Vídeo de Queiroz dançando com a filha no hospital viraliza na internet

Resultado de imagem para queiroz dançando no hospital

Queiroz, muito á vontade, no hospital da elite de São Paulo

Constança Rezende
Estadão

Um vídeo gravado por uma filha de Fabrício de Queiroz, em que o ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) aparece dançando no hospital Albert Einstein enquanto toma soro, viralizou nas redes sociais na manhã deste sábado, dia 12. O Estadão confirmou a autenticidade do vídeo com pessoas próximas a Queiroz. Não há informação sobre a data exata da filmagem.

Na gravação, o ex-assessor — que, segundo o Coaf, fez movimentações bancárias atípicas — aparece dançando, em meio a gargalhadas, quando a filha diz: “Agora é vídeo, pai! Pega teu amigo, pega teu amigo!”. Ele rodopia em seguida, fazendo um sinal de positivo com as mãos.

“UM DESASTRE” – Pessoas próximas a Queiroz avaliaram o vídeo como um desastre. O advogado de Queiroz, Paulo Klein, afirmou ao Estadão que só se pronunciará sobre o vídeo depois de falar com o ex-assessor. Procurado, Queiroz ainda não respondeu.

Ele faltou duas vezes a depoimentos marcados no Ministério Público alegando motivos de saúde. Antes de Paulo Klein assumir a sua defesa no caso, Queiroz havia faltado a outros dos depoimentos também, alegando que não havia tido acesso aos autos da investigação.

As filhas de Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz, assim como o pai, ex-assessoras de Flávio Bolsonaro citadas no relatório, também faltaram a suas oitivas. Elas alegaram ao MP que precisavam ficar com o pai doente, que passou por uma cirurgia em São Paulo nesta semana.

DE MUDANÇA – Ao MP, a defesa da família afirmou que “todas se mudaram temporariamente para cidade de São Paulo, onde devem permanecer por tempo indeterminado e até o final do tratamento médico e quimioterápico necessários, uma vez que, como é cediço, seu estado de saúde demandará total apoio familiar”.

Na terça-feira, 8, Queiroz disse ao Estado que “estava muito a fim de esclarecer tudo isso”, “mas não contava com essa doença”. “Nunca imaginei que tinha câncer”, disse. Ele afirmou que dará as explicações apenas ao MP “por respeito” ao órgão, mas não informou a data. Queiroz também afirmou que está sendo tratado como “o pior bandido do mundo”. Ele culpou a exposição do caso Coaf pelos problemas de saúde detectados recentemente.

ATÉ NO PSIQUIATRA – “Após a exposição de minha família e minha, como eu fosse o pior bandido do mundo, fiquei muito mal de saúde e comecei a evacuar sangue. Fui até ao psiquiatra, pois vomitava muito e não conseguia dormir”, justificou.

O documento do Coaf apontou que Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e de 2017 e recebeu depósitos de assessores de Flávio Bolsonaro.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A família (ou famiglia) de Queiroz está brincando com a verdade. A doença não é grave e ele não ficará eternamente em São Paulo. Logo terá de voltar ao Rio de Janeiro. A pergunta que não quer calar é a seguinte: “Quem está pagando o tratamento Albert Einstein e a mudança da família inteira para São Paulo?”. O povo quer saber quem está por trás de tudo isso. (C.N.)

Na guerra do Ceará, facções explodem torre de energia e concessionária de veículos

Resultado de imagem para explosoes no ceara

De madrugada, torre de transmissão foi explodida em Fortaleza

João Pedro Pitombo
Folha

Em mais uma madrugada de ataques no Ceará, criminosos derrubaram uma torre de transmissão de energia em Maracanaú, cidade da Grande Fortaleza. Os bandidos usaram explosivos para derrubar a torre de transmissão, que acabou tombando. Em nota, a Enel Distribuição Ceará confirmou o ataque e informou que enviou equipes ao local para inspecionar os danos.

A distribuidora ainda informou que o ataque não resultou em interrupção no fornecimento de energia para clientes da distribuidora. Contudo, uma rodovia teve que ser bloqueada temporariamente por causa do perigo gerado pelos fios de alta tensão. ​

ATAQUE A BOMBA – Na manhã deste sábado (12), os bandidos provocaram uma explosão em uma concessionária de automóveis em Fortaleza. O ataque aconteceu por volta das 5h da manhã e não deixou feridos.

Este é o 11º dia seguido de ataques registrado no Ceará. Ao todo, foram registradas 194 ocorrências provocadas pelos criminosos desde o início do ano.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará, um suspeito de ter atuado do ataque contra a concessionária de veículos foi preso em flagrante ainda na manhã deste sábado.

PRESO EM FLAGRANTE – Após perseguição policial, Danilo Barbosa de Assis, 22, que portava uma pistola, foi detido nas proximidades do estabelecimento comercial. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de dano, explosão, receptação, porte ilegal de arma de uso restrito e por integrar organização criminosa.

Nas imediações do Anel Viário, no bairro Ancuri, onde a torre foi derrubada, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar do Ceará e peritos da Perícia Forense do Estado do Ceará realizaram vistorias no local, após liberação do acesso pelos técnicos da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).

Ainda de acordo com a SSPDS, equipes da Polícia Rodoviária Federal bloquearam a via e as forças de segurança buscam os outros suspeitos envolvidos na explosão e trabalham na identificação dos criminosos que provocaram a queda da torre.

DESLIGAMENTO – Em nota, o Ministério de Minas e Energia (MME) informa que recebeu do Operador Nacional de Sistema (ONS) o registro do desligamento automático da linha de transmissão que liga Fortaleza ao Porto de Pecém devido à queda da torre.

A perda da linha de transmissão, segundo o órgão, não causou interrupção no fornecimento de energia ou desligamento no abastecimento aos consumidores. “O registro informa também que, para preservar as condições de segurança elétrica da operação do sistema interligado, foi acionado o despacho momentâneo de geração térmica adicional”, disse o MME em nota.

A crise na segurança no Ceará começou na noite de 2 de janeiro. Ataques foram registrados no estado em decorrência de intenção do governo de não mais separar integrantes de facções nos presídios cearenses.

227 PRESOS – Até a última quinta-feira (10), o governo havia informado que 277 pessoas haviam sido presas por relação com os atentados no Ceará.

Na manhã deste sábado, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu em uma rede social que ações como incendiar e explodir bens públicos ou privados sejam tipificados como terrorismo, citando um projeto de lei do senador Lasier Martins (PSD-RS).

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança, o Ceará foi, em 2017, o terceiro estado do país com mais mortes violentas. A taxa foi de 59,1 mortos a cada 100 mil habitantes. À frente do estado estiveram apenas Rio Grande do Norte (68) e Acre (63,9).

MENOS MORTES – Em 2018, segundo dados divulgados pelo estado, houve queda de 10,5% na taxa de homicídios entre janeiro e novembro de 2018, comparado com 2017.

