Com o PIB perdendo para taxa demográfica, é quase impossível economizar R$ 90 bilhões

Resultado de imagem para PIB charges

Charge do Ivan Cabral (ivancabral.com)

Pedro do Coutto

A Secretaria de Política Econômica, vinculada ao ministro Paulo Guedes, divulgou na sexta-feira a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto em 2019 na escala de 0,8%. Anteriormente a previsão, em maio, era de 1,6%. O Globo publicou sábado matéria de Renata Vieira focalizando a informação do governo. Com isso, fica extremamente difícil o governo Bolsonaro alcançar economia de 90 bilhões de reais nas despesas, uma vez que Paulo Guedes anunciou que em 10 anos no mesmo ritmo seriam economizados 900 bilhões de reais.

A população brasileira cresce à velocidade de 1,7% a/a.  Enquanto a taxa de mortalidade é de 0,7%. O índice demográfico, portanto, registra um aumento de 1%, o que significa que a cada ano nascem 2 milhões de pessoas.

RENDA PER CAPITA – Ou seja, o crescimento do PIB tem que superar a escala de 1% para não significar um retrocesso na renda per capita. Portanto, não se expandindo a economia, não se pode pensar numa redução de despesas da ordem projetada por Paulo Guedes. O crescimento do produto tem de superar o aumento populacional para que a renda per capita aumente.

No entanto, a renda per capita não exprime em si mesma a distribuição de renda nacional. O salário médio dos trabalhadores brasileiro está oscilando em torno de 1.500 a 1.700 reais. A mão de obra ativa reúne cerca de 100 milhões de pessoas, metade da população, considerando-se um desemprego de 13 milhões de trabalhadores e trabalhadoras, de acordo com os dados do IBGE.

RENDA MÉDIA – O percentual para assinalar um avanço social teria que elevar não apenas a renda per capita, mas também a renda média do mercado de trabalho do país. Quando se fala em redistribuição de renda não significa que se esteja citando uma divisão por dois entre o capital e o trabalho. Nada disso. Dividir não é apenas por dois, mas, por exemplo, poderia se dividir por 10, cabendo 9 para o capital e 1 para o trabalho.

Relativamente à questão de um maior equilíbrio entre os fatores produtivos da renda nacional, verifica-se que diversas pessoas na imprensa e nas emissoras de televisão destacam este aspecto como manifestação esquerdista, o que não é o caso, e principalmente com a inclusão do ex-presidente Lula na posição ideológica de esquerda. Se a esquerda é defender algum reformismo, na minha opinião Lula se inclui entre os conservadores.

PAPEL SUJO – Nada mais conservador do que a corrupção que Lula desencadeou no país a partir do mensalão e aterrissando no petrolão. Ele dividiu o governo distribuindo fontes de recursos financeiros à base de influências partidárias. Assim aconteceu na Petrobrás e no BNDES. O maior exemplo foram os financiamentos a juros negativos para a Odebrecht e outras empresas de obras, como a OAS, entre outras.

Nada é mais conservador do que a corrupção, tampouco não existe nada capaz de concentrar mais a renda do que o favorecimento do governo até para que empresas realizassem obras em Cuba e Angola.

Participar de corrupção é algo só possível para as classes de renda muito alta.

4 thoughts on “Com o PIB perdendo para taxa demográfica, é quase impossível economizar R$ 90 bilhões

  1. Me parece que o maldito comunismo está renegando mais um de seus filhos prediletos.
    Assim como renegou Stálin, agora quer renegar o coisa ruim de nove dedos.
    Sempre para falar mal dos conservadores.

    Bem dizia Nelson, “a admiração pelo comunismo é abjeta”.

  2. Uma solução para o nosso PIB crescer é o Mantega: com ele o PIB crescia todo início de ano! Depois sempre tinha uma desculpa para o fracasso financeiro. E mais: se o brasileiro precisasse de uma explanação abalizada bastava ouvir a Anta presidanta.

  3. Não se conserta décadas de corrupção e políticas socialistas equivocadas em um ano. O país tem que fazer ainda a Reforma Tributária para diminuir impostos para as empresas, sem o investimento das empresas não existe emprego, muito menos desenvolvimento. Ainda falta também a privatização e a venda das ações de empresas do BNDES. Falta também vender quase um trilhão de imóveis da União que foram jogados ao léu, nos últimos 30 anos, para beneficiar os imóveis dos cumpanheiros

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *