Conselho de secretários de Saúde rebate versão de ministério e critica protocolo para o uso da cloroquina

Conselho não endossa uso em pacientes com sintomas leves

Daniel Gullino, Leandro Prazeres e Marco Grillo
O Globo

O Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) rebateu o Ministério da Saúde e afirmou, nesta semana, que não concorda com a mudança de protocolo de tratamento para casos leves de coronavírus, permitindo o uso de cloroquina e hidroxicloroquina.

Em entrevista coletiva em que a alteração foi anunciada, o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, havia afirmado que a alteração acontecera com a participação de gestores estaduais e municipais e representantes de associações médicas. Em nota, o Conass reforçou que não há “evidências científicas” que sustentem a eficácia dos remédios no tratamento da covid-19.

POSICIONAMENTO – “Com respeito ao documento intitulado ‘Orientações do Ministério da Saúde para tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da Covid-19’, lançado pelo Ministério da Saúde, sem participação técnica e pactuação tripartite, o Conass reafirma sua posição de pautar-se, sempre, pelo respeito às melhores evidências científicas. Assim, ao contrário do que foi divulgado em entrevista coletiva no dia de hoje, deixa claro que tais orientações são de única responsabilidade do Ministério da Saúde”, disse o Conass.

Antes, o secretário-executivo da pasta dissera que a elaboração do novo protocolo tinha contado com a participação do conselho. “Tudo isso é um processo integrado, contínuo, com a participação de todas as secretarias. Dessa forma foram elaboradas as orientações, ouvidos agentes internos e externos, técnicos, especialistas, para que o documento fosse finalizado. Houve a pactuação, conforme já falado também, com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), com o Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Já falaram também com o Conselho Federal de Medicina e, por último, com a Sociedade Brasileira de Cardiologia”, afirmou Élcio Franco na coletiva.

SEM COMPROVAÇÃO – O Conass criticou ainda o fato de a discussão estar centrada em medicamentos cuja eficiência não está comprovada e não em elementos que poderiam ajudar o país a enfrentar a pandemia.

“O Conass insiste na importância de se prosseguir com a discussão junto ao gestor federal do SUS sobre temas que se relacionam diretamente à estratégia de enfrentamento à pandemia de modo tripartite. Por que estamos debatendo a cloroquina e não a logística de distanciamento social? Por que estamos debatendo a cloroquina ao invés de pensar um plano integrado de ampliação da capacidade de resposta do Ministério da Saúde para ajudar os estados em emergência? O entendimento do CONASS é o de que precisamos unir forças em um projeto único, pactuado, dialogado com as necessidades de cada região do país, com as dificuldades de cada unidade federativa, bem como das capitais e demais municípios”, afirmou o conselho.

13 thoughts on “Conselho de secretários de Saúde rebate versão de ministério e critica protocolo para o uso da cloroquina

  1. FUÓÓÓÓÓÓÓÓÓÓ !!

    Atençãom Tchurminha da Cangalha Ideólogica!

    Boa noite, quadrúpedes que urraram de gozo com o videozinho da Reunião!

    Boa noite, jumentos que minimizam 20 mil mortes de brasileiros por Covid-19!

    Ainda empanzinados com o capim de ontem?

    Já ouviram o berrante tocando hoje?

    Já sabem, né? Agora é cloroquina de volta a pauta, viu Gadinho?

    O dono da pocilga já deu a deixa!

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk xD

    • Ah, e não esqueçam: O Imbroxável falou que estão querendo a hemorróida dele! Protejam a hemrróida do Imbroxável, viu?

      “Ainnnnnnnnnnnnnnnnnnnn, ninguém tasca na hemorróida do meu Imbroxável!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”

      • Essa é pra aqueles microempresários otários que botam a camisetinha verde amerelinha da corruptíssima CBF e vão zurrar nas Marchas do Orgulho Bovino:

        “Nós vamos ganhar dinheiro usando resursos públicos pra salvar grandes companhias, agora, nos vamos perder dinheiro salvando as pequenininhas” (Paulo Guedes)

        “Êh, ô, ô, vida de gado
        Povo marcado
        Êh, povo feliz!”

        • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (Pausa pra respirar!) kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (Outra pausa!) kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (engasgando de tanto rir!) kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk (Ufa!) kkkkkkkkkkkkkkkkk xD

    • Policarpo, vc está se esquecendo que, quanto maior o número de infectados, mais dinheiro para gastar sem licitação ? A imprensa em todas as suas formas é incapaz de criticar os titulares executivos de SP e RJ. Como diria Tuma: “Rolou verdinha”.

  2. Saí dai Policarpo, não fique se misturando com este tipo de gente.Tem uma porção de blogs que não tem a pauta golpista e estes loucos esquerdopatas. Isto faz mal a saúde.

  3. Cadê os resultados de pesquisa científica (ainda que preliminares) para apontar a eficiência da Cloroquina?

    Não tem…

    Mas o Governo decidiu produzir em massa e liberar para medicação – cogitou até mesmo mandar alterar a descrição da bula recomendando para Covid-19 (Oi ?).

    O Presidente edita a MP 966 a fim de proteger agentes públicos de responsabilidades por suas decisões no combate à pandemia – incluindo o próprio Presidente, seus Ministros e Secretários de Governo, além de profissionais da área da saúde.

  4. Não tomem a hidroxicloroquina, não aceite ser envenenado pelo Bolsonaro.
    Assine um termo de recusa, se você morrer por causa do remédio pode denunciar Bolsonaro como assassino envenenador.
    Ninguém vai duvidar da palavra de um morto de esquerda.
    Hehehe.

  5. “Durante encontro com apoiadores, Bolsonaro diz que cloroquina é a única possibilidade de cura contra a Covid-19
    Sem apresentar números e a origem da informação, Bolsonaro disse que “muitas pessoas foram curadas” pelo medicamento” (O Globo – 24/05/2020)

    É ou não é um fanfarrão?

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