensalão, costuma dizer que “o STF é uma porta que só se abre por dentro”. Ou seja, deve ser seletiva em relação ao que lhe mandam.

No entanto, Lula já o mobilizou sucessivas vezes com pleitos idênticos – alguns despropositados – e a fez rever sua própria jurisprudência diversas vezes, em prazos inusitados. Uma jurisprudência se estabelece para durar indefinidamente.

Mas, não obstante o STF ter decidido por três vezes, nos últimos três anos, em favor da prisão em segundo grau, o tema voltará ao exame no início de 2019. Não por acaso, o postulante é, mais uma vez, Lula.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Mais um excelente artigo de nosso amigo Ruy Fabiano, irmão do grande violonista Rafael Rabelo. O conteúdo é precioso, mas cabe um reparo: Luiz Fux também é juiz e fez carreira na magistratura. Quer dizer, dos onze ministros, apenas dois são realmente juízes. (C.N.)

Governo francês anuncia que houve 135 feridos em protestos de Paris no sábado

Coletes amarelos

O novo governo francês decididamente não está agradando

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O ministro do Interior da França disse neste sábado (dia 8) que a violência dos protestos em Paris está “sob controle” apesar do clima ainda tenso, mas classifica essa violência como “totalmente inaceitável”.

Christophe Castaner disse que 135 pessoas ficaram feridas nos protestos deste sábado, incluindo 17 policiais. Ele diz que medidas de segurança “excepcionais” permitiram que policiais prendessem quase mil pessoas.

Casataner estimou que havia 10.000 manifestantes de coletes amarelos em Paris, e cerca de 125 mil manifestantes em todo o país. Manifestantes quebraram vitrines e incendiaram as ruas da capital francesa e entraram em confronto com a polícia, que atirou bombas de gás lacrimogêneo.    

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– A França parece imitar o Brasil. Os protestos exigem mais respeito aos direitos dos pobres e menos privilégios aos rico. A diferença é aqui abaixo do Equador quem toca fogo em veículos nas ruas são criminosos de verdade, que dão preferência aos ônibus. Na França, os manifestantes não são criminosos de verdade e só incendeiam veículos particulares, para não prejudicar o transporte popular. A crise é gravíssima e parece ser de difícil solução. O turismo vai começar a ser prejudicado e ninguém mais poderá proclamar que Paris é uma festa móvel, como dizia Ernest Hemingway. (C.N.)            

Jamais pensei que Jair Bolsonaro fosse a alma mais honesta, mas votei nele

Imagem relacionada

Charge do Pelicano (Arquivo Google)

Pedro Meira

Nunca me passou pela cabeça que Jair Bolsonaro fosse a alma mais honesta do Congresso. Já durante a campanha faziam insinuações sobre seu patrimônio imobiliário, sobre seus funcionários, e por aí vai. Votei nele mesmo assim, porque o mais importante era derrotar o PT e sua nêmeses e alma gêmea, o PSDB, que não só praticaram a corrupção em muito maior grau, como corromperam a alma nacional.

Tucanos e petistas são corruptos, mas agem como se tivessem algum mandato divino para governar o país pra sempre, e além disso investir na eterna quimera de toda esquerda, a de fabricar um “homem novo”.

LULA E FHC – O “homem novo” petista-tucano idolatrará Lula e FHC, votará em seus candidatos, aceitará os abusos de seus governos, e se preocupará apenas com demandas politicamente corretas, enquanto o país vai pro brejo, se orgulhará dos gastos bilionários para enriquecer empreiteiros e pseudo-empreendedores do glorioso novo Maracanã, “modernizado” para ficar mais caro e com menos assentos.

Ao mesmo tempo, aceitará a criminalidade crescente e a deterioração dos serviços públicos básicos como fardos da “modernidade”, e acreditará que os problemas do país se resolverão espalhando por aí clínicas de aborto para que os pobres não tenham taxas de natalidade ‘subsaarianas’, como pretendia aquele ícone “progressista”, o Sérgio Cabral, um dos nossos futuros presidentes.

QUALQUER OUTRO – Eu preferia que o Brasil tivesse tido qualquer outro governo que não dos tucanos ou dos petistas, mesmo que fosse tão corrupto quanto. Um Maluf ou ACM na presidência não teriam feito tanto mal ao Brasil quanto FHC e Lula, eram menos pretensiosos.

Teria votado em qualquer um contra PT e PSDB, até em alguém tão corrupto quanto o Maluf. Pelo menos para que alguma coisa na aparência. Basta da sinalização de virtude petista-tucana. Também teria votado num Olavo de Carvalho, a quem acho um maluco completo.

Um governo um pouco menos corrupto já seria um progresso. Mas a desintoxicação da propaganda conjunta tucano-petista já seria uma vantagem. Mesmo que todos sejam corruptos, pra que manter o PT pra sempre no poder? Por um assistencialismo que o país nem vai conseguir sustentar por muito tempo, do jeito que as coisas vão?

“Vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois…”

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Ronaldo Bastos, um compositor genial

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O jornalista, produtor musical e compositor Ronaldo Bastos Ribeiro, nascido em Niterói (RJ), mostra no título da música “Sal da terra” uma passagem bíblica, quando Jesus diz aos homens “vós sois o sal da terra”, ou seja, aquilo que dá sentido, sabor ao mundo. Logo, a letra retrata um mundo que pede socorro, pois está sendo maltratado pela má administração do homem. É um chamado para melhorar a Terra, “vamos precisar de todo mundo, um mais um é sempre mais que dois”. O que precisamos fazer para mudar a situação, é conscientizar a população de que a natureza é a nossa casa, nossa mãe, se ela morrer, morreremos com ela.

“O Sal da Terra” é uma obra tão genial que precisa ser tocada e cantada pelo país inteiro em todas as épocas que virão à nossa frente, porque representa um “louvor ao nosso chão e teto naturais, a percorrer o espaço vazio”. A música “Sal da Terra” foi gravada por Beto Guedes no LP Contos da Lua Vaga, em 1981, pela EMI-Odeon.

O SAL DA TERRA
Beto Guedes e Ronaldo Bastos

Anda!
Quero te dizer nenhum segredo
Falo nesse chão da nossa casa
Vem que tá na hora de arrumar…

Tempo!
Quero viver mais duzentos anos
Quero não ferir meu semelhante
Nem por isso quero me ferir

Vamos precisar de todo mundo
Prá banir do mundo a opressão
Para construir a vida nova
Vamos precisar de muito amor
A felicidade mora ao lado
E quem não é tolo pode ver…

A paz na Terra, amor
O pé na terra
A paz na Terra, amor
O sal da…

Terra!
És o mais bonito dos planetas
Tão te maltratando por dinheiro
Tu que és a nave nossa irmã

Canta!
Leva tua vida em harmonia
E nos alimenta com seus frutos
Tu que és do homem, a maçã…

Vamos precisar de todo mundo
Um mais um é sempre mais que dois
Prá melhor juntar as nossas forças
É só repartir melhor o pão
Recriar o paraíso agora
Para merecer quem vem depois…

Deixa nascer, o amor
Deixa fluir, o amor
Deixa crescer, o amor
Deixa viver, o amor
O sal da terra

Fala de Bolsonaro não exime motorista de explicar o R$ 1,2 milhão, diz Mourão

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Mourão diz que as explicações têm de ser convincentes

Deu na Rádio GaúchaZH

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, afirmou neste sábado (dia 8) que precisa ser explicado imediatamente o caso do ex-motorista do senador eleito e deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Fabrício Queiroz, que foi citado em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ele teria movimentado cerca de R$ 1,2 milhão no período de um ano para contas da família Bolsonaro.

“O ex-motorista, que conheço como Queiroz, precisa dizer de onde saiu esse dinheiro. O Coaf rastreia tudo. Algo tem, aí precisa explicar a transação, tem que dizer” – afirmou Mourão, em entrevista à colunista Andréia Sadi, publicada em seu blog no portal G1.

EXCELENTE SOLDADO – Queiroz foi soldado do general Mourão em 1987, ano em que deixou as Forças Armadas. Quando perguntado sobre o desempenho dele no Exército, o general o definiu como um “excelente soldado”.

Mourão também se manifestou sobre a explicação de Jair Bolsonaro, que afirmou que as transações foram parte de um empréstimo. Segundo o general, a justificativa do presidente eleito não exime Queiroz de prestar esclarecimento “agora”. Ele também defendeu que o governo dê explicações sempre à sociedade, “senão fica parecendo que está escondendo algo”.

A afirmação foi feita após ser questionado sobre a postura do futuro ministro Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que se irritou com jornalistas na última sexta-feira (7) ao ser perguntado sobre o assunto.

ONYX ESTRESSADO – “Ele está estressado. Quando responde daquele jeito, parece que tem culpa no cartório. Quando me perguntam, eu respondo claramente, com tranquilidade. Temos que falar”- disse.

Sobre a diferença do desgaste e da necessidade de explicações por parte do governo em relação aos casos de Onyx Lorezoni – que já admitiu ter recebido caixa 2 – e o caso envolvendo o ex-motorista, que depositou R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, Mourão respondeu que são casos diferentes:

“No caso do Onyx, o dinheiro foi na conta dele. Bolsonaro já explicou o motivo pelo qual foi para a conta de Michelle” — afirmou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEste é o Mourão que o Bolsonaro proibiu de dar entrevistas, segundo O Globo, que ainda não se retratou da “fake news”. (C.N.)

