PT entra com Mandado de Segurança para garantir Lula em debate da Band

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Charge do Duke (dukechargista.com.br)

José Carlos Werneck

Com o argumento de que existem “restrições impostas” ao candidato Lula, que “desconstroem a própria democracia brasileira e o direito da população brasileira de escolher livremente o próximo Presidente da República”, o PT entrou, na manhã desta quarta-feira, com um mandado de segurança no Tribunal Regional Federal da 4a Região, reiterando o pedido para que Lula participe do primeiro debate entre presidenciáveis,na TV Bandeirantes nesta quinta-feira.

Diz o partido que estão prejudicando “a isonomia entre os candidatos, deixando o povo alijado de ouvir, ao menos, as propostas”, o que significa “suprimir a própria participação popular do próximo pleito eleitoral”.

OS PEDIDOS – Além da participação presencial do ex-presidente no estúdio da emissora, em São Paulo, ou através de video conferência, os advogados do PT sugerem a participação de Lula por “meio de vídeos previamente gravados” na cela em que se encontra preso ou em outro local da sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.

Como se sabe, Lula encontra-se preso desde 7 de abril, cumprindo pena de 12 anos de prisão por condenação no processo do tríplex do Guarujá em que foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Por força da Lei da Ficha Limpa,o ex-presidente está inelegível, mas sua defesa tentará reverter esta situação no Tribunal Superior Eleitoral, por ocasião do registro de sua candidatura, em 15 de agosto.

Depois da oficialização de Lula como candidato do PT ao presidência da República, o partido já havia reforçado o pedido para a presença de Lula na última segunda-feira , o que foi negado, horas depois, pelo TRF-4 em decisão da juíza Bianca Georgia Cruz Arenhart, que substituía o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do processo.

MANDADO DE SEGURANÇA – A magistrada é o alvo do mandado de segurança. No entender dos advogados do partido, a juíza produziu “uma decisão judicial ilegal”. O documento, assinado pelo ex-ministro Eugênio Aragão e demais advogados que defendem o PT na área eleitoral, solicita que outro desembargador do TRF-4 analise o caso. Assim, deverá ser apreciado pela desembargadora Claudia Cristina Cristofani, da 4a Seção doTRF-4 e não há prazo para que isso aconteça.

No pedido, os advogados sustentam que o debate é um “evento essencial para a campanha eleitoral”, em que existe “a possibilidade de mostrar suas propostas para o eleitorado e, ao fim e ao cabo, dar a ele condições de decidir qual o plano de país que quer”.

Eles afirmam, no pedido, que Lula, como candidato, tem “o direito e o dever de participar da campanha eleitoral nacional”. E o “primeiro caso concreto que já bate à porta é o debate entre os Candidatos”, promovido pela TV Bandeirantes no próximo dia 9 de agosto de 2018, ou seja, daqui a menos de 48 horas.

Fachin aceita que a defesa de Lula desista de requerer que ele seja elegível

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Fachin “engoliu” a desculpa dos advogados de Lula

José Carlos Werneck

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, aceitou, hoje, a desistência dos advogados de Lula de pedir também a elegibilidade dele, junto com o pedido de libertaação. A solicitação, feita na última segunda-feira, objetiva evitar a manifestação do tribunal, decidindo se Lula poderá ser candidato nas próximas eleições, já que ele se encontra incurso na Lei da Ficha Limpa.

Assim procedendo, os advogados ganharam tempo evitaram “queimar” uma instância, pois caso os ministros do Supremo entendessem que Lula não poderia ser candidato, não haveria possibilidade de recurso ao TSE, porque a decisão do Supremo, como última instância judicial, encerraria o caso.

FICHA LIMPA – Lula está incurso na Lei da Ficha Limpa, que impede candidatura de quem tenha sido condenado por órgão colegiado, como é o seu caso, mas mesmo assim ele foi oficializado, no domingo, como candidato do PT na disputa à Presidência da República. Segundo os advogados, a defesa fará agora um aprofundamento sobre fatos novos que eventualmente possam ser colocados no recurso sobre a candidatura.

A defesa reiterou a Fachin, relator dos processos da Lava Jato no STF, que, no pedido inicial, solicitou somente a suspensão da execução provisória da pena, não entrando na discussão sobre direitos políticos.

Seus advogados entendem que, as referências à inelegibilidade foram “laterais” e incluídas em razão de o pedido ter sido baseado na lei sobre esse tema.

Petistas querem que partido mostre só Lula, e não Haddad, no programa de TV

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Haddad ficará escondido por trás da máscara de Lula

Mônica Bergamo
Folha

O formato do programa eleitoral do PT, que irá ao ar a partir do dia 31, já gera divergências no partido. O grupo que resistia à indicação de Fernando Haddad como vice acha que as primeiras propagandas devem mostrar exclusivamente a imagem de Lula. Só assim, argumentam os favoráveis à tese, a legenda evitará que a candidatura do ex-presidente seja esvaziada antes da hora —ou seja, antes de setembro, prazo final para a substituição dele na cabeça da chapa. 

Enquanto isso, a vida segue. Mesmo sem a participação de Lula no debate, a TV Bandeirantes deu ao PT sete credenciais para que convidados do partido ocupem lugares na plateia. E Haddad, que pretendia participar do debate, foi convidado para dar entrevista ao programa “Canal Livre”, da Band, no dia 19. Ele já tinha sido chamado por coordenar o programa do petista.

ALA JOVEM – A confirmação da chapa Haddad-Manuela D’Ávila (PCdoB) gerou preocupação no PSOL. Os dois teriam boa inserção no eleitorado jovem, universitário e de esquerda —justamente o campo em que o presidenciável do partido, Guilherme Boulos, poderia crescer.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
E o PSOL, surgido das entranhas do PT no episódio da expulsão de parlamentares que votaram a reforma da Previdência em 2003 e que ganhou força em 2005 com a choradeira dos deputados refratários ao mensalão, agora ficou num impasse, com uma candidatura própria radical, que remete o partido a uma esquerda envelhecida e ultrapassada, para sepultar os sonhos de crescimento da bancada do partido. (C.N.)

Vice de Ciro também defende venda de armas e se opõe a alterar lei do aborto

A senadora Kátia Abreu (PDT-TO), candidata a vice na chapa de Ciro Gomes

Kátia Abreu diz que só os criminosos estão armados

Gustavo Uribe
Folha

A candidata a vice-presidente de Ciro Gomes (PDT), senadora Kátia Abreu (PDT-TO), defende a facilitação do porte de armas diante do atual cenário de violência, sobretudo no campo. Para ela, o ideal seria que o governo desarmasse os criminosos. “Só não acho justo alguém ficar armado até os dentes e a população totalmente abandonada”, disse à Folha. No seu gabinete, ainda tem pendurado o retrato da amiga Dilma Rousseff. “Não acabou o mandato dela ainda. Fica até trocar pelo do Ciro.” 

Por que entrar em uma campanha com apenas uma aliança e pouco tempo de televisão?
“Mesmo antes de ser vice, já tinha decidido votar no Ciro. O que mais me admira nele é que tem um perfil com autoridade, que não significa autoritário. Não é para que ninguém tema ou obedeça, mas um presidente tem de ter autoridade moral. E acho interessante ele ser do Nordeste. O Brasil é muito desigual e ele conhece isso de perto.

