Conheça o pensamento dos defensores da impunidade e do desencarceramento

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Charge do Newton Silva (newtonsilva.com)

Percival Puggina

Para entender o que pensa a corrente ideológica que, em boa parte, responde pela leniência da legislação penal brasileira, pela frágil execução penal e pela explosão da criminalidade no Brasil, nada melhor do que ler o que escrevem seus adeptos. As opiniões abaixo foram colhidas das citações contidas em um único texto, da autoria do prof. Leonardo Issac Yarochewsky. O artigo completo pode ser lido aqui, e tem o arrogante título “A sanha punitivista e/ou a boçalidade do discurso da impunidade”. Imaginem o resto da biblioteca…

RICARDO GENELHÚ – Pós-doutor em Criminologia pela Universität Hamburg: “O discurso contra a impunidade tem servido de motivo para uma suposta restauração da ‘segurança social’ quando na verdade, serve ela mesma, per se, é de desculpa para a perseguição ao “outro”(…)

“E o ‘discurso da impunidade’, com seu ensaio neurótico promovido por pessoas com onipotência de pensamento, tem poderosamente servido muito mais para ‘justificar’, ‘ratificar’ ou ‘manter’ a exclusão dos ‘invisíveis sociais’, tragicamente culpados e, por isso, incluídos por aproximação com os ‘inimigos’ (parecença), do que para demonstrar a falibilidade seletiva e estrutural do sistema penal antes e depois que um ‘crime’ é praticado, ou enquanto se mantiver uma reserva delacional publicizante, seja porque inafetadora do cotidiano privado, seja porque indespertadora da cobiça midiática.”

LEONARDO ISSAC YAROCHEWSKY – Advogado Criminalista e Doutor em Ciências Penais pela UFMG: “É certo que o discurso midiático – criminologia midiática – da impunidade, contribui sobremaneira para o avanço do Estado autoritário e para a cólera do punitivismo. Atingidos pela criminologia midiática e pelo discurso da impunidade, políticos tendem a apresentar projetos de leis com viés autoritário, conservador e reacionário.”

“Não se pode olvidar que a prisão continua sendo há mais de dois séculos a principal forma de punição para os “perigosos”, “vulneráveis”, “estereotipados” e “etiquetados”, enfim, para os que são criminalizados (criminalização primária e secundária) em razão de um processo de estigmatização, segundo a ideologia e o sistema dominante.”

SALO DE CARVALHO – Advogado e professor de Direito Penal: “O sintoma contemporâneo vontade de punir, atinge os países ocidentais e que desestabiliza o sentido substancial de democracia, propicia a emergência das macropolíticas punitivistas (populismo punitivo), dos movimentos políticos-criminais encarceradores (lei e ordem e tolerância zero) e das teorias criminológicas neoconservadoras (atuarismo, gerencialismo e funcionalismo sistêmico)”

MARILDO MENEGAT – Pós-doutor em Filosofia pela USP: “O melhor a fazer hoje é tornar público este debate, o que significa politizá-lo, pois é o único caminho para pôr termo, quem sabe aos martírios e sacrifícios desde sempre praticados por esta espécie que, por um milagre do acaso, fez-se uma forma de vida, ainda penso, inteligente. É hora de nos entregarmos à realização da liberdade, e, para isso, o fim das prisões torna-se imperativo”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Reitero: imaginem o resto da biblioteca e suas consequências nas salas de aula dos cursos de Direito.

4 thoughts on “Conheça o pensamento dos defensores da impunidade e do desencarceramento

  1. Esse bando de ativistas tentam justificar o injustificável. Principio básico: Errou tem que ser punido.

    No minimo com aplicação de poderosas sanções monetárias, isso é, pesadas multas que podem e devem ser revertidas ao prórpio sistema de segurança e sistema juridico.

    Se não tiver como pagar, que pague pesadamente em forma de cadeia mesmo. Dentro dessa situação dou só 2 exemplos de criminosos que sentiram muito mais o peso de multas/penalidades financeiras aplicadas a eles do que a própria condenação e/ou prisão:
    O 1º é o Lullarapio que sentiu fortemente o baque do arresto de ~ 9 milhões de Reais aplicado pelo juiz Sergio Moro de suas aplicações. O 2º é o do não menos marginal Pizzolato que não quer de forma alguma pagar uma fiança de uns 2 milhões. Pelo jeito esses vagabundos preferem ficar presos do que pagar fiança.

    Temos sim que acabar com a impunidade, até mesmo porque o modelo ideal de democracia desses ativistas esquerdopatas que é a Venezuela Bolivariana , mostra mais do que claramente que a tolerancia é zero para qualquer resistente ao regime. E nos EUA a tolerancia também é zero para marginais. Então Dª Gleisi e o Lindinho reclamam da frouxidão da cupula petralha eu reclamo da frouxidão contra marginais em geral, começando por esses marginais petralhas citados.
    E, desculpem a expressão já estamos de saco cheio com esses ativistas judiciarios, esse papinho furado de proteção às minorias, etc…
    Resumindo, errou tem que pagar, melhor ainda, pau que está batendo no Maluf tem que bater também no Lullarápio. .

  2. Não existe sociedade sem regras e regras são estabelecidas para estabelecer igualdade, e igualdade não é a lei do mais forte nem a do mais bem armado.

  3. Conheci a anos passados, um juiz de direito de uma comarca no interior de Santa Catarina, que era tido e havido como extremamente liberal e soltava a totalidade dos acusados, mesmo presos em flagrante ou com mandados de outras comarcas.
    Num belo dia,apareceu o tal juiz de revolver na cinta
    e todo bravo a frente de um pelotão da policia militar,
    procurando por um ladrão.
    Disse-me o sargento, que o meritíssimo estava indignado, pois haviam arrombado a sua residência e levado grande parte dos seus pertences e objetos de estimação.
    Neste dia o tal magistrado deve ter visto que a criminalidade que assola a população, também as vezes pode chegar até ele e chegou.
    Assim são este doutores, autores de teses esdrúxulas, que mais se parecem com princípios anarquistas.
    Como não punir os violadores da lei? O estado politicamente organizado vai se apoiar em que para continuar estado, e por consequência organizado?
    Acho que muitos deste “doutores” fazem é brincadeiras, procuram nestas teses malucas, é fazer charminho e ter seus 15 minutos de fama, porque não se pode compreender que um indivíduo que estude tanto, tenha estas idéias tão sem sentido.
    Lembrando também, que países de regimes comunistas, a tolerância com a criminalidade é zero, ou alguém conhece bandos armados de assaltantes na Coréia do Norte, em Cuba ou na China?
    O crime só é suportado pela esquerda, até a chegada ao poder, dai para frente são “outros quinhentos”.

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