Mesmo assim, no ano passado ocorreu a maior chacina da história do Ceará, com 14 mortos durante uma festa na periferia de Fortaleza, em janeiro, e a morte de seis reféns após ação policial para evitar assalto a dois bancos em Milagres, no interior, em dezembro.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Como se vê, trata-se de uma guerra civil não declarada. O presidente Bolsonaro tem toda razão em defender a tese do novo governador do Rio, Wilson Witzel, de que ações como portar armas privativas, incendiar e explodir bens públicos ou privados sejam tipificadas como terrorismo, conforme já consta de um projeto de lei do senador Lasier Martins (PSD-RS), que precisa ser logo aprovado. Os criminosos precisam aprender que guerra é guerra. (C.N.)

Planalto fará publicidade para explicar que “posse” não significa “porte” de  armas

Imagem relacionada

Charge do newton Silva (newtonsilva.com)

Jussara Soares
O Globo

Antes mesmo da publicação do decreto que vai flexibilizar o Estatuto do Desarmamento, o governo Jair Bolsonaro já prepara uma campanha publicitária para explicar à população as novas regras para obter a posse de armas no Brasil. O Planalto quer evitar que o ato do presidente seja entendido por parte da população como um “risco de aumento da violência”.

A estratégia de comunicação usará televisão, rádio, mídia impressa e outdoor, mas vai priorizar as redes sociais. A campanha já foi encomendada pela Secretaria de Comunicação a cinco agências de publicidade que prestam serviço ao Planalto.

UTILIDADE PÚBLICA – De acordo com informações do Planalto, a ideia é que a campanha tenha o tom de utilidade pública para explicar detalhes do decreto, previsto para ser assinado por Bolsonaro no início da próxima semana.

Para o governo, é fundamental que o ato do presidente não leve “medo à população” ou seja atrelado à possibilidade de aumento de violência. Para isso, a estratégia de comunicação vai reforçar o discurso de Bolsonaro ao longo de toda a campanha que a arma é “apenas uma segurança pessoal”.

Outro pedido da Secretaria de Comunicação é que as peças publicitárias diferenciem a posse, o direito da pessoa ter a arma em casa, do porte, que permite que o cidadão ande armado. Além de especificar os direitos e os deveres daqueles que obtiverem o porte.

ATÉ DUAS ARMAS – O decreto, que ainda passa por ajuste finais, prevê a permissão para que uma pessoa tenha até duas armas. De acordo com as novas regras, para ter uma arma será preciso apenas uma declaração de próprio punho de que a pessoa tenha efetiva necessidade do equipamento.

As empresas Artplan, Calia Propaganda e NBS Propaganda que vão apresentar propostas para as campanhas tradicionais, com comerciais para emissoras de rádio, TV, impressos e em cartazes afixados em espaços publicitários na vias urbanas. Já as agências Isobar e TV1 foram solicitadas para elaborar a campanha para as mídias digitais. As melhores propostas serão contratadas pelo governo.

A previsão, segundo integrantes do governo, é que o decreto seja assinado por Bolsonaro na segunda ou terça-feira, em uma cerimônia do Planalto. A flexibilização da posse de armas foi umas principais promessas de campanha.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Conforme o jurista Jorge Béja já explicou aqui na TI, é conveniente que o governo baixe uma Medida Provisória e não somente um Decreto, que pode ser contestado na Justiça, por se tratar de ato que não pode modificar determinação expressa em lei. (C.N.)

Se não delatar Temer, o ex-assessor Loures vai ser condenado a muitos anos de cadeia

Resultado de imagem para loures com a mala

Loures devolveu o dinheiro e se tornou “réu confesso”

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

Em alegações finais, o Ministério Público Federal em Brasília pediu a condenação do ex-assessor da Presidência da República Rodrigo da Rocha Loures no processo em que é acusado de receber uma mala de R$ 500 mil de delatores da JBS supostamente para o ex-presidente Michel Temer (MDB). Em 28 páginas, o procurador Carlos Henrique Martins Lima pede que ele seja sentenciado pelo crime de corrupção passiva.

Em abril de 2017, Rocha Loures foi filmado em ação controlada da Polícia Federal recebendo uma mala de R$ 500 mil do executivo Ricardo Saud. Ele foi um dos alvos da Operação Patmos, deflagrada em maio daquele ano.

LOURES E TEMER – O ex-assessor foi denunciado, ao lado do de Michel Temer, pela suposta propina. No entanto, para o ex-presidente, a abertura de ação foi barrada em votação na Câmara Federal. Como não tinha mais foro privilegiado, Rocha Loures passou a se defender do processo na 10ª Vara Federal de Brasília.

De acordo com o procurador, “restou demonstrando que o réu Rodrigo Santos da Rocha Loures agiu com vontade livre e consciente e recebeu vantagem indevida para Michel Elias Temer, em virtude da condição deste de chefe do Poder Executivo, materializado no valor de R$ 500.000,00, além da promessa de prestações semanais”.

“A explicação do réu de que fora à pizzaria Camelo determinado a por termo às tratativas com Ricardo Saud e Joesley Batista é desconstruída pelo fato de que, após o dia 28/04/2017, prosseguiu trocando mensagens com o empresário, confirmando o teor das tratativas de que o pagamento indevido continuaria ocorrendo de modo permanente, reiterado e habitual e, ainda, que Rodrigo Loures falava em nome de Michel Temer”, sustenta.

HOMEM DE CONFIANÇA – Rocha Loures foi denunciado por supostamente agir em nome de Temer e na condição de “homem de confiança” do presidente para interceder junto à diretoria do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) – órgão antitruste do governo federal – em benefício da JBS.

Delatores da JBS dizem que foi prometida uma “aposentadoria” de R$ 500 mil semanais durante 20 anos ao peemedebista e ao presidente Temer.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A defesa de Loures está muito mal conduzida ou visa a proteger Temer. Não há possibilidade de evitar a condenação. Loures não somente foi filmado, como também devolveu a mala de dinheiro e depositou em banco os R$ 35 mil que havia retirado. Poderia ter ficado com o dinheiro e alegado que a mala continha documentos e livros, algo assim. Como devolveu o dinheiro, tecnicamente virou réu confesso. Se não fizer delação e entregar Temer, vai para a cadeia, sem a menor dúvida. A família pede que Loures faça delação, mas ele continua relutando. (C.N.)

Justiça bloqueia bens de Cabral, Pezão, Picciani e mais três deputados do Rio

Resultado de imagem para picciani solto

Picciani continua solto somente porque usa fraldas geriátricas

Deu na Agência Brasil

A juíza Roseli Nalin, da 15ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro, determinou o bloqueio e indisponibilidade de bens de seis políticos, entre os quais os ex-governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio Jorge Picciani por suspeita de improbidade administrativa.

A decisão partiu de um pedido do Ministério Público estadual, que tinha ajuizado em dezembro uma ação civil pública contra dez envolvidos em irregularidades em doações de campanha do então governador Luiz Fernando Pezão, do ex-governador Sérgio Cabral e de deputados estaduais em troca da concessão de benefícios fiscais e financeiros, que teriam financiado o grupo político.

TROCA DE PROPINA – Na decisão, a juíza Roseli Nalin escreveu que “através da utilização indevida da máquina estatal os réus beneficiaram ao arrepio da lei, diversas sociedades empresariais com incentivos fiscais e financeiros em troca de propina, sendo que parte desses recursos ilícitos foi utilizada em proveito dos réus, para financiar a campanha majoritária do MDB ao governo do estado (chapa Pezão/Dornelles), bem como do então candidato a deputado federal Marco Antônio Cabral, pelo mesmo partido”, disse.

