Intervenção devia mirar a bandidagem do governo Temer, afirma Bolsonaro

Fotomontagem reproduzida do Arquivo Google

Evandro Éboli
Gazeta do Povo

Único militar na disputa presidencial, o capitão da reserva e deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) criticou duramente o anúncio do governo de uma intervenção federal no Rio de Janeiro. Segundo colocado nas pesquisas eleitorais, Bolsonaro é uma espécie de porta-voz de parte dos militares na política e tem na segurança pública sua principal bandeira. Para o deputado, a decisão do governo é política e Temer usa as Forças Armadas para tentar melhorar sua popularidade.  “É um decreto político por parte do presidente Temer, que usa as Forças Armadas em causa própria”, disse Bolsonaro, que classificou a iniciativa como uma piada.

Bolsonaro disse ainda que intervenção mesmo Temer deveria fazer em seu governo.  “A verdadeira intervenção tem que começar no governo Temer. E tira  a bandidagem que está do lado dele. Deviam sair todos de lá e descer para comer feijão com arroz.”

SEM ILICITUDE – E complementou: “Um intervenção desse tipo sem uma causa de excludente de ilicitude (estado de necessidade) é piada” – afirmou. “No Haiti, você podia atirar. Aqui como vai ser?”

Disse, ainda, que o número de eleitores que querem votar nulo ou em branco explica tudo: “Com esta maneira nojenta, podre e estúpida de fazer política, quem sério e honesto pode participar? Mais de um terço vai deixar de votar. Estão errados? Não. Este um treço é consciente demais para escolher o menos ruim. Estou começando a pensar qual o melhor uso para um título de eleitor no Brasil. Confesso que, pelo pequeno tamanho e valor irrisório, colá-lo na parte interna de um banheiro de rodoviária não passa a ser uma ideia desprezível”.

PASSAR VERGONHA – Um dos coordenadores da Bancada da Bala, o deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que é coronel reformado da Polícia Militar, afirmou que os militares correm o risco de passar vergonha no Rio. Ele é contra o uso dos militares nessa função, mas disse que votará a favor do decreto de Michel Teme

“Sou contra isso. O militar não foi treinado para essa missão, que é da Polícia Militar e Polícia Civil, que conhecem esses meandros. Militar é treinado para ficar lá, esperando uma guerra que nunca vem. Quero ver quando o primeiro soldado disparar um tiro de fuzil e atingir uma pessoa que não tem nada a ver com a história”, disse Fraga.

Foi noite de chuva nos mares do mundo, na visão poética de Ribeiro Couto

Couto, retratado por Vicente do Rego Monteiro

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O magistrado, diplomata, jornalista, romancista, contista e poeta paulista Rui Ribeiro de Almeida Couto (1898-1963), no poema “Cais Matutino”, relembra uma noite de chuva nas docas do mundo.

CAIS MATUTINO
Ribeiro Couto

Mercado de peixe, mercado de aurora:
Cantigas, apelos, pregões e risadas
À proa dos barcos que chegam de fora.

Cordames e redes dormindo no fundo;
À popa estendida, as velas molhadas;
Foi noite de chuva nos mares do mundo.

Pureza do largo, pureza da aurora.
Há visgos de sangue no solo da feira.
Se eu tivesse um barco, partiria agora.

O longe que aspiro no vento salgado
Tem gosto de um corpo que cintila e cheira
Para mim sozinho, num mar ignorado.

Legado de Temer: Gastos com servidores crescem três vezes mais que a inflação

Resultado de imagem para SERVIDORES MARAJAS CHARGES

Charge do Dum (arquivo Google)

Vicente Nunes
Correio Braziliense

As medidas tomadas pelo governo para conter o crescimento dos gastos com servidores — os concursos estão sendo liberados a conta-gotas — têm dado poucos resultados. Sem uma reestruturação profunda nas carreiras do funcionalismo, as despesas com pessoal chegarão a níveis alarmantes, tornando ainda mais complicado o ajuste fiscal. Nos últimos seis anos, o aumento médio real da folha salarial, incluindo ativos e inativos, foi de 6,5% ao ano. Em 2017, especificamente, esses gastos cresceram três vezes mais do que a inflação oficial (2,95%).

Diante desses números, não resta dúvida de que, tirada a reforma da Previdência Social do radar (aprovada, ou não), o governo terá que se debruçar sobre o projeto que muda toda a estrutura do funcionalismo. Não é possível que servidores continuem entrando no serviço público ganhando de R$ 15 mil a R$ 20 mil por mês, salários próximos aos daqueles que estão à beira de se aposentarem. Com esses rendimentos iniciais, não há estímulo para que executem bem as suas funções. Ao longo do tempo, acabam se acomodando, pois falta um plano de carreiras que premie os melhores com promoções.

INTENSOS ESTUDOS – A reestruturação das carreiras do funcionalismo público foi alvo de intensos estudos pelo Ministério do Planejamento no ano passado. Depois de analisar toda a estrutura salarial de cada grupo — são mais de 200 —, o órgão produziu um projeto de lei que limpa o modelo atual e corrige as distorções. A proposta com as mudanças está na Casa Civil e prevê salários iniciais de até R$ 2,8 mil nos cargos de nível médio e de até R$ 5 mil nos de nível superior.

Os servidores que entrarem no governo já nessas condições levarão pelo menos 20 anos para atingir os salários máximos da carreira, num sistema meritório, muito parecido com o que prevalece na iniciativa privada. A medida, se aprovada pelo Congresso, obrigará os funcionários federais a se capacitarem, a provarem que são bons e que merecem ter reajustes nos contracheques. Mais que isso, eles terão que dar retorno adequado à sociedade, sobretudo por meio da prestação de serviços. Hoje, mesmo custando caríssimo, o Estado dá um péssimo atendimento aos contribuintes.

QUADRO DRAMÁTICO – Na avaliação de Arnaldo Lima, assessor especial do Planejamento, o projeto que reestrutura as carreiras do funcionalismo não deve provocar tanta polêmica. Ele acredita que há uma consciência de que os gastos com servidores não podem continuar crescendo, indefinidamente, acima da inflação.

Com o teto dos gastos, mantido o atual ritmo de expansão da folha salarial, o governo terá que tirar recursos de áreas essenciais para custear a folha de pessoal. A situação é tão dramática que a União vem bancando uma série de despesas por meio da emissão de dívidas. Ou seja, o Tesouro Nacional já não arrecada o suficiente para cobrir despesas corriqueiras. Pior, corre o risco de incorrer em crime de responsabilidade fiscal.

ESTADOS E MUNICÍPIOS – Se a situação já é difícil na União, o quadro se torna dramático entre estados e municípios. Pelos cálculos do assessor do Planejamento, os gastos com salários têm aumentado, em média, 20% ao ano acima da inflação. Quer dizer: a cada quatro ou cinco anos, as despesas com o funcionalismo dobram de tamanho. Não há país que consiga sustentar tamanha fatura. Não por acaso, estados como o Rio de Janeiro, o Rio Grande do Sul e o Rio Grande do Norte estão quebrados, deixando os cidadãos ao deus-dará. A violência no carnaval carioca é o exemplo mais contundente do descalabro desses estados.

