Chefes militares deviam se envergonhar de defender privilégios na Previdência

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Charge do Alpino (Yahoo Brasil)

Carlos Newton

A gente não pode elogiar. Foi só escrever aqui na “Tribuna da Internet” que o general Fernando Azevedo e Silva era um dos destaques positivos do governo Bolsonaro que o ministro da Defesa pôs logo tudo a perder, ao defender os privilégios dos militares na reforma da Previdência.

“PROTEÇÃO SOCIAL” – Disse o ministro, diante do presidente da República e da nata das Forças Armadas, que os militares têm “sistema de proteção social” e não um regime previdenciário, devido “às peculiaridades da nossa profissão, que as diferenciam das demais, fundamentando a necessidade de um regime diferenciado, visando assegurar o adequado amparo social aos militares das forças armadas e seus dependentes”.

Meu Deus, aonde estão os militares de verdade, aqueles que colocavam a pátria acima de tudo? Hoje os militares parecem curvados ao Deus Dinheiro, de olho no contracheque e na aposentadoria, que eles chamam de reserva, como se fossem entrar em campo a qualquer momento.

“PROTEÇÃO SOCIAL” – Na cerimônia desta quarta-feira, após assumir a função, o novo comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, disse concordar com a posição do Ministério da Defesa sobre um regime diferenciado para militares.

“A posição da Marinha é a posição do ministério da Defesa. Não temos previdência, nós temos um sistema de proteção social dos militares. É impróprio mencionar a palavra previdência do ponto de vista técnico”, disse Ilques.

Quer dizer que inventaram o neologismo “proteção social”, para tirar os militares da reforma da Previdência, embora sejam justamente eles os que mais consomem recursos do INSS?

JUSTIFICATIVA – O mais inacreditável foi a justificativa que o novo comandante da Marinha encontrou “para a diferenciação”, ao ressaltar como especificidades da carreira “a prontidão” e a boa saúde física.

Ora, se os militares merecem “proteção social”, o que dizer dos policiais civis e militares, dos bombeiros e dos agentes penitenciários que morrem a serviço da população? E as equipes médicas que lidam com todo tipo de doença transmissível? E os mergulhadores, recordistas mundiais que arriscam a vida nos campos da Petrobras e nem são empregados da estatal, recebem baixos salários como “terceirizados”?

Se os militares ocasionalmente fazem “prontidão”, esses outros heróis anônimos brasileiros – entre tantas profissões de risco – marcam presença 24 horas por dia, 365 dias ao ano, para servir ao povo.

PLÁCIDO E ALVIM – O Brasil tem muitos heróis esquecidos. Tenho veneração por dois deles: o major Plácido de Castro e o médico Álvaro Alvim. O ex-oficial liderou aos 27 anos  a revolução dos seringueiros que conquistaram o Acre para o Brasil, derrotando sozinhos o Exército e a Marinha da Bolívia, porque o governo brasileiro era contra a revolta e os militares não podiam apoiá-los.

Se Plácido de Castro não tivesse agido contra os interesses dos Estados Unidos e do Reino Unido, que haviam arrendado o Acre através do Bolivian Sindicate, possivelmente a Amazônia seria hoje anglo-americana. Mas quem se interessa?

Quanto ao dr. Álvaro Alvim, foi o grande médico que introduziu o Raio-X no Brasil e teve amputadas as duas mãos, de tanto tirar radiografias dos pacientes para salvar-lhes as vidas.

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P.S.
Lembrando heróis como Plácido de Castro e Álvaro Alvim, fico com a ligeira impressão de que já não se fazem mais brasileiros como antigamente. Que as almas deles nos iluminem e nos deem capacidade de aturar os brasileiros de agora. (C.N.)

17 thoughts on “Chefes militares deviam se envergonhar de defender privilégios na Previdência