Então, o PT erra ao ter uma chapa que só representa Sul e Sudeste?
“Não chega a ser um erro, não gostaria de classificar como um erro, mas não seria a minha opção votar em uma chapa puro-sangue do Sul do país. Com todo respeito às duas regiões, que são maravilhosas, e nada contra candidatos de Sul ou Sudeste. Neste momento, o Brasil está precisando de quem conhece a vida dos mais pobres.

Ciro buscava um vice de Sul e Sudeste, mas acabou escolhendo do Norte. O que a sra. agrega à candidatura? 
Em vários aspectos, não só na questão regional. Tenho muito orgulho de representar Norte, Nordeste e Centro-Oeste. E também o setor agropecuário. Sei como vivem não só produtores do agronegócio, mas também assentamentos da reforma agrária, os quilombolas e a agricultura familiar.

O temperamento explosivo prejudica o Ciro?
Ciro não é briguento, é brigão. Um lutador, é diferente. Ele sabe impor o que acredita de verdade. Eu acuso o golpe para mim porque eu sou um pouco parecida. Sou tão veemente no que acredito que até às vezes parece que estou brigando, mas é a forma que a gente tem de se expressar. A gente tenta corrigir, mas não significa agressividade, significa obstinação.

A senadora Ana Amélia (vice do tucano Geraldo Alckmin) seria uma boa vice-presidente? 
Seria, eu até trocaria ela de lugar para ser a candidata a presidente. Ela é melhor que o candidato. Eu gosto dele, já votei nele uma vez, não é nenhum ataque pessoal, ele é uma pessoa correta. É uma questão circunstancial.

Apoiaria ela se ela fosse candidata a presidente? 
Se não fosse o Ciro, talvez. Se o Ciro não fosse candidato, quem sabe.

Como pecuarista, a sra. defende a posse de armas nas zonas rurais?
Defendo o uso de armas em casa, rural e urbano. Eu não sou contra, diante da violência que estamos vivendo hoje. Todo mundo sabe que os fazendeiros estão desarmados. Hoje, há ataques até nos assentamentos. A minha pergunta é: isso é justo? Colocar os produtores à mercê. Estão roubando arame, material de trabalho, machado e foice, pneu de trator. Então, não quero uma guerra no campo nem uma batalha civil no país. Sou contra a violência, eu sou a favor do diálogo, sou a favor da paz. Mas não acho justo que os bandidos se armem cada vez mais. O governo brasileiro não faz absolutamente nada e as pessoas se sentem impotentes.

Então, a sra. é favorável à facilitação do porte de armas? 
Eu sou, não para ficar andando na rua, nos bares, restaurantes, trabalho. Mas se a pessoa se sentir segura. Eu moro em uma chácara, por exemplo. Eu tenho um guarda armado, mas e as pessoas que não podem? Não, meu guarda não é armado. Meu guarda é desarmado por causa de custo, inclusive. Agora, você imagina como eu durmo à noite? Eu tenho medo.

Mas isso não pode aumentar a violência? 
Nos EUA e em todos os países onde é permitido o porte de armas, não se tem números dizendo que isso aumenta ou diminui a violência. Eu só acho que a população hoje se for consultada, ela toda não quer ficar desarmada. Não porque quer brigar, mas porque quer defender a sua própria família. Então, temos uma opção ótima, que eu concordo em número, gênero e grau. Combater de verdade a violência, combater a marginalidade, desarmar os bandidos. Aí sou a favor de desarmar todo mundo. Só não acho justo alguém ficar armado até os dentes e a população totalmente abandonada. Há 46 municípios no Tocantins que não têm um PM. Tenho 50 cidades sem um delegado. O que eu digo para essas pessoas? A maioria usa uma faca de cozinha no quarto com medo. Quantas pessoas não me dizem isso? Acho que é um assunto muito polêmico, que é difícil dizer eu sou a favor ou sou contra. Só acho que não está ajustado. Acho que tem alguma coisa errada nisso.

É favorável à legalização do aborto? Todas as mulheres e homens do Brasil são contra o aborto. Ninguém é feliz com o aborto. A legislação apresenta três quesitos: o risco de vida da mãe, o estupro e o anencéfalo. Eu quero fazer um registro que o anencéfalo eu votei contra.

A mãe tem de dar à luz ao anencéfalo? 
Acho que sim.

E em outros pontos? 
Não gostaria de entrar em um tema muito pessoal. É o Congresso que tem de decidir, é representante do povo. Sou cristã e, do ponto de vista dos meus princípios, não gostaria de modificar a lei, mas não estou aqui para jogar pedra em ninguém e as pessoas merecem apoio em qualquer circunstância.

A sra. já foi do DEM e hoje está no PDT. Como se define politicamente? 
Sou democrata, uma pessoa de centro e acredito no mercado, mas meu coração ainda está aqui dentro batendo.

 

Na barafunda eleitoral, notícias políticas do Golfo das Alagoas

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Graciliano Ramos queria criar o Golfo das Alagoas…

Bernardo Mello Franco
O Globo

Graciliano Ramos, o grande escritor alagoano, tinha uma tese sobre a geografia e o destino das nações. Ele dizia que todos as potências mundiais contavam com um golfo em seu território. “Procure depois os países que não têm golfo. São todos sem importância, como é o caso do Brasil”, condenava. Para superar essa limitação, o autor de “Vidas Secas” sugeria a seguinte medida: cavar um buraco no lugar da sua terra natal. O oceano avançaria sobre todo o estado, formando o Golfo das Alagoas.

A ideia de Graciliano nunca foi adiante. Os alagoanos continuaram no mesmo lugar, governados pela mesma elite política. Em 2018, ela se dividirá em alianças que resumem a grande barafunda nacional.

ALCKMIN E COLLOR – O tucano Geraldo Alckmin entregou seu palanque a Fernando Collor, que será candidato a governador. O presidenciável costuma repetir que quem enriquece na política é ladrão. O ex-presidente é réu na Lava-Jato, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro.

A aliança já produziu uma baixa. O ex-governador Teotônio Vilela Filho, dono do PSDB alagoano, avisou que não participará da campanha. “Meus correligionários sabem que não voto em Collor em nenhuma hipótese”, justificou-se. Alckmin não se importou. Topa tudo pelo tempo de TV do centrão.

RENAN E COLLOR – O PT fechou negócio com Renan Filho, o primogênito de Renan Calheiros. O senador apoiou o impeachment e pertence ao MDB de Michel Temer. Ao pedir votos, defende Lula e faz discurso de oposição.

O ex-presidente não guarda mágoas. Em visita recente ao estado, usou sua popularidade para turbinar o aliado. “Renan sempre nos ajudou a votar tudo para melhorar a vida do povo brasileiro”, elogiou.

Antes de se consagrar como escritor, Graciliano foi prefeito de Palmeira dos Índios, no agreste alagoano. Numa carta famosa, resumiu o funcionamento da política local: “Para os cargos de administração municipal, escolhem de preferência os imbecis e os gatunos”. “Tenho na cabeça uns parafusos de menos, mas não sou imbecil, não dou para o ofício e qualquer dia renuncio”, acrescentou. Ele cumpriu a promessa após dois anos no cargo.