Lima ressalta que os servidores ativos e inativos da União consomem, por ano, 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Quando essa conta considera estados e municípios, mas só computa os que estão trabalhando, a fatura corresponde a 10,5% de todas as riquezas produzidas pelo país. Isso mesmo: de cada R$ 100 de tudo o que o Brasil produz por ano, R$ 10,50 vão para o pagamento de servidores da ativa. Essas despesas são superiores à verificada na média dos países ricos, de 10%, segundo levantamento da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

NO BANCO DOS RÉUS  – Muitos dos problemas que estão sendo enfrentados pela União e por estados e municípios foram causados por governos perdulários e irresponsáveis, que deram reajustes salariais e incharam a máquina de servidores como se o dinheiro dos contribuintes fosse infinito.

No caso da administração federal, há aumentos salariais contratados até 2019, o que fará com que a folha de pessoal continue subindo muito além da inflação. O reajuste previsto para este ano foi parar na Justiça e está sendo pago por meio de uma liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Não há polêmica sobre esses gastos, os números são do próprio governo, que prefere atribuir a crise apenas à reforma da Previdência. É preciso auditar todas as contas da administração pública, a começar pela dívida interna e pelo déficit previdenciário. (C.N.)

Intervenção no Rio de Janeiro pode provocar efeito cascata em outros Estados

Resultado de imagem para temer anuncia intervenção

Outros governadores querem se livrar do problema

Renato Souza
Correio Braziliense

A crise de segurança está longe de ser exclusividade do Rio de Janeiro. De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou 61 mil assassinatos por arma de fogo em 2016. Grande parte desses crimes é fruto do investimento precário e da incapacidade dos Estados em gerir o setor. Diante desse quadro, o emprego das Forças Armadas para garantir a ordem pública e social também é uma reivindicação de outras unidades da Federação.

Especialistas avaliam que o ato da Presidência da República em determinar, por decreto, uma intervenção federal no Rio de Janeiro pode resultar num efeito cascata e fazer com que outros governadores solicitem apoio federal para combater a violência.

EM RORAIMA – Assim como o Rio, Roraima conta com tropas federais para manter a ordem. Cem militares foram deslocados para a região por determinação do ministro da Defesa, Raul Jungmann, com o objetivo de ajudar na crise de imigração, que teve início com a entrada em massa de venezuelanos fugindo do regime ditatorial do presidente Nicolás Maduro.

No começo da semana, Jungmann e o presidente Michel Temer visitaram a capital, Boa Vista, para acompanhar a situação. Após o encontro, que contou com a participação da governadora Suely Campos (PP), o ministro anunciou que mais 100 homens serão deslocados para auxiliar no controle da fronteira com a Venezuela.

OUTROS ESTADOS – No ano passado, as Forças Armadas também foram empregadas no Rio Grande do Norte e no Espírito Santo. A atuação dos militares no estado potiguar teve início em dezembro, depois de um pedido do governador Robinson Faria (PSD), em meio à paralisação das atividades das polícias Civil e Militar. Na ocasião, foi enviada uma tropa com 2 mil homens.

O professor José Ricardo Bandeira — especialista em gestão de segurança pública pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e presidente do Instituto de Criminalística e Ciências Policiais da América Latina — destaca que a violência é um problema nacional, e, em ano eleitoral, a vontade de reduzir os índices de criminalidade também tem motivações políticas.

CRISE NACIONAL – “Essa decisão do governo federal de intervir no Rio de Janeiro pode causar um efeito cascata. Diversos governadores devem fazer o mesmo pedido, pois, assim, eles tiram das próprias costas os problemas de segurança e ainda ganham mais aceitação da população. A crise não é só no Rio de Janeiro, mas nacional”, ressalta.

Em fevereiro do ano passado, a escalada da violência no Espírito Santo, com o aquartelamento de policiais militares, levou o caos e a desordem para as ruas. Em apenas três dias, o estado registrou 62 mortes. Quando a situação estava insustentável, o Ministério da Defesa, a pedido do governo local, autorizou o deslocamento das Forças Armadas para Vitória. De acordo com a pasta, a operação custou R$ 37 milhões e contou com 3.169 homens: 2.637 do Exército, 382 da Marinha e 150 da Aeronáutica. Também participaram das ações 287 homens da Força Nacional.

Corregedor nacional de Justiça defende auxílio-moradia a juízes que têm imóveis

Resultado de imagem para joao otavio de noronha

Noronha também diz que é “complemento salarial”

Cláudia Trevisan
Estadão

O corregedor nacional de Justiça, João Otávio de Noronha, defende o pagamento de auxílio-moradia a juízes que já possuem imóveis nas cidades em que trabalham. Segundo o ministro, o benefício é tratado como “verba de natureza indenizatória” em “qualquer lugar do mundo” e também no setor privado, o que o torna isento do Imposto de Renda.

Em reportagem publicada no domingo, o Estado revelou que o Fisco deixa de arrecadar R$ 360 milhões ao ano em razão do tratamento tributário dado ao auxílio-moradia. Na prática, o benefício funciona como uma complementação salarial para magistrados que possuem imóvel próprio.

Noronha ressaltou que o assunto será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em sua opinião, não há “justiça” na premissa de que os donos de imóveis não deveriam receber a verba. “Se eu gastei toda minha economia e comprei um imóvel, eu não recebo uma verba que o outro que foi perdulário, gastou, ou aplicou no banco recebe? Isso é muito subjetivo, mas eu não vou falar sobre isso porque é matéria que está sob julgamento do Supremo Tribunal Federal.”

Piada do Ano! Temer diz que “o governo dará respostas duras para derrotar crime”

Resultado de imagem para temer na tv + intervenção

Temer já esqueceu que é chefe do ‘quadrilhão’

Deu em O Tempo

Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão sobre o decreto de intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, o presidente Michel Temer disse que a medida é necessária diante da atuação do crime organizado no estado.  Temer explicou que as Forças Armadas estarão juntos com as polícias nas ruas, avenidas e comunidades. ‘Nossos presídios não serão mais escritórios de bandidos. Nem nossas praças continuarão a ser salões de festa do crime organizado”, declarou.

Ele ainda chamou de “pior das guerras” a desordem. “Já resgatamos o progresso e retiramos o país da pior recessão de nossa história. É hora de restabelecer a ordem”, declarou. Assim como no anúncio da medida, feito esta tarde, Temer comparou o crime organizado a “uma metástase que se espalha pelo país”.