  1. Bom dia, a grande verdade é TODOS os servidores públicos, civis ou militares têm regalias nos seus sistemas de aposentadorias e isso tem que acabar. Não cabe mais hoje em dia. Nunca deveria ter existido. Os brasileiros comuns só se aposentam pela idade e continuam trabalhando para complementar a renda. Estive em um evento (aniversário de 93 anos de um comerciante) e sentei ao lado de um ex militar, coronel da reserva que me relatou estar iniciando sua terceira profissão aos 80 anos. Muito feliz, disposto e ansioso para começar a trabalhar. Disse que saiu do exército aos 47 anos (foi para a reserva), montou então uma construtora onde foi muito bem sucedido e começaria aos 80 anos a advogar pois havia se formado e estava terminando a especialização em Direito Comercial. Empolgadíssimo. O aniversariante por sua vez trabalha diariamente com mais de 90 anos e chega todos os dias a sua loja na W3 Sul dirigindo seu LTD landau azul marinho. A expectativa de vida só aumentava o brasileiro querendo se encostar aos 50 anos , NÃO DÁ! Joesley Batista fez um desserviço so Brasil pois ao gravar o Temer impossibilitou a reforma da previdência. Uma delas pois teremos que nos ajustar a cada aumento da expectativa de vida. Milhares de servidores públicos se aposentaram aos 50 anos após aquela gravação. Eu mesmo conheço varios. Aposentadoria não é projeto de vida e sim projeto de morte mas tem gente que não entende. Na Europa por exemplo tudo que milhões de pessoas querem é apenas um emprego e aqui o pessoal (não todos evidentemente) querendo se encostar no auge da vida produtiva. Vai entender!

  2. Concordo com o Carlos Newton de que é um absurdo os militares quererem ficar fora da reforma da Previdência. Os militares continuam se aposentado muito cedo e com o salário integral. A grande maioria dos brasileiros se aposenta com esse salarinho do INSS.
    Soube que o caso de filha de militar continuar recebendo pensão mesmo após completar 21 anos de idade já não existe mais. Conheço alguns casos de filhas de militar que não oficializaram o casamento no civil para continuar recebendo pensão. Conheço um Capitão de Mar e Guerra, médico, que se aposentou com 48 anos de idade. Isso foi há pouco tempo.
    Vou colocar aqui parte de uma entrevista com o Coronel Péricles Cunha, engenheiro, concedida ao Jornal do Brasil em 1991, em que aborda o problema da aposentadoria dos militares, dentre outras questões relativas às Forças Armadas.
    Ele fala da continuidade do pagamento de pensão às filhas de militares, mesmo após completar 21 anos, o que de fato já não mais existe.
    “ENTREVISTA CONCEDIDA PELO CORONEL DA RESERVA PÉRICLES CUNHA AO JORNAL DO BRASIL, PUBLICADA EM 21/04/1991, (1º CADERNO).

    O coronel da reserva Péricles Cunha nunca se moldou ao perfil clássico de um militar de carreira. Gaúcho, engenheiro eletrônico, dono há 15 anos da Teledata, uma empresa de consultoria do ramo de telecomunicações, Cunha deixou o Exército em 1986 e desde então se transformou numa voz distoante da caserna. Há tres anos, por exemplo, ele publicou um artigo no jornal O Estado de São Paulo em que bateu duro no fisiologismo que grassava na Constituinte, na época da definição do mandato do presidente José Sarney. Na ocasião, Cunha acabou sendo condenado a cumprir 15 dias de prisão por ter falado demais. No momento em que o Congresso Nacional analisa a Lei Complementar sobre Organização, Preparo e Emprego das Forças Armadas, o arcabouço legal que definirá o papel a ser dispensado aos militares no Brasil, Cunha volta à carga. “ Este é o momento de um amplo debate pela sociedade civil, pois as Forças Armadas precisam combater o verdadeiro inimigo do país, que é subdesenvolvimento, a fome e a miséria dos brasileiros”, recomenda cunha . O coronel reformado não é sensível às queixas dos setores militares com relação aos baixos salários da categoria. “ Os militares não fazem nada nos quartéis, se aposentam muito cedo e não dão nenhum retorno à sociedade”, critica. Ele também bate de frente com outros hábitos arraigados no pensamento dos quartéis. “É preciso quebrar o tabu de não se falar sobre as Forças Armadas, o temor das intervenções militares e este distanciamento entre civis e militares, porque muito pior é os militares viverem isolados em suas unidades, como se fossem feras”, diz Péricles cunha. Ex-professor de eletromagnética da PUC gaúcha, ex-professor do Colégio Militar de Porto Alegre e ex-diretor do Centro de Processamento de Dados do Sul, Cunha, 49 anos, tres filhos, tem o dia-a-dia típico de um empresário bem-sucedido e, na semana passada, recebeu o JORNAL DO BRASIL na sede de sua empresa, onde concedeu a seguinte entrevista:

    José Michell

    As Forças Armadas no Brasil precisam redefinir a sua função?

