Conselho Nacional do MP vai apurar caso das mensagens entre Moro e Deltan Dallagnol

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Deltan Dallagnol é alvo de duas apurações diferentes no CNMP

Thais Arbex e Mônica Bergamo
Folha

Os conselheiros do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, Gustavo do Vale Rocha, Leonardo Accioly da Silva e Erick Venâncio Lima do Nascimento apresentaram na manhã desta segunda-feira (10) representação ao corregedor do colegiado pedindo a apuração das condutas dos procuradores da República citados na série de reportagens do The Intercept Brasil. A iniciativa pela investigação foi relevada na manhã desta segunda-feira pela coluna Mônica Bergamo, da Folha.

Mensagens atribuídas ao ex-juiz Sergio Moro e ao procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal (MPF), que foram divulgadas neste domingo (9) pelo site mostram que os dois trocavam informações quando integravam a força-tarefa da Operação Lava Jato.

APURAÇÃO – “Ressaltando que aqui não se forma nenhum juízo prévio de valor, cabe apurar se houve eventual falta funcional, particularmente no tocante à violação dos princípios do juiz natural, da equidistância das partes e da vedação de atuação político-partidária”, diz Bandeira de Mello na representação.

Os conselheiros dizem que a atuação do CNMP se faz necessária “caso forem verídicas as mensagens e correta a imputação de contexto sugerida na reportagem, independentemente da duvidosa forma como teriam sido obtidas”.

Moro, que hoje é ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro (PSL), foi o juiz responsável pela operação em Curitiba. Ele deixou a função ao aceitar o convite do presidente, em novembro.

Segundo a reportagem do Intercept Brasil, Moro teria sugerido ao MPF (Ministério Público Federal) trocar a ordem de fases da Lava Jato, cobrou a realização de novas operações, deu conselhos e pistas e antecipou ao menos uma decisão judicial.

OUTRA RECLAMAÇÃO –  O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) propôs também instaurar reclamação disciplinar contra o procurador da República Deltan Dallagnol por ter influenciado a eleição para a presidência do Senado, com mensagens nas redes sociais.

O corregedor nacional do MP, Orlando Rochadel, entendeu que o Dallagnol exerceu atividade político-partidária ao usar seu Twitter para desqualificar Renan Calheiros como possível presidente da casa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGDallagnol deu uma grande bobeada ao usar o Twitter para atacar Renan Calheiros. Como se sabe, a fama leva as pessoas a cometerem erros. Mas não é nada grave, que vá atrapalhar a brilhante carreira do coordenador da Lava Jato, ao qual o país tanto deve. (C.N.)

8 thoughts on “Conselho Nacional do MP vai apurar caso das mensagens entre Moro e Deltan Dallagnol

  1. Em 2017 eu escrevi um comentário na T.I. (pudesse agora recupera-lo, mas deve ter sido deletado) mencionando o perigo da falta de proteção á liberdade de expressão de cada usuário de redes sociais ou app de troca de mensagens que permita uma comunicação global segura.

    No comentário eu mencionei o programador Brian Acton, criador do WhatsApp, quando ele vendeu o WhatsApp para o Facebook Facebook por US$ 20 BILHÕES, em 2017 criou o SIGNAL, plataforma semelhante ao Whatsapp mas sem os dedos sujos do modelo monetizador do Facebook.

    O SIGNAL assegura aos usuários um nível de segurança de privacidade que esta longe de ser assolado por escândalos de privacidade.

    O que acontece? Ninguém se importa!
    Nem os meus contatos do WhatsApp se importaram com a noticia, somente 10% instalou o SIGNAL e de lá pra cá desistiram de utiliza-lo…

    Acton criticou o Mark Zuckerberg, do Facebook, por trocar privacidade por receita ao permitir anúncios em sua plataforma.

    Acton avisou as pessoas “rejeitem” o Facebook, excluindo o aplicativo de seus smartphones e outros dispositivos.

    A maior rede social do mundo vive cercada por uma série de escândalos de privacidade.

    Parece mesmo que as pessoas não estão nem aí no que diz respeito á privacidade, hoje em dia…

    “O Signal nunca buscou financiamento de capital de risco ou investimento, porque colocar lucro primeiro seria incompatível com a construção de um projeto sustentável que colocasse os usuários em primeiro lugar.

    “Como consequência, o Signal às vezes sofreu com nossa falta de recursos ou capacidade no curto prazo, mas sempre sentimos que esses valores levariam à melhor experiência possível a longo prazo.

    Isso reforçou a austeridade de ter poucos desenvolvedores (contando-os na mão) e nenhum escritório real (eles trabalham em um espaço compartilhado) finalmente resultou em dividendos substanciais – bem, não dividendos tecnicamente, mas certamente apenas recompensas.”

    Operar como uma organização sem fins lucrativos mantém as coisas simples para a Signal Foundation, como há anos: oferecer esse serviço como um bem público, cobrir o custo com doações e doações e nunca sentir qualquer pressão para ganhar dinheiro ou pagar os investidores. Os US $ 50 milhões investidos na Signal Foundation vêm diretamente dos fundos próprios da Acton.

    Bem, quase sem pressão. Na parte de Acton, ele explica que, embora o objetivo seja “abrir um novo modelo de tecnologia sem fins lucrativos focado em privacidade e proteção de dados para todos, em qualquer lugar”, eles também querem tornar a Fundação Signal “financeiramente auto-sustentável”. Mais tarde, ele sugere que “múltiplas ofertas que se alinham com nossa missão principal” estão no futuro.

    ACORDA galera, deletem seus Facebooks, resguardem-se no WhatsApp que hoje é INSEGURO, usem o Signal e esqueçam os aplicativos do capeta!!!!!!

    https://signal.org/blog/signal-foundation/

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