Comandante do Exército também defende militares fora da reforma da Previdência

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General Pujol reforça o boicote à reforma da Previdência

Renato Souza
Correio Braziliense

O novo comandante do Exército, Edson Pujol, que recebeu o cargo do general Eduardo Villas Bôas nesta sexta-feira (11/1), defendeu que os militares fiquem de fora da reforma da Previdência. “Olha, a nossa intenção, minha como comandante do Exército, é que nós não devemos modificar o nosso sistema (de aposentadoria). Se perguntarem a minha opinião, como comandante do Exército”, disse Pujol após a cerimônia de posse, que contou a com a presença do presidente Jair Bolsonaro e diversas outras autoridades.

O comandante justificou sua posição afirmando que “os militares sempre se sacrificaram em prol do Brasil”. Ele, no entanto, reconheceu que o país precisa passar por ajustes econômicos.

SEM DISCUSSÃO – Pujol ressaltou que, até o momento, não conversou com o presidente Bolsonaro sobre o assunto. “Se houve alguma definição nesse sentido, até agora não chegou a mim. Não houve nenhuma conversa com o presidente sobre o assunto. A Constituição prevê um regime diferenciado para os militares. Mas se houver alguma ordem nesse sentido, vamos seguir”, afirmou.

Assim, o novo comandante do Exército fortalece a postura do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo Silva, e do comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Júnior, que alegaram que os militares não têm Previdência, o que os beneficia seria um regime de “proteção social”.

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NOTA DA REDAÇÃO SOCIAL
O neologismo dos chefes militares merece tradução simultânea. “Proteção social” significa “não mexam com a previdência dos militares”, que descontam menos do que os civis e têm atendimento médico e odontológico, completo para suas famílias, tudo de graça, às custas do povo. (C.N.)

15 thoughts on “Comandante do Exército também defende militares fora da reforma da Previdência

  1. Já que os valores da contribuição deles não paga nem 10% da despesa da previdência militar (aposentadorias, pensão para filhos e mulheres, e outras gracinhas), o govêrno devia procurar outra fonte para fazer face a essas despesas. O que não pode ocorrer é colocar na conta dos trabalhadores as mordomias pagas para esses bonitões. Os trabalhadores nunca vão conseguir vencer, todo dia o governo inventa uma despesa nas costas da previdência = BPC, por exemplo, não é previdência(os beneficiarios não contribuem), aposentadoria rural não é previdência(foi criada pelos políticos para comprar votos), mas esses beneficiários nunca contribuiram. Tira esse povo que não pagou da conta da Previdência, e arruma outra fonte para eles – ou deixa de pagar – pronto.

  2. Por autossugestão, qualquer um pode-se arvorar; é tudo um questão autoconvencimento. Outra coisa é saber se as demais pessoas vão dar-lhes amém, ou se deixarem impressionar pela arrogância desses megalomaníacos. Já viram aquele halterofilista, inchado de anabolizante equino, que: ao passar por uma galera, estufa o peito, dar um olhar de soslaio, para constatar se alguém está contemplando-o? Se todos os circunstantes desprezarem-no, vale como uma fórmula para o convencido fazer uma autoavaliação, ou mesmo se sentir frustrado em suas pretensões.
    Quem é, é! Não precisa marketing forjado! Deus e o oxigênio são imprescindíveis, nem por isso, vivem-se exibindo!
    Até hoje, a única categoria que provou ser essencial, foram os caminhoneiros, embora exerçam uma atividade superveniente, se comparados aos produtores rurais (agricultores e pecuaristas). E quando estes dois decidirem grevar?
    Das duas classes supracitadas, nenhuma se impõe calcada numa expectativa de guerra, cujo primeiro tiro jamais se ouvirá.

  3. Os militares no Brasil, não se aposentam. Eles vão para a reserva remunerada. A qualquer momento, em caso de emergência, podem ser chamados.
    Por isto, eles não contribuem para a aposentadoria, pois não se aposentam.
    O desconto em folha dos militares, é para outro tipo de despesa ( salário para filhas solteiras, etc).

  4. prezado cn
    rombo na previdência é uma falácia.
    pedaladas contábeis e matemáticas.
    ainda q fosse,
    bastaria desviar o dinheiro da corrupção e tudo se resolve antes mesmo da copa américa 2019.
    simples assim.
    #auditorianaprevidênciajá

  5. a milicada reclama demais.
    ficaram 30 anos acovardados nos quartéis e deixaram o luolopetismo esculhambar a nação nos últimos 16.
    menos, comandante
    menos.
    em forma! sentido!
    marcha soldado
    cabeça de papel
    se não marchar direito
    vai de volta pro quartel
    kkk

  6. Os militares tem que entrar na reforma como qualquer outra classe. Os ônus como não poder fazer greve, estar a disposição mesmo aposentado, etc e etc que Bolsonaro sempre mencionava devem ser compensados no salário e não na aposentadoria.

  7. Quem sabe propomos o fim das forças armadas? Se eles não fazem nada, não servem para nada e não defendem o país dos ladrões comuns e nem dos políticos ladrões, para que existem?
    Podemos conseguir trabalhadores de qualquer formação e estaremos bem servidos!

    Seria importante, antes de dar-se valoração ou desvalorização das coisas, que se conhecesse dados para avaliar o que o país gasta com pessoal público.
    Exemplo – quanto custam os mais de 26.000 vereadores e os quase 115 mil assessores. O mesmo com deputados estaduais, federais e senadores e todo o aparato que se encontra “colado” em nossos edis. mas não vamos parar por ai. E a justiça, do STF até os juizes de pre-infância, assessores, e tudo mais.