“O governo dará respostas duras, firmes e adotará todas as providências necessárias para derrotar o crime organizado e as quadrilhas”, disse ele.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Desta vez, Temer quer mesmo ganhar a Piada do Ano. Realmente, foi altamente criativo ao dizer que seu governo quer combater o crime organizado e as quadrilhas. No Planalto, os assessores, porteiros, garçons e ascensoristas rolavam no chão, de tanto rir. (C.N.)

Candidatura de Temer à reeleição atrapalha Meirelles, que atrapalha Temer…

Imagem relacionada

Os dois se odeiam, mas é preciso manter as aparências

Marina Dias
Estadão

A disposição de Michel Temer em discutir sua reeleição asfixiou os planos do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) para disputar a sucessão presidencial em outubro. O chefe da equipe econômica de Temer abriu negociações para se lançar ao Palácio do Planalto pelo MDB como nome do governo, mas a sombra de uma possível candidatura do presidente ameaça interditar esse caminho.

Sem apoio de seu partido, o PSD, Meirelles poderia se filiar à sigla de Temer, mas viu seus prazos se estreitarem — ele precisa deixar o cargo até abril se quiser concorrer às eleições — quando o presidente se convenceu de que não tem nada a perder caso seja ele próprio o candidato que defenderá o legado de seu governo até outubro.

APOIO DO PLANALTO – Se há dois meses o ministro discutia mencionar ou não Temer no programa de sua legenda na TV — e acabou por não fazê-lo, por medo de ser ainda mais contaminado pela impopularidade do presidente —, hoje Meirelles tem no apoio do Planalto a única alternativa para tentar fazer deslanchar sua candidatura.

O ministro e o presidente patinam nas pesquisas, ambos com entre 1% e 2% das intenções de voto segundo o Datafolha, e viram naufragar o discurso de que a melhora dos índices econômicos seria sentida pela população a partir do início deste ano.

POPULARIDADE – Em um primeiro momento, Temer acreditava que esses números poderiam impulsionar sua popularidade a pelo menos dois dígitos, enquanto Meirelles apostava neles para melhorar seu desempenho nas pesquisas para a sucessão presidencial.

Mesmo sem os resultados — o ministro já fala em percepção da melhora na economia somente no fim do ano —, Temer e seus principais auxiliares entoaram o discurso de que o prazo para decidir o rumo do Planalto nas eleições é maio, o que inviabilizaria o cronograma de Meirelles.

Aliados do presidente, porém, afirmam que seu desejo é apenas “se redimir” de um governo tão impopular — 70% das pessoas consideram sua gestão ruim ou péssima, segundo o Datafolha —, mas que seus anseios eleitorais não devem chegar até maio.

UMA SAÍDA – Ainda de acordo com esses assessores, o presidente busca uma saída diante do medo de ficar isolado no processo, visto que o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin (SP), mantém distância segura de Temer desde que os tucanos entregaram os cargos no primeiro escalão do governo.

A Folha apurou que o próprio Meirelles conversou com o presidente sobre os prazos e indicou que colocar o mês de maio como limite para a decisão pode ser tardio “para quem quer que seja o candidato do governo”.

ALIANÇAS – O ministro teme que, em três meses, as articulações para as alianças estaduais no MDB já estejam muito avançadas e possam prejudicar novos acordos que mirem a chapa presidencial.

À Folha, o presidente do MDB, Romero Jucá (RR), disse que Meirelles é “muito bem-vindo” no partido e que ele seria um “grande quadro” lançado ao Planalto.

Pressionado pelo calendário e por Temer, o ministro da Fazenda pretende atravessar fevereiro com a mesma estratégia adotada até agora: entrevistas de caráter mais político e aproximação com o eleitorado evangélico.

ALCKMIN E MAIA – Meirelles vai ainda reforçar a ideia de que Alckmin e o também presidenciável e chefe da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não defenderão o governo como ele.

A ambos, no entanto, não interessa ser carimbado como o candidato de Temer, cujo apoio nas eleições é rejeitado por 87% das pessoas.

Maia chegou a conversar com Meirelles sobre uma possível migração do ministro para o DEM, mas há cerca de três meses tem articulado voo solo mirando o Planalto.

CONVERSAÇÕES – Nas últimas semanas, além de PP e Solidariedade, o presidente da Câmara discutiu apoio a sua possível candidatura com integrantes de PR, PRB e PHS, mas ainda apresenta patamar bem tímido nas pesquisas —1%.

Para tentar melhorar seu desempenho e poder contar com o apoio efetivo de parte da base de Temer, Maia vai investir na mudança de agenda e focar em medidas de segurança, saúde e educação.

Aliados dizem que, para se apresentar como alternativa a Alckmin no espectro de centro-direita, o deputado precisa ir além do discurso de que tem o apoio do mercado.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
É engraçado… De repente, estão descobrindo que Temer é candidato à reeleição, conforme diz a matéria, que precisa de tradução simultânea, pois é baseada em aparências, que sempre enganam. Rodrigo Maia não é candidato a presidente, mas a deputado. Ele quer ser o “dono” do DEM e suas articulações visam a melhorar a candidatura do pai a governador do Rio de Janeiro. Na verdade, o DEM de Maia age como mosca de padaria – pousa em todos os doces. No final, vai apoiar alguém que tenha chances, não importa se Temer, Meirelles e Alckmin, porque isso também depende do quem dá mais… Na verdade, ainda está tudo no ar. O fato é que Temer odeia Meirelles e quer impedir a candidatura dele. E Meirelles odeia Temer e idem, idem. Depois, voltaremos ao assunto. (C.N.)  

Rodrigo Maia mandou o ministro da Justiça calar a boca na reunião do Alvorada

Resultado de imagem para torquato jardim

Jardim engoliu o insulto de Maia em plena reunião

Andreza Matais e Naira Trindade
Estadão

O clima esquentou nesta madrugada durante a reunião no Palácio da Alvorada em que se decidiu decretar a intervenção no Rio. Segundo relatos de mais de uma fonte, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estava muito nervoso e teria mandado Torquato calar a boca num dos momentos mais tensos da discussão dizendo que ele não teria moral para falar de segurança pública.

Procurado, Maia disse que não cometeria tamanha indelicadeza e contou sua versão. “Ele quis se meter numa conversa minha com o (Raul) Jungmann. Eu disse: – Não se mete. Você até agora não ratificou o que disse no ano passado, então deixa eu discutir aqui com o Jungmann.”

DECLARAÇÃO ANTIGA – Maia se refere à declaração de Torquato que causou polêmica no ano passado de que o alto comando das polícias no Rio é sócio do crime organizado com a anuência de deputados estaduais. “Todo mundo sabe que o comando da segurança no Rio é acertado com deputado estadual e o crime organizado”, afirmou em outubro.

O governo está insatisfeito com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, e fala com cada vez mais frequência em exonerá-lo do cargo. Quando assumiu a pasta, Jardim declarou que não entendia nada de segurança pública. “Minha experiência na segurança pública foi ter duas tias e eu próprio assaltados”, disse no dia da posse, em maio de 2017. O ministro é especialista em direito eleitoral.

