Com apoio incondicional de Chávez, agora é que Dona Dilma não ganha eleição mesmo

Como dizia o genial Aparicio Torelly, o Barão de Itararé, “era só que faltava” para destruir os sonhos sucessórios de Lula. O presidente da Venezuela, coronel Hugo Chávez, acaba de declarar seu apoio incondicional, formal e descomunal à candidatura de Dona Dilma Rouseff ao Planalto-Alvorada.

E não ficou só nisso. Empolgado com a inauguração de um sistema de teleféricos construído em uma favela de Caracas pela empreiteira brasileira Odebrecht, o ditador venezuelano deitou falação e alertou que haverá uma “REORGANIZAÇÃO” DA DIREITA CONTINENTAL” para impedir a vitória da candidatura da Chefe da Casa Civil, que o presidente tenta impingir ao PT, ao PMDB e a quem mais interesse.

“Há eleições no próximo ano no Brasil. Vão fazer todo o possível, a direita, não somente a brasileira, a continental, o império norte-americano, para impedir que haja continuidade no governo progressista e de esquerda do nosso irmão, presidente Lula”, advertiu Chávez.

Na verdade, esta não é primeira vez que o ditador da Venezuela se manifesta sobre a sucessão brasileira. Só que, agora, foi mais enfático. Nos últimos meses o “presidente” venezuelano já vinha demonstrando preferência pela vitória da candidata governista ao Planalto, e desta vez afirmou taxativamente que “A COMPANHEIRA DILMA ROUSSEFF SERÁ A PRÓXIMA PRESIDENTE”, ao elogiá-la como “líder da esquerda brasileira”. E sentenciou: “O povo brasileiro não se deixará manipular para frear as mudanças que o Lula impulsou”.

Um “deputado baiano” que não passa de um ditador

Chávez é, no mau sentido, uma espécie de “deputado baiano”, o famoso personagem criado e interpretado pelo humorista Mario Tupiínambá na televisão: não pode ver um  microfone que começa a falar tudo quanto é bobagem que lhe vem à cabeça. Assim, aproveitou a ocasião para analisar (?) a recente eleição chilena, que teve como vitorioso o candidato conservador Sebastián Piñera.

O governante (?) venezuelano disse que no continente “continuam tentando a restauração do projeto neoliberal, que é o que está por trás desses governos de direita”.

Chávez está furioso. porque Piñera, logo depois de ter sido eleito, afirmou ter “profundas diferenças” com a forma como “se concebe e se pratica a democracia e o modelo de desenvolvimento econômico” na Venezuela.

“Espero que o senhor Piñera não pretenda converter o Chile em outra plataforma de ataque contra a Venezuela”, ameaçou Chávez, acrescentando: “Faço um chamado a que não se meta conosco, que se dedique a governar o Chile e faça o que tem que fazer.”

No embalo das críticas ao presidente eleito do Chile, Chávez então desafiou seus opositores a convocarem um plebiscito para retirá-lo do governo da Venezuela, cuja Constituição prevê a possibilidade de se realizar um referendo para destituir o presidente na metade de seu mandato.

Aliás, esses plebiscitos tem sido a maneira “democrática”, que o ditador venezuelano utiliza para permanecer eternamente no poder, depois de ter tentado usurpá-lo por meio de um fracassado golpe de estado, quando ainda era militar (coronel).

Foi assim que Chávez conseguiu sucessivas reeeleições e já está há 11 anos no poder. Como todo tirano, não governa para o povo, mas exclusivamente para si. Sua interminável administração é um fracasso, um verdadeiro desgoverno, e Chávez vem recebendo ataques da oposição devido à crise de abastecimento de água e energia, que levou o “governo” a decretar racionamento em todo o país. Pateticamente, pede que cada venezuelano não demore mais de 3 minutos no chuveiro.

Como dizia a velha marchinha “Vagalume” de Vitor Simon e Fernando Martins, sucesso no carnaval de 1954, Caracas hoje é como o Rio de Janeiro daquela época: “De dia falta água, de noite falta luz”. E isso é fatal para qualquer governante. Chávez está só blefando, por saber que a oposição não tem número para convocar o plebiscito. Se fosse realizado o referendo, ele perderia, e feio.

* * *

PS – Para acabar de vez como qualquer possibilidade de eleição da “candidata” Dilma Rousseff, aguarda-se agora as declarações de apoio do presidente boliviano Evo “Cocalero” Morales, do terrorista italiano Cesare Batistti, e de outro amigo de Lula, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, aquele que vive a declarar que não houve holocausto de judeus na Segunda Guerra.

PS1 – Já ia esquecendo. Há também a possibilidade de Osama Bin Laden mandar, das profundezas de suas cavernas, um vídeo aderindo à candidatura da Chefe da Casa Civil, que pode estar aguardando, ainda, a adesão de Silvio Berlusconi, que é imbatível em matéria de mensalões e outras jogadas.

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