Os sentimentos do poste, que se sujeita a ser um ectoplasma de si mesmo

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Charge do Genildo (Arquivo Google)

Ruy Castro
Folha

Oscar Wilde se queixava de que as pessoas viviam dizendo pelas suas costas as verdades mais terríveis e absolutas a seu respeito. Bem, isso foi naquele tempo. Hoje, dizem-se as mesmas verdades pela frente e em letra de forma, e ninguém mais se ofende. Chamar alguém de poste, por exemplo.

Deixou de ser desaforo classificar de poste uma pessoa que é escolhida para ocupar o lugar de outra, na ausência temporária desta, e não só por ser leal e confiável, mas principalmente por ser passiva, anódina, irrelevante — ou seja, incapaz de ofuscar o titular. É como receber um atestado de desadmiração vindo dos seus próprios pares.

AUTOESTIMA? – Tento me colocar na pele de uma pessoa escalada para esta triste função. Como se sentirá ao saber que é isso —que não tem personalidade ou vontade própria— que seus companheiros pensam dela? A que níveis sua ausência de autoestima terá chegado para aceitar o papel de ectoplasma de si mesma e, ainda assim, estar pronta a desocupar o banquinho assim que for solicitada? Terá havido um dia em que essa pessoa alimentou objetivos pessoais e lutou por eles? 

Um poste, como se sabe, é feito para sustentar uma lâmpada, mas esta só se acende ou apaga a partir de comandos emanados de uma usina longe ou perto dali. No caso do poste humano, some-se a isto o fato de que, ao abrir a boca, ele só poderá emitir palavras e pensamentos elaborados na cabeça do titular, como na velha arte do ventriloquismo.

Nos anos 30 e 40, havia ventríloquos famosos, como o americano Edgar Bergen, pai da estrela Candice Bergen, e o brasileiro Baptista Junior, pai das cantoras Linda e Dircinha Baptista. A diferença é que seus bonecos eram de pau.T

Um dia, inevitavelmente, o poste passa a acreditar que gera sua própria energia e se volta contra seu mentor. É a sua única chance de recuperar o autorrespeito e superar a humilhante condição a que o reduziram.

Marcio Lacerda tem sete partidos aliados à sua candidatura rebelde

Marcio Lacerda

Márcio Lacerda recorreu ao TRE para ser candidato

Bernardo Miranda
O Tempo

O ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) conseguiu manter a aliança de sete partidos em apoio a sua candidatura ao governo de Minas Gerais, mesmo após ter que entrar na justiça contra o seu próprio partido para manter seu nome na disputa. Apoiarão a candidatura do socialista ao Palácio da Liberdade o MDB, PRB, PV, Podemos, PDT, Pros e o próprio PSB.

Essas são as mesmas legendas que estavam com a aliança praticamente fechada com o ex-prefeito na última quarta-feira quando houve a tentativa  de intervenção nacional do PSB para retirar a candidatura de Lacerda.

REGISTRO – O que deu segurança para os partidos apoiarem Lacerda foi a tese apresentada pela defesa do ex-prefeito de que são pequenas as chances da Justiça barrar sua candidatura.

Os argumentos apontam que o PSB só realizou uma convenção, que foi a que lançou o nome de Lacerda ao governo de Minas Gerais. Se a justiça anular esse ato,  o PSB fica sem nenhuma convenção registrada na Justiça Eleitoral o que impediria o partido de lançar até mesmo candidatos a deputado.

“Não tem como o partido ficar sem participar das eleições. Então não tem saída para o PSB. Por isso os outros partidos estão seguros de fazer parte da coligação” afirmou um interlocutor do PSB.

VICE ESCOLHIDO –  O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Adalclever Lopes (MDB) foi confirmado como o candidato a vice de Lacerda.

“Não há dúvidas, o Márcio será o candidato ao governo de Minas e a população mineira saberá fazer a escolha correta. Conseguimos fazer uma ampla aliança, que nos coloca, talvez, como a chapa mais competitiva”, disse Adalclever.

Para o Senado, a chapa terá uma única candidatura e será a do deputado federal Jaime Martins (Prós). Ele terá como primeiro suplente Daniel Nepomuceno (PV). A segunda suplência será ocupada por Shirley Soalheiro (PDT).

COLIGAÇÃO – Na coligação proporcional para deputado federal será formada uma chapa com cinco partidos: MDB, PSB, PRB, PDT e PV. O Podemos e o PROS disputarão as cadeiras da Câmara dos Deputados sozinhos. Para deputado estadual, o Podemos entra na chapa e o PROS continua independente.

Em apelo por reajuste, juízes e procuradores citam ‘insuportável perda monetária’

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Charge do Mariano (Charge Online)

Daniela Lima
Folha/Painel

Nove associações de juízes e procuradores assinam ofício enviado a ministros do STF com apelos para que eles aprovem um aumento de 16,3% nos próprios salários –desencadeando reajustes em todo o Judiciário. As entidades dizem que não majorar o subsídio é “condenar os magistrados a serem os únicos a sofrerem, sem recomposição, a dureza da inflação”. Em junho, o IBGE contabilizou 13,2 milhões de desempregados. Em 2017, o CNJ apontou o gasto médio com um juiz: R$ 47,7 mil/mês.

Um ministro do STF ganha R$ 33,7 mil. O estudo do Conselho Nacional de Justiça leva em conta quanto se gasta em média no país com salários e benefícios pagos a magistrados, como o auxílio-moradia, diárias e passagens.

PERDA ACUMULADA – Classe média sofre O ofício lembra que a magistratura está sem reajuste desde 2015, “com sensível e insuportável perda monetária acumulada”.

Os signatários dizem ver uma “janela política” para a aprovação do reajuste neste ano e lembram que, dada a crise que assola o país, dificilmente haverá nova oportunidade até 2021.

Por fim, os juízes e procuradores listam outras categorias do serviço público que tiveram aumentos. “Não é a mera recomposição parcial dos subsídios de juízes e membros do MP a responsável pela dureza da situação orçamentária.”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Os próprios magistrados se encarregam da desmoralização da Justiça. O efeito cascata do reajuste deles vai aumentar o teto constitucional e provocar aumentos salariais nos três Poderes, abrangendo também Legislativo e Executivo, nos três níveis administrativos – federal, estadual e municipal. Se fosse um país civilizado, o Brasil teria uma menor disparidade salarial entre quem ganha o mínimo e quem não se contenta com o máximo. É muito triste constatar a insensibilidade das elites do serviço público. (C.N.).  

Ana Amélia promete lealdade a Alckmin, mas apontará as propostas erradas

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Ana Amélia avisa que manterá sua independência

Cristiane Jungblut
O Globo

Candidata a vice na chapa do candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, a senadora Ana Amélia (PP-RS) prometeu nesta terça-feira “uma relação de absoluta lealdade e respeito”, mas disse que continuará sendo “independente” na sua atuação, inclusive para apontar ao tucano “coisas que não estiverem no caminho certo”

— Terei com o governador Geraldo Alckmin uma relação de absoluta lealdade e respeito, mas também (terei) a independência suficiente para dialogar sobre propostas e políticas de governo e para reafirmar e ponderar sobre coisas que não estejam andando no caminho certo — afirmou, durante discurso no plenário do Senado.