NA CONTA DELE – Agora, quando o governo chegou ao extremo de ter que intervir na segurança pública do Rio, interlocutores do presidente Temer querem creditar na conta de Torquato a responsabilidade pela situação de descontrole, especialmente nas fronteiras, porta aberta para drogas e armas no País.

Um dos problemas é que a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), subordinada ao Ministério da Justiça, nos últimos anos se resumiu a Força Nacional de Segurança. Especialistas dizem que a política nacional de segurança não existe porque o órgão que era para ser de formulação perdeu esse foco e passou a ser de execução.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Tradução simultânea: Rodrigo Maia é folgado e Torquato Jardim faz jus ao sobrenome e é frouxo. (C.N.)

Com decreto de intervenção no Rio, Maia diz que fica mais difícil votar a reforma

Adiar a reforma causará “desconforto”, alega Maia

Bernardo Caram, Fernanda Calgaro e Fernanda Vivas
G1 Brasília

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta sexta-feira, dia 16, que “fica difícil” votar a reforma da Previdência na próxima semana, como estava inicialmente previsto, se o decreto de intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro estiver na pauta do Congresso. O presidente Michel Temer decidiu na noite desta quinta-feira, dia 15, que iria decretar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

A decisão foi tomada numa reunião de emergência e teve a concordância do governador do estado, Luiz Fernando Pezão (PMDB). Maia também estava na reunião. “Minha opinião é que o decreto, se publicado hoje, será votado na Câmara na segunda e terça e no Senado terça e quarta-feira. Se está na pauta a votação de um decreto que veda a tramitação constitucional, você está dizendo que na próxima semana fica difícil votar qualquer emenda constitucional, inclusive a da Previdência”, disse.

PAUTA DE FEVEREIRO – No entanto, ele afirmou que também é “difícil” adiar o início da discussão da reforma da Previdência para março. Ele reiterou que a última semana de fevereiro é o momento para se tentar votar a proposta. “Essa é uma pauta de fevereiro, eu tenho trabalhado que seja possível [votar neste mês]”, afirmou. “Acho difícil [jogar para março]. Acho que a última semana de fevereiro é o limite para constituir votos para votar a Previdência”, frisou.

Para ele, haverá um certo “desconforto” entre os parlamentares empurrar a reforma para março por se tratar de um ano eleitoral. Questionado se o decreto era uma “cortina de fumaça” para evitar colocar em votação a reforma da Previdência diante da falta de votos para aprová-la, Maia negou que a intervenção tenha a ver com isso. “Esse é um decreto de tamanha força, é uma decisão de tamanha força e tamanho risco e que eu tenho certeza que ninguém, nem o presidente da República, poderia colocar esse tema para tirar outro de discussão […] Eu não tenho dúvida nenhuma de que não há relação entre uma coisa e outra”, afirmou.

“Não posso exigir que deputados, num ano eleitoral, já entrando março ou abril, você introduza um debate onde 60% é contra e 27% a favor (da reforma da Previdência)”, disse Maia. O presidente da Câmara, acrescentou ainda que “ou a gente vai votar em fevereiro com todas as restrições, que vão ser mais difíceis, ou vota em fevereiro”.

MEDIDA “DURA” – “Eu disse ao presidente [Temer] que é decisão muito contundente, muito dura, para momento extremo”, afirmou o deputado. Maia ponderou que se trata de uma “ação excepcional” e que há uma “clareza da falência do sistema de segurança”.

“Se espera que ela [intervenção] possa, num breve espaço curto de tempo, gerar resultados, porque sabemos que ela é a ultima opção”, afirmou. “Como é tudo uma novidade, agora a gente vai ter que dar um passo atrás do outro”, completou Maia. O presidente da Câmara citou ainda que no Rio de Janeiro há um “descontrole nos presídios, nas comunidades, nos bairros, crime organizado, tráfico de droga”.

Sobre a tramitação da votação do decreto, Maia explicou que será primeiro votado na Câmara e depois no Senado. No caso da Câmara, ele prevê que a sessão de votação seja convocada para segunda-feira à noite. Para ser aprovada a intervenção, basta maioria simples no plenário, que precisará ter quórum de pelo menos 257 deputados presentes. Depois, vai para o Senado.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGSe Maia já estava com a reforma pronta para ser engavetada, agora, com o decreto de intervenção federal na pauta do Congresso, é que jogará de vez a toalha em relação à proposta. Repetiu várias vezes que a questão estava desgastada e a sua impopularidade só causaria prejuízos para a imagem dos parlamentares, inclusive a sua. Mesmo contra a intervenção, Maia vai usar a justificativa que embolou o meio de campo e que este mês já não se falará mais em votação da reforma. Nem em mês nenhum. (M.C.)

Haverá panelaço quando Temer aparecer hoje em cadeia nacional na TV?

Resultado de imagem para temer grava mensagem á nação

Temer aparece pela primeira vez na cadeia nacional

Andréia Sadi, Bernardo Caram e Guilherme Mazui
G1, Brasília

O presidente Michel Temer se reuniu na tarde desta sexta-feira (dia 16), no Palácio do Planalto, com o general Walter Souza Braga Neto, interventor no Rio de Janeiro. O encontro aconteceu após a assinatura do decreto de intervenção federal no estado. Temer também chamou para a reunião os ministros Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional) e Raul Jungmann (Defesa), além do comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas.

O presidente irá ao Rio de Janeiro neste sábado. O objetivo é dar visibilidade à ação do governo federal. Antes, nesta sexta, gravará no Palácio da Alvorada um pronunciamento para a cadeia de rádio e TV. O pronunciamento será exibido às 20h30.

SUSPENSÃO – O presidente Michel Temer disse nesta sexta-feira (16) que vai cessar a intervenção federal no Rio de Janeiro no período em que for votada a reforma da Previdência.

“Ajustamos ontem [quinta, 15] à noite, com participação muito expressiva do presidente Rodrigo Maia e do presidente Eunício Oliveira a continuidade da tramitação da reforma da Previdência, que é uma medida também extremamente importante para o futuro do país. Quando ela estiver para ser votada, segundo avaliação das casas legislativas, eu farei cessar a intervenção. No instante que se verifique, segundo critérios das casas legislativas, que há condições para votação, reitero, farei cessar a intervenção”, disse.

Durante a intervenção, a Constituição Federal não pode ser alterada e a reforma da Previdência em andamento na Câmara é uma proposta de emenda à Constituição (PEC). A reforma só será aprovada na Câmara se tiver o apoio de ao menos 308 deputados em dois turnos de votação.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
Haverá panelaço quando Temer aparecer na cadeia nacional? Esta é a grande dúvida. (C.N.)

