Cony e Collor

Estava viajando mas nada impede que destaque o artigo de Carlos Heitor Cony, manifestando a confiança no espírito público, na integridade pessoal, na isenção, na inteligência, no amadurecimento e no patriotismo do ex-presidente e agora senador Fernando Collor. Cony compara, “sem radicalismo, nem para o bem nem para o mal”, o antigo Collor, jovem, dado a rompantes, com 40 anos de idade, que pretendia resolver os graves problemas brasileiros do dia para a noite. E o pior: sem praticamente nenhuma sustentação política no Congresso, com o dr. Jekill e mister Hyde, que se misturavam num só para praticar sandices e horrores. Cony se mostra aliviado e contente, como milhões de brasileiros que sempre confiaram nele, que o agora sessentão Fernando Collor mudou para melhor. É homem mais centrado, sem contudo perder sua vigorosa personalidade e que, portanto, frisa Cony, “ainda tem muito a oferecer ao Brasil e aos brasileiros”. Abro novas aspas para o atilado Cony:”Pouco a pouco, a estranheza que provocara entre seus pares, obrigados a conviver com um réprobo, vai se diluindo diante da evidência de sua capacidade de trabalho e sua correção para com os assuntos importantes.” Por fim, a meu ver, digo ao acadêmico e veterano jornalista Cony, que Mister Hyde foram os calhordas, covardes, oportunistas e hipócritas que arrancaram Collor da Presidência da República. No pouco tempo no cargo, Collor tirou o Brasil das amarras do atraso e da servidão. As pessoas inteligentes, sem amarguras no coração, como Carlos Heitor Cony, acabam gostando de Collor e fazem questão de reconhecer e proclamar suas virtudes de cidadão e homem público.

Vicente Limongi Netto
Brasília – DF

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