Crise entre Bolsonaro e o PSL expõe divergências entre os filhos do presidente

Senador Flávio Bolsonaro e vereador Carlos Bolsonaro Foto: Adriano Machado / Reuters

Flávio (Zero Um) e Carlos (Zero Dois) não se entendem

Thiago Prado
O Globo

A crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o PSL expôs mais uma vez as diferentes visões que os filhos Flávio e Carlos têm da política. Enquanto o senador Flávio, em reunião com aliados esta semana, pregou que os ânimos fossem acalmados antes de qualquer decisão sobre sair do partido, o vereador Carlos foi para as redes sociais jogar mais querosene ainda na fogueira que se formou em torno do Planalto e do Congresso: defendeu candidaturas independentes, ou seja, sem necessidade de filiação partidária.

As fivergências entre Flávio e Carlos no campo político estão aparecendo cada vez mais, e a candidatura do PSL à prefeitura do Rio é mais um campo de atrito.

CANDIDATURA – Enquanto o senador Bolsonaro dá força para a candidatura do deputado estadual Rodrigo Amorim, o vereador Bolsonaro trabalha para que o nome do partido seja outro, embora ainda não tenha deixado claro qual.

Ele não gosta de Amorim, que se notabilizou na campanha eleitoral por quebrar a placa da vereadora assassinada Marielle Franco. Dois parlamentares do partido— o deputado estadual Márcio Gualberto e o federal Luiz Lima — já se colocaram à disposição para disputar prévias.

Historicamente, os dois irmãos nunca estiveram afinados. A ponto de ficarem sem se falar durante boa parte da campanha para a prefeitura do Rio em 2016, quando Flávio, mais velho, lançou-se candidato contra a vontade do pai. Foi nessa época que rivalidade entre os dois se tornou mais visível.

TUDO EM FAMÍLIA – Com ciúmes da escolha de Flávio, de estilo mais moderado, Carlos, que na época tentava se eleger pela quarta vez para a Câmara Municipal do Rio, se recusou a distribuir material de campanha nas ruas em conjunto com o irmão.

Outro episódio gerou desentendimento na família em 2016. Em um debate na TV, Flávio passou mal e quase desmaiou. O deputado foi ajudado pela então candidata à prefeita Jandira Feghali, do PCdoB, que é médica, e agradeceu em nota oficial. Na internet, que na época começava a ser uma fortaleza de comunicação da família, foram feitos vários memes ironizando a ajuda de uma comunista a um Bolsonaro.

Influenciado pelo filho Carlos, Jair proibiu Flávio de postar mensagens na rede por cinco dias. Somente meses depois o clima na família voltou a ser pacificado após Flávio escrever uma carta pedindo a união dos três.

E O ZERO TRÊS? – Já o deputado federal por São Paulo e filho mais novo do presidente, Eduardo Bolsonaro, consegue ter boa relação com os dois irmãos, mas mantém a linha mais explosiva de Carlos.

Durante o segundo turno da corrida ao Planalto, uma frase sua sobre “fechar o Supremo Tribunal Federal com um cabo e um soldado” gerou a última crise da campanha de Bolsonaro. O atual presidente chamou a atenção de Eduardo, mas sem qualquer tipo de irritação. “Já adverti o garoto”, disse para a imprensa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – De repente, bateu aquela saudade. Cadê o filósofo terraplanista Olavo de Carvalho? Com sua criatividade antidiluviana, o bruxo da Virginia faz falta ao noticiário bolsonariano.  (C.N.) 

9 thoughts on “Crise entre Bolsonaro e o PSL expõe divergências entre os filhos do presidente

  1. Enfiaram na nossa cabeça que a corrupção e o maior problema do Brasil agora estão desviando o assunto para crise no PSL o laranjal,será que tudo isso não é para deixarmos de falar no desemprego nos milhos de brasileiros abaixo da linha da pobreza o massacre que vai ser a tal reforma da previdência entre outros temas.Nos alertemos para não cairmos no conto da sereia.

  2. Este País é fenomenal.
    Bem diz a piada da criação do mundo quando o Arcanjo Gabriel questionou ao Todo Poderoso quanto às riquezas com que ele contemplou esta terra….e o Altíssimo respondeu…verás o povinho que vou colocar la dentro!
    Hoje temos duas correntes de massa interessante, totalmente desarvoradas, um defendendo o presidiário e a outra o da bala!
    Mas, o que interessa é constatar que o povo elege seus supremos mandatários à sua imagem e semelhança. Senão:
    Fernando – o fugaz – exibicionista prepotente;
    Fernando – o intelectual – pérfido vaidoso;
    Luis – ignorante experto;
    Dilma – detraque experta;
    Jair – tosco atrapalhado.
    Todos lídimos representantes do seu povo a confirmar o vaticínio do Todo Poderoso.
    E assim caminha e humanidade. Rssss

  3. Em um país de mais de 200.000.000 existem 200 detonando a vida de 199.999.999.

    É a Brasilda se auto-flagelando em nome de falsos lideres e falsa conduta.

    Enquanto isso os indigenas do Equador mostram como se faz com esses macacos….

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