A magistrada disse na decisão que houve financiamento ilícito de campanha do então deputado estadual Chistino Áureo, por meio do diretório nacional do PSD e pagamentos indevidos ao PDT, todos relativos às eleições de 2014. “Os fatos praticados constituem improbidade administrativa, tendo causado dano ao erário e enriquecimento ilícito do grupo, formando ciclo vicioso que em última seara, visou à perpetuação dos mesmos no poder político do Estado”, escreveu a juíza Roseli Nalin.

BLOQUEIO DAS CONTAS – Nas contas bancárias, Pezão teve bloqueados R$ 31 milhões; Sérgio Cabral Filho, R$ 33 milhões; Jorge Picciani , R$ 40 milhões; Hudson Braga, R$ 31 milhões; Christino Áureo da Silva, R$ 12 milhões e o deputado federal Marco Antônio Cabral, R$ 12 milhões.

A Justiça determinou também o bloqueio de R$ 37 milhões do MDB, R$ 900 mil do PDT e R$ 25 mil do PSD.

Reforma da Previdência demonstra que o Brasil é o pais mais injusto do mundo

Resultado de imagem para aposentadoria de militar charges

Charge do Nani (nanihumor.com)

Francisco Bendl

Certamente o único no mundo onde o povo admite ser rebaixado, humilhado e desprezado. Aceita pacificamente que existam privilégios para quem não precisa, e admite resignadamente que seja submetido a maus tratos, desprezo e indiferença pelas autoridades, mesmo pagando salários milionários e concedendo benefícios, mordomias, regalias e penduricalhos os mais exóticos e variados para essas categorias.

Ora, evidentemente que tais concessões populares não só são bem aceitas quanto permitem que mais privilégios sejam requeridos, além de concordar que certos tipos de profissionais sejam intocáveis, como se os seus membros não fossem seres humanos, mas anjos caídos do céu!

OPÇÃO PESSOAL– Claro que me refiro aos militares. Se alegam colocar as suas vidas em risco pela Pátria, a escolha foi pessoal, a opção foi daquele que se achou com vocação para usar farda e servir ao país.

Hoje, com esta crise sem precedentes, a procura pelo serviço público é pela segurança, salários em dia, reajustes, assistência médica e odontológica, aposentadoria especial (refiro-me ao serviço público federal). Deixou-se de lado a vocação e o talento, para se conseguir viver com mais tranquilidade, mesmo sendo um profissional medíocre.

Pois diante dessa clausura dos militares das FFAA, que desde o fim da ditadura se isolaram do país, percebe-se nitidamente o quanto os comandantes das Três Armas perderam em conhecimento, em cultura, com na dificuldade de se expressar, de se comunicar, e sem visão do interesse público sobre os acontecimentos nacionais e internacionais.

ABRIR OS QUARTÉIS – Justamente quando as FFAA deveriam abrir os quartéis para que suas salas fechadas durante a metade do dia fossem usadas como escolas ou ambulatórios médicos, por exemplo, o Exército se retrancou, se fechou em copas, deixando o povo ao Deus dará, que se virasse!

E continua cada vez mais querendo que esta diferença abismal de tratamento aumente, requerendo mais privilégios, salários melhores, aposentadorias intocáveis, e nenhuma, absolutamente nenhuma preocupação com a situação dramática do povo, com as Forças Armadas se comportando como Executivo, Legislativo e Judiciário!

Hoje, o problema brasileiro atual, que move céus e terras, diz respeito à Previdência Social. Os proventos nababescos e toda a cauda enorme que arrasta em benefício aos membros dos Três Poderes ocasionam, na proporção inversa, a miséria e a pobreza de sua excelência, o cidadão brasileiro.

ÀS CUSTAS DO POVO – Classificado de segunda e terceira classes, o povo tem obrigação de arcar com as despesas concernentes ao modo de vida milionário das castas atuais!

Não vai dar certo, e esta discriminação já aponta no horizonte em forma de violência incontrolável, que sequer o Exército dá conta, e cito os exemplos do Rio de Janeiro e Ceará!!!

Quanto mais pobre e miserável o povo for condenado, para que os militares, parlamentares e magistrados ganhem mais ainda, a violência aumentará, a revolta crescerá, pois se é injusto e criminoso aniquilar com a vida de uma pessoa honesta e trabalhadora por ladrões e traficantes, muito mais grave é o governo matando a sua população através da negligência, e somente se preocupando com os poderosos ou aqueles muito bem representados junto aos poderes instituídos.

SILÊNCIO OBSEQUIOSO – Não aguento mais esta discussão sobre a Previdência, e este silêncio obsequioso com relação aos nababos brasileiros. Ao povo, aumento no tempo para a aposentadoria e valores salariais menores ainda; Para militares, parlamentares, magistrados, 25 anos de “trabalho”, e salários mantidos iguais enquanto na ativa.

Não tem mais graça ser brasileiro, a menos que as pessoas gostem de sofrer, sejam masoquistas, que enaltecem o sadismo, a crueldade, a bestialidade contra si próprio.

Na França, as revoltas populares são todo sábado; no Brasil, quem se revolta são as facções criminosas, que insistem em desfrutem de uma parte desses podres poderes. É preciso formar uma “coluna” internacional em busca de justiça, para atazanar a vida dos potentados, que vivem impunemente as delícias dos extremos, à custa do povo.

Flávio Bolsonaro imita Queiroz e não depõe, mas se defende em entrevista ao SBT

Resultado de imagem para flavio bolsonaro no sbt

Flávio alega que nada tem a ver com as contas de Queiroz

Deu no Correio Braziliense
(Agência Estado)

Em entrevista ao SBT, divulgada na noite dessa quinta-feira (10/1), O deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), senador eleito pelo Rio, negou ter conhecimento das movimentações financeiras do seu ex-assessor Fabrício Queiroz. “Não tenho nada a ver com isso. Não tenho como controlar o que os assessores fazem fora do gabinete”, afirmou.

Flávio não compareceu nesta quinta-feira ao depoimento marcado pelo Ministério Público fluminense para falar das movimentações financeiras consideradas atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) em uma conta de Queiroz. Em seu perfil no Facebook, o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) justificou sua ausência afirmando que não é investigado e ainda não teve acesso aos autos do procedimento aberto pelo MP.

SOMA DE SALÁRIOS – O senador eleito disse no SBT que a soma de salários de Queiroz e de familiares dele já chegaria a “quase” o valor. “Se você pega o salário dele no meu gabinete, mais o que ele recebe na Polícia Militar e mais o dos seus familiares, que depositavam dinheiro na conta dele, conforme ele próprio já declarou em alguma entrevista, dá quase esse valor”, afirmou Flávio, ressalvando que não estava fazendo uma defesa do ex-assessor.

Ao SBT, Flávio disse que pretende depor ao MP para “sepultar qualquer dúvida sobre minha pessoa”, mas não afirmou quando isso seria. O senador eleito afirmou ainda achar que “há direcionamento nas investigações” para atingi-lo e ao governo de seu pai.