    Há uma clara crise de identidade entre os militares que não têm um papel definido nem missão estratégica realista, talvez desde a guerra do Paraguai. Nos últimos 25 anos, desde Caminhando de Geraldo Vandré até o recente artigo de Hélio Gaspari, na revista Veja, que diz que as Forças Armadas não servem para nada, nada foi feito para que o Exército ajustasse seu papel aos problemas brasileiros. Nenhum país do mundo pode prescindir de ter Forças Armadas, mas você pergunte a qualquer militar o que ele fez no período da ativa, o que fez pelo país? Nada. Não vale dizer que participou de manobras, mas sim o que fez pelo país. E com a gloriosa exceção dos batalhões de engenharia, que abrem estradas e constroem pontes em áreas difíceis e distantes, o que mais fazem os militares pelo Brasil? Nada. O Exército nunca teve um papel que justificasse o retorno à sociedade de tudo que recebe.

    Mas existem funções constitucionais das Forças Armadas, como a garantia da soberania nacional e defesa da ordem interna quando convocadas por um dos três poderes, não são suficientes?

    O fato é que os militares não estão preparados para nenhuma destas missões, não temos para atuar na defesa da soberania nacional e do nosso território nem na ordem interna. Como mostraram os casos de Volta Redonda, quando se usou tanques em vez de se contornar um problema social, e o recente episódio no Rio Traíra, na fronteira com a Colômbia, quando uma patrulha do Exército brasileiro foi atacada e quase dizimada. E as autoridades disseram que a patrulha teve sorte por ter o ataque ocorrido pouco antes de ser substituída, senão demoraria um mês para o fato ser descoberto, o que é um absurdo. No governo Geisel, durante as discussões sobre Itaipú, que a paranóia de militares argentinos temiam viesse inundar aquele país, o presidente Geisel mandou o Estado-Maior das Forças Armadas fazer um estudo sobre as condições de defesa do Brasil numa hipótese de guerra com a Argentina e o Peru do general Alvarado. O estudo mostrou que a Força Aérea Brasileira não resistiria mais de 20 minutos até ser dizimada. E como se falar em soberania nacional se não se tem condições de defender os 10 mil quilômetros de fronteira seca e os 8 mil quilômetros da costa? Por outro lado, que soberania é essa enquanto milhões de crianças morrem de fome todos os dias? Se a violência está disseminada e a miséria está em tal nível que ameaça transformar este país num caos social?

    Mas o que fazem os militares nos quartéis?

    Há uma alienação total em relação aos problemas brasileiros. As elites militares estão alienadas da tropa. Quando eu era professor no colégio militar, o melhor aluno, de 18 anos, me explicou porque iria para a Academia Militar seguir carreira. Disse que iria chegar rapidamente a general, dentro de trinta anos iria para a reserva e depois iria para uma estatal. É a constatação do que acontece no Exército. A média é o militar entrar aos 18 anos e ir para a reserva com uns 45, 46 anos, em pleno apogeu físico e intelectual. Um erro absurdo que a nação paga. Agora se fala muito em baixos salários entre os militares. Mas para isto é preciso mudar os argumentos. A sociedade vai se perguntar: Para que dar mais dinheiro aos militares? Qual o retorno à sociedade?

    E a parte do Exército não vinculada a essa Força de Paz?

    Haveria uma central de guerra – uns 50 a 70 mil dos 200 mil militares do Exército, por exemplo – altamente profissionalizada, de grande capacidade de deslocamento, com apoio tecnológico de equipamentos sofisticados, pronta para atender qualquer emergência. Enfim, o Exército dos sonhos dos nossos militares, ao mesmo tempo em que a maioria ficaria no combate à miséria.

    O senhor deseja a integração dos militares e civis?

    É claro. O importante para todos é a qualidade de vida, para nós e para as futuras gerações. E isto não será possível se não houver um combate à miséria, que é tão grande, antes que o terceiro milênio chegue e atropele o Brasil que vive situações de miséria do século XIX. Para esta integração precisamos de argumentos convincentes. E o Exército poderia dar o exemplo, resolvendo este gravíssimo problema das aposentadorias por tempo de serviço. No Exército um militar vai para a reserva com 45, 46 anos de idade, o que é um absurdo por poder contribuir com o país. Então, se estabeleceria a aposentadoria por idade aos 55 anos. Mas teria que haver uma adequação no quadro de carreira, voltando os comandantes de tropa que não faziam o curso de Estado Maior. Outro ponto que necessita ser modificado é o das pensionistas.