Procuradoria pede manutenção da prisão de Paulo Maluf em regime fechado

Defesa não apresentou argumentos convincentes

Deu no O Globo

A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu, nesta quinta-feira, dia 15, que o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), preso em dezembro, continue a cumprir a pena em regime fechado. A defesa do deputado enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) agravamos regimentais, com o objetivo de modificar algum entendimento da Corte, que determinou a prisão por crime de lavagem de dinheiro.

Maluf foi condenado a sete anos, nove meses e dez dias de reclusão e ao pagamento de multa, por ter desviado dinheiro público para o exterior. A defesa do parlamentar pede o reexame de duas decisões que negaram habeas corpus ao deputado: a condenação em regime fechado, decidida pela 1° Turma do STF, e a decisão do ministro relator da ação, Edson Fachin, de determinar o cumprimento imediato da pena.

SEM FUNDAMENTOS – No documento enviado pela PGR, a procurador-geral da República, Raquel Dodge, afirma que a defesa não apresentou nenhum argumento que justificasse esse tipo de revisão e que as alegações da defesa nos agravos não encontram fundamentos jurídicos na lei vigente e nem respaldo na jurisprudência do STF.

“De acordo com a Súmula 606 do STF, ‘é incabível habeas corpus contra decisão do Plenário ou de Turma do Supremo Tribunal Federal'”, salienta Dodge, na peça. O Código Penal estabelece prazo de seis anos para a prescrição do crime de lavagem de dinheiro cometido por pessoas com mais de 70 anos, a contar da data da interrupção do crime. Segundo a PGR, no caso de Maluf, o crime foi cometido até 2006 e o prazo prescricional foi reiniciado duas vezes.

Na primeira, no recebimento da denúncia, em 29 de setembro de 2011, e na segunda, na condenação, em 23 de maio de 2017. “Não transcorreram mais de seis anos entre o término da prática do crime e o recebimento da denúncia, nem entre esta data (último marco) e o acórdão condenatório (marco seguinte)”, detalhou a PGR no documento enviado ao Supremo.

O CASO – De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal (MPF), recebida pelo STF em setembro de 2011, Paulo Maluf, seus parentes e empresários teriam desviado grandes quantias para o exterior, a maior parte proveniente das obras de construção da antiga avenida Água Espraiada (atual Avenida Jornalista Roberto Marinho), em São Paulo.

A via foi construída quando Maluf era prefeito da capital (entre 1993 e 1996), pelo consórcio formado pelas construtoras Mendes Júnior e OAS. Na denúncia, o MPF afirma que a obra foi superfaturada, com custo final de R$ 796 milhões. Parte do dinheiro teria sido enviado ao exterior por meio de doleiros, retornando ao Brasil como investimentos na Eucatex, empresa da família Maluf, usada para lavar o dinheiro.

TRF-4 nega pedido de Palocci para depor de novo sobre o destino das propinas

Palocci alegou que iria  apresentar “novos fatos”

Dimitrius Dantas
O Globo

O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava-Jato na segunda instância, negou o pedido de novo interrogatório feito pelo ex-ministro Antonio Palocci. Palocci queria ser ouvido de novo no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) para apresentar novos fatos sobre os temas investigados no processo em que já foi condenado a 12 anos por lavagem de dinheiro e corrupção por vantagens indevidas recebidas pela Odebrecht.

MOMENTO “PREMATURO” – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, rejeitou a negociação para que o ex-ministro da Fazenda firmasse acordo de colaboração premiada. Com a decisão do relator da Lava-Jato no TRF-4, Palocci perde mais uma possibilidade de redução de suas penas. De acordo com o ex-ministro, os fatos só não foram declarados antes porque julgou o momento prematuro em razão de tratativas sobre acordo de delação premiada.

O ex-petista queria esclarecer temas como a formação e financiamento da Sete Brasil, conversas que participou para organizar o esquema de propina, além de atos, vantagens indevidas recebidas, indicação da origem e destino das propinas, além de elementos de prova sobre suas declarações. Segundo o desembargador, no entanto, não há como conceder o pedido de Palocci.

MPF – “O momento processual atual não é para que o apelante venha prestar colaboração com Justiça, vez que esta oportunidade se deu durante toda a tramitação perante o juízo singular (primeira instância)”, escreveu Gebran Neto. O desembargador afirmou que, caso Palocci tenha interesse em tratar de um acordo de colaboração premiada, os assuntos devem ser tratados com o Ministério Público Federal.

Gebran reclamou da estratégia de pedidos de reinterrogados após a primeira condenação, quando réus da Lava-Jato decidem colaborar em troca de benefícios. “Ora, estas informações não tem qualquer utilidade neste processo, porque não podem ser usadas como prova. Se há fatos a serem revelados, devem ser prestadas as informações perante a autoridade policial ou o Ministério Público Federal”, determinou.

“PACTO DE SANGUE” – Desde setembro de 2017, o ex-ministro mudou sua postura e mudou o discurso sobre a corrupção durante os governos Lula e Dilma. Em interrogatório ao juiz Sérgio Moro, Palocci afirmou que o PT tinha um “pacto de sangue” com a Odebrecht.

“O Emílio (Odebrecht) abordou (Lula) no final de 2010, não foi pra oferecer alguma coisa, doutor (Moro), foi pra fazer um pacto, que eu chamei de pacto de sangue. Envolvia um presente pessoal que era um sítio, envolvia o prédio de um museu pago pela empresa, envolvia palestras pagas a R$ 200 mil, fora impostos, combinadas com a Odebrecht. E envolvia uma reserva de R$ 300 milhões”, afirmou Palocci à época.

LAVA JATO – Palocci ocupou as pastas da Fazenda no governo de Lula, e da Casa Civil na gestão de Dilma Rousseff (PT). O ex-ministro foi preso na 35ª fase da operação Lava Jato, batizada de Omertà e deflagrada no dia 26 de setembro de 2016. Está detido na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

Palocci também é réu em outro processo que apura se a Odebrecht pagou propina por meio da compra do terreno onde seria construída a nova sede do Instituto Lula e do apartamento vizinho ao do ex-presidente em São Bernardo, no ABC Paulista. Entre os réus desta ação, estão o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht e Roberto Teixeira, um dos advogados de Lula.

Subdiretor da PF diz que acionar STF em caso de interferência é ‘imperativo legal’

Ricas garante que a investigação de Temer vai avançar 

Bela Megale
O Globo

Horas depois de um ofício assinado por delegados do Grupo de Inquéritos Especiais da Polícia Federal questionar interferência nas investigações no processo cujo alvo é o presidente Michel Temer, o número 2 da PF, Eugênio Ricas, divulgou um memorando na qual destaca ser prerrogativa da função do delegado reportar ao Supremo Tribunal Federal (STF) qualquer tentativa de intervenção em apurações em curso. E que essa medida antecede à gestão de Fernando Segovia, atual diretor-geral da instituição. Ele afirmou que várias ações concretas estão sendo tomadas para que as ações avancem, “doa a quem doer” e pediu “obediência estrita” dos agentes. 