Como parlamentar, Flávio tem a prerrogativa de marcar dia, hora e local para depor. A Procuradoria informou por nota que o deputado estadual, valendo-se de sua prerrogativa parlamentar, “esclareceu ao MP que informará local e data para prestar os devidos esclarecimentos que porventura forem necessários”.

INTEIRO TEOR – No texto divulgado à tarde no Facebook, o senador eleito disse que pediu uma cópia do procedimento investigatório aberto pelo MP fluminense “para que eu tome ciência de seu inteiro teor.” Ele argumentou que só foi notificado do convite na segunda-feira passada, à tarde.

O MP, porém, havia divulgado em 21 de dezembro nota sobre o convite a Flávio para depor nesta quinta-feira. Até a véspera, o deputado se recusava a dizer se iria ou não ao MP. “Reafirmo que não posso ser responsabilizado por atos de terceiros, como parte da grande mídia tenta, a todo custo, induzir a opinião pública”, disse ele na nota.

Queiroz e seus familiares (mulher e duas filhas, que fizeram depósitos na conta do ex-assessor) também não atenderam a convites anteriores do MP. O ex-assessor alegou estar em tratamento de um câncer. A mulher, Marcia Aguiar, e as filhas Nathalia e Evelyn de Melo Queiroz, também ex-assessoras de Flávio, informaram, por meio de advogado, estar cuidando de Queiroz, e, por isso não foram depor.

SEM ESCLARECER – Com a recusa de Flávio, 34 dias após a revelação, pelo jornal O Estado de S. Paulo, do relatório do Coaf que apontou as movimentações atípicas, o MP do Rio ainda não conseguiu ouvir nenhum dos citados ligados a ele. Quando Flávio assumir a cadeira no Senado, o caso deverá seguir para a primeira instância.

O Coaf detectou que Queiroz recebeu depósitos de colegas do gabinete de Flávio, mais da metade até três dias úteis após o pagamento dos salários na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O órgão considera que a renda do ex-assessor, então de R$ 23 mil mensais, é incompatível com o dinheiro que passou por sua conta de janeiro de 2016 a janeiro de 2017: R$ 1,2 milhão. Queiroz alegou, em entrevista ao SBT, que ganhou dinheiro vendendo carros usados.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Bolsonaro diz estar com dificuldades para nomear um porta-voz, mas a solução é simples. Basta nomear Silvio Santos, aquele que vendeu para Lula (leia-se: Caixa Econômica Federal) metade do Banco PanAmericano, que estava falido. Não há melhor porta-voz do que Silvio Santos, que desde o regime militar só divulga notícias favoráveis a quem está no governo. E ainda chamam isso de “jornalismo”. (C.N.)

‘A burocracia do PT perdeu o rumo’, diz Ciro sobre Gleisi Hoffmann prestigiar Maduro

Resultado de imagem para ciro gomes no rio

Ciro Gomes diz que Bolsonaro está perdendo “capital político”

Marco Grillo
O Globo

O ex-ministro Ciro Gomes, candidato derrotado do PDT à Presidência no ano passado, criticou nesta sexta-feira a ida da presidente do PT , Gleisi Hoffmann, à posse do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Segundo ele, os dirigentes petistas estão “sem rumo”.

Ciro está em rota de colisão com o PT desde a campanha eleitoral. O choque aumentou após PT retirar a candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco, inviabilizando o apoio do PSB ao PDT no plano nacional, que estava bem encaminhado à época. Ciro veio ao Rio nesta sexta-feira para participar de uma reunião do Diretório Nacional do PDT, na sede da legenda, no Centro.

SEM RUMO — “O PT perdeu o norte. A burocracia do PT perdeu o rumo. Está que nem cachorro que cai do caminhão de mudança. E a dona Gleisi agrava isso. A grande questão é: por que não comparecer à posse do Jair Bolsonaro, eleito dentro das regras, reconhecido internacionalmente, e depois ir para a posse do Maduro, que a esmagadora maioria dos estados da OEA não reconhece legitimidade ao regime. Há muita gente dizendo que ela é uma infiltrada do Bolsonaro para destruir o que resta da decência e da respeitabilidade do pensamento progressista brasileiro” — ironizou Ciro, citando uma publicação do site “Sensacionalista”.

A oposição e observadores internacionais denunciaram fraudes no processo eleitoral que levou à reeleição de Maduro, cujo novo mandato não foi reconhecido pela Organização dos Estados Americanos (OEA).

MESA DA CÂMARA – Ciro indicou ainda que o PDT ficou mais distante de apoiar a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara depois da adesão do PSL. O pedetista afirmou que a legenda deve andar em conjunto com PSB e PCdoB e tentar atrair outras siglas que tentam construir uma candidatura competitiva contra Maia, como o PP.

“Vamos apelar para que a bancada pense na unidade desse bloco que formamos com PSB e PCdoB, o que exige que a gente caminhe com muita delicadeza. Especialmente porque ontem o PSB denunciou a contradição do Rodrigo Maia, que se acertou com a bancada do PSL sem conversar conosco, com quem ele já vem tratando há bastante tempo” — disse Ciro, acrescentando que o PP também pode ser atraído. “Pode sim. O PP quis me apoiar na eleição, e é possível que a gente use essa contradição que está acontecendo na Câmara para potencializar nossa força”.

BOLSONARO – O ex-ministro também demonstrou pouco entusiasmo com as chances de sucesso do governo Bolsonaro:

“Eu quero muito que ele acerte a mão, mas do jeito que vai, o capital político vai se dissipar muito antes do que eu supunha. O problema é muito grave, e o Bolsonaro não compreende. A equipe dele é de fraca para deplorável e loteou o governo entre três forças inconciliáveis: (Sérgio) Moro, Paulo Guedes e Onyx (Lorenzoni). Isso aqui não dá liga, e fora o núcleo militar, que já está cobrando a fatura.

Uma toada bem brasileira, na criatividade de Ivor Lancellotti e Paulo César Pinheiro

Imagem relacionada

Pinheiro focalizou bem a vida no interior de Minas Gerais

Paulo Peres
Site Poemas & Canções

A poesia de “Toada Brasileira”, musicada por Ivor Lancellotti é, sem dúvida, uma das melhores obras do genial poeta Paulo César Pinheiro.