SEM BATE-BOCA – Ana Amélia disse que a campanha não deve se pautar por ataques entre os candidatos, alegando que a população “não quer saber de bate-boca”.

— Defenderei junto ao governador Geraldo Alckmin que não ataque os adversários: a população não quer saber de bate-boca. Se isso resolvesse os problemas graves que o país está atravessando, seria muito fácil. Mas isso não resolve — disse a senadora.

Dentro do PP e do chamado centrão (DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade), Ana Amélia é considerada com “voo próprio”.

A senadora repetiu que tomou a “decisão mais difícil de sua vida política e pessoal”, ao desistir de concorrer a mais um mandato para ser vice na chapa de Alckmin. “Tive a coragem de abrir mão de um mandato praticamente certo para um resultado incerto na política” — disse.

A polêmica do imposto sindical obrigatório, que não poderá ser recriado

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Charge reproduzida do Arquivo Google

Merval Pereira
O Globo

É de difícil execução a estratégia de permitir que as assembleias gerais dos sindicatos possam aprovar a volta da contribuição obrigatória, extensível a todos os membros da categoria profissional ou econômica, sugerida pelo candidato à presidência da República do PSDB, Geraldo Alkmin por pressão do presidente do Solidariedade Paulinho da Força.

O Supremo Tribunal Federal já examinou a questão e rejeitou essa possibilidade. O STF inicialmente editou a Súmula  666, depois convertida na Súmula Vinculante 40, definindo que “a contribuição confederativa de que trata o art. 8º, IV, da Constituição Federal, só é exigível dos filiados ao sindicato respectivo.”

SÓ AOS FILIADOS – Isso significa que as assembleias gerais dos sindicatos só podem impor o pagamento de contribuição aos membros sindicalizados da categoria, e jamais àqueles não sindicalizados. Portanto, a proposta de restauração da contribuição sindical obrigatória por meio da atribuição de poder às assembleias gerais dos sindicatos não faz sentido, pois tal possibilidade já foi rejeitada pelo Supremo Tribunal Federal.

A questão do imposto sindical obrigatório continua sendo um dos pontos da reforma trabalhista mais polêmicos, e não fica restrito aos sindicatos e às Centrais sindicais, mas atinge todos os trabalhadores. Afinal, trata-se de exigir que trabalhadores não sindicalizados contribuam para sustentar sindicatos que não os representam.

O candidato do PSDB à presidência da República Geraldo Alckmin teve que responder a essa questão na sabatina da Globonews, e sugeriu que a lei poderia estabelecer que certo número de participantes de uma assembléia, proporção que varia de 20% a 80%, aprove a contribuição sindical obrigatória, a despeito da sua extinção por lei na reforma trabalhista.

SEM FUTURO – Essa manobra, como vimos, não tem futuro no Congresso. Cada sindicato terá de obter fontes de recursos de acordo com o seu prestígio com a categoria que representa, o que certamente dependerá da qualidade da sua atuação.

Com o fim da contribuição obrigatória também terão fim os sindicatos de fachada, cuja existência não se justifica. Para se ter uma ideia, no Brasil existem mais de 17 mil sindicatos, enquanto na Argentina eles são 91, no Reino Unido 168 e nos Estados Unidos 190. Além disso, os sindicatos aproveitaram os governos petistas para se fortalecerem politicamente, e não é à toa que partidos políticos nasceram de sindicatos, como o PT da CUT e o Solidariedade da Força Sindical.

Também as centrais sindicais foram oficializadas no governo Lula, recebendo uma subvenção governamental. O fim da contribuição obrigatória no Brasil aconteceu em paralelo a uma decisão no mesmo sentido da Corte Suprema dos Estados Unidos. 

FACULTATIVO – O Supremo entendeu que a Constituição brasileira não impõe o pagamento de um tributo por todos os membros de uma categoria profissional ou econômica em favor dos sindicatos que os representam. Ao contrário, entendeu o STF que o legislador ordinário poderia tornar facultativo o desconto da contribuição, a depender da prévia e expressa autorização do trabalhador. Para alterar esse entendimento, e mesmo assim sujeito a contestações no STF, seria preciso que o Congresso aprove expressamente a obrigatoriedade.

O conceito por trás da decisão é que se a Constituição assegura a qualquer cidadão a liberdade de associar-se ou não, a lei não pode obrigar um trabalhador não sindicalizado a pagar a contribuição ao sindicato. Na mesma semana, numa demonstração que esta é uma questão contemporânea que mobiliza os sindicatos, a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou inconstitucional a cobrança compulsória da contribuição sindical aos membros não sindicalizados de uma determinada categoria profissional.

Embora o caso concreto se referisse a sindicatos de servidores públicos, a decisão, que se tornou um precedente para toda a estrutura sindical norte-americana, se baseou na Primeira Emenda, que assegura a liberdade de expressão a todo cidadão, garantia incompatível com a contribuição compulsória a um determinado sindicato.

Bolsonaro e o vice Mourão disputam para ver quem diz a maior bobagem

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Uma dupla do barulho que pode jogar fora a eleição

Mariana Haubert
Estadão

O candidato à Presidência nas eleições de 2018 pelo PSL, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira, dia 7, que, caso seja eleito, ele irá retirar a Embaixada da Palestina do Brasil. Para ele, a representação diplomática não pode existir em Brasília porque “a Palestina não é um país”.

“A Palestina não sendo país, não teria embaixada aqui. […] Não pode fazer puxadinho, se não daqui a pouco vai ter uma representação das Farc aqui também”, afirmou Bolsonaro, citando as Forças Revolucionárias da Colômbia, organização paramilitar que atuou por muito tempo na guerrilha da Colômbia.

TERRORISTA – “A Dilma negociou com a Palestina e não com o povo de lá. Você não negocia com terrorista, então, aquela embaixada do lado do (Palácio do) Planalto, ali não é área para isso”, disse.  

Enquanto o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, é considerado um grupo terrorista pelos Estados Unidos e União Europeia, o Fatah, que comanda a Cisjordânia e as embaixadas palestinas no mundo, é tido como interlocutor pelas potências ocidentais.

O Brasil reconheceu a Palestina como Estado independente em 2010, seguindo uma política adotada na maioria dos países sul-americanos, dentro da estratégia da Autoridade Palestina de buscar legitimidade internacional para negociar um acordo de paz. As negociações foram interrompidas em 2014. Neste ano, com a transferência da embaixada americana de Tel-Aviv para Jerusalém – por decisão do presidente Donald Trump -, os palestinos deixaram de reconhecer os Estados Unidos como interlocutores no processo.

DIÁLOGO COM OS EUA

Questionado sobre como será sua atuação na política internacional, Bolsonaro afirmou que buscaria ampliar o diálogo com Israel, com os Estados Unidos e com a Europa.

Ele afirmou também que é preciso “dar a devida estatura” ao Mercosul. “A gente não pode ser um país com o PIB do tamanho de quase toda a América Latina e ficar subordinado a eles”, afirmou.