Jornal chinês diz que problema do Brasil é que brasileiro não gosta de trabalhar

Editorial do 'Global Times' compara o desenvolvimento industrial chinês com o brasileiro. — Foto: Reprodução/Global Times

“Global Times” diz que a China não se compara ao Brasil

Duarte Bertolini

O jornalista Fernando Albrecht, que tem blog e coluna no Jornal do Comércio, reproduz parcialmente um artigo do “The New York Times” sobre Brasil e China. Não tive tempo de procurar o original, mas o resumo achei no mínimo desafiador para um artigo ou debate aqui na “Tribuna da Internet”. A princípio, pensei em simplesmente incluir nos comentários, mas depois cheguei à conclusão de que seria melhor repassar ao Editor da TI, para analisar e verificar se não merece uma discussão maior, porque provavelmente o texto ficaria esquecido em meio ao grande número de comentários.

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PARA CHINÊS VER
Fernando Albrecht
   (Jornal do Comércio)

Resumo da ópera. O New York Times publicou uma matéria comparando o Brasil com os Estados Unidos, mas não no bom sentido. Os chineses, segundo o NYT, têm os mesmos problemas que nós e ambos correm o risco de “não chegar lá”, no popular. No texto do NYT, o artigo diz que os deuses, antes de destruir um país, o qualificam como “país do futuro”.

Com os brios feridos, o editorialista Ding Gang, no Global Times, um dos produtos internacionais do People’s Daily, o jornal oficial do Partido Comunista Chinês, publicou um arrazoado negando o mérito da comparação. E na briga entre mar e rochedo, sobrou para o Brasil. Leia abaixo trechos do editorial do jornal do PCC. Dang morou três anos no Brasil.

“A cultura brasileira faz o País ser inapto para a manufatura, e a população brasileira não está disposta a ser trabalhadora como a chinesa”, escreveu Dang, que diz ter “entendido bem” os motivos da perda de força da economia nacional.

“De fato, o Brasil nunca teve uma indústria manufatureira forte e sofisticada. Mas a questão básica é por qual motivo a China atingiu sua industrialização, enquanto o Brasil a abandonou e foi para a direção oposta? Isso não é apenas uma questão de economia ou instituição, mas de cultura”, argumenta o chinês.

“A cultura é o fator mais importante para atingir a industrialização. Isso inclui como as pessoas encaram seu trabalho, família, educação das crianças e acúmulo de riqueza”, disse. “Pode soar racista diferenciar o desenvolvimento baseado em cultura”, escreveu. “Mas, depois de ter morado no Brasil, você descobre a resposta. Os brasileiros não estão dispostos a ser tão diligentes e trabalhadores como os chineses. Nem valorizam a poupança para as próximas gerações, como fazem os chineses”, indicou. “Ainda assim, eles exigem os mesmos benefícios e bem-estar dos países desenvolvidos”, disse.

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P.S.
– Alguém aí na TI, que conheça a nossa realidade e esteja vacinado contra o nacionalismo mórbido, discordaria do editorialista chinês? (D.B.)

Notícia de Mourão proibido de dar entrevista foi uma “fake news” de O Globo

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Mourão está pouco ligando para os filhos de Bolsonaro

Deu em O Globo
Agência Reuters

O vice-presidente eleito general Hamilton Mourão disse à agência de notícias Reuters que o presidente eleito Jair Bolsonaro vai interceder para amenizar o clima tenso que se formou no PSL após bate-boca entre integrantes do partido nos últimos dias, que o general chamou “de pequenos problemas”.

Na próxima semana, Bolsonaro deve participar de uma reunião dos parlamentares eleitos do PSL, seu partido, em que pregará a unidade dos integrantes da legenda que terá uma das maiores bancadas do futuro Congresso. “Jair Bolsonaro fará o papel de líder (nessa situação)” – disse Mourão.

TROCA DE MENSAGENS – As disputas ficaram mais acaloradas nos últimos dias, com direito a duras trocas de mensagens por redes sociais e públicas entre membros do PSL.

Os protagonistas do mal-estar foram a deputada federal eleita Joice Hasselman (SP) e o filho do presidente eleito Eduardo (SP), deputado federal reeleito, além do deputado federal e senador eleito Major Olímpio (SP).

Por trás dos ataques, estaria uma disputa por posições de liderança e protagonismo dentro do PSL e do futuro governo. Mourão minimizou o clima quente no partido. “São pequenos problemas. São fáceis de resolver com liderança hábil. O Jair Bolsonaro fará” – disse ele à Reuters.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Conforme a “Tribuna da Internet” afirmou na última quarta-feira e confirmou na quinta-feira, Bolsonaro não proibiu o general-vice Mourão de dar entrevista. A notícia exclusiva de O Globo sobre a suposta ordem de Bolsonaro, reafirmada na quinta-feira pelo jornal carioca sob o título “Cala a boca, Mourão”, simplesmente nunca existiu. A informação falsa foi “plantada” pelos filhos de Bolsonaro, que tentam desestabilizar Mourão, que não está nem aí para eles e não pode ver jornalista que vai logo dando declarações. Neste sábado, Mourão deu mais outra entrevista, mais apimentada, sobre os problemas de Onyx Lorenzoni e do assessor que movimentou R$ 1,2 milhão. Em sociedade tudo se sabe, diria Ibrahim Sued.
(C.N.)