TOADA BRASILEIRA
Ivor Lancellotti e Paulo César Pinheiro

Eu fiz com meu trabalho a vida inteira
Uma casinha branca no sertão
De frente prum caminho de palmeira
Do lado de nascente e ribeirão
De dia o galo canta na porteira
E a passarada vem comer na mão
E à sombra de uma jabuticabeira
Passo a manhã cantando uma canção

No almoço uma caninha costumeira
Vem do fogão de lenha um cheiro bom
Eu como uma comidinha mineira
Pra cochilar sob o caramanchão
No fim da tarde um banho na ribeira
Deitar na rede e olhar pra essa amplidão
A estrela Dalva é a estrela primeira
E o canto da cigarra é a saudação

De noite vem o perfume da roseira
E a lua tece rendas no portão
Eu tenho a paz com a minha companheira
Mas muita mágoa no meu coração
Por que não ser assim com a Terra inteira?
Por que uns conseguem e outros não?
E eu canto uma toada brasileira
Pedindo um mundo assim pros meus irmãos

Anastasia tenta articular Jereissati para presidir o Senado, mas não há estusiasmo

Imagem relacionada

De férias, Jereissati ainda nem começou a fazer campanha

José Carlos Werneck

O senador Antonio Anastasia, do PSDB de Minas Gerais, escreveu no Twitter que tem articulado a candidatura de Tasso Jereissati para a presidência do Senado. “Acredito que Tasso. pela sua trajetória, pelo seu perfil, suas qualidades, competência, serenidade e preparo, tem todas as condições de comandar o Senado da República pelos próximos dois anos e colaborar para que o Brasil saia de vez da crise e devolva a dignidade para o seu povo.”

Enquanto isso, Izalci Lucas, senador eleito pelo PSDB do Distrito Federal, alfinetou seu correligionário Tasso Jereissati, potencial adversário de Renan Calheiros na disputa pela presidência do Senado: “Ele quer ser ungido”, declarou ao site “O Antagonista”.

DE FÉRIAS – “O Tasso, eu acho, tem o perfil ideal, mas está de férias. Nem para mim ele pediu voto ainda. Ele quer ser ungido. E ungido não vai acontecer.” disse Izalci.

Nas apostas feitas nos corredores do Senado, Izalci aparece como eleitor de Renan Calheiros. E com a recente decisão do ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, a votação em 2 de fevereiro será secreta.

Informado disso, Izalci rebateu: “Não tem nada decidido, tem muita coisa pela frente, tem que ver a proposta de cada um.”

Para ele, por ter a segunda maior bancada da Casa, o PSDB “não pode brincar”. “Não dá para brincar. Não pode perder espaço”, disse o senador eleito.

SEM ENTUSIASMO – O PSDB tem hoje a vice-presidência, ocupada pelo senador Cássio Cunha Lima, da Paraíba, que não conseguiu se reeleger.

A grande verdade é que os tucanos não estão nada entusiasmados com candidatura de Tasso à presidência do Senado. Muitos deles dão a impressão que tanto faz, e com isso estão totalmente desestimulados e parecem conformados com uma muito provável vitória de Renan Calheiros.

O senador Tasso Jereissati realmente faz algumas articulações para tentar viabilizar sua candidatura à presidência do Senado, mas está muito difícil encontrar correligionários do tucano empolgados com a possibilidade. Para vários deles, tanto faz se Tasso concorrer ou não. 

Rastreadores de carros de Palocci podem provar fatos de suas delações sobre Lula

Resultado de imagem para palocci lula

Palocci é o primeiro petista do núcleo duro a delatar Lula

Mônica Bergamo
Folha

Os dados dos rastreadores dos carros de Antonio Palocci são considerados um dos trunfos para corroborar fatos de suas delações premiadas, segundo pessoas familiarizadas com os documentos. Os veículos teriam sido usados para o pagamento de propinas.  Com as informações, os investigadores podem cruzar datas de movimentações financeiras com os trajetos feitos nos dias específicos.

Palocci assinou na quarta-feira (dia 9) o seu terceiro acordo de colaboração, desta vez com a força-tarefa da Operação Greenfield, do Ministério Público Federal de Brasília. Ele já entregou os dados dos rastreadores para os procuradores. As informações também foram usadas por policiais federais de Curitiba e de Brasília, nos outros dois acordos celebrados por Palocci.

PAPAI NOEL - A Odebrecht doou R$ 4 mil para o Conselho da Comunidade, órgão que trabalha com presídios da região metropolitana de Curitiba. O dinheiro foi usado para a festa de fim de ano da entidade, que atendeu 11,4 mil presos e agentes, inclusive os da Lava Jato que estão detidos no CMP (Complexo Médico-Penal).

A empreiteira realiza doações anuais ao órgão desde que Marcelo Odebrecht passou pelo presídio, em 2015.

MARCAÇÃO… – Em sua segunda semana no governo João Doria (PSDB), o titular da Educação, Rossieli Soares Silva, já enfrenta as pressões do cargo. Nesta quinta-feira (dia 10), uma imensa faixa foi colada no chão na entrada do prédio da pasta, no centro da capital, com um recado para o secretário: “Nenhum professor(a) desempregado! Nenhum estudante sem aula!”.

A autoria do protesto foi de uma das representações da Apeoesp (sindicato dos professores). No cartaz afixado também há reivindicações em defesa da escola pública e contra a violência nas salas de aula.

Rossieli foi ministro da Educação de Michel Temer (MDB). Ele é um dos dez integrantes do alto escalão da gestão do ex-presidente que Doria colocou em seu governo.

Comandante do Exército também defende militares fora da reforma da Previdência

Resultado de imagem para comandante pujol

General Pujol reforça o boicote à reforma da Previdência

Renato Souza
Correio Braziliense

O novo comandante do Exército, Edson Pujol, que recebeu o cargo do general Eduardo Villas Bôas nesta sexta-feira (11/1), defendeu que os militares fiquem de fora da reforma da Previdência. “Olha, a nossa intenção, minha como comandante do Exército, é que nós não devemos modificar o nosso sistema (de aposentadoria). Se perguntarem a minha opinião, como comandante do Exército”, disse Pujol após a cerimônia de posse, que contou a com a presença do presidente Jair Bolsonaro e diversas outras autoridades.

O comandante justificou sua posição afirmando que “os militares sempre se sacrificaram em prol do Brasil”. Ele, no entanto, reconheceu que o país precisa passar por ajustes econômicos.

SEM DISCUSSÃO – Pujol ressaltou que, até o momento, não conversou com o presidente Bolsonaro sobre o assunto. “Se houve alguma definição nesse sentido, até agora não chegou a mim. Não houve nenhuma conversa com o presidente sobre o assunto. A Constituição prevê um regime diferenciado para os militares. Mas se houver alguma ordem nesse sentido, vamos seguir”, afirmou.

Assim, o novo comandante do Exército fortalece a postura do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo Silva, e do comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, que alegaram que os militares não têm Previdência, o que os beneficia seria um regime de “proteção social”.

###
NOTA DA REDAÇÃO SOCIAL
O neologismo dos chefes militares merece tradução simultânea. “Proteção social” significa “não mexam com a previdência dos militares”, que descontam menos do que os civis e têm atendimento médico e odontológico, completo para suas famílias, tudo de graça, às custas do povo. (C.N.)

“Morreu esse assunto”, diz Mourão sobre promoção do filho no Banco do Brasil

O vice-presidente Hamilton Mourão participa de cerimônia de transmissão de cargo do comando da Marinha Foto: Evaristo Sá/AFP/09-01-2019

O assunto não morreu, Mourão é que tenciona matá-lo…

Eduardo Bresciani
O Globo

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, considera superada a polêmica causada pela promoção de seu filho , Antonio Hamilton Rossel Mourão, para o cargo de assessor especial da Presidência do Banco do Brasil. “Esse assunto é um assunto morto. Morreu esse assunto” — disse Mourão ao Globo.