Bolsonaro diz que não responde por declarações de general Mourão. “Eu respondo pelos meus atos, ele pelos dele”, resumiu Bolsonaro ao ser questionado sobre o discurso de Mourão. Na segunda-feira, 6, em um evento na cidade gaúcha de Caxias do Sul, o general afirmou que o Brasil “herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos”.

O militar falava sobre as condições de subdesenvolvimento do País e da América Latina.

Bolsonaro, que está na Câmara dos Deputados, avaliou que as declarações polêmicas não mancham sua campanha e são de responsabilidade do general. O presidenciável também comentou sobre o significado da palavra indolência. “É a capacidade de perdoar? O índio perdoa”, desconversou.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Bolsonauro e Mourão são autocarburantes e pegam fogo sozinho. Estão disputando para ver quem diz mais bobagens e espanta mais eleitores. E a campanha está ficando divertidíssima, sem a menor dúvida. E a sucessão está cada vez mais indefinida. (C.N.)

“A vida passa, e eu sem ninguém, e quem me abraça não me quer bem…”

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Site Poemas & Canções
Os jornalistas, radialistas e compositores pernambucanos Antônio Maria Araújo de Morais (1921-1964) e Fernando de Castro Lobo (1915-1996) relatam na letra de “Ninguém Me Ama”, as desilusões que a falta de um amor acarreta. Este samba-canção foi gravado
por Nora Ney  no LP Ninguém Me Ama, em 1960, pela RCA VIctor.
NINGUÉM ME AMA
Antônio Maria e Fernando Lobo
Ninguém me ama
Ninguém me quer
Ninguém me chama
De meu amor
A vida passa
E eu sem ninguém
E quem me abraça
Não me quer bem
Vim pela noite tão longa
De fracasso em fracasso
E hoje, descrente de tudo
Me resta o cansaço
Cansaço da vida
Cansaço de mim
Velhice chegando
E eu chegando ao fim

MP investiga gastos abusivos da mulher de Sérgio Côrtes em grifes famosas

Será pedida a condenação de Verônica Vianna

Chico Otávio e Daniel Biasetto
O Globo

Investigações conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF), em parceria com autoridades e instituições financeiras americanas e europeias, rastrearam parte do “caminho do dinheiro” usado pelo grupo criminoso do ex-governador Sérgio Cabral no esquema dos desvios da saúde e trazem à tona a participação da mulher de Sérgio Côrtes, Verônica Vianna, na ocultação e movimentação de valores no exterior, com despesas vinculadas a cartões pré-pagos e de crédito em seu nome no valor de US$ 1,4 milhão, com objetivo de converter o dinheiro oriundo de crimes em ativos com aparência legal.

Os gastos confirmam que, além da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo e a mulher do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, Verônica é a terceira mulher de políticos flagrada na Lava-Jato que se beneficiou de propinas desviadas por seus companheiros, com despesas nababescas em lojas de artigos de luxo, hotéis e restaurantes cinco estrelas. De acordo com as investigações, Claudia gastou US$ 1 milhão em despesas com cartões de crédito. Já Adriana, gastou só na joalheria H.Stern R$ 6 milhões.

CONDENAÇÃO – Além do ex-secretário Sérgio Côrtes e os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita, a força-tarefa da Lava-Jato pede agora a condenação da mulher de Côrtes, a também médica Verônica Fernandes Vianna, acusada de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas na movimentação de ao menos US$ 4,3 milhões em contas na Suíça, e posteriormente, transferidos para uma offshore nas Bahamas, entre 2011 e 2017.

Para chegar aos valores rastreados, o MPF também contou com as colaborações do ex-presidente da Odebrecht Benedicto Júnior e do ex-subsecretário de Côrtes, Cesar Romero.

Além de demonstrar contradições nos depoimentos de Côrtes e sua mulher sobre valores mantidos no exterior, a petição que o MPF protocolou nesta segunda-feira sustenta a ciência das contas abertas em bancos estrangeiros e paraísos fiscais – negada antes por ambos. Chama a atenção para os gastos de Verônica com cartões de crédito em valores estimados em US$ 745 mil durante cinco anos, em compras de artigos de marcas como Chanel, Christian Louboutin, Dolce & Gabbana, Gucci, Prada,Burberry, Salvatore Ferragamo, Ermenegildo Zegna, Hermès, entre outros), hotéis, restaurantes, grandes redes de conveniência (Amazon, Target, Bloomingdale’s, Sak’s), tanto nos Estados Unidos quanto na Europa (Reino Unido, Itália, Áustria e Alemanha).

EM LAS VEGAS – Os investigadores descobriram, em apenas um extrato mensal da fatura de um dos cartões de crédito usado por Verônica em maio de 2014, gastos de US$ 90 mil em Las Vegas. Nas demais compras identificadas no período de 2011 a 2015 em Nova York, verificou-se despesas na Prada (US$ 9,1 mil), Hugo Boss (US$ 3,4 mil), Torneau (US$ 7,7 mil) e Bulgari (US$ 5,2 mil).

Já em outro extrato referente ao mês de agosto de 2011, na Europa, a força-tarefa destaca os gastos com hospedagens no Hotel Cipriani, em Veneza, no valor de US$ 20 mil.

CONTRADIÇÕES – O esquema denunciado pelo MPF pode prejudicar a colaboração do casal Côrtes e Verônica, que em depoimento em 2017, afirmou desconhecer o gerente de sua conta no exterior, bem como a existência da conta bancária, tendo assinado diversos documentos, o que por meio de quebra de mensagens telemáticas a força-tarefa comprova agora o contrário. Mesmo tendo devolvido à Lava-Jato os valores mantidos no exterior como propina, o que ainda poderia reduzir as penas a eles impostas, o MPF pode rever o benefício.

Revelado nas operações Fatura Exposta e Ressonância, o grupo criminoso teria movimentado R$ 1,5 bilhão em contratos com o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

Com base nos documentos obtidos em colaboração com as autoridades e instituições financeiras estrangeiras, o MPF descobriu que durante o período em que era secretário de Saúde, Côrtes, Iskin e Estellita movimentaram o valor de US$ 2,4 milhões por meio de duas transferências bancárias ocorridas em 06/05/11 e 15/08/11 a título de propina. Tais recursos foram recebidos na conta n.º 0618760, mantida no banco Crédit Agricole (Suisse) SA, atualmente CA Indosuez (Switzerland) SA, na Suíça em nome da offshore Casius Global, que tem Verônica como única beneficiária.

NO EXTERIOR – De acordo com o MPF, as vantagens indevidas no exterior, originalmente no banco Crédit Agricole (Suisse) SA, foram depois transferidas para a conta de Verônica mantida no CBH Bahamas LTD, nas Bahamas, assim como os fatos criminosos relacionados ao esquema de evasão de divisas e lavagem de capitais, com o auxílio da mulher de Côrtes.

Com base nos documentos que serão apresentados à Justiça, o MPF vai pedir a condenação de Verônica e Côrtes pelos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Se condenados, podem pegar uma pena de até 88 anos pelos crimes continuados.