    Quanto a previdência atual, quem sabe possamos, ainda descobrir quantas aposentadorias frias, daqueles que nunca contribuiram e tantas outras coisinhas.

    Nosso grande problema é que tem de arrumar tudo e mexer em tudo, menos conosco!

    Por que será que tantos são contra a AUDITORIA das contas da Previdência? É o medo de ser descobertos com uma enorme mentira.

    Fica a pergunta: exército para quem e para que?

    Fallavea

  8. 23:59 – A reforma da Previdência é vital para o futuro do país e exigirá o sacrifício de todos !

    —– —– —- —– —- —- —–

    00:00 – Sacrifício de todos??? Os militares sempre se sacrificaram pelo país e tem que ficar de fora dessa reforma !!
    E eu quero o auxilio moradia de volta ou aumento salarial !!!

    (Escrito em MODO NOVA VELHA ERA PRA ENGANAR OTÁRIOS)

  9. Prezado Carlos Newton

    Peço venia, mas você está mal informado (desinformado), pois os trabalhadores CLT descontam para o INSS 8% ( os empregadores contribuem co 12%), ao passo que os militares descontam 12% para a “seguridade”, mesmo após a transferência pata a reserva, e suas dependentes continuam descontando, logo descontam mais que os os trabalhadores CLT.
    Quanto ao atendimento médico, este não é “de graça”, pois os militares descontam para os respectivos Fundos de Saúde e pagam “indenização” para determinados procedimentos que demandem utilização de insumos, como filmes e reagentes.
    Se o atendimento médico é de boa qualidade, isto se deve à boa administração dos recursos destinados a essa atividade e à eficiência do setor de saúde.
    Devo ressaltar, ainda, que os militares possuíam, desde os tempos do império, o Montepio Militar, integrado por suas contribuições e por eles gerido para sua “aposentadoria” e pensão de suas dependentes (esposas e filhas solteiras).e era superavitário (diga-se bem gerido) Esse fundo foi absorvido (se não me engano nos idos do presidente Juscelino) em troca do pagamento pelo Tesouro Nacional, e não pela “seguridade social” (atual INSS) da “aposentadoria” e pensões.
    Prezado Carlos Newton, sugiro que, como ótimo e veterano jornalista, se informe antes de emitir certas opiniões, certamente seguindo as águas dos maus e facciosos jornalistas.
    Saudações
    Adalberto Nunes Neto

    • Desculpe, Adalberto, procure se informar melhor. O empregador paga 20% sobre o total da folha de salários. Pense nisso.

      Acredito que você seja neto do Almirante Adalberto de Barros Nunes, considerado uma das melhores figuras das Forças Armadas, de um família de militares notáveis, muito respeitado e que não quis fazer parte da Junta que sucedeu Costa Silva, indicando Augusto Rademaker.

      Não sou contra as Forças Armadas, meu padrinho era general, sou primo de um brigadeiro. Eu defendo que as FFAA façam as coisas certas, apenas isso.

      CN

      • Prezado Carlos Newton,

        Voce tem razão.
        Procurei informar-me melhor e verifiquei que o empregador recolhe 20% sore a folha salarial dos empregados, o que só reforça minha argumentação da diferença entre trabalhador CLT e militares, pois, no caso destes, são eles que recolhem para a remuneração quando na reserva (até 70 anos de idade) e reforma (mais de 70 anos) e não o empregador.
        Nada foi comentado quanto à absorção pelo Tesouro Nacional do Montepio Militar (que era, à época, substancial), residindo (a absorção) aí uma grande diferença, ´pois os militares, quando na reserva ou reformados não são remunerados pelo INSS, não influindo, assim, em seu possível ou real deficit, bem sobre o atendimento médico que, em realidade, não é “de graça”, como você ventilou.
        Deve ser ressaltado que o INSS deveria constituir-se em um fundo financeiro, que se bem gerido seria superavitário, a exemplo dos fundos previdenciários existentes nos Estados Unidos (que aplicam em bolsas e são sócios (minoritários) em grandes empresas, mas o governo apropriou-se e continua a fazê-lo de sua receitam não constituindo fundo financeiro, bancando, ele próprio, as despesas.
        Não vou mais estender-me sobre o assunto.
        Em realidade sou neto do Almirante Adalberto Nunes, pai do Almirante Adalberto de Barros Nunes a quem você se refere.
        Finalmente, em momento algum afirmei que você era, ou é, contra as forças armadas. Quanto a parentesco, isso não é fator para ser pró ou contra qualquer coisa.
        Aproveito a oportunidade para pedir seu e-mail profissional, pois poderemos trocar opiniões independentemente do blog, bem como gostaria de, vez por outra, enviar-lhe artigos redigidos pelo Almirante Sergio Tasso Vasques de Aquino, que, se julgado conveniente, poderiam ser publicados no blog.
        Queira-me bem.
        Adalberto Nunes Neto

  10. Sem entrar no mérito das reivindicações dos militares, de qualquer forma talvez seja preferível que eles tenham a franqueza de falar abertamente sobre elas, em vez de agir na surdina. Assim a reforma da previdência poderá ser melhor debatida por toda a sociedade.
    E é ilusão achar que determinados grupos não tenham interesses específicos e não estejam dispostos a defendê-los, ou que todo líder será necessariamente super-altruísta e dedicado exclusivamente ao “bem de todos” acima dos seus ou de seu grupo. Esse tipo de fantasia acabou por produzir na política figuras que eram boas demais para ser verdade, como o Demóstenes Torres ou o PT inteiro.

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