CREDIBILIDADE – Ricas, que é diretor de investigação e Combate ao Crime Organizado, afirmou no documento que a carta dos delegados já foi encaminhada a Segovia e ressaltou, diante do questionamento sobre a atuação do diretor-geral no inquérito, que a Polícia Federal goza de “enorme credibilidade junto à sociedade brasileira em razão da imparcialidade e qualidade técnica das investigações”, acrescentando que  os dispositivos legais citados no documento encaminhado a ele são um “imperativo legal” dos investigadores e que devem ser acionados em caso de interferência nas investigações

O delegado ressaltou também o papel da Diretoria de Combate ao Crime Organizado (Dicor) no funcionamento das investigações e deixou a Diretoria à disposição para qualquer necessidade, reafirmando o compromisso da Dicor em disponibilizar os “meios necessários à atuação de todas as Coordenação que lhe são subordinadas”. Por fim, Ricas ainda cobrou “obediência estrita aos normativos que regulamentam a atuação desse GINQ (Grupo Especial de Inquéritos da PF)”.

Em um dos itens do documento, Ricas lembra que o número de delegados à disposição do grupo especial de inquéritos ‘praticamente dobrou’, além da aquisição de equipamentos modernos, reforma do ambiente de trabalho, treinamento para qualificação de pessoal.

CLIMA TENSO – O clima dentro da Polícia Federal ficou tão ruim com as declarações do diretor-geral que em uma reunião na última quarta-feira, dia 14, entre os delegados que atuam em investigações especiais chegou-se a cogitar a hipótese de pedir até mesmo a prisão do chefe da instituição, caso as interferências se confirmassem. O documento produzido ao final desta reunião não faz referência direta ao risco de prisão, mas cita o artigo que trata de “medidas cautelares diversas da prisão”.

Num texto duro, os delegados listam os crimes que podem configurar eventual intromissão. “Uma vez que sejam concretizadas ações que configurem tipos previstos no ordenamento penal, dentre eles prevaricação, advocacia administrativa, coação no processo, obstrução de investigação de organização criminosa, os fatos serão devidamente apresentados ao respectivo ministro relator, mediante a competente representação, pleiteando-se pela obtenção das medidas cautelares cabíveis, nos termos do artigo 319 do Código de Processo Penal”, diz o texto.

Manifesto das esquerdas propõe combate à corrupção e omite apoio a Lula

Resultado de imagem para lula 2018

As esquerdas enfim começam se descolar de Lula

Catia Seabra
Folha

Por intermédio de suas fundações, cinco partidos de centro-esquerda lançam na próxima terça-feira (20), em Brasília, o manifesto “Unidade para Reconstruir o Brasil”. Com dez páginas, o documento não defende, explicitamente, o direito de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre as tarefas imediatas, o texto prega a “garantia da realização das eleições de 2018, com pleno respeito à soberania popular; e não a proposta casuística do parlamentarismo e do semipresidencialismo”. Ou seja, o manifesto não cita, textualmente, o direito de Lula concorrer à Presidência.

APENAS UMA VEZ – O nome do ex-presidente aparece uma única vez, quando se diz que estão sendo eliminadas ou mitigadas conquistas de natureza patriótica alcançadas nos governos Getúlio Vargas e João Goulart, “bem como o acervo de realizações do ciclo progressista de 2003-2016, dos governos Lula e Dilma”.

Já na apresentação do manifesto, as fundações signatárias fazem questão de frisar que essa não é a consolidação de uma aliança eleitoral entre os partidos aos quais estão vinculadas.

“Independentemente das estratégias e táticas eleitorais do conjunto das legendas progressistas, uma base programática convergente pode facilitar o diálogo que construa a união de amplas forças políticas, sociais, econômicas e cultural”.

CINCO PARTIDOS – Assinado pelas fundações vinculadas ao PT, PDT, PSB, PSOL e PC do B, o documento defende o “Estado nacional forte”, indutor do crescimento econômico com fortalecimento da Petrobras e BNDES.

No capítulo da segurança pública, propõe um pacto federativo para definição de competências no combate à violência e “uma revisão completa da política atual de combate ao tráfico de drogas, patrocinando um amplo debate sobre os limites da legislação relativa ao consumo de entorpecentes e os efeitos desastrosos da chamada ‘guerra às drogas’”.

Ao sugerir modernização e robustecimento das Forças Armadas, o documento assinala, porém, como seu objetivo “o cumprimento de sua missão constitucional e exclusiva defesa da soberania nacional”.

REFORMAS – O texto propõe também reformas política, tributária, penitenciária, penal e do Judiciário, bem como a regulamentação da mídia.

Citando avanços dos governos Vargas e Jango, o manifesto afirma que, mais uma vez, o Brasil “se depara com uma encruzilhada”.

“Ou o país se reencontra com o caminho da democracia, da soberania nacional, do desenvolvimento e do progresso social; ou seguirá na rota, que lhe impôs o governo Temer, do entreguismo, do autoritarismo e do corte crescente dos direitos do povo e da classe trabalhadora”.

ORDEM NEOCOLONIAL – Segundo o texto, é necessário “vigorosamente, repelir a tentativa das grandes potências capitalistas de subordinarem o nosso país aos ditames de uma ordem neocolonial”.

O documento lembra que “oito meses separam o país das eleições de 2018”, afirma “haver forte desalento na sociedade” e lista cinco tarefas imediatas. Entre elas, a garantia destas eleições; defesa da soberania nacional e “defesa do patrimônio público, combate à corrupção com os instrumentos do Estado Democrático de Direito e a implementação das reformas estruturais democráticas”.

No capítulo das “diretrizes para um novo projeto nacional de desenvolvimento”, o documento prega “um Estado nacional forte, portador de um projeto para a Nação, refratário à concepção oportunista e omissa do Estado mínimo neoliberal”.

MAIS INVESTIMENTOS – Produto de uma série de reuniões iniciadas no ano passado, o documento afirma ser “imperativo elevar a taxa de investimentos públicos e privados”. Segundo o manifesto, o “reaquecimento da economia e a sua retomada requerem ações simultâneas de política econômica”. “O indispensável papel dos bancos públicos, em especial do BNDES, como base do financiamento de longo prazo que deve ser restaurado; os spreads bancários devem ser reduzidos e o consumo popular incentivado”, diz.

O manifesto acrescenta ser “decisivo o papel das estatais, especialmente da Petrobras”. “Impõe-se, igualmente, uma nova política macroeconômica que supere o longo ciclo de juros elevadíssimos e câmbio apreciado”.

O manifesto ressalta a “urgência de se efetivar a reforma tributária progressiva que tribute mais os detentores de fortunas, as riquezas e rendas elevadas”. Os presidentes de fundações enfatizam que esse é o início de um debate. “Tal como a realidade vem demonstrando não será fácil, mas o Brasil — com a união e a luta das forças progressistas da nação, do povo e da classe trabalhadora — vencerá uma vez mais”.