Já Iskin e Estellita serão denunciados pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. O MPF pede ainda, além de multa para os denunciados, o ressarcimento aos cofres públicos do dobro dos valores lavados e recebidos a título de propina por cada um dos denunciados, para reparação dos danos morais e materiais causados pela infração. O pedido de condenação leva em conta ainda o confisco dos valores repatriados pelo casal Côrtes e Verônica no valor de US$ 4,3 milhões.

Um discurso de ódio e hipocrisia caracteriza a trajetória do PT

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Charge do Angeli (Folha)

Percival Puggina

O escrutínio das causas que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff ainda não mereceu consideração nas avaliações internas do seu partido. Depoimentos só foram prestados e confissões só foram ouvidas em processos de colaboração premiada. O que mais aparece no noticiário é uma vitimização atacando o que denomina “discurso de ódio”, ante o qual o partido e suas iniciativas seriam vítimas indefesas e consternadas.

Entre as vantagens que advêm dos meus 73 anos, incluo, sem dúvida, o acompanhamento ao vivo da política nacional durante largo período de tempo. A isso agrego o fato de ser colunista de jornais ao longo das últimas três décadas e meia. Se houve um traço nítido na ação política do PT durante esse período, foi, precisamente, a incitação ao ódio em pluralidade de formas e expressões.

LADO TROTSKISTA – Quase como parte de minha atividade cotidiana acompanhei o surgimento e o crescimento desse partido, mas qualquer um que já tenha idade para estacionar em vaga de idoso também assistiu a tudo. Observei a natureza das ações, o trabalho de organização dos movimentos sociais, o lado trotskista que reconhecia a centralidade da política, e o diálogo com organizações da luta armada (as tais frentes de “libertação nacional” em países da América do Sul, na América Central e na África).

Em todas as atividades compareciam, sempre, os elementos apontados por José Hildebrando Dacanal em “A Nova Classe – o governo do PT no Rio Grande do Sul. São eles: 1) a culpa é do sistema; 2) a sociedade tem que se revoltar; 3) os que se revoltarem votarão em nós; 4) a solução virá com a revolução socialista que nós faremos”. Cada passo dessa sequência não envolve qualquer generosa declaração de amor, mas exige a construção do antagonismo e a percepção do ódio como instrumento de luta.

ÍDOLOS DO PT – Coerentemente, então, foram décadas de louvação a um homicida furioso como Che Guevara, para quem “O ódio é o elemento central de nossa luta! Ódio é tão violento que impulsiona o ser humano além de suas limitações naturais, convertendo-o em uma máquina de matar com violência e a sangue frio”. Não pensava diferente outro ícone frequentemente lembrado.

Carlos Marighella, em seu minimanual do guerrilheiro urbano alerta que o guerrilheiro somente poderá sobreviver se estiver disposto a matar os policiais e todos aqueles dedicados à repressão e se for verdadeiramente dedicado a expropriar a riqueza dos grandes capitalistas, dos latifundiários, e dos imperialistas. Não, a adoção de modelos não é uma tarefa inconsequente.

DIVISIONISMO – Como produto, a violência foi se tornando rotineira. Todo um divisionismo foi minuciosamente semeado entre raças, etnias, sexos, gerações, grupos e classes sociais. Gradualmente, num crescendo, desencadearam-se as invasões de propriedades rurais seguidas de corredor polonês para retirada dos proprietários, as destruições de patrimônio, as invasões de parlamentos e prédios públicos, os enfrentamentos às autoridades policiais, os trancamentos de rodovias e queimas de pneus, as destruições de lavouras, os black blocs, as campanhas pela mudança de nomes de ruas e todas as ações voltadas para o quanto pior melhor.

Não preciso que alguém me descreva os danos causados pelo ódio dentro de uma sociedade. Eu vi isso acontecer. Eu o rejeitei então e o rejeito agora. Ele não se confunde com a indignação contra a injustiça, contra o mal feito, nem com a denúncia do malfeitor. O que refugo, por absolutamente hipócrita, é a denúncia do “discurso de ódio” formulada como escudo protetor de quem dele se serviu para suscitar tanta divisão, antagonismo e malquerença no ambiente social e político brasileiro!

 

 

Para Lula ser julgado na 2ª Turma, sua defesa inventa o ‘Recurso Condicional’

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Moraes vai decidir este inovador recurso de Lula

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

A defesa do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu na segunda-feira, 6, da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou em junho um pedido de liberdade do petista, que também requeria que seu recurso, do qual desistiu nesta segunda, fosse analisado pela Segunda Turma da Corte, e não pelo plenário, como decidiu o ministro Edson Fachin. A defesa explica que, como Fachin ainda não homologou a desistência do outro pedido, “por cautela”, os advogados resolveram recorrer da decisão de Moraes.

Assim, se Fachin decidir não aceitar a solicitação de desistência, a defesa de Lula insiste para que seu pedido de suspensão da condenação seja julgado pela Segunda Turma, composta por Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, além de Fachin.

REDISTRIBUIÇÃO – Em junho, nesse mesmo processo, Moraes também negou o pedido da defesa para que o processo que caiu para sua relatoria fosse dirigido a algum membro da Segunda Turma, exceto a Fachin. Os defensores do petista pedem que, caso Fachin não homologue a desistência do outro processo, Moraes reconsidere sua decisão para que o pedido seja redistribuído.

Os advogados solicitam que, se Moraes não reconsiderar a decisão e seu pedido de desistência não for homologado, que o recurso seja levado ao colegiado competente para que, preliminarmente a ação seja distribuída à Segunda Turma (com exceção de Fachin), e que o mérito seja provido, ou seja, que seja “reconhecida” a competência da turma para julgar a petição em que Lula pede a suspensão da condenação e sua liberdade. A defesa também pede que seja suspensa a execução da pena do ex-presidente.

DESISTÊNCIA – Na segunda, a defesa de Lula desistiu do processo que discutiria seu pedido de liberdade e possivelmente sua condição para disputar a presidência da República. Lula foi lançado como candidato do PT. Fachin ainda não decidiu sobre a homologação da desistência.

O movimento da defesa de Lula foi feito após sinalizações de ministros da Corte, e do próprio relator, de que era importante dar celeridade ao caso. Com a desistência, os advogados colocam em prática a estratégia de evitar que a Suprema Corte discuta sobre a questão de inelegibilidade antes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o registro de candidatura é feito.

Na petição, a defesa de Lula afirma que nunca procurou, neste processo, debater sobre o aspecto eleitoral, apenas sobre a execução da pena do petista, condenado em segunda instância.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Vejam a que ponto chegou a esculhambação jurídica. A defesa de Lula acaba de inventar o “Recurso Condicional”, impetrado nas seguintes condições – se o recurso anterior não for acolhido, ficará valendo o novo. É um escárnio, uma zombaria, um deboche. Até que ponto os ministros do Supremo continuarão a suportar este comportamento da defesa de Lula, sem enquadrá-los na litigância de má fé? (C.N.)  

Deixamos a bandidagem se organizar a ponto de virar paradigma para crianças

Ilustração

Ilustração do Libero (Folha)

Drauzio Varella
Folha

Em 20 anos, perdemos o controle das cadeias, a epidemia de crack invadiu cidades pequenas e entregamos os morros e as periferias ao jugo do crime organizado. Cracolândias e as barbáries do PCC, Comando Vermelho, Família do Norte, Bonde dos Treze, Primeiro Grupo Catarinense, ADA e de outras quadrilhas com milhares de membros já não causam estranheza.

O trabalho tem me levado às periferias, favelas e lugarejos desconhecidos da maioria dos brasileiros. Semanas atrás, na pobreza da beira do rio Juruá, no Acre, entrevistei uma menina de sete anos que teve três episódios de malária nos últimos seis meses. Ao saber que a entrevista seria levada ao ar no Fantástico, a mãe disse que não poderia assistir. A família não ligava a televisão à noite, para a luz da tela não atrair os bandidos da vizinhança.

DESIGUALDADE – A violência da qual a classe média se queixa nas cidades é brincadeira de criança perto da que enfrentam os mais pobres. O que falta para nos convencermos de que não dá para viver em paz num país com tamanha desigualdade social?

Num sistema burocratizado, em que apenas R$ 2 de cada R$ 10 destinados à educação chegam às salas de aula, e somente um em cada 27 matriculados no ensino básico entra na universidade, represamos uma massa de despreparados para as exigências da economia moderna.

O desemprego de 12% no país em crise sobe para 25% na população de 18 a 25 anos de idade. Embora os estudos mostrem que a criminalidade aumenta em comunidades com homens desempregados, nessa faixa etária, que iniciativas tomamos para qualificar e oferecer trabalho para esse contingente?

GRAVIDEZ PRECOCE – Nesse caldo de cultura, juntamos a gravidez na adolescência. Condenarmos meninas a engravidar aos 14 anos por falta de acesso à contracepção é a maior violência que a sociedade brasileira comete contra a mulher pobre. Na Penitenciária Feminina da Capital, onde atendo, temos uma moça de 28 anos que é avó. Outra, de 40 anos, tem três bisnetos.

Queremos um Brasil sem violência nem políticos ladrões, é o que repetem todos. Acho lindo, mas com essa disparidade de renda?

Por bem ou mal, os que mais têm ou cedem uma parte ou correm risco de perder tudo; eventualmente a vida. Bill Gates criou uma fundação bilionária para financiar programas educacionais e de combate aos grandes problemas de saúde, no mundo inteiro: HIV/Aids, malária e tuberculose, por exemplo. Investe pessoalmente mais do que qualquer país europeu; só perde para o governo americano. A despeito de iniciativas isoladas, o que fazem os milionários brasileiros?

E A CULPA? – É cômodo jogar a culpa nos políticos, dizer que por causa deles a educação e a saúde são uma vergonha, mas qual a justificativa para as grandes empresas, os conglomerados econômicos, os bancos, o agronegócio e os mais ricos não criarem escolas gratuitas, cursos profissionalizantes, postos de trabalho nas periferias e nas cadeias, unidades básicas de saúde e programas de prevenção que ajudem a reduzir os gastos do SUS?

Quando foi anunciado o Bolsa Família, a turma do “não adianta dar o peixe sem ensinar a pescar” ficou revoltada. Quanta mesquinhez diante de uma ajuda tímida que consome 1% do PIB nacional.

De outro lado, a inteligência brasileira encastelada nas universidades e nas camadas sociais que tiveram acesso a elas, de quem esperaríamos racionalidade na indicação de caminhos para reduzir as desigualdades que nos afligem, continua aturdida no atoleiro das divisões obtusas entre direita e esquerda, décadas depois da queda do muro de Berlim.

CARANDIRU – Em 1989, quando comecei no Carandiru, havia 90 mil presos no país. No fim deste ano, haverá 800 mil, quase nove vezes mais. Nossas ruas ficaram mais seguras? Faz sentido termos a terceira população carcerária e 17 entre as 50 cidades mais perigosas do mundo?

Não sejamos estúpidos, não há dinheiro para encarcerar tanta gente. Para acabar com a superlotação apenas no estado de São Paulo, precisaríamos abrir 84 mil vagas, ou seja, mais 84 cadeias. A um custo de construção de R$ 50 milhões cada, gastaríamos R$ 4,2 bilhões somente para colocá-las em pé. E para mantê-las? E os novos presos?

Permitimos que a bandidagem se organizasse a ponto de servir de paradigma a ser seguido pelas crianças da periferia e de oferecer a elas a única possibilidade de melhorar de vida. A guerra contra o crime será longa, sofrida e infrutífera.

(artigo enviado por Darcy Leite)

O que é preciso saber sobre dívida pública, para não culpar os banqueiros

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Charge do Iotti (Zero Hora)

Míriam Leitão e Alvaro Gribel
O Globo

Até as eleições de 2002, o PT jogava a culpa dos problemas brasileiros na dívida pública. Essa bandeira, agora, foi levantada pelo candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes. A dívida é de fato alta e virou um problema, mas o caminho de reduzi-la é a penosa trilha do ajuste fiscal. Qualquer outra forma tem o potencial de criar muita perturbação na economia. E há soluções realmente perigosas.

A esquerda parecia ter entendido isso na Carta aos Brasileiros. O ponto óbvio é que o Tesouro não deve aos bancos, mas aos investidores de todo o país. Os fundos de pensão detêm 25% da dívida. Qualquer proposta voluntarista pode afetar essa poupança brasileira que está nas mãos das empresas, famílias, investidores institucionais e bancos. Afeta os aplicadores e o pagamento dos aposentados desses fundos de pensão.

PROPOSTAS – Ciro Gomes já defendeu duas propostas. Estabelecer um teto para o pagamento da dívida. Além de um determinado valor não se aceitaria o custo financeiro. A segunda seria usar parte das reservas para comprar parte da dívida e reduzi-la.

A primeira solução provocaria uma crise de confiança. O investidor poderia temer pela segurança do seu ativo, da sua aplicação. Assim, procuraria outros ativos. O custo financeiro é de fato alto, mas o caminho para reduzi-lo é inverso a esse. O endividamento público está em R$ 5,2 trilhões, 77,2% do PIB. Desse total, R$ 1,1 trilhão são as operações compromissadas que o Banco Central usa para reduzir ou aumentar a liquidez do mercado, o dinheiro em circulação, e R$ 3,6 trilhões são a dívida mobiliária, ou seja, em títulos.

NO VERMELHO – A dívida estava em 52% em 2014 e o que a fez subir para 77% foi o déficit primário no qual o país caiu no governo Dilma. O vermelho permanece. Quando o Tesouro fecha no negativo, precisa se endividar para fechar o ano. Isso eleva o endividamento. Durante muito tempo, ele caiu e ficou estabilizado exatamente porque o país teve superávit primário durante 16 anos.

As operações compromissadas vencem em prazo mais curto e por isso têm sido apontadas como o pior do problema. Mas não são em quatro dias, como tem sido dito. Vencem em até três meses, mas é curto prazo. Em 2006, eram 3% do PIB, e agora, 17%. O que fez aumentar foi exatamente a compra de reservas cambiais. No governo Lula, tomou-se a boa decisão de acumular reservas, mas quando o governo compra os dólares ele coloca reais no mercado e precisa depois vender papéis para diminuir os reais na economia, que poderiam alimentar a inflação. É isso que eles chamam de regular a liquidez.