    O que deveria mudar?

    É extremamente injusto pagar apenas 1/3 para a viúva, quando as despesas continuam as mesmas. A pensão deveria ser integral. Mas a pensão só poderia ser dada à viúva até morrer e aos filhos até que estes alcancem a maioridade. E não ser quase indefinidamente como agora. Meu caso, entre milhares de outros, é exemplar. Servi 28 anos no Exército e tenho uma filha que pela constituição familiar poderia viver até 90 anos, até o ano 2078. Descontando-se os nove anos de cursos, fiquei à disposição do Exército para trabalhar durante 18 anos e eu e minha família, incluindo até o fim da vida da minha filha, vamos receber por 120 anos. Não há orçamento que agüente isto.

    Quem definirá este novo papel das Forças Armadas?

    Será a sociedade e não os militares sozinhos. É preciso um debate nacional de entidades e pessoas. E o presidente Collor tem uma oportunidade histórica de ajudar a fazer esta reforma das Forças Armadas.”

  3. É inacreditável como o ser humano é egoísta e ganancioso.Essa conversa dos militares no Brasil,eu ouço à muito tempo.No mundo os militares só tem regalias nos Países que realmente vão à guerras.Aqui desde o tempo do Brasil Império,que eu tenha conhecimento,nunca houve uma guerrinha sequer.Por isso,acho que os militares teem que fazer a sua parte em favor do Brasil amado.

    • Meu Deus! Quanto mais leio aqui, mais assombração. Isto é coisa de comunista, informação mentirosa para enganar as pessoas. Posto acima já acabou desde FHC, se informe e pára de colocar fake news.

  4. Assim não dá, assim não pode. Os militares tem que serem depenados, vamos tirar 50% dos vencimentos. FHC fez pouco, tem que deixar na miséria. Onde já se viu: cheia de regalias como ficar 24 horas em alertas, sem horas extra, sem FGTS, mudando de cidade em cidade como cigano e ainda querem mamata de manter salário. Assim não dá, assim não pode. Esse ranço com os militares mostra o caráter do comunista. Pegar opinião sobre a carreira de um engenheiro eletrônico é o cúmulo. Só mesmo um comunista.

  5. O Brasil é um país diferente dos demais.

    Certamente o único no mundo onde o povo admite ser rebaixado, humilhado e desprezado!

    Aceita pacificamente que existam privilégios para quem não precisa, e admite resignadamente que seja submetido a maus tratos, desprezo e indiferença pelas autoridades, mesmo pagando salários milionários e concedendo benefícios, mordomias, regalias e penduricalhos os mais exóticos e variados para essas categorias.

    Ora, evidentemente que tais concessões populares não só são bem aceitas quanto permitem que mais privilégios sejam requeridos, além de concordar que certos tipos de profissionais sejam intocáveis, como se os seus membros não fossem seres humanos, mas anjos caídos do céu!

    Claro que me refiro aos militares que, se alegam colocar as suas vidas em risco pela Pátria, a escolha foi pessoal, a opção foi daquele que se achou com vocação para usar farda e servir ao país.

    Hoje, com esta crise sem precedentes, a procura pelo serviço público é pela segurança, salários em dia, reajustes, assistência médica e odontológica, aposentadoria especial (refiro-me ao serviço público federal).
    Deixou-se de lado a vocação, o talento, para se conseguir viver com mais tranquilidade, mesmo sendo um profissional medíocre.

    Pois diante dessa clausura dos militares das FFAA desde o fim da ditadura, onde se isolou do país, percebe-se nitidamente o quanto os comandantes das Três Armas perderam em conhecimentos, em cultura, na dificuldade de se expressar, de se comunicar, de visão sobre os acontecimentos nacionais e internacionais.

    Justamente onde as FFAA deveriam abrir os quartéis para que suas salas fechadas metade dos dias fossem usadas como escolas, ambulatórios médicos, por exemplo, o Exército se retrancou, se fechou em copas, deixando o povo ao Deus dará, que se virasse!

    E continua cada vez mais querendo que esta diferença abismal de tratamento aumente, requerendo mais privilégios, salários melhores, aposentadorias intocáveis, e nada, absolutamente nada, em se preocupar com a situação dramática do povo, assim como o Legislativo e Judiciário!

    Mas, o problema brasileiro atual, que move céus e terras, diz respeito à Previdência Social, a salvação da lavoura, para idiotas e imbecis!!!

