Como se moço e não bem velho já fosse o poeta Alphonsus de Guimaraens…

Quando Ismália enlouqueceu, Pôs-se na torre a sonhar... Viu...Paulo Peres
Poemas & Canções

O poeta mineiro Alphonsus de Guimaraens, pseudônimo de Afonso Henrique da Costa Guimarães (1870-1921), no soneto “Como Se Moço e Não Bem Velho Eu Fosse”, sente que algo novo aconteceu para alegrar a sua vida, mas, infelizmente, não passou de um sonho.

COMO SE MOÇO E NÃO BEM VELHO EU FOSSE
Alphonsus de Guimaraens

Como se moço e não bem velho eu fosse,
Uma nova ilusão veio animar-me,
Na minh’alma floriu um novo carme,
O meu ser para o céu alcandorou-se.

Ouvi gritos em mim como um alarme.
E o meu olhar, outrora suave e doce,
Nas ânsias de escalar o azul, tornou-se
Todo em raios, que vinham desolar-me.

Vi-me no cimo eterno da montanha
Tentando unir ao peito a luz dos círios
Que brilhavam na paz da noite estranha.

Acordei do áureo sonho em sobressalto;
Do céu tombei ao caos dos meus martírios,
Sem saber para que subi tão alto…

4 thoughts on “Como se moço e não bem velho já fosse o poeta Alphonsus de Guimaraens…

  1. 1) Pensamento do dia:

    2) “O azar é o pseudônimo que Deus usa quando não quer assinar suas obras” = Provérbio espanhol.

    3) Pelo visto, o Criador não assumiu nem vai assumir a responsabilidade pelo coronavírus.

    4) Tipo assim: “Humanos virem-se”.

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