EFEITO COLATERAL – E se o Tesouro decidir fazer a operação inversa, vendendo os dólares para resgatar a dívida? Vai trocar seis por meia dúzia e ainda provocar um efeito colateral complicado. Se o governo vender os dólares em grande quantidade, o câmbio despenca. Ótimo para quem está endividado em dólar, ou tem uma viagem ao exterior, mas pode quebrar os exportadores se for um movimento brusco e superestimular a importação. Além disso, ao fazer a segunda etapa, que seria usar o dinheiro da venda das reservas para resgatar dívida antecipadamente, vai colocar mais reais na economia e precisará lançar títulos para enxugar.

O Brasil pagou nos 12 meses até junho, data do último relatório, R$ 397 bilhões de serviço da dívida, rolagem do principal e juros. É muito, mas já foi muito mais. O auge do custo do endividamento nos últimos seis anos foram os 12 meses terminados em janeiro de 2016, no governo Dilma, quando os juros estavam em 14,25% e a incerteza política cresceu com o processo de impeachment. Era 9% do PIB e agora é 6% do PIB, porque a Selic caiu. E só caiu porque antes foi derrubada a inflação.

ZERAR O DÉFICIT – Os caminhos da economia não podem ser tomados na direção inversa. É preciso primeiro zerar o déficit, porque o governo que tentar diminuir o endividamento ou seu custo na marra colherá inflação e pode provocar uma corrida para tirar as aplicações em título público. O voluntarismo, a demagogia eleitoral não cabem quando o assunto é a dívida, porque ela é a soma das economias de todos os brasileiros.

 Por mais antipatia que se possa ter dos bancos — e quem não tem? — eles não são os donos da dívida, são os intermediadores. O Brasil aprendeu dolorosamente isso no governo Collor. Não é possível tratar com leviandade esse problema 28 anos depois daquele trauma.

General Mourão alega que também querem transformá-lo em “racista”

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Mourão deve ter virado general nas cotas raciais…

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

Vice de Bolsonaro, o general Hamilton Mourão liga índio à ‘indolência’ e negro à ‘malandragem’. E a repercussão foi imediata, com a fala do general criticada por presidenciáveis. O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, afirmou que Bolsonaro e Mourão “se merecem”. “Quando o preconceito se junta com a estupidez o resultado é esse”, criticou nas redes sociais. A candidata da Rede, Marina Silva, também avaliou o comentário como preconceituoso. “Extremismo e racismo são uma combinação perigosa. Não podemos tolerar racismo numa corrida presidencial “

Já Bolsonaro se desvencilhou da declaração de seu vice. “Ele que explique para vocês, se é que ele falou. Eu não tenho nada a ver com isso”, disse.

HERANÇAS – Candidato à Vice-Presidência da República na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), o general da reserva Hamilton Mourão disse, nessa segunda-feira (6/8), que o Brasil herdou a cultura de privilégios dos ibéricos, a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos. A declaração foi feita em um evento em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, quando Mourão falava sobre as condições de subdesenvolvimento do país e da América Latina.

“E o nosso Brasil? Já citei nosso porte estratégico. Mas tem uma dificuldade para transformar isso em poder. Ainda existe o famoso ‘complexo de vira-lata’ aqui no nosso país, infelizmente”, disse Mourão. “Essa herança do privilégio é uma herança ibérica. Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. Eu sou indígena. Meu pai é amazonense. E a malandragem. Nada contra, mas a malandragem é oriunda do africano. Então, esse é o nosso cadinho cultural.”

SEM RACISMO – O general da reserva negou que seu comentário tenha sido racista “Quiseram colocar que o Bolsonaro é racista, agora querem colocar em mim. Não sou racista, muito pelo contrário. Tenho orgulho da nossa raça brasileira”, afirmou. “O que eu fiz foi nada mais nada menos que mostrar que nós, brasileiros, somos uma amálgama de três raças, a junção do branco europeu com o indígena que habitava as Américas e os negros africanos que foram trazidos para cá”, disse.

Ele disse ter criticado também os portugueses: “Eu falei que a herança de privilégios é ibérica, do português que gosta de ter privilégios”.

MOURÃO E MARINA – Sobre a crítica de Marina, Mourão disse que respeita a concorrente. “Gostaria de sentar e conversar com a Marina, porque aí talvez ela entendesse quem eu sou e não tecesse comentários sem conhecer a pessoa. Eu tenho muito respeito por ela, que teve uma origem difícil e por seu mérito ocupa uma posição de destaque no cenário nacional.

Mourão participou de almoço da Câmara de Indústria e Comércio da cidade na primeira agenda de campanha dele como vice na chapa de Bolsonaro. A declaração foi antecipada pelo site da revista Veja e confirmada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”.

No evento, o general também afirmou ser favorável à democracia e voltou a dizer que “intervenção militar não é varinha mágica”, apesar de tê-la defendido no passado. Em setembro passado, Mourão chegou a falar na possibilidade de intervenção militar caso as instituições do país não resolvam a crise política, “retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos”. Anteontem, no evento que referendou seu nome para a vice de Bolsonaro, ele admitiu que não foi “feliz na forma como disse isso” e que isso deu “margem para outras interpretações”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como o antigo general Mourão Filho, que se declarou “uma vaca fardada”, o novo Mourão não é nenhum intelectual. Com seu cabelinho crespo e suas feições grosseiras, realmente Mourão é autêntico mestiço brasileiro. Deve ter chegado a general pela política das cotas raciais. (C.N.)

Petistas já buscam o “substituto”, por duvidarem da candidatura de Lula

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Haddad já começa a ser visto como candidato do PT

Mônica Bergamo
Folha

O PT recebeu análises de especialistas que detectaram um crescimento no número de eleitores de Lula que já não acreditam que ele será candidato. De acordo com essas informações, o eleitorado pró-PT começou a se mover sozinho, em busca de um “candidato do Lula”, independentemente de o partido apresentar um nome para substituí-lo. O grupo que declara voto espontâneo no ex-presidente, portanto, começou a minguar.

Os dados chegaram à direção da legenda no sábado, quando os petistas discutiam a possibilidade de indicar um vice na chapa de Lula com perspectivas reais de substituí-lo. Fernando Haddad acabou sendo o indicado.

EMPATE – As mesmas análises mostram que o ex-presidente mantém a capacidade de transferência de voto verificada em pesquisas já divulgadas. Quando Haddad e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner foram testados como candidatos apoiados por Lula, chegaram a emparelhar com os primeiros colocados.

E o desembargador Rogerio Favretto será defendido pelo advogado Pierpaolo Bottini na área criminal. A PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu a abertura de um inquérito e sustenta que o plantonista do TRF-4 cometeu crime de prevaricação ao conceder habeas corpus ao ex-presidente Lula, no começo de julho.

SEM DIÁRIAS – O procurador Lucas Furtado, que atua junto ao TCU (Tribunal de Contas da União), manteve a decisão de abrir mão de R$ 100 mil que receberia por diárias. O depósito seria feito em setembro. “Sou besta? Ainda posso desistir da renúncia. Mas não vou”, diz ele.

No cargo, Furtado tem a missão de denunciar a má aplicação de recursos públicos.