    Os proventos nababescos e toda a cauda enorme que arrasta em benefício dos membros dos Três Poderes ocasiona, na proporção inversa, a miséria e a pobreza de sua excelência, o cidadão brasileiro, classificado como de segunda e terceira classes, cujas obrigações são de obedecer e outorgar poderes, tentar sobreviver, e arcar com as despesas concernentes ao modo de vida milionário das castas atuais!

    Não vai dar certo, e esta discriminação já aponta no horizonte em forma de violência incontrolável, que sequer o Exército dá conta, e cito os exemplos do Rio de Janeiro e Ceará!!!

    Quanto mais pobre e miserável o povo for condenado, para que os militares, parlamentares e magistrados ganhem mais ainda, a violência aumentará, a revolta crescerá, pois se é injusto e criminoso aniquilar com a vida de uma pessoa honesta e trabalhadora por ladrões e traficantes, MUITO MAIS GRAVE é o governo matando a sua população através da negligência, e somente se preocupando com os poderosos ou aqueles muito bem representados junto aos poderes instituídos!

    Eu até arriscaria uma previsão:
    Mais uns dois ou três anos, e a América do Sul será palco de uma revolução sem precedentes e única no mundo!
    Não mais os militares assumindo o poder à base da violência, mas o povo se revoltando contra os absurdos, desmandos e descalabros quanto aos privilégios concedidos aos poderes, onde se reunirão como uma tropa unida os venezuelanos, brasileiros, argentinos, peruanos, bolivianos, paraguaios, que não aceitarão mais tantas discriminações e injustiças, e partirão para a vingança!!!!

    Se não sabem, antecipo por que ainda ela não ocorreu, esta revolta:
    Falta um líder, um nome que os agregue, uma pessoa que arriscaria a sua própria vida!!!

    Boulos, Stédile, Lula, Haddad, Ciro, Maduro, Morales … bando de merdas, covardes, que só pensam na política para uso próprio e roubar, corromper-se, que fogem até das bombinhas de São João.

    Refiro-me a um homem valente, destemido, HONESTO, sem rabo preso com partido algum, e que não suporta mais as injustiças que o povo sofre, enquanto outros vivem como reis!

    Não aguento mais esta discussão sobre a Previdência, e este silêncio obsequioso com relação aos nababos brasileiros!!!!

    A nós, aumento no tempo para a aposentadoria, e valores salariais menores ainda;
    Para militares, parlamentares, magistrados, 25 anos de “trabalho”, e salários mantidos iguais enquanto na ativa.

    Não tem mais graça ser brasileiro, a menos que esta pessoa goste de sofrer, um masoquista, que enaltece o sadismo, a crueldade, a bestialidade para ela mesma!

    Eu, fora!
    E até me vejo participando dessa nova “coluna” internacional em busca de justiça, e atazanando a vida dos potentados, que admitem poder viver impunemente as delícias dos extremos!!!!

    Haverá surpresas!!!!

  6. Caro Antônio, quem colocou parte da entrevista do Coronel Engenheiro Péricles Cunha fui eu. Quero lhe dizer que sou anticomunista, CONSERVADOR de primeira linha, patriota, nacionalista. Os militares são de grande importância para a nação. Ninguém acha que se deva tirar nada dos militares, exceto privilégios exagerados.Você disse que militar não tem FGTS. Eles têm a garantia de aposentadoria pelo valor integral do salário e praticamente sem risco de demissão. Os militares sempre estão querendo fazer comparações com funcionários do Legislativo e do Judiciário, para fazer seus pleitos por melhoria salarial. De fato se verificarmos os salários e regalias / privilégios de funcionários dos Poderes Legislativo e Judiciário, especialmente no Senado Federal, Câmara dos Deputados e os de níveis mais elevados do Judiciário, vê-se que é mesmo uma excrescência absurda. Vimos, há pouco, aquele aumento de salário de 16,0% para os ministros do STF, que ensejará aumentos em cascata para a maioria desse Poder da República. Sabe-se que além de altíssimos salários eles são cheios de privilégios. O Coronel Péricles Cunha é um homem inteligente, não corporativista e de grande visão. No início da década de 90 ele escreveu um livro com o título: Os Militares e a Guerra Social. Ele viu o que iria ocorrer no país se não se desse todo apoio às classes menos favorecidas da população para que pudessem ter vida digna e esperança de futuro melhor. Propôs que as Forças Armadas tivessem participação nesse apoio, que é o que ele apresentou nesse livro.
    É preciso que se deixe de ser corporativista, abdicando de privilégios exagerados e se pense mais na nossa sofrida nação, que clama por justiça social.