Como revelou a revista Época na terça-feira, um dia após o presidente Jair Bolsonaro ter dado posse ao novo presidente do banco, Rubem Novaes, o filho de Mourão foi nomeado para o cargo de assessor especial da Presidência, elevando seu salário de R$ 14 mil para R$ 36,5 mil.

SEM DISCUSSÃO – Nesta quinta-feira, ao ser questionado pelo Globo, o vice, além de dizer que o assunto está encerrado para ele, afirmou que sequer precisou discutir a polêmica com Bolsonaro.

— Não teve necessidade (de falar com o presidente). É uma coisa interna da instituição, que é uma S.A. (sociedade anônima) — afirmou o vice-presidente.

O filho de Mourão é funcionário de carreira do BB e está na instituição há 18 anos. Nos últimos 11 anos, fazia parte da diretoria de Agronegócios. Ele deve assessorar o presidente nesta área.

JUSTIFICATIVA – Na terça, ao justificar a promoção, o presidente do banco, Rubem Novaes, afirmou que o funcionário possui excelente formação e capacidade técnica.

“Antônio é de minha absoluta confiança e foi escolhido para minha assessoria, e nela continuará, em função de sua competência. O que é de se estranhar é que não tenha, no passado, alcançado postos mais destacados no Banco”, disse, por meio de nota.

MERITOCRACIA – Também na terça, o próprio vice-presidente afirmou numa rede social que seu filho foi nomeado por ter “absoluta confiança” do novo presidente do banco, além de ter prestado “excelentes serviços” e ter “conduta irrepreensível”. Mourão ainda disse que nos governos anteriores “honestidade e competência” não eram valorizadas.

Nesta quinta, em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, Mourão voltou a defender a indicação do filho, dizendo que, se pudesse, teria Rossel Mourão em sua equipe.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Mourão disse também ao Estadão que o filho sofrera “perseguição” em outras gestões. Pelo contrário, foi beneficiado. Além das oito promoções na era PT, foi transferido para Brasília para ficar perto do pai. Por fim, Mourão está enganado ao dizer que “o assunto está morto”. Esse tipo de assunto não morre nunca. Como na canção de Chico Buarque e Ruy Guerra, fica gravado no corpo feito tatuagem. (C.N.)

O problema do populismo não está nos seus princípios, mas nas consequências mensuráveis

Resultado de imagem para populismo charges

Charge reproduzida do Arquivo Google

João Pereira Coutinho
Folha

A palavra populismo causa histeria entre o auditório culto. Entendo. Mas, se ficarmos apenas pela teoria, é perfeitamente razoável defender o populismo em determinadas circunstâncias históricas. Se, como dizem os sábios, o populismo é uma espécie de ideologia em que o líder defende os verdadeiros interesses do povo contra uma elite distante ou corrupta, uma certa dose de populismo pode ser necessária para repor as regras do jogo democrático.

Basta pensar no Leste Europeu sob o domínio comunista — um exemplo que Cas Mudde e Cristóbal Rovira Kaltwasser defendem no seu pequeno tratado sobre o assunto (“Populism: A Very Short Introduction”).

BOM OU MAU? – Lech Walesa, na Polônia, ou Václav Havel, na Tchecoslováquia, eram líderes populistas contra a elite moscovita —e ainda bem.

Saber se o populismo é bom ou mau, para usar a terminologia infantil, não deve ser apenas uma mera questão teórica. É preciso olhar para as consequências políticas do ideário.

Nos casos de Walesa ou Hável, o populismo de ambos fez-se em nome da democracia liberal contra a tirania. Sobre os populistas de hoje, aplica-se o mesmo raciocínio: o que resultou das suas palavras, atos ou omissões?

UM RESUMO – Yascha Mounk e Jordan Kyle publicaram um artigo na revista The Atlantic que resume algumas das suas conclusões empíricas. Os autores olharam para 46 líderes populistas em 33 democracias no período entre 1990 e 2018. Os sinais não são animadores.

Para começar, os líderes populistas tendem a se perpetuar no poder: a média é seis anos e meio contra os três anos dos democratas “normais”.

Além disso, 50% dos líderes populistas analisados reescreveram, na totalidade ou em parte, as respectivas constituições com o fino propósito de enterrar a limitação de mandatos ou de suspender o poder moderador do sistema de “checks and balances”.

UM RETROCESSO – Como consequência, verifica-se uma regressão mais acentuada da “qualidade da democracia” quando existem populistas na praça: uma regressão de 7% na liberdade de imprensa; de 8% nas liberdades civis; de 13% nos direitos políticos.

Em matéria de corrupção, a besta negra do populista clássico, 40% dos líderes populistas sob estudo estão ou estiveram indiciados pela prática de crimes.

Moral da história? O problema do populismo contemporâneo não está nos seus princípios, muito menos na sua lógica eleitoral. Está nas consequências mensuráveis da má governação. Saber se essa tendência se mantém no futuro é pergunta para angustiar os democratas liberais.

Ex-secretário de Obras de Paes pega 23 anos de prisão; falta condenar o ex-prefeito

Resultado de imagem para alexandre pinto

Alexandre demorou a denunciar Paes, que continua impune

Juliana Castro
O Globo

O ex-secretário Alexandre Pinto , que comandou a pasta de Obras da prefeitura do Rio na gestão de Eduardo Paes, foi condenado nesta quinta-feira pelo juiz Marcelo Bretas a 22 anos e 11 meses de prisão por associação criminosa e corrupção passiva no processo da Operação Rio 40 graus. Pinto foi condenado pelo recebimento de propina nas obras da Transcarioca e de Recuperação Ambiental da Bacia de Jacarepaguá. Pinto já havia sido condenado a 23 anos de prisão por lavagem de dinheiro.

Segundo a denúncia, a propina correspondeu a 1% do valor do contrato celebrado entre o Consórcio Transcarioca Rio (integrado pela Carioca Engenharia e a OAS) e o município do Rio para execução da obra de construção da via da Transcarioca e do contrato celebrado entre o Consórcio Rios de Jacarepaguá e o município do Rio para execução das obras de Recuperação Ambiental da Bacia de Jacarepaguá.

PAES ACUSADO – Ex-secretário na gestão de Eduardo Paes, Pinto acusou o ex-prefeito de ter recebido propina em grandes obras da prefeitura do Rio. Três dias para o primeiro turno, o ex-secretário afirmou, em depoimento a Bretas, que o ex-prefeito Eduardo Paes, candidato pelo DEM ao governo do estado, negociou propina de 1,75% sobre o contrato da Transoeste de R$ 600 milhões, tocado pela Odebrecht.

Ele declarou ainda que o esquema envolvia o Tribunal de Contas do Município do Rio, que ficaria com 1% de propina. Paes negou as acusações.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Cesar Maia passou a Eduardo Paes a prefeitura do Rio com R$ 2,5 bilhões em caixa. Paes repassou a prefeitura a Marcelo Crivella com apenas R$ 90 milhões em caixa. No desespero para pagar os funcionários, Crivella pediu apoio ao BNDES. A então presidente, Maria Silvia Marques, respondeu: “Não posso ajudá-lo. Esses R$ 90 milhões que você tem em caixa foi um empréstimo que demos ao Eduardo Paes. Traduzindo: Paes raspou o cofre e na verdade deixou caixa zero para Crivella. (C.N.)