Declarações de Segovia aprofundaram o clima de tensão na Polícia Federal

Resultado de imagem para policia federal  CHARGES

Charge do Iotti (Zero Hora)

Rubens Valente
Folha

A crise que atinge o comando da Polícia Federal ocorre no momento em que o diretor-geral, Fernando Segovia, luta para resgatar o apoio que recebeu de delegados da PF na época da posse, em novembro. Com as declarações dadas à Reuters na sexta (9), Segovia viu a adesão ao seu nome rapidamente diminuir entre os colegas. Delegados que até poucos dias atrás defendiam Segovia agora pedem sua saída.

Na entrevista, ele criticou o inquérito sobre o presidente Michel Temer na área dos portos e, na avaliação dos colegas, não teria defendido, com a ênfase que esperavam, a autonomia do delegado responsável pelo caso.

MOMENTO DELICADO – As declarações coincidem com um momento delicado na PF, que é uma discussão interna determinada por Segovia para uma reestruturação administrativa do órgão.

A proposta preliminar distribuída às entidades representativas de delegados, peritos, agentes, papiloscopistas e escrivães, prevê subordinação dos outros cargos ao delegado e criação de um novo cargo na PF, de nível médio, para guarda de fronteiras e tarefas administrativas.

Esses dois pontos provocaram uma reação negativa das outras categorias. Agentes consideram que o cargo de nível médio vai, a médio prazo, ser usado pelos delegados para esvaziar a categoria, bastando que não se abra mais concursos públicos para agentes.

COMANDO ÚNICO – “Os agentes acham que têm que comandar uma parte da polícia e nós não concordamos com isso porque entendemos que o comando é único e tem que ter hierarquia e disciplina”, disse o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Edvandir de Paiva.

Segovia ainda encontra maior apoio não entre seus colegas delegados, mas sim nos ocupantes dos outros cargos. Isso porque ele começou a chamá-los para conversas internas sobre o plano de reestruturação, o que foi considerado um avanço em relação à gestão anterior, segundo policiais ouvidos pela Folha.

Mesmo assim, no dia seguinte às declarações de Segovia todas as categorias emitiram notas condenando a fala do diretor-geral.

CONTORNOS DE CRISE – Nesta semana, os problemas gerados pelas declarações ganharam contornos de crise de autoridade e de disciplina interna.

Em um episódio inédito na história recente da PF, revelado pelo Painel, um grupo de delegados da unidade destinada a casos de foro privilegiado no STF dirigiu ofício ao diretor-geral ameaçando recorrer a pedidos de “medidas cautelares”, que incluem pedidos de prisão, se forem “concretizadas ações” que configurem crimes, como “prevaricação, advocacia administrativa, coação no curso do processo e obstrução de investigação de organização criminosa”. Segundo o ofício, os delegados não admitirão “qualquer ato que atente contra a autonomia funcional de seus integrantes”.

A resposta foi dada, também por ofício, pelo chefe da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado, ao qual o grupo está vinculado, Eugênio Ricas. Ele escreveu que é um “imperativo legal” que os delegados denunciem eventuais pressões e ingerências nas investigações e que a direção-geral está aumentando o apoio logístico e de pessoal na unidade.

Temer decreta hoje a intervenção para entregar ao Exército a segurança no Rio

Ao intervir, Temer comprou briga com Rodrigo Maia

Maria Lima
O Globo

Atendendo a um apelo do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que admitiu não ter mais controle da situação, o presidente Michel Temer decidiu decretar a intervenção federal na segurança pública do estado do Rio. O decreto, que o presidente assina nesta sexta-feira, dia 16, dá poderes totais para o general Braga Netto, chefe do Comando Militar do Leste, sobre todas as forças de segurança do estado, incluindo as Polícias Militar e Civil, e o autoriza a tomar as medidas que achar necessárias para conter a ação do crime organizado no Rio.

Pelo artigo 60 da Constituição, enquanto o decreto de intervenção estiver em vigor, o Congresso Nacional não pode aprovar qualquer mudança na Constituição, o que significa a suspensão da articulação para votação da reforma da Previdência. O presidente do Congresso, Eunício Oliveira, deverá convocar uma sessão do Congresso 24 horas após a publicação do decreto para que ele seja votado.

A intervenção é prevista no artigo 34 da Constituição, segundo o qual “a União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para manter a integridade nacional…” 

“ASSUNTO GRAVE” – Passava das 22 horas desta quinta-feira, dia 15, quando Michel Temer ligou para Eunício pedindo que fosse ao Jaburu, e já avisando que tinha “um assunto muito grave para resolver”. O assunto grave era a intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro. “É uma medida muito forte e o interventor fará o que for preciso para retomar o controle da segurança no Rio”, explicou Temer.

Quando Eunício chegou já encontrou quase boa parte do ministério reunido. Estavam lá, além do governador Pezão, o ministro da Defesa, Raul Jungman; o ministro da Justiça Torquato Jardim, o ministro da Secretaria Geral de Governo Moreira Franco, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, o ministro do Planejamento Dyogo Oliveira, e o general chefe do GSI, Sérgio Etchegoyen. A decisão fora tomada a tarde, no Rio, em uma reunião de Jungman, Moreira, e Pezão, sem a presença do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que só chegou a reunião no Jaburu praticamente junto com Eunício.

MAIA “EXCLUÍDO” – Muito nervoso e irritado, segundo os presentes, Maia disse que não ia se meter porque a decisão havia sido tomada sem que ele fosse consultado. Disse que era contra a intervenção, reclamou muito de ter sido excluído na reunião da tarde no Rio e afirmou que discordava da medida.

“Por uma questão de vaidade pessoal, não vou ficar contra mas também não vou opinar”, desabafou Rodrigo Maia, com a voz entrecortada, segundo relato dos presentes. Diante da reação de Rodrigo Maia, Temer disse então que iria suspender a intervenção e tudo que já tinha sido planejado. Nesse momento Pezão fez um apelo muito forte a Rodrigo: “Rodrigo, não dá mais, o Rio está em estado de calamidade na segurança, não temos saída e não podemos adiar nem mais um dia!”, disse.

Além de Pezão, coube então ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, “acalmar” e convencer Rodrigo Maia. O deputado foi avisado de que ele seria responsabilizado publicamente pela crise na segurança do Estado e acabou cedendo.

NOVO MINISTÉRIO – No mesmo encontro, Temer bateu o martelo sobre a decisão de criar o Ministério da Segurança Pública. A proposta partiu do presidente do Senado. Não se trata de uma ideia nova, mas foi desengavetada agora pelo Palácio do Planalto, na tentativa de emplacar uma agenda popular, a sete meses e meio das eleições.