    • Milton boa tarde! Primeiramente eu fico com um pé atrás quando alguém traz uma informação falsa para denegrir a imagem dos militares: soldo acima quando vai para a reserva já acabou desde FHC. Eu não sou militar, tenho muitos amigos que são por isso o conhecimento de seus problemas. Um Oficial engenheiro tem a vida muito diferente de um Oficial vindo da Escola Militar, portanto, não tem condições nenhuma de opinar sobre a carreira. Normalmente, engenheiros e médicos tem um escritório ou consultório que complementa o salário, a vida na caserna acaba sendo um bico. Militar não está fazendo comparação com Legislativo e Judiciário, o que vai acontecer é o que sempre acontece, os militares vão pagar a conta e o Judiciário e Legislativo não vão ser incomodados. Sempre o militar paga a conta. Desculpe, mas continuo com a mesma impressão sobre o seu viés e só tome cuidado com o nacionalismo exacerbado que pode lhe cegar os olhos para o novo mundo globalizado que vivemos. Abraços

  7. Vamos cair na realidade gente?
    Olha, eu fico pensando … Me expliquem como ficariam os Marinheiros embarcados, por exemplo, no meio do Oceano? Trocariam as equipes a cada 8 horas através de helicópteros? Quem sabe lhes pagariam as horas extras a 100%? Um marinheiro, por exemplo, costuma ficar 30 dias em alto-mar, e aí?
    E tem mais, o mesmo se aplica a Aeronáutica que teria que pagar hotéis de transito para sua equipe a cada 8 horas trabalhadas.
    E o Exército no meio da selva só trocando a turma e trazendo com aeronaves. Pensaram nas greves a que terão direito?
    Quem vai bancar então … nós otários?
    Será que a população vai assumir esse custo, quanto ao Militar tudo bem seus salários iram ás alturas …

  8. Prezado Carlos Newton

    Peço venia, mas você está mal informado (desinformado), pois os trabalhadores CLT descontam para o INSS 8% ( os empregadores contribuem co 12%), ao passo que os militares descontam 12% para a “seguridade”, mesmo após a transferência pata a reserva, logo descontam mais que os os trabalhadores CLT.
    Quanto ao atendimento médico, este não é “de graça”, pois os militares descontam para os respectivos Fundos de Saúde e pagam “indenização” para determinados procedimentos que demandem utilização de insumos, como filmes e reagentes.
    Se o atendimento médico é de boa qualidade, isto se deve à boa administração dos recursos destinados a essa atividade e à eficiência do setor de saúde.
    Devo ressaltar, ainda, que os militares possuíam, desde os tempos do império, o Montepio Militar, integrado por suas contribuições e por eles gerido para sua “aposentadoria” e pensão de suas dependentes (esposas e filhas solteiras).e era superavitário (diga-se bem gerido) Esse fundo foi absorvido (se não me engano nos idos do presidente Juscelino) em troca do pagamento pelo Tesouro Nacional, e não pela “seguridade social” (atual INSS) da “aposentadoria” e pensões.
    Prezado Carlos Newton, sugiro que, como ótimo e veterano jornalista, se informe antes de emitir certas opiniões, certamente seguindo as águas dos maus e facciosos jornalistas.
    Saudações
    Adalberto Nunes Neto

  9. O Sr. Adalberto Nunes Neto ainda fala de Império. Nos estamos na República. Usar esse argumento é inútil. O Império vivia em guerras e era normal que suas famílias tivessem amparo. Depois, já na Republica, serviu de facilidade para diversos “golpes”. Muitas moças casavam só no religioso para continuarem recebendo o auxiílio. Ou divorciavam-se e continuavam a viver com o marido. Eu sou da época em que os militares iam para reserva com 25 anos de serviço. Neste momento estão imprensando o Bolsonaro que quís jogar bombas nos alojamentos por achar que ganhava pouco. Isso não é invenção. Jornais e revistas publicaram na época. E ele tem interesse em satisfazer os militares mesmo que tenha que vender até o Cristo Redentor. (Vítima de uma facada Bolsonaro vingou-se nos brasileiros mais humildes: Deu uma facada no salario mínimo tirando um naco que por menor que seja, faz falta para os pobres e quase inválidos. Ele foi eleito presidente. Mas isso é covardia.

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