Com custo anual de R$ 1,6 bilhão, Assembleia de Minas é a mais cara do Brasil

ALMG

Com 77 deputados, Minas gasta mais do que São Paulo, que tem 94

Fransciny Alves
O Tempo

Os contribuintes brasileiros devem desembolsar R$ 23,920 bilhões para arcar com os gastos dos Legislativos federal e estaduais do país – excluindo os Estados de Sergipe, Acre e Roraima – durante este ano. A quantia é R$ 613,2 milhões maior do que a prevista no ano passado. Isso é o que mostra levantamento feito pelo jornal O Tempo com base nas quantias que foram separadas nos Orçamentos de 2018 e 2019 dos governos estaduais e da União para custearem as despesas da Câmara dos Deputados, do Senado, da Câmara do Distrito Federal e de 23 Assembleias Legislativas do país.

O levantamento também mostra que a Casa Legislativa que tem o maior orçamento do Brasil, em termos absolutos, é a de Minas Gerais. De acordo com o Orçamento mineiro, sancionado na semana passada pelo governador Romeu Zema (Novo), o valor previsto para o órgão em 2019 é de R$ 1,646 bilhão

DESTINAÇÕES – Do total de R$ 1.646 bilhão, uma parcela de R$ 43,1 milhões está separada para o Fundo de Apoio Habitacional da Assembleia e mais R$ 139,2 milhões para o Instituto de Previdência do Legislativo. Mesmo se esses dois fundos fossem excluídos da conta, o orçamento da ALMG continua sendo o maior do Brasil. O restante é destinado para arcar com despesas gerais do local, como pagamento da folha de pessoal, verba indenizatória e manutenção.

O montante representa 1,6% do total das receitas do Estado previstas para este ano, que são de R$ 100,300 bilhões. Isso num cenário em que o pagamento do salário de servidores estaduais está sendo feito de forma escalonada desde fevereiro de 2016, e num momento em que a administração não está repassando verbas constitucionais para as prefeituras, como ICMS e IPVA. Além disso, o déficit fiscal mineiro neste ano está estimado em R$ 11,443 bilhões.

COMPARAÇÕES – Com o valor total previsto para ALMG em 2019 seria possível construir três presídios semelhantes ao de Ribeirão das Neves, na região metropolitana, que foi feito por meio de Parceria Público-Privada (PPP). A cadeia, cujo investimento chegou a ordem de R$ 480 milhões, tem capacidade para 2.016 presos.

A quantia destinada para arcar com o Legislativo mineiro também seria suficiente para construir quase seis hospitais como o metropolitano do Barreiro, em Belo Horizonte. Ele custou R$ 285 milhões.

Outro fator que surpreende é o de que a Assembleia de Minas é mais onerosa do que a de São Paulo, por exemplo, que tem 94 parlamentares, ante 77 deputados estaduais mineiros. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de São Paulo prevê R$ 1,316 bilhão para a Casa, num universo em que a receita estimada é de R$ 231,161 bilhões.

AMAPÁ GASTANDO – Em termos numéricos, a quantia destinada para a Assembleia do Amapá, de R$ 177,9 milhões, é a menor do país. Apesar disso, como o Orçamento daquele Estado é baixo (R$ 5,930 bilhões), essa é justamente a Casa Legislativa que mais impacta percentualmente nas contas do contribuinte de uma unidade da federação.

A reportagem não conseguiu os dados de Orçamentos de Sergipe, na região do Nordeste, e dos Estados do Acre e de Roraima, no Norte. Além dos documentos não constarem nos portais da Transparência e nos Diários Oficiais do governo estadual e do Legislativo, como é previsto por lei, as assessorias dos Poderes não responderam aos questionamentos enviados pela reportagem de O TEMPO.

No âmbito federal, a União estima que as receitas em 2019 vão chegar à cifra de R$ 3,382 trilhões. Desse total, a lei orçamentária estipula que a Câmara dos Deputados fique com R$ 6,311 bilhões, enquanto o Senado deve receber R$ 4,501 bilhões. O número de representantes nessas Casas é de 513 e 81, respectivamente.

Orçamentos feitos pelos Executivos estaduais levam em conta a previsão de receita e de despesa para o ano. Por isso, o Legislativo pode utilizar um valor menor ou maior do que o estimado.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
No Brasil, a verdade é que os servidores públicos se tornaram uma nomenclatura ou casta privilegiada. O resultado é que os governos dos três níveis – federal, estadual e municipal – não estão aguentando mais tantos gastos e as prefeituras já ganharam uma lei que lhes permite burlar a Lei de Responsabilidade Fiscal. E nada mudará, por causa do “direito adquirido” que o Supremo adora garantir, mesmo que seja amoral ou até imoral. (C.N.)

Equipe de Paulo Guedes negocia a inclusão de militar na reforma da Previdência

Resultado de imagem para aposentadoria de militar charges

Charge do Henfil (Arquivo Google)

Marcello Corrêa, Martha Beck e Gabriela Valente
O Globo

A equipe econômica do ministro Paulo Guedes negocia com os militares sua inclusão na proposta de reforma da Previdência. A categoria havia ficado de fora do projeto elaborado durante o governo Michel Temer e, inicialmente, também seria poupada em uma primeira versão do texto a ser apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro. O cenário pode mudar, no entanto, com a avaliação de que os integrantes das Forças Armadas devam entrar na proposta para “dar o exemplo” de que todos devem contribuir para o reequilíbrio das contas públicas.

O sistema previdenciário dos militares é o que mais depende de repasses do governo, proporcionalmente. Segundo dados do Tesouro Nacional, todo mês, o governo precisa sacar de seus cofres uma quantia para bancar o desequilíbrio existente no sistema de aposentadorias dos servidores públicos civis, militares e do INSS. Mas as Forças Armadas são as que mais precisam de ajuda.

ALTO CUSTO – Os números, compilados a pedido de O Globo pelo economista Pedro Fernando Nery, consultor do Senado, mostram que 92% do custo com o pagamento de pensões a militares da reserva, reformados e dependentes são bancados pelo Tesouro. No regime dos servidores civis, esse peso é de 49% e no INSS a proporção é de 31%.

No ano passado, o déficit total ficou estimado em R$ 43,9 bilhões, um crescimento de 12,8% em relação a 2017. A dependência dos cofres públicos ocorre principalmente porque a contribuição dos militares para o sistema é pequena: a categoria para de trabalhar cedo, por volta dos 50 anos. A alíquota sobre o soldo, válida para ativos e inativos, é de 7,5%, destinada ao pagamento de pensões. Além disso, não há idade mínima, apenas a exigência de 30 anos de serviço para dar entrada no benefício.

Os militares defendem que o serviço tem especificidades que exigem regras diferentes, como disponibilidade total e ausência de horas extras.