Pesquisas encomendadas pelo Planalto mostram que a segurança é uma das principais preocupações da população, ao lado da saúde. Na avaliação de auxiliares de Temer, a iniciativa de decretar a intervenção na segurança pública do Rio e criar um ministério para cuidar da área passa a imagem de que o governo federal não está inerte e age para enfrentar o problema, embora a competência seja nesse setor seja dos Estados.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Mais um capítulo da novela da reeleição de Temer, que sonha em marcar pontos junto ao eleitorado. É uma intervenção estranha e pela metade, porque Pezão continua no governo. O resultado será a desmoralização do Exército, que não tem condição de cuidar da segurança usando recrutas. Quem continuará atuando será a PM. Nada mudará e os eleitores não votarão em Temer. (C.N.)

Marun afirma que reforma será discutida na Câmara mesmo sem os 308 votos

Marun diz ter “confiança redobrada” na aprovação

Bernardo Caram
G1 Brasília

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou nesta quinta-feira, dia 15, que a discussão no plenário da Câmara da proposta de reforma da Previdência será iniciada na terça-feira, dia 20, mesmo se o governo não tiver votos suficientes para a aprovação. “Tenho convicção de que, independentemente dos votos que tivermos na segunda-feira, a discussão se inicia na terça”, afirmou o ministro.

NEGOCIAÇÕES – O ministro voltou a dizer que o governo está disposto a fazer ajustes no texto, desde que as mudanças resultem em mais votos em plenário. Segundo ele, o governo está negociando com agentes penitenciários e com servidores públicos que ingressaram na carreira antes de 2003. 

Por se tratar de uma alteração na Constituição, a reforma só será aprovada na Câmara se tiver o apoio de ao menos 308 deputados em dois turnos de votação. Hoje, de acordo com Marun, que é responsável pela articulação política do Palácio do Planalto, ainda faltam 40 votos para a aprovação. “Nós temos consciência de que precisamos da semana que vem para buscarmos os votos que ainda faltam para aprovação”, afirmou. Na próxima segunda-feira, data inicialmente marcada para a votação do texto, o projeto não estará em pauta. Está prevista apenas uma reunião do presidente Michel Temer com líderes partidários para traçar estratégias para a votação.

“CONFIANÇA REDOBRADA” – Marun se reuniu nesta quinta-feira com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para discutir o tema da Previdência. Após o encontro, ele afirmou que está com a “confiança redobrada” na aprovação do texto, mas disse que há resistências ao projeto em todos os partidos. “Nós temos resistência ainda em todas a bancadas. Nós não podemos apontar para uma, apontar para outra. Em todas as bancadas, nós temos uma confortável maioria em todas elas, mas ainda temos resistência”, afirmou.

Na entrevista, o ministro reconheceu que o presidente Michel Temer avalia criar um ministério para cuidar de segurança pública. “O presidente ficou chocado com algumas situações de violência extrema em alguns pontos do Brasil nos últimos dias, mas é uma discussão que não tem ainda uma conclusão, mas ele é que estimula nesse momento a existência dessa discussão”, disse.

MOEDA DE TROCA – “Ele (Temer) entende que o governo deve avaliar sim a possibilidade de criar um ministério e avançar nessa situação”, ressaltou. Marun ponderou que o possível desmembramento do Ministério da Justiça e a criação de uma nova pasta não teria relação com a acomodação de aliados na esplanada dos ministérios e a busca por apoio no Congresso.

“A eventual criação de um ministério da Segurança Pública nada tem a ver com Previdência. Não vai ser utilizado no sentido político de busca de votos”, afirmou, antes de afirmar que uma possível mudança do ministério que comanda a Polícia Federal é uma questão de “segundo plano”.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGMarun insiste com o discurso otimista sobre a aprovação da reforma. Sabe que o Planalto não terá os 308 votos necessários em ano eleitoral, com um tema polêmico e impopular. Maia inclusive já prepara o engavetamento da proposta e faz de tudo para que a culpa pela não aprovação recaia sobre os parlamentares ou sobre ele mesmo. Lideranças políticas agem da mesma forma e não querem as legendas associadas à questão. Por fim, a criação de uma nova pasta para tratar da segurança pública parece piada. Os confrontos que eclodem pelo país são antigos e um novo ministério será apenas para servir de cabide de empregos e última moeda de troca de possíveis votos para a reforma. (M.C.)

No rumo da estrada da saudade, junto com Luiz Vieira e seu parceiro Max Gold

Resultado de imagem para luiz vieira e max gold

Luiz Vieira, um compositor de raro talento

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

O radialista, cantor e compositor pernambucano Luiz Rattes Vieira Filho, na letra de “Estrada da Saudade”, em parceria com Max Gold, retrata o sofrimento que a gente sente quando perde um amor. A música foi gravada por Heleninha Costa, em 1957, pela Copacabana.

ESTRADA DA SAUDADE
Max Gold e Luiz Vieira

Pra onde vai essa estrada seu moço
Queira por favor, dizer
Meu amor foi ontem nela moço
E não voltou pra me ver

Pelo jeito não duvido não
Até sinto e posso ver
Que essa estrada termina
Onde se começa a padecer

Quem me dera que amanhã
Eu visse a saudade nela encostar
E que ela como eu sentisse
Como dói e faz penar
Ninguém pode se acostumar

Existe uma fonte altamente confiável que desmonta o tal “déficit da Previdência”

Pressione os parlamentares contra a reforma da Previdência

Esta é a mensagem dos Auditores Fiscais ao país

Guilherme Almeida

Esta nota poderia ter o título de “Safadeza do Governo!”, porque o Planalto insiste em reformar a Previdência, mas não apresenta estudos que demonstrem exatamente o que está ocorrendo. Se você está interessado no assunto, existe uma fonte de informação, altamente confiável, que nos ajuda a entender o que está acontecendo e desmonta o assunto “déficit da Previdência”.

Trata-se da Associação Nacional dos Auditores Fiscais do Brasil, formada pelos maiores especialistas do país e que já lançou diversos livros sobre a Previdência Social no Brasil

ENTRE NO SITE – Para entender o que realmente está acontecendo com a Previdência Social brasileir, basta acessar o site da Associação Nacional dos Auditores Fiscais do Brasilhttps://www.anfip.org.br/

Na barra azul escuro, acessa o terceiro título, “Publicações”; para nessas publicações clicar em “Livros”; na página 4 dos “Livros”, podem ser lidos o 4º e o 5º livros: “01/06/16 Desmistificando o Deficit da Previdência” e “01/06/16 Previdência Social – Contribuição ao Debate”.

É importante para se ver como é que o povo é tratado e logrado. Todos deveriam ler e divulgar a quem possa se interessar pelo assunto.

UM PARÁGRAFO – Deixo aqui o exemplo de um parágrafo copiado do livro:
“O malfadado déficit da Previdência Social nada mais é do que uma falácia, criada para esconder a responsabilidade do Estado por suas incessantes políticas de renúncias fiscais, desonerações e desvinculações de receitas, além de sua ineficiência na cobrança de dívidas ativas”.