TAFNER APOIA – Um dos especialistas que participaram da proposta de reforma que está sendo usada como base pela equipe de Bolsonaro, Paulo Tafner afirma que fazer normas específicas para os militares não é privilegiar a categoria. Repetiu uma frase que tem usado para defender essa parte da sua proposta:

– Se a gente tiver soldado velho, a gente perde a guerra no primeiro dia. Se eu fosse pegar em armas, primeiro, teria de colocar meus óculos antes e morreria antes de atirar – brincou.

Segundo fontes, os militares do governo têm uma proposta pronta, que ainda precisa ser validada com o comando das Forças Armadas. O desenho está sendo discutido com o time do ministro da Economia, Paulo Guedes, que defende que há espaço para avançar mais. Não há decisão tomada ainda, no entanto.

PROPOSTA MILITAR – Em novembro, logo após o resultado das eleições, os militares apresentaram a Bolsonaro uma proposta de reforma. O texto previa a criação de uma idade mínima de 55 anos, aumento do tempo de contribuição de 30 para 35 anos e a previsão de que a contribuição sobre o soldo fosse paga por cabos, soldados, alunos das escolas de formação militar e pensionistas — hoje isentos. Em troca, pediram ao presidente reajuste dos salários dos generais de mais alta patente.

 

A falta de coordenação do governo ao falar publicamente sobre a reforma da Previdência acabou atrapalhando o trabalho da equipe econômica para fechar o texto que será encaminhado ao Congresso.

CONFUSÃO – Segundo interlocutores do Ministério da Economia, o primeiro problema surgiu com a entrevista de Bolsonaro ao SBT, na qual ele disse, sem mais detalhes, que a reforma elevaria a idade mínima de aposentadoria para 62 anos no caso dos homens e para 57 anos no caso das mulheres.

Os técnicos passaram os dias seguintes tentando entender o que havia ocorrido, pois a idade mínima da reforma seria de 65 anos. As idades de 62 e 57 anos estavam previstas, mas apenas para servidores públicos e como um degrau inicial do processo de reforma.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O espírito de corpo dos militares é patético e inadmissível. Querem manter os privilégios no peito e na marra, valendo-se do fato de o presidente também ser oriundo das Forças Armadas. E o almirante Francisco Barroso dizia que o Brasil espera que cada um cumpra o seu dever… (C.N.)

Ministro Marcos Pontes retruca Damares: ‘Não se deve misturar ciência com religião”

Marcos Pontes, ministro de Ciência e Tecnologia, quer mais recursos para a área

Repórter da rádio CNN deixou o ministro numa saia justa

Deu em O Tempo
(Estadão Conteúdo)

O ministro de Ciência e Tecnologia Marcos Pontes rebateu, nesta quinta-feira (dia 10) declarações da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves. Em vídeo divulgado nesta quarta-feira, dia 9, a ministra e pastora disse que a igreja evangélica perdeu espaço na História ao “deixar” a Teoria da Evolução entrar nas escolas sem ser questionada.

“Ela deve ter falado isso em algum tipo de contexto que eu não sei exatamente”, disse Pontes, em entrevista à rádio CBN. “Mas, do ponto de vista da ciência, são muitas décadas de estudo para formar a teoria da evolução desde o início. Ou seja, não se deve misturar ciência com religião”, disse o ministro.

PERDEU ESPAÇO – No vídeo, sem data de identificação, Damares fala: “A Igreja Evangélica perdeu espaço na História. Nós perdemos o espaço na ciência quando nós deixamos a teoria da evolução entrar nas escolas, quando nós não questionamos. E aí os cientistas tomaram conta dessa área.”

Em nota enviada à TV Globo, o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos informa que a declaração “ocorreu no contexto de uma exposição teológica e não tem qualquer relação com as políticas públicas que serão fomentadas por este ministério. Não há relação entre a atuação da titular desta pasta como líder religiosa e suas funções como gestora pública.”

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Até as paredes do Palácio do Planalto já sabem que Damares Alves não vai dar certo como ministra. Ela não tem o perfil do cargo. É inútil insistir, porque só provoca desgastes desnecessários. Ministro é igual a juiz de futebol, não pode aparecer muito nem subir no pé da goiabeira, digamos assim. (C.N.)

PSB desiste de apoiar Rodrigo Maia e pode disputar a presidência da Câmara

Resultado de imagem para rodrigo maia

Rodrigo Maia já está praticamente confirmado na Câmara

José Carlos Werneck

Reportagem de Camila Turtelli e Mariana Haubert, do Estadão, revela que o PSB decidiu se opor à candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara. Deputados do PSB se reuniram nesta quinta-feira, dia 10, em Brasília e, em uma votação consultiva, indicaram por ampla maioria que o partido não apoiará Maia à reeleição.

Participaram da reunião 22 parlamentares e, segundo apurou o Estadão/Broadcast, apenas um deputado mostrou interesse pelo apoio a Maia. A sigla agora espera uma posição do PDT e do PCdoB – os três partidos integram um bloco parlamentar –, para tomar uma decisão conjunta sobre quem será o candidato do grupo.

SEM O PT – Aliados históricos do PT, os três partidos pretendem, desta vez, tomar uma decisão sem influência dos petistas, donos da futura maior bancada da Câmara Federal. O deputado Tadeu Alencar, de Pernambuco, líder do PSB, declarou que pretende definir com o PDT e o PCdoB, partidos com quem o PSB costura um bloco de oposição na Câmara, quem irão apoiar na eleição da Mesa Diretora da Câmara.

Até lá, ele disse, os três partidos vão se reunir internamente com as suas bancadas para decidir que caminho a ser seguido, depois das declarações da presidente do PT, Gleisi Hoffmann, recém-eleita deputada pelo Paraná, de que o atual presidente da Câmara não terá os votos dos petistas, em razão de ter fechado um acordo com o PSL de Jair Bolsonaro, dono da segunda maior bancada da Casa a partir de fevereiro.

Alguns petistas defendiam um apoio a Maia, mas recuaram depois que ele costurou esse acordo com o PSL, oferecendo cargos na Mesa Diretora e a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a mais prestigiada e disputada da Câmara.

APOIO DE PESO – Rodrigo Maia tem feito movimentações importantes para permanecer no cargo e 12 partidos já oficializaram apoio a sua candidatura: PSL (52 deputados eleitos), PSD (34), PR (33), PRB (30), PSDB (29), DEM (29), SD (13), Pode (11), PPS (8), PROS (8), PSC (8) e Avante (7). Esses 12 partidos totalizam 262 deputados, porém não há garantia de que todos eles seguirão à orientação partidária, porque o voto é secreto.

Dentre os deputados que também têm se movimentado estão o atual primeiro-vice-presidente Fábio Ramalho, do MDB mineiro, e Alceu Moreira, do MDB gaúcho, além do recém-eleito Kim Kataguiri, do DEM paulista. Sem contar apoio de seu próprio partido, o PR, que estará com de Maia, o deputado Capitão Augusto, de São Paulo, deverá concorrer em candidatura avulsa. E o deputado  Marcelo Freixo, do PSOL do Rio de Janeiro, também já se colocou na disputa.

Mas um veterano jornalista, que acompanha as eleições desde os tempos de Ranieri Mazzili, afirmou, em um jantar na noite de ontem, que “Rodrigo Maia será o escolhido”.